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julho – 2015 – Japa Girl












































































    Landscape in progress 💚Após 3 décadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
Gracias @celsokamuraoficial 💋🌹❤Melhor noite e som absurdo @djfelipevenancio  @djeducorelli @marcelona @melissadepeyre ❤❤❤ @club.jerome #toiletteMrs. JonesWhite Tiger & Black Jaguar 🌹🔫🌹🔫🌹 #gunsnrosesToilette tonight!Come on blood suckers!!!Full bloom #orquideavanda #wandaorchidBoa semana!A lot of work these guys...but I love them!

                
       
















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CURRENT MOON

Archive for julho, 2015

TODAY’S SOUND: STRAIGHT OUTTA COMPTON – O FILME SOBRE O N.W.A.

No mês que vem, mais precisamente no dia 14 de agosto, estreia nos EUA o filme “Straight Outta Compton”, contando a história do grupo de gangsta-rap: N.W.A. (Niggaz wit attitude – Negros com atitude).

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O filme vem sendo bastante aguardado pelos fãs e admiradores de um dos maiores expoentes do hip-hop e que teve uma breve existência, chegando ao ápice de sua fama no final dos aos 80 e início dos anos 90.

Abaixo o trailer com introdução de Dr. Dre e Ice Cube, que visitam Compton, tiram fotos com fãs e andam pelas ruas:

Formado por Dr. Dre, Ice Cube, Eazy-E (falecido em 1995, de Aids), DJ Yella, MC Ren e Arabian Prince (que só participou até o segundo disco), o N.W.A. chegou a ser considerado o “grupo mais perigoso do mundo”, justamente pela sua postura de enfrentar a tudo e a todos.

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Foto do grupo original

Vindos de Compton, Califórnia, eles inventaram um novo tipo de rap, com letras violentas e que bombaram nos clubes de South Central, mas sempre tendo muitos problemas com a polícia na sua trajetória.

Suas músicas eram consideradas tão fortes que acabaram sendo banidas de rádios e lojas, bem como criticadas pela mídia mais conservadora.

No filme, os membros do N.W.A. são vividos por: Corey Hawkins (Dre), Jason Mitchell (Eazy), O’Shea Jackson Jr. (filho de Ice Cube na vida real e que será o seu pai no filme), Alvis Hodge (MC Ren), Neil Brown Jr. (Yella) e Brandon LaFourche (Arabian).

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Além deles, participam do filme Paul Giamatti (o ótimo ator de filmes como “America Splendor) no papel do manager do grupo, Jerry Heller, bem como Keith Stansfield (Snoop Dogg), R. Marcus Taylor (Suge Knight), Marcc Rose (Tupac Shakur), entre outros.

Abaixo, algumas cenas dos bastidores da filmagem, com apresentação de outra lenda do hip-hop, Fab 5 Freddy:

O título do filme é uma referência ao álbum de estreia do N.W.A., que arrebentou nas paradas americanas quando foi lançado em 1988, chegando ao disco triplo de platina, com mais de três milhões de cópias vendidas.

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Na verdade, o álbum foi o segundo lançado pelo grupo, mas o primeiro foi completamente ignorado pelo público e crítica.

“Straight outta Compton” era um petardo, um grito de liberdade e fúria da população negra que não aguentava mais ser maltratada pela polícia e sofrer todo tipo de reconceito e injustiça, especialmente com músicas como ‘Fuck tha Police”, onde também atacavam o FBI:

O disco marcou uma época, trouxe o hip-hop para as grandes massas, e transferindo a cena para a costa oeste dos EUA, já que nos anos 80 os artistas da costa leste (NY) dominaram o gênero.

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O disco seguinte do grupo, “Efil4zaggin”, também foi muito bem nas paradas, chegando ao disco de platina, com mais de dois milhões de cópias vendidas, bem como atingindo o primeiro lugar da Billboard na segunda semana de lançamento.

Um dos hits era “Always into somethin”, que chegou no primeiro lugar da parada Rap:

Foi o último disco da banda, que se desfez por brigas internas entre seus membros, principalmente Dr. Dre e Eazy-E, que se desentenderam muito, sendo que Dre foi para a Death Row Records (a qual ele fundou junto com Suge Knight).

O filme foi concebido com o total apoio de Dr. Dre, hoje um empresário de sucesso (depois que vendeu sua empresa de headphones e streamig, Beats Electronic, para a Apple), e Ice Cube, ator (‘Boyz n the Hood”, ‘Friday”) e produtor (“21 Jump Street”), que na época eram jovens em busca do estrelato.

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Os outros membros já não tiveram o mesmo sucesso, mesmo assim MC Ren continua gravando (ele ficou revoltado com sua pouca participação no filme) e DJ Yella trabalha na indústria pornô, produzindo e dirigindo filmes.

“Straight Outta Compton teve um orçamento de 29 milhões de dólares e demorou doze anos para chegar às telas, já que não foi fácil convencer algum estúdio de Hollywood a investir num filme sobre o gangsta rap, gênero considerado extremamente violento e com letras sexistas.

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O filme foi dirigido por F Gary Gray (diretor da segunda versão de “Italian Job”, ‘Friday” e de vídeos de Ice Cube), que trabalhou num roteiro reescrito três vezes, já que na sua primeira versão o filme era maia focado em Eazy-E e acabou sendo aumentada a participação de Dre e Cube, a medida que foram se envolvendo mais no projeto.

Inclusive, o filme foi co-produzido pela viúva de Eazy, Tomica Woods-Wright, já que ela detém os direitos sobre todo o legado de seu falecido marido, além de Dre e Cube, claro.

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O diretor Gray teve vários encontros com Dre e Cube, que contaram vários detalhes de sua história, não deixando nada de fora; então está tudo lá, os bafos, brigas, discussões, sucessos, fracassos, processos até a separação – enfim, o filme procura ser um retrato fiel da história do N.W.A.

Dre declara que foi praticamente todos os dias ao set de filmagem para que nada fugisse ao seu controle.

A primeira versão do filme havia ficado com três horas de duração, mas cortou-se para duas horas e vinte minutos, além de incluir uma cena crucial: a da briga de Dr. Dre com o seu ex-sócio Suge Knight.

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Aliás, um dos bafos da filmagem do trailer do filme foi que Suge atropelou dois colaboradores de Ice Cube, matando um deles no acidente. No momento ele cumpre pena, aguardando o julgamento.

Outro detalhe interessante é que rola um boato forte que foi Suge quem matou Tupac e que teria mandado matar Notorius B.I.G. par se livrar da culpa, mas esta é uma história que daria outro filme.

Os três atores que interpretam Ice Cube, Eazy-E e Dr. Dre

Os três atores que interpretam Ice Cube, Eazy-E e Dr. Dre

Enquanto isso, várias ações estão sendo pensadas para o lançamento do filme, entre elas uma possível reunião do N.W.A. mais a participação de Eminem (que fariam shows na Europa), que está presente na trilha do filme e ainda conta com Kendrick Lamarr (novo astro do rap), além do próprio Dr. Dre, entre outros.

Ice Cube e o filho O'Shea

Ice Cube e o filho O’Shea

Por enquanto o filme não tem data de estreia prevista por aqui, mas aguardemos para ver um pouco da história do hip-hop nas telas.

A última é que segundo Ice Cube,  Dr. Dre estaria lançando um álbum novo dia 01º de agosto, um disco surpresa aproveitando o lançamento do filme, depois de 16 anos sem gravar, vamos torcer para que isto seja realmente verdade.

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TODAY’S SOUND: “NORTHERN SOUL” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Iniciando nossos posts sobre filmes onde a música é o elemento principal, hoje falaremos de um filme recente, ainda não lançado no Brasil, mas que merece ser visto e curtido: “Northern Soul”.

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O filme foi lançado no ano passado na Inglaterra, o berço do movimento que dá nome à película e que levava os jovens a dançarem ao som de discos obscuros de soul dos anos 60.

Apesar do Northern Soul ter bombado no início da década de 70, o grande lance não era dançar os últimos sucessos e sim discos de soul que fossem bem animados e bons de dançar. O filme dirigido por Elaine Constaine (fotógrafa colaboradora da revista The Face) estreou na Inglaterra no ano passado e se desenrola no norte do país, em 1974, centralizando sua história na figura de John e Matt, dois amigos apaixonados pelo soul americano.

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John é vivido pelo ator Elliott James Langridge (da série “Hollyoaks”), um jovem de Lancashire que sofre bullying de colegas e professores, que não vê futuro em nada até conhecer Matt (Josh Whitehouse) e conhecer a cena Northern Soul.

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O gênero foi sucesso especificamente no norte da Inglaterra, em pequenos clubes que reuniam jovens para dançar músicas que eles nem sabiam o nome, mas cujo ritmo os contagiava. Estes jovens eram geralmente da classe trabalhadora, que trabalhavam em fábricas e precisavam de alguma válvula de escape para fugir da realidade nos fins de semana, e que acabou sendo o Northern Soul, um alternativa para o pop que dominava as paradas.

Os verdadeiros dançarinos do Northern soul

Os verdadeiros dançarinos do Northern soul

Numa cena do filme vemos o comércio de discos e um detalhe bem interessante: haviam músicas que eram editadas de forma “escondida”, ou seja, num disco com um nome X havia a música Y gravada e geralmente era uma grande descoberta para quem acabava achando um disco assim. Eles ficavam tão loucos pelas músicas, que um comércio ilegal de discos de 45 polegadas (o antigo compacto) se criou em torno da cena, com importados vindos da América e que eram ferozmente consumidos por estes jovens.

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Assim, foi se formando uma cena de pessoas que gostavam daquele tipo de música, indo atrás dos clubes que tocavam este estilo como o Wigan Casino, localizado em Wigan, no norte da Inglaterra.

Abaixo um vídeo com várias cenas no verdadeiro clube:

Pessoas de várias partes do país, se dirigiam até Wigan, só para poder frequentar alguma noite deste animado lugar que se tornou um dos símbolos da cena. O Wigan inclusive aparece numa das melhores cenas do filme, mostrando o seu animado dancefloor e a animação do público com as músicas e as coreografias.

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John e Matt desejam ser Djs e terem sua própria noite de Northern Soul, mas ainda não tem idade suficiente para isso, por isso procuram a ajuda de amigos mais velhos como Sean (ótimo desempenho do ator Jack Gordon), um super incentivador da cena.

Jack Gordon em cena do filme.

Jack Gordon em cena do filme.

 

Porém, para se ter uma noite completa de Northern Soul, era necessário tomar anfetaminas, que acabavam acelerando mais as músicas. John, Matt, Sean e seus amigos começam a se viciar nas pílulas e alguns deles até traficam e se injetam. A polícia, disfarçada, começa a sacar deste tráfico de drogas e acaba com a alegria de muitos dos amigos da turma.

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O filme é uma delícia de ver, além de um bom roteiro, ótimas atuações, este descreve bem a cena e a música que se escutava. Aliás, um dos pontos altos do filme é justamente a trilha, editada em disco duplo, com mais de 50 pérolas do gênero, incluindo James Ingram Orchestra com “Exus Trek”:

Frankie Valli and the Four Seasons com “The Night”:

Edwin Starr com “Backstreet”:

The Velvets com “I gotta find me somebody”:

The Precisions com “If this is love (I’d rather be lonely)”:

The Salvadors com “Stick by me baby”:

O lado fashion também é bem representado, já que o Northern Soul tinha seus próprios códigos de vestimenta: os homens geralmente usavam calças largas (para poderem dançar melhor), sapatos com uma leve plataforma, camisetas cavadas (pois suavam muito) e muitos casacos de couro, sejam jaquetas, paletós, etc.

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Outra coisa bastante utilizada eram badges (emblemas) com motivos da cena como o pulso fechado com dizeres como “Keep the Faith” (mantenha a fé).

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As mulheres usavam e abusavam das saias compridas e longas, jaquetas, tops vaporosos, bolas estilosas; se vestindo de maneira confortável para arrasarem no dancefloor.

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O filme ainda conta com alguns rostos conhecidos como Steve Coogan (no papel de um professor sacana) e a diva soul Lisa Stansfield (como a mãe de John).

Elenco reunido no lançamento do filme em Londres.

Elenco reunido no lançamento do filme em Londres.

 

Para que as cenas de dança fossem o mais realista possíveis, os atores treinaram incessantemente aos passos e coreografias, dando um resultado perfeito no filme.

“Northern Soul” acabou sendo muito bem recebido em Londres, se tornando um sucesso de bilheteria e este ano venceu o prêmio NME de melhor filme inglês de 2014 (conforme o semanário New Musical Express).

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Para conhecer ainda melhor a cena, sugiro assistir este doc da BBC, “Northern Soul: Living for the weekend”, com vários depoimentos de pessoas que viveram a cena.

O Northern Soul está vivendo um revival no momento, com algumas festas acontecendo na Inglaterra para manter vivo este movimento que merece ser revitalizado.  

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TODAY’S SOUND: B.B. KING POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando nossos posts das recentes perdas musicais, não poderíamos deixar de falar da lenda do blues, B. B. King.

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Ele foi considerado um dos melhores guitarristas que já existiram, já venceu mais de 15 Grammys, gravou mais de 50 discos e se tornou um ícone da guitarra.

Além disso, ele influenciou alguns dos maiores expoentes deste instrumento, incluindo Jimi Hendrix, Eric Clapton, George Harrison, Jeff Beck, Albert Collins, Buddy Guy, entre outros.

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Mas a carreira dele não foi nada fácil, pois veio de família pobre, trabalhou em plantações de algodão no Mississipi e o sonho em ser músico foi determinante em sua vida.

Além da clara influência do blues de feras como T-Bone Walker e Lonnie Johnson, do jazz de Django Reinhardt e Charlie Christian, ele também deixou-se contagiar pelo country e o gospel.

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Foi mudando para Memphis que ele teve alguma chance, pois era lá que os músicos de maior destaque se dirigiam atrás do sucesso e ele o foi atrás de seu primo, o guitarrista de blues e country, Bukka White.

Foi White que o treinou no blues de guitarra e King foi aperfeiçoando seu estilo.

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B.B. King teve sua grande chance ao tocar no programa de rádio da estação WDIA que o projetou para o público que curtia o blues na sua mais pura forma.

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Inclusive foi na rádio que ele adotou o nome B.B., vindo de “The Beale Street Blues Boy’ ou apenas ‘Blues Boy”.

King assina com a gravadora RPM records (dos Binari Brothers) e lança, em 1951, “Three O’clock blues”:

Sua banda agora era formada por Bobby Bland (vocais), Earl Forrest (bateria) e Johnny Ace (piano), denominada the Beale Streeters, e com a qual eles se mudam para a gravadora Ace (especializada em blues).

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B.B. King com Elvis Presley

Durante os anos 50, King conseguiu colocar vários hits nas paradas de sucessos, entre eles “Woke up this morning”, ‘Whole lotta love”, entre outras, enquanto sua guitarra ia ficando mais agressiva com o passar dos anos.

Falando em guitarra, é interessante saber por que King denominava suas guitarras de Lucille. Reza a lenda que durante uma de suas apresentações, dois homens brigavam e acidentalmente, causaram um incêndio. Todos saem correndo em pânico do local, inclusive King, que esquece de sua guitarra no palco. Porém ele volta para apanhá-la, enfrenta o fogo e consegue resgatá-la. Mai tarde, ele descobre que a briga havia sido causada por ciúme dos dois homens em relação a uma mulher chamada justamente de Lucille.

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O nome virou tão icônico que a marca Gibson lançou um modelo com este nome e King virou o embaixador da marca.

Em 1960, ele tem um novo sucesso com sua versão de “Sweet Sixteen” (cujo original era de Joe Turner):

Em 1964, ele lança um de seus mais famosos discos ao vivo, “Live at the Regal”.

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Durante os anos 60, ele lança mais alguns sucessos menores como ‘How blue can you get”:

Até que finalmente em 1969, ele entra também na parada de sucesso pop com o hit ‘The thrill is gone” e é convidado a abrir shows da turnê dos Rolling Stones:

Agora King era um nome mais famoso e as audiências o seguem durante os anos 70, especialmente por que ele não tinha medo de ousar.

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Por exemplo, um de seus hits da época, “To know you is to love you”, foi gravado com a mesma orquestra que gravava com Spinners e O’Jays, dois nomes que faziam o chamado soul da Filadélfia.

Durante as próximas décadas, King continua na estrada, fazendo cerca de 300 shows por ano e levando seus blues para os mais diferentes cantos do planeta.

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Em 1989, ele é o convidado especial da turnê mundial do U-2, com os quais participa na música “When love comes to town”, do disco “Rattle and Hum”:

B.B. King com Bono Vox

B.B. King com Bono Vox

Em 1993, ele volta à boa forma com o disco ‘Blues Sumitt” onde vem acompanhado de feras como John Lee Hooker, Etta James, Koko Taylor, entre outros.

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Abaixo ele se apresenta com alguns de seus discípulos como Stevie Ray Vaughan, Phil Collins, Paul Butterfield, Eric Clapton, além das vozes de Chaka Khan, Etta James e Gladys Knight, interpretando ‘Why I sing the blues”:

Em 2000 seu nome volta a ficar em evidência com o lançamento de “Riding with the king”, disco em colaboração com Eric Clapton que torna seu nome conhecido para uma nova geração de admiradores e roqueiros.

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Mas enquanto isso, sua saúde já andava debilitada, pois sofria de diabetes.

Este ano ele tinha vários shows marcados, mas foi obrigado a cancelá-los quando sofreu, no ano passado, uma desidratação num show em Chicago.

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King faleceu em maio deste ano, aos 89 anos. Houve uma desconfiança de que ele tivesse sido envenenado pelo seu empresário, mas o resultado da autópsia tirou esta possibilidade quando foi comprovado que ele faleceu de causas naturais, que incluíam, além da diabetes, o mal de Alzheimer e problemas cardíacos.

O blues e a música mundial perdem uma figura inestimável, um cara que viveu pelos blues e que deixa um legado incrível de muitas canções e interpretações inesquecíveis.

 

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TODAY’S SOUND: ORNETTE COLEMAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ornette Coleman foi uma lenda do jazz que perdemos em 2015 – um talento absurdo, que foi chamado de desafinado, quando o que estava fazendo era uma revolução no gênero, criando o chamado free jazz.

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Coleman começou tocando sax tenor, em grupos de bebop jazz e R&B, influenciado por Charlie Parker, formando o grupo The Jam Jivers, em meados dos anos 40.

Certa vez, durante uma briga, seu sax foi destruído, acabando com sua banda e ele trocou para o alto sax.

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Assim, ele se junta à banda de Pee Wee Crayton e viaja para Los Angeles, onde têm vários empregos, incluindo ascensorista de elevador.

Durante este período ele ia arrecadando músicos com os quais tinha alguma identidade, que pensassem como ele, de cabeça aberta e prontos para qualquer desafio.

Coleman não desistia da música, continuava a estudar teoria musical e harmonia; seu estilo era considerado como fora de sintonia e muitos músicos não conseguiam acompanhá-lo, já que não se prendia às convenções do jazz tradicional.

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O bacana do som de Coleman ̩ que ele tocava do jeito que percebia a m̼sica, como a escutava Рlivre de amarras, de conceitos pr̩-estabelecidos.

Até que em 1958, ele lança seu primeiro disco, “Something Else!!!!”, álbum considerado a frente de seu tempo; era a vanguarda do jazz chegando para ficar e plantando as primeiras sementes do free jazz.

Além de revitalizar a união do blues e do jazz, ele também dava oportunidade para a música africana, muitas improvisações – o jazz vivia uma nova era.

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Entre os músicos presentes no álbum estavam Don Cherry (o padrasto de Neneh e pai de Eagle-Eye) na corneta, Charlie Haden (com ele na foto abaixo) e Don Payne, ambos no baixo, mais os bateristas Ed Blackwell e Billy Higgins e também o pianista Walter Norris.

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Outro de seus colaboradores era Paul Bley, pianista que dividia com ele os mesmos ideais musicais e que muito o incentivou.

Em 1959, ele assina com a Atlantic e lança “The Shape of Jazz to come”, outro álbum que é considerado avant-garde, revolucionário, mesmo tendo sido recebido por alguns de seus colegas como desestruturado e confuso.

Agora o seu quarteto era formado por Haden, Cherry e Higgins e ele deixa de utilizar o piano durante um longo período, dando cada vez mais liberdade à improvisação.

Coleman era considerado gênio por uns (como Leonard Bernstein) e maluco por outros. Uma de suas inovações foi ter usado o Grapton sax, um saxofone que utilizava como elementos o acrílico e não somente o metal, o que causava uma diferença inusitada em seu som.

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Ele consegue um trabalho fixo no clube de jazz, Five Spot, causando muita polêmica e opiniões divididas, uns amavam suas apresentações e outros ficavam revoltados. De qualquer maneira, ele ia fazendo o seu nome, enfrentando as convenções e trazendo cada vez mais elementos modernos para o jazz.

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Em 1960, ele lança “Free Jazz: a collective improvisation”, onde ele ousa mais uma vez, colocando dois quartetos, com dois músicos em cada instrumento. Mais uma vez estava lançada a polêmica, mas uma coisa ninguém podia negar: o free jazz acabou se tornando, além do nome de seu álbum, um novo estilo de tocar jazz.

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Mesmo com passagens dissonantes, com músicas que formam uma faixa contínua (que chega a 40 minutos), sessões rítmicas executadas ao mesmo tempo, uma em cada canal de stereo, o disco é nada menos que inovador.

Não é à toa que a capa original continha uma pintura de Jackson Pollock, o equivalente de Coleman na pintura, ambos davam um espírito de liberdade em suas artes.

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Porém, Coleman não concordava muito com o termo free jazz, já que ele compunha suas músicas, não tocava standards, tudo era criado á sua maneira. Ele foi influência fundamental nos novos jazzistas que surgiam na época, como John Coltrane por exemplo.

Durante a década de 60, ele realiza novas experiências musicais, incorporando cordas à sua música e sob a influência de Albert Ayler, utiliza de maneira inovadora tanto o trompete quanto o violino.

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Em 1965, ele assina com a Blue Note e lança o álbum “At the Golden Circle Stockhol”, registro de apresentações ao vivo na Suécia, com seu trio, agora composto por David Izenzon e Charles Moffett.

No ano seguinte, ele cria mais uma controvérsia ao incluir seu filho de dez anos, Denardo Coleman, como baterista.

Nos anos 70, sempre inovando, ele toca com guitarra elétrica fundindo o jazz com rock, funk, o que foi denominado de free funk.

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Coleman tocava com um quarteto duplo intitulado Prime Time, criando o que chamava de ‘harmolodics” (mistura de harmonia, melodia e ritmo).

Ele também continua a lançar discos e se apresentar com seu sexteto, como vemos abaixo:

Nos anos 80, ele colabora com Jerry Garcia, do Grateful Dead, mais Pat Metheny, sempre excursionando e lançando novos trabalhos.

Em 1991, ele participa da trilha de “Naked Lunch’, o filme de David Cronenberg baseado no livro de William Burroughs.

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Durante os anos 00, ele tem sua arte reconhecida por vários prêmios importantes, como o Pulitzer e o Grammy, além de inúmeras homenagens e álbuns em tributo à sua música.

Coleman faleceu no mês passado aos 85 anos, de parada cardíaca.

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Sua música e sua arte são fundamentais para a formação dos músicos de jazz, já que seu estilo único e inovador será sempre uma referência quando se fala na arte da experimentação, sendo elemento fundamental do que conhecemos como o jazz moderno.

 

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TODAY’S SOUND: PERCY SLEDGE E BEN E. KING

A soul music perdeu este ano mais duas figuras importantes: Percy Sledge e Ben E. King, dois caras responsáveis por alguns clássicos que ficarão para sempre em nossas memórias e que muitos romances embalaram.

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Percy Sledge é o autor de “When a man loves a woman”, música lançada em 1966, e que desde então, cada vez que toca, nos emociona da mesma maneira.

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Antes de se dedicar à música, ele trabalhou em campos de algodão e também em um hospital, onde ele foi notado por um paciente, quando cantava pelos corredores e este o aconselhou a procurar uma gravadora. Ele compôs a música para uma mulher pela qual foi apaixonado, mas que o deixou para se dedicar à carreira de modelo. Mal sabia que ela, que esta decepção amorosa originaria uma das músicas mais românticas de todo os tempos: “When a man loves a woman” atingiu o primeiro lugar na época e por incrível que pareça, Sledge nunca recebeu os royalties da canção, já que a autoria ele cedeu para seus dois amigos que o ajudaram a reescrever a canção (fato pelo qual se arrependeu mais tarde).

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Quando a música foi utilizada como trilha do filme “Platoon”, em 1987, voltou às paradas, atingindo o segundo lugar da parada inglesa, quase vinte anos depois. Além disso, ela foi regravada por Michael Bolton, Bette Midler, Johnny Rivers, Kenny Rodgers, entre outros, integrou outras trilhas como “O Reencontro”, mas a versão de Sledge ainda é imbatível.

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Sledge também lançou outro single bacana logo em seguida, “Warm and tender love”, que chegou ao 17º lugar da parada.

A influência gospel ainda era forte e a balada é sofrida e de uma beleza contagiante. Sua próxima canção, “It tears me up”, também é puro sofrimento, pois fala de um amigo que trai o outro, roubando-lhe a sua paixão. O resultado só poderia ser muitas lágrimas:

Outro hit seu foi “Take time to know her”, onde mais uma vez ele canta o sofrimento do amor, o que lhe rendeu o título de “The king of pain” (o rei da dor).

Os hits pararam de surgir depois dos anos 60, mas Sledge sobreviveu graças a muitos shows mundo a fora cantando seus sucessos e seu hit principal, fazendo na base de 100 shows por ano. percy4

Nos anos 80, “When a man loves a woman” também foi trilha de comercial da Levi’s e virou nome de filme nos anos 90. Durante os anos 90 e 00, ele continua fazendo shows e lançando discos, sendo que seu ultimo trabalho foi lançado em 2004.

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Este ano, ele não resistiu a um câncer no fígado e faleceu aos 74 anos. Quando “When a man loves a woman” saiu das paradas nos anos 80, a canção cedeu seu lugar para outro revival, desta vez da música ‘Stand by me”, trilha do filme homônimo e que reacendeu o interesse pela figura de Ben E. King.

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Coincidentemente, King faleceu um pouco depois de Sledge e os dois foram da mesma geração de cantores de soul e R&B que cantavam canções de amor, sofrimento; o soul no seu estado mais puro e sentimental.

King teve como seu maior sucesso ‘Stand by me”, canção que fala de amor, amizade e companheirismo e que foi a quarta música mais executada durante o século passado:

Depois de participar de coros em igrejas gospel, ele começou sua carreira no show-business como membro do Five Crowns, que acabou se transformando no The Drifters, que fundia melodias de R&B e gospel, com a sofisticação de arranjos mais pops.

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Era o chamado pop esilo “Brill Building”, referindo-se às canções que eram compostas no edifício Brill, que reunia várias editoras musicais. Uma das canções que King cantou no Drifters foi a balada “Save the last dance for me”:

Em 1960, ele deixa o grupo para seguir carreira solo e em 1961, ele lança “Spanish Harlem”, composta por Phil Spector e Jerry Leiber:

No mesmo ano, ele lança “Stand by me”, que atinge o primeiro lugar da parada R&B.

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Em 1962, ele lança “Don’t play that song (you lied)”, regravada por Aretha Franklin, e que atinge o segundo posto da parada R&B:

Com a chegada do rock n’ roll, o soul e seus artistas tem maior dificuldade de emplacarem sucessos, mas King continua lançando alguns sucessos menores durante a década como “I (Who have nothing)”, regravada anos mais tarde pelo Status Quo.

Ele só voltará às paradas dez anos depois, com o hit pré-disco “Supernatural Thing”:

No final da década de 70, ele ainda vai colaborar com o Average White Band, além de jazzistas como Milt Jackson e David ‘Fathead” Newman (saxofonista de Ray Charles).

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Nos anos seguintes, King continua lançando discos e singles, mas nada consegue atingir a popularidade de “Stand by me”, que volta a fazer sucesso nos anos 80, quando é lançado o filme baseado numa estória de Stephen King e estrelado pelo então astro River Phoenix.

A canção também deu nome a uma fundação que ele manteve até o fim de sua vida, a Stand by me foundation, que ajuda jovens necessitados a terem melhores oportunidades de estudar.

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King faleceu no final de abril deste ano, aos 76 anos e será para sempre reconhecido como uma das vozes mais lindas do soul. Tanto “When a man loves a woman” quanto “Stand by me” estão entre as 500 melhores canções do século XX e são clássicos absolutos de um período de ouro da música pop. O mundo fica mais triste sem estas duas vozes poderosas da black music.  

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TODAY’S SOUND: BOBBY WOMACK POR ARTHUR MENDES ROCHA

Outro importante artista que perdemos recentemente foi Bobby Womack, uma verdadeira lenda do soul music e que nos últimos anos de sua vida continuou compondo, cantando e tocando brilhantemente.

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Womack nasceu de uma família muito pobre, não tinha quase o que comer e dividia a cama com mais dois irmãos, mas através de sua dedicação à música (e seu talento), ele conseguiu vencer as dificuldades. Seu pai possuía um violão e foi através dele que Womack foi treinando e conseguindo tocar blues, soul, country e até música clássica.

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O vocalista do Soul Stirrers era Sam Cooke e foi ele que deu o maior apoio aos meninos Womack, conseguindo que eles abrissem os shows da turnê das Staple Singers.

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Seu irmão Curtis (do duo Womack & Womack) tinha a voz mais suave, mas Bobby tinha mais carisma e voz de barítono. Foi Cooke que os aconselhou na transição do gospel para a soul music, assinando com eles na sua gravadora SAR e mudando seu nome para The Valentinos.

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Sam Cooke e ao fundo na guitarra, Bobby Womack

Em 1962, eles reescrevem um de seus hits de gospel como ‘Lookin’ for a love” (regravado pelo J. Geils Band) e tem um de seus primeiros sucessos soul, com produção e arranjo de Cooke.

Em 1964, Bobby e sua cunhada Shirley compõem e gravam a canção, ‘It’s all over now”, um blues-country que falava do término de um caso de amor.

Quando a canção vinha conquistando as paradas, esta acaba sendo gravada pelos Rolling Stones, que atingem o primeiro lugar. No começo, Bobby ficara revoltado com a gravação, já que achava que os Stones haviam se apoderado de sua música, mas quando começou a receber os cheques com os lucros da música, ele acabou aceitando.

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The Valentinos também acabam abrindo shows para James Brown e sua banda. Bobby vem de uma época de ouro do soul, já que dividia palcos e festivais com artistas como Marvin Gaye, Tammi Terrel, Jackie Wilson, Otis Redding, entre outros. Porém, com o assassinato de Sam Cooke, o The Valentinos fica sem gravadora e sem seu mentor e acabam terminando.

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Bobby se emprega como músico na banda de Ray Charles, onde ficará de 1965 a 1968. Logo após a morte de Cooke, ele consola e acaba casando com sua viúva, Barbara, gerando a ira de seus colegas de soul e tendo que se mudar para Memphis.

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Ele também participa como músico em álbuns de Aretha Franklin (como ‘Lady Soul”) e Dusty Springfield (“Dusty in Memphis) e escreve também para Wilson Pickett (em músicas como “I’m a midnight mover” e ‘I’m in love”).

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Finalmente em 1968, ele grava seu primeiro álbum solo, “Fly me to the moon”, onde ele obtém o seu primeiro grande hit com uma regravação de “California Dreamin’” (do Mama & the Papas).

Bobby colaborou com seu amigo Sly Stone no álbum “There’s a riot goin’ on” e também com Janis Joplin, no álbum ‘Pearl”, onde ela gravou “Trust me”, de autoria dele.

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Bobby com Sly Stone

Nesta época, ele se envolve com drogas, incluindo cocaína, pílulas, além de beber muito. Em 1971, ele lança o álbum ‘Communication”, disco que incluía o hit “That’s the way I feel about cha”:

O disco atingiu o quinto lugar na parada R&B da Billboard e ainda originou outra conhecida música dele,“(If you don’t want my love) give it back”, com backing vocals de Pam Grier (atriz dos filmes blaxploitation), entre outras:

Em 1972, ele lança ‘Understanding”, álbum cujo destaque era “I can understand it”, que virou um hit dos clubs de soul e gays da era pré-disco e foi regravado pelo New Birth:

Outra música do disco era “Woman’s gotta have it”, que atingiu o primeiro lugar da parada R&B.

Logo em seguida, ele lança outro clássico: a trilha de ‘Across 110th Street”, filme de blaxploitation cujo tema principal foi (re)utilizado por Quentin Tarrantino no filme “Jackie Brown” (com sua amiga Pam Grier) e mostrou às novas plateias a genialidade de Bobby Womack.

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Abaixo ele interpreta a música, falando antes com seus fãs, no programa Soul Train:

Em 1974 ele regrava o antigo sucesso dos Valentino, ‘Lookin’ for a love”. O single acaba sendo um de seus maiores hits, chegando ao 10º lugar da parada da Billboard.

No mesmo ano, ele perde seu irmão Harry e entra num período de depressão, quando grava álbuns que não fazem sucesso. Ele opta por não gravar mais álbuns até o final da década, apenas participando de álbuns de Ronnie Wood (‘Now look”), Wilton Fedler (dos Crusaders), entre outros.

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Womack com Ronnie Wood

Nos anos 80, ele volta a gravar com o disco “The poet”, cujo single “If you think you’re lonely now” atinge o terceiro lugar da parada R&B e ele passa a ter reconhecimento na Europa também.

Durante os anos 80, ele irá gravar mais participações, mas seu vício em drogas o impede de se dedicar à sua carreira e ele vai para um centro de reabilitação. Um dos motivos mais fortes deste vício foi a morte de seus filhos, Truth (em 1978) e Vincent (em 1986).

Bobby Womack com Michael Jackson

Bobby Womack com Michael Jackson

Womack teve participação nos vocais da música “Harlem Shuffle”, dos Rolling Stones, lançada em 1986. Ele voltará a gravar um álbum somente em 1989, com ‘Ressurection” e novas participações em discos como de Todd Rundgren, Van Morrison e Wu-Tang Clan.

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Nos anos 90 e início dos 00, ele enfrentará diversos problemas de saúde como Alzheimer, diabetes e câncer. Bobby foi um guerreiro, conseguindo vencer o vício e os problemas de saúde e volta com participação especial na música do Gorillaz, ‘Stylo”.

A canção acaba sendo um revival em sua carreira, pois passa a ser conhecido por uma nova geração e assina com o selo XL Recordings (selo de música eletrônica que lançou entre outros The Prodigy).

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Pelo selo ele lança “The Bravest man in the universe’, com produção de Damon Albarn (do Blur e Gorillaz) e Richard Russell (dono do selo). Uma das faixas é uma colaboração com Lana Del Rey, “Dayglo Reflection”.

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Womack com Damon Albarn

Abaixo um vídeo com a música-título do álbum (com Albarn) e a música com Lana:

Em 2013, a BBC Four lhe dedicou um documentário, “Across 110th Street”, que pode ser visto no youtube:

Há a promessa do lançamento de um disco póstumo, “The best is yet to come”, que deve contar com participações de Stevie Wonder, Snoop Doggy Dog, Eric Clapton, entre outros, mas até agora nada.

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Womack faleceu aos 70 anos, no ano passado; seu legado foi de uma das vozes mais características do soul, com seu timbre especial, o groove de suas produções e arranjos – ele participou ativamente para tornar o soul um dos ritmos mais apreciados em todos os tempos.

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