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julho – 2014 – Japa Girl



























































                
       
















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Archive for julho, 2014
 

TODAY’S SOUND: TRILHA DE TWIN PEAKS POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana, os fãs de Twin Peaks tem uma boa notícia: está sendo lançado em Blu-Ray , todas as temporadas da cultuada série criada por David Lynch (que também dirigiu e supervisionou vários episódios), mais o filme ‘Fire walk with me “ (uma prequel da série).

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São 90 minutos de material extra, incluindo cenas que nunca foram ao ar ou que foram deletadas, tudo nesta edição chamada de Twin Peaks: the entire mistery”.

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Um dos grandes atrativo da série é a trilha de Twin Peaks, que consolidou o nome de Angelo Badalamenti como compositor favorito de Lynch e revelou o nome de Julee Cruise.

twin peaks - capa trilha

“Twin Peaks” foi uma série que estreou em 1990, uma concepção de David Lynch, que dirigiu e co-escreveu o primeiro episódio, justamente o que mostra quando é encontrado o corpo de Laura Palmer, a garota mais popular e admirada da pequena cidade americana.

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A série é totalmente surrealista, com ambientações bem no estilo lynchiano, com personagens estranhos, além de sonhos, revelações e muito mais. Na época era a coisa mais bizarra e diferente de tudo que passava na TV.

twin peaks 4

Twin Peaks durou duas temporadas e a primeira foi um sucesso mundial e chegou a ser exibida no Brasil nos anos 90 (dublada e com alguns cortes).

Bem, mas vamos à trilha que é o que iremos falar com mais detalhes.

Ao ouvir pela primeira vez a trilha, imediatamente somos transportados para um mundo de sonhos, uma época não muito bem definida, uma mistura de jazz com música ambiente, um dream-pop com os vocais etéreos de Julee Cruise, mais influências de blues, country, soft rock e film noir.

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A trilha tem como carro-chefe o tema de Twin Peaks, o Twin Peaks theme, que é a versão instrumental da música “Falling”, lançada anteriormente no disco “Floating in the night”, o trabalho solo de Cruise produzido por Badalamenti e Lynch.

O ‘Twin Peaks Theme” venceu o Grammy como Melhor performance de pop instrumental (derrotando candidatos poulares da época como Kenny G e Phil Collins) e a trilha teve excelente resultado de vendas na época. Abaixo a abertura do seriado com o inesquecível tema:

Badalamenti e Lynch se conheceram quando o compositor foi chamado pelo cineasta enquanto este dirigia o filme “Blue Velvet” (Veludo Azul). Ele precisava de uma música no estilo do This Mortal Coil, mas não tinha verba para os direitos da música e Badalamenti acabou compondo algo similar e bem mais barato, que acabou sendo “Mysteries of Love”.

twin peaks - david e angelo

A música foi a primeira colaboração de Badalamenti-Lynch e uma nova cantora chamada Julee Cruise e que ele, Badalamenti, havia conhecido nos bastidores do musical “The boys in the live country band”, escrito por ele.

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Cruise, que cantou em uma das apresentações, deixou seu cartão com Badalamenti e quando ele lembrou-se de uma cantora com voz suave, cuja sonoridade lembrasse a de um sonho, ele ligou para ela e pediu sugestões.

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Quando ele ligou, não imaginava utilizar a própria voz de Cruise, já que o que conhecia não se enquadrava no que ele procurava, mas ela o surpreendeu ao cantar com seu vibrato e na maneira suave que desejava. Como disse Badalamenti: ‘It was love at first sound” (foi amor ao primeiro som).

twin peaks folder

Outra música brilhante da trilha é o triste e emocionante ‘Laura Palmer’s theme’ que permeia a série toda vez que se fala em Laura ou se relembra sua morte.

Abaixo, o próprio compositor explica como este tema foi criado, utilizando seu sintetizador, com Lynch explicando toda a ambientação, a floresta escura, a tristeza de Laura, criando assim o ‘mood” da música:

Outra música que se destaca na trilha é a “Audrey’s Dance”, feita para o personagem de Sherilyn Fenn, Audrey, que na cena abaixo escolhe a música em uma jukebox na lancheria que os personagens frequentam:

Mais uma contribuição de Cruise para Twin Peaks é a música “The Nightingale”, música romântica, suave, que embala o romance de alguns personagens:

Cruise fez duas aparições no seriado: no piloto e no segundo episódio, bem como, no filme ‘Fire walk with me” (que descreve o que aconteceu antes da morte de Laura).

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Seu álbum “Floating in the night” teve três músicas aproveitadas na trilha de Twin Peaks e teve uma sobrevida graças à série.

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Outra música sua na trilha é “Into the night”, aqui num vídeo de ‘Industrial Symphony 1: the dream of the brokenhearted” com Cruise cantando pendurada em cabos, sob a direção de Lynch; short film estw também estrelado pelos astros de ‘Wild at heart” (Coração Selvagem) Laura Dern e Nicholas Cage:

A influência jazzística na trilha não é à toa, pois Badalamenti foi criado num ambiente jazzy, pois os amigos de seu irmão faziam sessões no porão de sua casa, incluindo o músico Herbie Mann, daí a influência de xilofone e estalar de dedos em músicas como “Freshly Squeezed”:

 

Quando ele compôs a trilha, ele já o fez pensando em cada personagem e gravando diversas variações instrumentais que foram sendo acrescentadas na série; tanto é que existe uma compilação com músicas intitulada ‘Twin Peaks music: season 2 music and more”.

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A colaboração Lynch-Badalamenti vem dando certo desde ‘Blue Velvet”, pois os dois já colaboraram em vários filmes do diretor como “Wild at heart”, “Lost Highway”, ‘Mullholand drive”, entre outros.

Como define Badalamenti: ele e Lynch têm uma linda parceria, Lynch explica para ele o que deseja, descrevendo tudo visualmente e criando o “mood” de cada cena; e ele, Badalamenti, improvisa em cima.

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A influência da trilha de Twin Peaks foi bem forte, inspirando desde Moby (com a música “Go”), passando por Massive Attack, Anthrax e hoje em dia, pode ser ouvida em algumas músicas de Lana Del Rey.

 

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TODAY’S SOUND: RICHARD AVEDON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Richard Avedon foi outro gênio da fotografia; sejam seus retratos, os editoriais, as capas, tudo é feito com extrema dedicação e brilhantismo, cada foto sua capta um momento único e não é a toa que ele já foi tema de exposições, livros e ensaios que celebram o seu legado.

Richard Avedon, self-portrait, Photographer, Provo, Utah, August

Richard Avedon ou Dick, como era chamado pelos amigos, demonstrou interesse pela fotografia cedo, pois aos doze anos já ingressou no clube de fotografia da Associação de jovens hebreus, em NY, fazendo fotos de sua família, especialmente da irmã Louise.

Louise foi diagnosticada com esquizofrenia e este fato teve grande influência em Avedon, que procurava modelos que lembrassem sua irmã, buscando a beleza no meio da tragédia.

Na Dewitt Clinton high school, ele participou da revista da escola, intitulada Magpie, onde colaborava com James Baldwin (que virou um ótimo escritor).

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Ao ingressar na Columbia University, ele optara por estudar poesia e filosofia, mas acabou abandonando a universidade para se alistar no exército.

Em 1942, ele serviu na Marinha Mercante americana, mas seu trabalho era bater fotos para carteiras de identidade, o que ele fez muitas vezes e concluiu que possuía mesmo aptidão pela fotografia.

Depois de dois anos na Marinha, ele vai trabalhar com Alexey Brodovitch, no laboratório de design da New School for Social Research.

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Graças aos ensinamentos de moda e design de Brodovitch, ele consegui trabalho na Harper’s Bazaar (na qual Brodovitch se tornou o diretor de arte), primeiro como free-lancer e depois como um dos principais fotógrafos da revista sob a chefia de Carmel Snow.

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No início dos anos 50, Avedon também contribuía para importantes revistas americana como Life, Look, Graphis, até receber o convite de se tornar o fotógrafo da Theatre Arts magazine.

As fotos de moda de Avedon para a Bazaar marcaram época, já que o fotógrafo gostava de fotos em movimento, não se conformando com os limites do estúdio; assim ele fotografava nas ruas, em locações das mais diferentes como circos, nightclubs, coisas que não eram feitas na época.

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Seus enquadramentos as fotos das capas eram inovadores, pois cortavam partes do corpo das modelos, além de utilizar ângulos inusitados.

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Algumas das suas modelos favoritas eram Suzy Parker, Dovima, Sunny Harnett, Carmen Dell’Orefice, Dorian Leigh, China Machado, entre outras, com as quais criava toda uma cumplicidade, as modelos se transformavam em atrizes em suas fotos, era como se ele dançasse com as modelos.

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Na Harper’s Bazaar Dick conheceu Diana Vreeland, que via em Dick um comparsa, alguém em quem ela poderia confiar que ele iria trazer modernidade e juventude para a publicação, com fotos de extremo bom gosto e que tornariam a revista especial.

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Esta parceria inspirou os personagens de Fred Astaire, que se baseou em Avedon para compor o fotógrafo do filme, e Kay Thompson, a editora de moda a la Vreeland, no filme “Funny Face”(também estrelado por Audrey Hepburn). Dick colaborou como consultor visual do filme, cuja abertura tem muitas de suas fotos.

Ele fazia questão de realçar a personalidade de seus enfocados, seus retratos com fundo branco são altamente estudados, antes de imprimir uma foto ele fazia um estudo de como ele queria estas impressões em termos de intensidade, como vemos abaixo.

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Avedon define fotografar retratos: “A maneira que alguém que está sendo fotografado se apresenta para a câmera e o efeito da resposta do fotógrafo a esta presença, é o que significa fazer um retrato”.

Além disso, ele era famoso por imprimir cópias enormes de suas fotos. Um de seus melhores portraits é o de Marella Agnelli (a elegante socialite, princesa e esposa de Gianni Agnelli, dono da Fiat):

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Uma de suas fotos de moda mais icônicas é, sem dúvida, “Dovima with elephants” de 1958, onde a modelo parece dançar com os animais, como um balé:

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 Com a chegada dos anos 60, o espírito de mudança no ar contagia Avedon, ele fotografa os participantes desta revolução sejam os movimentos pelos direitos civis, as novas bandas que se destacavam, como os Beatles (são famosos seus retratos psicodélicos para a revista Look), ou a turma da Factory de Andy Warhol (todos na maioria nus).

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Uma nova leva de modelos também surgia como Twiggy, Penelope Tree, Jean Shrimpton (com a qual fez a famosa capa da Bazaar que ‘piscava”), Lauren Hutton, Anjelica Huston, todas clicadas por ele.

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Avedon queria movimento, vitalidade, sensualidade em suas fotos, por isso as modelos, em muitas de suas fotos, estão pulando, se movimentando. Ele dirigia suas modelos, parecia estar dançando com elas.

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Ele tinha inspirações tanto em filmes como “A Paixão de Joana D’Arc” de Carl Dreyer como nas comédias sofisticadas de Ernest Lubitsch, além de Rossellini, De Sica e Antonioni.

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Ele foi dos primeiros fotógrafos de moda a contar uma história, como no editorial que fez para a Bazaar onde satiriza os paparazzis – inspirado pelo affair Taylor-Burton, utilizando a modelo Suzy Parker e o cineasta Mike Nichols.

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Em 1964, ele lança o livro ‘Nothing Personal” com fotos de pessoas comuns ao invés das celebridades que estava acostumado e prefácio de seu amigo Baldwin.

Mas seus anos na Bazaar foram trocados por uma proposta milionária da Vogue, e foi para lá que ele foi em 1966, onde trabalhou novamente ao lado de Mrs. Vreeland. A capa abaixo é uma homenagem dele à editora, com uma modelo fazendo às vezes dela, fumando e posando de um jeito a la Vreeland.

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No início dos anos 70, em busca de assuntos mais consistentes, Avedon vai ao Vietnã fotografar o conflito como correspondente do Departamento de Defesa americano.

Em 1974, ele teve uma séria inflamação no coração, mas mesmo assim ele continuava trabalhando levando até uma cama para seu estúdio.

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As fotos que fez de seu pai, Israel, quando este estava bem velho e quase a morte, foram um grande desafio, pois era alguém que conhecia bem e que nas fotos ele descobriu novas sensações.

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Até que em 1979, ele foi convidado a participar de um projeto cuja proposta era fotografar os mais diferentes tipos do Oeste americano, sejam operários, cowboys, mineiros; este trabalho levou anos para ser finalizado e quando o foi, ele lançou o livro ‘In the American West”, em 1985.

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O lançamento do livro foi acompanhado de várias exposições pelos EUA e é considerado a obra-prima de Richard Avedon.

Nos anos seguintes, Avedon não parou, seja fazendo campanhas publicitárias para clientes como Versace e Christian Dior, dirigindo comerciais para a Calvin Klein (os famosos comerciais com Brooke Shields), Chanel, Jun Ropé (cujo comercial com Lauren Hutton e onde ele faz ele mesmo vemos abaixo), ele foi dos fotógrafos mais bem sucedidos.

Avedon não se contentava em apenas fotografar, ele buscava uma complexidade em seus retratados, um misto de contradição e conectividade; ele mudou o olhar que tivemos da cultura, na beleza e estilo do século XX fotografando desde as estrelas mais famosas como Marilyn, Brigite Bardot, até os mais renomados artistas, escritores, políticos e mais.

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Nos anos 80, Avedon realizou umas de suas fotos mais incríveis: a de Nastassja Kinsky enrolada em uma cobra, um momento único em que a cobra dá uma lambida na orelha de Kinsky e que virou um pôster que vendeu dois milhões de cópias.

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Em 1988, ele deixa a Vogue para se dedicar a seus projetos pessoais.

Nos anos 90, Avedon realiza novas exposições e livros como “Evidence” de 1994 e no qual foi o tema do documentário “Darkness and Light”, onde ele conta muito dos bastidores de suas fotos mais famosas e que pode ser assistido na íntegra, abaixo:

Também merecem atenção suas contribuições com a revista New Yorker (onde foi o primeiro fotografado contratado) e na revista francesa Egoiste, sempre com suas fotos marcantes.

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Ele veio a falecer em 2004, de complicações de uma hemorragia cerebral, aos 81 anos de idade.

Avedon é mais que uma tradição americana, é o responsável por documentar boa parte da história desta nação, sua contribuição é gigantesca, ele será sempre considerado um dos grandes fotógrafos de todos os tempos.

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De longe, melhor burrito veggie de São Paulo @veggiesnapraca !!!

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