De longe, melhor burrito veggie de São Paulo @veggiesnapraca !!!Orquídea Catleya escândalo #9, abrindo pela primeira vez na Cerejeira. Bom dia! #orquídea #catleya #orchidsDiana Vreeland's portrait by Cecil Beaton.
"You gotta have style. It helps you get down the stairs. It helps you get up in the morning. It's a way of life...I'm not talking about lots of clothes."
Hoje no www.japagirl.com.br/blog/dj-setsAnna Pavlova and her pet swan Jack, 1905Mini-orquídeas abrindo em homenagem a Minha Avó.Minha Tucki era amiga da gatinha Pantufa e adorava quando ela vinha visitar.Cherry blossoms blessings! Boa segunda, boa semana!Hoje faz uma semana que a minha princesa Tucki se foi e só agora consigo falar sobre a minha perda. A perda da minha Filha, da cachorra perfeita, a perda de um pedaço do meu coração, da minha companheira, da minha amiga sempre tão carinhosa. Obrigada Tutu, por ter sido parte da minha vida nesses anos. Vc está fazendo muita falta, pro Papai, pra Mamãe e pro Tigre, que está doente sem vc e nem sabe mais quem ele é, sem a sua presença. Descanse em paz, minha filha, meu amorzinho.Orquídeas Cymbidium abrindo! #orchids #cymbidiumIcy mermaids talking

                
       





















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CURRENT MOON

Archive for abril, 2012

Afeto Pet

Minhas primeiras lembranças de leitura foram as Seleções Reader’s Digest antigas, que minha tia avó colecionava e lia para mim. Nelas havia sempre uma coluna com histórias incríveis de animais e seus cuidadores. Filmes e séries com animais encantam gerações. Da mesma maneira que, quando optamos por ter um pet em casa, nós somos o encantamento destas  criaturas. Será que merecemos ?

Quando se deixa de ser criança e opta por ter um animal de estimação é necessário e imperioso ter a consciência que ali está um novo membro da casa. Seja gato, cachorro, hamster, lagarto , pássaros, chinchilas…Cada qual tem a sua personalidade e necessidades.

O primeiro indício de convívio domesticado com animais, foi o lobo cinzento,  no continente asiático a cerca de 100.000 anos. O Homem passou a viver em grupo e ali já estavam seus cachorros. O homem percebeu que eles trazem benefícios: Segurança, companhia, limpeza de resíduos, entretenimento infantil e outros préstimos. Poderiam mantê-los perto lhes dando comida e abrigo.

Já os gatos se têm notícia, que a primeira aproximação com os humanos aconteceu a cerca de 9.500 anos na África e conseqüentemente, no antigo Egito, onde se tornou um animal imperial, muitas vezes adornado de pedras preciosas.

Os celtas também acreditavam que estes animais eram sensitivos e protegiam, energeticamente, o lugar onde habitava.

Quando falamos de animais domésticos temos de dividi-los, pelo menos, em três grupos: os animais de companhia, os animais rurais e os animais exóticos. Vamos nos ater aos que habitam em abundância os centros urbanos e que por falta de responsabilidade (responder com habilidade), de seus cuidadores, os descartam pelas ruas pouco se importando do seu destino ou com as doenças que eles podem transmitir.

Só na cidade de São Paulo existem cerca de 240.000 cães abandonados.

John Emms

A falta de castração, o desconhecimento sobre o animal e a compra ou adoção por impulso são as principais causas de abandono de cães e gatos neste mundão afora.

Existe uma tendência de descontrole de animais de rua em São Paulo, já que uma lei que em 2008, diminuiu o número de situações onde o Centro de Controle de Zoonozes (CCZ ou carrocinhas), podem sacrificar os animais, ao mesmo tempo que não foi criada nenhuma política para acolher os bichinhos.

Para impedir que animais sejam despejados, ONGs tem difundido o conceito da Posse Responsável que consiste  em um código de honra e de preceitos para quem quer criar um animal de forma apropriada.

Dali and his pet Ocelot Babou

Cães de raça tem particularidades de cada raça, os simpáticos vira-latas são um mistério quanto a sua índole, porém costumam ser afetuosos e realmente precisam de um lar.

Keane

Adoção adoça a vida, mas fique atento:

-Certifique-se que pode cuidar do animal tanto financeiramente e espacialmente. Necessário se dedicar. Veja se tem esta disposição.

- Escolha uma entidade de proteção idônea. Desconfie daquelas que querem ficar empurrando o animal para você. As mais sérias impõe mais condições.

- Discuta a idéia com a família e outros moradores da casa. Distribua funções.

- Cheque se o bicho está com o RG animal cadastrado. È obrigatório para cães e gatos e mostra quem é o seu cuidador.

-Certifique-se que o animal é castrado. Se não for, castre-o. As sub prefeituras tem o guia da castração. Leve seu CPF e RG mais RGA do animal (pode ser tirado na hora). O serviço é gratuito e prestado em clínicas conveniadas. Ligue 156.

- Veja se ele foi vermifugado e vacinado.

Eles vão comer os seus sapatos, fazer xixi no seu tapete, chorar desesperadamente com rojões e, principalmente, vão fazer você se sentir o humano mais importante do mundo.

Animais alimentam o afeto, auxiliam na educação dos filhos, fazem companhia preciosa aos idosos, zelam pelo nosso lar e tantas  outras coisas fantásticas que se pode ler nas Seleções Reader’s Digest, da querida Tia Zina.


Saiba mais:

http://www.aila.org.br/

http://www.amocachorros.com.br/ongs/



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Today’s Sound: EBM por Arthur Mendes Rocha

Hoje e amanhã falaremos de Electronic Body Music (EBM), um gênero musical que mistura música industrial com música eletrônica de forma bem dançante.

O gênero surgiu no início dos anos 80 e caracteriza-se pelo uso de batidas eletrônicas pesadas e dançantes, vocais sem distorção, mas com efeitos de reverberação e ecos sonoros, além de linhas repetitivas de seqüenciadores e letras de protestos.

Entre suas principais influências estão a música industrial do Throbbing Gristle e Cabaret Voltaire, o synthpunk europeu de DAF e Liasons Dangereuses, o synthpop de Depeche Mode e Human League, além, é claro, da música eletrônica do Kraftwerk.

Hoje o grupo enfocado é o principal representante do gênero: o Front 242.

O Front 242 surgiu na Bélgica, formado por Daniel B. e Dirk Bergen, que lançaram, em 1981, o single ‘Body to Body”.

Logo eles já definiram o som da banda e a eles se juntaram Patrick Codenys nos teclados e Jean Luc De Meyer nos vocais e lançam o álbum “Geography”, com sua dance music fria e sintética como em “Operating tracks”:

Em 1983, Bergen sai da banda e em seu lugar entra Richard 23, na percussão e vocais; a banda cria seu próprio selo e vai conquistando seu público.

Com o lançamento de “No Comment” em 1984, o termo EBM é utilizado por Richard 23 para definir o som que faziam.

Em 1985, com o lançamento de ‘Politics of Pleasure”, eles tocam em grandes festivais na Europa e vão para os EUA para algumas apresentações. Estas acabam mostrando que a banda possuía um forte sonoridade ao vivo.

Mas o grande estouro internacional veio mesmo em 1987, quando eles assinam com a gravadora Wax Trax (nos EUA) e Red Rhino (na Europa) e lançam músicas como “Masterhit”:

Em 1988 eles lançam “Front by Front”, álbum que os coloca de vez como importante nome da cena eletrônica e que origina o premiado vídeo de “Headhunter”, dirigido por Anton Corbjin (que viria a ser o diretor favorito do Depeche Mode e U-2):

Nos anos 90, eles continuam a lançar novos trabalhos e se apresentando em diferentes lugares do mundo, além de influenciar toda uma nova geração da música eletrônica, especialmente os artistas de techno.

Em 2003, eles lançaram seu último álbum inédito e atualmente cada membro tem se dedicado a projetos solos.

Em 2008 eles lançaram o DVD “Moments in Budapest”, onde desfilam novos e antigos sucessos, levando seus fãs ao delírio em show gravado na turnê “Vintage Tour”.

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Today’s Sound: Stevie Wonder por Arthur Mendes Rocha

Stevie Wonder não deixou que sua cegueira atrapalhasse sua brilhante carreira musical, nos emocionando com sua música que tem acima de tudo muito soul.

Stevie nasceu de parto prematuro e isto foi uma das principais causas de sua cegueira.

Desde cedo, ele demonstrou interesse na música, cantando em corais de igrejas e aprendendo a tocar instrumentos como piano, gaita, bateria e baixo.


Ele foi apresentado ao presidente da Motown, Berry Gordy, como Little Stevie Wonder, já que tinha apenas 11 anos de idade e Gordy logo se impressionou com o talento do menino.

Ele assina com a Motown e grava dois discos de pequeno sucesso.

Mas foi aos 13 anos, ao lançar o single “Fingertips  (Part 2)” que ele estoura nas paradas de sucesso, bem como com “Uptight (Everything’s alright”):

Nos anos seguintes, já assinando somente como Stevie Wonder, ele compõe sucessos para outros artistas da Motown, além de lançar canções como “For Once in my life”

No início dos anos 70, ao renovar o contrato com a Motown, Stevie consegue o sonho de todo artista: o controle artístico sobre seu trabalho e os direitos sob todas as canções, além de royalties mais altos.

Ele vivia seu ápice criativo, lançando discos que se tornariam ícones como “Talking Book” que originou o hit “Superstition”, música que fez o crossover com as rádios de rock, que passaram a tocar suas músicas. No vídeo abaixo ele interpreta a canção no programa Soul Train:

Os hits vão chegando com tudo como “My cherie amour”, ‘You are the sunshine of my life”, “Signed, sealed, delivered (I’m yours)” (na versão abaixo ele canta com Beyoncé):

Sua canções ficam mais politizadas, como mostrava seu álbum “Innervisions”, um de seus melhores trabalhos, no qual se destacava “Living for the city”, lhe dando três Grammys incluindo álbum do ano:

Para coroar este momento incrível de sua carreira, Stevie lança mais um grande álbum “Songs in the key of life”, álbum que já foi direto para o primeiro lugar e que continha os hits “I wish”, “Sir Duke”, ‘As” e “Isn’t she lovely”, entre outros.

Nos anos 80, Stevie vive um dos seus melhores momentos comerciais, já que colhe os louros dos álbuns que lançou, participando de shows beneficentes, ações de caridade, colaborações com artistas de sucessos e aumento nas vendas de seus discos.

Ele lança novos trabalhos como “Happy Birthday”, “Master Blaster (Jammin’)”, “Do I do”, “That girl”, “Ribbon in the Sky”, “Ebony and Ivory” (no vídeo abaixo com Paul McCartney na Casa Branca em 2010):

Em 1983, ele faz a trilha de “A dama de vermelho” que origina o hit que lhe renderia o Oscar de melhor canção: “I Just called to say I love you”.

Nos anos 90, ele lança bem menos coisas, mas um de seus bons trabalhos foi a trilha do filme “Jungle fever” de Spike Lee.


Nos anos 2000, Stevie continua fazendo shows e turnês mundo a fora, tendo se apresentado no ano passado no Rock in Rio para um público de mais de onze mil pessoas, que cantaram junto com ele em alguns momentos como quando ele homenageou a música brasileira (que tanto adora) interpretando “Garota de Ipanema” e “Você abusou”:

Stevie é influência para muitos músicos, desde o pop, passando pelo rap, rock, R&B, jazz, música eletrônica e muitos outros.

Ele detém o recorde de artista masculino que mais venceu Grammys, tendo conquistado 25 Grammys no total em sua carreira.

Stevie está aí há mais de quatro décadas, sempre na ativa, é um artista completo, cantando, tocando e compondo divinamente, dono de um ritmo e uma musicalidade jamais igualada. Ele é um retrato vivo do que a música negra é capaz, seja no soul, R&B, funk, disco ou hip-hop.

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O sumiço das abelhas

Maggie Taylor's "Girl in a Bee Dress", 2004

O único alimento que não se degenera. Néctar dos deuses que, conforme a mitologia, nutriu Zeus quando bebê .  Dr. Hipócrates, aquele que até hoje os médicos fazem o juramento ao se tornarem doutores, na Grécia de 500 anos antes de Cristo, costumava prescrever mel para dar energia aos atletas e também para acalmar a ansiedade dos noivos antes do casamento, o que originou a expressão “Lua-de-Mel”.


A abelha sempre foi símbolo da realeza. No Antigo Egito dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Esta intrigante cultura também embalsamava seus mortos com este fluido universal.  Os sumérios, considerados como a primeira civilização, foram os que pela primeira vez desenharam a abelha e sua dança como algo sagrado.

Sumerian Bee Goddess

A Bíblia e o Alcorão citam o mel inúmeras vezes. Kamadeva, o deus hindu do amor, carrega um arco feito de abelhas domésticas. As abelhas e suas colméias aparecem em imagens religiosas e em insígnias reais de várias culturas.

Kamadeva, o Deus hindu do amor, com seu arco feito de abelhas

Religião? Não… Sobrevivência.


Dourado, solar, medicinal e docemente nutritivo, o mel apenas simboliza o grau de importância das abelhas na cadeia alimentar, porque sem elas, não há polinização e conseqüentemente, não há alimentos. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores,  estima-se que um terço do alimento humano dependa do trabalho destas operárias e de suas rainhas.

Ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de frutos e sementes. Ou seja, são protagonistas na reprodução das plantas, polinizando, principalmente, lavouras de abacate, maçã, laranja, amêndoa e cenoura.

No entanto as abelhas estão morrendo, ou sendo mortas, a um ritmo impressionante.

Um fenômeno avassalador que surgiu nos Estados Unidos e Canadá, no começo do século XXl , dizimou  90% das colméias na época. Na França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Grécia, registrou-se uma redução de 25% na população de abelhas. Apiários na América do Sul também tiveram redução drástica em suas criações.


“ Do dia para noite elas desapareceram da fazenda. Perdi 100% da produção”, relata Christian Lazslo, apicultor brasileiro premiado.

Este fenômeno tem preocupado comunidades no mundo inteiro e a  “Desordem do Colapso das Colônias” (CCD, em inglês), como foi denominado, entrou para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Q. Cassetti's Bee Goddess, Trumansburg NY, 2010

É um problema de segurança alimentar mundial.

Q. Cassetti's "From the Hive" Trumansburg NY, 2010

Achim Steiner, o Sub-secretário Geral do ONU e diretor executivo do PNUMA, disse: “A maneira com que a humanidade gerencia ou mal administra seus recursos naturais, incluindo os insetos polinizadores, em parte definirá nosso futuro coletivo no século XXI”.

Q. Cassetti's "Hive in my Heart", Trumansburg NY, 2010

O fato é que das 100 plantas cultivadas pelo homem e que fornecem 90% dos alimentos do mundo, 70 são polinizadas pelas abelhas”.

Q. Cassetti's "Bee Hive", Trumansburg NY, 2010

Foram detectados alguns possíveis causadores deste colapso, por enquanto sem nenhuma comprovação:

Agrotóxicos, fertilizantes, pesticidas e  defensivos agrícolas são os maiores suspeitos pois afetam o sistema nervoso central dos insetos. Também são apontados como vilões: Expansão das monoculturas e mudança das paisagens rurais, doenças de fungos como a mosca parasitária apocephalus borealis , aquecimento Global, poluição das águas, plantação de transgênicos  e até o uso de telemóveis e linhas elétricas estão sendo alvo de estudos e pesquisas.

Acredita-se que seja uma sinergia de forças destrutivas atuando juntas.

Uma fundamental questão é as lavouras sem os defensivos também não suportarão a demanda mundial. Ops…

As soluções também são multi:

Existem agrotóxicos menos agressivos. Existem agricultores desavisados que erram na dose na aplicação de produtos. Existem trilhões de dólares envolvidos neste mercado.

Nos cabe preferir os produtos orgânicos, lutar contra os transgênicos e cobrar das autoridades o veto absoluto de substâncias já banidas na Europa e Estados Unidos.

O Brasil, Índia e China são o mercado possível das transnacionais já vetadas no resto do mundo.  As isenções fiscais e tributárias também têm favorecido a comercialização destes  produtos no nosso país e fazem parte da política expansionista do agronegócio.



Assinar a petição da Avaaz também ajuda bem

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/

Este movimento é bem interessante e defende a qualidade da nossa alimentação. É uma campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida. Veja só o documentário que foi produzido.

Enquanto os coronéis não pensam em sua saúde, as abelhas que existem a 20 milhões de anos, continuarão fazendo o seu trabalho como conseguem. Elas sobreviverão. Nós, talvez.







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Today’s Sound: Isaac Hayes por Arthur Mendes Rocha

Ele foi uma das grandes vozes do soul, flertando com o funk e a disco, Isaac Hayes foi o primeiro músico negro a ganhar um Oscar e chegou a ser um rei honorário na África.

Isaac Hayes era órfão de pai e mãe e foi criado pelos avôs, ele cantava na igreja desde pequeno e viu que através da música, as garotas se interessavam por ele.

Entre os muitos empregos que teve para se manter, um deles foi cozinhando em restaurantes, o que o levou a ter paixão pela culinária.

Ele se juntou ao grupo musical de sua escola, aprendeu a tocar saxofone e piano, bem como  participou de grupos de gospel, do-wop,  jazz e blues.

Foi em 1964 que ele conseguiu um emprego como músico na gravadora Staxx, trabalhando com Ottis Redding e logo viria a trabalhar como compositor de Carla Thomas, Sam & Dave, entre outros.

Hayes acabou por moldar na Staxx o que ficou conhecido como o “Memphis sound”, o típico som feito pelos artistas negros daquela região e que acabou influenciando de Ray Charles a Elvis Presley.

Em 1969, ele lança o disco que mudaria para sempre sua carreira: “Hot buttered soul”, composto de apenas quatro músicas enormes como “Walk on by”

O disco foi um sucesso, chegou a primeiro lugar na parada R&B da Billboard e mostrava uma nova direção do soul, com arranjos mais elaborados e uma nova concepção do álbum de soul, até mesmo a capa com a cabeça de Isaac raspada era revolucionária.

Mas foi em 1971 que Hayes lançaria o disco que virou sua marca registrada: a trilha sonora do filme “Shaft”. O filme foi um hit inesperado, era blaxploitation, mas teve um sucesso comercial retumbante, sendo que era a primeira vez que um artista soul tinha um disco em primeiro lugar nas paradas de R&B e Pop ao mesmo tempo:

Além disso, a trilha ganhou o Oscar, o Globo de Ouro e três Grammys.

Seu disco seguinte, “Black Moses” também foi um hit, incluindo o sucesso “Never can say goodbye” e fazendo-o excursionar pela Europa pela primeira vez:

Entre 1969 e 1980, Hayes chegou a ter vinte álbuns nas paradas de sucessos, inclusive tendo dois álbuns ao mesmo tempo nos charts no início dos anos 70.

Nos anos seguintes, Hayes lançou muitos álbuns, participou como ator em vários filmes e séries, sua música foi sampleada por artistas que vão de Portishead a Destiny’s Child, passando por Dr Dre e Snoop Dogg.

Seu trabalho humanitário também começou com força total, depois de uma viagem a África, onde ele até chegou a ser coroado rei honorário em Gana. Ele fundou a Isaac Hayes Foundation para oferecer estudo e condições aos necessitados.

Nos últimos anos de sua vida, Hayes ficou conhecido pelas novas gerações como a voz do Chef em “South Park”, do qual se afastou pelo programa por fazer críticas à Cientologia.

Ele faleceu em 2006 e será sempre lembrado por sua incrível contribuição artística, seja na música, cinema e TV além de suas causas humanitárias.

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Today’s Sound: Curtis Mayfield por Arthur Mendes Rocha

Ele foi um dos artistas que mais lutou pelos direitos de sua raça, sua música tem soul, funk, disco e acima de tudo muito groove, estamos falando de Curtis Mayfield.

Mayfield é um soulman de primeira, desde pequeno ele foi acostumado a ouvir os corais de gospel e foi introduzido à poesia por sua mãe.

Ele nasceu em Chicago, em 1942, foi lá que foi tomando contato com música, seja na igreja, seja pelos blues que rolavam na cidade.

Mayfield foi um autodidata, ele aprendeu a tocar guitarra desde cedo e também piano, sua maneira de tocar era diferente do resto, além de sua voz de tenor cantando em falseto com um estilo próprio.

Aos 16 anos, ele abandona a escola e forma um grupo, primeiramente chamado de Roosters, e mais tarde de Impressions. Ele acaba por acumular as funções de músico e produtor do grupo, além de compor. Em 1964, em plena invasão britânica na música pop, eles tinham cinco músicas no top 20.

Uma de suas composições mais conhecidas foi “People get ready”, que acabou virando um hino na luta pelos direitos civis dos negros americanos:

Em 1972, já como artista solo, ele lança aquele que seria seu trabalho mais conhecido: a trilha do filme de blaxploitation (filmes com elenco todo negro e visando este público) ‘Superfly”.

O filme acabou virando cult e a trilha vendeu mais de um milhão de cópias puxada pela canção título:

e também “Freddie’s Dead”, que inclusive foi sampleada pelos Racionais MC’s:

Agora Mayfield tinha tudo: sua gravadora própria, Curtom Records, produzia artistas do porte de Aretha Franklin e Gladys Knight e lançava músicas de sucesso como “Move on up”:

Nos anos 90, Mayfield acaba tendo um sério acidente em um ensaio e fica quadraplégico, não podendo mais tocar instrumentos.

Mesmo assim, ele consegue ter forças para cantar e lança em 1998, aquele que seria seu último trabalho: “New World Order”. Reza a lenda que Mayfield gravou o disco suspenso por arreios para que sua voz ficasse mais clara e que ele pudesse fazer a respiração certa.

Ele veio a falecer em 1999, tendo ampla repercussão na imprensa internacional que exaltou suas qualidades de artista, compositor, produtor e multi-instrumentista.

Seu legado estará conosco para sempre, suas músicas com letras de cunho social, sua voz especial, seu ritmo.

Agora no verão americano, o Lincoln Center Festival vai fazer um tributo a Curtis, no ano em que ele completaria 70 anos, com um show em que já confirmaram participação: Mavis Staple, Lonnie Smith, membros do TV on the Radio, entre outros.

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