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CURRENT MOON

Archive for abril, 2011

Assassinato no Expresso do Oriente

Mistérios apimentados, personagens lendários,
podre de chic…


Para evitar o fenômeno moderno que eu chamo de “viajantes enlatados”, pelas companhias aéreas, sugiro fazer viagens de trem.

Para tanto, nada melhor do que o Venice Simplon Orient Express que foi inaugurado em outubro de 1883, saindo de Paris, atravessando os Alpes, Budapeste, Bucareste e Constantinopla.


Forrado de luxos e ricos detalhes o Oriente Express ficou  conhecido pela sua cozinha requintada, vinhos excelentes e  serviço impecável.

Este lendário trem, transportou reis, celebridades e  personalidades sombrias até os anos 1920 onde  encontrou sua glória.

Entre elas, preciso citar três das minhas grandes musas eternas que eram frequentadoras assíduas: a espiã/dançarina exótica Mata Hari, a bailarina Isadora Duncan e a escritora Agatha Christie que escreveu o seu best-seller “Assassinato no Oriente Express” durante uma viagem.

Mata Hari

Mata Hari

Agatha Christie

Isadora Duncan

Após a Segunda Guerra Mundial, outras formas de transporte provocaram o seu declínio e em 1977 levou seus últimos passageiros.

O responsável pelo resgate do fabuloso trem foi o empresário James B. Sherwood, que após gastar 16 milhões de dólares em 1982, restaurou 35 vagões vintage, comprados num leilão da Sothebys em Monte Carlo.

Cada carro possui um nome e tema distinto com uma decoração única  feita por um mestre-artista-bapho, como por exemplo o vagão ‘Côte d’Azur’ que foi detalhadamente esculpida por ninguém menos que René Lalique em 1929;

Mais um exemplo seria o vagão  ponto de encontro essencial de quem viaja o ‘Bar Car’, todinho em estilo Art Nouveau criado por Gerard Gallet em 1931.

Dentro de tais cenários suntuosos, é esperado que o viajante se vista de acordo.

Uma arte perdida, pra quem sabe a quê me refiro…

Digo, não é viagem para levar na mala, a calça jeans de que tanto gosta.

Aquela calça de moleton tão gostosinha então, nem pensar!

Se joga do trem, por favor…

Falando tanto em trens, não consigo deixar de pensar num filme que mudou a minha vida, o Shanghai Express com a diva Marlene Dietrich.

Acredito que não se trata do mesmo trem, mas como estamos nos referindo a viajar com glamour, este filme é pura montação.

Dietrich vive uma ex-prostituta que se torna milionária e viaja pelo mundo com a sua assistente/mucama/valet chinesa, chiquérrima, chiquérrima e só tomba a cada estação.

Em homenagem a tamanho ícone precisei nomear minha filha Rottweiller que está no céu e pra sempre no meu coração, de Shanghai Lili.

Momento lágrimas nos olhos, um minuto de silêncio…

Digno.

Um detalhe importante sobre o código de figurino numa viagem que se preze:

Naquele momento solene onde descemos (ou subimos) da plataforma, faço questão de estar com o casaco somente sobre os ombros, jamais com os braços colocados.

O mesmo serve para barcos e aviões.

Só um detalhe…

Comigo agora, imaginem:

Sentar numa janela art deco, sentir o vento dos Alpes no rosto e o perfume de boudoir antigo ainda resiste no casaco Galliano. Numa mão está o livro preferido de Honoré de Balzac, na outra uma taça de um vinho amadeirado. O som do piano ecoa pela janela, atrás ficou a magia de Istambul e o futuro agora só resta apenas…Veneza.

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