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maio – 2015 – Japa Girl












































































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Archive for maio, 2015

TODAY’S SOUND: DOUGLAS SIRK POR ARTHUR MENDES ROCHA

Douglas Sirk não era americano, mas fez sua fama filmando lá melodramas que traziam ironias e críticas à sociedade da época; sua obra permanece mais atual que nunca e ele merece ser (re) descoberto.

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Ele só começou a ter prestígio no final dos anos 50, quando sua obra começou a ser dissecada pelos novos diretores e críticos como os do Cahiers Du Cinéma (que incluíam os cineastas da Nouvelle Vague como Godard e outros).

Sirk nasceu em Hamburgo, na Alemanha, e desde cedo mostrou interesse pelas artes, especialmente pela dramaturgia e autores como Shakespeare, além de filosofia.

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Além disso, ele escrevia para o jornal do pai e teve uma sólida formação intelectual, ouvindo leituras de Einstein e estudando com o historiador Erwin Panofsky.

Não demorou em que ele participasse de uma Cia de teatro e quando o diretor da mesma fica doente, ele o substitui e dirige sua primeira peça, “Stationmaster Death”, que se torna um sucesso.

Sirk aprendeu seu ofício fazendo teatro, dirigindo atores, adaptando textos clássicos e melodramas, pois atraíam mais público.

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Nesta época, ele frequentava muito os cinemas para ver os filmes da atriz dinamarquesa Asta Nielsen.

Durante os anos 30, ele era um diretor de prestígio no teatro e ele é convidado pela UFA (o estúdio mais famoso da Alemanha) a dirigir filmes. Seus primeiros trabalhos foram em plena época do nazismo, em melodramas com Zarah Leader, que era a estrela da época. Um de seus admiradores era o próprio ministro da propaganda, Joseph Goebbels.

Em 1937, Sirk abandona a Alemanha, sendo contrário às ideias de Hitler. Na verdade, ele fora denunciado pela primeira esposa de que a sua nova companheira era judia.

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Ele chega a trabalhar em outros lugares da Europa até se mudar parta os EUA no início dos anos 40.

Durante este período, Sirk dirige filmes de comédia, drama de guerra e aventura, tais como “Summer Storm” (1944), “A Scandal in Paris” (1946), ambos com George Sanders, que depois ganharia o Oscar por “All about Eve” (A Malvada).

Em 1949 ele dirige “Schockproof”, escrito por Samuel Füller (outro cultuado diretor).

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Sirk com alguns de seus atores favoritos como Rock Hudson e Jane Wyman

Mas foi na sua colaboração com a Universal International, que Sirk dirigiu seus filmes de maior expressão, trabalhando com o produtor Ross Hunter e tendo na sua equipe o ator Rock Hudson, o diretor de fotografia Russell Mety, o roteirista George Zuckerman e o diretor de arte Alexander Golitzen.

Abaixo seu muso Rock Hudson fala de como era trabalhar com Sirk, de como os dois se entendiam bem nos sets de filmagens:

Sirk trazia sua intelectualidade, sua formação teatral, seu feeling de europeu para dirigir melodramas que se tornaram verdadeiros clássicos do cinema mundial.

De sua formação, ele também trazia a admiração pelas telas de Honoré Daumier e Eugène DeLacroix (pintores franceses do século 19), cujas cores o inspiraram, usando e abusando destas cores com a ajuda do Cinemascope (o sistema onde a tela ganha em dimensão) e o Technicolor (onde as cores dos filmes parecem ser ainda mais fortes e vibrantes).

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Os filmes de Sirk falam de intrigas familiares, de uma sociedade doente fechada para mudanças, de luta de classes, de racismo, tudo envolto em um mundo perfeito, mas que na verdade esconde atitudes doentes.

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Os melhores filmes dele são os do período de 1954 a 1959, nos estúdios da Universal International, melodramas lacrimogêneos, muitas vezes exagerados, mas carregados de ironia e crítica à sociedade burguesa e seus valores ultrapassados.

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Sob o manto de melodramas de temática feminina, Sirk realizava um profundo estudo psicológico de seus personagens.

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Foto promocional de “Magnificent obsession”

Em 1954, ele reúne os astros Jane Wyman e Rock Hudson em ‘Magnificent obsession’ (Sublime Obsessão), sobre um playboy (Hudson) que se apaixona pela viúva de um médico (Wyman). O filme tem várias tramas que atrapalham o romance, como a própria viúva que não aceita o playboy de primeira, ele tem de provar que não foi o culpado da morte do marido, além de ajudá-la a recuperar a visão (que ela perde e depois recupera).

 São vários elementos que parecem de uma novela, mas que Sirk conduz com habilidade, fazendo do filme um estouro de bilheteria na época e dando a Wyman, uma indicação ao Oscar.

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Um de seus filmes mais famosos e cultuados é “All that heaven allows” (Tudo que o céu permite), de 1955, onde ele volta a juntar Wyman e Hudson numa história de amor entre uma viúva da alta sociedade e seu jardineiro, que se apaixonam e tem de enfrentar uma sociedade mesquinha que é contra seu relacionamento.

O filme tem cenas marcantes, como a dos filhos dando uma TV de presente para a mãe (Wyman) quando esta termina com o jardineiro (Hudson), com a imagem de Wyman refletida na tela do aparelho.

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O filme é tão marcante, que Fassbinder o refilmou como ‘Ali: Fear eats the soul” (colocando um ator negro no lugar de Hudson) e Todd Haynes fez uma explícita homenagem com ‘Far from heaven” (com Julianne Moore).

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Em 1956, ele faz ‘There’s always tomorrow”, com Fred Macmurray e Barbara Stanwyck (a dupla de ‘Double Indemnit”), desta vez em P&B, sobre um pai de família que se apaixona por uma amiga divorciada.

Mais uma vez, uma história que tem todos os elementos para um drama familiar, nas mãos de Sirk se torna uma trama complexa, um estudo sobre a solidão, sobre a busca pela felicidade que não está dentro de casa e sim fora desta.

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Cena de “There’s always tomorrow”, tendo os brinquedos dos filhos do casal em primeiro plano.

No mesmo ano ele realiza “Writen on the Wind” (Palavras ao Vento), com Hudson e mais Lauren Bacall (falecida ano passado), Robert Stark e Dorothy Malone (no papel que lhe deu o Oscar de melhor atriz coadjuvante), numa história que envolve uma ninfomaníaca, pai milionário com filhos insatisfeitos, amores não correspondidos, esterilidade e mais. É outro clássico admirado de Sirk.

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Abaixo, uma das melhores cenas do filme, com Malone dançando mambo, enquanto seu pai despenca pelas escadas; um primor de edição:

Em 1957, ele faz ‘The Tarnished angels”, repetindo o trio do filme anterior, Hudson, Malone e Stark, desta vez numa história que envolvia aviação e sem o atrativo do technicolor.

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Sirk finaliza sua carreira nos EUA com uma refilmagem, “Imitation of Life” (Imitação da Vida), de 1959, estrelando Lana Turner (a rainha dos melodramas), John Gavin (de “Psicose”), Sandra Dee (a namoradinha da América na época) e até a participação da cantora gospel, Mahalia Jackson.

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Douglas Sirk dirigindo Lana Turner

O filme é trágico, extremamente dramático, falando de racismo, mãe e filha apaixonadas pelo mesmo homem; é um convite às lágrimas e que ganha as audiências, se tornando no maior sucesso comercial da carreira de Sirk.

Depois disto, ele abandona Holywood de vez e vai para a Suíça. Neste meio tempo, quando ele voltou a ser reconhecido, ele foi procurado por Fassbinder que o convence a dar aulas.

Sirk passou a ser estudado pelas novas gerações; livros foram lançados sobre ele, ensaios, teses, vendo sempre um lado que até então não havia sido percebido.

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cena de abertura de um dos filmes de Sirk, onde as paisagens são perfeitas e impecáveis.

Abaixo o diretor fala do que é necessário par fazer um bom filme, sempre tendo em mente que seu público usa bastante a imaginação:

Além disso, ele ainda dirige mais alguns curtas, inclusive um com a participação de Fassbinder, “Bourbon Street Blues” (de 1979)

Porém, sua saúde já estava debilitada e ele vem a falecer em 1987, aos 90 anos.

Anos após sua morte, a influência de Sirk vem crescendo cada vez mais; diretores como Almodóvar (com ‘Mulheres à beira de um ataque de nervos”), John Waters (com “Polyester”), além de Todd Haynes (cujo novo filme, “Carol”, também tem influências de Sirk), todos são fãs confessos dele e de seus filmes.

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Edição de Magnificent Obsession pela Criterion Collection

Para quem não o conhece, vale a pena pesquisar seus filmes, sendo que a própria Criterion Collection (o oásis dos cineastas) reeditou seus principais filmes em edições luxuosíssimas.

 

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TODAY’S SOUND: ROBERT ALTMAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana falaremos de alguns diretores de cinema, verdadeiros mestres da sétima arte que já nos deixaram, mas cujos filmes estão aí para provar que eles são eternos. Hoje falo sobre Robert Altman, que nos deixou em 2006, mas que faz muita falta, pois seu estilo era único dentro do cinema americano moderno. robert altman 1 O que mais eu admirava nele era que ele não tinha medo de arriscar  - sua carreira foi assim, cheia de altos e baixos, de apostas que acabaram não dando resultado, mas nas quais ele acreditava e procurava não ir contra seus instintos artísticos. O cinema entrou por acaso em sua vida, já que ele não cursou uma faculdade de cinema e sim se apaixonou pelos filmes ao retornar do serviço militar. Natural do Kansas, ele se muda para a Califórnia, onde seu pai estava residindo. robertaltman Seu vizinho George W. George era roteirista e juntos eles escrevem a história que originaria o filme “Bodyguard” (O Crime da Estrada), produção de RKO de 1948. Mas ele não estava satisfeito em não puder participar mais ativamente dos filmes e resolve voltar para sua cidade natal onde trabalha na produtora Calvin & Co. É lá que ele vai aprender o ofício de fazer cinema, realizando mais de 60 pequenos filmes corporativos – roteirizando, editando e dirigindo. robert altman8 Em 1957, ele escreve o roteiro de um filme “The Delinquents”, que acaba sendo visto por Alfred Hitchcock. Hitchcock o convida para dirigir um dos episódios da série de TV, “Hitchcock presents”, onde dirige dois episódios, incluindo “Together”, com Joseph Cotten. No ano seguinte, Altman arranja um agente e este lhe consegue um trabalho como diretor na série “Whirlybirds – the story of sister Bridget”. Num dos episódios, ele conhece Kathryn Reed, que viria a ser a sua esposa até o final de sua vida. robert e katherine De 1958 a 1965, Altman dirigiria várias séries como “Bonanza”, “The Roaring Twenties”, “U.S. Marshal”, “Peter Gunn”, “Bus Stop’, “Combate”, entre muitas outras, se tornando um dos diretores tops da televisão americana. Foi num episódio da série “Combate”, intitulado “Surviving”, que ele resolveu dar um toque mais pessoal e realista, porém o produtor do seriado não queria que este fosse ao ar e quando este viajava, Altman permitiu que o episódio fosse ao ar e acabou sendo demitido. altman-quintet Ao dirigir um episódio da série “Kraft Suspense Theatre”, ele insiste para que o protagonista fosse um ator negro, porém os estúdios não concordam e ele abandona a televisão. Agora seu objetivo era dirigir seus próprios filmes e estórias. O primeiro que dirige é “Countdown” (No Assombroso mundo da Lua), de 1968, produção da Warner estrelando atores como James Caaan e Robert Duvall. O chefe do estúdio, Jack Warner, não queria sua contratação. Ao assistir algumas das cenas do filme, Warner resolve proibir a entrada de Altman para completar o filme, alegando que este havia utilizado cenas com dois ou mais atores falando ao mesmo tempo. robert first Em 1970, Ingo Preminger, produtor e irmão de Otto, o convida para dirigir “M.A.S.H.”, roteiro este que já havia sido recusado por vários diretores, entre eles Kubrick. A Guerra do Vietnã estava acontecendo, tanto Altman quanto os executivos não desejavam fazer apenas mais um filme de guerra como os demais. altman-1-700x325 Altman foi buscar artistas desconhecidos na época, usando membros de um grupo de teatro de São Francisco, tudo para dar ao filme um aspecto mais real e ao mesmo tempo engraçado. O filme acaba se tornando um grande sucesso (originando uma premiada série de TV, da qual Altman não teve envolvimento), pois se mostra uma sátira inteligente sobre uma guerra sem objetivo. Seus atores como Donald Sutherland e Elliot Gould acabam famosos também.

Altman dirige Gould e Sutherland em "M.A.S.H."

Altman dirige Gould e Sutherland em “M.A.S.H.”

“M.A.S.H.” conquista a desejada Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1970 e o nome de Altman se torna cada vez mais conhecido e disputado. O próximo filme dele seria “Brewster McLoud” (Voar é com os pássaros), um pequeno e estranho filme, que dava espaço mais para a experimentação do que uma narrativa linear.

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Altman nos bastidores de “Brewster McLoud”

Em 1971, ele opta por mais um filme diferente, “McCabe & Mrs. Miller”, filme estrelado por Warren Beatty e Julie Christie, que brinca com as antigas convenções dos filmes de faroeste, unindo um jogador e uma prostituta, no que podemos chamar de um anti-western.

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Altman dirige Beatty e Christie em “McCabe & Mrs. Miller”

Altman passa a trilhar um caminho completamente diferente dos outros diretores americanos, com filmes mais pessoais, sem a preocupação de agradar os estúdios e o público com estórias apelativas ou com retorno financeiro garantido. Até meados dos anos 70, ele faz filmes pequenos e interessantes, com movimentos de câmera criativos e utilizando ângulos inusitados, mas que não fazem sucesso comercial. robert 4 Altman começa a utilizar recursos como a gravação de sons em diferentes canais, de forma que o espectador pudesse escolher que conversa ouvir quando um grupo de mais pessoas estivessem falando. Ele queria que o espectador se sentisse em uma cena real, com os sons que fazem parte desta realidade.

Em 1973, ele dirige um neo-noir, “The Long Goodbye”, com Elliott Gould fazendo o papel do detetive Phillip Marlowe, famoso personagem de Raymond Chandler. O filme foi adquirindo, com o passar dos anos, o status de cult, pois utiliza elementos da contracultura, além de transferir para a L.A. dos anos 70 o clima das estórias de detetive de Chandler.

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Em 1975, ele dirige “Nashville”, uma de suas obras-primas, um calidoscópio de um grupo de pessoas que frequentam o festival de música country de Nashville, um dos primeiros filmes que utilizam diversos personagens que se entrecruzam em algum momento, estilo que diretores como Tarantino, Iñárritu e Paul Thomas Anderson se inspirariam anos mais tarde. robert nash O elenco variado incluía nomes como Shelley Duvall, Karen Black, Ned Beatty, Keith Carradine, Lily Tomlin, atores que passavam a fazer parte do seleto grupo que ele criava para cada filme, eles são a parte mais importante de seus colaboradores e Altman desejava que eles se sentissem a vontade, como se fossem parte de uma família. O filme acabou vencendo o Oscar de melhor canção para ‘I’m easy”, interpretada por Keith Carradine. Ainda nos anos 70, ele realiza filmes como “3 Women” (Três mulheres), um dos filmes que mais gosto dele e que é pouco falado; mas é um belíssimo filme sobre o encontro de três mulheres que se envolvem com um mesmo homem e que mereceu uma incrível edição da Criterion Collection. robert 3 women Outro filme realizado por ele é “The Wedding” (Cerimônia de Casamento), sucesso de público e crítica com uma divertidíssima estória de vários convidados que se entrecruzam em um casamento, com um elenco sensacional que incluía Mia Farrow, Carol Burnett, Vittorio Gassman, Nina Van Pallandt, Dina Merril e até a estrela do cinema mudo, Lilian Gish.

Altman com Lilian Gish e Lily Tomlin

Altman com Lilian Gish e Lily Tomlin

Porém, seus filmes seguintes se mostram novos fracassos de bilheteria e para completar, sua versão para “Popeye”, de 1980, acaba se tornando um grande prejuízo para o estúdio, devido aos altos custos de produção, incluindo acidentes naturais durante as filmagens. altman popeye Altman não se adaptava aos filmes que os grandes estúdios desejavam realizar, pois queriam blockbusters e o estilo dele era contra este tipo de filme, ele não se sentia como parte desta Hollywood que só visava o lucro através de filmes vazios. O nome de Altman estava passando por um momento difícil e complicado, sem trabalho, ele teve que vender seu pequeno estúdio, a casa de Malibu, se muda para NY e resolve fazer teatro. Ele monta pequenas peças num pequeno teatro off-Broadway e as adapta para o cinema como “Come back to Five & dime, Jimmy Dean Jimmy Dean” (com Cher, Karen Black e Sandy Dennis) e “Screamers” (com Mathew Modine). robert come back Em meados dos anos 80, ele resolve se mudar para Paris e dirige pequenos filmes com dinheiro europeu, entre eles “Fool for love” (Loucos de Amor), baseado numa peça de Sam Shepard e estrelado pelo próprio mais Kim Basinger. robert - fool E também pequenas obras para canais de TV a cabo, que lhe davam a liberdade criativa que ele sempre almejou. Altman voltava a TV que lhe consagrou nos anos 60 e realiza com a HBO uma sátira política que mudaria os rumos da TV tradicional: “Tanner 88”, com Michael Murphy. A série lhe rendeu o Emmy de melhor direção. As coisas pareciam estar melhorando para ele e isto se comprova com seu próximo projeto: “The Player” (O Jogador), em 1990. robert - the player O filme era uma crítica mordaz ao “Hollywood way of life”, centrado na figura de um executivo de um grande estúdio, capaz de tudo para se dar bem; com um elenco encabeçado por Tim Robbins, além de Greta Scacchi, Fred Ward, Whoopi Goldberg e também várias participações de atores famosos nos papéis deles mesmo. O plano inicial de “The Player” já entrou para os momentos inesquecíveis do cinema, com oito minutos de duração, sendo que não estava no roteiro e o diálogo foi todo improvisado pelos atores. Opening scene from The Player (1992) from Single Shot Film Festival on Vimeo. O filme foi como um renascimento para Altman, trazendo o nome dele de volta à mídia, com ótima recepção de público e crítica, além do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Logo em seguida, ele roda “Short Cuts”, filme baseado em várias estórias de Raymond Carver (autor recentemente utilizado na peça dentro do filme “Birdman”) e com grande elenco, que também faz sucesso. O filme é um exercício de sensibilidade e direção segura, com estórias que acontecem em diversas partes de L.A. e que podem ou não terem alguma ligação. robert altman short Durante os anos 90 e início dos 00, Altman dirigiu filmes como “Prêt-à-Porter” (sobre a cena fashion), “Kansas City” (sobre jazz), “A Fortuna de Cookie”, entre outros. Foram filmes simpáticos, mas nada que se comparassem a suas obras de maior prestígio. Isto só veio a acontecer novamente em 2001, quando ele filma ‘Assassinato em Gosford Park”. O filme é uma delícia de se ver, com o brilhante roteiro de Julian Fellowes (que anos mais tarde criaria “Downton Abbey”), que fala de um assassinato que ocorre em uma mansão inglesa nos anos 30, colocando patrões e criados em torno de um jogo de desconfiança, intrigas, mistérios; é uma ótima volta a forma de um grande diretor. Ele conquista o Globo de Ouro como melhor diretor daquele ano. O filme quase não saiu do papel, pois tinha um final em aberto, mas os atores ingleses fizeram questão de participarem com o menor cachê possível, só para poderem trabalhar com Altman.

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Altman dirige Kristin Scott-Thomas em “Gosford Park”

Porém, ele vinha enfrentando problemas de saúde, tendo um mini-infarto, além de ter sido proibido de beber álcool, uma de suas paixões. Ele faz um transplante e passa bem, ficando um ano afastado de tudo e com receio de não ser contratado para mais filmes. robert5 Em 2006, depois de anos esnobado pela Academia (que nunca havia lhe dado um prêmio), ele é convidado a receber o Oscar honorário, apresentado por Meryl Streep e Lily Tomlin (atrizes de seu último filme, “A última noite’), fazendo um emocionado discurso e sendo aplaudido de pé. Altman trabalhou até o fim de seus dias, escolhendo locações para aquele que seria o seu 40º filme. Porém ele foi diagnosticado com câncer e veio a falecer em 2006.

Poster do doc sobre Robert Altman

Poster do doc sobre Robert Altman

Recentemente, foi lançado um lindo documentário sobre sua vida, com narrações em off dele e da esposa, contando alguns dos momentos mais marcantes de sua carreira. Abaixo vemos o trailer do doc: Sua paixão pelo cinema e os filmes que realizou, mesmo com altos e baixos, mostram um diretor seguro, um profissional que acreditava nos seus ideais, que gostava de fazer os filmes que lhe viessem à cabeça; concordando ou não com seu estilo, a maneira de filmar, os diálogos, os atores, o que importava era que o resultado fosse aquilo que ele havia

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TODAY’S SOUND: TOM MOULTON POR ARTHUR MENDES ROCHA

A Tom Moulton mix – toda vez que esta frase vinha na capa de um disco, já sabia que ouviríamos um remix feito com qualidade, feita por um expert. Tom Moulton é produtor, remixer e é considerado o cara que inventou o single de 12 polegadas (12” mix), o remix, além de ter criado o disco-break.

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Tom nasceu nos arredores de NY e desde cedo já gostava de música, sabia que era com isto que gostaria de trabalhar, pensando em ser um DJ nos anos 50.

Ele se decepciona com o DJ que conhecia e viu que deveria seguir outro caminho, trabalhando em lojas de discos, depois como promotor em algumas gravadoras.

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Tom Moulton com Harry Chipetz e Leon Huff (da dupla de produtores Gamble & Huff)

O dinheiro era pouco e ele é convidado a ser modelo, o que ele acaba topando, mas não por muito tempo.

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Ele frequentava as festas em Fire Island, o local procurado pelos gays nos feriados/férias; quando ele viu que havia pessoas como ele, que gostavam de dançar música negra, ele se sentiu realizado.

Num destes lugares de Fire Island, o The Sandpiper, ele deixa uma fita com 45 minutos de músicas mixadas por ele. Estas músicas acabam agradando e ele é convidado a gravar mais e mais fitas.

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Tom e Bette Midler

Uma coisa que ele sempre notou foi que as músicas duravam sempre de três a quatro minutos, ele queria estender a duração de uma música boa, de maneira que esta fosse curtida (e dançada) por mais tempo.

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Tom com Mel Cheren, o fundador da West End Records, e outros.

Assim, ele procura várias gravadoras atrás de versões instrumentais das músicas para as pistas, de maneira que pudesse transformar estas faixas.

Uma de suas primeiras tentativas em “aumentar” o tamanho de uma faixa foi com a música “Do it till you’re satisfied”, do B.T. Express (que a princípio não gostara do resultado, mas tiveram que se render quando a versão de Tom atingiu as paradas):

A criação do 12” foi totalmente casual, segundo o próprio Tom fala: certa vez ele foi masterizar um disco do grupo The Trammps e a pessoa que fazia isto para ele, Dominic, estava de saída. Havia um outro técnico, José Rodriguez, que o ajudou. José fazia tudo que Tom pedia e de maneira certa, assim ele passou a masterizar todos os discos de Tom.

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Tom Moulton com o First Choice

Tom precisava fazer acetatos (a primeira matriz antes do disco se tornar vinil) de uma música de Al Downing, ‘I’ll be holding on”, e pediu ajuda a José, porém este só possuía discos de 10 polegadas para gravar a masterização (os de 7 polegadas estavam esgotados naquele momento). Tom quis fazer assim mesmo, num disco maior e quando este ficou pronto, ele percebeu que a música ficava bem mais encorpada, maior, os grooves mais espalhados, além de ficar com o som mais alto.

 A próxima música que mixaram foi num de 12 polegadas, a música “So much for love” do Moment of Truth, assim nascia o 12” mix (que não era ainda o 12” comercial):

Em toda sua carreira, Tom Moulton mixou nada menos que 4.000 músicas em 12 polegadas, a coisa bombou de tal maneira que Tom mal dormia para conseguir atender a demanda.

O primeiro 12” que ele fez com o objetivo promocional, o chamado test pressing para Djs, foi com a música “Freeman” do Southshore Comission:

A criação do disco-break também foi totalmente feita ao acaso: ao mixar a música ‘Dreamworld” de Don Downing, Tom fala que a chave de gravação da mesa ficava pulando de lugar em determinadas partes da música (já que ele estava tentando aumentar a faixa) e isto fez com que ele tirasse algumas partes musicais (dos instrumentos) da canção e apelasse para um “drum break”, colocando depois a percussão e o baixo de volta, dando assim uma ‘quebrada” (break). Ou seja, nada havia sido planejado antes por Moulton como podemos escutar aos 02:40 na faixa abaixo, um dos momentos mais importantes da música moderna:

Em 1974, ele é convidado para trabalhar no primeiro disco de Gloria Gaynor, “Never can say goodbye”, nome também de seu hit na época. O que Tom fez foi “estender” três músicas do álbum (que além de Never eram “Honey Bee” e “Reach Out”), de maneira que elas parecessem uma só, ou seja, ele tirou a separação entre elas, como um megamix, o que era novidade na época (e depois foi copiado por vários, incluindo Donna Summer).

Porém, Tom lembra com certo amargor que, quando Gloria ouviu a versão, ela comentou: ‘Eu quase não canto”.

Tom passava a ser o remixer mais solicitado da disco music, remixando várias músicas do selo Salsoul Records, como ‘Doctor Love”, do First Choice:

E também ‘My love is free” do Double Exposure:

Entre os vários hits que ele ajudou a bombar com o seu toque estavam ‘I love music” do The Ojay’s;

E “Disco Inferno”, o grande sucesso do The Trammps (incluído na trilha de Saturday Night Fever) e talvez uma das músicas mais emblemáticas da disco:

Outra faixa que Tom mixou foi “More, More, More” de Andrea True Connection (a produção é de Greg Diamond):

Tom também passa a ter o seu próprio selo, Tom n’ Jerry Records (junto com seu irmão, Jerry), primeiramente distribuído pela Salsoul e depois pela Casablanca, com a qual lançou “I don’t need no music”, assinado por T.J.M. e produzida por ele:

Ele passa a ser chamado para produzir artistas como Grace Jones, para a qual produz os três primeiros álbuns: “Do or Die”, “Portfolio” e “Fame”. Inclusive, ele foi o responsável por um dos grandes hits de Grace, a versão disco de ‘La vie em rose”:

Com o passar dos anos, mesmo com a decadência da disco music, Tom não parou de trabalhar, talvez com menos intensidade, mas ele continuava dando o seu toque.

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Em 1980, ele remixa “Love Sensation” de Loleatta Holloway, uma das músicas mais sampleadas da dance music (como em ‘Ride on time” do Blackbox e “Good vibrations” do Marky Mr & The Funk Bunch):

Nos anos 90, ele lançou novos remixes para a Salsoul, juntamente com DJs da nova geração, sendo que até hoje ele é o arquivista oficial do selo.

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Nos anos 00, várias reedições foram lançadas dos seus remixes, como a compilação de 2004, “A Tom Moulton Mix”, lançado pelo selo inglês Soul Jazz.

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Seu trabalho começa a ser redescoberto pelas novas gerações.

Também foram sendo lançadas novas compilações remixadas por ele, como a “Philly Regrooved”, que já possui três volumes e também ‘Philladelphia International Records: The Tom Moulton Mixes”, onde se destaca seu remix de “Love is the message” do MFSB:

Em 2004 ele finalmente foi reconhecido pelo Dance Music Hall of Fame.

E 2006, ele remixou várias faixas novas do Brand New Heavies.

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Tom continua na ativa, sendo constantemente convidado a remixar novos ou antigos sucessos, dar palestras e ele sempre será o “mestre do remix disco”, o inventor do jeito que ouvimos e dançamos a música feita para as pistas.

 

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: LARRY LEVAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Larry Levan é nada menos que uma lenda, pois além de DJ, produtor, remixer, ele criou um tipo de som, a música que ele tocava no Paradise Garage, que incluía disco, dub, reggae, gospel, punk, electro; enfim, esta mistura e a maneira como tocava é que tornou seu estilo único.

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Larry nasceu e cresceu em NY, vindo de família simples, e desde cedo foi um garoto fraco, que sofria de asma.

Com o passar do tempo, Larry foi se saindo bem na escola, principalmente em matemática e física, enquanto escutava muita música em sua casa e brincava com os toca-discos.

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Ele sempre fora um rebelde, pintando seu cabelo de laranja (antes dos punks) e frequentando os chamados “drag balls”, os bailes das drags no Harlem que deram origem à cena do vogue-dancing.

Foi um destes bailes que Larry conheceu Frankie Knuckles, um dos papas da house music, e que se tornou seu grande amigo.

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A vida dos dois mudaria quando conhecem o The Loft, o club ilegal que David Mancuso comandava e cuja entrada era somente para membros (ou amigos destes).

No The Loft eles também conhecem Nicky Siano, que viria a ser namorado de Larry, e um dos DJs mais importantes da cena, já que mixava discos em diferentes velocidades, antes que os outros pensassem em fazê-lo e logo tocaria no seu próprio club, o The Gallery.

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Foi no The Loft que caiu a ficha para Larry do que ele viria a fazer: ser um DJ, tocar músicas para fazerem os outros dançar e se emocionarem ao mesmo tempo.

Ele e Frankie são convidados por Nicky a trabalharem no Gallery, ajudando no décor e fazendo punchs (que muitas vezes incluía ácido).

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Em 1973, numa festa de Memorial Day , onde Larry fazia um bico como iluminador no Continental Baths, o DJ falta e Larry o substitui.

O Continental era uma sauna gay onde havia show e pegação, e local onde Bette Midler e Barry Manilow iniciaram suas carreiras.

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Mas Larry queria mais, queria um club de verdade, com um sistema de som impecável e logo é convidado para tocar no SoHo Place, um club after-hours idealizado por Richard Long, para fazer uma amostra do sistema de som que ele vinha desenvolvendo.

Foi lá que ele conhece Michael Brody, que o convida para tocar num club novo na Reade Street.

Neste pequeno club (que hoje é o Tribeca), Larry aperfeiçoa sua técnica, treinando incessantemente, controlando a temperatura do lugar, bem como extraindo dos discos toda a profundidade do baixo, misturando faixas com efeitos de dub, enfim criando o estilo com o qual se tornaria famoso.

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Porém, o proprietário do imóvel cria empecilhos para continuarem com o club lá e este acaba fechando, mas com a promessa de Brody em tê-lo como DJ exclusivo do novo espaço que ele pretendia abrir em breve.

Larry espera e Brody constrói um club tendo ele na mente, assim é criado o Paradise Garage, talvez o primeiro club concebido para um DJ específico.

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O Paradise Garage ficava localizado no número 84 da King Street, num antigo estacionamento, e, em 1977, algumas festas de pré-inauguração, as “Construction parties”, foram realizadas para arrecadarem verbas para a conclusão da obra.

Finalmente o club abre suas portas em Janeiro de 1978, numa noite caótica, com forte tempestade de neve e atraso na chegada do sistema de som, fazendo com que muitas celebridades fossem embora para nunca mais voltarem.

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Justamente aí é que o PG saiu ganhando: fugindo dos famosos que iam lá para aparecer, o club acaba atraindo uma frequência mais real, de pessoas que trabalhavam em empregos simples, além de muitos gays, negros e latinos. Mas, lembrando, que o club era privado, você só poderia entrar se fosse sócio ou convidado de algum conhecido.

Quando o Paradise estava com tudo em cima, o som ajustado, as paredes acusticamente preparadas, a enorme pista de dança que não cansava os pés dos dançarinos, tudo fora concebido para dar a melhor opção para que os frequentadores curtissem o principal: a música. A qualidade de som era cuidada de perto pelo expert Richard Long (na foto abaixo com Larry).

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E Larry era como um pastor de uma igreja, ele guiava seus discípulos pelas mais diferentes jornadas; ele contava histórias, lidando com o seu mood do dia, que podia ser mais up ou down, ele não se preocupava tanto com a mixagem e sim com a seleção do que iria tocar.

Assim, tudo o que tocava era reverenciado, podia ser uma música lenta no meio de várias pulsantes, o que importava era ser entendido pela pista, ter a resposta desta e isto acontecia sempre, Larry era perfeito no que fazia.

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E apesar da disco dominar os seus sets no início, ele foi se modernizando sempre, incluindo diferentes gêneros, rock, gospel, pop, enfim, o estilo não importava e sim o resultado que Larry dava a cada track.

Um de seus truques era ter mais de uma cópia do mesmo disco, assim ele reconstruía da maneira que bem entendesse, mudando o início, incluindo outras partes, os instrumentais, os dubs, enfim, fazendo a sua própria versão. Uma que não podia faltar no seu set era Class Action (ou Phreek) com “Weekend”:

Não demorou a que executivos da indústria do disco, programadores de rádio, utilizassem o club para lançarem as novidades, tudo sob a aprovação de Larry, logicamente.

Um deles era Frankie Crocker, que tocava na rádio muitas das músicas que Larry lhe mostrava, além de ser um dos poucos que ele permitia subir à cabine.

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Além disso, os trend-setters (pessoas que ditam tendências) ficavam de olho no que Larry iria tocar, pois estas músicas gerariam demanda. Foi assim com Instant Funk e a música “I got my mind made up”:

Lojas como a Vinylmania, localizada perto do Paradise, vendiam muito das músicas que Larry tocava e ele frequentava a loja também em busca de novidades ou de coisas especiais para incluir no seu set. A loja até passou a abrir aos domingos, para que o povo já saísse do club e comprasse algum disco que Larry havia tocado.

Um de seus hits mais famosos foi “Is it all over my face” do Loose Joints, projeto de Arthur Russell:

Outro de seus hits, Central Line com “Walking into sunshine”:

Larry chegou a participar de alguns grupos como o Peech Boys (antes chamado de New York Peech Boys), cujo underground hit “Don’t make me wait”, teve totalmente o seu toque:

E também o Man Friday com “Love honey, love heartache”:

O Paradise também atraía artistas que lá se apresentaram, tudo sob a permissão de Larry, incluindo Grace Jones (com ele na foto abaixo), Madonna (numa de suas primeiras  apresentações), Chaka Khan, Gwen Guthrie, New Order, Kurtis Blow, Liz Torres, Jocelyn Brown, ESG, Liquid Liquid, entre outros.

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Taana Gardner, por exemplo, seria uma mera desconhecida se Larry não acreditasse em músicas como “Heartbeat”, a qual tocava várias vezes até conquistar os dançarinos:

Outro que não podia faltar era Sylvester, ele adorava muitas vezes encerrar o set com “Over and Over” (no vídeo abaixo com cenas da pista do Paradise):

Um dos frequentadores assíduos do club era Keith Harring, que chegou a pintar uma parte das paredes do Paradise e era amigo íntimo de Larry, o qual ele até retratou.

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Harring também fez algumas festas por lá, como a Party of Life (cujo convite vemos abaixo):

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Mas, como tudo que é bom tem um fim, o Paradise fechou em 1987; isto aconteceu quando a Aids dizimou parte da população gay de NY nos anos 80 e início dos 90, além de problemas com os donos do imóvel, assim o proprietário do club, Brody, quando foi diagnosticado com a doença.

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Foram 10 anos de reinado absoluto de Levan naquela que era considerada sua casa, onde ele mandava e desmandava, onde ele até lustrava o globo de espelhos para tornar a experiência de dançar como algo realmente especial. Todos os detalhes tinham que estar perfeitos para que ele pudesse apenas se dedicar à música.

Com o final do PG, Larry vai se viciando cada vez mais em heroína, chegando a vender parte de seu acervo para sustentar o seu vício.

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Ele chegara a ser convidado para tocar em outros clubs, mas em nenhum deles os patrões aguentavam o seu estilo de vida, as suas crises de humor, a sua maneira autoritária de controlar a pista, dificilmente haveria um novo Paradise para ele.

Musicalmente, depois da disco, Larry experimentava com outras sonoridades e no final de sua vida já estava bem influenciado pela house music, a qual foi um dos percussores.

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No início dos 90, Larry é convidado para gigs em Londres, no recém aberto Ministry of Sound, bem como viagens ao Japão.

Porém sua saúde já estava debilitada, ele fora diagnosticado com Aids e tudo se tornava mais difícil e cansativo para ele.

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Larry faleceu em 1992, de falência no coração, resultado de uma endocardite.

O documentário “Maestro” é fundamental para entender mais sobre ele e toda esta religião que ele criou, pois há vários depoimentos de frequentadores do PG, que contam histórias e falam de noites inesquecíveis, além de imagens raras feitas dentro do club:

Recentemente, foi criado em NY, o Larry Levan Way, localizada na King Street, no local onde ele teve o seu auge com o Paradise Garage. Abaixo cenas da festa realizada no ano passado, com DJs e amigos dele prestando um tributo às músicas que ele tocava e que atraiu vários dos antigos habitués do club:

A influência de Larry e do Paradise foram tão grandes, que o estilo “Garage”, uma vertente da house que privilegia os vocais, tendo ao fundo uma base pesada e bem eletrônica, é denominada assim por causa dele e do club.

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Atualmente está acontecendo uma campanha para financiar um filme sobre Larry e o Paradise Garage pelo Kickstarter e cujo endereço para contribuir é:

Além disso, Larry é constantemente reverenciado como o DJ mais influente e inovador de todos os tempos, suas produções e remixes são considerados clássicos de suma importância para tudo que foi criado depois; quando se fala em dance music, ele tem o seu lugar garantido como um deus, como uma figura lendária que nunca foi igualado em uma pista de dança.

 

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CERRONE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Marc Cerrone, ou simplesmente Cerrone, é outro produtor famoso da disco music; ele já vendeu mais de 30 milhões de discos, foi redescoberto por vários artistas e está lançando novas versões de seus antigos sucessos.

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Cerrone nasceu na França e desde cedo demonstrou paixão pela música, mas foi ao assistir Jimi Hendrix tocando no Olympia que ele resolveu aprender a tocar bateria.

Por ser muito inquieto na escola, sua mãe acabou lhe dando um kit de bateria, para ele extravasar sua energia tocando.

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Seu pai era contra ele se dedicar à música e ele acaba saindo de casa aos 16 anos.

Ele se muda para Saint-Tropez onde faz bicos para sobreviver e toca na rua, enquanto sua amiga passava o chapéu para recolher o dinheiro.

Certa vez, Eddie Barclay, o famoso produtor e fundador da Barclay Records, o vê tocar e logo em seguida o convida para sentar a sua mesa.

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Ele comenta que faltava a Cerrone uma banda, sendo que ele (Cerrone) apresenta a sua banda, Kongas, e Barclay o convida para se apresentar no club Le Papagayo.

Com os Kongas, ele lança o primeiro disco produzido por Alec R. Costandinos (artista que contribui com as carreiras do Aphrodite’s Child, Demis Roussos e Dalida, entre outros).

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Quando o segundo álbum do Kongas, “Africanism”, foi lançado, nele se destacava o senso rítmico de Cerrone e a produção de Don Ray, que acabou por influenciar mais tarde os DJs de tribal house pela sua percussão. Abaixo uma raríssima apresentação deles em 1974:

No disco também se destacava a versão para “Why can’t we live together”:

As produções de Cerrone começavam a chamar a atenção dos músicos americanos, pois era uma disco européia instrumental, sexy, orquestrada, diferente da americana.

Cerrone sai do Kongas, que enveredava para o lado mais pop, e se lança em carreira solo, lançando um próximo single que iria mudar o rumo de sua vida profissional.

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Este single foi “Love in C Minor”, música com vocais femininos, batidas eletrônicas, foi uma sensação na época. Abaixo a versão original, a primeira que foi lançada:

Lembro quando meu irmão comprou o single da música e o quanto ficamos impressionados com a sonoridade e a duração da música, que era de mais de dezesseis minutos.

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Cerrone era uma injeção de novidade, mas muitas gravadoras recusaram o single pela enorme duração, que não poderia tocar na rádio e achavam a percussão muito forte.

Ele colocou uma mulher nua ao seu lado na capa do disco e isto melhorou ainda mais as vendas, prensando uma quantidade pequena, por um pequeno label e o boca a boca foi se formando.

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A música atravessou as fronteiras, foi parar nos EUA, com a Casablanca fazendo uma nova versão com outro grupo.

Com isto, Cerrone resolve ir para NY e procura a Atlantic Records, através da figura lendária de Ahmet Ertegün e este assina com ele e lança novamente “Love in C Minor” com nova capa e mais vocais que incluíam também sussurros.

No segundo disco, ele mantém a fórmula de sucesso com “Cerrone’s Paradise”:

Mas foi com o terceiro álbum, “Cerrone 3”, de 1977, que ele teria o hit que arrebatou toda uma geração de DJs e que até hoje continua sendo sampleado e copiado: “Supernature”.

A música era futurista, altamente influenciada pelo Kraftwerk, mas adicionando vocais, mais percussão, se tornando algo único e inovador par as pistas de dança.

Além disso, “Supernature”, como o próprio título já sugere, tem uma mensagem ecológica, se rebelando contra a destruição da natureza causada pela humanidade.

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No começo, a gravadora não queria lançar “Supernature” como single, foi por insistência de Cerrone que ela foi lançada e o disco vendeu oito milhões de cópias.

Outra música que se destacava no disco, e que com o passar dos anos se tornou cult, era “Give me love”, também bastante sampleada pelos DJs de house e remixada em versões novas.

O próximo disco, “Cerrone IV – The Golden Touch” não teve um super hit, mas a música “Rocket in the pocket” influenciou bastante os artistas de hip-hop que utilizaram muito o seu break (nos 02:42 do vídeo, numa apresentação ao vivo em 1978):

Outra música que foi sucesso nas pistas foi “Look for love”:

Ele também se aventurou a fazer trilha para o cinema como “Brigade Mondaine”, com versões novas de músicas já lançadas e alguma inéditas como “Striptease”:

As capas dos discos dele eram uma atração à parte; com mulheres seminuas, em poses eróticas e com certo ar kitsch; era o marketing dele para atrair mais interessados.

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Cerrone lançou vários álbuns consecutivos, todos trazendo sempre algum elemento interessante dentro de seu estilo, não foram absolutos sucessos de vendagens, mas manteve seu nome sempre como um músico de qualidade.

Em 1981, ele teve um pequeno hit com “Hooked on you”, com os incríveis vocais de Jocelyn Brown e que foi relançada com sucesso nos anos 00 com novos remixes:

Mesmo não vendendo como antigamente, ele continuou sendo convidado a tocar em grandes eventos como no Bicentenário da Revolução Francesa em 1989.

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Sua música foi redescoberta no final dos anos 90, quando o house francês começou a ganhar destaque e nada melhor que o som de Cerrone, disco francesa, para servir como inspiração.

Compilações e reedições de seus discos começaram a serem lançados e em 2001, Bob Sinclar (antes de virar um DJ farofa) o chamou para realizar com ele o álbum “Cerrone by Bob Sinclar”.

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Desde então, Cerrone não tem parado de lançar novos trabalhos, sejam álbuns com inéditas, bem como novas versões de seus antigos hits ou com remixes de Djs famosos na cena eletrônica como Dimitri from Paris, Joey Negro, Groove Armada, David Morales, entre outros.

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Em 2005, ele gravou um DVD num concerto de graça e ao ar livre no Palácio de Versailles.

Em 2011, ele tocou com o Chic de Nile Rodgers fazendo uma ótima versão de um clássico da disco, produzido por ele (Cerrone) para Don Ray: “Got to have lovin’ ”:

Este ano foi lançado o disco “Cerrone Productions”, compilação de algumas de suas melhores produções, seja com o Kongas, Don Ray e versões novas de suas músicas com novos colaboradores, sejam DJs ou artistas.

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Uma delas é a nova versão de “Supernature”, que desta vez conta com os vocais de Beth Ditto (do Gossip) e o The Shoes e que já tem até remix novo feito por Alan Braxe e um clipe:

Como o próprio Cerrone declara: “Giorgio Moroder é mais electro, Nile Rodgers é mais funk, eu estou em algum lugar no meio disto; é o “french touch” (toque francês)”.

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Recentemente ele foi tema de um mini doc da Pitchfork TV que merece ser visto:

Mesmo não tendo o sucesso de Nile e Giorgio, Cerrone também vive ótimo momento; sendo convidado para tocar em festivais como Glanstonburry, além de ter seu catálogo influenciando artistas que vão de Lindströn a LCD Soundsystem, passando por Goldfrapp, La Roux, Todd Terje e Mark Ronson, entre outros.

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: GIORGIO MORODER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Giorgio Moroder dispensa apresentações, além de pioneiro da música eletrônica, ele criou a “european disco”, é produtor, arranjador e realizou premiadas trilhas para o cinema; sem ele não existiria o que chamamos de dance music.

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Giorgio teve a brilhante intuição de juntar o som dos sintetizadores com o R&B americano e criou um gênero único que conquistou as pistas e as paradas de sucessos.

Ele nasceu na Itália, trabalhando com pequenas bandas até se mudar para a Alemanha.

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Giorgio era fã de Elvis Presley, Paul Anka (principalmente pela canção “Diana”) e Beatles; e em 1969 ele lançou uma canção bem pop, “Looky Looky”, que já fez sucesso logo de cara. Abaixo uma apresentação dele na TV francesa, atentem para o visual dele, impagável:

Ele ensaiava nas horas vagas, pesquisando técnicas de som, para sempre estar na vanguarda da tecnologia musical, criando o Musiclan Studios, estúdio de ponta para gravação e que foi utilizado por bandas como Led Zeppelin, Rolling Stones, entre outros.

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Um de seus primeiros hits foi com “Son of my father”, em 1972, que o grupo inglês Chicory Tip regravou e atingiu o primeiro lugar na parada britânica. A canção é uma das primeiras a utilizar o sintetizador Moog:

Quando ele conheceu Donna Summer, em 1974, sua vida mudou: ela era uma backing vocal e resolveram fazer um demo com letra de Pete Bellotte (usual colaborador de Giorgio), chamado “The Hostage”. No clipe abaixo uma jovem Donna já mostra ao que veio:

Giorgio viu que Donna tinha futuro, daí ela teve a ideia de uma música sexy com a frase “I love loving you” e assim, com o toque de Giorgio no estúdio, surgiu ‘Love to love you baby”, que se transformou num mega hit nos anos 70.

A Casablanca Records adorou a música e propôs torná-la ainda mais longa.

Donna não queria cantar a música, pois a considerava erótica demais, mas o sucesso foi tanto que acabou lançando seu nome ao estrelato.

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Giorgio foi visionário: usando a batida 4×4, agora um europeu fazia dance music da melhor qualidade, sendo um marco para a época, já que quase nada eletrônico era utilizado para fazer as pessoas dançarem.

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Mas foi o próximo trabalho deles que acabou sendo considerado um divisor de águas, deixando todos de queixo caído: “I feel love”, uma faixa que é considerada um marco da música eletrônica, pois quando foi lançada não existia nada parecido feito para o dancefloor. A música era muito underground para a época, os únicos que faziam algo assim era o Kraftwerk, portanto o impacto de “I feel love” foi imensurável, era o futuro da música.

Ao mesmo tempo, ele se destacava nas paradas com a faixa título de seu álbum, ‘From here to eternity”, álbum todo gravado com sintetizadores:

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Neil Bogart da Casablanca queria mais hits para Donna, assim é lançado outro álbum duplo, “Bad Girls”, que origina a faixa título e também “Hot Stuff”.

 Outro sucesso dos dois foi a versão disco para “MacArthur Park”, em seus mais de 17 minutos de glória, incluída no álbum duplo e ao vivo de Donna, “Live & More”, produzido por Giorgio.

Com Donna ele ainda produz ‘Enough is Enough” (dueto dela com Barbra Streisand), ‘On the Radio”, ‘Last Dance” (que ele co-produziu), entre outras.

Com a mudança de Donna para outra gravadora, a Warner, Giorgio parte para outras colaborações.

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Ele trabalha com bandas como o The Sparks, mas não obtém o mesmo sucesso que na época de Donna.

Em 1979, ele realiza um os primeiros álbuns totalmente gravados digitalmente, “E=MC2”.

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Agora vivendo em Los Angeles, ele passa a ter contato com os produtores de Hollywood onde é procurado por Alan Parker, fã de “I feel love” e que imaginava para a trilha de seu novo filme, “Midnight express” (Expresso da meia-noite), algo parecido, bem eletrônico. E assim Giorgio criou “The Chase”:

Outra música que se destacava na trilha era o tema principal do filme, ‘The Midnight Express Theme”:

A trilha permitiu a Giorgio conquistar o seu primeiro Oscar.

Giorgio Moroder,  Raquel Welch

Logo em seguida, ele faz também “American Gigolo”, cuja música de abertura era “Call me”, cantada por Debbie Harry com o Blondie e que foi um hit nas pistas:

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Em 1982, ele colabora com David Bowie na trilha de “Cat People”, a refilmagem do clássico dos anos 40, “Sangue de Pantera”, na música “Putting out fire”:

No ano seguinte, ele faz a trilha de “Scarface”, que acaba virando um cult com o passar dos anos.

Outra trilha de sucesso foi “Flashdance”, o filme foi um arrasa-quarteirões nas bilheterias e a música tema, “What a feeeling”, cantada por Irene Cara, lhe deu outro Oscar e o Globo de Ouro:

No cinema, ele ainda fez a trilha da versão colorizada de “Metropolis”, o clássico do cinema mudo dirigido pelo alemão Fritz Lang, que foi relançado com nova trilha feita por Giorgio e em uma das músicas, “Love kills”, os vocais eram de Freddie Mercury:

Na trilha de “Electric Dreams”, ele tem mais um hit com Philip Oakey (o vocalista do Human League) em “Together in electric dreams”:

No mesmo ano ele também produz para Limahl a música tema do filme “Never Ending Story”:

Em 1985, ele é procurado pelo produtor Tony James para lançar uma nova banda, o Sigue Sigue Sputnik, que juntasse visuais, sons modernos e futuristas, assim ele produziu “Love Missile F1-11 (Flaunt it)”:

Ele também foi o responsável pela trilha de “Top Gun”, junto com seu colaborador Harold Faltermeyer (do sucesso “Axel F” da trilha de Beverly Hills Cop) mais Tom Whitlock (responsável pela letra), e o hit “Take my breath away”, cantada pelo Berlin, que lhe deu o terceiro Oscar.

Os anos 70 e 80 foram os mais movimentados na carreira de Giorgio, já que nos anos 90 ele fez poucas coisas como voltar a colaborar com Donna na música ‘Carry On”, que lhe deu o Grammy de melhor gravação de dance (esta foi a primeira vez que o prêmio foi dado).

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Além disso, ele também colaborou com artistas pop como Bonnie Tyler, Three Degrees, Cher, Pat Benatar, Japan, Kenny Loggins, entre outros.

Em 2013, o Daft Punk o convida para uma faixa no álbum “Randon Acess Memories” intitulada simplesmente “Giorgio by Moroder”, onde ele só fica falando de sua carreira tendo uma base eletrônica do Daft por baixo.

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A faixa rendeu o quarto Grammy da carreira de Giorgio e é uma bela homenagem ao trabalho do produtor:

Foi o que bastou para ele voltasse a ficar na moda, e agora também se lançando como DJ.

Ano passado ele tocou em SP num evento fechado, quem viu disse que ele tocou vários clássicos, incluindo muita coisa de autoria dele e novos remixes.

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Em 2014, ele remixou uma faixa para o Coldplay e Lady Gaga com Tony Bennet.

No mês que vem, ele deve lançar o seu novo álbum “Déjà Vu”, que inclui o single “Right here, right now’ com Kylie Minogue, que já é hit nas pistas:

E a faixa título, “Déjà Vu” com a cantora Sia, que acaba de ser lançada:

Além delas, também participam do álbum, Britney Spears, Charlie XCX, Kelis, Matthew Koma, entre outros.

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Atualmente, Giorgio excursiona o mundo como DJ, além de fazer uma turnê com Kylie pela Austrália.

Giorgio viu assim sua carreira renascer aos 74 anos e parece que desta vez ele voltou para ficar, pois o seu toque faz toda a diferença, é sempre algo feito com habilidade e bom gosto dentro do mundo pop.

Giorgio Moroder

 

 

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