Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!

                
       





















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CURRENT MOON

Archive for janeiro, 2013

Um Mar de Escassez

Entro no mar e peço licença para ele mesmo.

Grandeza hipnótica.

Infinito líquido de poderes e mistérios.

Fonte de alimento e berço da vida na terra.

Esta força que parece inabalável é só superfície.

A vida marinha corre riscos irreversíveis e as espécies em extinção aumentam todos os dias.

O gênero humano está afogando as águas.

Mercado de atum no Japão

O bacalhau deixou de ser a base da alimentação das classes mais pobres de Portugal e toda Escandinávia pela alta de seus preços.

No Japão sushi feito de carne crua de cervo ou de cavalo pela falta do Atum.

O Camboja, riquíssimo em recursos hídricos, está importando peixe do Vietnã.

O gigante Pirarucu, o maior peixe da Amazônia, está a um passo da extinção.

Pescadores de Picinguaba, no interior de São Paulo começaram a criar vieiras por que a pesca já não sustenta suas famílias e os peixes nos supermercados do mundo inteiro vão ficando menores e mais caros.

Pirarucu

O estoque pesqueiro marinho mundial tem caído de forma alarmante nos últimos 20 anos.

Pelos cálculos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), 66% das espécies vêm sendo capturadas no limite ou acima do limite de sua reposição natural; 10% já estão esgotadas ou em recuperação.

Desde 2004, quando se atingiu o recorde de 84 milhões de toneladas de peixes extraídas dos mares, a produção cai ano a ano.

Em 2009, apesar do aumento na frota pesqueira, o volume pescado ficou em 79,9 milhões de toneladas.

Enquanto isso, o consumo de peixe só cresce.

Em 2004, a humanidade devorou 104 milhões de toneladas.

Em 2009, foram 118 toneladas, e a tendência do consumo é continuar crescendo.

Como funciona o mercado negro de atum no Japão

O consumo é sem dúvida o chefe da quadrilha na escassez da biodiversidade marinha.

Os subsídios governamentais para amenizar o problema dos pesqueiros, mascaram o ponto de equilíbrio das pescarias e contribuem para agravar o excesso no uso dos recursos.

Os incentivos são fornecidos para expandir a produção e aumentar os lucros, sem o prévio conhecimento científico dos limites e possibilidades de exploração de cada estoque em cada região.

Melhorar para piorar.

Além da pesca comercial e predatória outros agravantes inflam o problemão:

  • O desmatamento de matas ciliares;
  • o uso inadequado de terras para agropecuária;
  • a construção de usinas hidrelétricas,
  • o assoreamento dos corpos d’água,
  • a poluição de várias origens,
  • mudança climática,
  • a pesca esportiva,
  • o uso de cartilagens em cosméticos,
  • o desequilíbrio na introdução de espécies exóticas fora de seu habitat
  • e a devastação das áreas de mangues são fatos que dificultam a auto-regeneração da natureza.


A pescaria recreacional ou amadora é um dos principais contribuintes para o rápido declínio das salinas importantes, porque retira importantes predadores do eco-sistema como o robalo, o caranguejo e o cação

Segundo o relatório do Programa Ambiental da ONU, feito com base em 18 regiões do planeta, em outubro do ano passado mostra a baixa de fertilidade dos oceanos, que até 2050 deverá abrigar espécies de peixes cada vez menores.

Com isso, a pesca estará baseada na cadeia alimentar, ou seja, o pescador pegará o pequeno peixe que deveria servir de alimento para outras espécies.

Enquanto isto, na foz do rio Amazonas a Sigel do Brasil Comércio, Importação e Exportação Ltda é flagrada na captura ilegal de 280 mil tubarões  para obter 25 toneladas de barbatanas e bexigas natatórias .

Este animal que está no topo da cadeia alimentar e conviveu com dinossauros também corre risco de extinção.

Chama-se de sobre-pesca aquela que é feita fora do período permitido.

De acordo com dados da Fundação Instituto da Pesca do Rio de Janeiro (Fiperj) , a sardinha-verdadeira, por exemplo, não pode ser pescada de 1º de novembro a 15 de fevereiro, e de 15 de junho a 31 de julho.

Já o camarão rosa, de 1° de março a 31 de maio.

Além disso, foi estipulado pelo governo federal um tamanho mínimo, de acordo com a espécie, para evitar a mortalidade de animais nas fases de reprodução e crescimento.

Cação-Anjo, Raia-Viola, Peixe-Serra, Cioba, Badejo-Tigre e o Mero estão entre as espécies que não devem mais ser pescadas.

1 – Espécies que não podem e não devem ser consumidas:
Cação-anjo, raia-viola, peixe-serra, surubim, cioba, badejo-tigre e mero.

Doze espécies de tubarões/raias e 145 espécies de peixes constam no Anexo I do Ibama como espécies ameaçadas de extinção, com alto risco de desaparecimento na natureza em um futuro próximo.

2 – Espécies que deveriam ser evitadas:
Atum, badejo, camarões, lagostas,  cherne, corvina, enchova, garoupa, merluza, namorado, pargo, pescadinha-foguete, sardinha-verdadeira, tainha e vermelho.

Espécies que devem ser evitadas: Atum, Camarão, Badejo, Lagosta, Cherne, Corvina, Anchova, Garoupa

Mais peixes que não devem ser pescados: Merluza, Namorado, Pargo, Pescadinha-Foguete, Sardinha-Verdadeira, Tainha

3 – Espécies liberadas para o consumo:
Abrótea, agulha, albacora, batata, baúna, bicuda, bijupirá, bonito, caranha, carapeba, castanha, cavala, cavalinha, cocoroca, congro, congro-rosa, dourado, galo, linguado, manjuba, michole, olhete, olho-de-cão, pampo, peixe-espada, pescada, piranjica, piraúna, robalo, sororoca, tira-vira, trilha, xáreu, xerelete e xixarro.

Foi exatamente o consumo excessivo no passado que colocou algumas espécies em estado de alerta, hoje.

As sardinhas, por exemplo, ainda não estão em extinção.

Mas, se consumirmos esse peixe de forma exagerada, em um ou dois anos a situação já mudará.


Como consumidores temos o poder da escolha, optar por pescados de aquicultura, ou seja, criados em fazendas especializadas e, portanto, pescados de forma controlada é uma boa direção e excelente pergunta na hora da compra.


A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que cada pessoa consuma cerca de 12 quilos de pescado por ano.

No caso do Brasil, consumimos 6,8k por ano.

Nem os invejáveis 8,5 mil quilômetros de costa ajudam.

Nossas águas tropicais e subtropicais, com temperatura e salinidade elevadas, são pobres em nutrientes e pouco produtivas.

Não é à toa que ocupamos a modesta 22ª posição no ranking mundial de produção pesqueira.


Já a China é o maior produtor e consumidor de espécies de peixes no mundo.

Sua frota retira um quinto do peixe saído dos mares.

Cada chinês come 60 quilos de peixe por ano.

Um alimento nutritivo, gostoso e saudável que precisamos cuidar para não ficar sem.

Sem dúvida a falta de peixe não é uma onda é uma crise estrutural, por isto peço licença para ir a feira fazer algumas perguntas na peixaria.


Video passado na rio +20

http://www.ebc.com.br/noticias/meio-ambiente/galeria/videos/2012/09/pescadores-lutam-para-sobreviver-a-escassez-de-peixes

O Pesadelo de Darwin (Le Cauchemar de DarwinisDarwin’s Nightmare) é um documentário de 2004, escrito e dirigido por Hupert Sauper e resultante de uma parceria entre a França, Bélgica e Áustria.

O filme aborda os efeitos sociais e ambientais no Lago Vitória na Tanzânia provocados pela indústria da pesca. O filme estreou  no Festival Internacional de Cinema de Veneza e foi nomeado/indicado para o Oscar de Melhor Documentário em 2006.

Veja a lista das espécies de peixes marinhos que devem ser evitadas e aquelas que estão livres para o consumo, usando como referência a lista nacional do Ibama e da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza): .

http://www.biodiversitas.org.br/f_ameaca/Anexo1.pdf


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TODAY SOUND: DUCHAMP POR ARTHUR MENDES ROCHA

E para finalizar os nossos filmes surrealistas, falaremos do “Anémic Cinéma” de Marcel Duchamp, um dos grandes artistas de todos os tempos.

Duchamp era pintor, escultor, poeta e naturalizou-se americano nos anos 50.

Graças a ele, objetos do cotidiano passaram a ser considerados como obras de arte, são os chamados ready mades, tendo sido ele o inventor deste conceito com o famoso ‘A Fonte’ (um urinol que causou polêmica quando exibido em 1917).

Duchamp era um artista completo, tinha uma criatividade e uma imaginação absurda, todas as suas criações são dignas de admiração.

Nos anos 20, ele concebeu este pequeno filme experimental chamado ‘Anémic Cinéma” (Cinema Anêmico), que teve algumas versões em 1920, 1923 até sua versão definitiva em 1926.

O filme tem influências dadaístas e surrealistas e nada mais é do que uma sucessão de planos fixos com dezenove discos giratórios em movimento, o qual ele denominou de rotoreliefs (rotorelevos).

Estes discos são hipnóticos, já que giram em diversos movimentos e nos oferecendo diferentes percepções, além de conter um jogo de letras com algumas frases em francês.

Em sua obra é comum este jogo de palavras, estes trocadilhos.

Estas frases foram criadas pelo alter ego feminino de Duchamp, Rrose Sélavy, que nada mais era que ele vestido de mulher.

O objetivo de Duchamp era justamente testar as percepções humanas através destas espirais.

Só que numa falsa percepção, permitindo uma dupla leitura, que é a bidimensionalidade, criando a ilusão de uma terceira dimensão.

Ou seja, já naquela época Duchamp experimentava com o conceito de 3D.

Tecnicamente, estes desenhos foram pintados em círculos de papelão, utilizando para isto um fonógrafo que girava estes discos.

Tudo isto foi feito no estúdio de seu grande amigo Man Ray, com a ajuda do cineasta Marc Allégret e Clavin Tomkins.

Com outras obras de vanguarda da época, ‘Cinéma Anémic” procura um cinema mais puro, fugindo das narrativas convencionais.

O filme foi apresentado ao público francês em agosto de 1926 e nele Duchamp também discute a sexualidade, seja através dos trocadilhos de Rrose ou das formas que podem nos remeter a seios e genitálias.

Duchamp nos instiga, nos faz perceber coisas que não perceberíamos normalmente, seu trabalho estava sempre na vanguarda artística.

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Today’s Sound: Man Ray por Arthur Mendes Rocha

Hoje nosso enfocado é Man Ray: arquiteto, fotógrafo, pintor, anarquista, ele é umas das figuras mais emblemáticas dos movimentos surrealista e dadaísta , um verdadeiro revolucionário na arte da fotografia.

Man Ray (originalmente nascido com o nome Emmanuel Radnitzky) era americano, mas um apaixonado por Paris, onde viveu metade de sua existência.

Sua preferência pelo abstrato se deve principalmente ao tomar contato com o New York Armory Show de N.Y.  em 1913, onde morava na época e onde fundou (junto com Duchamp) o movimento dadaísta.

Foi em Paris que ele teve contato com os artistas mais vanguardistas da época e resolveu se aventurar mais á fundo no movimento dadaísta e um pouco depois no surrealista.

O mote de seu trabalho é liberdade e prazer, Ray gostava de experimentar, de não ter limites em suas criações.

Sua grande paixão era a pintura, mas onde ele teve sucesso e reconhecimento foi com a fotografia.

Uma grande influência em sua carreira foi sua amizade com Marcel Duchamp, que durou até o final de suas vidas.

Duchamp lhe apresentou seus ready-mades, ou seja, objetos normais que transformava em arte e os quais ele começou a fotografar.

Ray costumava dizer que pintava o que não podia fotografar e fotografava coisas que já existia e as quais não queria pintar.

Suas inovações e técnicas foram bastante influentes no movimento surrealista a partir de 1921.

Uma de suas primeiras experiências com o cinema foi como cinegrafista de um filme marcante no cinema experimental: o filme dadaísta “Ballet Mecanique”.

Mesmo visto hoje, vemos que o filme estava muito à frente de sua época, ele ainda consegue ser moderno com imagens que remetem a geometria, pós cubismo, concretismo, sendo considerado o primeiro filme sem um roteiro propriamente dito.

Além de esculturas (feitas por Picasso) que se movem e até uma mulher (Kiki) que pisca e em sua pálpebra existe outro olho pintado (ou seja, quando ela pisca, parece que seu olho nunca fecha).

Outra cena marcante é a dos colarinhos que se mexem e um homem que vai rasgando estes colarinhos. Bem como a cena que mistura os movimentos do charleston com a de um homem tocando banjo:

Imagens que se repetem, formas, movimentos à maneira surrealista e a qual tentamos decifrar, assim é o trabalho de Ray neste filme.

Numa de suas exibições, um espectador reclamou que o filme lhe dava tontura e dor de cabeça e acabou se criando um tumulto, onde apareceu a polícia e colocou as pessoas para fora da sala.

Temos que notar que estes efeitos todos eram super modernos na década de 20, ninguém nunca havia feito e Ray inovou ao fazê-lo.

Man Ray nunca teve limites em seu trabalho, ele nunca parava de experimentar, de descobrir novas maneiras de mostrar suas imagens, seja fotografando seus amigos, celebridades e até mesmo moda (ele fotografava as criações de Poiret e Schiaparelli, por exemplo).

Ele publicou várias de suas fotos na Vogue e na Vanity Fair e costumava declarar: “A oposição entre o preto e o branco é fundamentalmente linda”.

Ray foi um dos grandes mestres da fotografia, seu trabalho está presente nas coleções dos melhores museus do mundo e continua sendo admirado por todas as gerações.

Ambos os filme faziam parte de um novo movimento vanguarda do cinema francês chamado “Cinéma Pur”, que tinha como objetivo a volta de um cinema puro, focado em movimento, composição visual e ritmo.

O filme mostra diversas imagens em p&b ao som da trilha de George Antheil, considerada uma obra-prima.

“Ballet Mecanique” foi na verdade concebido pelo artista Fernand Léger em colaboração com Dudley Murphy.

O visual é como um verdadeiro balé mecânico, com muitas imagens abstratas em movimento, efeitos de exposição de película, olhos maquiados que abrem e fecham, bocas pintadas em triângulo, pernas, unindo uma enorme sucessão de imagens em sincronia com a música.

O filme nos mostra as afinidades entre o movimento e a dinâmica das formas, centrando sua ação nos objetos do cotidiano e inovando na linguagem cinematográfica.

Em 1926, Man Ray filma “Emak-Bakia” (me deixe em paz em basco) no qual utiliza diversas técnicas como a solarização (técnica inventada por ele quando acendia as luzes do laboratório acidentalmente causando uma acentuação do branco), a dupla exposição, o stop-motion e as rayographs (suas criações baseadas em diferentes tipos de sombras e contrastes).

O filme tem o sub-título de “cinépoéme”, já que o filme não tem uma estória, é uma colagem de várias imagens em movimento, desde máquinas, estruturas, partes mecânicas, questionando suas utilidades.

Emak foi filmado durante as férias de Ray em Biarritz e na costa Basca, com imagens do mar que ficam de cabeça para baixo, além de imagens distorcidas.

O curta tem a duração de dezenove minutos e conta com a participação de Kiki de Montparnasse, modelo em suas fotos e também sua amante, que dirige um carro e Jacques Rigaut, que aparece vestido de mulher.

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