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Archive for fevereiro, 2012

Today’s Sound: Gil Scott-Heron por Arthur Mendes Rocha

Hoje falaremos de outro artista fundamental para o rap e o hip-hop, que com sua poesia e música é considerado quase como um pai do gênero: Gil Scott-Heron.

Heron começou sua carreira na literatura, já que passou a se interessar pela leitura desde seus tempos como colegial no Bronx e aos 13 anos ele publicou seu primeiro livro de poesias.

Enquanto cursava a faculdade, ele abandonou o último ano para escrever sua primeira novela, “The Vulture”, lançada em 1968 e muito bem recebida pela crítica.

No final dos anos 60, ele é encorajado pelo produtor de jazz Bob Thiele (que já havia trabalhado com Louis Armstrong e John Coltrane, entre outros) a gravar música e assim ele lança seu álbum de estréia ‘Small Talk at 125th and Lenox”.


O álbum contém uma forte mensagem política, criticando os meios de comunicação de massa e a ignorância da classe média americana. Uma das músicas mais marcantes dele é “The revolution will not be televised”:

Esta música virou uma referência essencial aos rappers, já que é praticamente uma música falada, com acompanhamento de bongos e conga, enquanto ele declama sua poesia de rua.

Ao sair da gravadora de Thiele, ele ingressa na Arista e a partir daí lança trabalhos que chegam nas paradas de sucessos de R&B, misturando poesia, jazz e uma pitada de disco em músicas como “The Bottle”(seu maior hit chegando ao 15º lugar na parada R&B)

e também “Johannesberg”:

Durante os anos 80, Heron acaba sendo produzido por Nile Rodgers, mas sua música tenta atacar cada vez mais o governo Reagan e ele acaba sendo dispensado da gravadora em 1985. Mesmo continuando a fazer shows pelo mundo, Gil fica sem gravar até 1993, quando lança “Spirits”.

Heron teve vários problemas com drogas, brigas com sua ex-mulher até descobrir que era portador do vírus da Aids. Mesmo assim, ele gravou em 2010, pela gravadora XL, o álbum “I’m new here” e conquistou toda uma nova geração que mal conhecia seu trabalho.

Em 2011, ele lança uma versão remixada deste álbum juntamente com Jamie XX (da banda XX) que se torna um sucesso no circuito alternativo e pelo qual ele participa de vários festivais na Europa. Um dos destaques do álbum é “Me and the devil”:

Em maio do mesmo ano, Heron faleceu em virtude de uma pneumonia causada pela Aids.

A música de Heron mistura ritmos como soul, funk, jazz, ritmos latinos, é influência direta na música rap já que ele foi um inovador, declamava sua poesia com fundos políticos tendo a música como maneira de se fazer ouvir.

Sua voz potente, grossa, clara é sua marca registrada. A geração de músicos que veio depois dele, tanto no hip-hop quanto no rap, acid jazz, reverenciam seu talento e sua genialidade.

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Today’s Sound: Afrika Bambaataa por Arthur Mendes Rocha

Hoje o pioneiro do hip-hop que falaremos é o pai do eletrofunk: Afrika Bambaataa.

Afrika Bambaataa começou a sua carreira como dj de festas no South Bronx no começo dos anos 80, onde era líder da gang conhecida como Black Spades (espadas negras), uma das gangues mais temidas de NY na época. Ele era conhecido como o mestre dos discos, criando dois grupos de rappers: Jazzy 5 e Soulsonic Force.

Afrika Bambaataa in New York, early 1980s. Photo: Janette Beckman/Redferns


Sua vida tomou um novo rumo quando visitou a África do Sul e foi daí que ele mudou o seu nome para Afrika (seu nome real, dizem, é Kevin Donovan), nome de um líder de uma tribo zulu.

Depois de sua viagem, ele resolveu que ajudaria os membros de gangues introduzindo-os à cultura hip-hop formando a Zulu Nation. Em 1982 ele participou da primeira turnê de hip-hop fora dos EUA, levando consigo dançarinos (os famosos b-boys), grafiteiros, que o ajudaram a difundir os valores que ele considerava como essenciais no hip-hop: paz, amor, união e divertimento.

Nesta época, ele e o Soulsonic Force resolveram ir para um lado mais eletrônico: ele foi apresentado ao teclado eletrônico pelo Kraftwerk (que já eram sucesso na Europa com sua música robótica, pré-techno), além de ganhar uma beatbox eletrônica de Arthur Baker (produtor do New Order,entre outros) e um sintetizador de John Robie (produtor de artistas como Public Enemy e Run DMC).

O resultado disto foi o mega hit “Planet Rock”, música que iniciou o movimento electro-boogie que tomaria de assalto o rap e a dance music, tocada até hoje e um marco na música, misturando rock, electro pop (emprestado de “Trans Europe Express” do Kraftwerk) e funk:

Ele passou a tocar nos mais diferentes clubs de NY, tocando para um público predominantemente branco, que assim passou a conhecer o que era a música hip-hop.

Logo em seguida, em 1983, ele lançou outra música de sucesso, “Renegades of Funk”:

Durante os anos80, ele lançou vários discos, fez diversas colaborações com artistas como John Lydon e também James Brown, recém saído da prisão, como podemos ver em “Unity”:

Ele continuou a lançar novos trabalhos nos anos 90 e 2000, além de viajar o mundo discotecando. Ele já esteve algumas vezes no Brasil, onde tive a oportunidade de assisti-lo e conhecer um pouco de sua incrível bagagem musical. Seu último trabalho foi o disco “Metal” de 2005.

Bambaataa é reconhecido como o “Godfather” do hip-hop, ele praticamente nomeou o gênero, sendo reconhecido mesmo fora da comunidade, espalhando a cultura hip-hop para Europa, África e Ásia. Além disso, ele é pioneiro no uso da bateria eletrônica e no uso de computadores na música; vários estilos musicais como house, techno, R&B, Miami bass, funk carioca, devem muito ao pioneirismo de Bambaataa.

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Today’s Sound: Grandmaster Flash por Arthur Mendes Rocha


O enfocado hoje é o rei do scratch, sem ele a cultura hip-hop não teria existido, ele é o Grandmaster Flash.


Ele se encontrava na hora certa no lugar certo, na NY dos anos 70, quando o Bronx vivia na pobreza e uma nova cultura de rua começava a se manisfestar, com os negros fazendo sua própria diversão, com suas gangues, festas, artistas de grafite, uma cultura que irá se espalhar pelo mundo como o movimento hip-hop.

Joseph Sadler (seu nome verdadeiro) cresceu no South Bronx, onde estudava engenharia elétrica. Desde cedo ele mostrou interesse em mexer no toca-discos de vinil de seu pai, com o qual treinava nas horas livres. Foi desta experiência que ele teve a idéia de usar o turntable (toca-discos) como um instrumento, mudando o seu destino e o da cultura hip-hop.

Grandmaster (ou grande mestre) discotecava nas festa de sue bairro, foi lá que a cultura hip-hop nasceu e ele participou deste início, tocando os discos de vinil e dando aquela quebrada no meio, ou seja, mexendo o disco na direção contrária (no sentido anti-horário) criando o scratch. Ele foi aperfeiçoando cada vez mais sua técnica, chegando a fazer marcas de pincel fluorescente ou crayon para se lembrar dos compassos que criava. Abaixo uma cena do filme “Wild Style” que mostra um pouco de sua técnica:

O papel do dj no hip-hop foi aperfeiçoado por ele, que renovou os movimentos no vinil, fazendo com que cada dj imprimisse a sua marca, fazendo sua própria batida, sua própria música. Ele acaba por deixar os MCs falarem cantando em cima de suas batidas, abrindo caminho para os rappers improvisarem tendo sua música ao fundo.

Ele logo criaria o seu próprio grupo musical: o Grandmaster Flash and the Furious Five, um grupo de performers que o acompanhava dançando, improvisando; sendo que um de seus maiores hits é “The Message” :

Na música ‘White lines”, ele faz uma autocrítica sobre quando foi viciado em cocaína:

Mas ele ficou mesmo conhecido dos apreciadores de rock, new wave e de uma maior fatia de público ao ser citado na música “Rapture” que o Blondie fez em homenagem à cultura hip-hop, como podemos ver neste trecho de um programa da BBC sobre o nascimento do hip-hop:

Grandmaster Flash foi inclusive o primeiro grupo de hip-hop a ser reconhecido pelo Rock n’ roll hall of fame, além do prêmio de ícone do hip-hop pela BET (Black Entertainment Television).


Além disso, ele continua a se apresentar pelo mundo discotecando, lançando álbuns, bem como falando de sua carreira biografia: “The Adventures of Grandmaster Flash – My life My beats”.

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Today’s Sound: Mötley Crüe por Arthur Mendes Rocha

Muito cabelo, groupies, álbuns de platina, dependência em álcool e drogas, além de namoro com celebridades, assim é o Mötley Crüe, uma das bandas de maior sucesso do glam metal.

O Mötley Crüe começou sua carreira no circuito de bares de Los Angeles, formada em 1981 por Nikki Sixx, Greg Leon e Tommy Lee. A eles juntou-se o vocalista Vince Neill e a partir daí estava formado o grupo e prontos a conquistarem o sucesso.

Seu primeiro álbum foi por uma pequena gravadora, “Too fast for Love” e acabou tendo certa repercussão vendendo 20 mil cópias. A gravadora Elektra estava de olho neles e assinou com a banda lançando o álbum “Shout at the devil” em 1983, com o hit “Looks that kill’ bombando na MTV:

O álbum ganhou disco de platina, mas nesta época Neill já mostrava que ainda se meteria em muitas encrencas, sofrendo um acidente de carro que matou um companheiro (Nicholas Dingley do “Hanoi Rocks”) por dirigir bêbado e cumpriu alguns dias na prisão. Estes escândalos só vieram a aumentar mais a curiosidade dos fãs e a mítica em torno da banda.

Nicholas Dingley do “Hanoi Rocks"

Seu disco seguinte “Theatre of pain” também teve ótima vendagem e originou o hit “Smokin’ in the boys room” (um cover do Brownsville Station) que chegou ao top 40:

O sucesso continuou durante os anos 80, sendo que em 1987 eles lançaram “Girls, girls, girls” que atingiu o segundo lugar nas paradas e cuja música título teve alta rotação nas rádios e na TV:

Neste período, eles se preparavam para uma turnê européia, quando Sixx teve uma quase fatal overdose de heroína, o que fez a banda repensar o lifestyle movido a drogas e optar por clínicas de reabilitação. Eles voltaram em 1989, desta vez limpos e sóbrios para lançarem aquele que seria seu maior sucesso comercial: “Dr. Feelgood”, que deu origem ao single que dá nome ao álbum.

Com a chegada dos anos 90, a música do Mötley Crüe vai perdendo espaço para o grunge, além de vender menos discos, eles enfrentam problemas entre seus membros, alguns acabam saindo, outros entram, além de brigas com gravadoras, empresários e também com suas respectivas esposas.

Tommy Lee, na época casado com Pamela Anderson, é acusado de abuso por ela e fica preso durante um ano. Ao sair ele briga com Neill e forma uma outra banda, a Methods of Mayhem.

Até que em 2005, eles finalmente voltam às boas e partem para uma turnê de reunião que coincide com o lançamento da coletânea dupla “Red, White & Crüe”, que lhes dá um novo disco de platina.

O Mötley Crüe sempre representou os excessos de uma banda de rock: poseurs, mulherengos, briguentos, viciados em drogas, álcool, sexo, seu estilo influenciou várias bandas de cabeludos, com seu jeito de vestir, altamente maquiados e montados.


Em 2008, a banda realizou o Crüe Festival, onde reuniu bandas de hard rock e teve ótimo público.

Ano passado, eles completaram 30 anos de estrada e fizeram shows no Brasil.

Agora durante o mês de fevereiro, a banda está tendo uma residência fixa em Las Vegas, com shows praticamente vendidos e no ano que vem, eles devem lançar um filme baseado na autobiografia da banda chamado “Dirt”.

Além disso, eles acabam de estrear um comercial para a marca de carros KIA,  que veiculou no último Superbowl:

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Today’s Sound: Black Sabbath por Arthur Mendes Rocha

Um dos assuntos mais falados no meio musical no momento é a possível volta do Black Sabbath , com praticamente sua formação original, para gravar um novo disco ainda este ano.

Esta notícia deixou os fanáticos da banda em polvorosa e não é para menos, já que o BS é uma das bandas mais reverenciadas do heavy metal em todos os tempos. Eles abriram caminho para toda uma geração de metaleiros ao lançarem seu primeiro disco ‘Black Sabbath” em 1970, no qual destacamos o vídeo que dá nome ao álbum:

A formação original era composta por Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. Inicialmente eles tocavam um blues mais acelerado que acabou num hard rock até se tornar o embrião do gênero heavy metal. As letras eram mais obscuras, falavam de ocultismo, de demônios, quando ninguém pensava em abordar estes temas. Butler gostava muito de magia negra e filmes de terror e ao ver o filme de Mario Bava “Black Sabbath”, estava definido o nome da banda.


O segundo álbum deles viria a ser o maior sucesso comercial do BS, ‘Paranoid”, atingindo a primeira posição na parada inglesa, além de discos de ouro e platina. Além disso, o disco abordava temas como a Guerra do Vietnã e mostrou um amadurecimento da banda.O álbum originou o hit que dá nome ao disco:

Bem como “Iron Man”, considerada uma das maiores canções de heavy metal:

O terceiro álbum é talvez o mais obscuro e introspectivo de sua carreira, “Maters of Reality”, de 1971, álbum responsável pela criação de um novo estilo de heavy metal: o doom metal, ainda mais obscuro e melancólico, com ritmos em andamento longo e músicas de longa duração. Um detalhe importante é que Tommy Ionni toca a guitarra em dó sustenido, para poder acompanhar o estilo vocal de Ozzy e para dar um som mais pesado. Confiram nesta apresentação ao vivo de “Children of the grave”:

Nos álbuns seguintes, a banda demonstrou uma influência do rock progressivo (tão na moda na época) e isto fica bem visível em “Sabbath Bloody Sabbath” com a participação de Rick Wakeman (na época no “Yes”) nos teclados:

Neste período, a banda se envolveu pesado com drogas, especialmente com LSD, atrasando o lançamento de discos, shows, além de mudança de gravadora.  Em 1977, Ozzy sai da banda, voltando em 1978, para depois sair definitivamente em 1979, devido a irreversíveis conflitos com a banda, causada especialmente pela sua dependência em álcool e drogas. No lugar dele, entra Ronnie James Dio (que faleceu em 2010), com o qual gravam o álbum “Heaven and Hell” que devolve um pouco do sucesso de vendagens ao BS.

Black Sabbath com Ronnie James Dio no vocal

Nos anos posteriores, a banda tem várias mudanças entre seus integrantes, trocando várias vezes de vocalistas, bem como os instrumentistas. Foi somente em 1998 que a banda retornou à sua formação original gravando o álbum “Reunion” e realizando alguns shows como mostra abaixo onde tocam “War Pigs”:

Depois de disputas em tribunais pelo direito ao nome, parece que finalmente os membros originais chegaram a uma solução e marcaram para este ano o retorno da banda, com um disco novo produzido por Rick Rubin, além de shows ao vivo. O único membro original que não estará nesta reunião é Bill Ward, que anunciou no Facebook que não iria participar.


O legado do Black Sabbath para a música é fantástico, eles influenciaram desde os grupos de heavy metal até os grupos de grunge. Suas músicas estão sempre presentes em versões covers nos shows de bandas como Anthrax, Pantera, Guns N’Roses, Megadeth, System of a Down, Type O Negative e muitas outras que simplesmente veneram o BS. Seu estilo de vestir com jaquetas e casacos de couro pretos, cabelos compridos, maquiagem nos olhos e crucifixos moldaram o estilo de vestir de todos os admiradores do heavy metal.

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