Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
Interessados é só entrar em contato!Orquídea Catleya #7. Descanse em paz minha afilhada Rott Lorena 💔Vixxxen!Orquídea Catleya #6 bombani seus 4 botões! #orquídea #catleya  Bom dia!Orquídea chocolate#1 Bom dia! Boa semana!The best #Tiramisú ever!Orquídea Catleya #5 e orquídea Oncidium #1 (Chuva de Ouro). Primeira floração na árvore!Always the best @hrchcvtch ❤️ #spfw #alexandreherchcovitchOncinha foi beber água! Bom dia! #GatinhaPantufaOrquídea Catleya #4 Most beautiful pink! Bom dia, bom fds! #nofilter #orchids #catleya

                
       



















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CURRENT MOON

Archive for outubro, 2012

Midnight Raven

Fotografada pelo grande amigo e fotógrafo Jorge Lepesteur, a lindíssima modelo Bruna Sottili que já é da Família, veste:

Vestido – Lança Perfume

Camiseta – Toli

Sapato – Melissa por Vivianne Westwood

Meias – Tri-Fil

Créditos produção:

Fotografia- Jorge Lepesteur

Modelo – Bruna Sottili (Ten Models)

Styling – Japa Girl

Produção de Moda – Mari Monteiro

Make-up & Hair – Ale Toledo

Produção – Bruno Divetta

Making of Glamour Tv (coming soon) - Pedro Vilhena

Assistente Making of - Ronaldo Cahin


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Carnívoras e venenosas

Elas existem a 65 milhões de anos.

Aqueles dentes sempre me atraíram.

Achava que se mordessem meu dedo não soltariam jamais…

Coisas de criança.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que elas não são monstros de casas mal-assombradas, nem devoradoras existentes em florestas tropicais.

Pelo contrário, na maioria são plantas pequenas e delicadas que capturam pequenos insetos ou animais aquáticos microscópicos.


Belas e exóticas nos levam a crer que suas folhas sofisticadas, são flores, portanto, a menos que você tenha o tamanho de um inseto, elas lhe são perfeitamente inofensivas.

Inclusive bastante frágeis.

Ter uma planta carnívora e ficar querendo vê-la abrir e fechar, seguramente, vai matá-la.

Para que uma planta possa ser considerada carnívora, é preciso que ela tenha a capacidade sexy de primeiro atrair, depois conter para então digerir.

Muitas carnívoras atraem-nas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com vívidas cores e odor de néctar.

Outras aproveitam-se de padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores.

Há o caso das bromélias Brocchinia e Catopsis, que por alguns autores são consideradas carnívoras, basicamente, por parecer que capturam muito mais insetos que outras bromélias.

Na verdade, todas as bromélias capturam e matam muitos invertebrados por acidente.

Bromélia Brocchinia

Bromélia Catopsis

Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo todo (exceto a Antártida).

Podem ser encontradas em regiões desde as quentes e úmidas florestas tropicais, até as tundras gélidas da Sibéria, ou os desertos esturricantes da Austrália.

No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes (exceto pela Austrália, o Brasil é o país que mais tem espécies carnívoras no mundo).

Elas crescem principalmente nas serras e chapadas, e podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia.

Com frequência encontra-se na literatura o nome “insentívora” para estas plantas, mas tal termo não é correto.

Insetos podem ser o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias), e ocasionalmente pequenos vertebrados, como sapos, gecos, passáros e roedores.

Nephentes

As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, que podem alcançar até meio metro de altura cada e armazenar até cinco litros de água.

Com frequência elas capturam presas grandes e vertebradas, no máximo roedores de até 30cm.

Carnívora Nepenthes seduziu e capturou um pequeno pássaro

Há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas: Armadilhas tipo jaula, sucção, folhas colantes e ascídios.

Jaula:  Dionaea e Aldrovanda.

Carnívora tipo jaula, Dionaea


Carnívora Aldrovanda, tipo jaula

Sucção:  Utricularia

Carnívora Utricularia, tipo sucção

Folhas colantes : ByblisDroseraDrosophyllumIbicellaTriphyophyllum.

Carnívora Byblis, folhas colantes

Carnívora Drosera, folhas colantes

Carnívora Drosophyllum, folhas colantes

Ibicella, carnívora espécie colante

Triphyophyllum, carnívora de folhas colantes

Ascídios são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, como se fossem urnas, com uma entrada no topo e líquido digestivo no interior.: CephalotusDarlingtoniaHeliamphoraNepenthesSarracenia

Cephalotus

Carnívora Darlingtonia

Heliamphora

Nepenthes

Sarracenia

Na ilha Sumatra da Indonésia há a flor cadáver que chega até 3 metros de altura e pesar 75 kilos.

Também conhecida como Titan Arum ela não se trata exatamente de uma flor, na realidade a Flor-Cadáver se enquadra como uma inflorescência (é como se fosse o galho em que as flores desabrocham).

Em suas pontas brotam centenas de pequenas flores.

Flor-Cadáver

Flor-cadáver na Indonésia

A Flor-Cadáver pode viver até 40 anos, mas desabrocha somente 2 a 3 vezes em toda a vida.

Quando desabrocha exala um cheiro semelhante a carniça, atraindo muitos insetos carniceiros.

Calma!!! Só come insetos.

Como a Flor cadáver não é uma flor, o posto de maior flor do mundo fica para a Rafflesia arnoldii, que também é carnívora, também encontrada na Indonésia.

Chega a 106cm e 11 kilos.

Conhecida por Flor monstro, se alimenta de insetos.

As duas gigantes e mau cheirosas são inofensivas para o gênero humano, já outras espécies que parecem singelas são venenosas e causam mortes pavorosas.

Encabeçando a lista das, realmente perigosas, estão :

COMIGO NINGUÉM PODE:  Plantada para afastar mau olhado, se ingerida pode causar afixia em 20minutos.

O JEQUIRITI : Tem sementes vermelhas e atrativas usadas em artesanato indígena.

Quando mastigada, forma coágulos que impedem a circulação sangüinea.

Mata em até 1 hora.

MAMONA : Comum e abundante no litoral Brasileiro, se ingerida, dificilmente mata, porém pode causar vômitos, taquicardia e diarréia.

MANDIOCA-BRAVA : Suas raízes mortíferas, se ingeridas, causam afixia e convulsões.

Esta planta nativa do Brasil só é venenosa se ingerida crua, se cozida perde seus efeitos malignos.

Carnívoras e singelas.

Comuns e assassinas.

Mais algumas espécies na coleção de dualidade deste nosso diverso Universo.




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Today’s Sound : Dracula Prince of Darkness‏ por Arthur Mendes Rocha

Outro Dracula que dominou os filmes de terror nos anos 60/70 foi o interpretado por Christopher Lee em “Dracula, Prince of Darkness’ (Dracula, o Príncipe das Trevas).

O filme foi produzido pelo estúdio da Hammer, um estúdio inglês especializado em produções de orçamentos menores, mas que acabou criando um estilo inconfundível e admirado pelos fãs dos filmes de terror.

“Dracula, Prince of Darkness” foi produzido em 1966, após o sucesso do primeiro filme de 1958, que também estrelava Christopher Lee.

O filme foi dirigido por Terrence Fisher, o mesmo da primeira versão e que se especializou na direção de filmes de terror, alguns de sucesso, outros nem tanto.

Christopher Lee foi, sem dúvida, outro excelente vampiro; sua atuação como o conde é aterrorizante, cada aparição sua na tela é assustadora.

Junto com Bela Lugosi (e mais tarde Gary Oldman), ele foi um dos melhores Dráculas de todos os tempos.

Lembro de ter visto o filme pela primeira vez numa sessão Coruja da Rede Globo e fiquei sem conseguir dormir de tão impressionado.

A estória começa com cenas do fim do primeiro filme, no qual o Prof. Van Helsing (Peter Cushing, que não está neste segundo filme) destruiu Drácula, expondo-o ao sol que o transformou em cinzas.

Dez anos se passaram e o filme começa com a suspeita de vítimas do vampirismo.

Em uma estalagem, o padre Sandor (Andrew Keir), avisa a um grupo de turistas, os irmãos Kent e suas respectivas esposas, a não visitarem o castelo de Karlsbad.

Eles acabam perdidos na floresta perto do castelo e sua carruagem enfeitiçada (e agora sem motorista) acaba os levando para o castelo, onde uma mesa e quartos estão á sua espera.

O criado de Drácula, Klove (Philip Latham), atrai Alan Kent (Charles Tingwell) para o porão e o mata, pendurando-o e fazendo com que o seu sangue se mistura com as cinzas de Drácula e o revive, conforme cena abaixo.

A primeira vítima de Drácula acaba sendo Helen Kent (Barbara Shelley), que se torna uma escrava do vampiro.

O casal remanescente, Charles e Diana Kent (Francis Mathews e Suzan Farmer), saem em busca de seus amigos e deparam com Helen transformada pela mordida de Drácula.

Eles ficam sabendo através de Sandor dos poderes de Drácula, enquanto este tenta atacar Diana de todas as maneiras.

Depois de muitas perseguições e tentativas, Charles e Sandor tentam defender Diana e destruir o conde.

O final do filme é inovador, pois foge da luta com crucifixos e sol, já que desta vez temos ao fundo um chão coberto de gelo que vai se quebrando e a tentativa de fazer com que Drácula morra congelado, destruindo o gelo para que este se quebre.

Os estúdios da Hammer criaram um estilo próprio: seus filmes são carregados de cores com o uso do Technicolor, violência gráfica, além de um bom elenco de atores ingleses e mulheres atraentes, sempre utilizando decotes e roupas sensuais.

Abaixo, um making of do filme com ótimas cenas dos bastidores do filme como Christopher sendo maquiado, o diretor Terrence Fisher em ação, detalhes do cenário do Castelo e inclusive da cena final com o dublê do ator:

Christopher Lee não fala nada neste filme, pois ele não havia gostado do roteiro e recusou-se a ter diálogos. Mesmo assim, cada aparição sua é marcante, com seu porte, sua maquiagem, os olhos vermelhos, o figurino com a enorme capa, ele é realmente o Drácula que marcou a década de 60/70.

Depois deste filme, Christopher ainda fez mais filmes como Drácula, mas também fez vários outros filmes como “Wicker Man” e até vilão de James Bond (em ‘007 contra o homem com a pistola de ouro”). Ele inovou o jeito de ser do vampiro, tornando-o mais sensual e moderno.

O ator completou 90 anos este ano e continua na ativa, ele fez recentemente a trilogia do Senhor dos Anéis como Saruman.

Barbara Shelley era presença constante em vários filmes na Hammer, onde se especializou em filmes de terror.

Ela faz uma excelente vampira, sendo que um comentário interessante dela sobre este filme foi que, em uma das cenas, ela quase engoliu seus dentes de vampira.

A versão em blu-ray foi lançada este ano na Inglaterra, incluindo um documentário e outros bônus.

“Dracula, Prince of Darkness’ foi um sucesso de público e crítica e é considerado por muitos o “Quintessential Hammer movie” (o filme da Hammer por excelência).

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Today’s Sound: Dracula (1931) por Arthur Mendes Rocha

Nos anos 30, os filmes de terror começavam a bombar nas bilheterias e um dos filmes que mais sucesso teve foi a clássica estória do conde vampiro: “Dracula”.

Na minha opinião, “Dracula” é um dos filmes mais assustadores do cinema: a combinação da direção de Tod Browning (que depois dirigiu “Freaks”) com a interpretação de Bela Lugosi continua imbatível.

Além disso, Drácula com a maravilhosa fotografia em p&b e a atmosfera gótica combinou perfeitamente.

O filme foi lançado em 1931, foi o primeiro filme em que a Universal se aventurou em contar uma legítima história de terror e algo que acabou se tornando sua marca registrada.

O grande acerto foi a escolha de Bela Lugosi no papel principal. O ator combina tanto com o personagem que é difícil dissociá-lo da imagem icônica dele com seu figurino todo em preto e com a famosa capa, além da maquiagem esbranquiçada e da aparência assustadora.

Há várias lendas a respeito dele, mas uma coisa é certa: ele ficou marcado para sempre por este papel.

Lugosi era húngaro, seu inglês com sotaque dá um charme extra para o papel e por isso é considerado o Drácula definitivo. Um dos detalhes que acentuaram ainda sua interpretação foi o uso de um feixe de luz sobre seus olhos, tornando-o ainda mais aterrorizante.

Sua vontade de fazer o filme era tanta que ele aceitou trabalhar por um salário de 500 dólares por semana (um valor muito baixo mesmo para os tempos de depressão).

Quando ele foi escalado, ele já estava representando Drácula na Broadway e apesar de não ser conhecido como Lon Chaney (que era a primeira opção), ele conquistou o público com sua atuação.

A história não muda muito do que conhecemos e é baseada no livro de Bram Stoker.

Drácula vive em seu castelo na Transilvânia até receber a visita de Reinfeld (Dwight Frye) que vai até ele tratar de negócios.

Ele acaba descobrindo que na verdade Drácula é um vampiro e possui três esposas que vivem como que em transe e fazem todas suas vontades.

Reinfeld acaba sendo atacado por Drácula e vira uma espécie de escravo dele. Ao retornar para Londres, Reinfeld vai para o sanatório do Dr. Seward (Herbert Bunston), onde se alimenta de insetos.

Drácula vai para Londres onde conhece o Dr. Seward e sua filha Mina (Helen Chandler), além do noive John Harker (David Manners) e a amiga deles, Lucy Weston (Frances Dade).

Lucy fica fascinada com Drácula, mas o conde fica impressionado mesmo é com Mina.

Entra em cena o professor Van Helsing (Edward Van Sloan), que estuda o caso de Reinfeld e desconfia que ele tenha sido atacado por um vampiro.

Suas suspeitas se confirmam quando Lucy é atacada por Drácula e possui duas marcas de dentes em seu pescoço, além de estar totalmente anêmica.

Drácula tem poderes sobrenaturais como se transformar em morcego e lobo, além de  hipnotizar pessoas, mas depende do sangue de suas vítimas para continuar a viver.

Drácula não desiste de Mina e tenta atacá-la várias vezes e transformando-a aos poucos em vampiro, mas não chega a consumar esta ação.

Jonh conta com a ajuda do Dr. Van Helsing para acabar com Drácula, descobrindo os pontos fracos do conde como: medo da claridade, hojeriza a cruzes e alho e sua destruição total através de uma estaca de madeira no coração.

O filme causou muitos calafrios e medos nas plateias, mas mesmo assim todos correram aos cinemas para conhecer de perto o conde Drácula.

Como ‘Nosferatu” de Murnau havia estreado em 1922, os produtores de Drácula se basearam em vários pontos do clássico do cinema expressionista alemão.

A Universal gostou tanto do resultado que providenciou uma continuação, “Dracula’s Daughter” e também investiu em outros monstros como o Frankenstein, lançando o filme com Boris Karloff no mesmo ano.

Apesar de todo seu sucesso como Drácula, Lugosi não participou da continuação e só voltou a repetir o papel em uma comédia de Abbot & Costello.

Em 1998, o músico Philip Glass criou um novo score para o filme, já que o filme original não possuía uma trilha própria e sim utilizava músicas já prontas.

Glass contou com a colaboração do Kronos Quartet, utilizando um quarteto de cordas que dá uma ótima atmosfera para o filme.

No filme “Ed Wood” há várias referências à Lugosi e sua obsessão por Drácula, inclusive mostrando seu vício em morfina e como ele era sempre lembrado por seu maior papel de todos: Drácula. No filme de Tim Burton ele é interpretado por Martin Landau (que ganhou o Oscar de Coadjuvante por sua atuação).

Quando Lugosi faleceu em 1956, ele foi enterrado utilizando a capa que pertenceu ao personagem.

No ano passado, o filme completou 80 anos e mesmo assim, continua a ser um dos grandes clássicos do terror e a primeira versão de muitas que o cinema fez sobre o conde vampiro e sua maldição que sempre vai fascinar as platéias.

Agentes funerários levam o corpo de Bela Lugosi

Bela Lugosis's Dead. R.I.P

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Today’s sound :“The Bride of Frankenstein” por Arthur Mendes Rocha

James Whale dirigiu em 1935 a continuação de seu sucesso ‘Frankenstein’ chamada “The Bride of Frankenstein”, que também foi outro sucesso da Universal.

“The Bride of Frankenstein” foi uma imposição do estúdio depois do sucesso do primeiro filme, mas Whale acabou aceitando fazer depois de muitas mudanças no roteiro e a promessa de que ele teria o controle total sob a produção.

O filme teve boa recepção do público e da crítica, sendo considerado por muitos deles como melhor que o filme original.

Os personagens principais, os monstros, foram vividos por Boris Karloff (o Frankenstein mais famoso do cinema em todos os tempos) e por Elsa Lanchester (atriz que trabalhou muito como coadjuvante e era casada com o ator/diretor Charles Laughton).

O personagem do Dr. Frankenstein, foi vivido pelo mesmo ator do primeiro filme, Colin Clive, e nesta continuação há um novo personagem importante, o Dr. Septimus Pretorius (Ernest Thesiger).

O filme inicia com uma reunião na casa de Lord Byron onde Mary Shelley (também vivida por Lanchester), a autora do livro, conta o que acontece depois que o primeiro filme acaba, ou seja, depois que o monstro foi perseguido e enfrentou um incêndio.

Frankenstein, o monstro, sente-se perseguido e odiado e procura por um amigo, que ele encontra na figura de um mendigo cego, que lhe oferece abrigo e comida.

Entra em cena o Dr. Pretorius, um sujeito perverso, manipulador e que promete ao monstro uma companheira (a noiva ou the bride), convencendo o Dr. Frankenstein a ajudá-lo.

Uma das grandes cenas do filme é quando ele mostra suas invenções ao Dr. Frankenstein, que na verdade são miniaturas de humanos, mas que ele não consegue transformar em algo maior.

Uma das grandes diferenças entre os dois filmes é que neste, Frankenstein aprende a falar, confiar e depois odiar.

O estúdio da Universal era o mais famoso em criar filmes de monstros, além de Frankenstein, eles também são os responsáveis por Drácula, O Lobisomem e a Múmia.

O icônico penteado da “bride” foi inspirado em Nefertiti e foi criado por Jack Pierce, o maquiador dos estúdios Universal,  e até hoje é copiado em todas as festas de Halloween.

O toque a mais foi dado com as ondas e os brancos que lembram raios. Vejam que bacana estas interpretações que vários artistas fizeram da Bride

Flounder

BlasterKid

Scott Kaiser

Sid Stankovitz

R.A Parslow

Mister Bones

Tom Whalen

Martin Ansin

Mab Graves

Muppets

Vale ressaltar que a noiva só aparece mais para o final do filme e sua presença na tela é pequena, mas marcante, e ainda por cima ela rejeita o pobre monstro Frankenstein.

Lanchester imprimiu uma personalidade á noiva, imitando os gestos de um cisne e tornando-a uma figura emblemática na história do cinema.

Tanto a maquiagem quanto os efeitos especiais foram cuidadosamente criados de maneira a dar o máximo de realidade a cada cena do filme.

O diretor Whale foi retratado no filme “Gods and Monsters” vivido por Ian McKellen, onde há uma cena dele filmando “Bride”e o título é justamente uma referência ao filme, já que esta frase é pronunciada no filme pelo Dr. Pretorius.

Outro filme que homenageia Bride é “Young Frankenstein” de Mel Brooks, engraçadíssima comédia que satiriza os filmes de terror em p&b e que tem uma cena com Madeleine Khan fazendo a noiva.

O filme tem também alguns ataques ao código Hays (espécie de censura da época), bem como referências ao catolicismo, como a cena em que Frankenstein é quase crucificado como Cristo.

Mais uma leitura que foi feita é que por Whale ser assumidamente homossexual, ele estaria sugerindo que para procriar, não era preciso um casal hétero, já que os cientistas, como o ambíguo Pretorius, criavam seus próprios filhos, ou seja, seus monstros.

Merece destaque também a brilhante trilha sonora criada pelo grande Franz Waxman, um dos melhores compositores da época áurea de Hollywood.

Ele foi convidado a fazer o score quando Whale encontrou-o em uma festa e ele fez três temas básicos: o do monstro, o da noiva e o de Pretorius.

Bride não é simplesmente um filme de horror, ele retrata a solidão e o isolamento, é uma alegoria sobre alguém que só deseja ser aceito, ter amigos, mas que a sociedade não permite.

Em 2010, o filme completou 75 anos de vida e sua mistura de drama com um certo humor, sua atmosfera gótica, continua sendo um dos grandes filmes de horror que o cinema já produziu.

Uma versão em Blu-ray acab de ser lançada, figurando junto com outros clássicos de terror da Universal.

Abaixo, o cineasta Guilhermo Del Toro faz uma apresentação do filme em uma projeção para membros da Academia de Hollywood onde fala que este filme é um de seus filmes favoritos:

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Um mundo de jardins

Antes da humanidade povoar a terra o frutífero Jardim do Éden já imperava nas religiões Abraônicas.

"Adam and Eve in Paradise" by Jan Brueghel, circa 1610-15

“Deus plantou e onde se cultivavam árvores de todas as espécies, agradáveis para se contemplar e alimentar”.

"Garden of Eden" by Roelandt Jacobsz Savery

Este trecho do Gênesis relata a importância dos jardins desde as primeiras civilizações.

Os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel

Na Mesopotâmia, os assírios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro milênio a.C., escritos pelos babilônicos, descrevendo os “jardins sagrados”, onde os bosques eram plantados sobre os Ziggurats.

Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babilônia que unem arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo até hoje uma das 7 maravilhas do mundo.

Tamareiras amenizavam o clima árido onde jasmim, rosas, tulipas e álamos cresciam banhados por sofisticado sistema de irrigação, onde a crença vigente era que os jardins dependiam da vontade dos deuses.

Exemplo de Ziggurats


No Egito quando a prosperidade deu espaço para as artes da arquitetura e escultura, também o paisagismo acompanhou o desenvolvimento.

Jardins simétricos rigorosamente e afinados com os quatro pontos cardeais.

As plantas utilizadas eram: palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas, já que o Rio Nilo propiciava estas condições.

Osíris era o Deus da reverenciada vegetação.

Jardim Egípcio na Antiguidade


Egito Antigo

Os persas absorveram a cultura egípcia e acrescentaram flores ornamentais.

Os jardins procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os “jardins-paraísos” que se encontravam próximos aos palácios do rei.

Jardim Persa

Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que encontramos na natureza.

Desenvolviam-se, inclusive, em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.

Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes internos e externos.

Jardim grego clássico

Na China as atividades com jardinagem datam de 2.000 a.C, onde se encontram  paisagens muito antigas de rara beleza e flora riquíssima.

Os parques das casas dos antigos imperadores valorizavam a vegetação existente, sendo a tarefa do jardineiro ordenar o que a natureza oferece.

Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.

Como o Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo, decidiu então criá-lo na fantasia.

Dessa maneira surgiu o jardim “lago-ilha”.

O “Lago ilha” foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo continente até chegar no Japão em 607dc.


Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santuário Heian.

Trata-se de uns dos jardins mais alegres do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza macro e micro, com respeito as sutilezas de cada espécie.

Na idade média os jardins deram lugar a igrejas rudes e pesadas.

Tudo precisava ser funcional e alamedas em cruz ditavam a direção da religião dominante.

Pomares em mosteiros e ervas em praças era comum.

O estilo gótico retratava bem os jardins medievais.

Plante de jardim medieval

Os dois estilos básicos de jardim foram:

Monacais – Para reagir ao luxo romano, os jardins eram dividios em 4 partes.

O pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.

Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho.

Mouriscos – Com influência árabe, os jardins espanhóis trouxeram um frescor dos “jardins da sensibilidade” do século VI, que se caracterizavam pela água, cor e perfume, com os objetivos de sedução e encantamento.

A cerâmica e o azulejo eram bastante utilizados.

Nas versões da idade média, as principais características eram de jardins em pequenas dimensões, sem ostentação e com destino à vida familiar.

A primavera dos jardins veio com o Renascimento, assim como em todas as manifestações artísticas, esta época houve uma renovação do pensamento, principalmente na Itália, França e Inglaterra.

Países que cultivam com naturalidade a cultura da jardinagem.

No Brasil, a mais antiga manifestação do paisagismo ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.

Vista de Olinda, Frans Post

A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora.

D. João VI - O Carioca

O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da Áustria.

A corte contratou os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que ocupou as ruas do Rio de Janeiro no período de 1836 a 1860.

Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo.

Começava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, cássias, paineira, jacarandá, suinã, cedro, embaúva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ipês.

Hoje, no Brasil, percebemos uma grande mistura paisagística, não poderia ser diferente pela quantidade de imigrantes que formam este país.

Apesar dos cinzas dos centros urbanos, telhados verdes, hortas verticais, pequenos jardins em vasos, suculentas em janelas crescem silenciosamente.

Ao se apropriar de seu jardim, do tamanho que ele pode ser, com certeza, estará colaborando para um ambiente mais fresco, agradável e belo.

Nos países onde a arte é cultivada  os jardins públicos e privados também o são.

Jardim é arte, tradição e hábito.

Ao cultivar suas plantas existe um aprendizado profundo que oxigena a observação, alimenta a sutileza, banha a tranqüilidade e faz crescer o gosto pela beleza da vida.

Desde sempre.

Seu Éden depende de você.


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