Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...

                
       





















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CURRENT MOON

Archive for setembro, 2012

O Mercado, Feira Gastronômica: edição Pinheiros

Fotos: Bete Miguez

Mais uma edição do Mercado aconteceu no último final de semana, dessa vez no mercado de Pinheiros. Foram dezenas de barracas representando o melhor da gastronomia paulistana, reunindo fãs de boa comida, ótima música e amigos de longa data.


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Deep Beep Primavera 2012

Foto: Bete Miguez

Nesse último sábado, nos jardins suspensos do Centro Cultural Vergueiro, rolou o Deep Beep-Primavera2012, celebrando a entrada da nova estação com vários DJs e muita gente bonita!

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Making of filme Indochine de Valérie Ciriadés

Fotos: Bete Miguez



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Today’s Sound: Nights of Cabiria por Arthur Mendes Rocha

“Nights of Cabiria” (Noites de Cabíria) é um filme de Fellini, que além de ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro, deu a Palma de Ouro de melhor atriz em Cannes para sua esposa Giulietta Masina.

O filme é uma produção de 1957, apesar de não ser dos filmes mais conhecidos de Fellini, é um dos que mais representa seu estilo de filmar e uma poética mensagem de redenção.

Cabíria (Masina) é uma prostituta que acredita no ser humano, ela é ingênua em muitos aspectos, mas nunca deixa de ter esperança em uma vida melhor.

O filme já começa com ela sendo enganada por um de seus amantes, que a joga no rio e foge com seu dinheiro.

Sua melhor amiga é Wanda (Franca Marzi), sua vizinha, com a qual ela troca confidências e fala de seus planos.

Cabíria tem uma personalidade cativante, mas sempre acaba sendo destratada e pessoas se aproveitam de seu jeito de ser.

Até que ela encontra Oscar (François Perrier), um contador que conquista o seu coração e lhe promete casamento.

Só que Oscar acaba gerando dúvidas nela, será que ele realmente a ama ou está apenas interessado em seu dinheiro?

Giulietta está magnífica como Cabíria, misturando inocência e aquele jeito expansivo de ser de uma italiana, ela vive nas ruas, está sujeita a tudo, mas ela sempre tem uma atitude positiva em relação à vida.

A personagem Cabíria foi apresentada pela primeira vez no filme “White Sheik”, também de Fellini, que se baseou no nome através do filme “Cabíria”, um clássico italiano de 1914.

Muito já foi dito sobre esta personalidade de Cabíria, inclusive o crítico Roger Ebert a compara a uma mistura do vagabundo Carlitos de Chaplin com Lucille Ball, e que ao utilizar esta persona cômica, ela agüentaria as agruras da vida.

O filme teve dificuldade em sair do papel,  já que trata da vida de uma prostituta e isso gerou preconceito na época.

Até que o produtor Dino di Laurentiis resolveu bancar o filme e acreditar nesta incrível estória.

O roteiro foi escrito com a ajuda de Pier Paolo Passolini, que ajudou a dar mais autenticidade a muitos dos diálogos, utilizando sua experiência nas ruas italianas.

Fellini já vinha do sucesso de “A Estrada” (também estrelado por Giulietta) e que havia conquistado o Oscar de melhor filme estrangeiro no ano anterior.

Fellini filmou nas ruas de Roma e também nos estúdios da Cinnecitá, dando um ar realista ao filme.

O filme foi muito bem recebido pelo público e pela crítica, que considerou Fellini um dos grandes talentos do cinema italiano do pós-guerra e do neo-realismo (ele colaborou no roteiro do clássico “Roma Cidade Aberta” de Rosselini).

“Nights of Cabiria” tem vários elementos típico dos filmes de Fellini, esta veia cômica no meio do drama, personagens edificadores e que acreditam num futuro melhor, a naturalidade do que acontece nas ruas italianas.

Há vários momentos marcantes no filme: a cena de Cabíria dançando mambo (abaixo), a cena na apresentação do número de mágica, a cena em que ela desfila no carro de um ator famoso se exibindo para as outras prostitutas e especialmente o final, considerado inesquecível para os amantes do cinema.

Em 1998, o filme foi relançado em uma nova cópia, com a inclusão de uma cena de sete minutos e meio que havia sido cortada da versão original e onde ela acompanha um bom samaritano que visita alguns desabrigados, oferecendo comidas e presentes.

“Nights of Cabiria” virou um musical da Broadway, “Sweet Charity” e também um filme dirigido por Bob Fosse em 1969 e estrelando Shirley Maclaine.

Há pouco foi anunciado que haverá uma nova versão de Cabíria intitulada “The days of Mary” e estrelando Juliette Lewis (de “Assassinos por natureza”) no papel principal.

O filme merece ser visto e apreciado em toda sua plenitude, seja pela direção segura de Fellini, pela linda trilha de Nino Rota (o usual colaborador de muitos filmes do diretor) e principalmente pelo desempenho magistral de Giulietta Masina, que parece que nasceu para interpretar este personagem.

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Lágrimas de Sereia

Edmund Dulac

Encantamento a primeira vista.

Na ONG Morungaba onde presto serviços fotográficos, tive a honra de fotografar a festa junina de uma escola pública chamada Amorim Lima.

Logo na entrada eram vendidas canecas de plástico com um barbante para servir de acessório e descartar a quantidade insana de descartáveis que usamos em comemorações, cafezinhos e outros hábitos que nos fizeram incorporar o uso indiscriminado das embalagens que se usa apenas uma vez.

Ao utilizarmos canecas ao invés de copos descartáveis, em dois anos, pelo menos 1.000 copos descartáveis deixarão de ir para o aterro.

O Universo descartável.

O mundo das caixinhas sintéticas e inorgânicas…Foi nos anos 50 que para ser moderno e prático, era preciso ser descartável.

Os plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticos e derivados do petróleo, que digamos de passagem, é um recurso natural finito.

Existem os polímeros termoplásticos e termofixos.

Os termoplásticos são recicláveis (Pet, Nylon, PVC, PEAD), entre outros.

Já os termofixos  como o Nylon, fraldas, adesivos, lâminas metalizadas, cabos de panela, canetas, acrílico e embalagens a vácuo não podem ser reprocessados, por enquanto.

A reciclagem de plástico exige apenas 10% da energia que se usaria para realizar o processo desde o início.

Reciclamos 15% destes resíduos que ocupam cerca de 10% dos aterros.

O Plástico que não está no aterro e nem em nenhuma cooperativa de reciclagem pode estar no mar e desta maneira ampliamos a visão para um problema de saúde pública.

Foi o capitão Charles Moore, em 1997, que resolveu fazer uma caminho diferente entre o litoral da Califórnia e o Havaí.

Encontrou o Lixão do Pacífico.

Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem nos Estados Unidos, Japão e sabe-se mais onde, se acumulam num lugar paradisíaco e inabitado.


Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de aproximadamente 16 milhões de quilômetros que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

O mais gigantesco aterro do mundo.

“Foi perturbador. Dia após dia não víamos uma única área onde não houvesse lixo. E tão distantes do continente”, diz Charles Moore que após trágica experiência direcionou a sua vida para a conscientização das conseqüências de um consumo desenfreado e na destruição da vida marítima por conta dos hábitos humanos.

Nas pesquisa envolvendo Charles Moore, cientistas  descobriram, por exemplo, que 27% do lixo marítimo vem de sacolas de supermercado e 10% de inocentes tampinhas e 8% de embalagens de limpeza e, em uma análise feita com 670 peixes, encontraram quase 1,4 mil fragmentos de plástico.

Por conclusões assim, a Suécia, começou a recomendar que as mulheres em idade fértil limitassem o consumo de arenque e salmão do Báltico, sendo estes a base da alimentação dos suecos.

Análises químicas mostraram que eles estavam muito contaminados com substâncias chamadas disruptoras endócrinas.

Em peixes, elas causam hermafroditismo.

Em humanos, câncer, aumento da próstata e puberdade precoce, entre outros distúrbios.

Encontrar plástico bicado pela vida marítima é muito comum neste marzão afora.

O lixo sintético se transforma numa grande sopa que junto com matéria orgânica, vira comida de peixes e aves.

Com o nome de “lágrimas de sereia”, estas pequenas partículas são consumidas pelos peixes e depois consumidas por nós.

Comemos petróleo com mais um monte de outras porcarias sintéticas.

Somos todos adictos, viciados e moldados no consumo do plástico e ainda por cima, comendo este resíduo também.

Plástico por todas as vias e sentidos.

Um quadro que parece sem solução, porém, cada pequena ação é como um sorriso de sereia que contamina quem está convivendo com os novos paradigmas.

Uma iniciativa interessante é a  Campanha Adote uma Caneca em seu local de trabalho, academia, festas…

Ao invés de utilizar copos descartáveis para a hora do café, ou mesmo para beber água, utilize sua própria caneca (de plástico, de louça, de alumínio) e incentive seu meio a fazer o mesmo.

Garrafinhas de alumínio é outra boa solução.

O mercado dos descartáveis já está se conscientizando e apresentando soluções interessantes e econômicas em papel e amido de milho para opção de festas e até copos comestíveis feito de algas.

Só “Googlar”.

http://www.outofhome-shops.nl/2742/jelloware-eetbare-weggooiglazen-

Utilizar produtos com refil ou retornáveis (retrônáveis), usar sacolas de pano ou papel, não aceitar embalagens plásticas desnecessárias e dizer com tranqüilidade :

Obrigada, não preciso.

Que sensação boa que é !

Com criatividade, consciência e boa vontade, sair da zona de conforto pode ser divertido, assim como estavam brincando com suas canecas as crianças de olhos brilhantes da Escola Amorim Lima.

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Today’s Sound: Jules et Jim por Arthur Mendes Rocha

Um dos filmes chaves da Nouvelle Vague, sob a direção de François Truffaut, “Jules et Jim” fala de um triângulo amoroso e causou sensação quando lançado em 1962.

“Jules et  Jim” é baseado no livro de Henri-Pierre Roché, uma semi-autobiografia sobre seu relacionamento com o escritor Franz Hessel e sua esposa Helen Grund.

O livro caiu nas mãos de Truffaut quando este vasculhava um sebo e foi amor à primeira vista: ele acabou ficando amigo de Roché e este lhe deu autorização de transformar seu livro em um filme.

O filme foi todo rodado em preto e branco e contêm muitos dos elementos da Nouvelle Vague: imagens de noticiários, fotografias, imagens congeladas (freeze frame) para dar a impressão de fotografia estática, uso de panning shot (movimento de câmera como se fosse uma pessoa balançando a cabeça ao dizer “não”, com a câmera de movimentado de um lado para o outro), wipe (truque de edição que vai fechando o quadro até aparecer uma nova imagem), travelling, planos longos complementados por uma narração em off.

No elenco, a presença eletrizante de Jeanne Moreau, a grande atriz francesa que vinha dos sucessos de “Ascensor para o Escadafalso”, “Os Amantes” (ambos de Louis Malle) e “A Noite” de Antonioni, no papel de Catherine, a mulher de personalidade forte e disputada pelos amigos Jules e Jim.

No papel de Jules está Oskar Werner, ator que despontou com este filme e depois fez “A Nau dos Insensatos” e “Fahrenheit 451” (também de Truffaut), entre outros.

Como Jim, temos o ator Henri Serre, que não estourou, mas chegou a fazer filmes para Louis Malle e Costa-Gavras.

Seria muito simples dizer que o filme gira em torno deste triângulo amoroso, mas o filme é muito mais denso que isso, trata das relações humanas, incluindo amizade, amor, afeto; é um dos filmes mais belos e sensíveis de todos os tempos.

O filme começa antes da primeira grande guerra, quando Jules (Werner), um tímido escritor austríaco,conhece o francês Jim (Serre), que é mais extrovertido, e acabam virando bons amigos e companheiros na vida bôemia.

Durante a guerra, eles acabam lutando em lados opostos, sempre com medo de ferirem um ao outro.

Com o final da guerra, eles acabam conhecendo Catherine (Moreau), uma mulher charmosa, especial, com espírito livre e ambos ficam atraídos por ela.

Catherine acaba se casando com Jules e tendo uma filha com ele, indo morar num chalé na floresta negra. Mesmo assim, continua tendo casos extraconjugais, para o desespero dele.

Lá eles são visitados por Jim, que acaba percebendo que o casamento não vai bem e acaba se envolvendo também com Catherine.

Os três convivem muito bem durante este período, no que parece ser um perfeito casamento a três.

Só que Catherine não consegue engravidar de Jim e isto gera um desconforto entre eles e Jim acaba voltando para Paris.

Várias trocas de cartas, encontros e desencontros, momentos cômicos e de farsa ainda vão permear suas vidas até o trágico desfecho.

“Jules et Jim” teve uma bela trilha sonora composta por Georges Delerue, famoso compositor de inúmeros scores como “Hirsohima, mon amour”, “O Conformista”, “Platoon”, entre outros. Foi considerada a décima melhor trilha de todos os tempos pela revista Time.

Truffaut vinha de dois filmes, “Os Incompreendidos” e “Atire no pianista”, mas com “Jules et Jim” ele fala mais direto com os jovens, até pelo tema abordado.

Truffaut & Jeanne


O Diretor Truffaut e a atriz Jeanne Moreau

Uma das canções que marcaram o filme foi “Le tourbillon de La vie”, composta por Serge Rezvani (que a acompanha no violão) e interpretada por Jeanne Moreau,como podemos ver abaixo:

Moreau encarna uma personagem que é a cara da Nouvelle Vague: charmosa, sexy e ao mês-mo tempo inteligente, com idéias libertárias; suas cenas viraram ícones, bem como seu jeito de vestir, como na icônica cena em que se veste de homem, com boina, cigarrilha e um bigode falso e aposta uma corrida com os dois:

Ou em outra cena famosa em que, vestida elegantemente ao estilo das mulheres do início do século, ela se atira no rio em protesto á uma discussão dos dois sobre a fidelidade da mulher:

Jules et Jim não é um filme romântico no sentido tradicional, ele fala de amor, de sexo, fala das dificuldades e das complicações das relações amorosas; o filme continua atual em sua aborda-gem franca e sincera do amor sem clichês.

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