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setembro – 2014 – Japa Girl



























































                
       
















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Archive for setembro, 2014

TODAY’S SOUND: HERMES PAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

O coreógrafo de hoje é Hermes Pan que, além de ser parecido com Fred Astaire, teve uma parceria com ele em vários de seus filmes clássicos, além de coreografar inúmeros musicais da era de ouro de Hollywood.

hermes pan1

Pan tem origem gregra, já que o nome Pan é um diminutivo de Panagiotopoulos e seu pai era cônsul e dono de um teatro.

Tudo corria bem, até que o pai dele faleceu e eles ficaram na miséria, pois seu tio não aceitou que a família ficasse com os bens do irmão e queimou tudo, inclusive o dinheiro.

Hermes1928

Pan e sua família se mudaram para uma das regiões mais pobres de NY. Foi nas ruas que ele aprendeu o ‘tap dancing”, o sapateado que os negros faziam com perfeição e que o influenciou a vida inteira.

A primeira aparição de Hermes em um trabalho artístico foi na montagem de “Animal Crackers”, comédia musical dos Irmãos Marx na Broadway em 1928, onde ele fazia parte do coro.

hernes e betty

Depois de um tempo em NY, eles se mudam para Los Angeles para tentar novas oportunidades.

Em 1930, ele conhece Ginger Rogers enquanto participava do coro em “Top Speed”.

hermes e ginger

Seu primeiro encontro com Fred Astaire será nas filmagens do musical “Flying down to Rio’, produção da RKO, de 1933, a primeira parceria entre Astaire & Rogers e na qual ele era assistente do diretor de dança, Dave Gould.

Em uma das sequências de dança do filme, na música “The Carioca”, Astaire tem a ajuda dele em um número de sapateado:

Como fisicamente Pan era parecido com Astaire, ele o dublou várias vezes e formou-se uma parceria que durou muitos e muitos anos.

Dos filmes rodados por Astaire nos anos 30 na RKO, Pan fez a coreografia de todos como “The Gay Divorcée”, “Shall we dance?”,“A Dansel in Distress”, pelo qual recebeu o primeiro Oscar dedicado a um diretor de dança (como era chamado o coreógrafo), em 1937.

Hermes-Pan-und-Fred-Astaire

Uma destas colaborações foi “Top Hat” (1935), que inclui dois dos números mais lindos da história do cinema com Astaire cantando e dançando com Rogers em “Cheek to cheek” de Irving Berlin, no ápice da elegância e leveza:

E Astaire dançando de cartola, fraque e uma bengala, realizando coreografias incríveis, inclusive fazendo que dá tiros com a bengala nos dançarinos vestidos iguais a ele:

Abaixo Pan, Astaire e Rogers falam das dificuldades de se fazer um número de dança perfeito no documentário “The RKO Story”:

Enquanto Pan ensaiava os números com o resto do elenco, Astaire começava a ensaiar com Rogers. Depois, eles refinavam estes números entre eles e Pan os apresentava para Rogers. Finalmente Astaire e Rogers ensaiavam e realizavam estes números. Como o próprio Pan declarou: “Com Fred eu era Ginger e com Ginger eu era Fred”.

hermes with ginger e fred

A dança de Pan é inspirada pelo dia-a-dia, com vitalidade e habilidade de agradar tanto os extras de um filme como os executivos poderosos.

A dança de Astaire parece deslizar em nuvens, os movimentos são precisos, graciosos e elegantes. Em Pan, ele via uma pessoa de confiança e ele, Astaire, declarou: “Pan foi a única pessoa que eu vi que poderia dançar como eu”.

hermes e fred

Hal Borne, o arranjador e pianista dos ensaios de Astaire, disse: “Pan era terrivelmente instrumental em tudo que Astaire fazia. Ele era realmente o alter ego de Astaire. Suas ideias de coreografias era exatamente o que Astaire queria”.

A parceria deles era tão precisa, que ambos telefonavam de madrugada um para o outro quando tinham alguma nova ideia para um número de dança.

hermes e fred 3

 

No documentário abaixo, “Hermes Pan – Dance crazy in Hollywood”, ele conta algumas ideias que teve com Astaire, como no número de dança de ‘Royal Wedding” (de 1951), no qual ele dança com um cabideiro:

Pan também atuou na frente das câmeras, estreando como um clarinestista no filme “Second Chorus” com Astaire. O interessante é que a única dança dos dois juntos no cinema, acabou sendo deletada do filme, mas podemos vê-la abaixo com Pan como um fantasma no número “Me and the ghost upstairs”:

Com a atriz Betty Grable, ele apareceu duas vezes:

HermesPan-BettyGrable

Uma no filme “Footlight Serenade” (de 1942):

E outra no filme “Pin Up” (de 1944), em ambas percebemos sua semelhança física e nos movimentos com Astaire:

Apesar de gay, Pan nunca assumiu sua homossexualidade em Hollywood, inclusive teve romance com atrizes como Rita Hayworth, com a qual ele dançou no filme “My Gal Sal” (de 1942).

Pan coreografou vários musicais da época de ouro do gênero, nos anos 40 e 50 em Hollywood, incluindo “Minha secretária brasileira’ (com Carmem Miranda), “Kiss me Kate” (inclusive com Bob Fosse coreografando o seu próprio número), “A Favorita de Júpiter” (com Esther Williams), “Meus dois carinhos” (com Frank Sinatra), entre outros.

hermes pan e hayworth

Um dos meus favoritos é ‘Meias de Seda”, produção da MGM, uma versão musical de “Ninotchka”, no qual ele coreografa os fantásticos números de dança de Astaire e Cyd Charisse, como este ao som de “All of You’ de Cole Porter:

Pan coreografou também musicais e superproduções dos anos 60 e 70, como “Cleópatra” (com Elizabeth Taylor), ‘A Pantera Cor de Rosa” (que não lhe foi creditado), “My Fair Lady’ (com Audrey Hepburn) e até o fracasso “Horizonte Perdido” (com músicas de Burt Bacharach).

hermes atual

Com Astaire, ele trabalhou quase até o fim de sua vida, vencendo um Emmy em 1958 pelo especial de TV, ‘An Evening with Fred Astaire”.

hermes pan ensaiando

Ele também coreografou um dos últimos filmes de Astaire no cinema: “O Caminho do Arco-Íris”, no qual se desentendeu com o então quase estreante diretor do filme, um tal de Francis Ford Coppola.

Pan faleceu em 1990, aos 80 anos, depois de uma vida dedicada ao entretenimento e para fazer da dança a arte reconhecida que é hoje, seja nos revivals de musicais como nos espetáculos da Broadway.

hermes pan livro

No livro ‘Hermes Pan, the man Who danced with Fred Astaire”, lançado em 2012, podemos conhecer melhor a personalidade do homem cuja parceria com Astaire é considerada uma das mais importantes da dança no século XX.

 

 

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TODAY’S SOUND: BOB FOSSE POR ARTHUR MENDES ROCHA

E hoje, começando nossos posts sobre coreógrafos americanos, falaremos de um dos maiores de todos os tempos: Bob Fosse, que também era um excelente diretor, roteirista e dançarino.

bob fosse bio

Desde cedo, Fosse demonstrou interesse pela dança, participando com seu colega, Charles Grass, do Riff Brothers, que percorreu vários teatros de sua cidade natal, Chicago.

Porém, Fosse foi chamado para o serviço militar e acabou sim é entretendo as tropas militares e navais com um show de variedades chamado “Tough Situation”.

bob fosse 1

Fosse sonhava mais alto e resolve mudar-se para NY, e lá uma de suas primeiras danças é com sua futura esposa, Mary Ann Niles, no espetáculo “Call me mister”.

Ele chama a atenção de Dean Martin e Jerry Lewis, que os convidam para participar da Colgate Comedy Hour e outros programas de TV do início dos anos 50.

bob dancing

Fosse consegue um contrato com a MGM em 1953 e faz algumas pequenas participações em musicais do estúdio como em “Give girl a break” ,”The affairs of Dobbie Gillis”, ambos com Debbie Reynolds, e finalmente “Kiss me Kate”.

Ao fazer uma das danças, o coreógrafo do filme, Hermes Pan, o pergunta por que ele não faz a sua própria coreografia. Ele o faz nesta pequena, mas marcante sequência, onde já podemos perceber o seu talento e como ele imprime modernidade na cena.

Esta sequência faz com que ele seja notado por produtores da Broadway, estreando seu primeiro musical na Broadway em 1953, “The Pajama Game”. Logo e seguida ele faz “Damn Yankees”, onde conhece Gwen Verdon. Ela vence o prêmio Tony por sua performance.

Ele e Verdon acabam se apaixonando e casam em 1960. Mas antes, os dois participam juntos da versão para o cinema de “Damn Yankees”, que ele mesmo coreografa, como vemos na sequência abaixo:

Ele também coreografa a versão para o cinema de “Pajama Game”, com Doris Day. Seu estilo pode ser sentido no número “Steam Heat”.

Fosse gostava de utilizar em suas coreografias pernas dobradas, chapéus e luvas (dizem que por causa de sua calvície e que não gostava de suas mãos), saltos para o lado, além de movimentos jazzy. Seu estilo é inconfundível e fez do jazz um estilo copiado por outros bailarinos e coreógrafos.

bob fosse

Em 1960, ele assume a posição de diretor e coreógrafo no musical “Redhead”, que lhe dá seu primeiro Tony pela coreografia, inovando na mistura de estilos musicais envolvidos em suas danças e na utilização da luz para realçar a presença de determinado dançarino em cena.

Em 1966, ele dirige e coreografa “Sweet Charity”, musical inspirado por “Noites de Cabíria” de Fellini, tendo no papel principal sua musa Gwen Verdon.

bob sweet

Porém, quando a peça vira filme, os produtores optam pelo nome de Shirley MacLaine no papel principal e a direção e coreografia ficam com Fosse.

bob and shirley

O filme é lançado em 1969 e dois números chamam a atenção: “Big Spender” e “Rich Man’s Frug”, ambos com belíssimas coreografias de Fosse:

Apesar de toda a superprodução o filme não atinge o sucesso esperado.

O próximo projeto dele é participar do filme “Cabaret”, peça da Broadway que iria virar filme e o qual ele convence os produtores de dirigi-lo.

bob cabaret

A experiência de Fosse na direção de números musicais foi fundamental para que ele dirigisse “Cabaret”. Nos papéis centrais foram escolhidos Liza Minelli e Joel Grey, ambos em início de carreira e o filme foi lançado em 1972, com grande sucesso.

bob cabaret 2

Entre os números de destaque estavam “Mein Herr” (com a famosa sequência de Liza dançando na cadeira) e “Money” (com Liza e Joel dando um show):

O filme acabou conquistando oito Oscars, incluindo melhor diretor, atriz e ator coadjuvante.

Agora sim, a fama de Fosse estava feita em Hollywood e lá ele podia fazer o que bem entendesse.

Kelly Fosse

Em 1973, ele dirige, no teatro, o musical “Pippin”, que tinha no elenco Ben Vereen, o excelente dançarino que irá participar de vários trabalhos com Fosse.

Logo após, Liza Minelli o convida para dirigir e coreografar o seu especial de música e dança para a TV americana, ‘Liza with a Z”, com destaque para a divina coreografia de “Bye Bye Blackbird”:

Fosse consegue um feito inédito no mesmo ano de 1973: ganhar o Tony (por ‘Pippin”), o Emmy (por “Liza with a Z”) e o Oscar (por “Cabaret”).

Bob Fosse Cabaret Liza Minnelli

Em 1974, ele participa da versão para o cinema do clássico da literatura infanto-juvenil, “O Pequeno Príncipe”. Sua participação é pequena, mas a coreografia que executa no filme, dizem, foi influência direta em Michael Jackson, como podemos ver neste vídeo que compara os movimentos dos dois, vejam e comparem:

Se Michael o copiou ou não, o que importa é que a dança de Fosse influenciou não só a ele, mas a muitos dançarinos.

No mesmo ano ele também dirige ‘Lenny”, com Dustin Hoffman e Valerie Perrine (melhor atriz em Cannes), baseado na vida do comediante Lenny Bruce, outro filme brilhante para seu currículo (desta vez sem música e dança).

bob lenny

Os excessos na vida de Fosse como o ritmo acelerado e seu hábito de fumar constantemente, cobram o seu preço e ele é internado com a saúde abalada.

Em 1975, ele estreia o musical ‘Chicago”, que durante os anos se provará um dos musicais mais admirados de sua carreira e de maior duração na Broadway.

bob fosse 3

Seu próximo trabalho no cinema é influenciado por esta passagem no hospital, “All that Jazz’, filme autobiográfico, lançado em 1979.

bob directing all

No papel dele estava Roy Scheider (no filme Joe Gideon), além de Gwen Verdon e também Ann Reiking, ambas suas musas e que no filme vivem respectivamente sua ex-mulher e a nova namorada.

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‘All that Jazz” já começa com uma brilhante sequência de uma audição para escolher bailarinos para um espetáculo, ao som de ‘On Broadway” de George Benson:

No filme estavam também Ben Vereen e Jessica Lange (que foi sua namorada), no papel da morte e a película conquista a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1980.

bob e jessica

Outra cena marcante é a do balé sensual em ‘Take off with us”:

A cena final com o balé no hospital, a presença de todas as pessoas importantes de sua vida, ao som de “Bye Bye life” é nada menos do que espetacular:

Em seguida, ele dirige o filme “Star 80” em 1983 e depois de mais alguns projetos para o teatro, ele vem a falecer de um ataque do coração em 1987.

O musical “Chicago” tem um revival na Broadway em 1996, com Reiking como coreógrafa e realizando suas coreografias bem ao estilo de Fosse.

bob ann e gwen

Em ‘Fosse”, com excertos de vários de seus musicais, este prova ser mais um sucesso, ganhando o Tony em 1999.

“Chicago” tem sua versão cinematográfica estreando em 2002 e vence vários Oscars (incluindo melhor filme) e está até hoje em cartaz na Broadway.

bob fosse coreography

“Cabaret” também teve vários revivals no teatro e até hoje está em cartaz, desta vez numa versão com Michelle Williams no papel de Sally Bowles.

bob fosse 4

O legado de Fosse para a dança, para o cinema e teatro é inegável, sua influência será sentida pelas muitas gerações de coreógrafos, artistas e dançarinos que se aventurarem a ter a dança como razão de viver.

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TODAY’S SOUND: GRACE JONES POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a diva de hoje é a linda, moderna e exótica Miss Grace Jones, que além de musa disco, também é modelo, atriz, produtora e compositora.

grace 1

Grace Jones nasceu na Jamaica, em 1948, seu pai era político e bastante religioso. Quando seus pais foram trabalhar em NY, ela acaba se mudando para lá aos treze anos.

grace by andy

A família dela era toda ligada em religião, especialmente da Igreja Pentecostal. Sua relação com o pai sempre foi difícil, pois sua igreja não aceita que alguém cante, se não for para glorificar Deus. Logo, ele não pôde ser bispo por ter seu nome associado ao de Grace.

grace jovem

Em NY, ela cursa a universidade, dedicando-se ao espanhol, até que se muda para Filadélfia, ao receber a proposta de um professor de teatro para montar uma peça com ele.

Ela retorna para a big apple aos 18 anos e imediatamente é aceita na conceituada agência de modelos Wilhelmina, chamando atenção pelo seu tipo exótico, sua pele escura, sua altura, sua boca carnuda e um corpo escultural.

grace 70's

Grace se muda para Paris em 1970 e lá vira a sensação da moda, desfilando para estilistas como Yves Saint Laurent, Kenzo, Claude Montana, que utilizavam modelos no estilo dela.

Grace também trabalha com os fotógrafos hypes da época como Guy Bourdin, Helmut Newton, Hans Feurer, além de virar uma das musas do ilustrador Antonio Lopez.

grace by antonio

Durante este período, Grace mora com duas outras modelos que viriam a se tornar famosas: Jerry Halll e Jessica Lange. Nesta época ela afirmava que as três não dormiam nunca (aí vocês podem imaginar a jogação que não era).

Ela vivia todos os excessos da época, saindo todas as noites em clubs como o Sept, também frequentado por Karl Lagerfeld e Giorgio Armani.

grace jungle

As revistas de moda e as masculinas, como Playboy e Lui, a disputavam para tê-la em suas capas e editoriais. Ela não tinha pudores em sair nua, em se vestir do jeito que bem entendesse e de chocar a quem fosse.

Grace Jones by Francis Ing for Playboy Italia 1978

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Nesta época, Grace ainda não pensava na carreira de cantora. Isto só veio a acontecer em 1976, quando ela assina com a gravadora Island Records.

Ela entra para o estúdio, sob a produção de Tom Moulton, o icônico produtor de disco music que criou o conceito do 12¨ (o doze polegadas) e do remix.

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Seu primeiro disco é lançado em 1977, “Portfolio”, um estouro no ápice da disco e que rendeu hits como “I need a man”, o primeiro club hit de Grace.

Outro destaque do álbum era a versão disco de “La Vie em Rose”, de Edith Piaf:

A capa do disco era outro atrativo, com desenhos lindos dela feitas pelo designer Richard Bernstein (que desenhava as capas da revista Interview).

Grace-Jones-Portfolio

A voz de Grace é a de contralto, com aqueles vocais onde ela fala e depois ataca de soprano, fazendo dela uma figura especial no mundo da música.

grace interview

O segundo disco, “Fame”, foi gravado com rapidez para aproveitar o sucesso do primeiro, sendo lançado em 1978. O primeiro single foi “Do or Die”, outro hit da era disco, aqui numa apresentação do programa Soul Train.

Grace agora era uma disco diva, circulando e se apresentando em lugares como o Studio 54 e também em várias boates gays, virando uma celebridade e amiga de Andy Warhol, entre outros.

grace at studio

 

Mas sua vida iria mudar ao conhecer Jean Paul Goude, foi ele o grande responsável pelo visual de Grace, ele trabalhou sua imagem para ela virar o mito que virou.

Goude, um designer gráfico, ilustrador e fotógrafo, dirigia os vídeos dela, além de coreografar seus shows, fazer as capas de seus discos, Grace era uma obsessão para ele.

grace by goude

Goude e Grace viveram um relacionamento amoroso intenso, que terminou ao Grace dar à luz ao filho deles, Paulo. Mesmo assim, continuam amigos até hoje.

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Com o declínio da disco, Grace resolve fazer álbuns com o ritmo mais reggae, o som de sua terra natal, a Jamaica, e por isso se une ao Compass Point All-Star. A banda se reunia em torno do Compass Point Studios (que pertencia a Chris Blackwell da Island) e cujas principais figuras eram Sly & Robbie. Eles eram a nova tendência para dar ao reggae um som mais contemporâneo, utilizando sintetizadores.

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O próximo disco dela é “Warm Leatherette”, de 1981, a começar pela faixa título, o álbum é contagiado por este reggae mais moderno e pela new wave (que agora era o ritmo do momento).

O álbum incluía regravações como “Private Life” (de autoria de Chrissie Hynde dos Pretenders) e “Love is the Drug” (regravação de Roxy Music).

A capa original era de Jean Paul Goude, mas acabou sendo substituída em outras versões por uma foto de um show dela. Este foi o disco com o qual ela estourou na Inglaterra.

grace original cover warm

O estilo de Grace era cada vez mais andrógino, e ela continuava a ousar no seus looks, muito antes de Lady Gaga, ela aparecia com modelos extravagantes e vestindo estilistas que ela amava como seu amigo Azzedine Alaia.

grace and azzedine

 Já no disco seguinte de Grace, “Nightclubbing”, acaba sendo um dos maiores sucessos dela, a começar pela capa onde está vestida de homem, em um terno Armani e com o cigarro na boca, cabelo curtíssimo, tudo idealizado por Goude.

Grace-Jonesnightclubbing

O disco mistura reggae, R&B, new wave, pop e foi seu disco mais bem colocado na parada americana.

Entre os hits estava “Pull up to the bumper”:

Outra música que fez sucesso foi “I’ve seen that face before (Libertango)”, que voltou com tudo quando foi incluída na trilha do filme “Frantic” (de Polanski).

Recentemente o disco ganhou uma nova versão com faixas bônus, sobras de estúdio e novos remixes.

Seu disco seguinte é lançado em 1982 e o último da chamada “Compass Point trilogy”, com o hit reggae “My Jamaican Guy”. Aqui ela canta na Jamaica, acompanhada de Sly & Robbie e Coati Mundi (do Kid Creole & the Coconnuts):

A incrível capa é mais uma vez feita por Goude e mostra Grace com o rosto todo anguloso, meio quadrado, com um esparadrapo na sobrancelha e o cabelo bem geométrico.

grace jones private life

O seu próximo passo foi a performance “One Man Show”, com direção de Goude é um dos shows mais absurdos já filmados, com várias sacadas maravilhosas incluindo ela vestida de gorila, um exército de Grace Jones invadindo o palco, ou trajando um vestido gigante de bolas coloridas enquanto canta “Living my life”:

O show foi lançado como um short-film e disputadíssimo quando saiu em VHS (só existia na versão importada), é um espetáculo de art-pop, com luz, cenários, coreografias e figurinos que merece ser visto.

Em 1984, ela é convidada para fazer seu primeiro filme em Hollywood, “Conan, o Destruídor”, ao lado de Arnold Schwarzenegger, no papel da guerreira Zula.

grace e arnold

Logo em seguida, ela faz mais um papel no cinema, desta vez no filme de James Bond, “A view to a kill”, no papel de uma vilã que seduz o agente secreto.

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Grace era uma celebridade badalada, saindo na Playboy ao lado de seu namorado na época, o ator Dolph Lundgren. Era lindo ver um casal assim, os dois juntos causavam frenesi nos paparazzi por onde passavam.

grace e dolph

Seu último disco pela Island foi “Slave to the rhythm”, com um conceito diferente, o álbum consistia em uma faixa única, com várias versões e produção de Trevor Horn.

Grace slave

O clipe inclui cenas de vários vídeos dela e foi sucesso nas pistas de dança:

Logo em seguida, Goude cria a fantástica capa da coletânea de sucessos, “Island Life’, com uma Grace toda montada por colagens e que se tornou referência pop.

grace by goude island

grace island life

Em 1986, além de lançar um novo trabalho, “Inside Life” (com produção dela e de Nile Rodgers), com um de seus últimos hits, “I’m not perfect (but I’m perfect for you)”.

Ela também faz seu papel de mais destaque no filme “Vamp”, onde ela é a vampira do título, personagem que combinava bem com seu visual e tem o seu corpo pintado por nada mais nada menos que Keith Harring.

grace e keith

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Neste meio tempo, ela participou de novos filmes (“Boomerang” e “Siesta”), bem como convidada especial em discos de outros artistas, além de lançar coletâneas com seus sucessos.

Seus próximos discos só seriam lançados em 1989 (“Bulletproof”) e depois sua volta à música seria somente em 2008, com o álbum “Hurricane”.

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Ela foi encorajada a voltar através do amigo Phillip Treacy, cantando em boa forma e fazendo shows lotados em diversas capitais e em festivais, como na música “Williams Blood”:

Ela também posa para um editorial da revista V, em colaboração com seu antigo parceiro, Jean Paul Goude.

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Em 2011, foi lançado um disco de dubs de “Hurricane” e no ano seguinte, ela participa do Baile da Amfar no Brasil, bem como do Jubileu de diamante da Rainha Elizabeth, numa ótima apresentação onde cantava todo o tempo usando um bambolê.

Jamaican singer Grace Jones performs during the Diamond Jubilee concert at Buckingham Palace in London

Grace está preparando um novo disco e também um livro de memórias onde deve contar muitas fofocas de bastidores e não deve poupar ninguém, bem no seu estilo direto e verdadeiro e que deve ter histórias imperdíveis, aguardemos…

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TODAY’ SOUND: CHRISSIE HYNDE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Chrissie Hynde, além de ser conhecida como a vocalista dos Pretenders, é uma das primeiras mulheres a liderarem uma banda pós punk, compondo e tocando guitarra, mantendo-se na ativa até hoje.

chrissie 1a

Chrissie é americana, no colegial tinha dificuldades em se interessar por algo, já que ela sonhava mais alto, era diferente das garotas que frequentavam sua escola.

Ela queria algo mais, enquanto as garotas se interessavam pelos colegas, ela sonhava com astros do rock como Brian Jones e Iggy Pop e ao longo de sua carreira, irá se envolver com roqueiros de destaque.

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Chrissie se interessou pela cena hippie, por adotar uma postura vegetariana, de se identificar com os ideais da contracultura.

Ao ingressar na escola de arte de Kent, ela participa de sua primeira banda: a Sat.Sun.Mat, que incluía o futuro integrante do Devo, Mark Motherbaugh.

Logo ela se muda para Londres, pois sabia que era lá que a cena musical era realmente forte e, ela queria fazer parte do satff do NME (New Musical Express, o semanário inglês de música).

chrissie & guitar

Inclusive ela chegou a trabalhar lá, mas durante um curto período.

O grande sonho de Chrissie era fazer parte de uma banda, algo que ela tentou com todas as forças neste começo difícil, enquanto via seus amigos e conhecidos se darem bem e ela não.

Ela participa de várias bandas: The Frenchies, Masters of the Backside (que viria a se tornar o The Damned), Johnny Moped, Moors Murderers (banda que Steve Strange participava), mas nenhuma delas aconteceu musicalmente.

chrissie e nick

Chrissie chegou a trabalhar na loja SEX, de Malcom McLaren e Vivienne Westwood, onde conheceu Sid Vicious, Johnny Rotten, ficou amiga de Mick Jones (Clash), enfim, ela viveu bem esta cena quando o punk iniciava em Londres.

chrissie na sex

Inclusive, ela chegou a participar de uma provável banda com Jones, mas acabou não indo adiante.

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Finalmente em 1978, Chrissie forma sua banda com Pete Farndon (baixo, vocais), James Honeyman-Scott (guitarra, vocais, teclados) e Martin Chambers (bateria, vocais, percussão), a qual eles denominam de The Pretenders (nome inspirado pela canção “The great pretender” do The Platters).

The Pretenders performing at the Nashville Rooms, London on March 9 1979

Chrissie entrega uma demo para seu amigo Nick Lowe (veterano músico e produtor inglês) que produz o single “Stop your sobbing”, que é lançada em 1979 e atinge o top 30 da parada inglesa.

Em 1980, eles lançam seu primeiro disco, “Pretenders”, que já atinge o primeiro lugar da parada inglesa e o top 10 da Billboard, com sua mistura de rock, punk, new wave e pop, fora os vocais certeiros de Chrissie.

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O primeiro single é “Brass in the pocket”, que virou um clássico da banda:

Depois do álbum, a banda lança dois singles separados na Inglaterra e em EP nos EUA, “Talk of the town” e “Message of love” (no vídeo abaixo se apresentando no Saturday Night Live), ambos bem recebidos por público e crítica.

A banda lança seu segundo álbum “Pretenders II”, que não teve a mesma recepção do primeiro, já que a crítica afirmava que a banda havia lançado as duas melhores canções antes e isto havia prejudicado o disco.

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Os Pretenders enfrentavam também um sério problema com drogas, com casos de dependência de heroína e cocaína. Pete Farndon foi demitido da mesma e James Honeyman-Scott, vitimado por ataque cardíaco em 1982. A morte de James, o guitarrista responsável pelo “Pretenders sound”, foi um duro golpe para Christie.

Ela declarou: “Uma das coisas que, ironicamente, mantiveram a banda viva foi a morte de James. Eu senti que não poderia deixar a música morrer quando ele se foi. Nós trabalhamos muito duro para chegar onde estávamos…Eu tinha que terminar o que tínhamos começado”.

chrissie e pretenders

Logo em seguida, em 1983, Farndon tem uma overdose de heroína e vem a falecer.

Assim, a banda sofre um grande hiato, até arrumar o seu novo line-up, já que Martin Chambers também larga a banda em meados dos 80.

Enquanto isso, na vida pessoal de Chrissie, ela estava casada com Ray Davies do Kinks, com a qual teve uma filha. Ela também regravou algumas canções do Kinks em discos dos Pretenders.

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Mas uma coisa não dá para negar: ela teve a persistência, a garra de manter o nome dos Pretenders, enfrentando problemas na formação da banda, na condução da carreira, mas ela nunca desistiu dos Pretenders.

Chrissie tem um estilo todo especial: seu corte de cabelo já virou ícone, ao estilo mullet, ainda é copiado até hoje. Seu modo de vestir é andrógino, com muita calça, couro, paletós, coletes, gravatas, tudo isto com apenas os olhos sempre maquiados com lápis preto.

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Em 1984, o Pretenders lança um de seus álbuns mais conhecidos, ‘Learning to Crawl’, com dois novos integrantes, além de outros músicos de estúdio, tudo para preencher as baixas que a banda sofreu.

chrissie learning

 

O álbum foi o disco que os tornou populares em outros lugares do planeta (como o Brasil), principalmente pelos hits “Middle of the Road” e “Back on the chain gang”, sucessos nas pistas new wave da época:

Em 1985, Chrissie tem um mega hit fora dos Pretenders, em sua colaboração com o UB 40 na música “I got you babe” (regravação do sucesso de Sonny & Cher):

O próximo disco dos Pretenders é lançado em 1986, ‘Get Close”, trabalho que ainda enfrenta problemas no line-up da banda, inclusive prejudicando a turnê da banda no mesmo ano.

Mesmo assim, o single “Don’t get me wrong” conquista as paradas:

O próximo disco dos Pretenders só é lançado em 1990, enquanto isto, ela já estava de novo marido, Jim Kerr (do Simple Minds) e fazendo participações em discos de outros artistas.

Nos anos 90, o Pretenders já não tem mais os mesmos hits dos anos 80, mas consegue lançar mais três álbuns na década.

Um dos poucos hits desta época foi em 1994 com a balada ‘I’ll stand by you”:

Ela se separa de Kerr e casa-se novamente em 1997 com o artista Lucho Brieva (do qual se separou em 2002).

Nos anos 00, Chrissie já tem outras atividades como ser dona de um restaurante vegetariano (que fechou em 2011) e dedica-se a causas humanitárias, além de constantes viagens para a Índia, por motivos religiosos.

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Um fato interessante em sua jornada foi um breve período que ela morou em São Paulo, em 2004, havendo comprado um apartamento no Copan, além de fazer show (que pude prestigiar e conhecê-la nos bastidores).

Mas Chrissie nunca deixou de ter o respeito e admiração de seus colegas músicos, tendo entrado com o Pretenders, para o Rock n’ Roll Hall of Fame, em 2005.

O último disco dos Pretenders, até agora, foi lançado em 2008 e sua última aparição em shows foi em 2011.

Neste meio tempo, ela formou outra banda em 2010 com seu novo companheiro, J. P. Jones, a J.P, Chrissie and the Fairground Boys, tendo saído em turnê com eles.

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Este ano, ela lançou seu primeiro disco solo, “Stockholm”, que conta com a participação de Neil Young e até do tenista John McEnroe.

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Uma das canções é “Dark sunglases”, com a qual se apresentou recentemente no programa Later…with Jools Holland:

O álbum está sendo bem recebido e já alcançou o top 30 nos EUA e Inglaterra.

No momento, ela está participando do Itunes Festival que está acontecendo em algumas capitais do mundo.

Chrissie Hynde at the Ivor Novello awards in London last week.

A música estará para sempre na vida de Chrissie, seja com ou sem os Pretenders, ou em seus outros projetos, ela é uma grande artista, cantando, tocando e compondo com brilhantismo.

 

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TODAY’S SOUND: NINA HAGEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nina Hagen, a garota de Berlim, é a nossa diva de hoje; desbocada, polêmica, Nina arrebentou nos anos 80, arrasando em suas performances no palco e cantando como uma soprano punk.

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Nina nasceu na Alemanha Oriental, seus pais eram ligados às artes, sua mãe era uma conhecida atriz, Eva Marie, e seu pai escritor, mas eles se separam logo, quando ela tinha dois anos.

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Sua mãe casa novamente, desta vez com o poeta e escritor (e também dissidente político), Wolf Biermann, que acaba tendo grande influência política em sua enteada.

nina filme

Aos 17 anos, Nina é reprovada em um exame para a Escola de Atores na Alemanha Oriental, mas isto não a impede de fazer alguns filmes por lá.

Assim, ela se muda para a Polônia e lá é que participa pela primeira vez de uma banda.

Na volta para a Alemanha, ela estuda música e monta sua própria banda, a Automobil.

nina pb

Um dos primeiros hits de sua carreira foi ‘Den Hast den Farbfilm Vergessen” (You forgot the color film), sucesso na Alemanha oriental em 1974 e que tornou seu nome bem conhecido, cm apenas 18 anos:

Ela faz vários shows pelo país, mas fica esgotada. Ela para durante um tempo para retornar com outra banda, a Fritzens Dampferband, com a qual também se apresenta em países do leste europeu.

nina color

Em 1976, seu padrasto é expulso da Alemanha Oriental, pois havia participado de um show em Colônia, e Nina o acompanha e é muito bem recebida na Alemanha Ocidental.

nina red hair

Logo em seguida, ela viaja para Londres e lá tem contato com algumas bandas punks e se identifica com o gênero, adotando uma postura mais rebelde e a maneira de cantar mais enfrentativa.

Nina faz uma mistura interessante com música alemã, punk rock e até mesmo influências de música clássica, pois sua voz tem o alcance de uma soprano.

Nina Hagen

 De volta á Berlim Ocidental, Nina conhece os integrantes de sua futura banda: a Nina Hagen Band com os quais viria a gravar seu primeiro álbum, simplesmente intitulado Nina Hagen Band e lançado em 1978. Uma das canções do álbum era “TV Glozer” (regravação de uma música do The Tubes).

O segundo disco, “Unbehagan”, foi lançado em 1979, e o single “African Reggae” teve ótima execução nas rádios alternativas:

No mesmo ano, ela participa do filme “Cha Cha” onde conhece Lene Lovich, outra diva alemã, com a qual ela colaborou em várias ocasiões.

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Numa de suas entrevistas na TV, Nina causa escândalo na TV austríaca, ao explicar o que as mulheres deveriam fazer para atingir o orgasmo, como vemos no vídeo abaixo:

Logo em seguida, Nina termina com sua banda e resolve seguir carreira solo, mudando-se para NY. Em 1982, ela lança o disco “NunSexMonkRock”, totalmente gravado em inglês e que é muito bem recebido pela crítica, sendo considerado um dos grandes discos punks dos anos 80 e tendo uma mistura de ritmos que incluíam reggae, funk e ópera.

nina nunsex

Um dos destaques era a canção anti-heroína ‘Smack Jack”, com o vídeo onde ela faz vários papéis, incluindo o de um homem:

No disco, ela até faz uma homenagem à sua recém-nascida filha, “Cosma Shiva” e suas apresentações vão sendo dominadas por temas como UFOs, misticismo, política, defesa dos animais, entre outros.

nina punk

Mas é com seu disco seguinte, “Angstlos” (Fearless em inglês) que ela terá o maior hit de sua carreira, “New York, New York”, música que vira febre em todo o mundo quando lançada em single, em 1983:

O disco teve produção de Keith Forsey e Giorgio Moroder e mostra uma Nina bem de músicos e sintetizadores, com músicas mais pops e dançantes.

nina fearless

No disco havia um cover de ma de suas musas, Zarah Leander, na música “Zarah”

Em 1985, Nina lança um novo disco, “In Ekstase” com a regravação de “My Way” de Frank Sinatra, com seus vocais debochados e energéticos:

nina in ekstase

No mesmo ano, ela se apresenta no primeiro Rock in Rio e causa com sua apresentação vigorosa, conquistando o público brasileiro com suas brincadeiras e caretas.

nina rock in rio

Eu consegui vê-la duas vezes, das vezes que esteve aqui, e o show era impressionante, ela tem uma presença fantástica de palco e canta divinamente.

Seu caso de amor com o Brasil gera até uma participação no disco do Tokyo, a banda de Supla na época, na música “Garota de Berlim”, gravado em 1986:

Nina era a própria camaleoa, mudando de visual a cada apresentação e a cada disco, trocando de perucas, de make-up, usando e abusando dos mais diferentes looks.

nina vogue

nina cabelo verde

Em 1986, ela também lança uma canção, com sua amiga Lovich, em defesa dos animais, “Don’t kill the animals”:

Nos anos 90, Nina faz participações em diferentes discos, continua a gravar álbuns, viajar em turnês, ir muito à Indía, além de ajudar doentes terminais; ela é uma artista engajada e luta por causas humanitárias.

nina berrando

Ela participa de um documentário sobre sua pessoa: “Punk + Glory”, dirigido por seu amigo Peter Sempel (que dirigiu “Dandy”, do qual ela havia participado) e incluindo figuras como Udo Kier, Win Wenders, Lemmy, entre outros.

Ela também participa de peças de teatro, entre elas a “The Threepenny Opera” de Kurt Weill e Bertold Brecht.

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Nos anos 2000, Nina não tem nenhum grande hit, mas continua na ativa. Ela lança em 2003 a biografia “That’s why the lady is a punk”, com fotos inéditas, cartas e documentos nunca antes publicados.

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Em 2011 ela lança seu último disco, “Volksbeat”, o 15º de sua carreira, com músicas que falam de Deus, direitos civis e canções anti-establishment.

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Nina nunca perde a sua atitude punk, ela continua enfrentando a sociedade aos , falando abertamente sobre os seus pensamentos e posicionamento político e fazendo com que sua voz seja escutada, não importa como.

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#Orquídea #Dendrobium

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