Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
agosto – 2015 – Japa Girl












































































    My heroes are leaving this world too fast.
RIP true icon #hughhefner đŸ–€QuĂ©date Luna 
#devendrabanhartAbout last night, Gabriel & Yasmin wedding.
Beauty & Hair @celsokamuraoficial 
Hair colour @evandroangelo 
Dress @reinaldolourencoEaster details...
Flower arrangements by @marcioslemeFeliz Lua Cheia de Outono com os melhores amigos da vida e nossos filhotes!!!
Flores babado do amor de @marcioslemeLandscape in progress 💚ApĂłs 3 dĂ©cadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
Gracias @celsokamuraoficial 💋đŸŒč❀Melhor noite e som absurdo @djfelipevenancio  @djeducorelli @marcelona @melissadepeyre ❀❀❀ @club.jerome #toiletteMrs. JonesWhite Tiger & Black Jaguar đŸŒčđŸ”«đŸŒčđŸ”«đŸŒč #gunsnroses

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

Archive for agosto, 2015

TODAY’S SOUND: MARSHA HUNT POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a diva esquecida de hoje Ă© Marsha Hunt, uma das negras mais lindas que jĂĄ surgiu na mĂșsica, no cinema e na literatura – ela foi um dos rostos mais marcantes dos anos 60 alĂ©m de ter tido romances com Marc Bolan e Mick Jagger - ela merece ser redescoberta.

MARSHA1

Marsha nasceu na Filadélfia, mas mudou-se para a Califórnia, cursando a Universidade de Berkley e participando de marchas pelos direitos civis e também de passeatas hippies ao lado de Jerry Rubin (uma das figuras chaves da contracultura americana).

marsha 1

Em meados da dĂ©cada de 60, ela se muda para Londres, onde faz backing vocals para Alexis Korner (artista de blues-rock bastante conceituado). Para permanecer na Inglaterra, ela casa com Mike Ratledge, de outro grupo Ă­cone dos anos 60, o Soft Machine. Mas o casamento havia sido somente para conseguir o visto de permanĂȘncia.

marsha 4

Marsha começou a ser notada ao fazer a peça “Hair” no West End (a Broadway londrina) e, inclusive, vira a imagem do cartaz.

MARSHA HAIR

Imediatamente ela  passa a ser perseguida pela mídia, sendo convidada a posar para a capa das revistas Queen (na qual foi a primeira negra a sair na capa) e Vogue.

marsha for queen

Sua foto para a Vogue, clicada por Patrick Lichfield, Ă© uma das imagens mais icĂŽnicas dos anos 60- nua e com seu cabelo afro- Ă© extremamente sexy e a tornou conhecida no mundo inteiro.

NPG x128488; Marsha Hunt by Thomas Patrick John Anson, 5th Earl of Lichfield

Mas ela queria mesmo era vencer como cantora, assim ela participa de alguns grupos, como o White Trash, ao lado de Nick Simper, o baixista do Deep Purple.

Marsha_Hunt_1969

marsha7

Apesar de um papel pequeno em Hair, nos anos seguintes ela mostrou que tinha muito talento como cantora, atraindo o olhar de Tony Visconti (produtor de David Bowie, T-Rex, Paul McCartney, entre outros) que produziu seu primeiro álbum, “Woman Child”.

Marsha-Hunt-Woman-Child-240161

O ĂĄlbum continha mĂșsicas como “Walk on guilded splinters”, cuja original era de Dr. John, e ela fez uma versĂŁo matadora:

Uma curiosidade: este clipe chegou a ser banido pela BBC, pois Marsha usava um top super decotado e seus seus seios quase ficam a mostra ao interpretar a mĂșsica (isto muito antes de Janet Jackson pagar peitinho na TV americana).

marsha by avedon

Outra mĂșsica que se destacava era “Desdemona”, aqui interpretada de maneira brilhante por ela, como se estivesse possuĂ­da, e sintam o que Ă© o modelito e o make, com os olhos pintados  de sombra e lĂĄpis brancos, ou seja , muito a frente de seu tempo.

A mĂșsica Ă© de autoria de Marc Bolan, que estava pegando Marsha na Ă©poca e alĂ©m de contribuir com composiçÔes para o disco dela, ainda gravou os backing vocals ao seu lado na mĂșsica “My World is empty without you” (que foi sucesso com as Supremes).

Outra mĂșsica bacana dela foi a versĂŁo que fez de “Keep the customers satisfied” de Simon & Garfunkel, aqui no programa Beat Club da TV alemĂŁ:

No final da déada de 60 e início dos 70, Marsha vive o åpice de sua carreira como cantora, atraindo os olhares de Mick Jagger, com quem teve um tórrido romance e também uma filha, Karis Jagger.

marsha6

Mick nĂŁo assumiu a filha de primeira, mas com o tempo, acabou assumindo a paternidade e ajudando a filha financeiramente.

marsha2

Inclusive a mĂșsica “Brown Sugar”, lançada em 1971, foi feita pelos Stones em homenagem a Marsha Hunt (sĂł por isso, ela jĂĄ teria seu lugar ao sol na cultura pop).

MARSHA-HUNT-529x358

 

Ela seguiu gravando durante os 70’s, sendo que uma de suas mĂșsicas mais animadas Ă© “(Oh No) Not the Beast Day”, que nĂŁo faria feio em nenhum set de pista animada hoje em dia.

Em 1972, ela canta no programa italiano, “Teatro 70”, interpretando “Lonesome Holy Roller”, outro soul/funk de respeito:

Neste mesmo ano, ela participa de seu primeiro papel no cinema, numa pequena aparição em “Dracula A.D. 1972” (Drácula no mundo da minissaia), com o recentemente falecido, Christopher Lee.

marsha e dracula

A carreira de Marsha era mais apreciada na Europa do que nos EUA e foi lĂĄ que ela fez o seu nome.

marsha5

Com o final da década de 70, Marsha ainda se lança como cantora disco, em ålbum produzido por Pete Bellotte (famoso colaborador de Giorgio Moroder e Donna Summer).

marsha in ossie

O hit do álbum era a dançante “On the other side of midnight”:

A partir dos anos 80, Marsha deixa a carreira de cantora de lado e se reinventa como documentarista e escritora.

marsha-hunt-9872

Em 2005, ela lançou sua autobiogafia, “Undefeated”, onde recriou para a capa a sua famosa foto dos anos 60, clicada pelo mesmo fotógrafo.

marsha undefeated

No livro ela conta sua dura batalha contra um cĂąncer de mama, sendo que ela teve que retirar um de seus seios.

MARSHA77

 

Marsha, alĂ©m de corajosa, lutadora, arrasou na mĂșsica, nĂŁo se entende por que ela nĂŁo estourou como cantora, pois alĂ©m de um talento inegĂĄvel, seu visual Ă© demais! Ela confirma a premissa de que “Black is beautiful”.

   ComentĂĄrio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: JULIE DRISCOLL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Julie Driscoll – talvez vocĂȘ nunca tenha ouvido falar deste nome, mas conhece a mĂșsica-tema de “Absolutely Fabulous”, mas nĂŁo sabe que ela foi uma das grandes estrelas da mĂșsica inglesa nos anos 60 – hoje falaremos um pouco desta esquecida diva.

julie-driscoll-1341401353_org

Driscoll, alĂ©m de linda, era de um estilo exemplar, lançando moda do cabelo curto, a maneira andrĂłgina, roupas extravagantes, maquiagens excĂȘntricas, seu visual era o tĂ­pico de uma jovem inglesa ligada na psicodelia.

julie2

Ela começou no pop rock, no folk,  para mais tarde se dedicar ao jazz avant-garde.

Julie Driscoll

Fã de Nina Simone, membro do fã clube do Yardbirds (banda que incluiu em sua formação Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck), ela foi encorajada pelo produtor e manager da banda a tentar uma carreira musical.

Julie-Driscoll-2256

Isto veio mesmo a acontecer em 1963, quando ela se junta ao Steampacket, banda também formada por Rod Stewart, Long John Baldry, Brian Auger e Vic Briggs, altamente influenciados pelo blues americano. Nesta formação, Julie ainda tinha uma participação tímida e um visual comportado.

Com o fim do Steampacket, ela se junta ao organista Auger e juntos formam o Brian Auger, Julie Driscoll & the Trinity, uma das bandas que definiram o som mod e psicodélico na Inglaterra de meados dos anos 60.

Julie e Brian

Julie e Brian

Inclusive, eles foram uma das primeiras bandas da qual participou Jimi Hendrix, em inĂ­cio de carreira.

Um dos primeiros sucessos deles foi a regravação de “Save Me” (do original de Aretha Franklin):

Com Brian Auger e The Trinity, ela grava o ĂĄlbum “Jools”, no qual se destacava a regravação do sucesso de Donovan (outro astro do pop inglĂȘs da Ă©poca), “Season of the Witch”:

Entre os programas que os requisitavam estava o francĂȘs Bouton Rouge Sessions, cujo set da banda merece ser apreciado:

Mas o grande hit da banda e a mĂșsica que virou uma espĂ©cie de sĂ­mbolo da psicodelia inglesa, foi “This wheel’s on fire”, regravação de uma mĂșsica de Bob Dylan, que chegou ao quinto lugar na parada inglesa e levando o grupo ao Top of the Pops:

Sua habilidade vocal jĂĄ era notada, bem como sua destreza emocional ao interpretar.

Julie Driscoll SB 00141

Driscoll virou uma sensação, sua moda, seu jeito de dançar, tudo era motivo para ser chamada a posar para editoriais de revistas e se apresentar em programas de TV; a mídia passa a se referir a ela como “The Face”.

julie6

Ela fotografa para a Vogue sob as lentes de Richard Avedon.

julie3

 

julie 4

Na TV, ela Ă© chamada (junto com Augier) para participar do especial “33 1/3 Revolutions per Monkee”, no qual fazem o papel de um casal maquiavĂ©lico que pretendem fazer uma lavagem cerebral no grupo The Monkees (um dos rivais dos Beatles nos anos 60 e que tinham um programa de TV de muito sucesso).

julie5

Abaixo, ela canta um dos hits deles, “I’m a Believer”, junto com o Monkee Mick Dolenz, numa versão bem mais soulful que a original:

 

Em 1969, ela lança com Auger & Trinity, o Ășltimo ĂĄlbum que ela grava com a banda antes de se dedicar Ă  carreira solo, “Streetnoise”, ĂĄlbum brilhante, cheio de baladas e tĂŁo atual hoje quanto na Ă©poca em que foi lançado. Entre os destaques estava “Indian Rope”, aqui apresentada no programa This is Tom Jones:

E tambĂ©m “When I was Young”:

Em 1970, ela se casa com o mĂșsico de jazz, Keith Tippett (que participou de ĂĄlbuns do King Crimson), que participa de seu primeiro disco solo, intitulado “1969”, onde Driscoll ousa mais, saindo do pop rock mais influenciado pelo blues para se aventurar por outros ritmos.

julie1

Driscoll agora assina como Julie Tippets, lança mais um disco nos anos 70, mas começa a ter participaçÔes cada vez mais esporĂĄdicas na mĂșsica, participando mais de ĂĄlbuns de jazz, mais experimentais, de artistas como Robert Wyatt (do Soft Machine) e Carla Bley.

julie nude

No anos 80, ela volta para participar de uma mĂșsica do grupo pop/jazz , Working Week, “Storm of Light”:

Nos anos 90, seu nome volta ĂĄ tona quando ela Ă© chamada por Jennifer Saunders para regravar seu antigo hit, “This Wheel’s on Fire”, para ser a mĂșsica de abertura de um dos seriados mais engraçados dos Ășltimos tempos, ‘Absolutely Fabulous”.

julie7

Nos anos 00, Julie, agora Tippets, continua a gravar discos, com seu marido, com outros mĂșsicos, participando de festivais de jazz, mas com bem menos exposição do que teve nos anos 60.

Mesmo assim, o alcance de voz de Julie continua poderoso, em todos esses anos, ela continuou ensaiando, se dedicando Ă quilo que mais gosta: a mĂșsica.

Julie Driscoll SB 314646136

   ComentĂĄrio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: EARTHA KITT POR ARTHUR MENDES ROCHA

Eartha Kitt foi uma diva especial na mĂșsica – cheia de personalidade, charme, com sua voz Ășnica e seus irresistĂ­veis sussurros – ela desfilou tambĂ©m pelo teatro, cinema e TV, onde foi a primeira mulher-gato negra, alĂ©m de se engajar em causas justas.

eartha cat woman

 

Ela teve uma vida difĂ­cil, pois seu pai era branco e mĂŁe negra, sendo que o pai nunca teve sua identidade revelada a ela, trauma que a acompanhou pelo resto da vida.

eartha1

Eartha acabou sofrendo desde a infùncia, abandonada pelos pais, chegou a ser criada pela tia que a levou a frequentar aulas de dança e de piano.

eartha4

Mas mesmo assim ela sofria o preconceito de ter a pele mais clara que escura; tentou todo tipo de emprego, dormiu na rua, mas não perdeu a esperança de um dia melhorar de vida.

Eartha acabou vencendo pelo talento, ao ser admitida na Cia de Dança de Katherine Dunham, onde ficou de 1943 a 1948.

eartha5

Ela era quase como uma felina; rosnava ao cantar, fazendo gestos sensuais, suas apresentaçÔes faziam sucesso no chamado “cabaret circuit” (o circuito dos cabarĂ©s) de Paris e entre as cançÔes que interpretava estava “C’est si bon” (sucesso tambĂ©m na voz de Yves Montand) e “I want to be evil”:

Com um ar “camp”, ela foi denominada por Orson Welles como “a mulher mais excitante do mundo” (mas ela negava qualquer envolvimento com o ator/diretor).

eartha-kitt (1)

Aliás, foi Welles que a convidou para seu primeiro papel no teatro, na encenação de “Faust”, onde ela fazia Helena de Tróia.

Em NY, ela foi convidada a fazer “New faces of 1952”, onde ela cantava “Monotonous”:

Logo em seguida, ela lança seu primeiro álbum, onde se destacava o hit “Santa Baby” (regravado por Madonna anos depois).

No final dos anos 50, com a ascensĂŁo do R&B e do rock n’ roll, o estilo vocal dela jĂĄ nĂŁo vendia tantos discos, mas isto nĂŁo impediu que ela tambĂ©m atuasse no cinema, em filmes como “The Mark of the Hawk” (com Sidney Poitier), “Anna Lucasta” (com Sammy Davis Jr.) e “St. Louis Blues” (com Nat King Cole e Ella Fitzgerald).

eartha film

Na TV, ela ficou famosa por sua participação no seriado de TV “Batman”, nos anos 60, ao lado de Adam West, onde ela substituiu Julie Newmar como a Catwoman (Mulher-gato).

eartha cat2

Ela tambĂ©m participou da sĂ©rie “I spy’, pela qual foi indicada ao Emmy.

eartha6

Falando quatro lĂ­nguas, Eartha foi uma das primeiras sex-symbols negra, numa Ă©poca que isto era algo raro, bem como participou ativamente da luta pelos direitos civis, apoiando causas na qual acreditava.

Abaixo ela interpreta outro de seus sucessos, ‘Let’s do it”, de Cole Porter:

Em 1968, durante um evento na Casa Branca, ela acaba fazendo uma declaração que prejudicaria (e muito) sua carreira: ao ser perguntada sobre a Guerra do Vietnã, ela declarou que as mães americanas (como a mulher do presidente Lyndon Johnson, que a convidara para o evento) criavam seus filhos para os mandarem para a guerra.

eartha7

Foi o que bastou para que ela sofresse uma espĂ©cie de “expurgo” nos EUA, sendo perseguida pelo FBI, que a chamava de “ninfomanĂ­aca sĂĄdica”.

Assim, Eartha se retira para a Europa, onde fixa residĂȘncia em Londres, fazendo shows por lĂĄ e tambĂ©m na Ásia.

Eartha-kitt

Ela sĂł retornaria aos EUA em 1978, para participar do espetĂĄculo “Timbuktu!”, pelo qual foi indicada ao prĂȘmio Tony.

Em 1984, Eartha volta às paradas de dance music com o hit “Where’s my man”, produção de um dos magos da disco music, Jacques Morali (o criador do Village People e Richie Family).

Logo em seguida ela lança o ĂĄlbum “I love men”, que a torna conhecida para uma nova geração, especialmente o pĂșblico gay, que passa a reverenciĂĄ-la.

eartha_kitt-i_love_men(3)

No mesmo ĂĄlbum tambĂ©m fez sucesso nas pistas, a mĂșsica “This is my life”:

Continuando na vibe dance, ela empresta seus vocais para a mĂșsica “Cha Cha Heels’, do grupo Bronski Beat (substituindo Divine):

Eartha Kitt trabalhou atĂ© o final de seus dias, fazendo novas peças, dublando desenhos como “The Emperor’s new clothes”, entre outras atividades.

eartha_kitt_as_t_lar_by_dbeeers-d7cunbs

Mesmo ao descobrir que tinha cùncer de colo, ela continuou trabalhando, participando da reabertura do famoso Café Carlyle em NY, onde fez vårias apresentaçÔes.

Eartha abriu caminho para uma geração de cantoras que inclui Diana Ross, Janet Jackson e Madonna, e ela se considerava como a “material girl” original.

eartha2

Na mĂșsica, na TV, no teatro e no cinema, o nome de Eartha Kitt serĂĄ sempre lembrado e respeitado como uma das grandes entertainers que o mundo dos espetĂĄculos jĂĄ teve.

   ComentĂĄrio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: DUSTY SPRINGFIELD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Dusty Springfield abre nossos posts sobre divas da mĂșsica que andam esquecidas, pouco se fala delas, mas seu legado estĂĄ aĂ­ para provar que elas foram marcantes.

dusty4

Muitas delas jĂĄ nos deixaram, mas no coração dos apreciadores da boa mĂșsica e de estilo (sim, elas tambĂ©m lançaram moda), estas sempre serĂŁo especiais.

Dusty Springfield foi uma verdadeira lenda inglesa, uma das melhores vozes que a Inglaterra jĂĄ produziu; foi a cantora inglesa de maior sucesso na dĂ©cada de 60, mesmo com a concorrĂȘncia de Cilla Black (recentemente falecida), Sandie Shaw, Lulu, Petula Clark, entre outras.

springfield-dusty-5048026c50b06

Mas nem tudo foi fĂĄcil na vida de Dusty, a cantora sofreu por viver numa sociedade repressora, nunca pode assumir sua sexualidade publicamente (ela gostava de mulheres), sofreu vĂĄrias decepçÔes em sua carreira, teve vĂĄrias brigas em pĂșblico (seu gĂȘnio era bem complicado), alĂ©m de ficar dependente de remĂ©dios e bebida.

Como ela mesma se definia, sua voz tinha uma tristeza, uma melancolia natural, ela nasceu com isso; mas era das poucas cantoras brancas que cantava como uma cantora negra.

dusty-car

Ela frequentou um colégio de freiras, onde era uma espécie de patinho feio; morena, de cabelo curto, de óculos, mas ela resolveu que deveria se reinventar se quisesse ter sucesso.

 A mĂșsica foi sua salvação, primeiramente integrando o grupo The Lana Sisters e depois, formando com o irmĂŁo, o grupo The Springfields, em 1960.

Dusty-Springfield (1)

Com o grupo, ela viajou fazendo shows em lugares como Nashville, nos EUA, onde eles se influenciaram pelo country, folk, pop e tambĂ©m pelo rhythm and blues. Um de seus hits era “Island of dreams”:

Dusty jĂĄ chamava a atenção com sua voz potente, bem como pelo seu look – loira e com penteado “beehive” (que lembrava uma colmeia de abelhas) e maquiagem “panda eyes” (olhos de panda, pintados com bastante lĂĄpis preto). Segundo depoimentos, a maquiagem pesada era para ficar escondida, como se usasse uma “mĂĄscara” para se proteger.

Dusty_Springfield

Eles acabam sendo eleitos o melhor grupo vocal britĂąnico pela revista NME (New Musical Express) em 1961 e 1962.

Em 1963, ela lança seu primeiro single como artista solo: “I only want to be with you”, que atinge o quarto lugar da parada inglesa, com seu estilo “wall of sound”, a la Phil Spector (famoso produtor dos anos 60) e com a sonoridade R&B e dos grupos vocais de negras americanas que faziam sucesso nas paradas na Ă©poca. A mĂșsica foi das primeiras a participar do Top of the pops na TV inglesa.

 

Seu primeiro álbum foi lançado em 1964, “A Girl called Dusty”.

No mesmo ano, ela grava duas cançÔes de Burt Bacharach, “Wishin’ and Hopin” e “I Just don’t know what to do with myself”:

Foi o inĂ­cio de uma parceria com compositores que ela admirava, jĂĄ que nĂŁo compunha.

No ano seguinte, mais um grande hit para ela ao lançar “You don’t have to say you love me”:

Ainda em 1965, ela apresenta algumas ediçÔes do programa Ready Steady Go!, introduzindo o som da Motown – como Stevie Wonder, The Temptations, The Supremes, entre outros – para o pĂșblico britĂąnico pela primeira vez.

VARIOUS - 1965

NĂŁo Ă© Ă  toa que Dusty era denominada uma cantora ‘blue eyed soul”, ou seja, branca, de olhos azuis, mas com muito soul dentro de si.

O estilo de vestir de Dusty, além de penteados incríveis, muitos cílios e delineadores, incluíam modelitos cheios de brilhos, vestidos compridos, babados, jeans, e muito mais; ela tinha classe e senso fashion.

dustyfashion

Seu sucesso na TV foi tanto, que a BBC a convidou para apresentar ‘Dusty”, um programa de mĂșsica e entrevistas em seis partes, isto em 1966.

Dec. 31, 2011 - DUSTY SPRINGFIELD.(Credit Image: A© Globe Photos/ZUMAPRESS.com)

Durante uma apresentação na África do Sul, ela se recusa a se apresentar para uma plateia composta de brancos, jå que era contra o apartheid e achava um absurdo não poder cantar para  a população negra.

Dusty era ferrenha defensora dos direitos humanos, bem como dos animais.

dusty-springfield

Em 1968, ela lança o disco “Dusty…Definitely” onde se destaca a mĂșsica “Spooky”:

Burt Bacharach, cuja cantora fetiche era Dionne Warwick, se deixa levar pelos encantos da voz sensual de Dusty e a escolhe para gravar uma das cançÔes de amor mais lindas de todos os tempos: “The Look of Love”. IncluĂ­da na trilha da parĂłdia aos filmes de James Bond, “Cassino Royale”, a mĂșsica foi feita sob medida para o vocal de Dusty, sintam sĂł:

No mesmo ano, ela assina com o selo Atlantic, lar de grandes nomes do soul como Aretha Franklin, por onde grava o elogiado disco “Dusty in Memphis”, que continha um de seus maiores clássicos, “Son of a preacher man”:

dusty-springfield-dusty-in-memphis

Anos depois, a canção foi incluĂ­da na trilha de “Pulp Fiction”, de Quentin Tarrantino, tornando a mĂșsica conhecida para uma nova geração.

 No inĂ­cio dos anos 70, Dusty vivia boa fase em sua carreira – lançando discos, fazendo turnĂȘs de sucesso – porĂ©m ela nĂŁo emplacava mais hits nas paradas.

dusty-springfield4

Uma de suas gravaçÔes, pouco conhecidas desta Ă©poca, Ă© o tema que rola nos crĂ©ditos finais de “Six Million Dollar Man” (O Homem de Seis MilhĂ”es de DĂłlares), sĂ©rie de TV estrelada por Lee Majors.

No final da década ela se muda para Hollywood, tem vårios casos com outras mulheres, se envolve em brigas, além de beber, tomar pílulas e cheirar cocaína. Ela acaba por procurar o AA (Alcóolicos AnÎnimos) para tentar se recuperar.

Photo of Dusty SPRINGFIELD

Dusty só volta mesmo ao spotlight ao ser convidada por Neil Tennant, dos Pet Shop Boys, em 1987, para gravar “What have I done to deserve this”, delicioso dueto entre os dois que a trás de volta às paradas de sucessos inglesas depois de 20 anos:

Em 1989, ela volta às paradas, novamente produzida pelos Pet Shop Boys, com “Nothing has been proved”, tema do filme “Scandal” (baseado no escñndalo Profumo):

Nos anos seguintes, ela volta a gravar e emplaca algumas mĂșsicas, mas nada comparado ao seu sucesso no passado.

Em 1994, ela Ă© diagnosticada com cĂąncer no seio e acaba por falecer em 1999, aos 59 anos.

dusty_springfield

O mundo perdia uma de suas grandes musas da mĂșsica, extremamente talentosa, com uma voz contagiante, que se tornou um Ă­cone.

Atualmente estĂĄ em cartaz em Londres, em Charing Cross, o musical “Dusty”, que mistura atuaçÔes com imagens de arquivo – um tributo para um dos maiores expoentes da canção inglesa.

Dusty-Springfield-dusty-springfield-15335022-1187-1449

 

   ComentĂĄrio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: “SALAD DAYS: THE BIRTH OF PUNK IN THE NATION’S CAPITAL” – DOC SOBRE A CENA PUNK HARDCORE DE WASHINGTON

E encerrando nossos posts sobre novos filmes onde a mĂșsica Ă© o destaque, hoje falo sobre o documentĂĄrio “Salad Days: The Birth of Punk in the Nation’s Capital” (o Nascimento do Punk na Capital da Nação), que trata da cena hardcore de Washington, D.C., nos anos 80.

salad-days-final-poster

O diretor e jornalista musical, Scott Crawford, conseguiu reunir grana com a ajuda do site Kickstarter e lançou, no final do ano passado, este filme sobre a cena punk nesta região que é esquecida em detrimento de lugares como NY e Londres.

A cena de Washington foi tĂŁo forte como nestas outras capitais, formando novas bandas que levaram o gĂȘnero a outro patamar, tais como Fugazi, Bad Brains, Shudder to Think, Beefeater, Minor Thread, Scream, Rites of Spring, Government Issue, entre outras.

Entre os entrevistados, hĂĄ depoimentos de Fred Armisen (ex Saturday Night Live e hoje em “Portlandia”), Dave Grohl (o ex-Nirvana e atual Foo Fighters), Ian MacKaye (lĂ­der do Minor Thread e guitarrista do Fugazi), Henry Rollins (do Black Flag e seminal artista punk), Thurston Moore (o lĂ­der do Sonic Youth), Dante Ferrando (das bandas Iron Cross, Gray Matter e Ignition), entre outras figuras que viveram a cena da Ă©poca ou foram influenciados de alguma maneira por esta.

Salad Dave-Grohl-630x419

Dave Grohl em cena do filme

O diretor Crawford viveu esta cena e se apaixonou pela mesma, dedicando todo seu tempo e recursos para tornar o filme uma realidade, tendo sido ele colaborador e tendo publicado fanzines punks como o Metrozine, isto aos 12 anos de idade.

salad - henry e ian

Henry Rollins, Ian Mackaye, entre outros

Crawford também lançou um disco 07 polegadas com uma das primeiras incursÔes de Dave Grohl no rock, com o grupo Mission Impossible, além de ter fundado a revista Harp, que durou de 2001 a 2008 e foi importante fonte do que surgia nas cenas indie e punk rock, além de matérias com bandas da antiga.

Salad-Days-Movie-Still-2

A cena de Washington foi bastante forte e importante dentro do movimento punk, jĂĄ que muitos dos jovens nĂŁo eram da classe trabalhadora tradicional e sim filhos de integrantes da polĂ­tica, jornalistas e acadĂȘmicos que haviam mudado para lĂĄ e acabaram se expressando atravĂ©s do punk hardcore.

John Stabb do Government Issue

John Stabb do Government Issue

 

A cidade vivia uma dos maiores Ă­ndices de criminalidade na AmĂ©rica e a cena punk nasceu desta desolação e decadĂȘncia, como declara Mackaye: “VocĂȘ sempre pode fazer algo aqui em Washington, pois ninguĂ©m estĂĄ vendo”.

 

salad poster 2

E assim surgiam bandas como o Minor Thread (cuja mĂșsica “Salad Days” dĂĄ nome ao documentĂĄrio) e o Bad Brains, que sĂŁo relembradas em Ăłtimas imagens de arquivos, de shows inesquecĂ­veis e que marcaram a juventude que viveu os anos 80 na capital da AmĂ©rica.

O doc relembra tambĂ©m lugares como o estĂșdio Inner Ear, que serviu de gravação para muitos dos ĂĄlbuns e mĂșsicas da cena.

Outra citação Ă© o livro “Dance of Days: Two decades of Punk in the Nation’s Capital”, de Mark Andersen e Mark Jenkins, que vai a fundo no punk rock feito em Washington.

salad 1

Uma das primeiras bandas a surgir na capital americana foi o Overkill, que fazia covers de bandas como Velvet Underground e que começava a fazer algo diferente em 1976.

RĂĄdios como a WGTB (da Universidade de Georgetown) eram das poucas a tocarem os novos grupos punks que surgiam na Ă©poca.

Cena do filme

Cena do filme

Aos poucos, Washington passava a ser incluĂ­das nas turnĂȘs de alguns grupos mais famosos como os Ramones por exemplo.

salad 2

NĂŁo demorou para que jovens montassem bandas e fossem adquirindo um pĂșblico que extravasava sua rebeldia e violĂȘncia em letras de cunho polĂ­tico e dançando o punk hardcore nos pequenos clubes da cidade.

Uma das bandas de destaque do filme Ă© o Fugazi, para o qual foi oferecido um milhĂŁo de dĂłlares para que assinassem com uma gravadora grande, mas que nĂŁo abriram mĂŁo de sua independĂȘncia e acabaram por recusar a oferta.

Segundo declaração do prĂłprio diretor: “Passamos um ano entrevistando pessoas que ajudaram a criar uma cena local nos anos 80 – mĂșsicos, DJs, ativistas, fotĂłgrafos e escritores – para contar a histĂłria de uma das dĂ©cadas mais inspiradoras (e incompreendidas) da mĂșsica independente. NĂłs reunimos centenas de fotos, vĂ­deos gravados ao vivo, flyers e fanzines para serem incluĂ­dos no filme”.

salad 4

Por enquanto o filme nĂŁo tem distribuição garantida no Brasil, mas quem quiser vĂȘ-lo Ă© bom ficar de olho nos serviços de streaming, bem como nos canais de TV por assinatura.

 

   ComentĂĄrio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: “HEAVEN ADORES YOU”, DOC SOBRE ELLIOTT SMITH

“Heaven adores you” Ă© um novo documentĂĄrio que fala de uma das figuras mais interessantes surgidas na mĂșsica nos anos 90 e que nos deixou cedo, Elliott Smith.

Smith se tornou famoso ao ter algumas de suas mĂșsicas incluĂ­das na trilha do filme “Good Will Hunting” (GĂȘnio IndomĂĄvel), dirigido por Gus Van Sant e roteirizado por Matt Damon (tambĂ©m no papel principal) e Ben Affleck.

elliott 1

O filme foi financiado com recursos adquiridos em uma campanha iniciada no Kickstarter e foi dirigido por Nickolas Dylan Rossi (que jĂĄ havia participado de vĂĄrios longas e curtas como diretor de fotografia).

elliott heaven

Ele iniciou na mĂșsica tocando piano aos nove anos e logo ganhou um violĂŁo de seu pai e foi aprendendo mais e mais a compor.

Seu relacionamento com o pai o marcou pela vida inteira, chegando a declarar que sofreu abusos dele. Ele nunca conseguiu resolver direito esta questĂŁo, mesmo em sua vida adulta.

Aos quatorze anos, ele se muda para Portland e no ginåsio, ele treina outros instrumentos como clarinete, além de tocar em bandas de sua escola.

elliott3

O filme nos mostra depoimentos de antigos colegas, da irmã, de antigos membros de sua banda, o Heatmiser, que nos contam como ele era quando adolescente, tímido, mas dono de um dom para fazer boas cançÔes.

Smith foi se aperfeiçoando nas letras e nos vocais, com influĂȘncias que iam de Rush, passando por Joe Strummer e Elvis Costello, entre outros.

Toda semana, Smith formava novos projetos e bandas e no inĂ­cio dos anos 90, seu som vai ficando cada vez mais influenciado pelo rock, tanto punk quanto grunge.

elliott4

VĂĄrios mĂșsicos da cena de Portland, e que conheceram Elliott, dĂŁo depoimentos e falam de como era o som que ele fazia, suas composiçÔes, as letras densas.

Sua banda Heatmiser era influenciada por Pixies e bandas do selo Touch & Go, bem como por bandas punks.

Eles estrearam com o disco “Dead Air”, lançado em 1993, pelo pequeno selo Frontier Records.

A banda lança o ĂĄlbum “Cop and Speeder “ e o EP ‘Yellow nÂș 5’ , ambos em 1994.

Elliott Smith In London

Neste meio tempo, Smith acaba tendo vĂĄrios empregos, desde padeiro a transportar ĂĄrvores, bem como pintar telhados

Em 1994, ele tambĂ©m lança seu primeiro ĂĄlbum solo, ‘Roman Candle”, onde ele soava muito com Simon & Garfunkel, a famosa dupla folk que fez muito sucesso nos anos 70, e tambĂ©m Nick Drake.

Seus trabalhos solos mostravam uma direção mais certa do que ele desejava fazer musicalmente, como vemos em “No name 3”:

Ele vai chamando cada vez mais atenção em Portland, se tornando uma estrela local, alĂ©m de participar de programas de rĂĄdio como o “Morning becomes eclectic”, da KCRW, da CalifĂłrnia.

elliott-smith

Outros artistas como Lou Barlow (baixista do Dinosaur Jr. e do Sebadoh) e os Beastie Boys vĂŁo prestando atenção na sua mĂșsica.

Sua banda assina com a Virgin e lĂĄ gravam seu Ășltimo disco, “Mic City Sons”, de 1996.

Neste mesmo ano, depois de gravar o disco solo ‘Elliot Smith”, ele Ă© selecionado pelo diretor Gus Van Sant (tambĂ©m de Portland) para contribuir com mĂșsicas no seu prĂłximo filme, “Good will hunting”.

Elliott interpretando 'Miss Misery' na festa do Oscar

Elliott interpretando ‘Miss Misery’ na festa do Oscar

Ele grava uma versĂŁo instrumental de “Between the bars” com o autor da trilha, Danny Elfman, alĂ©m de utilizar mais trĂȘs cançÔes dele jĂĄ lançadas.

A Ășnica canção realmente nova de Smith na trilha Ă© “Miss Misery”, que acaba sendo indicada ao Oscar de Melhor canção (perdendo naquele ano para “My heart will go on” de Titanic).

A experiĂȘncia de ir ao Oscar e se apresentar para todo o mundo, acaba por ser bastante estranha para ele, que era justamente o contrĂĄrio de toda esta exposição na mĂ­dia.

Com o fim do Heatmiser, Smith se dedica totalmente a sua carreira solo e grava ‘Either/Or” em 1997, com muita instrumentação, incluindo baixo, bateria, teclados, guitarra, tudo tocado por ele mesmo. Uma das cançÔes era ‘Say Yes” (tambĂ©m incluĂ­da na trilha do filme de Van Sant):

Em 1998, Smith agora era um nome conhecido, mas ele vivia momentos de depressão, além do vício em ålcool e em antidepressivos.

Nesta Ă©poca, ele troca Portland por New York, se estabelecendo no Brooklyn, assinando com uma grande gravadora, a Dreamworks.

elliott-smith2

Pelo selo, ele grava o álbum ‘XO”, considerado seu melhor trabalho, lançado em 1998, e onde um dos singles era “Waltz #2”:

Em 1999, ele sai de NY para Los Angeles, onde grava o cover de ‘Because” dos Beatles, incluída na trilha de “American Beauty” (Beleza Americana):

Em 2000, Ă© lançado o ĂĄlbum “Figure 8”, com arranjos mais complexos, gravado no Abbey Road Studios, com muita influĂȘncia dos Beatles e a icĂŽnica capa com grafismos em azul e vermelho.

elliott figure 8

Durante o perĂ­odo de promoção do ĂĄlbum e da consequente turnĂȘ, Smith se vicia fortemente em heroĂ­na.

Elliott ia se afundando cada vez mais e seus amigos falam no doc deste perĂ­odo difĂ­cil da vida dele, onde Smith nĂŁo era mais ele mesmo,.

Ele resolve se dedicar a gravação de seu próximo disco, ‘From a basement on the hill”,que acabou sendo lançado postumamente.

Smith morreu em 2003, aos 34 anos, vítima de duas facadas no peito; até hoje nunca ficou claro o real motivo de seu falecimento, pois nem drogas foram encontradas em seu organismo e nunca foi declarado que o ocorrido fora suicídio.

elliott-smith-2003

A marca que deixou na cultura pop Ă© inegĂĄvel, vĂĄrios ĂĄlbuns em tributo ĂĄ sua mĂșsica foram lançados, bem como biografias e a utilização de suas cançÔes em inĂșmeros filmes e sĂ©ries.

Smith Ă© daqueles mĂșsicos que cantavam com emoção, com muita beleza e melancolia em suas letras e sua perda serĂĄ sempre sentida por artistas e fĂŁs.

O filme acaba de estrear nos EUA e jĂĄ Ă© sucesso nos downloads legais, tendo tido uma boa carreira nos festivais de cinema alternativos.

 

   ComentĂĄrio RSS Pinterest