Bom domingo!!! #inhotim #caleidoscópio #OlafurEliasson#inhotim #nofilter #feriado#Inhotim #YayoiKusamaÉpoca de Helicônias Rostratas! Viva o feriado! #heliconia #heliconiarostrata #nofilter #feriadoRetrato de Richard Avedon mostra o maior bailarino de todos os tempos, o maior mito, o maior... 😉
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CURRENT MOON

Archive for dezembro, 2012

Nhenhenhe

Imagem de Daniel Natalici

Perguntaram para o pajé Guarani o que ele ensina para seu povo.

Ele parou, pitou e soltou sem nhenhenhe, (em Guarani quer dizer papagaio tagarela), três ensinamentos: Tudo está ligado a tudo.

Tudo é processo e a Terra não é nossa.

Pajé Tupinambá

Parece que o agronegócio, que as mineradoras, madereiras, companhias hidrelétricas, empresas transacionais e poder público corrompido, levaram esta afirmação da terra não ser Nossa, em benefício próprio, infringindo a própria constituição brasileira e fomentando um NHENHENHE sem fim nas decisões dos direitos indígenas.

Imagem de Claudia Andujar

A questão indígena ganhou maior notoriedade em 8 outubro de 2012 através das redes sociais, onde milhares de pessoas no Facebook, mesclaram seus nomes com Guarani Kaiowá, em solidariedade a este povo, que escreveu uma carta ao governo e à Justiça Federal, anunciando “morte coletiva” de 170 homens, mulheres e crianças  Guarani-Kaiowá, em resposta a uma ordem de despejo decretada pela Justiça de Naviraí (MS), onde estão acampados às margens do Rio Hovy, aguardando a demarcação das suas terras tradicionais, ocupadas por fazendeiros, vigiadas por pistoleiros e financiadas por um poder que extrapola em milhares de kilômetros as fronteiras nacionais.

Em situação mais que precária o acesso a saúde, educação e outros serviços públicos, são dificultados ao extremo para os indígenas.

Um complô para expulsão deste povo comandado por uma elite local nada generosa.

Guarani-Kaiowá

Os Kaiowá são um dos povos da nação Guarani.

Divididos em Kaiowás, Mbya, Ñandeva.

Eles são nômades e procuram a terra sem mau, em algum lugar em cima do aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce do planeta, batizada com o nome desta importante nação que já conhecia, intuitivamente, a abundância deste recurso natural vital.

Imagem de Claudia Andujar

Os Guaranis transitam, originalmente, nos Estados do Mato-Grosso-do-Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, abranjendo também uma pequena parte da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

O Mato Grosso do Sul é uma região de terra super fértil e durante a ditadura militar, atraiu muitos sulistas, para ocupar a terra dos índios.

Desde de 1988, num movimento de redemocratização,  eles aguardam e lutam a demarcação de seu legítimo território.

A situação dos Guarani-Kaiowá, segundo grupo mais numeroso do país (73.300), é considerada a mais grave.

Confinados em reservas como a de Dourados, encontram-se em situação de catástrofe humanitária: além da desnutrição infantil e do alcoolismo, os índices de homicídio são maiores que em zonas de guerra, como o Iraque.

Imagem de Pedro Martinelli

Comparado à média brasileira, o índice de homicídios da reserva de Dourados é 495% maior.

Os índices de suicídio estão entre os mais altos do mundo: enquanto a média do Brasil é de 5,7 por 100 mil habitantes, nessa comunidade indígena supera os 100 por 100 mil habitantes.

O suicídio infantil é outro dado assustador, sendo entre os três maiores do mundo.

Isto mesmo, crianças que olham para frente e sem água, sem terra e vistos com olhos preconceituosos, enxergam um futuro indesejável e atentam sobre a própria vida de diversas formas.

Eles assistem as mulheres sendo estupradas, os jovens mortos, corrompidos ou mutilados, os tios embriagados, doenças e escassez de tudo, evangélicos queimando sua casa de reza…o que poderiam desejar?

Imagem de Pisco del Gaiso

No dia 30 de outubro de 2012, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos informou que o governo federal conseguiu suspender a liminar que expulsava os índios de sua terra natal.

Esta é apenas uma batalha vencida por toda a população brasileira solidária.

Imagem de Claudia Andujar

No Brasil tem quase 900 mil índigenas de 340 etnias e 274 idiomas.

Representantes dos povos tradicionais que participaram de audiência na Comissão de Direitos Humanos em setembro de 2012, para discutir os problemas de suas comunidades e suplicaram pela revogação da portaria 303/12 da Advocacia-Geral da União (AGU), que atualmente está suspensa pela Justiça.

Pela portaria, os critérios utilizados na demarcação da reserva Raposa Serra do Sol valerão para todos os demais processos de reconhecimento de terras indígenas.

Guarani-Kaiowá

Com esta medida arbitrária, permite-se, por exemplo, que o governo instale em aldeias, estradas, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia, e bases militares, sem autorização das comunidades.

“Se retirar as terras dos índios, é melhor matar logo e enterrar, porque sem terra, sem peixe, sem água, o índio não consegue viver”, afirma cheio de desgosto Raimundo da etnia Krenye.

Outro desrespeito pleno que os indígenas brasileiros estão sofrendo foi o pedido  da bancada ruralista para que se crie uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição 215/00.

A medida transfere para o Congresso a prerrogativa de reconhecer terras indígenas e de outros povos tradicionais.

Sendo aprovado, a demarcação das terras indígenas, quilombolas e de proteção ambiental, ficarão nas mãos dos interesses nacionais e transacionais focados, unicamente, no enriquecimento insustentável de suas empresas, fazendas e madereiras.

Imagem de Pedro Martinelli

Esta decisão flagrantemente inconstitucional, além de violar uma cláusula pétrea da separação dos poderes, usurpa o poder executivo tranferindo a demarcação ao Legislativo e à Comissão de Constituição e Justiça, composta em sua macro esmagadora maioria por membros da bancada ruralista.

“Isso é tudo o que os ruralistas querem: que o Congresso tenha total controle sobre esses processos [de demarcação] para que as tramitações se arrastem infinitamente, aqui”, protestou o segundo vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Padre Ton (PT-RO).

Este é o Nhenhenhe…

Imagem de Claudia Andujar - Mulher Yanomami

Enquanto isto o único grupo rapper indígena a gravar um cd no país o Bro MC’s, cantam um refrão:

Na cosmologia Guarani-Kaiowá, as áreas que já foram deles, são chamadas de tekoha (de teko – modo de ser – + ha – lugar, uma palavra que poderia ser traduzida como “lugar onde se pode viver do nosso próprio jeito”).

Imagem de Claudia Andujar - Pororoca

A alusão a esse “outro jeito de ser” demonstra que o movimento Guarani-Kaiowá é, sobretudo, uma reação cultural à imposição do estilo de vida dos Karaí (como os indígenas designam os brancos).

A sociedade mobilizada e ampliando a consciência de forma humanitária, acolhe os ensinamentos dos pajés que são figuras importantes na luta pela terra, eles fundamentam o sentido dessa ação política e social com profecias sobre o retorno dos tempos de fartura e alegria, a partir da recuperação do antigo território indígena.

Retomar um tekoha é voltar ao contato com os espíritos da terra e dos ancestrais, entendendo todo o desrespeito como parte de um longo processo, onde tudo está ligado a tudo na terra de todos nós.

Programa conexões:

Vídeo da Tv Folha que explica sobre o suicídio coletivo:


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Today’s Sound: Georges Méliès por Arthur Mendes Rocha

Georges Méliès foi um dos grandes pioneiros do cinema, seus pequenos filmes nos remetem a sonhos, viagens espaciais; não é a toa que ele é considerado o pai dos efeitos especiais.

Méliès vinha de uma família de posses, já que seu pai era dono de uma fábrica de sapatos, mas ele não quis seguir os negócios do pai.

Ele primeiramente queria ser mágico e mais tarde (com o dinheiro da venda da fábrica do pai) acabou comprando um teatro chamado Robert-Houdin, que pertenceu ao ilusionista francês Jean Eugene Robert Houdin.

Mas ao ver o primeiro filme exibido no mundo pelos irmãos Lumiére, em 1895, Méliès ficou apaixonado pelas imagens e com a possibilidade de fazer filmes.

Porém, ele acabou não conseguindo uma câmera com os Lumiére (que se recusaram a vendê-lo) e resolveu ele mesmo criar o seu protótipo de câmera e saiu filmando cenas do cotidiano em Paris.

Nas suas várias experiências, ele acabou criando efeitos especiais sem perceber, filmando cenas em um momento específico e quando a câmera parava e ele voltava a filmar novamente, a mesma cena já era diferente: um homem viraria uma mulher e um ônibus viraria um carro funerário, se criando o efeito “stop trick”.

Méliés já foi de tudo um pouco: ator, produtor, diretor, figurinista, criando cenários e situações fantásticas, ele acabou rodando mais de 500 filmes.

Ele tinha seu próprio estúdio onde produzia seus filmes e dava emprego a técnicos, atores, dublês e muito mais, além de lançar filmes dos mais diferentes gêneros sejam comédias, dramas e principalmente as chamadas féeries (fairy tales), pelos quais se tornou mais conhecido.

O mais famoso deles acabou sendo ‘Le Voyage dans La Lune’ (A Viagem à Lua), baseado em uma história de Jules Verne e de H.G. Wells, onde acabou criando uma das primeiras ficções-científicas, isto em 1902, ao contar a estória de astrônomos que resolvem viajar para lua e cuja imagem mais marcante é quando o foguete pousa no olho da lua:

Recentemente o duo francês Air musicou o filme em sua versão colorizada, como vemos abaixo:

Ele tinha uma imaginação sem limites, criava cenários mirabolantes com maquetes e sempre ousando mais nos efeitos, como fusão de imagens, exposição múltipla de negativos (double exposure), colorindo negativos, além de vários truques óticos.

Outro filme de Méliès foi “Le Sirène’ (A Sereia), no qual ele transforma um aquário com peixes num aquário gigante com uma sereia e até o Netuno, mostrando a técnica de dupla exposição ao transformar a sereia em uma mulher normal:

Outro filme seu de destaque foi “Le Voyage á Travers L’Impossible” (A Viagem Impossível), inspirado pela Viagem à Lua, só que desta vez é uma viagem ao sol, com muitos efeitos especiais de fogos, bem como um trem voador que atravessa pela boca do sol:

Méliès não deixa de ser um surrealista, já que em seus filmes tudo é possível acontecer, como vemos abaixo no curta “Le Diable Noir” (O Diabo Negro), onde um pequeno diabo atormenta um homem, fazendo com que cadeiras se multipliquem, além de outros efeitos:

O filme ‘Les 400 Farces de Le Diable” mostra uma carruagem guiada por um cavalo esqueleto que viaja por mundos estranhos, incluindo vulcões, espaço (com estrelas com rostos de pessoas), fundo do mar; ele também era considerado um precursor dos filmes de terror:

O cineasta não foi nada menos que genial, porém a concorrência na época era forte e seus filmes acabaram ficando ultrapassados.

Ele parou de filmar em 1913 e desde aquela época ele já lutava para ser um cineasta independente e não depender das grandes corporações.  Ele acabou se endividando e declara falência, mas acaba por destruir muitos de seu filmes, sendo que alguns se perderam para sempre.

Vários cineastas da época admiravam sua incrível capacidade de trazer a fantasia para a película, como Chaplin, D.W. Griffith, Eisenstein e muitos outros, tendo sido considerado durante alguns anos como o melhor cineasta do mundo. Mesmo hoje, ele é admirado e endeusado como um dos grandes ‘mágicos” do cinema.

O grupo Smashing Pumpkins homenageou a Viagem à Lua de Méliés no clipe “Tonight, Tonight”, como vemos abaixo:

Este ano, o MIS em SP realizou a exposição ‘Georges Méliès, o Mágico do Cinema” exibindo desenhos, figurinos, objetos e muitos outros itens pertencentes ao cineasta.

O filme ‘Hugo” (baseado no livro ‘A Invenção de Hugo Cabret”) de Martin Scorcese, com Ben Kingsley como Méliès,  é uma linda homenagem a este artista que tanto contribuiu para a sétima arte, nos fazendo sonhar e penetrar em mundos nunca dantes imaginados.


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O curioso sonho de Alice

Em companhia de meus filhos Melzzy (que levou um pedaço do meu coração para o céu), Tucki e Tigre, nossa favorita Bruna Sottili foi fotografada por Jorge Lepesteur e estilizada por Japa Girl.

Quem assina o make-up é Alê Toledo com sua fabulosa coleção de cílios.

Inspirados por Camille Rose Garcia em Alice no País das Maravilhas, a modelo Bruna Sottili veste:

Caftan de seda pura – Adriana Barra

Colete preto seda pura – D’Arouche

Lingerie – Betsey Johnson

Sapato - Melissa por Vivianne Westwood

Brincos – Kenneth Jay Lane

***

Produção de Moda – Mari Monteiro

Décor – Japa Girl

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Today’s Sound: Cocteau por Arthur Mendes Rocha

Cocteau também foi um dos grandes expoentes do cinema surrealista, especialmente através de filmes como ‘Orphée” (Orfeu) e “La Belle e La Bête” (A Bela e a Fera).


“Orphée” é sua poética interpretação do mito grego de Orfeu, só que transposta para a Paris de 1950, quando o filme foi rodado.

O filme é belíssimo, filmado em preto e branco e com um elenco de peso: Jean Marais (durante muito tempo o amante de Cocteau), Maria Casares (a chique atriz de filmes como “Les Dames du Bois de Bologne” de Bresson e amante de Albert Camus), Marie Déa (atriz de “Les Visiteurs Du Soir”), Edouard Dermithe (o novo amante de Cocteau), François Périer (ator de vários clássicos do cinema francês),  Juliette Gréco (a cultuada cantora e musa do existencialismo francês), entre outros.

A estória gira em torno de Orfeu (Marais) casado com Eurydice (Déa) e sua obsessão pela morte, encarnada pela Princesa (Casarès), depois que este presencia o assassinato do poeta Cégeste (Dermithe).

A figura da morte é um dos highlights do filme, já que a atriz está perfeita no papel, além de um figurino preto muito elegante, colar de pérolas amarrado e por vezes sua roupa se transforma em branca nos momentos de fúria.

Ele a acompanha em um carro para um château, sendo que as imagens que se passam neste trajeto são imagens em negativos, além de o rádio do carro transmitir mensagens codificadas em poemas (uma alusão ás mensagens recebidas pelos franceses durante a Ocupação).

Cocteau usa e abusa de suas referências avant-garde para criar todo um clima em “Orphée”, a começar pelo ‘underworld’, o mundo fantástico entre os vivos e os mortos para o qual Orfeu atravessa por um espelho e que foi filmado nos escombros da academia militar de Saint-Cyr.

Além de utilizar efeitos especiais e recursos como “reverter” o filme para atingir seus objetivos.

O relacionamento de Orfeu e Eurydice também sofre, pois com sua ausência, ela se envolve com o motorista da princesa, Heurtebise (Périer) e os dois se apaixonam.

A ida de Orfeu ao ‘underworld” lhe inspira e ele também é amaldiçoado pela morte de não puder olhar para Eurydice, pois esta morreria se isto acontecesse.


“Orpheus” é uma estória de amor, uma linda interpretação de Cocteau, cheia de poesia e magia, vencendo o prêmio da crítica internacional do Festival de Veneza de 1950. Abaixo o filme completo:

O filme faz parte da trilogia ‘Orphic”, composta ainda por ‘Blood of a Poet” (que já falamos aqui) e a continuação de Orphée:  “Le Testament d’Orphée”.

O outro filme que falaremos de Cocteau é a sua linda adaptação do conto de fadas “La Belle et La Bête” de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont, de 1946.

O filme é novamente estrelado pelo seu muso Jean Marais como a Fera e Josette Day como a Bela.

Poucas vezes o cinema conseguiu transpor uma fantasia tão bem como Cocteau com sua Bela e a Fera; o filme é de um primor a cada plano.

A estória é conhecida: o pai de Bela possui cinco filhos, três mulheres e dois homens (um deles também vivido por Jean Marais) e promete melhorar suas vidas. Porém, o negócio dá errado e ele enfrenta problemas financeiros até que uma noite perdido na floresta chega ao castelo da Fera.

Logo ao entrar no castelo, já vemos os elementos surrealistas de Cocteau, já que o portão se abre sozinho e vários candelabros (com braços humanos o segurando, como vemos na foto abaixo) o guiam.

Ele havia prometido um presente para Bela e corta uma rosa do jardim da Fera e o acorda.

A Fera fica furiosa e o obriga a pagar pelo que fez, acabando que Bela fica no lugar do pai e fica prisioneira da Fera em seu castelo, desmaiando ao vê-lo pela primeira vez. Ao levá-la para o quarto, ela já muda seu figurino de moça do campo para o de uma princesa, como vemos abaixo:

Aos poucos, com a convivência, os dois ficam atraídos um pelo outro, com a Fera insistindo para que se casem, passeando pelos jardins do castelo:

Em um espelho mágico, a Bela pode ver tudo o que acontece e a Fera também lhe dá uma luva que pode transportála par qualquer lugar e a chave do pavilhão de Diana, onde estão todas as riquezas da Fera.

Um plano maquiavélico das irmãs e irmãos de Bela visa o roubo da fortuna da Fera, mas antes a Bela deve lutar pelo seu amor e quebrar a maldição que transformou a Fera na criatura feia, mas de bom coração.


A concepção visual do filme teve a influência das ilustrações de Gustave Doré e da pintura de Jan Vermeer. Abaixo, o filme completo:

Na equipe de Cocteau, a música ficou a cargo de Georges Auric (que também fez as trilhas de “Bonjour Tristesse”, ‘Lola Montes’, “Rififi”), a direção de fotografia é de Henri Alekan (o mesmo que viria a fazer “Wings of Desire” de Win Wenders), o design de produção (e seus incríveis interiores barrocos) e os figurinos são de Christian Bérard (ilustrador de Chanel e Schiaparelli e que faleceu em 1949, tendo Cocteau lhe dedicado “Orphée”).



Jean Marais era um ídolo das matinês francesas, com seu porte e físico nórdicos, ele chamava atenção por sua beleza e enfrentou todos os preconceitos ao se assumir gay e ter um relacionamento com o genial Cocteau.

Outro elemento surrealista é quando o irmão de Bela entra no pavilhão e é atacado pela estátua da guerreira Diana, que dispara uma flecha nele. Também no castelo, algumas estátuas se mexem.


Além disto, camas se dessarumam sozinhas, braços saem de mesas e servem refeições, mostrando bem as influências surrealistas de Cocteau.


O compositor Phillip Glass dedicou uma ópera ao filme, que pode ser escutada na edição lançada pela Criterion.

Os exteriores foram filmados em Raray, uma das regiões mais lindas da França e as cenas do castelo no Château de La Roche Courbon.

Ao dirigir o filme, Cocteau já tinha sessenta anos, mas ele consegue justamente o equilíbrio entre o clássico e o avant garde.

Para apreciar “La Belle et La Bête” em toda sua glória, veja o filme como uma criança, viaje na sua fantasia, na sua beleza, na sua ingenuidade…o que Cocteau fez é trazer de volta ao cinema este elemento de magia, de mergulhar fundo em um mundo de sonhos.

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Jameson + Tag and Juice no Absolut Inn

Fotos: Bete Miguez

O Absolut Inn comemorou a parceria entre o whiskey irlandês Jameson e a Tag and Juice.

As comidinhas ficaram por conta do chef Checho Gonzales e os convidados foram incentivados a ir de bike.

Veja quem apareceu por lá.

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Converse – Shoes Are Boring Wear Sneakers

Fotos – Bete Miguez

A Converse promoveu uma festa deliciosa, no Clash Club, celebrando o universo Sneakers. Esta ação foi parte de uma campanha mundial, evidenciando a atitude da marca, sempre aberta `as novas experiências das pessoas que preferem os tênis ao formalismo dos sapatos.

Deram ritmo a festa o Dj KLJ (Racionais Mc’s), os Forgotten Boys e a banda santista de punk rock, o Garage Fuzz.

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