Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!

                
       





















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CURRENT MOON

Archive for novembro, 2012

Luto das Borboletas

A mortal Psyche, tornou-se uma semideusa após ser arrematada pelo cupido (Eros) e percorrer um caminho repleto de altos e baixos.

Representada, geralmente, por uma linda mulher com asas de borboleta.

Os significados do seu nome são dois:

O primeiro deles é alma, o segundo é  borboleta, que simbolizava o espírito imortal.

As crenças gregas populares concebiam que quando o espírito se desgarrava do corpo, ele tomava a forma de uma resplandecente borboleta.

Psyche

Psyche & the Cupid by William Bouguereau

Eram adoradas religiosamente pelos Astecas e Incas, onde criavam esses seres nas antecâmaras mortuárias.

Na mitologia asteca, Itzpapalotl ("Borboleta com garras" ou "Obsidian Butterfly") era uma deusa guerreira temível com cabeça esquelética e corpo de borboleta, que governou o mundo paraíso de Tamoanchan, o paraíso das vítimas de mortalidade infantil e local identificado onde os seres humanos foram criados.

Mitologia Asteca, a deusa guerreira associada as borboletas: Itzpapalotl

Já a idéia da reencarnação védica foi criada quando o Deus hindu, Brahma, assistiu larvas se transformarem em borboletas.

Em túmulos do Antigo Egito, há imagens de Borboletas que cobrem as paredes.

Borboletas-Tigre na Tumba-Capela de Nebamun. Late 18th Dinasty, por volta de 1350 AC

Por volta de 1680, na Irlanda, as pessoas foram proibidas de matar Borboletas brancas, porque os irlandeses acreditavam que as Borboletas carregavam as almas das crianças.

Na década de 1990, Borboletas brancas foram encontradas nas celas da prisão de condenados chineses que se converteram ao budismo antes de serem condenados à morte.

O fascínio e encantamento com este mágico inseto que representa, universalmente, a imortalidade é cultuado morto nas asas dos desejos de humanos que compram quadros, relógios, brincos, biombos, tampos de mesa e até mesmo tampo de vaso sanitário, decorados com uma infinidade de espécies tropicais de borboletas verdadeiras, em corpo e asa.

Além da decoração de gosto duvidoso, são dadas como brindes corporativos e presentes de casamento.

Na China e Japão elas são dadas em duplas representando a felicidade do Matrimônio.

Para se ter uma idéia, para a fabricação de um único tampo de mesa de 2mx2m, são utilizadas aproximadamente duas mil asas.

As borboletas muito procuradas e cada vez menos encontradas são coletadas e preservadas em recipientes hermeticamente fechados em cristal ou acrílico transparente.

Eles são montados sobre cavilhas e depois moldado.

Isto é conhecido como a “arte das borboletas exóticas”.

Garantir a “beleza” deste hediondo artesanato requer uma técnica especial para matar estas flores voadoras: Ainda vivos, os machos são mergulhados em um tipo de solvente de tinta, que elimina os parasitas garantindo a perfeição das formas.

Depois, eles são conservados com naftalina para uso posterior.

Lembranças do mau-gosto brasileiro

Lembranças do mau-gosto brasileiro 2

No Brasil, a prática é permitida pelo IBAMA desde que sejam borboletas de criatório e que tenham completado o seu ciclo de vida. Sabemos que não acontece bem assim.

A criadora de borboletas E.V.  58, produz até 3.000 borboletas por mês para artesanato, dependendo da época do ano. “Miami, São Paulo e Rio de Janeiro são nossos mercados”, conta.

“Muitos criticam nosso trabalho, mas, se as borboletas ficassem na natureza, os predadores comeriam. Além disso, doamos casulos para escolas.” Declara E.V. sem culpa alguma.

O Canadá também compra anualmente, centenas de milhares de Borboletas.

O polêmico artista plástico britânico Damien Hirst  usou nove mil borboletas para compor o  quadro “In and Out of Love”, colocada à mostra na Tate Modern, famosa galeria de arte londrina.

A obra consistiu em paredes com nove mil borboletas ainda vivas prendendo-se uma a uma até morrerem na tinta que cobria tais paredes.

O tema recorrente da obra de Hirst é a morte, mas será que matar animais para servir este propósito é realmente válido?

Damien Hirst - In and Out of Love

Dener Giovanini, 32, coordenador-geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres afirma: “A criação comercial não funciona. A legalização criou um mercado negro, porque os borboletários não suprem a demanda. Os comerciantes continuam comprando borboletas ilegais, especialmente as ameaçadas de extinção.”

Dener diz que, no Rio Grande do Sul e no Paraná, as crianças recebem até R$ 2 por exemplar capturado, dependendo da espécie.

No Amazonas, algumas custam até US$ 400.

Em 2000, Itápolis (SC) estavam aliciando crianças desfavorecidas economicamente,  para capturar borboletas em áreas preservadas na área rural.

Pela manhã, bem cedinho, colocavam os pequenos em Kombis velhas e as conduziam até os matagais.

Suscetíveis a outras maldades humanas, as crianças apresentaram uma evasão escolar de até 30% em algumas turmas, faltando às aulas para passar o dia inteiro no mato caçando borboletas e, assim, gerar renda para a família.

Isto mesmo, comprar este artesanato feito de coloridos cadáveres, também promove o trabalho infantil, tráfico de animais, além do desequilíbrio ecológico, logicamente, que afeta todo sistema.

Quer borboletas? Por amor, plante flores.

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Today’s Sound: Antony Hegarty por Arthur Mendes Rocha

Antony & The Johnsons é a banda liderada por Antony Hegarty e seus vocais agudos, melódicos, de uma beleza estranha, quase como um lamento, tornando-os uma das bandas mais interessantes da cena atual.

Antony nasceu na Inglaterra, mas foi criado na Califórnia e mais tarde mudou-se para NY, onde suas ambições artísticas e sexualidade seriam melhores compreendidas.

Ele sempre teve uma sexualidade ambígua, já que se apaixonara desde cedo pela imagem de Boy George no auge de sua fase andrógina no Culture Club.

Antony começou a despontar com os Blacklips, uma banda de cabaret que se apresentava em lugares pequenos e na qual ele vestia-se num misto de Isabella Rosselini em “Blue Velvet” e a imagem da capa do single “Torch” do Soft Cell, como vemos abaixo:

Logo em seguida, ele forma o Antony and The Johnsons, banda que começa a ser notada por um pequeno selo, Durtro, que lança seu primeiro álbum em 1998 intitulado apenas ‘Antony and the Johnsons”.

O single do álbum era “Cripple and the Starfish”:

O álbum passou meio despercebido, sendo relançado quando a banda começou a fazer sucesso.

Em 2001, eles lançam um EP, ‘I Fell in Love with a Dead Boy”, que continha uma versão de “Mysteries of Love” de Angelo Badalamenti e David Lynch (e que fazia parte da trilha de “Twin Peaks”):

Este EP foi apresentado à Lou Reed, que caiu de amores pelos vocais de Antony e o convidou a participar de seus discos ‘The Raven” e ‘Animal Serenade”, além de excursionar com ele em 2003. Abaixo eles cantam juntos no programa de Jools Holand:

Depois de lançarem mais alguns EPs, a banda lança em 2005 seu segundo álbum “I am a Bird Now”, disco este responsável pelo seu estouro mundial e pela conquista do prêmio Mercury, prestigiado prêmio inglês para artistas iniciantes. A capa era uma foto da drag Candy Darling, estrela da Factory e dos filmes de Andy Warhol, em sua cama.

Um dos destaques do álbum era “Hope There’s Someone”:

O álbum teve participação dos ídolos de adolescência de Antony como Lou Reed e Boy George (com o qual canta abaixo ‘You are my Sister”), além de Devandra Banhart e Rufus Wainwright.

Neste meio tempo, ele ainda apareceu no filme de Steve Buscemi ,“Animal Factory”, como um presidiário andrógino e também cantando no começo do filme franco/belga “Lado Selvagem”:

Nos anos seguintes, Antony excursionou pelo mundo com shows , além de participar do disco “Volta” de Bjork e do documentário “I’m your Man’ sobre Leonard Cohen.

Além disso, ele participou do documentário de Charles Atlas, “Turning”, no qual treze mulheres dão depoimento durante um concerto de Antony and the Johnsons. O filme foi muito bem recebido pela crítica especializada.

Em 2008, ele participa como vocalista convidado no hit das pistas “Blind’, do grupo Hercules & The love affair”. Abaixo ele interpretando a música (com o Hercules) no festival Meltdown neste ano:

Em 2009, eles lançam seu novo trabalho, “The Crying Light”, atingindo o primeiro lugar de discos independentes europeus e falando sobre natureza, morte, futuro, paisagens e amor. Um dos singles de destaque era “Epilepsy is Dancing”:

Numa das apresentações deste novo álbum, Antony fez um concerto com a Manchester Camerata no Manchester Opera House, transformando o hall do teatro em uma caverna de cristais com a concepção artística de Chris Levine.

Esta apresentação aconteceu também em salas de concertos em Roma, Paris, Lyon e até no Festival de Jazz de Montreux, sendo que seu figurino era assinado por Ricardo Tisci, estilista da Givenchy.

Uma das características da personalidade de Antony é seu engajamento em causas ecológicas e a defesa de que o mundo não deve ser governado apenas pelos homens e sim pelas mulheres, já que a humanidade até agora só fez foi prejudicar o planeta.

Além disso ele também culpa as religiões patriarcais pelo colapso da relação de sustentabilidade entre a humanidade e a terra.

Portanto, suas letras vêm carregadas destes sentimentos de mudança, além de poesia e influências líricas.

Em 2010, ele lança mais um EP, desta vez com covers de Dylan, ‘Pressing On”, e Lennon, “Imagine”.

Também em 2010, ele lança o álbum “Swanlights”, acompanhado do lançamento do livro do mesmo nome mostrando os dotes artísticos de Antony, com desenhos, pinturas, colagens e fotografias.

Um dos destaques do novo disco era “Thank you for your Love”:

Em janeiro deste ano, Antony e o MOMA (Museum of Modern Art) se uniram para uma performance esgotada de “Swanlights” no Radio City Music Hall de NY.

Em julho ele faz a curadoria do festival Meltdown, com performances e apresentações de artistas como Elizabeth Fraser (Cocteau Twins), Diamanda Galás, Laurie Anderson, entre outros.

Em Agosto de 2012, ele lança o álbum ao vivo “Cut the World”, uma espécie de retrospectiva sinfônica do grupo acompanhado pela Danish National Chamber Orchestra.

A faixa ‘Cut the World’ foi escrita especialmente para a produção de Bob Wilson, “The Life and Death of Marina Abramovic” e o vídeo  tem a participação da própria Abramovic, além do ator americano Willem Dafoe e da atriz alemã Carice Van Houten, como vemos abaixo:

Abaixo uma foto dele e o elenco desta produção cumprimentando a Rainha Beatrix:

Antony com seu visual privilegiando o preto, geralmente com seus cabelos compridos e bem escuros é uma persona única na música da atualidade e cada trabalho seu é sempre revigorante e surpreendente.


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Loja Choix Projeto Picnic edição especial Neon e Amapô

Fotos: Bete Miguez

Ao som do DJ Ricardo Athayde, a loja Choix, com o projeto mensal PicNic, recebeu os convidados da Neon e da Amapô, a venda no local.

Vem ver quem passou por lá!

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Ricas Raízes Líricas

Fotografada pelo grande amigo Jorge Lepesteur,  com styling de Japa Girl e make-up de Ale Toledo, a modelo Bruna Sotilli veste:

Caftan de seda pura – Adriana Barra

Brincos e anéis - D’Arouche

Pulseira azul – Neon

Pulseira madeira – Kenneth Jay Lane

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Today’s Sound:David Bowie por Arthur Mendes Rocha

David Bowie é o máximo: cantor, ator, produtor, compositor, showman, lançador de tendências; Bowie é o camaleão por excelência, é o exemplo máximo de um artista que faz tudo maravilhosamente bem.

Ele começou sua carrera como um cantor normal e aos poucos ele foi desabrochando até virar um astro intergaláctico (Ziggy Stardust), um ídolo soul (Thin White Duke) e passar por vários movimentos e sempre estar conectado com os mais diferentes rumos musicais.

Seu estilo influenciou toda uma geração de músicos, além de inovar, ele traz para a música as idéias mais vanguardas do que acontece nas artes e transforma em pop de qualidade.

Além disso, seu estilo de vestir é fundamental para o mundo fashion, tendo servido de inspiração para os mais diferentes estilistas.

Bowie mostrou aptidão pela música desde cedo, ouvindo os discos de rock americano que o pai levava para casa e mais tarde sendo introduzido ao jazz pelo seu meio-irmão.

Na escola, ele estudou piano, música e artes e depois aprendeu a tocar saxofone.

Numa briga de escola, ele levou um soco (com um anel) no olho, o que acabou lhe causando que um de seus olhos ficasse com a pupila dilatada, o que se tornou sua marca registrada.

Na verdade, seus dois olhos são azuis, mas, por um ser mais dilatado que o outro, dão a impressão de serem de cores diferentes.

Bowie formou sua primeira banda aos 15 anos, os Konrads e logo em seguida formou o King Bees, banda mais dedicada ao blues. Foi com eles que ele gravou seu primeiro single, “Liza Jane”, assinando como David Jones.

Eles não tiveram nenhum sucesso comercial e assim Bowie monta várias bandas, mas nenhuma conseguiu emplacar nenhum hit.

Ele estava cansado de seu nome artístico David Jones, pois era confundido com Davy Jones (dos Monkees) e optou pelo sobrenome Bowie (inspirado por Jim Bowie, um fabricante de facas).

Assim, em 1967, ele lança seu primeiro álbum solo como David Bowie, que era uma mistura de rock, folk e psicodelia. Nesta época ele conhece o mímico Lindsay Kemp, que teria muita influência na sua performance corporal.

Bowie continuava em busca de um hit e isto foi acontecer inesperadamente com a música “Space Oddity”, lançada no ano que o homem pisou na lua, em 1969. Mais tarde Bowie regravou esta música com o sucesso de Ziggy Stardust.

Assim, a música foi incluída em seu novo álbum também chamado de David Bowie, mas o restante do álbum não teve sucesso, apesar de suas letras filosóficas.

O casamento com Angela Barnett teve forte influência em sua carreira, pois foi graças a ela que ele procurou um novo empresário e montou uma nova banda que originaria o álbum “The Man Who Sold the World’, com um som bem mais pesado que seus discos anteriores e com ele de vestido na capa.

Seu álbum seguinte é ‘Hunky Dory” de 1971, mas ainda não tem o sucesso esperado. Inclusive a música “Life on Mars” veio a ter sucesso mais tarde:

Bowie conheceu dois artistas que influenciaram seu novo trabalho: Iggy Pop e Lou Reed.

Ambos são a origem musical do astro que vinha de Marte e que Bowie já vinha pensando em lançar e que se materializou com a criação de Ziggy Stardust and the Spiders from Mars.

Assim, ele se apresenta como Ziggy pela primeira vez em 1972 e ele cria um culto à figura do astro que veio do espaço, com seus cabelos vermelhos, pele super branca e figurinos de vanguarda.

O disco ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars” é lançado e origina pelo menos três hits: “Starman”, ‘John, I’m Only Dancing’ e “All the Young Dudes”, culminando com sua apresentação no programa Top of the Pops. O povo inglês se choca com seu visual andró-gino e a insinuação sexual com um dos músicos:

Este ano, Ziggy completou quarenta anos e várias homenagens foram feitas à Bowie como um especial imperdível da BBC e o lançamento da edição especial do álbum.

Até Kate Moss já fez ás vezes de Ziggy na capa de uma edição da Vogue francesa:

Bowie agora era um sucesso mundial, e seu álbum seguinte, “Alladin Sane’,  já foi direto para o primeiro lugar da parada britânica com sucessos como a música titulo e ‘The Jean Gennie”, que ditariam os rumos do glam-rock:

A icônica capa mostra Bowie com o look Ziggy e com o rosto pintado por um raio, conforme abaixo:

Ao mesmo tempo, Bowie não conseguia se libertar de Ziggy, suas performances como o astro eram intensas, com muito da mímica aprendida com Kemp. Ele acabou decretando a aposentadoria de Ziggy com um último show em 1973, que virou um ótimo documentário sob a direção de D. A. Pennebaker.

Depois do disco de covers, ‘Pin Ups” (e sua linda capa com Twiggy), Bowie lança um disco que vai ser uma das grandes influências no movimento punk-rock, com sua temática de caos urbano: “Diamond Dogs”, disco que mistura rock com funk e soul e que origina hits como a música título e “Rebel Rebel”:

Nesta fase, ele tenta se livrar do vício em cocaína e lança seu primeiro álbum ao vivo, “David Live”, de 1974.

Durante uma pausa na Filadélfia, ele cai de amores pela soul music e lança, em 1975, o álbum ‘Young Americans”, liderada pelo hit “Fame’, música co-escrita com John Lennon e que atinge o primeiro lugar nos EUA. Inclusive, Bowie foi um dos primeiros artistas brancos a se apresentar no famoso programa ‘Soul Train”, como vemos abaixo:

No ano seguinte, ele cria uma nova persona ‘Thin White Duke” e lança “Station to Station”, disco ainda influenciado pelo funk e soul e mais o krautrock (espécie de rock eletrônico surgido na Alemanha), com destaque para a faixa título com mais de 10 minutos de duração:

Ainda em 1976, Bowie se mudou para a Suiça, onde se interessou mais pelas artes, chegando a pintar e colecionar obras. Ele também começa a estudar a fundo música clássica e literatura.

Porém no final do ano, ele descobre Berlim e toda sua cena musical e artística, se mudando para a cidade e dando início à sua ‘Trilogia de Berlim” na companhia de Iggy Pop, mais os produtores Brian Eno e Tony Visconti.

Bowie se inspira pela cidade em termos criativos e ainda colabora nos álbuns ‘The Idiot” e ‘Lust for Life”, ambos de Iggy Pop.

Nesta época, ele ainda estréia em ‘The Man Who Fell to Earth”, um enigmático filme de Nicolas Roeg, no qual ele faz o papel título de um extraterrestre com dificuldades em se adaptar à Terra.

O primeiro disco da trilogia é ‘Low’ (cuja imagem da capa é do filme de Roeg), com muitos temas instrumentais e influenciado por grupos alemães como Kraftwerk e Neu!, com destaque para a música ‘Sound and Vision” (terceiro lugar na parada britânica):

O disco seguinte é “Heroes”, marcado pela música título, música chave na carreira de Bowie e até hoje usada em filmes e eventos (como na última Olímpiada em Londres). O disco ainda tem os elementos minimalistas do anterior, mas com forte apelo pop rock e a guitarra de Robert Fripp (líder do King Crimson). A capa preto e branco com Bowie posando de robô é um clássico absoluto:

O último disco da trilogia é ‘Lodger’, álbum conceitual que mistura new wave, world music e pop/rock.

Com a chegada dos anos 80, Bowie se divorcia de sua mulher, Angie, e lança ‘Scary Monsters”, no qual destacava-se a faixa título e ‘Ashes to Ashes”, que traz de volta o “Major Tom” (de Space Oddity) e vira um de seus maiores hits; além de ter um dos vídeos mais inovadores de todos os tempos, com efeitos especiais incríveis para a época:

O álbum alcança o primeiro lugar e ele ainda vive ‘O Homem Elefante” em um pequeno teatro na Broadway, NY.

Em 1981, ele se une ao Queen e grava ‘Under Pressure”, outro mega hit que vai direto ao primeiro lugar e é sampleado com o passar dos anos e tocando direto até hoje.

Em 1982 e 1983 ele participa das trilhas de ‘Christiane F.’ (tendo uma rápida aparição no filme) e ‘Cat People” (refilmagem do clássico dos anos 40), na qual canta a música tema com produção de Giorgio Moroder. A mesma canção (regravada por Bowie) foi utilizada anos depois em “Inglorious Bastards” de Tarantino.

Mas é com o disco ‘Let’s Dance’, produzido por Nile Rodgers (do Chic)  que ele vira um mega astro internacional, com uma nova popularidade alcançada graças à hits como “Let’s Dance”, “Modern Love” e “China Girl’:

Logo em seguida ele viaja pelo mundo com a turnê ‘Serious Moonlight’, um sucesso total.

Bowie e seu visual de cabelos descoloridos, com topete, roupas chiques e mais clássicas mais uma vez dita moda por onde passa.

Os anos 80 são bastante intensos para ele: lançamentos de mais discos, singles de sucesso como ‘Blue Jeans”, duetos com Tina Turner em “Tonight”, Mick Jagger com ‘Dancing in the street’,  participações em filmes como  ‘The Hunger” (Fome de Viver), “Absolute Beginners” (no qual ele também canta a música tema), ‘Merry Xmas Mr. Lawrence” (também conhecido como “Furyo”) e ‘Labyrinth”(com o look dos cabelos espetados):

Com a chegada dos 90, Bowie some um pouco da mídia, deixando um pouco de lado sua carreira solo e se dedicando a banda Tin Machine. Em 1992, ele também se casa novamente, desta vez com a supermodel negra Iman.

Em meados da década, ele volta a gravar solo, lançando novos trabalhos e fazendo novas parcerias como a com o Nine Inch Nails na ‘Outside Tour’. Em 1997, ele ainda se lança na música eletrônica com o disco ‘Earthling’, com forte influência do drum n’ bass.

Nos anos 2000, Bowie fica ainda mais calmo, gravando pouco (seu último disco é ‘Reality’ de 2003), além de participações em homenagens e aparições como no Fashion Rocks ao lado do Arcade Fire.

Depois de um diagnóstico de obstrução em uma artéria, Bowie diminui intensamente o seu ritmo, não participando mais de turnês e nem lançando novos trabalhos.

Apesar de vivo e saudável, Bowie faz muita falta em não aparecer mais com novas produções musicais, já que sempre foi um artista antenado com tudo que há de mais moderno e sua contribuição é sempre bem vinda.

Recentemente foi lançado pelo Radio Soul Wax, uma linda homenagem à Bowie com um pequeno filme de uma hora que mostra várias músicas dele e suas várias fases vividas pela modelo Hannelore Knuts, vale a pena conferir no link abaixo:

http://vimeo.com/53207758

E provando sua influência na cultura pop, o museu Victoria & Albert de Londres vai abrigar, em 2013, a exposição ‘David Bowie is” com mais de 300 itens de seu acervo pessoal contando a trajetória deste artista que este ano completou 65 anos.

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“Portais Dimensionais Visíveis a Olho Nu” por Rafael Silveira Choque Cultural

Fotos : Bete Miguez

Rafael Silveira, um dos expoentes da nova pintura brasileira, apresenta obras inéditas e explora um mundo paralelo totalmente despido da lógica do cotidiano.

No dia 17 de novembro, a galeria Choque Cultural, promove a abertura da exposição “Portais Dimensionais Visíveis a Olho Nu”, do artista Rafael Silveira. Através de uma grande instalação gráfica e uma série de 25 obras inéditas, o artista convida o espectador a repensar sua percepção diante da realidade e a explorar a própria mente criando uma realidade paralela através das pinturas. A exposição fica em cartaz até 22 de dezembro.

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