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novembro – 2015 – Japa Girl












































































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Archive for novembro, 2015

TODAY’S SOUND: THE HAÇIENDA POR ARTHUR MENDES ROCHA

E o club de hoje é uma referência cultural, pertencia á uma gravadora, não dava lucro, mas marcou toda uma geração que por lá se acabou ao som da acid house: estamos falando do Haçienda!!! fac51111111111 O Haçienda foi um delírio de Tony Wilson (dono da gravadora Factory) e Rob Gretton (empresário do Joy Division), que resolveram fazer um club para os jovens, gastando uma grana que incluía os royalties do New Order (que acabaram se tornando um dos donos do club). O club abriu em 1982, em Manchester, no interior da Inglaterra, numa zona cinzenta e fria, com poucas oportunidades de trabalho e de diversão. hac2   O Haçienda foi inspirado em clubs como o Danceteria e o Hurrah’s, lugares que faziam sucesso em NY. Wilson queria trazer a vibe nova-iorquina para a pacata Manchester, quando o hip-hop estava surgindo, o electro e a disco conviviam em harmonia e gêneros como o house e techno davam seus primeiros passos. fac_51_hacienda-359011 Abaixo, um mini documentário sobre o Haçienda, com o filho de Tony Wilson: No começo, o club vivia vazio, pouca gente frequentava, apesar da escolha musical ser sempre underground, apostando em diferentes estilos, mas sempre misturando referências interessantes que iam de James Brown a Iggy Pop. Inclusive, foi no Haçienda que muitas bandas inglesas dos anos 80 fizera shows enquanto não eram famosas como o próprio New Order, mais Culture Club, Frankie Goes to Hollywood, Quando Quango, Cabaret Voltaire, e muitos outros. hac5 Artistas que estavam iniciando, como Madonna, além de Afrika Bambaata, Divine, ESG, Peech Boys, Mantronix, também fizeram show por lá. Por ser uma cria da Factory Records, o Haçienda até tem um número de catálogo, o FAC 51, que estava descrito em sua fachada na época. hac1 O designer das icônicas capas da Factory, Peter Saville, indicou seu amigo Ben Kelly como arquiteto e a concepção do projeto foi minimalista, com uma pista grande, colunas pintadas com listras pretas e amarelas, como se fosse uma fábrica, pé direito alto, luzes estrategicamente posicionadas; tudo muito urbano e moderno. hac4 Sem dúvida, o design é lindo e virou um ícone com o passar dos anos. A cabine do DJ costumava ficar escondida, onde só se enxergavam os pés das pessoas, mas esta acabou tendo seu local modificado quando o DJ acabou ganhando cada vez mais importância. O Haçienda é cheio de histórias incríveis, foi um local muito especial, e um dos DJs que lá reinou foi Mike Pickering (integrante do Quando Quango e mais tarde do M. People). hacienda mike Pickering foi quem se antenou para tornar o local um dos melhores lugares para se ouvir a então house music, com sua vertente mais soulful, que misturava R&B, Disco, Gospel, tudo com batidas eletrônicas, irresistível para as pistas de dança. Além de Pickering, outros DJs como Graeme Park (recentemente falecido), Dave Haslam,  Jon Da Silva, Laurent Garnier, Greg Wilson, vários passaram pela cabine do Haçienda. Abaixo, em homenagem a Graeme Park, um dos grandes pioneiros da cena, um set gravado por ele (junto com Pickering) dentro do Haçienda: Um das noites de maior sucesso era a de sexta-feira, a Nude, capitaneada por Mike Pickering e que atraía multidões que vinham conhecer os novos lançamentos de house.

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Bez, do Happy Mondays, na noite “Nude’.

Esta época, entre 1986 e 1988, foram os verdadeiros anos de auge do Haçienda. O acid house começou a tomar conta, os jovens só queriam saber de ouvir este tipo de música, o ecstasy assava a ser a droga do momento e viver esta experiência no club tornava tudo mais especial. A Inglaterra vivia o Summer of Love, as raves bombavam e o Haçienda era “the place o be” (o lugar para se estar). Hacienda-Birthday-010 A mistura destas batidas, os dubs, o bass, os vocais, mais o calor humano tornava uma ida no Haçienda algo essencial, assim o club começava a atrair pessoas de toda a Inglaterra, do resto da Europa e do mundo. Outra noite bacana era a Hot, que procurava trazer o clima balearic de Ibiza para o club, colocando uma piscina no meio da pista (isto em plena quarta-feira de cada semana). haçienda dancefloor Outro grupo que lá fez sua história foi o Happy Mondays, que viria a assinar com a Factory, e se tornar o representante máximo da chamada cena Madcester, que misturava indie rock com dance music; uma das tracks que os tornaram os queridinhos do momento foi o remix de Paul Oakenfold para “Wrote for Luck”: Aliás, o legal no Haçienda era poder dançar em qualquer lugar, haviam noites tão cheias que o povo dançava no palco, nas bancadas, fosse onde fosse – o importante era curtir a música com tudo. Algumas das músicas que não podiam faltar no Haçienda eram: “Let the music play’ de Shannon:  “This Brutal House” de Nitro Deluxe:  “I’m in love” de Sha-Lor “Where love lives” de Alison Limerick “Strings of Life” de Rhythm is Rhythm ‘Can you feel it” de Mr. Fingers: Vários músicos e DJs frequentavam o Haçienda, mesmo antes de pensarem em se dedicar a isto profissionalmente. É o caso de Gerald Simpson, que acabou por lançar um dos clássicos do acid house, “Voodoo Ray”, assinando como A Guy called Gerald. Além dele, outros frequentadores eram o Graham Massey, do 808 State, e também o Chemical Bothers, que dá um depoimento no vídeo abaixo: Mas as coisas começaram a dar uma esfriada quando houve a morte de uma pessoa em decorrência do ecstasy dentro do club. Isto trouxe um marketing negativo ara o lugar, bem como uma crescente onda de violência, já que as gangues que controlavam o tráfico de drogas utilizavam o local para demonstrações de poder, acabando por prejudicar a frequência. Até os seguranças e DJs passava a ser ameaçados com armas, até que Tony Wilson resolver fechar o local, em 1991, só reabrindo cinco meses depois, colocando câmeras e deixando o club mais seguro.

Flyers do Haçienda

Flyers do Haçienda

O Haçienda conseguiu sobreviver até 1997, mas nestes anos, ele nunca mais foi o mesmo dos tempos áureos, a vibe já não era a mesma. O club acabou fechando e dando lugar a um prédio de apartamentos de luxo, mantendo o mesmo nome.

Fachada do Haçienda hoje em dia.

Fachada do Haçienda hoje em dia.

O Haçienda foi homenageado no filme “24 Hour Party People’ de Michael Winterbotton, com Stev Coogan vivendo Tony Wilson de maneira brilhante e com muitas cenas cuja ação acontece dentro do club.

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Steve Coogan como Tony Wilson em “24 Hour Party People”

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A pista do Haçienda recriada para o filme.

O New Order perdeu tanto dinheiro com o club, que o baixista da banda, Peter Hook, lançou um livro em 2009 intitulado, “How not to run a club” (Como não manter um club), leitura essencial para quem quer conhecer a história mais a fundo. HACIENDA Mesmo com seu fechamento, o Haçienda entrou para o imaginário clubber como um dos locais mais perfeitos para se ouvir house e techno; constantemente o club é citado como dos melhores lugares que já se teve notícia para viver a verdadeira experiência de dançar com toda a intensidade, unidos por uma coisa em comum: o groove.    

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TODAY’S SOUND: DANCETERIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Continuando nossos posts sobre os clubs lendários, hoje falaremos do Danceteria, que bombou na NY dos anos 80, um verdadeiro caldeirão de ritmos e influências.

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O Danceteria já teve sete endereços diferentes, mas o mais famoso deles foi na 30 West 21st Street, de 1982 a 1986, sendo para a new wave o que a disco foi para o Studio 54.

Atraindo uma fauna de artistas, cantores, performers, dançarinos, gays, drag queens, órfãos do 54, frequentadores de after hours, junkies, skinheads, góticos, prostitutas – o club atraía uma clientela mais underground, mais jovem e mais antenada, era o lugar dos modernos.

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Podemos definir o Danceteria como um anti-Studio 54, mais realista, sem aquele glamour excessivo.

Quem frequentou o club fala que a energia lá era muito especial, o lugar era extremamente fashionable e os managers eram Rudolf Pieper (de origem alemã) e Jim Fouratt (figura influente da cena, também dono do Hurrah) para agendar diversos shows e atrações para o lugar. Sempre o que se procurava é que as bandas fossem avant-garde, que mostrassem algo novo, a maioria das bandas que estouraram nos anos 80 fez sua estreia lá.

Turma que frequentava o Danceteria, incluindo o dono, Rudolf, cantando no canto esquerdo.

Turma que frequentava o Danceteria, incluindo o dono, Rudolf, cantando no canto esquerdo.

O Danceteria era grande, possuía seis andares e um elevador, no qual já trabalhou o rapper LL Cool J e a atriz Debi Mazaar (de “Goodfellas” e “Entourage”) como ascensoristas.

Nos diversos andares estavam distribuídos:

Primeiro andar – o chamado andar da performance, com palco para shows e uma pistinha;

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Segundo andar – onde ficava a pista de dança principal;

Terceiro andar – Lounge, Bar, Restaurante e Video Lounge (o vídeo era novidade, foi dos primeiros espaços a apostar nisto e além de videoclipes havia muita videoarte e experimentações feitas no formato);

Quarto andar – Sala VIP, mas que possuía uma política democrática, qualquer um podia entrar desde que estivesse arrasando no visual;

danceteria - fashion

Quinto andar – Sala decorada em diferentes temas, dependendo da noite;

E o rooftop, o terraço que funcionava no verão geralmente e que ficava localizado no 13º andar, bem como o basement, o porão, onde poderia haver coisas como o club Batcave de Londres funcionando por uma noite.

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O DJ de maior destaque foi Mark Kamins (M.K.), que faleceu em 2013, e que fazia uma pista surpreendente, misturando diversos estilos como new wave, pop, punk, hip-hop, soul, disco, dub reggae e tudo mais que fizesse o público dançar até altas horas da madrugada.

Mark Kamins, o DJ oficial do Danceteria na sua época auge

Mark Kamins, o DJ oficial do Danceteria na sua época auge

Inclusive foi lá que os Djs tocavam até 12 horas sem parar, Kamins era acompanhado primeiramente por Sean Cassette (que tocava punk), depois por Jody Kurilla, e no primeiro andar a DJ era Anita Sarko, figura lendária da noite nova-iorquina, tendo sido DJ do Mudd Club, e que se suicidou recentemente.

Foi no Danceteria que Madonna foi descoberta, já que era frequentadora assídua,  trabalhava meio período como encarregada da chapelaria e foi namorada de Kamins, que produziu seu primeiro single, “Everybody”.

Madonna fotografada no Danceteria por sua amiga Maripol

Madonna fotografada no Danceteria por sua amiga Maripol

Abaixo vemos a primeira apresentação de Madonna, sua estreia nos palcos, que não poderia ser em outro lugar que não fosse o Danceteria, em 1982, num palco pequeno, sem produção nenhuma; um momento histórico para aquela que seria a maior estrela pop de todos os tempos:

Inclusive foi no club que ela foi apresentada a Seymour Stein, o dono do selo Sire, e que assinou contrato para ela gravar seu primeiro disco.

O Danceteria também foi utilizado numa importante cena do filme de Madonna, “Desperately seeking Susan” (Procura-se Susan desesperadamente), na qual ela dança ao som de seu hit ‘Into the groove”:

Mas nem só de Madonna vivia o Danceteria, o lugar era o preferido da geração de artistas que surgia naquele momento, incluindo Klaus Nomi, Jean Michel-Basquiat,Billy Idol, Keith Haring, B-52’s, Nick Cave, The Smiths, Depeche Mode, Bauhaus, Sonic Youth, RuPaul, The Cult, The Jesus & Mary Chain, Philip Glass, Diamanda Galas, A Certain Ratio, Richard Hell, Rolling Stones e muitos outros.

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Muitos destes também se apresentaram no club, bem como performers underground como Joey Arias, John Sex, Alexis del Lago, Kenny Scharf (que se transformou em um artista famoso), Kembra Pfahler (antes de Voluptuous Horror of Karen Black), Ann Magnuson, Wendy Wild e muitos outros.

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Performance de Kembra Pfahler no Danceteria

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Performers do Danceteria, entre eles Kenny Scharf (no canto direito)

Sade, além de ter trabalhado rapidamente como atendente no bar, fez sua estreia americana no palco do Danceteria.

Flyer do primeiro show americano de Sade no Danceteria

Flyer do primeiro show americano de Sade no Danceteria

Os programas mais legais faziam programas especiais lá, como o The Tube, apresentado por Jools Holland (que faria anos mais tarde o conceituado “Later with…”) e Leslie Ash, onde eles nos mostram o club por dentro e até entram na cabine do DJ Mark Kamins:

Bem como o programa ‘New York Dance Stand” mostrando dançarinos e frequentadores (como Diane Brill) do club, em 1983:

O próprio décor do Danceteria era bem menos luxuoso que do Studio 54, as paredes eram grafitadas, iluminação mais simples, o que chamava atenção era mesmo o clima das pessoas se divertindo, dançando com passos mais influenciados pelo hip-hop e punk.

Não podiam faltar músicas como:

“Love Tempo” do Quando Quango

‘Big Business’ de David Byrne (com remix de M.K.)

“Cavern’ do Liquid Liquid:

‘Spacer Woman’ do Charlie:

M.K. foi um dos primeiros DJs internacionais a acreditar no groove de Jorge Bem com “Taj Mahal”:

O club ficava aberto das oito da noite até às oito da manhã e o mix dos DJs era realmente o que tornou este lendário, pois misturava as diversas novidades da música, selos como Factory, 4AD, Rough Trade, mais o funk de James Brown, a disco divertida do Boney M, isto fazia as pessoas dançarem sem parar a um som totalmente eclético.

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A receita de sucesso do club era também o seu staff, a mistura certa entre DJs, atendentes do bar, garçonetes, seguranças, faxineiros, enfim, tudo funcionava de maneira harmônica e precisa – as pessoas que lá trabalhavam eram escolhidas a dedo.

Danceteria

Além de Mazaar, Madonna, Sade, lá também trabalharam artistas como Basquiat, Keith Haring e os Beastie Boys como ajudantes de garçom e mais Karen Finley (cantora e performática) como garçonete.

Basquiat e Keith Haring, dois habitués do Danceteria

Basquiat e Keith Haring, dois habitués do Danceteria

Uma das ascensoristas, Cheyne, até foi cantora na música “Call me Mr. Telephone”, produzida por M.K.:

O Danceteria foi mais que um club, foi um estilo de vida, ele determinou as diretrizes dos próximos clubs que se seguiram; foi dos primeiros lugares a apostarem em bandas inglesas pouco conhecidas nos EUA, como o New Order. MK. acabou fazendo muito isso: tornar as músicas inglesas mais adaptadas ao gosto americano, através de seus próprios remixes como o de ‘Too shy” de Kagajoojoo:

O club também foi o precursor em ritmos como o electro, que dava seus primeiros passos em hits como “Planet Rock’ do Afrika Bambaata e ‘Set it off” do Strafe:

M.K. sinaliza Larry Levan (do Paradise Garage) como sua principal influência, o de fazer com que músicas que seriam totalmente diferentes, combinarem entre si. O som que rolava no Danceteria transcendia os gêneros mais conhecidos como o rock e a disco

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Como o próprio M.K. declarou: “O Danceteria foi um destes momentos na História onde todo estavam no mesmo lugar, na hora certa e todos se alimentavam um do outro”.

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O Danceteria teve várias sobrevidas; abriu em três locações em NY e quatro nos Hamptons, tendo a última fechado em 1995. Hoje o local mais icônico, que fechou em 1986, se transformou em um condomínio de luxo.

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TODAY’S SOUND: STUDIO 54 POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, iremos falar um pouco dos clubs que marcaram época pelo mundo, seja em suas pistas animadas, como seus frequentadores, os Djs que comandavam as festas e a música que embalava estas noitadas.

Claro que teremos que começar pelo mais icônico de todos: O Studio 54! 

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O Studio abriu suas portas na memorável noite do dia 26 de abril de 1977, comandado por Steve Rubell e Ian Schrager, dois empresários da noite que resolveram se aventurar em criar aquela que seria a maior disco de todos os tempos. 

Steve Rubell e Ian Schrager, eternizados por Annie Leibovitz

Os dois haviam sido donos de uma discoteca chamada Enchanted Garden, mas que nunca bombou como eles queriam, já que sua localização no Queens não ajudava; as pessoas que não moravam nas redondezas, não se deslocavam até lá.

 O Studio tinha uma aliada muito forte em Carmen D’Alessio (que será tema de um documen-tário dirigido por Maurício Branco em breve), uma promoter super bem relacionada, que já havia trabalhado para Valentino e Yves Saint Laurent e conhecia boa parte do Jet-set internacional.

 Carmen D'Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Carmen D’Alessio cercada por Debbie Allen, Michael Jackson, Rubell e Lionel Richie

Ela foi a responsável direta pelo sucesso do empreendimento de Rubell e Schrager; tendo sido a própria que mostrou o local para os dois fazerem o seu nightclub. 

Carmen com Andy Warhol

Carmen com Andy Warhol

O club ficava localizado na 254 West 54th Street (com tanto 54, o lugar só poderia se chamar assim) e a origem do nome vem de que lá já havia sido localizado um teatro e o Studio 52 da CBS.

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 O projeto foi idealizado por Scott Bromley (arquiteto), Ron Doud (design de interiores) mais Brian Thompson, Jules Fischer e Paul Marantz no design de iluminação. Este time foi o responsável por tornar os ambientes do Studio cheio de trocas de cenários, bem no estilo teatral e que fascinava quem frequentava o lugar, com uma aura hollywoodiana.

 A pista acabou ficando localizada, onde anteriormente era o palco, ou seja, já havia a energia no local voltada para o “aparecer”, o ‘brilhar” dentro da pista.

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 Uma das surpresas da noite era uma lua em neon, que aspirava uma colher cheia de cocaína, a e que aparecia em cima da pista, nos momentos de ápice, e que só vinha a reiterar a ‘drug of choice” da noite. 

The famed Man in the Moon and Coke Spoon at Studio 54

As celebridades tornaram-se figuras indispensáveis lá e não era qualquer celebridade, eram aqueles que estavam no seu ápice na época, seja no cinema, na TV, nas artes, enfim na mídia tais como Mick Jagger, John Travolta, Michael Jackson, Cher, Farrah Fawcett, Brooke Shields, Olivia Newton-John, Jerry Hall, Divine, Calvin Klein, Elton John, Diana Ross, Margaux Hemingway, Debbie Harry, Margaret Trudeau (a então mulher do primeiro ministro canadense), Rick James, Baryshnikov e muitos outros. 

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Da esq. p a dir: Warhol, Calvin Klein, Brooke Shields e Rubell (se mordendo)

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves saint Laurent e Lolou de la Falaise

Rubell abrindo alas para a passagem de Yves Saint Laurent mais Lolou de la Falaise e Marina Schiano na festa de lançamento do perfume Opium.

Claro que havia aquele grupo que eram os “habitués” tais como Andy Warhol, Grace Jones, Liza Minelli, Halston, Truman Capote, Bianca Jagger, Elizabeth Taylor, e outros.

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A ‘turminha” da ala VIP: Halston, Bianca, Jack Haley e sua esposa Liza Minelli.

Além disso, o club tinha suas figuras emblemáticas como a Disco Sally (a senhora que dançava sem parar, apesar dos seus 78 anos), a Lady Marian (que ia sempre nua), além de um número enorme de drag-queens, que iam para fechar, com modelitos ultrajantes e inesperados. 

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Disco Sally aprontando nas pistas do 54

Cada detalhe do club foi pensado por Rubell, desde a corda de veludo da porta, como as luzes que desciam até a pista; tudo para fazer com que a clientela tivesse a melhor experiência de suas vidas.E era justamente isto que tornava o Studio um lugar tão especial, além da door policy, onde Rubell escolhia a dedo quem entrava, ele queria que as pessoas lá dentro se sentissem seguras em ser quem desejavam ser, sem medo, sem receios.

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A própria escolha de Rubell de quem deveria entrar não seguia um padrão de bastava ser famoso para entrar, você tinha que ser interessante, ter uma boa energia, estar vestido de maneira atraente. Certa vez, duas mulheres foram nuas e montadas a cavalo e ele deixou apenas entrar o cavalo que elas estavam montadas.

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Ele era um rei do marketing, já que sabia que a publicidade era a alma do negócio, assim o club começava a chamar a atenção na imprensa pelas celebridades que lá eram fotografadas.

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Divine e Grace Jones mandando ver numa festinha do Studio

Rubell dava o truque de que mantinha a privacidade, enquanto convidava fotógrafos escondidos para fotografar estas celebridades.

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Elizabeth Taylor numa animada noitada com Halston e Bianca

 Outras das ideias de Rubell, para diferenciar o local, foi criar festas temáticas onde a imaginação (e o orçamento) não tinha limites, podendo transformar o Studio num circo, numa fazenda (com cavalos e vacas de verdade), numa Disney, numa high school (para a festa de lançamento do filme “Grease”), ou seja lá qual fosse a piração daquele momento. 

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As celebridades tinham o seu próprio local, que era o basement, onde havia a chamada VIP room, onde só entravam convidados e rolava de tudo um pouco.  

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Foi realmente com a festa de aniversário de Bianca Jagger, na qual ela entrou montada em um cavalo branco, que o Studio 54 estourou mundialmente, tornando-o o nightclub onde todos queriam ir, mesmo que você fosse barrado na porta. Lembrando que a festa em si foi um fracasso, mas a sua repercussão na mídia mundial foi mais um golpe de mestre de Rubell.

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A receita de sucesso do público do Studio era uma mistura de celebridades, gays, pessoas bonitas, europeus da alta sociedade, bem como desconhecidos, que faziam o lugar ser realmente especial. 

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A música contribuía para que tudo isto fosse um grande sucesso, já que a disco predominava nas paradas e o Studio 54 era a “ultimate disco”, o lugar onde o ritmo era o que dominava a noite. O baixo e a batida eram pulsantes o tempo inteiro e era lá que os DJs residentes Richie Kaczor (nos finais de semana) e Nicky Siano (que fora o criador do The Gallery e fazia o som do Studio nos dias de semana) mandavam ver para manter a pista sempre animada.

 A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

A famosa cabine do DJ do Studio, somente para poucos e bons

Foi graças a Kaczor que a música “I will survive”, de Gloria Gaynor, clássico das discotecas, bombou da maneira que bombou, já que foi ele que apostou na música, que era o lado B de um single. É claro que a música virou um dos hinos do Studio 54.

 

Além desta, algumas músicas que não podiam faltar no Studio eram:

‘Le Freak” do Chic (música esta concebida quando Nile Rodgers e Bernard Edwards foram barrados na porta e ficaram tão putos que compuseram a canção, que na verdade queria dizer “Fuck off” e foi suavizada para o título final):

 

“Take me home” de Cher

 

“I love the nightlife” de Alicia Bridges

 

“Let’s all chant” de Michael Zagger Band

 

“Disco Heat” de Sylvester

 

“Boogie Oogie Oogie” de Taste of Honey

 

“He’s the greatest dancer” de Sister Sledge

 

 “In the Bush” do Musique:

A própria época que o Studio teve seus anos de glória, era o momento pós-Vietnã e pós-Watergate, a liberação sexual estava no auge e o club acabou refletindo estes novos tempos, onde o que importava era se divertir. Assim, em vários lugares de lá, sejam nas escadas, nos banheiros e principalmente no andar superior, na famosa “rubber’s room, com sua bancada de borracha preta, o povo fazia sexo normalmente, não importando com quantos e com quem. 

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As drogas eram consumidas em grande quantidade, seja cocaína ou os quaaludes (também conhecido como mandrix ou methaqualona), distribídos por Rubell para seus amigos ou conhecidos e torná-los ainda mais loucões, fossem eles celebridades, políticos, esportistas, não importava. 

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A festa parecia não ter fim, mas as declarações de Rubell e a sua ‘inocência” em dizer coisas na mídia como “only the Mafia does better” (somente a Máfia faz melhor), fez com que os fiscais do Imposto de Renda abrissem o olho e resolvessem dar uma batida surpresa na casa.

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

Halston e Liza dão um selinho ao lado de Rubell

 Isto aconteceu no final de 1978, quando a polícia descobriu milhares de dólares escondidos em sacos de lixo, no forro do escritório, além de livros de contabilidade e mais dólares escondidos no apartamento de Rubell e também num cofre de um banco.

 Em 1979, ele e Schrager foram condenados a três anos e meio de prisão, por sonegação de impostos, mas não sem antes fazer uma grande festa de despedida, em janeiro de 1980, onde Liza Minelli e Diana Ross cantaram e ele, Rubell, entonou o trecho da canção “My way”: “I did it my way”… (eu fiz do meu jeito). 

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Diana Ross cantando sentada na cabine do DJ na última noite de Rubell e Schrager no comando do Studio.

O club fechou as portas de vez em 1981, enquanto os dois estavam na prisão.

Rubell e Schrager tiveram sua pena reduzida ajudando a polícia em descobrir mais donos de clubs que tentavam burlar o imposto. Alguns dizem que eles também revelaram alguns hábitos das celebridades, ganhando a inimizade de algumas.

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 Na sua dura readaptação, eles tiveram várias portas fechadas, já que muitos de seus amigos dos tempos de Studio se julgaram traídos pela exposição que tiveram com o escândalo.

Até que dois anos depois, eles conseguiram um empréstimo para abrir um novo conceito de hotelaria, com os chamados hotéis-boutiques, cujo primeiro deles foi o Morgan’s em NY.

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Mas a paixão pela noite os fez abrir mais um club em 1985: o Palladium, que não teve o mesmo sucesso do Studio, mas teve seus momentos de glória, só que a noite já não era mais a mesma.

 Rubell veio a falecer em 1989, vítima de uma hepatite crônica (que muitos acreditam ser em decorrência da Aids) e Schrager é um empresário de sucesso no ramo da hotelaria, abrindo vários hotéis durante os anos que se seguiram, tais  como o Hotel Delano (Miami).

Steve Rubell no Studio

Steve Rubell no Studio

 O club foi homenageado de inúmeras maneiras pela cultura pop, seja em livros, documentários e mais. Um deles foi o filme ‘54”, lançado em 1998, que acabou sendo um fracasso no seu lançamento, mas que acaba de ganhar uma versão nova, a ‘Director’s cut” (a versão do diretor) que inclui cenas deletadas e que mostram mais bafos do que acontecia lá, aguardemos então!

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: SCREAM QUEENS, AS RAINHAS DO TERROR

E nada melhor que encerrar os posts de terror numa sexta-feira 13, falando de algumas das “Scream queens”, ou as rainhas do grito – estrelas, starlets, que tiveram seu momento de glória em algum clássico do terror.

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Vamos começar por Fay Wray, a primeira companheira de King Kong (derrotando candidatas como Jean Harlow e Ginger Rogers), no clássico dos anos 30, e que ficou marcada por este papel pela vida inteira.

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O filme foi um grande sucesso e ela havia feito antes um ótimo filme de terror, “The most dangerous game” (que acaba de ganhar uma refilmagem).

Outra estrela foi Janet Leigh, que trabalhou num dos filmes mais assustadores de todos os tempos, “Psicose’, de Alfred Hitchcock. Mesmo sendo a protagonista do filme, ela acabou sendo eliminada logo na primeira metade ( o que causou estranheza nas plateias da época).

Psycho (1960) Directed by Alfred Hitchcock Shown: Janet Leigh (as Marion Crane)

Janet teve uma carreira de sucesso em Hollywood, trabalhou com grandes diretores como Orson Welles (em ‘A Touch of Evil”), entre outros.

Ela era casada com outro grande astro, Tony Curtis, com quem teve a filha Jamie Lee Curtis.

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Mas no gênero horror, sua grande participação foi em ‘Psycho’, sendo atacada no chuveiro depois de roubar alguns dólares de sua empresa e se esconder no Bates Motel (péssima escolha para uma noite chuvosa). A cena entrou para a história do cinema, pela sua edição impecável e pelo impacto que causou na época (estamos falando de 1960).

Já que falamos na mãe, por que não falar da filha: Jamie Lee Curtis, que teve um de seus papéis mais importante logo que começou, no filme “Halloween”, de John Carpenter.

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O filme, de produção barata, se tornou um sucesso retumbante (custou 325 mil dólares e arrecadou 47 milhões) e é o responsável pela renascer do gênero terror; foi lançado em 1978 e seu vilão, Michael Myers virou um ícone.

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Depois deste filme, Jamie ainda fez a continuação, “Halloween II”. Ela se juntou à mãe em outro clássico do terror, “The Fog’‘ (em 1980), do mesmo diretor, Carpenter. E também atuou com a mãe em outra continuação de Halloween, com os fatos ocorridos 20 anos depois, ‘Halloween H20”.

Outro filme de terror que ela participou foi “Prom Night”, ao lado de Leslie Nielsen (de ‘Airplane’ e dos filme “Loucademia de Polícia”) e foi musa fitness nos 80’s (quando fez “Perfect”). Ela também arrasou em ‘Um peixe chamado Wanda” e ‘True Lies”.

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Este ano, ela foi homenageada por Ryan Murphy (de American Horror), que lhe deu um papel de destaque na nova série dele, justamente intitulada ‘Scream Queens” (eu vi o primeiro episódio e achei adolescente demais).

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Já que falamos em “The Fog”, vou aproveitar e falar de outra estrela que participou do filme, Adrienne Barbeau, casada na época com o diretor John Carpenter.

Barbeau bombou nos anos 80, participando de filmes como “Fuga de Nova York” (também de Carpenter), mas foi nos filmes de terror que ela se destacou tais como ‘Swamp thing” e ‘Creepshow” (no segmento “The Crate”).

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Ela até chegou a fazer um pôster sexy que vendeu horrores, ela era mesmo uma musa do terror.

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Recentemente, ela participou de seriados como ‘Carnivale” (no qual vivia a dançarina de cobras, Ruthie), e em papéis menores em ‘Dexter”, ‘Sons of Anarchy” e “Revenge”, entre outros.

Outra atriz que também se destacou nesta época foi Margot Kidder, que ficou mais conhecida como a Lois Lane, a namorada do Superman vivido por Cristopher Reeve no cinema.

Margot Kidder in “The Amityville Horror.” Courtesy of Shout! Factory

Mas Margot fez alguns filmes de terror importantes, como o ótimo “Sisters”, um dos primeiros filmes de Brian De Palma, onde ela vive gêmeas siamesas aterrorizantes.

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Ela também participou de outro clássico, “Amityville Horror” (Terror em Amityville), sobre um casal que se muda para uma casa mal-assombrada, onde haviam ocorridos vários assassinatos.

Nos anos 90, ela foi diagnosticada como maníaco-depressiva, e desde então tem feito participações esporádicas em algumas produções, pois andava aprontando alguns bafos.

Com a recente perda do grande mestre do terror, Wes Craven, vale a pena falarmos de Heather Langenkamp. Ela foi a primeira estrela do filme “Nightmare on Elm Street” ( A Rua do Pesadelo). Nunca vou esquecer a vez que vi o filme pela primeira vez e o quanto a figura de Freddy era assustadora.

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Heather, apesar de parecer ser apenas uma “girl next door”, enfrentava Freddy Kruger com toda a garra e gritando muito (também não tinha como não gritar).

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Outra atriz que se destacou nos 90/00 foi Neve Campbell, que ficou conhecida por sua participação na série “Party of Five” (O Quinteto) e que depois fez alguns importantes filmes de terror como o clássico ‘Scream” (Pânico), também de Wes Craven, bem como um de suas continuações, “Scream 3”. Agora os filmes viraram uma nova série da MTV que está fazendo sucesso.

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Vale ressaltar que Campbell também atuou em “The Craft’ (Jovens Bruxas), outro filme que procurava ressuscitar o gênero de maneira mais light. Recentemente, ela fez uma ótima participação num episódio de “Mad Men”.

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E finalizamos este post prestando uma homenagem dupla: a dois astros de “The Texas Chainsaw Massacre” (O Massacre da Serra Elétrica), Marilyn Burns e Gunnar Hansen.

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Burns faleceu no ano passado e estará para sempre em nossa memória como a vítima que escapa no final, coberta de sangue, e que passa mais de meia hora gritando, por isso talvez ela mereça o troféu das “scream queens’.

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E Hansen caba de falecer nesta semana e ele foi Leatherface, o vilão mais aterrador de todos os tempos, sua presença em cena já nos fazia arrepiar e estamos falando de 1974, quando o incrível filme de Tobe Hooper foi lançado e que até hoje não perdeu sua força e influência na história dos filmes de terror.

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TODAY’S SOUND: A GIRL WALKS ALONE AT NIGHT POR ARTHUR MENDES ROCHA

Um filme de terror iraniano, com toques de western, em P&B e com trilha rock n’ roll? Esta é a primeira pergunta que nos fazemos ao assistir “A Girl walks alone at night” (Garota sombria caminha pela noite), mas que sem dúvida, é dos filmes de terror mais interessantes dos últimos tempos.

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O filme foi descoberto no Festival de Sundance do ano passado e desde então tem feito sucesso por onde é exibido.

“A Girl walks alone at night” foi dirigido por uma jovem iraniana/americana, Ana Lily Amirpour, de apenas 25 anos e cheia de talento.

Admiradora de cineastas como David Lynch, Sergio Leone e Francis Ford Coppola, seu filme foi totalmente inspirado por “Rumble Fish”, o maravilhoso clássico de Coppola, estrelando Matt Dillon e Mickey Rourke e que também foi todo filmado em PB, num clima surreal/estilizado.

O filme nos conta a história de uma vampira jovem, que sai de skate pela noite, com seu xador (espécie de vestimenta persa, que é quase uma burca, mas que deixa o rosto à mostra) e que ataca suas vítimas, optando por morder aqueles que ela acha que não fazerão muita falta.

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Inlcusive, o ataque dela acaba sendo uma espécie de vingança aos que cometem o mal.

Em seu tempo livre, ela coleciona discos de vinil e fica escutando-os em casa.

Sua existência sofre uma reviravolta quando encontra, por acaso na rua à noite, o jovem Arash, pelo qual se apaixona. Inclusive o encontro deles é bem marcante, pois ele está vestido de Drácula, com direito a capa e dentes falsos.

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 Arash tem um pai viciado em heroína, deve dinheiro a um traficante e a garota fará tudo para ajudá-lo e protegê-lo dos malfeitores.

O roteiro do filme mostrou ser um desafio, tendo Amirpour escrito em persa e em inglês, dependendo de como soava foneticamente.

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A ação se desenrola num lugar esquecido, chamado Bad City, que lembra aqueles lugares abandonados do faroeste e habitado por todo tipo de outsiders.

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Não é a toa que outra grande inspiração da diretora foi o filme “Era uma vez no Oeste” de Leone.

Abaixo a diretora analisa uma das cenas mais bacanas do filme:

Outro grande lance da diretora foi escapar às armadilhas do gênero terror; em nenhum momento seu filme apela para o gore, ou banhos de sangue; seu filme é extremamente cool, a fotografia de Lyle Vincent é linda, tudo conspira para um clima diferente dos filmes de terror que estamos acostumados.

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Um dos grandes achados foi a atriz Sheila Vand, que também tem origem iraniana e fez um ótimo trabalho, nos transmitindo toda solidão, todos os sentimentos de ser uma vampira que vive a beira da sociedade, num lugar desolado.

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Abaixo um papo da diretora e da atriz para a revista Vice, onde elas contam todo o processo criativo para levar o filme às telas:

Cada frame de “A Girl walks alone at night” é puro estilo, e nos conquista logo no começo e nos deixamos envolver completamente pela história da garota solitária e vampiresca.

A boa notícia é que o filme foi comprado por uma distribuidora brasileira e deve estrear até o final deste mês aqui no país.

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Vindo cercado de toda a boa crítica mundial, o próximo trabalho de Amirpour é uma produção hollywoodiana, “Bad Batch”, um filme passado num ambiente canibalesco, estrelando Keanu Reeves e Jim Carrey.

A trilha merece destaque por ser inteiramente composta de bandas de rock persas como Kiosk, Federale, Radio Tehran, Bei Ru, entre outras.

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“A Girl walks alone at night” é imperdível, um dos filmes mais visualmente legais deste ano, uma “love story” vampiresca, gótica e original e que tem tudo para fazer sucesso por aqui também, assegurando seu lugar como um ‘cult’ moderno.

 

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TODAY’S SOUND: GOODNIGHT MOMMY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Outra novidade do terror para este ano é o filme ‘Goodnight Mommy”, que vem arrebatando prêmios nos festivais de cinema fantástico e que foi escolhido como o candidato da Áustria ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

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O filme é terror psicológico misturado com filme de arte, o que já parece ser uma premissa bem interessante para uma inovação no gênero.

Apesar do cinema austríaco não possuir uma tradição no terror, quando o trailer do filme caiu na internet, os fãs deste gênero ficaram em polvorosa, como podemos ver abaixo:

O título original do filme é “Ich seh, Ich seh” (Eu vejo, Eu vejo) e é estrelado por Susanne Wuest e os gêmeos Elias e Lukas Schwarz, com produção de Ulrich Seidl (diretor de “Dog Days” e ‘Paradise: Love”) e direção da dupla Veronika Franz e Severin Fiala (também autores do roteiro).

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O enredo do filme é sobre uma mãe que, depois de deixar seus filhos sozinhos por três meses, volta de uma cirurgia plástica no rosto e cheia de ataduras, o que a torna irreconhecível.

Assim, a grande pergunta do filme é: será ela mesma a mãe dos meninos?

Vários fatos vão levando os meninos a desconfiarem da real identidade dela, a começar pelo seu comportamento estranho, ignorando um deles, mantendo as janelas e a casa sempre fechada e escura, realizando passeios noturnos misteriosos; numa atmosfera cada vez mais assustadora.

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E o que dizer da cena em que ela come uma barata enquanto esta dormindo? Será mesmo ela humana?

Todos os atos dela os fazem desconfiar se quem está por trás das ataduras é realmente sua mãe ou uma estranha. E os garotos farão de tudo para terem mesmo a certeza de quem é esta figura que habita o mesmo espaço que eles.

O filme foi todo rodado em quase que somente uma locação, a da casa e seus arredores e a produção, além de encontrar uma casa perfeita, teve que reformá-la toda por dentro para que e adaptasse aos planos e tomadas do filme.

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A ideia original foi concebida quando os diretores viram um reality show, no qual pessoas que eram submetidas a cirurgias voltavam para suas residências, depois de alguns meses afastados, e ficavam tão diferentes, que seus próprios filhos não as reconheciam.

Um dos filmes a que “Goodnight Mommy” nos remete é “A pele que habito” (de Almodóvar), também o filme que inspirou o diretor espanhol, “Eyes withou a face” de Georges Franju, bem como “Under the skin”, o recente filme no qual Scarlett Johansson era uma alienígena que habitava o corpo de uma terráquea.

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Em todos estes, as protagonistas estão cobertas com peles que não lhes pertencem e isto acaba por gerar conflitos de suas reais identidades.

O filme austríaco fala justamente disto, da questão da identidade e o que faz de você a pessoa que aparenta ser; além de falar sobre a família, sobre a perda da confiança, de como são estas relações familiares e o que as tornam especiais. Sobre superfícies, o que se esconde por trás destas.

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Outro detalhe interessante foi a escolha dos gêmeos para viverem os papeis centrais: foram escolhidos vários gêmeos de escolas locais e durante as audições, foram feitas encenações como a de atar a atriz que interpreta a mãe numa cadeira e foi dito às crianças que alguém havia raptado sua mãe e onde ela estaria. A reação dos gêmeos escolhidos foi pegar uma caneta e fincar no braço da atriz que eles nunca tinham visto.

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Abaixo os diretores falam sobre o filme:

Outra inspiração dos diretores foi suas próprias famílias, já que a mãe do diretor vestia ele e seu irmão com as mesmas roupas, como se fossem gêmeos e a outra diretora tem dois filhos (ela é casada com o produtor Ulrich).

“Goodnigt Mommy” (Boa noite mamãe) é um filme que vai nos enredando num suspense constante, cada plano nos deixa ainda mais intrigado, seja as fotos espalhadas pela casa como o que se esconde por trás das ataduras do rosto da mãe.

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É um filme de terror essencialmente europeu, já que tudo é muito sugerido, há belos planos das crianças brincando nos campos ao redor da casa, a presença da mãe acaba sendo algo pesado, não sabemos o que aconteceu enquanto as crianças ficaram sozinhas, enfim, o roteiro é muito bem pensado e nos leva a um clímax completamente inesperado.

O filme foi exibido aqui no Brasil em festivais como o Fantaspoa, onde recebeu o prêmio de melhor roteiro.

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Ainda não há previsão de estreia do filme nas telas brasileiras, mas vamos torcer para que o filme gere cada vez mais comentários e que alguma distribuidora se interesse em adquiri-lo, pois com certeza é um filme bastante criativo e merece nossa atenção.

 

 

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