Vida longa ao Merm√£o @guibsss ūüíöūüíöūüíö Todo amor desse mundo pra vc, sempre! #bestfriends4eva #trueloveKkkk...Entendeu ou n√£o?!Viva o s√°bado de Outono #orchids #orqu√≠dea #catleyaMorning! #bromeliads #brom√©liaUndead #SarahBernhardt ma kind o'gal ...A #Ikebana de hoje: #Dracena #Cravos e #BuxinhoMuitas hist√≥rias pra contar! @alonsoleleFiz amizade e ganhei o dia!Morri e fui pro c√©u...!

                
       





















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CURRENT MOON

Archive for outubro, 2012

Midnight Raven

Fotografada pelo grande amigo e fotógrafo Jorge Lepesteur, a lindíssima modelo Bruna Sottili que já é da Família, veste:

Vestido РLança Perfume

Camiseta – Toli

Sapato – Melissa por Vivianne Westwood

Meias – Tri-Fil

Créditos produção:

Fotografia- Jorge Lepesteur

Modelo – Bruna Sottili (Ten Models)

Styling – Japa Girl

Produção de Moda РMari Monteiro

Make-up & Hair – Ale Toledo

Produção РBruno Divetta

Making of Glamour Tv (coming soon) - Pedro Vilhena

Assistente Making of - Ronaldo Cahin


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Carnívoras e venenosas

Elas existem a 65 milh√Ķes de anos.

Aqueles dentes sempre me atraíram.

Achava que se mordessem meu dedo n√£o soltariam jamais…

Coisas de criança.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que elas não são monstros de casas mal-assombradas, nem devoradoras existentes em florestas tropicais.

Pelo contrário, na maioria são plantas pequenas e delicadas que capturam pequenos insetos ou animais aquáticos microscópicos.


Belas e exóticas nos levam a crer que suas folhas sofisticadas, são flores, portanto, a menos que você tenha o tamanho de um inseto, elas lhe são perfeitamente inofensivas.

Inclusive bastante fr√°geis.

Ter uma planta carnívora e ficar querendo vê-la abrir e fechar, seguramente, vai matá-la.

Para que uma planta possa ser considerada carnívora, é preciso que ela tenha a capacidade sexy de primeiro atrair, depois conter para então digerir.

Muitas carnívoras atraem-nas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com vívidas cores e odor de néctar.

Outras aproveitam-se de padr√Ķes de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores.

Há o caso das bromélias Brocchinia e Catopsis, que por alguns autores são consideradas carnívoras, basicamente, por parecer que capturam muito mais insetos que outras bromélias.

Na verdade, todas as bromélias capturam e matam muitos invertebrados por acidente.

Bromélia Brocchinia

Bromélia Catopsis

Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo todo (exceto a Antártida).

Podem ser encontradas em regi√Ķes desde as quentes e √ļmidas florestas tropicais, at√© as tundras g√©lidas da Sib√©ria, ou os desertos esturricantes da Austr√°lia.

No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes (exceto pela Austrália, o Brasil é o país que mais tem espécies carnívoras no mundo).

Elas crescem principalmente nas serras e chapadas, e podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goi√°s, Minas Gerais e Bahia.

Com frequ√™ncia encontra-se na literatura o nome “insent√≠vora” para estas plantas, mas tal termo n√£o √© correto.

Insetos podem ser o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias), e ocasionalmente pequenos vertebrados, como sapos, gecos, passáros e roedores.

Nephentes

As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, que podem alcançar até meio metro de altura cada e armazenar até cinco litros de água.

Com frequência elas capturam presas grandes e vertebradas, no máximo roedores de até 30cm.

Carnívora Nepenthes seduziu e capturou um pequeno pássaro

Há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas: Armadilhas tipo jaula, sucção, folhas colantes e ascídios.

Jaula:  Dionaea e Aldrovanda.

Carnívora tipo jaula, Dionaea


Carnívora Aldrovanda, tipo jaula

Sucção:  Utricularia

Carnívora Utricularia, tipo sucção

Folhas colantes : Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum.

Carnívora Byblis, folhas colantes

Carnívora Drosera, folhas colantes

Carnívora Drosophyllum, folhas colantes

Ibicella, carnívora espécie colante

Triphyophyllum, carnívora de folhas colantes

Ascídios são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, como se fossem urnas, com uma entrada no topo e líquido digestivo no interior.: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia

Cephalotus

Carnívora Darlingtonia

Heliamphora

Nepenthes

Sarracenia

Na ilha Sumatra da Indonésia há a flor cadáver que chega até 3 metros de altura e pesar 75 kilos.

Também conhecida como Titan Arum ela não se trata exatamente de uma flor, na realidade a Flor-Cadáver se enquadra como uma inflorescência (é como se fosse o galho em que as flores desabrocham).

Em suas pontas brotam centenas de pequenas flores.

Flor-Cad√°ver

Flor-cadáver na Indonésia

A Flor-Cadáver pode viver até 40 anos, mas desabrocha somente 2 a 3 vezes em toda a vida.

Quando desabrocha exala um cheiro semelhante a carniça, atraindo muitos insetos carniceiros.

Calma!!! Só come insetos.

Como a Flor cadáver não é uma flor, o posto de maior flor do mundo fica para a Rafflesia arnoldii, que também é carnívora, também encontrada na Indonésia.

Chega a 106cm e 11 kilos.

Conhecida por Flor monstro, se alimenta de insetos.

As duas gigantes e mau cheirosas são inofensivas para o gênero humano, já outras espécies que parecem singelas são venenosas e causam mortes pavorosas.

Encabeçando a lista das, realmente perigosas, estão :

COMIGO NINGU√ČM PODE:¬† Plantada para afastar mau olhado, se ingerida pode causar afixia em 20minutos.

O JEQUIRITI : Tem sementes vermelhas e atrativas usadas em artesanato indígena.

Quando mastigada, forma co√°gulos que impedem a circula√ß√£o sang√ľinea.

Mata em até 1 hora.

MAMONA : Comum e abundante no litoral Brasileiro, se ingerida, dificilmente mata, por√©m pode causar v√īmitos, taquicardia e diarr√©ia.

MANDIOCA-BRAVA : Suas ra√≠zes mort√≠feras, se ingeridas, causam afixia e convuls√Ķes.

Esta planta nativa do Brasil só é venenosa se ingerida crua, se cozida perde seus efeitos malignos.

Carnívoras e singelas.

Comuns e assassinas.

Mais algumas espécies na coleção de dualidade deste nosso diverso Universo.




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Today’s Sound : Dracula Prince of Darkness‚ÄŹ por Arthur Mendes Rocha

Outro Dracula que dominou os filmes de terror nos anos 60/70 foi o interpretado por Christopher Lee em “Dracula, Prince of Darkness’ (Dracula, o Príncipe das Trevas).

O filme foi produzido pelo est√ļdio da Hammer, um est√ļdio ingl√™s especializado em produ√ß√Ķes de or√ßamentos menores, mas que acabou criando um estilo inconfund√≠vel e admirado pelos f√£s dos filmes de terror.

‚ÄúDracula, Prince of Darkness‚ÄĚ foi produzido em 1966, ap√≥s o sucesso do primeiro filme de 1958, que tamb√©m estrelava Christopher Lee.

O filme foi dirigido por Terrence Fisher, o mesmo da primeira versão e que se especializou na direção de filmes de terror, alguns de sucesso, outros nem tanto.

Christopher Lee foi, sem d√ļvida, outro excelente vampiro; sua atua√ß√£o como o conde √© aterrorizante, cada apari√ß√£o sua na tela √© assustadora.

Junto com Bela Lugosi (e mais tarde Gary Oldman), ele foi um dos melhores Dr√°culas de todos os tempos.

Lembro de ter visto o filme pela primeira vez numa sess√£o Coruja da Rede Globo e fiquei sem conseguir dormir de t√£o impressionado.

A estória começa com cenas do fim do primeiro filme, no qual o Prof. Van Helsing (Peter Cushing, que não está neste segundo filme) destruiu Drácula, expondo-o ao sol que o transformou em cinzas.

Dez anos se passaram e o filme começa com a suspeita de vítimas do vampirismo.

Em uma estalagem, o padre Sandor (Andrew Keir), avisa a um grupo de turistas, os irm√£os Kent e suas respectivas esposas, a n√£o visitarem o castelo de Karlsbad.

Eles acabam perdidos na floresta perto do castelo e sua carruagem enfeitiçada (e agora sem motorista) acaba os levando para o castelo, onde uma mesa e quartos estão á sua espera.

O criado de Dr√°cula, Klove (Philip Latham), atrai Alan Kent (Charles Tingwell) para o por√£o e o mata, pendurando-o e fazendo com que o seu sangue se mistura com as cinzas de Dr√°cula e o revive, conforme cena abaixo.

A primeira vítima de Drácula acaba sendo Helen Kent (Barbara Shelley), que se torna uma escrava do vampiro.

O casal remanescente, Charles e Diana Kent (Francis Mathews e Suzan Farmer), saem em busca de seus amigos e deparam com Helen transformada pela mordida de Dr√°cula.

Eles ficam sabendo através de Sandor dos poderes de Drácula, enquanto este tenta atacar Diana de todas as maneiras.

Depois de muitas persegui√ß√Ķes e tentativas, Charles e Sandor tentam defender Diana e destruir o conde.

O final do filme é inovador, pois foge da luta com crucifixos e sol, já que desta vez temos ao fundo um chão coberto de gelo que vai se quebrando e a tentativa de fazer com que Drácula morra congelado, destruindo o gelo para que este se quebre.

Os est√ļdios da Hammer criaram um estilo pr√≥prio: seus filmes s√£o carregados de cores com o uso do Technicolor, viol√™ncia gr√°fica, al√©m de um bom elenco de atores ingleses e mulheres atraentes, sempre utilizando decotes e roupas sensuais.

Abaixo, um making of do filme com ótimas cenas dos bastidores do filme como Christopher sendo maquiado, o diretor Terrence Fisher em ação, detalhes do cenário do Castelo e inclusive da cena final com o dublê do ator:

Christopher Lee não fala nada neste filme, pois ele não havia gostado do roteiro e recusou-se a ter diálogos. Mesmo assim, cada aparição sua é marcante, com seu porte, sua maquiagem, os olhos vermelhos, o figurino com a enorme capa, ele é realmente o Drácula que marcou a década de 60/70.

Depois deste filme, Christopher ainda fez mais filmes como Dr√°cula, mas tamb√©m fez v√°rios outros filmes como ‚ÄúWicker Man‚ÄĚ e at√© vil√£o de James Bond (em ‚Äė007 contra o homem com a pistola de ouro‚ÄĚ). Ele inovou o jeito de ser do vampiro, tornando-o mais sensual e moderno.

O ator completou 90 anos este ano e continua na ativa, ele fez recentemente a trilogia do Senhor dos Anéis como Saruman.

Barbara Shelley era presença constante em vários filmes na Hammer, onde se especializou em filmes de terror.

Ela faz uma excelente vampira, sendo que um coment√°rio interessante dela sobre este filme foi que, em uma das cenas, ela quase engoliu seus dentes de vampira.

A vers√£o em blu-ray foi lan√ßada este ano na Inglaterra, incluindo um document√°rio e outros b√īnus.

‚ÄúDracula, Prince of Darkness‚Äô foi um sucesso de p√ļblico e cr√≠tica e √© considerado por muitos o ‚ÄúQuintessential Hammer movie‚ÄĚ (o filme da Hammer por excel√™ncia).

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Today’s Sound: Dracula (1931) por Arthur Mendes Rocha

Nos anos 30, os filmes de terror come√ßavam a bombar nas bilheterias e um dos filmes que mais sucesso teve foi a cl√°ssica est√≥ria do conde vampiro: ‚ÄúDracula‚ÄĚ.

Na minha opini√£o, ‚ÄúDracula‚ÄĚ √© um dos filmes mais assustadores do cinema: a combina√ß√£o da dire√ß√£o de Tod Browning (que depois dirigiu ‚ÄúFreaks‚ÄĚ) com a interpreta√ß√£o de Bela Lugosi continua imbat√≠vel.

Além disso, Drácula com a maravilhosa fotografia em p&b e a atmosfera gótica combinou perfeitamente.

O filme foi lançado em 1931, foi o primeiro filme em que a Universal se aventurou em contar uma legítima história de terror e algo que acabou se tornando sua marca registrada.

O grande acerto foi a escolha de Bela Lugosi no papel principal. O ator combina tanto com o personagem que √© dif√≠cil dissoci√°-lo da imagem ic√īnica dele com seu figurino todo em preto e com a famosa capa, al√©m da maquiagem esbranqui√ßada e da apar√™ncia assustadora.

Há várias lendas a respeito dele, mas uma coisa é certa: ele ficou marcado para sempre por este papel.

Lugosi era h√ļngaro, seu ingl√™s com sotaque d√° um charme extra para o papel e por isso √© considerado o Dr√°cula definitivo. Um dos detalhes que acentuaram ainda sua interpreta√ß√£o foi o uso de um feixe de luz sobre seus olhos, tornando-o ainda mais aterrorizante.

Sua vontade de fazer o filme era tanta que ele aceitou trabalhar por um salário de 500 dólares por semana (um valor muito baixo mesmo para os tempos de depressão).

Quando ele foi escalado, ele j√° estava representando Dr√°cula na Broadway e apesar de n√£o ser conhecido como Lon Chaney (que era a primeira op√ß√£o), ele conquistou o p√ļblico com sua atua√ß√£o.

A história não muda muito do que conhecemos e é baseada no livro de Bram Stoker.

Dr√°cula vive em seu castelo na Transilv√Ęnia at√© receber a visita de Reinfeld (Dwight Frye) que vai at√© ele tratar de neg√≥cios.

Ele acaba descobrindo que na verdade Drácula é um vampiro e possui três esposas que vivem como que em transe e fazem todas suas vontades.

Reinfeld acaba sendo atacado por Drácula e vira uma espécie de escravo dele. Ao retornar para Londres, Reinfeld vai para o sanatório do Dr. Seward (Herbert Bunston), onde se alimenta de insetos.

Drácula vai para Londres onde conhece o Dr. Seward e sua filha Mina (Helen Chandler), além do noive John Harker (David Manners) e a amiga deles, Lucy Weston (Frances Dade).

Lucy fica fascinada com Drácula, mas o conde fica impressionado mesmo é com Mina.

Entra em cena o professor Van Helsing (Edward Van Sloan), que estuda o caso de Reinfeld e desconfia que ele tenha sido atacado por um vampiro.

Suas suspeitas se confirmam quando Lucy é atacada por Drácula e possui duas marcas de dentes em seu pescoço, além de estar totalmente anêmica.

Drácula tem poderes sobrenaturais como se transformar em morcego e lobo, além de  hipnotizar pessoas, mas depende do sangue de suas vítimas para continuar a viver.

Drácula não desiste de Mina e tenta atacá-la várias vezes e transformando-a aos poucos em vampiro, mas não chega a consumar esta ação.

Jonh conta com a ajuda do Dr. Van Helsing para acabar com Drácula, descobrindo os pontos fracos do conde como: medo da claridade, hojeriza a cruzes e alho e sua destruição total através de uma estaca de madeira no coração.

O filme causou muitos calafrios e medos nas plateias, mas mesmo assim todos correram aos cinemas para conhecer de perto o conde Dr√°cula.

Como ‚ÄėNosferatu‚ÄĚ de Murnau havia estreado em 1922, os produtores de Dr√°cula se basearam em v√°rios pontos do cl√°ssico do cinema expressionista alem√£o.

A Universal gostou tanto do resultado que providenciou uma continua√ß√£o, ‚ÄúDracula‚Äôs Daughter‚ÄĚ e tamb√©m investiu em outros monstros como o Frankenstein, lan√ßando o filme com Boris Karloff no mesmo ano.

Apesar de todo seu sucesso como Drácula, Lugosi não participou da continuação e só voltou a repetir o papel em uma comédia de Abbot & Costello.

Em 1998, o m√ļsico Philip Glass criou um novo score para o filme, j√° que o filme original n√£o possu√≠a uma trilha pr√≥pria e sim utilizava m√ļsicas j√° prontas.

Glass contou com a colaboração do Kronos Quartet, utilizando um quarteto de cordas que dá uma ótima atmosfera para o filme.

No filme ‚ÄúEd Wood‚ÄĚ h√° v√°rias refer√™ncias √† Lugosi e sua obsess√£o por Dr√°cula, inclusive mostrando seu v√≠cio em morfina e como ele era sempre lembrado por seu maior papel de todos: Dr√°cula. No filme de Tim Burton ele √© interpretado por Martin Landau (que ganhou o Oscar de Coadjuvante por sua atua√ß√£o).

Quando Lugosi faleceu em 1956, ele foi enterrado utilizando a capa que pertenceu ao personagem.

No ano passado, o filme completou 80 anos e mesmo assim, continua a ser um dos grandes clássicos do terror e a primeira versão de muitas que o cinema fez sobre o conde vampiro e sua maldição que sempre vai fascinar as platéias.

Agentes funer√°rios levam o corpo de Bela Lugosi

Bela Lugosis's Dead. R.I.P

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Today’s sound :‚ÄúThe Bride of Frankenstein‚ÄĚ por Arthur Mendes Rocha

James Whale dirigiu em 1935 a continua√ß√£o de seu sucesso ‚ÄėFrankenstein‚Äô chamada ‚ÄúThe Bride of Frankenstein‚ÄĚ, que tamb√©m foi outro sucesso da Universal.

‚ÄúThe Bride of Frankenstein‚ÄĚ foi uma imposi√ß√£o do est√ļdio depois do sucesso do primeiro filme, mas Whale acabou aceitando fazer depois de muitas mudan√ßas no roteiro e a promessa de que ele teria o controle total sob a produ√ß√£o.

O filme teve boa recep√ß√£o do p√ļblico e da cr√≠tica, sendo considerado por muitos deles como melhor que o filme original.

Os personagens principais, os monstros, foram vividos por Boris Karloff (o Frankenstein mais famoso do cinema em todos os tempos) e por Elsa Lanchester (atriz que trabalhou muito como coadjuvante e era casada com o ator/diretor Charles Laughton).

O personagem do Dr. Frankenstein, foi vivido pelo mesmo ator do primeiro filme, Colin Clive, e nesta continuação há um novo personagem importante, o Dr. Septimus Pretorius (Ernest Thesiger).

O filme inicia com uma reunião na casa de Lord Byron onde Mary Shelley (também vivida por Lanchester), a autora do livro, conta o que acontece depois que o primeiro filme acaba, ou seja, depois que o monstro foi perseguido e enfrentou um incêndio.

Frankenstein, o monstro, sente-se perseguido e odiado e procura por um amigo, que ele encontra na figura de um mendigo cego, que lhe oferece abrigo e comida.

Entra em cena o Dr. Pretorius, um sujeito perverso, manipulador e que promete ao monstro uma companheira (a noiva ou the bride), convencendo o Dr. Frankenstein a ajud√°-lo.

Uma das grandes cenas do filme √© quando ele mostra suas inven√ß√Ķes ao Dr. Frankenstein, que na verdade s√£o miniaturas de humanos, mas que ele n√£o consegue transformar em algo maior.

Uma das grandes diferenças entre os dois filmes é que neste, Frankenstein aprende a falar, confiar e depois odiar.

O est√ļdio da Universal era o mais famoso em criar filmes de monstros, al√©m de Frankenstein, eles tamb√©m s√£o os respons√°veis por Dr√°cula, O Lobisomem e a M√ļmia.

O ic√īnico penteado da ‚Äúbride‚ÄĚ foi inspirado em Nefertiti e foi criado por Jack Pierce, o maquiador dos est√ļdios Universal,¬† e at√© hoje √© copiado em todas as festas de Halloween.

O toque a mais foi dado com as ondas e os brancos que lembram raios. Vejam que bacana estas interpreta√ß√Ķes que v√°rios artistas fizeram da Bride

Flounder

BlasterKid

Scott Kaiser

Sid Stankovitz

R.A Parslow

Mister Bones

Tom Whalen

Martin Ansin

Mab Graves

Muppets

Vale ressaltar que a noiva só aparece mais para o final do filme e sua presença na tela é pequena, mas marcante, e ainda por cima ela rejeita o pobre monstro Frankenstein.

Lanchester imprimiu uma personalidade á noiva, imitando os gestos de um cisne e tornando-a uma figura emblemática na história do cinema.

Tanto a maquiagem quanto os efeitos especiais foram cuidadosamente criados de maneira a dar o m√°ximo de realidade a cada cena do filme.

O diretor Whale foi retratado no filme ‚ÄúGods and Monsters‚ÄĚ vivido por Ian McKellen, onde h√° uma cena dele filmando ‚ÄúBride‚ÄĚe o t√≠tulo √© justamente uma refer√™ncia ao filme, j√° que esta frase √© pronunciada no filme pelo Dr. Pretorius.

Outro filme que homenageia Bride √© ‚ÄúYoung Frankenstein‚ÄĚ de Mel Brooks, engra√ßad√≠ssima com√©dia que satiriza os filmes de terror em p&b e que tem uma cena com Madeleine Khan fazendo a noiva.

O filme tem também alguns ataques ao código Hays (espécie de censura da época), bem como referências ao catolicismo, como a cena em que Frankenstein é quase crucificado como Cristo.

Mais uma leitura que foi feita é que por Whale ser assumidamente homossexual, ele estaria sugerindo que para procriar, não era preciso um casal hétero, já que os cientistas, como o ambíguo Pretorius, criavam seus próprios filhos, ou seja, seus monstros.

Merece destaque também a brilhante trilha sonora criada pelo grande Franz Waxman, um dos melhores compositores da época áurea de Hollywood.

Ele foi convidado a fazer o score quando Whale encontrou-o em uma festa e ele fez três temas básicos: o do monstro, o da noiva e o de Pretorius.

Bride não é simplesmente um filme de horror, ele retrata a solidão e o isolamento, é uma alegoria sobre alguém que só deseja ser aceito, ter amigos, mas que a sociedade não permite.

Em 2010, o filme completou 75 anos de vida e sua mistura de drama com um certo humor, sua atmosfera gótica, continua sendo um dos grandes filmes de horror que o cinema já produziu.

Uma versão em Blu-ray acab de ser lançada, figurando junto com outros clássicos de terror da Universal.

Abaixo, o cineasta Guilhermo Del Toro faz uma apresentação do filme em uma projeção para membros da Academia de Hollywood onde fala que este filme é um de seus filmes favoritos:

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Um mundo de jardins

Antes da humanidade povoar a terra o frut√≠fero Jardim do √Čden j√° imperava nas religi√Ķes Abra√īnicas.

"Adam and Eve in Paradise" by Jan Brueghel, circa 1610-15

“Deus plantou e onde se cultivavam √°rvores de todas as esp√©cies, agrad√°veis para se contemplar e alimentar”.

"Garden of Eden" by Roelandt Jacobsz Savery

Este trecho do G√™nesis relata a import√Ęncia dos jardins desde as primeiras civiliza√ß√Ķes.

Os Jardins Suspensos da Babil√īnia e a Torre de Babel

Na Mesopot√Ęmia, os ass√≠rios foram os mestres das t√©cnicas de irriga√ß√£o e drenagem, criando v√°rios pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do terceiro mil√™nio a.C., escritos pelos babil√īnicos, descrevendo os “jardins sagrados”, onde os bosques eram plantados sobre os Ziggurats.

Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babil√īnia que unem arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo at√© hoje uma das 7 maravilhas do mundo.

Tamareiras amenizavam o clima árido onde jasmim, rosas, tulipas e álamos cresciam banhados por sofisticado sistema de irrigação, onde a crença vigente era que os jardins dependiam da vontade dos deuses.

Exemplo de Ziggurats


No Egito quando a prosperidade deu espaço para as artes da arquitetura e escultura, também o paisagismo acompanhou o desenvolvimento.

Jardins simétricos rigorosamente e afinados com os quatro pontos cardeais.

As plantas utilizadas eram: palmeiras, sic√īmoros, figueiras, videiras e plantas aqu√°ticas, j√° que o Rio Nilo propiciava estas condi√ß√Ķes.

Osíris era o Deus da reverenciada vegetação.

Jardim Egípcio na Antiguidade


Egito Antigo

Os persas absorveram a cultura egípcia e acrescentaram flores ornamentais.

Os jardins procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os “jardins-para√≠sos” que se encontravam pr√≥ximos aos pal√°cios do rei.

Jardim Persa

Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que encontramos na natureza.

Desenvolviam-se, inclusive, em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas √ļteis, principalmente ma√ß√£s, p√™ras, figos, rom√£s, azeitonas, uva e at√© horta.

Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes internos e externos.

Jardim grego cl√°ssico

Na China as atividades com jardinagem datam de 2.000 a.C, onde se encontram  paisagens muito antigas de rara beleza e flora riquíssima.

Os parques das casas dos antigos imperadores valorizavam a vegetação existente, sendo a tarefa do jardineiro ordenar o que a natureza oferece.

Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.

Como o Imperador Wu n√£o conseguiu encontr√°-lo, decidiu ent√£o cri√°-lo na fantasia.

Dessa maneira surgiu o jardim “lago-ilha”.

O ‚ÄúLago ilha‚ÄĚ foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo continente at√© chegar no Jap√£o em 607dc.


Em 1894, para comemorar os 1100 anos da capital Kioto, construiu-se um desses jardins, ficando conhecido como Santu√°rio Heian.

Trata-se de uns dos jardins mais alegres do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaléias e lírios, rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza macro e micro, com respeito as sutilezas de cada espécie.

Na idade média os jardins deram lugar a igrejas rudes e pesadas.

Tudo precisava ser funcional e alamedas em cruz ditavam a direção da religião dominante.

Pomares em mosteiros e ervas em praças era comum.

O estilo gótico retratava bem os jardins medievais.

Plante de jardim medieval

Os dois estilos b√°sicos de jardim foram:

Monacais ‚Äď Para reagir ao luxo romano, os jardins eram dividios em 4 partes.

O pomar, a horta, o jardim de plantas medicinais e o jardim de flores.

Existiam áreas gramadas cercadas e arbustos, viveiros de peixes e pássaros, além de local para banho.

Mouriscos ‚Äď Com influ√™ncia √°rabe, os jardins espanh√≥is trouxeram um frescor dos ‚Äújardins da sensibilidade‚ÄĚ do s√©culo VI, que se caracterizavam pela √°gua, cor e perfume, com os objetivos de sedu√ß√£o e encantamento.

A cer√Ęmica e o azulejo eram bastante utilizados.

Nas vers√Ķes da idade m√©dia, as principais caracter√≠sticas eram de jardins em pequenas dimens√Ķes, sem ostenta√ß√£o e com destino √† vida familiar.

A primavera dos jardins veio com o Renascimento, assim como em todas as manifesta√ß√Ķes art√≠sticas, esta √©poca houve uma renova√ß√£o do pensamento, principalmente na It√°lia, Fran√ßa e Inglaterra.

Países que cultivam com naturalidade a cultura da jardinagem.

No Brasil, a mais antiga manifestação do paisagismo ocorreu na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual restou uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados e raros desenhos pouco nítidos de Frans Post.

Vista de Olinda, Frans Post

A hist√≥ria documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom Jo√£o VI em 1807, que destinou ao Jardim Bot√Ęnico a voca√ß√£o de fomentar esp√©cies vegetais para a produ√ß√£o de carv√£o, mat√©ria-prima para a fabrica√ß√£o de p√≥lvora.

D. Jo√£o VI - O Carioca

O paisagismo ganhou for√ßas com os preparativos para o casamento de D. Pedro I com a arquiduquesa da √Āustria.

A corte contratou os trabalhos do alemão Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que ocupou as ruas do Rio de Janeiro no período de 1836 a 1860.

Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agr√īnomo Glaziov que, pela primeira vez, usou √°rvores flor√≠feras no paisagismo.

Come√ßava o uso de: sibipiruna, pau-ferro, c√°ssias, paineira, jacarand√°, suin√£, cedro, emba√ļva, oiti, mirindiba, quaresmeira e ip√™s.

Hoje, no Brasil, percebemos uma grande mistura paisagística, não poderia ser diferente pela quantidade de imigrantes que formam este país.

Apesar dos cinzas dos centros urbanos, telhados verdes, hortas verticais, pequenos jardins em vasos, suculentas em janelas crescem silenciosamente.

Ao se apropriar de seu jardim, do tamanho que ele pode ser, com certeza, estar√° colaborando para um ambiente mais fresco, agrad√°vel e belo.

Nos pa√≠ses onde a arte √© cultivada ¬†os jardins p√ļblicos e privados tamb√©m o s√£o.

Jardim é arte, tradição e hábito.

Ao cultivar suas plantas existe um aprendizado profundo que oxigena a observa√ß√£o, alimenta a sutileza, banha a tranq√ľilidade e faz crescer o gosto pela beleza da vida.

Desde sempre.

Seu √Čden depende de voc√™.


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