Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...Mummy portrait of a woman Romano-egyptian A.D. 100-110Boa segunda! Boa semana!Since 1987
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CURRENT MOON

Archive for setembro, 2011

TODAY`S SOUND KILL BILL VOL.1 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje para fechar a semana falaremos da trilha de um filme bem pop, uma homenagem aos filmes de kung-fu dos anos 70: “Kill Bill Vol. 1” de Quentin Tarantino.

Tarantino usa e abusa das referências pop na maioria de seus filmes, isto que o torna cada vez mais um diretor interessante e sempre nos surpreendendo.

Antes de “Kill Bill” ele ficou seis anos sem filmar e este vol. 1 foi lançado em 2003, ou seja, era um filme bastante esperado por seus fãs.

Esta primeira parte mostra o plano de vingança da “noiva” ou “the bride” (interpretada por Uma Thurman) depois que seu ex-grupo de assassinos quase a mata no ensaio de seu casamento (ela iria casar com o próprio Bill do título).

As homenagens aos filmes de artes marciais já começam no próprio uniforme amarelo e preto usado por Uma durante quase todo o filme, o mesmo usado por Bruce Lee no filme “Jogo da morte”.

A trilha é uma excelente seleção de músicas pop seja de filmes, TV, dos anos 60 e 70, com temas instrumentais de RZA (líder do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan) e do compositor Charles Bernstein.

Tarantino adora recuperar ídolos esquecidos, uma das escolhas certeiras da trilha foi o resgate de “Bang Bang (My baby shot me down)” de Nancy Sinatra (a filha de Frank) que toca logo nos créditos inicias e que voltou a ser hit devido ao filme:

Claro que o diretor não poderia deixar de colocar na trilha e no filme um referencial a música pop asiática incluindo o grupo feminino The 5,6,7,8s com o rockabilly “Woo Hoo”:

Outra música bastante lembrada da trilha é “Don´t let me be misundestood” do Santa Esmeralda, um hit disco que serve de pano de fundo para uma das sequências mais emocionantes do filme: quando a noiva enfrenta sua arqui-inimiga O-Ren Ishii (Lucy Liu):

A trilha de Kill Bill Vo. 1 tem músicas que homenageiam tanto os seriados de TV antigos com a inclusão de “Green Hornet Theme” de Al Hirt e “Twisted Nerve” de Bernard Herrmann, bem como o spaghetti-western com “The Grand Duel” de Luis Bacalov e os filmes de blaxploitation (os filmes black da década de 70) com “Run Fay Run” de Isaac Hayes.

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TODAY`S SOUND: O FUNDO DO CORAÇÃO (ONE FROM THE HEART) POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falaremos da trilha de um filme que levou Coppola à falência, um filme incompreendido na época: “O Fundo do Coração” (One from the heart).

“O Fundo do Coração” é um projeto muito especial de Francis Ford Coppola (o premiado diretor da trilogia “O Poderoso Chefão”), pois ele resolveu bancar sozinho este filme através de seu estúdio Zootrope e como este foi mal nas bilheterias, acabou levando a estúdio a falência.

Coppola,em seus delírios de grandeza, optou por construir uma Las Vegas estilizada em seu estúdio, elevando o custo inicial de dois para 25 milhões de dólares. O trabalho de direção de arte de Dean Tavoularis é excepcional.

A estória é um conto de amor sobre um casal em crise, Hank (Frederic Forrest) e Frannie (Teri Garr) que depois de cinco anos de relacionamento resolvem separar-se e viverem suas aventuras, ele com uma garota de circo (Nastassja Kinski) e ela com um dançarino (Raul Julia).

A trilha foi toda concebida por Tom Waits, com a supervisão de Coppola e dos produtores musicais, e está super presente em todo o filme como uma espécie de diálogo cantado entre os personagens. O filme não chega a ser um musical, mas é quase como se fosse. Na edição especial em DVD, há um conteúdo extra que mostra Waits criando algumas músicas da trilha, onde eles mesmos comentam que até os silêncios no filme são musicados:

Waits chamou como seu contraponto feminino a cantora country Crystal Gayle, que se mostra uma ótima intérprete das canções meio blues/jazzy; a mistura da voz rouca de Waits com a voz cristalina de Gayle se mostra eficaz como em “This one’s from the heart”:

Outra cena bacana é a que Hawk e Frannie saem cada um com seus novos partners,: ela num club dançando e cantando com Julia e ele num delírio com Kinski (no auge de sua beleza) e muito neon e colorido de Vegas ao fundo:

As sessões de gravação tiveram várias participações de músicos como Mickey Hart (baterista do Grateful Dead), Greg Cohen, Teddy Edwards, Jack Sheldon (estes três excelentes músicos de jazz), entre outros e chegou a concorrer ao Oscar de melhor trilha original.

O filme discute se devemos aceitar o amor verdadeiro ou a promessa de um sonho, estava anos a frente de seu tempo quando foi lançado em 1982. Musicais como ‘Moulin Rouge” devem muito a “One from the heart”.

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TODAY`S SOUND: UM HOMEM UMA MULHER (UN HOMME ET UNE FEMME) por Arthur Mendes Rocha

O post de hoje é sobre a trilha de um dos filmes mais românticos de todos os tempos, vencedor da Palma de Ouro de 1966 e do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1967: “Um homem, uma mulher” (Um homme et une femme).

O filme foi dirigido por Claude Lelouch e causou sensação no mundo inteiro, por mostrar com classe, planos inovadores de câmera, flashbacks, misturando preto e branco, sépia e cores, o envolvimento entre um homem e uma mulher.

Nos papéis principais estão Jean Louis Trintgnant e Anouk Aimée (no auge de sua beleza), cuja química contribuiu diretamente para todo este sucesso.

Um dos elementos que mais marcou este filme foi sua deliciosa trilha sonora assinada por Francis Lai (usual colaborador de Lelouch) e cujo tema principal passou a ser assobiado por toda uma geração; a letra é de Pierre Barouh (que no filme faz o papel do marido de Aimée) e a voz é de Nicole Croisille.

O filme conta a estória de dois viúvos, um piloto de carros de corrida e uma script-girl, que freqüentam a mesma escola para visitar seus filhos e a partir daí apaixonam-se.

O score de Francis Lai para o filme é nada menos que sublime, com referências jazzísticas e aquele estilo cocktail music dos anos 60. Duas faixas que se destacam também são “Aujord’hui c’est toi” e “Plus fort que nous”:

A trilha tem até uma homenagem à música brasileira com a inclusão de “Samba Saravah” de Baden Powell e Vinicius de Moraes, aqui com o vocal de Pierre Barouh, que no início da letra fala dos nomes de destaque do samba e da bossa nova:

A trilha concorreu ao Globo de Ouro e ao BAFTA (o Oscar britânico) e até hoje é utilizada em comerciais e em programas jornalísticos (como o programa Panorama da BBC); o filme também ganhou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e o Oscar de melhor roteiro em 1967.

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Tigre’s buddie in Harajuku texture

Mari Leone veste:

Tricot – TNG

Saia e camiseta de malha – 3 AM

Tiara de correntes – 3 AM

Meia soquete de renda – Tri-Fil

Sapatilha – Arezzo

Tigre veste:

Coleira de ossinhos – Cobasi

Créditos:

Foto: Droo Dro

Produção de Moda: Mari Leone

Styling: Japa Girl

Make-up & Hair: Adriana Mantovani Lunardelli

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Today’s Sound: As Virgens Suicidas (Virgin Suicides) por Arthur Mendes Rocha

A estréia de Sofia Coppola na direção foi com este pequeno filme de 1999 baseado num best seller de Jeffrey Eugenides e que é o nosso post de hoje: “As Virgens Suicidas” (The Virgin Suicides).

“As Virgens Suicidas” conta a estória de cinco irmãs da família Lisbon, sendo que uma delas acaba se suicidando e as tentativas dos pais para que as demais filhas não sigam o mesmo caminho. O filme é estrelado por Kirsten Dust (em um de seus primeiros papéis de destaque), Josh Hartnett (inesquecível como Trip Fontaine), Kathleen Turner, James Woods, entre outros.

A trilha original deste filme é um primor, já que foi toda composta pelo duo francês Air. O Air é formado pela dupla Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, eles são conhecidos por fazerem um som eletrônico e etéreo, que deu um novo sopro de originalidade na música francesa no final dos anos 90.


A canção “Playground Love” é o tema principal e virou um videoclipe co-dirigido por Sofia com seu irmão Roman Coppola e onde um chiclete canta a música e contém várias cenas do filme:


O filme tem toda a atmosfera dos anos 70, com cores suaves, parece até feito na época e foi lançada uma segunda trilha com as músicas que tocam no filme e que é uma coletânea de músicas pop que tocavam nas rádios americanas daquela época.


Em uma das melhores cenas do filme, os garotos, que são apaixonados pelas virgens, telefonam para a casa delas e ambos ficam tocando músicas um para o outro nas vitrolas da época. Entre as músicas estão “Hello,it´s me” de Todd Rundgren, “Alone Again (Naturally)” de Gilbert O’Sullivan, “Run to me” dos Bee Gees e “So far away” de Carole King (infelizmente estas duas últimas não estão presentes na trilha que foi lançada):

Outra cena de destaque é a que mostra trechos do diário de Cecilia (a irmã que se suicidou) e no fundo toca “Ce matin La” do Air:

As Virgens Suicidas é um belo filme, que retrata a angústia de ser adolescente, de se apaixonar pela primeira vez e é um dos filmes que melhor retrata este período para quem viveu nos anos 70.

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Today’s Sound: Fome de Viver (The Hunger) por Arthur Mendes Rocha

Para começar bem a semana, hoje falaremos da trilha de um filme sobre vampiros dos anos 80: “Fome de Viver “(The Hunger).

“Fome de Viver” é um filme de 1983 e é o primeiro trabalho dirigido por Tony Scott (irmão de Ridley Scott) e estrelado por  Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Sarandon.

Deneuve e Bowie fazem um elegante casal de vampiros que, para permanecerem vivos, precisam do sangue de pessoas mais jovens. Porém Bowie está envelhecendo muito rápido e Deneuve recorre à ajuda de uma médica (Sarandon), pela qual se apaixona.

O filme tem uma das aberturas mais marcantes de todos os tempos: enquanto rolam os créditos, Peter Murphy (do Bauhaus) canta “Bela Lugosis’ dead” em um club underground, daqueles bem típicos dos anos 80, com uma atmosfera gótica, enquanto Deneuve e Bowie procuram suas vítimas. A escolha do Bauhaus tem tudo a ver com a seqüência, pois o vocalista Murphy tem mesmo uma aparência vampiresca e a música fala de Bela Lugosi, o primeiro Drácula do cinema:

O diretor Scott veio da escola de videoclipes e comerciais, mas Hollywood boicotou-o por alguns anos, considerando o filme muito “artsy” e esotérico.

A trilha tem música original de Michel Rubini e Danny Jaeger utilizando muito a influência da música eletrônica dark da época com o uso de sintetizadores e com trechos de músicas clássicas de Schubert, Bach e Delibes.

Um clássico bastante presente na trilha é o piano trio n 2 em mi bemol  opus 100 de Franz Schubert ( já utilizada no filme “Barry Lyndon”), que serve de fundo para sequências como a em que Bowie relembra quando conheceu Deneuve e os dois tomam banho juntos:

Também é considerada uma das melhores cenas de lesbianismo no cinema, a cena lesbian-chic entre Deneuve e Sarandon tendo ao fundo o The flower duet (Lakmé) de Léo Delibes:

“Fome de Viver” é um filme extremamente estético, com uma bem escolhida trilha, um elenco afinado, um figurino muito chique; um filme de terror romântico e estilizado, sobre vampiros que vivem nos novos tempos, quando ninguém falava sobre vampiros modernos.

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