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outubro – 2015 – Japa Girl



























































                
       
















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Archive for outubro, 2015

TODAY’S SOUND: ASH VS EVIL DEAD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Em 1981, Sam Raimi lançava um filme que subverteria o terror dali para diante, este filme era “The Evil Dead” (Uma noite alucinante).

Agora, em 2015, Raimi lança a nova série de TV, “Ash vs Evil Dead”, onde dirige o primeiro episódio, é o produtor executivo e traz de volta o personagem vivido por Bruce Campbell.

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“Ash vs Evil Dead” tem lançamento marcado agora para o dia 31 de outubro e promete manter aquele mesmo clima de “Evil Dead”, um terror que mistura humor, situações absurdas, muitos sustos com espíritos e criaturas absurdas.

Este foi o primeiro trailer divulgado da série:

Lembro que a primeira vez que assisti “The Evil Dead” o filme já me pegou logo de cara – era algo completamente novo e inesperado – lembro-me de me divertir muito e ao mesmo tempo morrer de medo daquelas criaturas, dos efeitos tanto das imagens como do áudio.

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Os movimentos de câmera eram fascinantes, já que muitas vezes nós espectadores assumíamos o campo de visão dos demônios; era tudo muito novo e fascinante.

Além da maquiagem e efeitos de Tom Sullivan, que eram impressionantes e numa época que não existia efeitos em CGI (computer graphics).

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Não foi a toa que Sam Raimi passaria a se destacar, dirigindo os filmes da série “Homem Aranha”, mas onde ele realmente arrasa é no terror.

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No filme original, Bruce Campbell vivia Ash Williams, que junto com seus amigos, iam para uma cabana assustadora no meio do mato e lá descobriam o livro dos mortos (o Necronomicon Ex Mortis) e um gravador onde várias passagens do livro eram traduzidas e quando reproduzidas, despertavam os espíritos do mal que os atacavam das mais diferentes maneiras.

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Ash é o único que sobrevive a todas estas situações e ele também participa dos dois filmes seguintes, ‘Evil Dead II” e “Army of Darkness”.

Na linguagem dos filmes “Evil Dead” (que possuem uma Wikipédia, a evil dead wiki) existe uma figura chamada ‘deadite”, que nada mais é do que uma mistura de zombie, espírito do mal e que se apossa de pessoas mortas, que passam a agir sob o comando dos demônios de Kandarian.

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O demônio Kandarian tem mais de 3.000 anos de existência, da mesma época em que o livro dos mortos foi escrito pelos ‘dark ones” (o pessoal das trevas).

O livro fala de presenças espirituais e é através de versos recitados do livro, que estes seres têm a possibilidade de possuírem os vivos.

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Em todos os filmes da franquia, estes demônios enfrentam Ash e inclusive já se apoderaram dele, mas Ash sempre deu um jeito de escapar e derrotá-los.

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A série retoma Ash, após 30 anos do ocorrido nos filmes, e ele agora é um sujeito solitário, que trabalha numa loja e vive num trailer, mas que ainda não se recuperou totalmente do passado e vive uma existência sem graça.

Um dia, ele recita os versos do livro e os demônios voltam a assombrá-lo.

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Com uma nova ameaça de um ataque de deadites, ele volta a enfrentá-los, munido de sua serra elétrica (que ele veste como se fosse parte de sua mão) e sua inseparável espingarda, além de alguns novos ajudantes, prontos a combater os demônios, que não estão para brincadeira.

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A série é uma produção do canal Starz (o mesmo de ‘Spartacus”)  e traz no elenco, Lucy Lawless (mais conhecida como a personagem “Xena, a princesa guerreira” e a Lucretia de “Spartacus”), Jill Marie Jones (como a policial Amanda), Dana de Lorenzo (como a temperamental colega de trabalho de Ash, Kelly) , Ray Santiago (no papel de Pablo, o braço direito de Ash), Mimi Rogers (mais conhecida como a ex-mulher de Tom Cruise), entre outros.

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Sam Raimi, Bruce Campbell e Lucy Lawless

Abaixo, o elenco e produtores falam da série, com cenas dos bastidores das filmagens:

Os roteiros foram escritos pelo irmão de Raimi, Ivan, que mantém o mesmo ritmo e emoção dos filmes originais, já que a ideia inicial era fazer um quarto filme da franquia, mas acabou se optando por transformar numa série de TV.

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Recentemente, os primeiros quatro minutos da série foram liberados, confiram abaixo:

Por estas cenas iniciais, já vemos que Ash não vai parar de enfrentar os “deadites”, que podem aparecer das maneiras mais inusitadas.

Como os produtores da série revelaram, “Ash vs Evil Dead” mantém a tradição dos filmes da franquia, mas com ainda mais sangue, monstros, criaturas abomináveis e mortes espeta-culares.

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Segundo Sam Raimi, o tom da série fica entre o segundo “Evil Dead” e “Army of Darkness”, mas com muito mais terror.

A primeira temporada terá dez episódios, de meia hora de duração cada e a boa notícia é que a estreia aqui no Brasil será simultânea com os EUA, num dos canais da Fox.

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Aguardemos com ansiedade o dia de Halloween e o início desta série que promete ser diversão garantida para os apreciadores de comédia e terror e quem sabe, ainda melhor que os filmes originais…

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TODAY’S SOUND: AMERICAN HORROR STORY HOTEL POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Halloween está perto e como fazemos todos os anos, dedicaremos os próximos posts a temas ligados com o terror, sejam filmes, séries, personagens e mais.

Séries de terror são cada vez mais populares e como não poderia deixar de ser, uma das mais pops do momento é “American Horror Story: Hotel”, com direito a Lady Gaga vivendo uma espécie de condessa vampira, sob a direção e criação de Ryan Murphy (o mesmo de “Glee”, entre outras séries).

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Abaixo um trailer montado por um fã, tendo ao fundo “Tear you apart” do She Wants Revenge (uma das várias músicas góticas que estão presentes na trilha):

A série ‘American Horror Story” já nos presenteou com algumas boas temporadas de “Murder House” (sobre uma casa mal assombrada), “Asylum” (ambientada num hospital psiquiátrico, a melhor até agora), “Coven” (numa escola de bruxas), “Freak Show” (numa circo de horrores) e agora num hotel em Los Angeles.

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O hotel é uma atração a parte, todo art déco, o Cortez foi inspirado por um hotel que existe até hoje em L.A. , o Stay on Main, mais conhecido pelo seu nome original de Cecil Hotel.

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O Cecil foi o hotel onde moraram alguns dos serial killers mais famosos como Richard Ramirez e Jonathan Unterweger e sua fama se deve principalmente por lá ser o último lugar onde passou Elizabeth Short, mais conhecida como a “Black Dahlia” (Dália Negra), personagem de tantos filmes e livros e que até hoje, não teve uma explicação concreta para o seu brutal assassinato.

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Inclusive, Elizabeth apareceu na primeira temporada de AHS vivida pela atriz Mena Suvari (de “American Beauty”) e ela deve retornar em algum momento nesta temporada.

Murphy aproveita muito fatos reais acontecidos no passado para formar suas tramas e personagens.

Ele declarou que sua maior inspiração para a nova série foi Elisa Lam, uma jovem encontrada morta no tanque de água do terraço do Cecil, em 2013, e que, através de imagens do circuito interno, agia muito estranho, como se estivesse fugindo de alguém que não podíamos ver.

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Mas voltemos para a série: o hotel é habitado por algumas figuras estranhas e misteriosas a começar pela chefa do local, Elizabeth, mais conhecida como a Condessa, papel interpretado por Lady Gaga (que nesta temporada substitui Jessica Lange, que participou de todas as temporadas até aqui).

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A condessa é totalmente inspirada por personagens do cinema como a condessa Elizabeth interpretado pela maravilhosa Delphine Seyrig (de filmes ícones como “O Ano passado em Marienbad”, “Jeanne Dielman”) e que é uma vampira a procura de mulheres jovens. Outra inspiração foi Catherine Deneuve, como a vampira Mirian, em “The Hunger” (Fome de Viver).

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Há também uma referência real: Elizabeth Bathory, uma condessa húngara acusada de torturar jovens mulheres entre os séculos XVI e XVII.

Até agora, os figurinos de Lady Gaga estão cada vez melhores, usando e abusando de capas, luvas, decotes, bem como de cartela de cores que inclui muito preto, vermelho e branco.

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Numa das cenas, Gaga fala da época que mais gostou de viver e esta fora a década de 70, na qual ela era a Queen of disco, com direito a chegar ao Studio 54 montada num cavalo branco (como Bianca Jagger)e aprontar de tudo lá dentro.

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Esta fonte de inspirações de Murphy é interessante, pois faz com que as novas gerações se interessem pelo o que foi feito antes, quem sabe eles já não queiram rever os filmes inspiradores ou pesquisarem mais sobre outras décadas?

O próprio hall do hotel com seus tapetes geométricos lembram os de “The Shining” ( O Iluminado) de Stanley Kubrick.

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Os filhos de Elizabeth são meninos loiros platinados, ao estilo de ‘A Aldeia dos Amaldiçoados”, onde as crianças eram assustadoras, de pele alva e todas elas loiras.

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A série está no quarto episódio e ainda tem muita coisa a acontecer e muitas referências a outros filmes de terror ainda vão rolar.

Como em todas as outras temporadas, alguns atores sempre fazem participações, como é o caso de Sarah Paulson, que agora vive Sally Hipodérmica, uma roqueira drogada, que está sempre com maquiagem borrada e cabelos despenteados, além de um indefectível casacão de oncinha.

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Em um dos episódios, ela é vista se drogando num dos quartos do hotel com um junkie mais jovem; com certeza ela foi inspirada naqueles personagens que habitavam o Chelsea Hotel em NY, nos anos 70/80.

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Matt Bomer também está de volta, desta vez como o companheiro de Elizabeth, Donovan; ele acabou quase tendo uma overdose no hotel e ela o salva da morte e ele passa a ser um vampiro como ela e os dois ficam à caça de novas vítimas, sejam homens ou mulheres.

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O primeiro episódio já causou polêmica por mostrar uma suruba entre Gaga, Bomer e mais um casal, com direito a muito sangue.

O detetive é vivido por Wes Bentley (de “American Beauty”) que pretende investigar tudo de bizarro que acontece no hotel, como os crimes baseados nos dez mandamentos, bem como o sumiço de seu filho menor.

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Sua mulher é vivida por Chloë Sevigny, cada vez melhor como atriz, que faz uma médica cujo casamento enfrenta uma crise e que deve crescer a cada episódio.

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Ryan Murphy e o elenco completo de AHS Hotel num painel da TCA (Television Critics Association) em agosto deste ano.

Kathy Bates (ela mesmo um ícone do horror, pois foi a primeira, e talvez única, atriz a vencer o Oscar por um filme de terror, no caso “Misery”), no papel da mãe de Donovan, que virou a concierge do hotel para ficar perto do filho.

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Seus assistente é vivido por Dennis O’Hare como Liz Taylor, uma drag careca e hiper maquiada, que sabe de tudo o eu acontece no hotel e também faz as vezes de barman.

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Evan Peters (o único ator que fez todos as temporadas) é James March, o proprietário original do hotel, que viveu nos anos 30, tem uma história bem bizarra e que deve voltar em flashbacks ou como um fantasma, aguardemos.

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March foi baseado em H.H. Homes, mais conhecido como o primeiro serial killer, tendo matado mais de 200 pessoas. Ele construiu um hotel durante a feira de Chicago de 1893, com mais de cem quartos e cuja estrutura somente ele conhecia a fundo. Assim, ele usou o hotel como cenário de seus crimes e se livrando dos corpos sem ninguém perceber; qualquer coincidência com o personagem de Peters não é por acaso.

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Outro que apareceu no segundo episódio foi Finn Wittrock, que quase roubou a cena em “AHS: Freak Show” como Dandy, um assassino cruel que teve uma cena antológica matando Bomer (em uma aparição de um episódio), ficando todo coberto de sangue e vestindo apenas uma cueca branca CK.

AMERICAN HORROR STORY: HOTEL -- Pictured: Finn Wittrock as Tristan Duffy. CR: Frank Ockenfels/FX

Aqui ele é Tristan, um modelo que está de saco cheio da carreira, que fica se drogando no camarim e que acaba se tornando o novo protegido de Elizabeth.

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Wittrock está ótimo com o visual de roqueiro/modelo bored e está cada vez mais bonito, com várias cenas de sexo com Lady Gaga, que ficaram bem sensuais.

Naomi Campbell também fez sua primeira aparição como Claudia, editora da Vogue, que está na plateia do desfile e que deve voltar em outros episódios. E falando no desfile, Murphy adora uma referência fashion e a música utilizada foi uma versão da própria Lady Gaga para “I want your love” do Chic (que ela regravou para um clipe da nova coleção de Tom Ford).

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Angela Bassett, que virou uma das queridinhas de Murphy, desde que estrelou em Coven (e também em Freak Show, como a mulher com três seios), fez sua primeira aparição no terceiro episódio como Ramona Royale. Ramona foi atriz de blackxploitation (ao estilo Pam Grier) e se envolveu com a condessa no passado e agora ela quer vingança.

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Outros atores que participam da série são Cheyenne Jackson (como o dono do hotel, Will Drake), Mare Winninghan (como a camareira Miss Evers) e além destes ainda devem fazer aparições alguns outros atores membros da gangue de Murphy como Lily Rabe (como Wuormos, a serial killer vivida por Charlize Theron em “Monster”), Emma Roberts (que está na nova série de Murphy, Scream Queens), Darren Criss (de “Glee”), John Carroll Lynch (o assustador palhaço de ‘Freak Show’ que fará o papel de outro serial killer real, e que também adorava se fantasiar de palhaço), entre outros.

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Na trilha, há de tudo um pouco: Bauhaus com “Bela Lugosi’s dead” (do filme “Fome de Viver”), Heirs feat. Sisters of Mercy com “Never Land”, Siouxsie & the Banshees com ‘Spellbound”, Joy Divison com “The Eternal”, entre outras.

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Por enquanto várias mortes já ocorreram e mais acontecerão, a começar pela criatura que habita num colchão costurado e que promete aterrorizar ainda muitos hóspedes.

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Além disso, há várias cenas com consumo de drogas, e a coisa promete esquentar a cada episódio, com muito “sex, drugs, dead & rock n’ roll”.

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Enquanto isso, nos EUA, a série já é motivo de polêmica, pois o Parents Television Council (o conselho de pais que controla o conteúdo dos programas de televisão) já se manifestou contra o excesso de violência e sexo apresentado em cada episódio.

Por aqui, a série é exibida pelo canal FX, que estava transmitindo simultaneamente com os EUA (nas quartas), mas agora parece que o fará somente no dia seguinte (nas quintas), à meia-noite.

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Aguardemos o episódio da próxima semana que será o especial de Halloween com duas horas de duração.

Polêmicas a parte, a série não é nenhuma obra-prima, mas é bem divertida para quem curte terror, referências pops, e um ótimo divertimento sem compromisso.

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Nighty Night!

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TODAY’S SOUND: OS 50 ANOS DE BJÖRK POR ARTHUR MENDES ROCHA

Björk é alguém que merece um lugar todo especial na música: ela não é pop, ela não é dance; ela é um sinônimo de música bem pensada, bem executada, com muito sentimento e profundidade e este ano ela completa cinquenta anos, já tendo sido motivo de exposição no Moma e tendo ganho o Polar Music Prize (o Nobel da música).

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Islandesa, Björk sempre teve predileções por temas obscuros, por estéticas inesperadas, como sempre mostrou em seus vídeos e se reunindo aos mais diferentes colaboradores que contribuíram para que ela deixasse uma contribuição artística inusitada.

Seu alcance vocal é uma de suas grandes qualidades, além de cantar em línguas diferentes, ela é única dentro do cenário musical.

A primeira vez que ouvi Björk cantar foi com o Sugarcubes, grupo ao qual pertenceu no final dos anos 80 e que colocou no mapa o som feito na Islândia.

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Lembro que adorava dançar algumas tracks do Sugarcubes que já começavam a se tornar mais dançantes, remixadas, perfeita para algumas das pistas da época, como na música “Hit”:

Björk começou sua carreira cedo na música, aos onze anos ela já estudava piano clássico.

Björk clicada por Richard Avedon

Björk clicada por Richard Avedon

Aos doze anos ela já lançava seu primeiro álbum, “Björk”.

Logo ela se interessou pelas sonoridades punks, participando de algumas bandas como a Spit and Snot, onde ela baterista.

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Em seguida, ela participa da banda pós-punk, Exodus, que só dura uma aparição na TV e logo parte para outra experiência musical com o Jam-80.

Após este grupo, ela participa do Tappi Tikaras, em 1982, com o qual lança dois discos e é lá que conhece seu futuro parceiro no Sugarcubes, Einar Örn Benediktsson.

Em 1985, ela parte para outra banda, o KUKL, com o qual grava dois discos.

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Com a decisão da banda em terminar, ela ainda participa do The Elgar Sisters.

Em 1986, ela participa do Sugarcubes, grupo que passa a gravar pelo selo One Little Indian e logo conquista reconhecimento mundial com músicas como “Birthday”:

Porém, o segundo álbum do grupo não alcança o resultado esperado e o Sugarcubes aos poucos vai terminando, com Björk realizando novas experiências em gravações como na banda de jazz, Trio Guðmundar Ingólfssonar, a mais tradicional da Islândia.

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Neste período, ela é convidada pelo 808 State para gravar os vocais de duas músicas, entre elas, “Oops”, onde conheceria o produtor Nellee Hooper (o mesmo de Massive Attack, Soul II Soul, entre outros).

Aqui tenho uma observação interessante a fazer: neste ano de 1992, eu estava em Los Angeles dançando no club Orbit e quando olho ao meu lado, estava Björk dançando, se jogando na música eletrônica, e já com suas trancinhas enroladas (que virariam sua marca registrada na época).

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Era bem a época em que ela estava se desligando do Sugarcubes e aberta a novas sonoridades.

Não demorou a que ela se mudasse para Londres, se unisse a Hooper e lança-se o seu primeiro disco solo, “Debut”, que foi a grande sensação daquele ano. Como ela mesma declara, Debut era como “uma virgem tentando se expressar”.

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Björk trazia todas suas influências neste trabalho, ela unia jazz, punk, acid, com a batida do trip-hop e com músicas incríveis como “Human Behaviour” e o divino clipe surrealista de Michel Gondry, com direito a urso de pelúcia gigante e uma mariposa dançante:

Outro destaque era “Violently Happy”, com outro clipe bárbaro, desta vez dirigido por Jean Baptiste Mondino, outro respeitado criador de imagens icônicas para revistas e artistas conceituados:

Vale também destacar o clipe de “Big time sensuality”, com ela dançando na traseira de um caminhão, dirigida por outro fotógrafo, Stéphane Sednaoui:

Desde esta época, Björk já mostrava que se importava e muito com as imagens para suas músicas, se unindo aos diretores mais hypados, os mais modernos e instigantes; seus clipes são nada menos que primorosos.

Björk por Steven Klein

Björk por Steven Klein

Além disso, ela sempre optou por vestir os designers mais vanguardas, sendo das primeiras artistas que vestia criações de Alexander McQueen, quando este ainda não era tão famoso.

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O segundo álbum, “Post”, a reúne novamente com Hooper, mais Tricky, Howie B., Graham Massey (do 808) e Marius de Vries para criar outra joia e um dos melhores discos de 1994.

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O primeiro single foi “Army of Me”, com mais um brilhante clipe de Gondry:

Logo em seguida, mais um clipe, desa vez, “Isobel”, com o lindo arranjo e orquestração do brasileiro, Eumir Deodato:

Outro hit do álbum foi “It’s oh so quiet”, com clipe dirigido por Spike Jonze (hoje diretor de cinema, com filmes como “Her”), como se fosse um musical dos tempos áureos de Hollywood e Broadway:

Björk era a sensação daquele momento, todos queriam trabalhar com ela, incluindo Madonna (para a qual compôs “Bedtime Story”), Goldie, entre outros; ela era o centro das atenções do pop mundial.

Apesar de não ser muito adepta do remix, ela colabora com vários produtores e remixers que dão a suas faixas, uma roupagem ainda mais dançante como David Morales, Modeselektor, Omar Souleyman, Aphex Twin, Dilinja, Black Dog, Underworld, Mathew Herbert, Simian Mobile Disco, Gus Gus, a lista é enorme e mega qualificada.

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Em 1996, ela se apresenta pela primeira vez no Brasil, com show arrasador no Free Jazz Festival, quem viu, nunca mais vai esquecer.

O próximo disco mostra uma Björk ainda mais amadurecida, realizando um dos grandes álbuns de 1997, produzida por Mark Bell (do LFO, falecido no ano passado), com uma ainda maior mistura de estilos e capa icônica, com foto de Nick Knight, com ela vestida de samurai cibernética, vestida por seu amigo McQueen:

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Uma das faixas de beleza singular é “Bachelorette”, com as cordas de Deodato:

Mais “Jóga”, com outro lindo clipe de Gondry, incluindo tomadas aéreas de natureza da Islândia:

Outro clipe e música sensacional é “All is full of love”, com uma Bjork-robô, sob a direção de Chris Cunninghan:

Björk fica um tempo sem lançar novos trabalhos e em 1999, ela colabora com o diretor Lars Von Trier no filme “Dancer in the dark”, para o qual faz a trilha (lançada como Selmasongs) e ainda conquista o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

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Porém, a experiência fora tão difícil e intensa para ela, que ela desiste de fazer cinema por um bom tempo.

Foi nesta época que ela aparece com o famoso vestido de cisne na entrega do Oscar.

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Björk só volta a gravar em 2001 com o disco “Vespertine”, bem mais experimental e sob a influência do produtor Matmos.

Um dos vídeos do disco era “Pagan Poetry”, dirigido por Knight e onde ela parece estar sendo costurada por pérolas e com cenas que mostram atos sexuais em imagens distorcidas, mas que foram censurados pela MTV na época:

Já no clipe de “Hidden Place”, ela é dirigida pela dupla de fotógrafos, Ines van Lamsweerde & Vinoodh Matadin, dois de seus favoritos desde então.

Depois do lançamento de Box set e de coletânea, Bjork lança álbuns mais espaçados nos anos seguintes, tais como “Medúlla” (2004) e Volta (2007).

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Ela foi muito tempo casada com o artista Mathew Barney (autor dos filmes “The Creamaster Cycle”), com o qual filmou “Drawing Restraint 9”, filme experimental e que passou somente em festivais ou exibições especiais.

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Em 2011, ela lançou um projeto ambicioso, explorando as novas tecnologias e um álbum no formato de um aplicativo, “Biophilia”. Uma das faixas era “Moon”:

O projeto era bastante interessante, com imagens belíssimas, formando uma ópera com faixas descrevendo fenômenos naturais e cósmicos, mostrando uma Björk ainda mais experimental, hipnótica.

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Ela foi tão a fundo na experiência que até instrumentos foram especialmente criados para “Biophilia”, que virou um projeto educacional, combinando música, tecnologia, aprendizado e criatividade.

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Em 2013, ela se separou de Barney e muitas músicas do novo álbum falam do fim deste relacionamento.

Este álbum acabou sendo “Vulcurica”, disco um pouco mais acessível, com dois lindos clipes, explorando a natureza e as estranhezas que ela adora. Um deles é da canção ‘Lionheart”, colaborando com Ines & Vinoodh mais a produtora Framehouse:

Outro clipe, o de “Black lake” foi gravado em locações na Islândia, tem dez minutos de duração e foi encomendado pelo Moma de NY, para ser incluído na exposição que realizaram este ano em sua homenagem.

O clipe mais recente lançado por ela, “Stonemilker”, mostra outra inovação: ele pode ser visto do ângulo de 360 graus, onde podemos interagir (mexendo o cursor) e ficar apreciando o vídeo de ângulos diferentes.

Hoje ela continua apostando em novos talentos como Maiko Takeda, que criou os acessórios que usa tanto nas fotos promocionais como na turnê de “Vulcurica”.

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Björk é das artistas que mais fizeram pela música moderna, ela a desconstruiu do jeito que pôde, acrescentou novas camadas, novas sonoridades; não é a toa que agora ela é reconhecida por um museu de renome, que lhe dá espaço, por que ela é sim, uma obra de arte!

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Morri com os looks @alexandreherchcovitch !!!

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