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setembro – 2015 – Japa Girl



























































                
       
















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Archive for setembro, 2015

TODAY’S SOUND: MINNIE RIPERTON POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando nossos posts sobre as divas esquecidas, hoje falo de Minnie Riperton. Dona de uma voz única, que alcançava notas absurdas, ela lançou apenas seis álbuns em sua curta carreira, mas deixou suas marcas na música pop com seu megahit ‘Lovin’ you”.

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Riperton já mostrou seus dotes desde pequena e os pais incentivaram seu talento, frequentando na adolescência aulas de canto lírico, onde aprendeu sobre respiração, técnica tão fundamental quanto o próprio canto.

Com o passar do tempo, ela vai se interessando mais pelo pop, rock, R&B, do que a música clássica.

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Até que um dia, ela é descoberta cantando no coro do Hyde Park school e é indicada para gravar pela Chess Records.

O primeiro grupo que ela participa é The Gems, quarteto vocal composto por ela, mais Jessica Collins, Dorothy Hucklebee e Theresa Washum, cujo hit era “I can’t help myself”:

Com a saída de uma delas, The Gems vira o trio Studio Three, que passa a ser um dos favoritos “studio groups” (grupos que participam de sessões de estúdio, especialmente nos backing vocals) da Chess, gravando com artistas como Etta James, Fontella Bass, Chuck Berry, entre outros.

Minnie Riperto com Buddy Rich e Buddy Miles.

Minnie Riperto com Buddy Rich e Buddy Miles.

O trio passa a gravar também com outros nomes como Girls Three e Starlets, sendo que neste último ela grava a música “My baby’s real”, que alguns anos mais tarde viraria um clássico do Northern Soul:

Nesta época, ela conhece aquele que seria seu mentor, Billy Davis, que compõe para ela a música “Lonely Girl” e em sua homenagem, ela assina como Andrea Davis (aqui já se percebe os tradicionais ‘gritinhos” dela):

Logo após, ela passa a integrar o grupo de rock/funk/soul Rotary Connection, mais conhecido pela música “I am the black gold of the Sun” (regravado anos mais tarde pelo Nuyorican Soul):

Abaixo ela canta com o grupo a canção “Lady Jane’ no programa de Jerry G., em 1969:

Finalmente, em 1970, ela lança seu primeiro álbum solo, agora assinado como Minnie Riperton, “Come to my garden”, onde uma das músicas de destaque era “Les Fleurs” (recentemente incluída na trilha de “Inherent Vice”). Aqui já se nota a fantástica capacidade vocal dela:

 Riperton tinha um alcance de voz notável, de soprano coloratura, podendo atingir quatro oitavas. Inclusive, ela sabia também imitar diferentes instrumentos, bem como possuía habilidade em manter notas na sexta e sétima oitavas durante um período de tempo, coisa que poucas cantoras o fazem.

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Depois do fracasso comercial do primeiro álbum, ela ficou um tempo sem gravar e se dedicando aos filhos. Uma de suas filhas é a hoje famosa Maya Rudolph, uma das melhores comediantes da atualidade e que participou durante um bom tempo do SNL.

Riperton com a filha Maya

Riperton com a filha Maya

Neste período, ela participa como backing vocal do grupo que acompanhava Stevie Wonder, o Wonderlove.

Riperton volta a gravar em 1973, lançando o álbum “Perfect Angel”, co-produzido por Stevie Wonder (assinando como El Toro Negro), que assina a faixa título:

Ao todo foram lançados três singles do disco, quando a gravadora estava desistindo e querendo partir para o próximo disco, ela insistiu em lançar mais um single que foi “Lovin’ you” (composta por ela e o marido, Richard Rudolph):

A música foi um estouro, chegando ao primeiro lugar da parada pop americana e segundo na inglesa, em 1975.

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E notem que ao final da música ela canta “Maya, Maya, Maya”, em homenagem a sua filha recém-nascida.

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Agora Riperton era realmente respeitada e junto ao marido mais Joe Sample (o tecladista dos Crusaders), o guitarrista Larry Carlton, mais o saxofonista Tom Scott, entre outros e lança o álbum “Adventures in Paradise”.

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Um dos destaques do disco é a linda canção, ‘Inside my love”, composta por Leon Ware (o fantástico cantor e autor de hits para Marvin Gaye, The Jacksons, entre outros). Sintam a intensidade da interpretação de Riperton:

Anos mais tarde, a canção foi incluída na trilha de “Jackie Brown”, de Quentin Tarrantino.

Apesar desta equipe toda envolvida, o disco não faz o sucesso esperado.

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Por volta de 1976, Riperton é diagnosticada com câncer de mama e se submete a uma mastectomia.

Ao invés de esconder a doença do público, ela assume perante a mídia e se torna porta-voz da American Cancer Society, ganhando o Society Courage award das mãos de Jimmy Carter (o então presidente dos EUA).

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Mesmo doente, ela não para de gravar e ainda lança “Stay in Love”, em 1977.

Riperton ainda lançaria o álbum, “Minnie”, no qual se destacava a música “Memory Lane”, que a vemos abaixo numa de suas últimas aparições públicas:

Ela veio a falecer em 1979, aos 31 anos, uma injustiça para uma cantora com esta voz e este talento, que nunca teve em vida o reconhecimento merecido.

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Inclusive o programa Soul Train fez uma linda homenagem a ela, lhe dedicando um programa inteiro com a participação de seu grande amigo e colaborador Stevie Wonder para cantar, sendo que Don Cornelius (o apresentador) considerava uma das edições do programa que ele mais tinha carinho. Abaixo os dançarinos do programa dançam ao som de “I’m a woman”, na voz da própria Minnie Riperton:

Com o passar dos anos, Riperton teve seu catálogo reeditado, novas compilações, város artistas de hip hop samplearam sua músicas e também tributos feitos em sua homenagem.

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Mesmo assim, seu nome e sua música ainda são pouco falados e ouvidos, ela merecia ser redescoberta e ser reconhecida por toda sua imensa contribuição para a música.

 

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