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abril – 2013 – Japa Girl












































































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Archive for abril, 2013

BLITZ – DJ Japa Girl

POLA JAPA

Fotos: Bete Miguez

DJs Japa Girl, Martin Mendonça (Agridoce/Pitty), Yuri Moraes, Celso Tavares e Leandro Pankk

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TODAY’S SOUND: CLOCKWORK ORANGE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um clássico do cinema, um filme que continua moderno, polêmico, atual e pode ser considerado um dos primeiros filmes punk: estamos falando de “Clockwork Orange” (Laranja Mecânica) de Kubrick.

“Clockwork Orange” foi dirigido em 1971 por Stanley Kubrick, o brilhante cineasta inglês que acabara de vir do sucesso de “2001, uma odisséia no espaço”.

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Ele se baseou no livro de Anthony Burgess, que utilizava uma linguagem específica (uma mistura de russo com idish chamada ‘nadsat”) para a turma de Alex, o personagem principal e adepto da ultra-violência, vivendo em um futuro próximo na Inglaterra.

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No papel principal, Kubrick escolheu Malcom McDowell, o qual ele vira atuando “If” de Lindsay Anderson.
Kubrick declarou que se McDowell não pudesse fazer o filme, ele teria desistido, pois ele era a única escolha para o papel de Alex.

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 Realmente o filme gira todo em torno de McDowell, ele esta presente em todas as cenas, ele é o sociopata Alex e acabamos simpatizando com o personagem, apesar de sua maldade.

Em entrevistas sobre o filme, Spielberg afirma que ele pode ser considerado o primeiro filme punk rock e Mary Harron (a diretora de “American Psycho”) diz que ele foi uma influência fundamental para o movimento punk.

Vendo o filme, podemos compreender bem isto: Alex narra  o filme e é líder de uma gangue, eles saem em grupo, são jovens, se metem em brigas, não respeitam ninguém e se vestem diferente de todos.

Logo que ele surge em cena, com aquele olho com um cílio postiço e aquela roupa branca, é uma imagem icônica.

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Seus subordinados são chamados de “droogs” e se encontram no Korova Milk bar, um bar com decoração futurista e onde bebem leite (que saem dos seios de uma manequim) e bolam seus planos.

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Eles saem pela noite em busca de aventuras, mas sempre em atos ultra violentos, já nas primeiras cenas eles dão uma surra em um mendigo, enfrentam uma gangue rival, roubam um carro, assaltam uma loja, entre outras ações.

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Logo em seguida, decidem ir para o interior e parar em uma casa, mentindo que tinham sofrido um acidente.

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A casa pertencia a um escritor e sua esposa e estes são humilhados, sofrem todo tipo de violência e a gangue estupra a mulher ao som de ‘Singin’ in the rain”,que Alex canta enquanto realiza estes atos.

A escolha de ‘Singin’ in the rain” (famosa na voz de Gene Kelly) foi escolha do próprio McDowell, que ao ser questionado por Kubrick se sabia dançar, atacou com esta canção e o diretor adorou, coprando os direitos de uitlizá-la no filme.

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Alex vive com os pais, é tratado como uma criança, possui uma cobra de estimação e já teve passagem pela polícia, mas nada grave comparado com suas ações diárias. Ele também é viciado em Beethoven (ou Ludwig Van, a como ele se refere) e sua grande paixão é a nona sinfonia, que ouvimos ao longo do filme.

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Outra cena bacana é a que ele vai a uma loja de discos para comprar mais discos de Beethoven e lá seduz duas adolescentes, as quais ele leva para sua casa e transa de todas as maneiras possíveis, tudo com a câmera em FF (fast forward).

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Quando sua gangue resolve se revoltar contra ele e questionar sua liderança, ele os pune severamente, dando-lhes uma surra. Esta cena é como se fosse coreografada, em câmera lenta e influenciou cineastas como Tarantino.

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Mas a gangue ainda aprontaria um novo roubo, desta vez entrando na casa da cat lady, uma mulher rica e cercada de gatos, a qual eles tentam assaltar. Alex vê uma estátua em forma de pênis e utiliza esta para provocar a mulher e acaba matando-a.

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Seus companheiros lhe dão uma garrafada, fogem e ele é capturado pela polícia (a qual a cat lady havia chamado antes).

Aí o filme dá uma reviravolta: Alex é preso e na prisão aprende a se comportar melhor e a fazer as vontades do padre que o faz ler a bíblia em voz alta, além de sofrer ameaças de seus companheiros de cela.

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Quando Alex ouve falar do método Ludovique, uma espécie de ‘cura” para pessoas violentas, ele resolve se oferecer ao ministro do interior, que estava visitando a penitenciária. Este enxerga em Alex o exemplo perfeito para provar a eficácia do método.

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Um novo capítulo se inicia com Alex saindo do presídio e indo para a clínica onde será tratado. São estas as cenas impressionantes com Alex amarrado e com os olhos abertos com clipes (para que ele não tentasse fechar os olhos) e tendo que ver as cenas mais violentas e degradantes possíveis.

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Ao fazer esta cena, McDowell machucou sua córnea de verdade e ficou temporariamente cego, mas finalmente, com a ajuda de médicos, ele conseguiu filmar.

Ele pira quando mostram cenas dos atos nazistas ao som da 9ª sinfonia, a sua favorita e a qual agora ele passa mal ao escutá-la, tendo sensações horríveis, além de vômitos e mal estar.

Ele finalmente é considerado ‘curado’ e sai da clínica de volta ao lar, mas quando lá chega existe um novo inquilino em sua casa e seus pais o tratam com indiferença.

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Assim, neste novo capítulo, ele vai encontrando as pessoas que havia prejudicado no passado: membros de sua gangue haviam virado policiais, o escritor que ele havia entrado na casa, o mendigo, enfim todos querem se vingar dos atos horríveis que Alex havia lhes causado.

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Quando o filme foi lançado na Inglaterra, já começou a gerar polêmica: vários atos de violência começaram a ocorrer na época e que jogavam a culpa na influência que o filme causara.

Além disso, o diretor e sua família receberam ameaças e sendo assim, Kubrick tirou o filme de cartaz e o filme foi banido da Inglaterra durante 27 anos. O filme só foi liberado lá pós a morte de Kubrick em 1999.

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O filme passou normalmente em países como os EUA (onde foi um grande sucesso), mas em países como o Brasil, também esteve proibido durante os anos da ditadura.

Quando o filme foi liberado aqui, no início dos anos 80, pós-ditadura, ele foi exibido com bolas pretas tapando a genitália dos atores, a bola ficava dançando na tela, era muito ridículo.

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Além disso, Burgess não perdoara Kubrick de ter omitido o último capítulo da edição original do livro, já que o roteiro de Kubrick era baseado na edição americana, que cortara o último capítulo.

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Neste último capítulo, havia a redenção de Alex, que se arrependera de seus atos e com a qual Kubrick não concordava.

Burgess havia escrito o livro após sua mulher ter sido violentada e ele utiliza isto no livro e o título se refere às respostas condicionadas do protagonista a sentimentos de maldade que o impede de ter um comportamento normal e livre.

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Kubrick quis fazer uma crítica aos regimes totalitários que utilizam métodos psicológicos para transformarem seus cidadãos em robôs.

Vale também ressaltar o brilhante trabalho do figurino criado por Milena Canonero (a premiada figurinista de “Barry Lyndon”, também de Kubrick, ‘Carruagens de Fogo’, ‘Fome de Viver”e mais recentemente ‘Maria Antonieta” de Sofia Coppola).

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A direção de arte também é incrível, com seu décor futurista e as bem escolhidas locações de uma Londres de uma época incerta.

A trilha sonora também é fantástica, sendo que na verdade existem duas trilhas: a criada por Walter Carlos (que depois se transformaria em Wendy Carlos) com sintetizadores e a que utiliza músicas clássicas de Beethoven, Purcell, Rossini e Elgar.

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Sua influência na cultura pop é fundamental, seja na moda ou na música, influenciando desde Bowie, Ramones, Rancid, Slipknot, além é claro dos Adicts, que se vestem como a gangue do filme.

Na edição comemorativa dos 40 anos do filme, foi lançado um dvd com extras de dois documentários imperdíveis para compreender ainda mais toda a mitologia do filme. Abaixo um depoimento de McDowell sobre o filme:

Recentemente, houve no LACMA (o Museu de arte moderna de Los Angeles) uma exposição sobre Kubrick, onde estavam expostos figurinos e objetos de cena do filme, conforme fotos abaixo. Atentem para o detalhe das abotoaduras de Alex:

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Mesmo que a violência de “Clockwork Orange” não seja mais tão chocante como há quarenta anos, o filme é uma obra-prima, um dos melhores filmes da década de 70, um marco do cinema moderno, um filme revolucionário e que a cada revisão parece crescer ainda mais.

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TODAY’S SOUND: SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

“Suburbia” foi um dos primeiros filmes genuinamente punk, mostrando a realidade de um grupo de jovens vivendo nos subúrbios de Los Angeles na década de 80.

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O filme é de 1984, dirigido por Penelope Spheeris e é considerado um dos melhores retratos da juventude desiludida e sem esperanças.

A estória gira em torno de um grupo de jovens que se denominam the T.R. (The Rejected – os Rejeitados) e todos vivem em harmonia numa casa abandonada em um subúrbio de L.A.

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Eles são:
-Evan Johnson (Bill Coyne): adolescente que sai de casa por não suportar a mãe alcoólatra

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-Jack Didley (Chris Pedersen): líder do grupo e abandona o lar quando a mãe se casa novamente com um policial negro
-Sheila (Jeniffer Clay): jovem de classe média alta  que sai de casa, pois o pai a molestava
-Joe Schmo (Wade Walston): sai de casa quando descobre que o pai é homossexual
-Razzle (Flea): só consegue se relacionar com seu rato de estimação

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-Skinner (Timothy O’brien): skinhead, violento, está sempre se envolvendo em brigas

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Eles vão a um clube onde se apresentam bandas punks, roubam em supermercados, invadem shoppings, se envolvem em brigas, mas não causam o mal, eles estão apenas se divertindo.

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O filme mostra apresentações ao vivo de algumas bandas punk como TSOL, que interpreta “Wash Away”:

E também The Vandals interpretando “The Legendo of Pat Brown”:

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O irmão de Evan, Ethan (Andrew Pece), é resgatado pelo irmão quando este vê no noticiário que sua mãe havia se acidentado e ele acaba fazendo parte do grupo dos punks, adotando um visual moicano.

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Porém, em sua comunidade, existe um grupo chamado “Citizens against crime” (cidadãos contra o crime) que se reúne e coloca toda a culpa dos acontecimentos ruins neste grupo de punks.

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Neste grupo, há duas figuras detestáveis, Jim Tripplett (Lee Frederick) e Bob Skokes (Jeff Prettyman), cuja diversão é atirarem nos cães de rua que circulam nos arredores dos punks e que os detestam.

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Outro acontecimento contra os T.R. é quando numa briga com Skinner, dois jovens resolvem se vingar atacando o segurança do clube e jogando a culpa no grupo punk. 

“Suburbia” foi um filme bem influente na cena punk americana, já que a diretora Penelope Spheeris já havia dirigido o documentário “The decline of the western civilization’ (sobre o qual já falei aqui) sobre a cena hardcore americana.

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Spheeris escreveu o roteiro e dirigiu seu primeiro filme de ficção com “Suburbia”, procurando falar da juventude punk que já havia retratado em seu documentário, mas desta vez com uma estória e com diálogos.

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O filme foi produzido graças a Roger Corman, o famoso produtor de filmes B que lançou a carreira de cineastas como Scorcese e Coppola, entre outros. 

‘Suburbia” acabou servindo também de inspiração para a música do mesmo nome dos Pet Shop Boys.

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Apesar de ser uma produção modesta, feita com um elenco de desconhecidos e atores não profissionais, na maioria punks de verdade, o filme foi bem recebido pela crítica da época.

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No elenco, destaque para Flea, baixista da banda Red Hot Chilli Peppers e, mais tarde, também ator de filmes como ‘My Own Private Idaho” de Gus Van Sant. 

Além dele, o outro nome conhecido é Wade Walston, o baixista do grupo U.S. Bombs e que participa de uma das melhores cenas do filme: a em que os punks enfrentam a família de Sheila na igreja:

“Suburbia” é um filme autêntico e uma ótima visão da cena punk americana do início dos anos 80.

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TODAY’S SOUND: THE WARRIORS POR ARTHUR MENDES ROCHA

“The Warriors”(Os Selvagens da Noite) é um dos grandes filmes sobre gangues de todos os tempos e acabou sendo uma forte influência no movimento punk que se identificava com seus heróis.

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O filme foi lançado em 1979, sob a direção de Walter Hill, e com um elenco de desconhecidos, no qual se destaca Michael Beck (que em seguida faria “Xanadu”) e James Remar (que hoje é conhecido como o pai do serial killer Dexter, do seriado).

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Tudo começa com a comparação a uma história ocorrida na antiga Grécia, na qual o líder Cyrus é morto na guerra contra os persas e os mercenários gregos devem voltar para casa.

No trailer, há uma apresentação de várias das gangues do filme:

Algo parecido acontece no filme: Cyrus (Roger Hill), o líder dos Riffs, a maior gangue da cidade de NY chama todas as gangues para um encontro onde falariam sobre a ação policial e como dominar mais as ruas.  Porém durante o encontro ele é assassinado por Luther, o líder dos Rogues.

O sádico Luther (David Patrick Kelly) acaba botando a culpa nos Warriors e matam um de seus membros, Cleon, enquanto os demais fogem.

A gangue passa a ser liderada por Swan (Beck), não estão armados, e devem atravessar a cidade para voltarem para a casa,em Coney Island.

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Swan é a todo o momento confrontado por Ajax (Remar), que também deseja ser o líder.

O filme se passa nesta travessia por NY, nos mêtros, nos bairros barra-pesada, onde os Warriors têm de enfrentar várias gangues que os julgam culpados da morte de Cyrus.

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Numa destas andanças, eles se deparam com os Orphans, uma gangue que nem havia sido chamada para o encontro e onde conhecem Mercy (Deborah Van Valkenburg), que se junta a eles.

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O filme é bastante tenso, pois a cada esquina os Warriors se deparam com algum perigo, seja uma briga ou uma perseguição da polícia.

Numa das cenas icônicas do filme, eles devem enfrentar a gangue The Baseball Furies, vestidos de jogadores de baseball e com o rosto pintado. Segundo o diretor, este visual foi feito em homenagem a duas das paixões dele: baseball e o grupo Kiss, a inspiração para a maquiagem.

 

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Em outra cena, eles enfrentam uma gangue somente de mulheres, The Lizzies, que os seduzem levando-os até um bar onde os trancam e depois aparecem armadas para eliminá-los.

Durante o filme, há uma interessante narração feita por uma DJ negra (papel de Lynne Thigpen) informando aos Riffs, o paradeiro dos Warriors enquanto vai oferecendo músicas no ar.

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A trilha foi criada por Barry de Vorzon e Joe Walsh, com destaque para o tema “In the city” de Walsh, considerado um dos grandes guitarristas americanos e membro de bandas como Eagles e James Gang.

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Outro embate se dá com uma gangue sugestivamente chamada de Punks, que enfrentam os Warriors no banheiro do mêtro.

Finalmente, eles chegam com o dia claro em Coney Island, onde se dará o desfecho e a prova da inocência dos Warriors e sua redenção final.

Abaixo outra cena clássica com o vilão Luther chamando-os para a briga:

Na versão director’s cut, lançada em 2005, o diretor Hill inclui a abertura e fechamento de várias cenas com quadrinhos, idéia que sempre quis executar e que acabou tendo que abandonar devido ao estouro de orçamento.

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O filme rendeu bastante polêmica, pois foi acusado de incitar a violência das gangues, já que o cartaz original falava que em um futuro próximo, as gangues seriam em maior número que a força policial.

Assim sendo, cinemas que mostravam o filme foram atacados, além de indignação de espectadores, fazendo que a bilheteria aumentasse.

Durante as filmagens, a produção também teve problemas com gangues verdadeiras, que ameçaram de destruir equipamentos, bem como de atrapalhar as filmagens.

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O filme é tão emblemático que até virou jogo de Playstation e possui até um site especial, com várias fotos dos bastidores de filmagens, bem como informações, fatos curiosos e mais; vale à pena conferir no  http://warriorsmovie.co.uk/

Mesmo assim, o filme tornou-se um cult, é admirado por seu tema polêmico, pelo retrato realista das gangues, gerou várias discussões, mas uma coisa todos concordam: é um filme ícone e um dos melhores filmes da juventude e suas gangues.

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TODAY’S SOUND: DOGS IN SPACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

O filme enfocado hoje é australiano, obscuro e merece ser (re)descoberto: ‘Dogs in Space”.

“Dogs is Space” foi lançado em 1986, dirigido por Richard Lowenstein, que já havia dirigido alguns vídeos do INSX do álbum “The Swing”.

Lowenstein alugou a própria casa onde morou com seus amigos para fazer dela o principal cenário para “Dogs in Space”, tudo acontece ao redor desta casa em um subúrbio de Melbourne, na Austrália.

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O filme é entremeado de cenas em p&b dos lançamentos espaciais soviéticos, incluindo quando a cadela Laika foi para o espaço.

No papel principal, o então vocalista do INXS, Michael Hutchence, que faz o papel de Sam, inspirado na figura de Sam Sevajka, vocalista da banda The Ears.

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Sam (Hutchence) é o cantor da fictícia banda Dogs in Space e que namora Anna, papel da atriz australiana Saskia Post e uma das melhores personagens do filme.

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Os dois dividem uma casa com alguns amigos como Tim (Nique Needles), membro da banda, Luchio (Tony Helou), que tenta estudar engenharia no meio da loucura da casa, além das namoradas, agregados, e até uma personagem apenas conhecida como “The girl” (Deanna Bond).

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O filme retrata bem a cena punk australiana do final dos anos 70 (o filme se passa em 1979), quando algumas pequenas bandas tentavam se sobressair na cena musical da época.

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Para quem viveu neste período, “Dogs” faz um retrato bem realista e coerente com o que acontecia: os punks australianos eram geralmente da classe média e tinham esperança de que algo iria mudar, que eles poderiam viver á margem da sociedade, longe do mainstream.

Assim, eles ficam se drogando, indo a festas, saindo à noite; o filme segue o seu dia a dia, não tem um roteiro linear, é como se fosse uma grande improvisação, talvez isto que o torne tão real.

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Outra coisa que chama bastante a atenção é a camaradagem existente entre este grupo, a amizade e o calor humano entre eles.

A trilha é uma atração a parte: a seleção musical é excelente, com produção de Ollie Olsen (que participou do projeto Max Q com Hutchence), músicas de Michael Hutchence, Iggy Pop, Gang of Four , Boys next door e muitas das pequenas bandas da época que procuravam um lugar ao sol tais como Marie Hoy (que no filme interpreta uma cover de “Shivers” de Roland S. Howard), Primitive Calculators e Trush and the Cunts.

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Justamente, uma das coisas mais bacanas do filme é esta naturalidade em mostrar as bandas da cena tocando em pequenos bares e filmando tudo “in loco”, soando tudo muito original.

Abaixo duas cenas que considero das melhores do filme:
A cena em que Anna se pica de heroína com Sam e ao acordar sai andando pela casa, viajando com seus amigos e todos lhe oferecendo alguma coisa, até embarcar numa limusine branca, isto tudo ao som de “Endless Sea” de Iggy Pop:

A cena final com Michael Hutchence interpretando “Rooms for the memory”, um ótimo mix de pop e pós-punk:

Infelizmente Hutchence faleceu em 1997, sua morte nunca foi totalmente esclarecida, podendo ter sido suicídio (ou ele teria se auto-asfixiado por propósitos sexuais), depois de fazer grande sucesso como o vocalista da banda INXS, lançando alguns ótimos discos e emplacando vários top hits mundo a fora.

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Ele está muito a vontade no papel principal, em um de seus únicos papéis como ator, um anti-herói que não dá bola para nada, um hedonista que está sempre se drogando e gosta mesmo de cantar em sua banda e namorar.

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Abaixo o making of do filme, com entrevistas bem recentes com os participantes desta produção, além de mostrar como foram filmadas várias das principais cenas, vale a pena conferir:

‘Dogs in Space” tornou-se um cult na Austrália e em várias partes do mundo, é uma obra de contra-cultura, mostra a cena punk sem glamour, com uma estética bacana e é uma experiência inesquecível.

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