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abril – 2015 – Japa Girl












































































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Archive for abril, 2015

TODAY’S SOUND: CAN’T STAND LOSING YOU: SURVIVING THE POLICE – DOC SOBRE A BANDA THE POLICE

Andy Summers, o guitarrista do The Police, acaba de lançar um novo doc sobre suas experiências com a banda: “Can’t stand losing you: surviving the Police” (Não aguento perder você: sobrevivendo ao The Police).

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O filme é baseado no livro de memórias do guitarrista, “One train later”, utilizando imagens inéditas, desde seu início como guitarrista free-lancer do The Animals, passando pela formação do The Police, junto com Stewart Copeland (baterista) e Sting (vocalista e baixista), o final da banda até a turnê que voltou a reuni-los.

Andy sempre foi o peace-maker (o que faz a paz) do grupo, já que havia sempre uma tensão entre Copeland e Sting, briga de egos e tudo mais.

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O Police foi uma das bandas de maior sucesso no início dos anos 80, quando estouraram no mundo inteiro, com discos e singles vendendo adoidado, além de shows disputadíssimos.

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Tudo começou em Londres, no ano de 1977, sob influência do punk rock que dominava a Inglaterra, quando Copeland (que tocava na banda de rock progressivo Curved Air) conheceu Sting (então na banda de jazz/rock fusion Last Exit). A eles se uniu o guitarrista Henry Padovani e logo em seguida, Andy Summers (já com mais experiência no The Animals).

The Police

Portanto, o Police chegou a ser um quarteto, mas somente nas primeiras apresentações. Eles acabaram se reunindo nos shows de 2007/2008.

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Padovani logo foi desligado da banda, que se lançou como trio, algo inusitado na época, mas que acabou se tornando um dos elementos que diferenciavam o The Police de outras bandas.

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No começo, eles eram desprezados pelos punks, que não os consideravam autênticos. Só que, na verdade, a banda misturava de ritmos como reggae, jazz, rock progressivo, pop, new-wave,entre outras influências, mas nunca chegou a ser uma banda de punk-rock.

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Uma das curiosidades que o doc nos mostra é que os três integrantes descoloriram seus cabelos para um comercial do chiclete Wrigley’s, pois estavam quebrados e quando surgiu o convite do diretor Tony Scott (de “Top Gun’ e “The Hunger”) não tiveram como recusar e isto virou uma de suas marcas registradas.

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Eles começam a ser notados com pequenos shows e demos, até lançarem o single de “Roxanne”. Esta canção foi notada por Summers, que a ouviu pela primeira vez quando Sting dedilhava a canção enquanto tentava fazer sua filha (de Summers) dormir.

O primeiro álbum “Outlandos d’amour” é lançado graças à ajuda do irmão de Stewart, Miles Copeland III, que vira manager da banda (e mais tarde fundará a IRS Records).

People The Police

Outro single do álbum faz sucesso, ‘Cant’ stand losing  you”, lançado no cultuado programa inglês The Old Grey Whistle Test, numa de suas primeiras apresentações na TV. No doc ficamos sabendo que um spray de laquê explodiu no rosto dele e por isto ele usa um óculos grande para disfarçar.

A BBC ameaça banir o single devido à capa onde Stewart aparece enforcado.

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O segundo álbum, ‘Regatta de Blanc’, chega ao topo da parada inglesa, especialmente pelos singles “Message in a bottle” e ‘Walking on the moon”:

Nos anos seguintes, eles lançam mais álbuns como “Zenyatta Mondatta” (1980), saem em turnê mundial, e em 1981, é lançado “Ghost in the Machine”, que gera os hits “Every little thing she does is magic” e “Spirits in the material world”, ambas atingindo o top 10:

Neste período, Sting vai se tornando o grande destaque da banda, fazendo cinema como os filmes “Quadrophenia’, “Brimstone & Treacle” até estrear em “Dune”, de David Lynch, e também em ‘The bride of Frankstein”,  se tornando um mega astro multimídia.

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Enquanto isso, Copeland fazia a trilha de “Rumble Fish”, de Francis Ford Coppola, porém as tensões entre ele e Sting iam se deteriorando, com Sting tendo o maior destaque na banda, seja na mídia ou em termos financeiros.

A luta de egos ia crescendo dia a dia, ainda mais que Sting era quem compunha a maioria das músicas.

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Summers, por sua vez, gravava com artistas como Robert Fripp (do King Crimson).

O grande ano do Police foi 1983, quando lançaram “Synchronicity’, que coloca a banda no topo do mundo, lotando estádios, deixando fãs enlouquecidos; eles eram a banda mais famosa de todas.

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O disco origina quatro singles de sucesso, entre eles, ‘Every breath you take’, com clipe dirigido pelos queridinhos da época, Godley & Creme, além de vencer vários prêmios como a canção do ano, inclusive o Grammy (derrotando “Billie Jean’ de Michael Jackson).

O fim da turnê de Synchronicity coincidiu com a decisão de Sting em gravar solo e com os outros membros se dedicando a seus projetos pessoais.

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Em 1986, eles decidem dar um tempo com a banda, havendo tentativas de gravação de um último álbum, que nunca viu a luz do dia, agravado ainda mais pela queda sofrida por Copeland de um cavalo.

Nesta cena do doc, Summers fala de quando a banda acabou, que isto não foi bom para os fãs, que nunca tiveram uma turnê de despedida.

Duas décadas depois, em 2007, eles voltaram às boas e resolveram fazer uma última turnê, que fez enorme sucesso.

The Police And Elvis Costello In Concert At The MGM Grand

Mesmo com esta volta, Summers não poupa Sting no doc, falando de que por Sting ser o mais bonito, cantar, acabou tendo a maior atenção dos fãs e da imprensa, de que ele nunca teve espírito de equipe, de que no fundo sempre desejou a carreira solo, entre outras coisas.

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Uma das situações que ele conta no doc é de que quando Summers compôs uma canção instrumental, “Behind my camel”, e tentou incluí-la no álbum, o ciúme de Sting foi tanto que escondeu a canção nos jardins, no fundo do estúdio. Quando esta foi encontrada, acabou sendo incluída no disco e deu ao grupo mais um Grammy por melhor canção pop instrumental.

O filme acaba de ser lançado nos EUA, mas por aqui, ainda não foi confirmado seu lançamento.

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TODAY’S SOUND: COBAIN – MONTAGE OF HECK – O DOC DEFINITIVO SOBRE KURT COBAIN

Os recentes festivais de Sundance e Tribeca apresentaram o novíssimo documentário sobre Kurt Cobain: “Montage of Heck”. Pelos comentários gerados, o filme é um retrato muito bacana sobre ele, já que a história dele nos é contada de maneira criativa e diferente de um doc tradicional.

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Dirigido por Brett Morgen, dos excelentes ‘The Kid stays in the Picture”(sobre o produtor de cinema Robert Evans) e Crossfire Hurricane (sobre os Rolling Stones), o filme procura ser o mais denso possível dentro da personalidade de Cobain.

Por isso, ele contou com a ajuda da família de Cobain, principalmente de Courtney Love, que lhe deu acesso a todo material disponível sobre seu falecido companheiro, desde filmes caseiros a desenhos, anotações e muito mais.

10th Annual MTV Video Music Awards

Sendo assim, o que vemos não é um doc tradicional, com depoimentos, cenas de arquivo, mais depoimentos e assim por diante e sim uma edição mais inusitada, com cenas inéditas da intimidade de Cobain e Courtney.

Mas não é só isso, os desenhos dele, por exemplo, ganham vida em lindas animações e o diretor levou oito anos fazendo o filme, para não deixar escapar nenhum detalhe importante sobre a vida e morte de Cobain.

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Em suas recentes declarações, ele fala que fez o doc principalmente para Frances Bean, a filha de Cobain e também produtora executiva do filme, que tinha três anos quando o pai se suicidou e, portanto, passaria a conhecer melhor o pai ao assistir o doc.

“Eu só queria dar à Frances algumas horas a mais com o pai dela” disse o diretor.

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Até mesmo os pais de Cobain, Wendy e Donald, só concordaram em participar do filme (eles sempre se recusaram a dar depoimentos sobre o filho) pelo envolvimento de Frances com o doc.

Quando o filme foi apresentado em NY, na semana passada, Courtney acompanhou a apresentação e no final declarou para a plateia que desejava que alguém contasse a verdade e por isso confiou a Morgen o acesso ilimitado a todo o material que é mostrado no filme.

Frances Bean Cobain, Courtney Love, Brett Morgen

O título do filme, ‘Montage of Heck”, vem de uma fita cassete montada por Kurt com trechos de músicas, sons de pássaros, de descarga de privada, entre outras coisas; é uma colagem de áudios diversos que podemos ouvir abaixo:

A banda de Cobain, o Nirvana, foi um dos grupos de maior sucesso dos anos 90, quando o grunge virou a referência do rock, com seu estilo sujo, calcado no punk rock e que fez uma revolução para as bandas de rock independente desde então, vendendo mais de 30 milhões de cópias no mundo inteiro do álbum “Nevermind”.

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O álbum vinha puxado pelo hit “Smells like teen spirit”, que até hoje toca em toda e qualquer festa de rock (aqui numa apresentação no Festival de Reading).

No doc, o diretor foi tão esperto que, ao invés de mostrar o clipe ou algum show deles interpretando a música, ele optou por mostrar cenas dos bastidores da gravação do clipe e utilizou uma versão feita por um coral de jovens.

USA - Nirvana in Swimming Pool in Los Angeles

Ele também procurou entrevistar os antigos companheiros de Cobain na banda, Kris Novoselic e Dave Grohl (agora do Foo Fighters), mas só utilizou o depoimento do primeiro, já que considerou que a entrevista de Grohl teria pouco a acrescentar sobre Cobain.

Rock Band Nirvana

O primeiro álbum do Nirvana foi “Bleach”, lançado em 1989 pelo selo Sub-Pop, que passou despercebido e só veio a ganhar notoriedade quando a banda estourou com o segundo disco.

Cobain compunha todas as músicas do primeiro disco e afirmava que fez o possível para se enquadrar no som mais grunge e rock que a gravadora desejava, mas suas letras são sombrias e negativas, tendo sido compostas a noite e quando ele estava irritado.

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Outro hit do disco “Nevermind” era a música ‘Come as you are”, que também virou um hino da juventude da época.

Cobain se tornou a voz de uma geração (no caso, a geração X) e a pressão sobre ele era muito grande, sendo que ele também era avesso à fama e debochava dos repórteres e de toda a mídia que insistia em seguir seus passos.

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Em janeiro de 1993, eles vieram para o Brasil, onde se apresentaram no Hollywood Rock. O show deles foi um misto de caos e confusão, mas divertido, já que tocaram covers de grupos como Duran Duran e Queen. Dave Grohl afirmou depois que Cobain havia misturado anfetamina com álcool e não se achava no palco, houve até a intervenção de Flea (do Red Hot Chilli Peppers) que entrou no palco para tocar e Novoselic se retirou (voltando depois).

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Mesmo assim, o show se tornou histórico, já que a banda teve curta duração, não havia quase celulares e há poucos registros da apresentação.

No mesmo ano, a banda lançou seu terceiro álbum “In Utero’, que era um disco bem mais introspectivo e nada comercial, deixando os fãs surpresos e cujas vendas não alcançaram o sucesso do segundo disco.

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Aliás, uma das cenas mais marcantes do doc é quando um jornalista da Rolling Stone pergunta sobre uma das músicas deste disco, “I hate myseld and want to die” e Kurt responde com uma risada aterrorizante.

Logo em seguida, eles realizam a gravação do MTV Unplugged (Acústico), originando mais um álbum de sucesso e lhes dando o Grammy para melhor disco de rock alternativo.

No início de 1994, ainda em turnê mundial, Cobain é encontrado desacordado no hotel, em Roma, e levado para o hospital, onde o diagnóstico acusa a mistura de Ropinol e álcool.

Segundo Love, esta seria uma primeira tentativa de suicídio de Cobain, que enfrentava crises de depressão.

Courtney Love and Kurt Cobain

É um período difícil na vida de Cobain, que teve que cancelar o resto da turnê, além de ter seu vício em heroína exposto na mídia.

Ele é levado para uma clínica de reabilitação em Los Angeles, de onde foge e volta para Seattle, onde fica vagando pelas ruas e desaparece dos amigos e família.

Em 08 de abril de 1994, ele é encontrado morto na residência de Lake Washington Blvd, em Seattle, por um eletricista, ao lado de uma arma e de um bilhete onde se lia: “it’s better to burn out than to fade away” (é melhor queimar do que desaparecer), trecho de uma canção de Neil Young.

Kurt Cobain

Na autópsia, também foram encontrados traços de heroína e diazepan. Mesmo assim, sua morte permanece cercada de alguns mistérios, como por exemplo, o porquê de alguns rolos de filmes, contendo melhores cenas do corpo e do local do suicídio, não ter sido analisado com maior cuidado pela polícia.

No doc, uma das cenas mais emocionantes é a dele brincando com sua filha Frances Dean (então com três anos), rolando pelo chão com ela no colo.

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Há desde imagens em Super-8 de Kurt criança tocando uma guitarra de brinquedo, passando por fotos dele adolescente até as páginas dos cadernos onde ele escreveu muitas das letras do Nirvana.

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O diretor trabalhou com mais de 200 horas de música e áudio (nunca divulgados), coleção de projetos artísticos, muitas horas de vídeos caseiros e mais de quatro mil páginas de escrituras, tornando-se o retrato mais fiel de Kurt realizado até agora, o doc definitivo que faltava do músico.

No doc está também uma música inédita, que podemos conferir um trecho abaixo:

Aliás, este deve ser o maior trunfo do doc, mostrar fatos e cenas desconhecidas do grande público, de maneira que tentemos entender melhor o que levou um artista tão talentoso a tirar sua própria vida aos 27 anos.

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Outra surpresa do filme é o lado pintor de Kurt, onde são mostradas diversas pinturas dele, até então nunca dantes reveladas, e que pudemos ver algumas amostras abaixo:

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O filme dá a impressão de entrarmos no diário de Kurt e estreia no dia 04 de maio na HBO americana.

Aqui no Brasil, a HBO ainda não sabe quando exibirá o doc, mas ele deve estrear primeiro nos cinemas, a partir de 12 de maio e por tempo limitado.

 

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TODAY’S SOUND: NO MANIFESTO – A FILM ABOUT MANIC STREET PREACHERS

“No Manifesto: a film about Manic Street Preachers’ nos conta um pouco da história da banda que sofreu um dos grandes mistérios dos anos 90 e que, até hoje, procura se libertar dos fantasmas do passado.

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O filme foi dirigido por Elizabeth Marcus e cobre um período de mais de dez anos com entrevistas, imagens de arquivo, apresentações da banda e muito mais.

O mais interessante do filme é justamente esta intimidade que vai criando com a banda e seus fãs, entrevistando-os de maneira simples e natural.

Nos sentimos como parte dos ensaios dos Manic, além de conhecermos muitos de seus fãs, já que foram entrevistados mais de cem fãs em seis países diferentes.

A banda começou em 1986 e já conheceu os altos e baixos do sucesso, tendo o seu ápice em meados dos anos 90, quando era considerada a melhor banda inglesa.

Formada pelos amigos de escola, em Welsh, James Dean Bradfield (vocais e guitarra), Nicky Wire (baixo e letrista), Sean Moore (bateria) e depois incluindo Richey Edwards (guitarrista e letrista principal), que passou de roadie á integrante da banda.

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O grande mistério que cerca a banda é que, em 1995, Richey simplesmente desapareceu e nunca mais foi encontrado. Este acontecimento marcou profundamente a banda, que resolveu continuar como um trio e fez bastante sucesso.

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O documentário não tem aquele formato tradicional, que vai contando a história da banda e mostrando imagens de arquivo, pois ele centra nos membros da banda, conversando, ensaiando, falando de suas experiências sem uma preocupação com uma trajetória temporal deles.

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Além disso, entremeando os depoimentos da banda, foram incluídos a opinião dos fãs, que falam sobre como a música dos Manic os transformou e sobre as percepções que cada um tem de seus ídolos.

O primeiro single deles, “Suicide Alley”, tem raízes bem punks e foi lançado em 1988 (aqui interpretada numa gig recente em Blackwood):

O disco de estreia foi lançado em 1992, “Generation Terrorists”, e eles proclamavam que iriam vender 16 milhões de cópias no mundo inteiro (o que acabou não acontecendo).

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Apesar da forte influência de bandas punks como o The Clash, eles queriam se distanciar o máximo possível do som dos anos 80 e criar uma identidade própria, suas letras são politizadas e o som misturava punk e glam rock, além de toda uma rebeldia juvenil.

Eles foram chamando a atenção por sua música e também por atitudes esquisitas, como a vez que Richey escreveu ‘4REAL” em seu braço com uma gilete, para provar sua autenticidade para um jornalista do NME, e acabou levando vários pontos no braço.

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Eles acabaram por virarem queridinhos do NME (New Musical Express, o famoso jornal inglês de música alternativa), que os elegeu várias vezes como os melhores, lhes dando um total de onze prêmios.

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Em 1994, a banda lança o álbum ‘Holy Bibe”,considerado um de seus melhores trabalhos e que ano passado completou 20 anos no ano passado.

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O álbum originou o single ‘Faster’, aqui interpretado no programa Top of the Pops, com os membros vestindo roupas que causaram polêmica na época, como a máscara de terrorista que o vocalista Bradfield utiliza:

A banda começava a ser chamada para festivais importantes, estreando em Glastonburry .

Neste período, Richey vinha enfrentando diversos problemas, já que era depressivo e muitas vezes se automutilava com cigarros e cortes, acabando por ser internado no hospital psiquiátrico The Priory.

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Até que em 1995, seu carro foi encontrado perto da ponte de Severn (local frequentado por suicidas), abandonado e Richey desapareceu, sem deixar vestígios. Muitas foram as teorias sobre o seu desaparecimento, que teria se suicidado, mas seu corpo nunca foi encontrado.

Ele só foi declarado como ‘possivelmente morto” em 2008.

Com o desparecimento de Richey, a banda acabou por cancelar sua turnê pelos EUA, e isto eles falam no doc, de como foi um ponto negativo em sua carreira.

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Mas o doc não foca somente nisto, este é um dos muitos capítulos na trajetória dos Manic.

O primeiro álbum sem Richey, ‘Everything must go on”, foi lançado em 1996, chegando no segundo lugar na parada inglesa e originando o hit “A design for life’(aqui numa cena do doc):

Além disso, o álbum venceu dois Brit Awards: melhor banda britânica e melhor álbum.

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Mas o primeiro lugar mesmo, só veio com o álbum seguinte, “This is my truth, tell me yours”, cujo single ‘If you tolerate this, your children will be next” também chegou ao topo.

A banda fala no doc com carinho especial pelo show “Leaving the 20th century’ no Millenium Stadium, em Cardiff, atraindo o seu maior público, 57 mil pessoas; foi um marco na carreira deles.

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Em 2000, eles lançam outro single que foi para o primeiro lugar: “The masses agianst the classes”.

Outro momento marcante da banda mostrado no doc, foi sua ida a Cuba, em 2001, onde encontraram com Fidel Castro e sendo das primeiras bandas inglesas a se apresentarem por lá.

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Uma participação especial no filme é de dois integrantes da banda Rush, que sempre foi admirada pelos Manic.

Depois de mais alguns discos nos anos seguintes, a banda resolve lançar um disco com canções que Richey havia composto e que eles nunca haviam lançado, “Journal for plague lovers”, em 2009.

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Neste mesmo ano eles finalmente fazem sua turnê pelos EUA.

Este lançamento foi uma maneira da banda homenagear o legado de Richey e suas composições e que se sentiram como uma banda completa, como na época que ele era parte integrante dos Manic.

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O último disco deles foi ‘Futurology”, lançado no ano passado.

“No Manifesto” nos mostra de maneira inteigente e clara, todo o processo criativo da banda, vamos penetrando no universo dos Manic, conhecendo sua maneira de compor, de se comportar nos shows.

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Depois de doze álbuns lançados, inúmeros singles e compilações, os Manic continuam na estrada, excursionando o mundo com shows lotados; é uma banda que tem o reconhecimento de crítica e principalmente dos ardorosos fãs, que estão bem presentes no doc, sendo recebidos pelos integrantes depois dos shows, que reconhecem sua importância e tem por eles o mais profundo respeito.

 

 

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TODAY’S SOUND: SOUL BOYS OF THE WESTERN WORLD – DOC SOBRE O SPANDAU BALLET

‘Soul Boys of the Western world” é o documentário centrado na banda Spandau Ballet, uma das mais famosas dos anos 80 e o filme é um retrato da sua trajetória de sucesso, desde os primórdios até sua volta em 2009.

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O filme foi dirigido por George Hencken (usual colaborador de Julien Temple, o diretor de “The great rock n’ roll swindle”, entre outros) e apresentado pela primeira vez no festival SXSW de 2014.

O doc é um primor de edição e seleção de imagens, além de contar com o depoimento em off dos cinco integrantes da banda: Tony Hadley (vocal), Gary Kemp (guitarra), Martin Kemp (baixo), John Keeble (bateria) e Steve Norman (guitarra/sax).

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A pesquisa de imagens é o que mais chama atenção no filme, já que este é composto quase que inteiramente de imagens de vídeos caseiros e do arquivo particular da banda (e que arquivo) e os integrantes vão comentando em cima de cada uma destas imagens.

Temos a impressão de que toda a existência da banda era documentada, pois há desde os primeiros shows no colégio, em bares pequenos, clubs, até os shows grandiosos em estádios.

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A banda teve vários nomes no início como The Cut, The Makers, Gentry, até se decidirem por Spandau Ballet, depois de um dj amigo ter visto este nome pichado em uma parede num club na Alemanha.

Inspirado pelo movimento punk, os irmãos Kemp foram arrecadando novos integrantes até formarem a banda em Islington, em 1979.

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Frequentadores habituais do club Blitz, eles se encantaram com esta cena e abraçaram o movimento new romantic, com sua música influenciada pela eletrônica, além de David Bowie, Roxy Music, entre outros.

Aliás, as cenas dentro do Blitz são um dos momentos ápices do doc, com Steve Strange e vários dos frequentadores super produzidos, se acabando nas pistas, aos melhores sons daquele momento e o Spandau tinha o sonho de fazer uma música que fosse aceita pelos Blitz kids.

A gig mais importante para eles foi a que fizeram em um pequeno estúdio londrino, o H/H Studio, convidando os Blitz kids e cujas imagens do doc vemos abaixo:

 Assim, o primeiro single do Spandau acaba sendo “To cut a long story short”:

O estilo de vestir do Spandau nesta época era um de seus grandes diferenciais, com muitas calças fluídas com botas, camisas de mangas bufantes, mantas abertas e atravessadas, ombreiras, macacões, coletes, faixas nos cabelos, muito gel, topetes pontudos, era o estilo new romantic invadindo as ruas londrinas de vez.

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Ao participarem do programa “Twentieth Century Box’, eles ficaram conhecidos por toda uma nova geração de jovens ingleses.

Agora só faltava eles assinarem com uma gravadora e isto aconteceu quando fecharam com a Chrysalis, depois de recusar várias outras propostas.

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O primeiro single foi direto para o quinto lugar da parada inglesa, seguido por “The Freeze’ (com imagens abaixo de um vídeo caseiro) e “Musclebound”, ambos incluídos no primeiro álbum, ‘Journey to Glory”.

O doc mostra vários fatos que não conhecia sobre a banda como a parte em que fala da residência deles no Papagayo, em Saint Tropez, a praia que atraía os ricos europeus.

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Outra canção, não incluída no álbum, também fez sucesso: ‘Chant No. 1 (I don’t need this pressure on)”, com uma levada mais soul e funk, voltando às raízes da banda, que era mais influenciada pela soul music americana e com letras mais politizadas.

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Apesar da fama na Inglaterra, faltava para a banda um hit que os estourasse no restante do mundo.  Na verdade ,eles declaram no doc, que o desejo deles não era ser uma banda cult, conhecida apenas por um pequeno grupo fashion, e sim uma banda pop, que se apresentasse no Top of the Pops (o programa de maior sucesso da TV inglesa).

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O mega hit “True”, incluído em vários filmes, anúncios e sampleado pelo PM Dawn no hit ‘Set adrift on memory bliss”, foi o seu passaporte para a fama, chegando ao primeiro lugar das paradas em vários lugares e tornando a banda um nome conhecido por todos.

A música mostra um novo Spandau, mais pop, com um senso fashion mais contido (usando terninhos), eles deixavam o underground e adentravam o mainstream com tudo.

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Durante o doc, os integrantes comentam cada etapa de sua trajetória para se tornarem uma banda pop, mesmo enfrentando a competição de bandas como o Duran Duran (dos quais eram amigos).

O álbum “True” e a turnê mundial os tornou ricos e famosos, além de outros hits que seguiram como “Gold”.

Porém, a turnê teve de ser cancelada em alguns lugares, como nos EUA, devido a um machucado que Steve teve durante um dos shows.

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No final de 1984, eles são convidados a se juntarem a nata do rock/pop inglês para a canção de natal, “Do they know it’s Christmas’, no projeto idealizado por Bob Geldorf e intitulado Band Aid.

No ano seguinte, eles participam do Live Aid, o maior evento que o pop já teve, lotando o estádio de Wembley, em Londres, além de shows simultâneos na Filadélfia (EUA), conectando mais de um bilhão de pessoas nas transmissões pela TV. Abaixo cenas do doc com os bastidores do evento:

No show, eles cantam seu novo single, “Only when you leave’, do álbum “Parade”:

O álbum também origina a canção “I’ll fly for you”, porém eles não conseguem emplacar mais hits nos EUA e isto afetará (e muito) seu sucesso comercial.

A banda resolve culpar a gravadora e os processa, tendo de trocar de gravadora em 1986, e lançando a canção (e o álbum) “Through the barricades”:

O Spandau já vinha sentindo tempos difíceis para os integrantes: os irmãos Kemp haviam sido convidados para estrearem o filme “The Krays”, e ia se notando um desinteresse deles, especialmente de Gary, em continuar com a banda.

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Com o lançamento do álbum “Heart like a sky’ em 1989, este mostra-se um grande fracasso e a banda resolve terminar.

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Os anos 90 foram ainda mais complicados para eles, com cada um deles dedicado a seus projetos pessoais e para completar, Gary, que era o compositor da grande maioria das canções, resolve entrar na justiça contra os demais integrantes e ficar com os royalties das canções que escrevera.

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O doc mostra todos estes momentos, com eles saindo e entrando de tribunais e quanto foi desgastante para eles.

Até que em 2009, Gary resolve pedir desculpas e eles se reúnem para um novo álbum com regravações e músicas inéditas, ‘Once More”, além de uma turnê mundial, “The Reformation”, com ingressos esgotados em poucos minutos (principalmente na Inglaterra).

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Com o lançamento de “Soul Boys of the western world”, a banda voltou com novos shows pelo mundo inteiro, além de nova coletânea de sucessos e com músicas novas produzidas por Trevor Horn ( produtor que nos anos 80 fez o som do Yes, Art of Noise, Grace Jones, Propaganda, entre outros).

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O filme está sendo lançado em vários países e merece ser visto como um retrato verdadeiro da trajetória deste grupo que conheceu fama e fracasso e que se reergueu para uma nova chance no disputado mundo do pop.

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TODAYS SOUND: “AMY” – O DOCUMENTÁRIO SOBRE AMY WINEHOUSE

Este ano estreia um novo documentário sobre Amy Winehouse, a diva da soul music que conquistou o mundo com sua belíssima voz e que partiu cedo. Inspirado por isto, falaremos nos próximos posts sobre os novos documentários retratando músicos e bandas.

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O doc “Amy” será lançado este ano, sob a direção de Asif Capadia, diretor do ótimo e premiado documentário “Senna”, sobre o piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna, e produzido por James Gay-Rees (de “Exit through the gift shop”, doc sobre o grafiteiro Banksy).

Há pouco, foi lançado o primeiro teaser com trechos do filme, que vemos abaixo:

Pelo que podemos ver nestas imagens, o diretor foi fundo na captação de arquivos incluindo entrevistas, apresentações e vídeos de Amy, tendo acesso a imagens nunca dantes mostradas ao grande público.

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Contando com a colaboração dos pais da cantora, o filme deve vir recheado de informações inéditas, depoimentos com quem conviveu com ela de perto, enfim, deverá ser um retrato fiel ao talento da cantora (assim esperamos).

Não é segredo para ninguém que Amy teve uma vida difícil, pois era viciada em drogas pesadas e álcool, uma combinação que nunca dá certo.

Amy-Winehouse

A cantora foi vítima de uma perseguição incessante por parte da mídia, que quase nunca a deixava em paz. Uma amiga minha que mora em Londres, vivia me dizendo que sempre a casa dela estava cercada de paparazzis prontos a clicá-la nos piores momentos, sempre prontos a tornar cada passo dela um verdadeiro escândalo.

O namorado dela de longa data, Blake, dizem, que a viciou em heroína, claro que a culpa na foi só dele, mas me pergunto se há depoimentos dele no doc, pois ele deve saber de muita coisa que não conhecemos.

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Amy parecia ser uma garota simples, alguém munida de um talento excepcional para a música, tanto é que, mesmo com toda sua loucura, seus escândalos,  ela conquistou a todos, pois sua voz e sua música foram mais impactantes e calaram a boca de quem a acusava de drogada e bêbada.

Eu sempre ficava torcendo para que a deixassem em paz, se via nitidamente que ela não gostava de toda aquela atenção.

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Lembro que a primeira vez que a ouvi foi com uma canção, “Take it to the box”, incluída numa coletânea do DJ Gilles Peterson e que fazia parte do primeiro álbum dela, “Frank’.

Eu trabalhava como comprador das lojas FNAC quando seu disco, ‘Back to Black’, foi lançado aqui e eu apostei nela, pois sabia de todo o burburinho que seu disco estava fazendo na Inglaterra e foi um tiro certo, o álbum vendeu bastante e atingiu a marca de mais de 12 milhões de cópias no mundo inteiro (hoje em dia, com a internet, nenhum artista vende mais isso).

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O disco teve produção de Mark Ronson (com ela na foto abaixo), hoje famoso também pelo hit “Uptown Funk” (cantado por Bruno Mars) e que acaba de bater o recorde de música com maior permanência no primeiro lugar da Billboard em todos os tempos.

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O primeiro grande hit dela por aqui foi “Rehab”, mas o álbum é impecável, incluindo vários outros sucessos como “Back to Black”.

Além de ‘Love is a losing game”, ‘Wake up alone”, ‘Tears dry on their own”, entre outras.

Outra música bastante executada foi ‘Valerie”(que não estava incluída no álbum):

Quando esteve no Brasil para alguns shows, eu me arrependi muito de não ter conseguido vê-la, mas a cantora já estava enfrentando crises sérias em sua vida pessoal. A imprensa ficava a controlando para ver se ela não iria aprontar alguma, os fotógrafos não desgrudavam dela.

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Lembro-me das imagens dela na sacada de seu hotel no Rio, em Santa Tereza, com os bicos do peito de fora, bem chapada e achava isto um afronte, pois se aproveitavam de cada momento para colocá-la para baixo.

Talvez Amy não tivesse estrutura emocional para toda esta atenção, todo este sucesso, talvez nem ela esperasse que seu sucesso fosse tão grande, isto poderemos saber melhor no doc.

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Pelas declarações que vemos no teaser, ela diz: ‘Eu não sou uma garota tentando ser uma estrela, eu quero ser uma artista de música” e ‘Eu acho que não serei tão famosa, eu acho que não saberei lidar com isto”.

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Estas afirmações, já nos mostram que o doc não vai deixar nada de fora, deverá ser um retrato fiel de uma artista perturbada por seus demônios internos e que mostrava isto em suas letras mais darks; uma artista como Amy Winehouse faz muita falta, que diz o que pensa e o que sente, sem se preocupar em agradar ou não, de se comportar conforme a sociedade deseja.

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E realmente ela não conseguiu lidar com esta fama toda, falecendo em 11 de junho de 2011, aos 27 anos, vítima de envenenamento por álcool, pois havia deixado de beber um pouco antes de sua morte e isto acabou por lhe prejudicar, já que não deveria ter parado tão subitamente.

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No mesmo ano, foi lançado um disco com músicas inéditas, com algumas regravações e covers, que ela não chegara a lançar em vida, intitulado “Lioness: Hidden Treaures”, onde ela interpreta até “Girl from Ipanema”.

Amy também era famosa pelo seu estilo, com os cabelos usados com um grande coque, no estilo “beehive” (ninho de abelhas), com um pé nos anos 50 misturado com um toque moderno, além do olho pintado com delineador bem grosso e que foi copiado pelas jovens de todo o mundo.

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Sua maneira de vestir também foi bastante influente, com vestidos estilo 50’s, jaquetas de couro, saia-lápis, stilettos, bustiês, trenchies, tudo que ela vestia acabou virando moda, e o legal era que tudo era usado por ela de maneira desencanada e em nenhuma preocupação em chamar atenção, era algo próprio e natural (como sua música).

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David Joseph, executivo da Universal (a gravadora de Amy), fala sobre o doc: ‘é um filme muito complicado e delicado. “Aborda várias coisas como família e mídia, fama, vício, mas o mais importante é que captura o fundo do que ela realmente era: uma pessoa incrível e um verdadeiro gênio musical”.

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Com duração de 90 minutos, a previsão de estreia do filme na Inglaterra é em 03 de julho, no Brasil ainda não está confirmada a data de exibição, mas esperemos que estreie logo.

 

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