Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...Mummy portrait of a woman Romano-egyptian A.D. 100-110Boa segunda! Boa semana!Since 1987
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CURRENT MOON

Archive for maio, 2012

Today’s Sound: Sylvester por Arthur Mendes Rocha

Ele é considerado ao mesmo tempo rei e rainha da disco, sua voz em falsetto conquistou toda uma geração, uma mistura de Billie Holiday e Diana Ross em LSD, segundo John Waters, este é Sylvester!

Sylvester James (seu nome de nascença) começou sua carreira de cantor nas igrejas gospel, que sua família freqüentava, e logo virou a criança estrela do coral.

Porém quanto mais o tempo passava, Sylvester ia mudando sua personalidade, passando a se vestir com roupas femininas e muitas vezes agindo como uma mulher e isto a igreja não aceitava.

Sylvester resolveu trocar Los Angeles (onde vagava pelas ruas) por San Francisco, onde havia mais liberdade para os gays e acabou ingressando na trupe de artistas transformistas que eram os Cockettes. Um detalhe interessante é que desta mesma trupe, Divine teve uma participação e os dois ficaram amigos (e alguns dizem até amantes).

Como membro do Cockettes, Sylvester arrasava cada vez mais assim que cantava, lotando os teatros e casa de espetáculos onde se apresentava.

Numa destas apresentações, ele foi descoberto por um scout da gravadora Fantasy, que na verdade era mais de jazz, mas que acreditou no talento de Sylvester.

Em 1977, ele lança seu primeiro álbum, “Sylvester”, que não teve muito sucesso, com exceção de “Over and Over”, música composta por Ashford & Simpson que acabou virando um single e também uma das músicas favoritas de Larry Levan, que a bombava no Paradise Garage:

A grande reviravolta na carreira de Sylvester aconteceu quando ele conheceu Patrick Cowley, o ótimo produtor que deu uma nova sonoridade em sua música, acrescentando elementos eletrônicos como sintetizadores e baterias.

Foi graças a ele, que a música “You make me feel (mighty real)” estourou e se tornou um sucesso mundial, fazendo dele o mais novo artista disco:

A idéia inicial de Sylvester era não ser ligado tanto à disco music, já que cantava bem soul, jazz e blues,  mas isto foi inevitável. No álbum ‘Step II” havia outro grande hit disco “Dance Disco heat”, no qual ele é acompanhado pelo Two Tons O’ Fun, suas backing vocals que eram Martha Wash e Izora Rhodes (que mais tarde viriam a ser The Weather Girls, do hit “It’s raininig men”):

Estas duas músicas ficaram se alternando nos primeiros lugares durante seis semanas em Agosto e Setembro de 1978, dando a Sylvester três prêmios Billboard (incluindo vocalista do ano), além de aparições no filme “The Rose” (como uma Diana Ross drag) e no Castro Street fair, evento liderado por Harvey Milk (no filme de Gus Van Sant sobre o político esta cena foi recriada).

Nesta época, ele veio ao Brasil e foi recebido como a pantera negra, por um público de 20 mil pessoas gritando “bicha”, que explicaram a ele que significava o nome de uma cobra…

Com o sucesso, o estilo flamboyant de Sylvester torna-se cada vez mais marcante, ele se veste cada vez mais de mulher, com roupas e acessórios bem chamativos, além de jóias, peles e tudo o que uma estrela de sua grandeza precisava naquele momento ( levando-o a ter dificuldades financeiras).


Porém, este seu estilo drag, acaba tendo problemas com a gravadora, que buscava suavizar sua imagem, mas isto foi um ultraje a Sylvester, que se recusa a minimizar seu visual excêntrico e suas atitudes homossexuais.

Depois de cinco álbuns com a Fantasy, ele troca para a Megatone Records e grava com seu amigo e colaborador Cowley o hit “Do you wanna funk”, música considerada a precursora do hi-energy:

Mas Cowley acaba sendo vítima da Aids, o que deixa Sylvester muito abalado. A doença estava apenas começando a vitimar grande parte da comunidade gay.

Um dos últimos singles de Sylvester, ‘Someone like you’, tinha capa feita por Keith Harring.

Uma de suas últimas aparições foi na marcha pela Aids, realizada em San Francisco, onde ele apareceu pela primeira vez em público, já debilitado pela doença, em uma cadeira de rodas.

Ele veio a falecer em 1988, aos 41 anos, vítima de complicações ocasionadas pela Aids.

Estão em preparação, duas homenagens a Sylvester: um documentário sobre sua vida, “Sylvester Mighty Real” (cujo trecho está abaixo), e um filme baseado no livro “The fabulous Sylvester”:

Sylvester sempre lutou pelos direitos gays, ele só queria era ser ele mesmo, estava à frente de seu tempo e queria mostrar ao mundo a sua arte de cantar, o que sem dúvida ele fazia maravilhosamente bem.

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Today’s Sound: Divine por Arthur Mendes Rocha

Esta semana será dedicada aos cantores travestis. Muita montaria, fechação, com atitudes e vozes absurdas, às vezes debochadas, mas de um talento inegável. Elas são nada mais que divinas e portanto começaremos pela diva mais ultrajante de todas: DIVINE.

Divine era o nome artístico de Harris Glen Milstead, mas sua persona drag se tornou muito mais famosa que ele próprio.

Ele (a) era natural de Baltimore, vivendo numa família classe média alta, conservadora e adeptos da igreja batista, ele (a) tinha tudo para ser uma pessoa careta e comportado.


Mas através de seu amigo David Lochary (também ator), ele conhece o grupo Dreamlanders, do qual fazia parte John Waters mais Mink Stole e Mary Vivian Pearce (também atrizes dos filmes de Waters).  Ele fica amigo de Waters, que também é seu vizinho e que lhe dá o apelido de Divine, nome tirado de uma obra de Jean Genet,“Our lady of Sorrows”.

Waters praticamente inventou o cinema trash com seus clássicos filmes, todos eles estrelados por Divine: “Mondo Trasho”, “Multiple Maniacs”, “Pink Flamingos”, “Female Trouble”, Polyester”, “Hairspray”, entre outros.

Divine virou uma lenda ao estrelar estes filmes, especialmente com o sucesso de “Pink Flamingos” nas sessões da meia-noite no final de 1972, já que o filme era tão “pesado” para as platéias normais que acabou virando cult nestas sessões chamadas de Midnight Movies. Na cena mais famosa do filme Divine come cocô de cachorro, foi o que bastou para que ela virasse um símbolo do cinema cult-trash-underground.

Divine torna-se uma celebridade, sendo retratada por Andy Warhol e David Hockney, além de aparecer em capas de revista (como Interview). Ela é uma espécie de caricatura das blonde-bombshells como Jayne Mansfield e Marilyn Monroe, um deboche ao mito hollywoodiano.

Com o sucesso cada vez maior de seus filmes, Divine era figura tarimbada da noite nova-iorquina, freqüentando os melhores clubs da época.  Não demorou muito para que ela se lançasse na carreira de diva disco.

Primeiramente ela começou a incluir músicas cantadas por ela em suas performances como “Born to be cheap”:

No final dos anos 70, a moda era o high-energy ou Hi-NRG, termo usado para descrever faixas com bpms altos, ums espécie de disco mais eletrônica, com muito sintetizador, palmas e vocais reverberados. Um dos melhores produtores deste gênero era Bobby Orlando e ele convida Divine a gravar alguns singles como “Native Love (Step by Step)”:

Divine chegou a lançar alguns álbuns como “Jungle Jezebel” e “The Story so far”, além de inúmeras coletâneas.


Suas músicas passam a ter sucesso nas discos da época, fazendo com que Divine saísse em turnê por vários lugares do mundo, mostrando toda sua veia humorística e detonando as platéias, falando tudo que lhe vinha à cabeça. Uma de suas frases marcantes era “Fuck you very much”. Aqui uma de suas apresentações no famoso club Hacienda cantando “Love Reaction”:

Outro sucesso de Divine foi ‘You think you´re a man” produzida por Stock, Aitken e Waterman, verdadeira fábrica de hits nos anos 80. Aqui ela interpreta a canção no programa Top of the Pops:

Ela até se apresentou no club Sotão no Rio de Janeiro, mas infelizmente não existe nenhum registro desta apresentação, que deve ter sido incrível.

Divine sempre teve problemas com excesso de gordura e isto lhe trazia vários problemas de saúde. Numa noite em 1988, um pouco depois da estréia de “Hairspray’, ela ia gravar uma participação no seriado “Married with children” e um dia antes da filmagem, ela faleceu de problemas cardíacos.

Mas até hoje, Divine é reverenciada, seus filmes continuam sendo admirados, bem como sua carreira musical e em breve será lançado um documentário sobre sua vida, “I am Divine”, cujo trailer vemos abaixo:

Desbocada, polêmica, mas acima de tudo uma superstar e um ícone, esta é Divine!

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Gaiola infeliz

Sempre que vejo um pássaro numa gaiola, fico a um passo de soltá-lo e vê-lo liberto.

O que tem de tão belo num ser colorido e enjaulado.

Canta de tristeza, imagino.

Fotografia de Renata Diem

O tráfico de animais era prática muito comum nas Américas, quando na época do descobrimento.

Nos séculos XV e XVI, os navegadores portugueses e espanhóis levavam todos os tipos de animais que encontrassem para a Europa.

Pássaros tropicais de plumagem exuberante eram luxos que brilhavam nas cortes daquele tempo.

The Bird Keeper II by David M. Bowers

O que era CHIC não é mais. Perdão aos comerciantes legais de pássaros, mas para mim, nada mais cafona do que aprisionar um ser vivo, voador e de natureza liberta.

Goya

“Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões.” Conforme algumas ONGs protetoras dos animais e o próprio IBAMA.


O tráfico de animais é o terceiro crime com maior movimento de dinheiro no mundo, ficando atrás do tráfico de armas e de drogas.

Coisa de bandido.

Existem ONGs que precisaram fechar suas portas, pois tiveram suas famílias seriamente ameaçadas por estas gangues que atuam de maneira cruel e inadmissível.

Os passeriformes integram 90% dos animais traficados.

Papagaios, canários, araras, pintassilgos, galo de campina e tartarugas, são os preferidos.

Dener Giovani, fundador da organização não governamental Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), afirma que, “a pobreza força populações que vivem próximas às matas a vender seus habitantes para levantar recursos.

A fraca fiscalização é garantia de impunidade”.

Os canalhas pagam migalhas à população da floresta que capturam com redes, gaiolas, alçapões e até ceras depilatórias.

Os animais são transportados de maneira pavorosa e chegam aos centros urbanos a preços altíssimos, já que o óbito na viagem é bastante alto.

Os mais exóticos são alvos de excêntricos em todo o mundo, tendo como destinos principais:  Miami, Bruxelas, Amsterdam, Frankfurt e Singapura.

Há ainda os intermediários, que transportam os animais e os entregam para pequenos atacadistas em feiras ao ar livre ou locais ilegais de armazenamento.

Uma pesquisa conduzida pelo Ibope encomendada pela Renctas mostrava que 30% dos brasileiros têm ou já tiveram animais silvestres em casa.

Isto significa 54 milhões de pessoas.

Um mercado enorme e aceito pela maioria da população.



Quando espécimes são retirados dos ecossistemas em que habitam, deixam de cumprir a suas funções ecológicas, deixando de ser presas, predadores, dispersores de sementes, polinizadores…

Isto gera um desequilíbrio nestes ecosistemas, além de colocar diversas espécies em risco de extinção e clara diminuição da biodiversidade.

Golden-Brown Chlorophonia. Pic by Steve Blain

Japanese White Eye, Pic by legendary bird photographer John & Fish

Bird photography by John & Fish

Quetzal, Pic by Spiderhunter

Outra mania humana é colocar estes animais para brigar como gladiadores.

Galos e canários são colocados em rinhas e se matam enquanto os desumanos fazem suas apostas.

Iniciados nas rinhas, os canários passam a ser avaliados de acordo com a habilidade apresentada, chegando a ser negociados por preços que alcançam R$ 100 mil.

Já os populares galos podem alcançar até R$ 30 mil.

Valores volumosos para gostos duvidosos.

Qual é a graça ?


O Sispass (Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de Passeriformes) é um órgão ligado ao IBAMA que tem por meio controlar a criação e a regularização de pássaros silvestres e criados em cativeiro.

Pic by Hilary Ross

Você só pode ser um criador de pássaros com uma licença do Sispass. A compra de animais da fauna brasileira deve ser feita através de vendedores autorizados pelo IBAMA.

Para se engajar na proteção dos pássaros ou fazer uma denuncia:

Pássaro solto é uma alegria. Coloque bebedouros com açúcar (troque diariamente a água, pois a fermentação pode matar o beija flor), plante espécies que atraem estes seres alados, pegue no pé de quem vende (pergunte do Sispass), faça lindos arranjos e utilitários com velhas gaiolas e alerte com todas as suas forças aquele amigo que persiste com este ultrapassado gosto.

Free birds by Laauraa


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Today’s Sound:TALKING HEADS – CHRONOLOGY por Arthur Mendes Rocha

Acaba de ser lançado no Brasil, via ST2, um DVD imperdível de uma das bandas mais bacanas que já se teve notícia: “Chronology” dos Talking Heads.

O Talking Heads surgiu na efervescente cena nova-iorquina de meados dos anos 70, quando punk, hip-hop e disco se mesclavam e faziam da cidade um dos lugares mais cool do planeta, apesar da crise econômica que o país atravessava.

A banda, liderada por David Byrne, era primeiramente um trio e depois passou a ter quatro integrantes fixos, mais alguns colaboradores que faziam uma “cozinha” mais funk.

O DVD mostra exatamente estas mudanças na banda, já que vemos várias apresentações ao vivo dos Talking Heads no período entre 1975 a 1983, seja em lugares pequenos como o CGBG até enormes auditórios para grandes shows, assim que a banda vai ganhando notoriedade.

Os shows são históricos e alguns até inéditos, pois foram recuperados através de um intenso trabalho de pesquisa que levou alguns anos para ser finalizado.

Assim, vemos dezoito apresentações em lugares que vão desde o Kitchen em NY, passando pelos programas Saturday Night Live e Dave Letterman  até em campus de universidades americanas.

Entre os destaques está a versão de “Psycho Killer” apresentada em toda sua glória no CGBG em 1975:

Outro ótimo momento é quando eles se apresentam no influente programa inglês “Old Grey Whistle Test” em 1978 interpretando “Don’t worry about the government”:

Também merece destaque é “Crosseye and painless”, apresentada no Capitol Theatre em 1980, onde sentimos uma forte mudança no som da banda com a adição de dois membros do Funkadelic , com uma pegada bem mais negra e funkeada:

Se me perguntassem por uma banda que eu gostaria que voltasse, a resposta seria sem dúvida o Talking Heads.

Em 2002, eles ensaiaram uma volta, apresentando-se pela primeira vez, desde a sua separação (que se deu oficialmente em 1991), para sua entrada no Rock and roll Hall of Fame interpretando ‘Burning down the house”  e “Life during wartime”:

O Talking Heads foi uma das bandas mais avant-garde que se tem notícia, com forte influência new wave, estavam muito à frente de seu tempo. Estas apresentações estão filmadas em P&B, em cores, algumas são registros amadores, mas são um documento incrível de uma banda que merece toda nossa atenção.

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Today’s Sound:Kraftwerk por Arthur Mendes Rocha

Para fecharmos a semana EBM/Industrial falaremos hoje do grupo que é pioneiro de tudo que se fez e se faz na música eletrônica: o Kraftwerk.

O Kraftwerk foi formado na Alemanha em 1970, por Ralf Hütter e Florian Schneider (que ficou no grupo até 2008).

Sua inovação foi absurda, já que trabalhavam com vocoder e computadores em uma época que quase ninguém fazia isto, somente Stockhausen ou os colegas alemães que experimentavam no krautrock (que já falamos aqui).

No início de sua carreira, eles chegaram a lançar dois discos totalmente instrumentais, Kraftwerk e Kraftwerk 2, onde além de tocarem os instrumentos, utilizando distorções e efeitos de estúdio em cima dos instrumentos.

Nesta época, os shows deles eram compostos de uma rústica bateria eletrônica e um órgão eletrônico.

Em 1974, eles lançam “Autobahn”, álbum que mostra uma sonoridade diferente, com uso de novas tecnologias como o minimoog. O sucesso comercial foi imediato e isto os fez investir ainda mais em tecnologia.

A turnê de “Autobahn”, bancada pela gravadora Phonogram, os trouxeram aos EUA, Canadá e Inglaterra pela primeira vez e agora com mais dois membros: Wolfgang Flür e Karl Bartos. Esta acaba sendo a formação clássica do Kraftwerk, tendo durado até o final dos anos 80.

A preocupação visual também já fica evidente, sendo cada disco embalado em cuidadosa direção de arte, com imagens que se tornariam ícones.


Seu disco seguinte, “Radioactivity”, de 1975, abriu-os um mercado maior na Europa e afastando-os da vanguarda para um eletrônico mais pop.

Nos próximos trabalhos “Trans-Europe Express” (1977) e “The Man Machine” (1978), eles continuam fazendo música robótica e com produções cada vez mais elaboradas feitas no estúdio Kling Klang.

Em 1981, eles lançam “Computer World”, disco que demora quatro anos para ficar pronto, já que a idéia era poder levar o estúdio Kling Klang em sua turnê. Um fato curioso: nesta época, o Kraftwerk ainda não possuía um computador.

Suas apresentações ao vivo estavam cada vez mais calcadas em vocais e uso de seqüenciadores, além da utilização de projeções visuais que acompanhavam a música e manequins que eram réplicas deles na música “The Robots”.

Logo após, eles continuam gravando, mas a banda sofre reformulações em seu line-up, enfrentando problemas internos.

Em 1997, eles fazem uma histórica apresentação no Tribal Gathering e finalmente em 1998, fazem um histórico show no Brasil no extinto Free Jazz, show este que marcou uma geração que só os conhecia em discos e vídeos (na qual eu me incluo) e que ficou boquiaberta com a performance deles tanto musical como visual.

A partir dos anos 2000, eles continuam excursionando pelo mundo e lançam o “Tour de France Soundtracks” em 2003, seu primeiro álbum inédito em 17 anos.

O Kraftwerk está na crista da onda, a banda acaba de fazer oito apresentações no Moma, em NY, todas elas esgotadas. A Kraftwerk –Retrospective 1 2 3 4 5 6 7 8, onde durante oito noites, eles apresentaram seus oito álbuns desde “Autobahn”, levando antigos e novos fãs ao delírio. A mídia também se rendeu aos “tiozinhos”, que continuam tendo o mesmo vigor e cada vez mais aparato tecnológico em seus shows. Sem contar as projeções que são o acompanhamento perfeito para sua música tecnológica e futurista.

Todos os vídeos que acompanham este post são destas apresentações em NY no mês passado e ilustram bem a carreira desta banda que a precursora de toda a música eletrônica que conhecemos hoje em dia.

Além disso, esta retrospectiva trouxe à tona a reedição de uma Box set da banda em uma caixa preta de edição limitada (foram feitas 2000 para o mundo inteiro) com os oito álbuns remasterizados, além de livretos especiais com muitas fotos e a história de cada disco.

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Today’s Sound: Einstürzende Neubauten por Arthur Mendes Rocha

Continuando o tópico rock industrial, hoje o destaque é o grupo alemão Einstürzende Neubauten.

O Neubauten personifica uma banda industrial por excelência, eles foram uma das primeiras bandas experimentais de industrial e surgiram em Berlim, no ano de 1980.

A tradução para o seu nome é ‘novos prédios desabando” e o som da banda reflete bem isso, pois é barulhento (principalmente em seus primeiros discos), utilizando instrumentos não-convencionais como ferramentas de construção, metais, além de instrumentos tradicionais.

Um detalhe interessante foi que dois meses depois da formação da banda, o teto do hall do Congresso de Berlin realmente desabou, atraindo uma atenção inesperada para eles.

O grupo é formado por Blixa Bargeld, que também já foi membro da banda Bad Seeds, que acompanha Nick Cave; Alexander Hacke, N.U. Uhrun (ou Andrew Chudy), Jochen Arbeit e Rudolf Moser.

O Neubaten lançou seu primeiro álbum em 1981, ‘Kollaps” (“Collapse”), com sua mistura de punk rock e industrial. Sua apresentações ao vivo tornaram-se lendárias, pois também incluem destruições no palco.


Depois dos primeiros trabalhos, a banda lança em 1985 o álbum “Halber Mensch”, que demonstra maior maturidade com uma estrutura musical mais bem delineada, além de letras e vocais mais organizados. Em 1986, o cineasta Sogo Ishii lança um documentário sobre a apresentação deste álbum no Japão, conforme cenas abaixo:

Em 1987 e 1989, a banda lança dois novos álbuns muito bem recebidos nos EUA e Japão: ‘Fünf auf der nach oben offenen Richterskala” e “Haus der Lüge”.


Com a chegada dos anos 90, eles tentam uma nova experiência: musicar a peça “Die Hamletmaschine” de Henri Muller.


O álbum de 1993, “Tabula Rasa”, também mostra a música da banda ficando mais suave e mais eletrônica.

Em 1996, Blixa e a esposa de Hacke, Meret Becker, gravam um dueto de grande sucesso “Stella Maris” e logo em seguida a banda parte em turnê mundial.

Em 2000, eles comemoram os vinte anos do Neubaten com a turnê “20th anniversary”, além de lançar o álbum “Silence is Sexy”, que incluía a música “Sabrina”:

Nos anos seguintes, a banda continua a lançar novos álbuns, DVDs e inclusive lançando CDRs de apresentações de seus shows ao vivo, bem como disponibilizando aos fãs conteúdos para download, mostrando preocupação em manterem-se atualizados.

Em 2007, mesmo sem apoio de gravadora, eles lançam “Alles wieder offen” , além de excursionarem com a turnê do disco.

Em 2010, o Neubaten completou 30 anos com uma turnê européia e não dão sinais de parar tão cedo.

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