Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
dezembro – 2015 – Japa Girl












































































    Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina ūüĖ§‚ÄúThe Proposal‚ÄĚ ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874How sundays should be ‚ú®‚̧ԳŹ‚ú®About the happiest Easter ever!
Special thanx @marciosleme @milplantasūüĖ§

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

Archive for dezembro, 2015

TODAY’S SOUND: NATION POR ARTHUR MENDES ROCHA

Outro club que deixou muitas saudades em SP foi o Nation Рlocalizado numa galeria da Augusta, o lugar foi o primeiro a ter a cultura clubber como forma de expressão máxima na noite paulista Р no final dos anos 80/início dos 90.

O lugar era simplesmente √ļnico, ali se reunia o povo mais underground da cidade, os mais modernos, os mais montados e aqueles que realmente queriam se acabar nas pistas tendo ao fundo as m√ļsicas mais bacanas.

nation1

Flyer do 3¬ļ anivers√°rio do Nation

Ele foi realmente um divisor de águas na noite, lá que começou mesmo a cultura clubber no Brasil e fui testemunha disto.

O embri√£o do Nation foi o Dandy‚Äôs Club, localizado na Brigadeiro Luis Ant√īnio e tendo no comando uma turma que revolucionaria a noite paulista: Eloy W., Paulo Santanna, Renato Lopes, Daniel Almeida e Ulisses Cavassana.

Renato havia conhecido Paulo e Eloy quando tocou em algumas noites no Madame Sat√£.

Lembro que foi no Dandy’s que ouvi pela primeira vez house music e isto foi muito marcante na minha formação e no hábito de sair á noite para dançar.

Com o fechamento do Dandy’s, parte deste grupo procurou outra opção e se uniu a três sócios: Chiquinho (dono do Wal Show), mais os irmãos Tatá e Dedei; encontrando o lugar perfeito num porão da Rua Augusta, dentro da Galeria América, onde funcionava o Podium.

nation

Eloy e Cia. dariam a cara e a modernidade necessária para o lugar, chamando seus amigos, conhecidos e aqueles que faziam a noite acontecer. E não havia problemas com a orientação sexual de ninguém, o Nation era uma zona livre neste quesito, mesmo frequentado por muitos heteros, você já deveria deixar o preconceito (se este existisse) na porta.

O motivo principal de abrir o Nation era o de renovar a noite paulistana, dar √†s pessoas outras op√ß√Ķes, que n√£o fosse o g√≥tico (que dominava nos anos 80) e sim uma coisa mais glamourosa, como os clubs de Ibiza, Londres, It√°lia, um lugar que fosse mais fashion.

Ida Feldman e Bebete Indarte, as hostess do Nation

Ida Feldman e Bebete Indarte, as hostess do Nation

As principais inspira√ß√Ķes, segundo Mauro Borges, foram o Studio 54, o Caf√© de Paris (Londres), a Plastic (Milano), al√©m de marcos da cultura pop como ‘Saturday Night Fever” (Os Embalos de S√°bado √† noite) e a novela “Dancin‚Äô Days”.

Eles chamaram para o staff da casa: Mauro Borges (que acabava de voltar de uma temporada em Milão e estava cheio de ideias), Bebete Indarte (recém chegada de POA e era uma das hostess do lugar), mais Ida Feldman,, Regina Rambaldi, Maria de Los Angeles, Zeca Andrade (que fez alguns dos flyers de lá, bem como do Massivo), Alexandre Vulnávia (que trabalhava na chapelaria com Zeca), entre outros.

nation - bebete-eloy

Bebete Indarte e Eloy W.

Eloy era uma figura √≠mpar, sempre montado nos modelitos mais exuberantes; logo fiquei amigo dele e nos d√°vamos super bem – ele fazia quest√£o da minha presen√ßa em seu club e nunca paguei para entrar l√°, al√©m de ter um √≥timo papo. Mas se ele n√£o ia com a tua cara, saia da frente…

Renato Lopes tocava as √ļltimas novidades europeias e americanas, com predomin√Ęncia de house e suas vertentes, preferindo as coisas mais experimentais e diferentes, mas a pista do Nation era democr√°tica, s√≥ n√£o podia tocar m√ļsica ruim.

Renato Lopes (ao lado dele Marquinhos MS)

Renato Lopes (ao lado dele Marquinhos MS)

Mauro dava um toque mais pop ao som, tocando muita Madonna, disco, o house que bombava na Europa e fazendo suas performances no meio da noite (que incluía muito vogue dancing).

Mas para entrar no Nation, você tinha que passar pela galeria e ali se concentrava um super fervo que te animava para adentrar ao club, descendo as escadas e chegando ao subsolo.

Várias personalidades da noite, muita montação, muito papinho e babados tornavam a noite ainda mais incrível, pois você sabia que no Nation não havia noite ruim, era sempre mega divertido.

O projeto arquitet√īnico foi de Walter Rodrigues (hoje um famoso estilista) e que na √©poca ajudou o Nation a ter a sua pr√≥pria cara.

Eloy com Walter Hormann

Eloy com Walter Hormann (namorado de Bebete na época e também DJ)

Uma das coisas que eles queriam é que a pista fosse clara e que todo o club tivesse claridade, para as pessoas se verem, se paquerarem, se observarem.

Walter também foi o responsável por criar o nome do lugar: Nation Disco Club.

O club possu√≠a colunas brancas, bar com balc√£o e mais sof√°s e mesinhas, antes de se chegar √† pista, que podia ser percebida como um aqu√°rio, inclusive, mesmo n√£o entrando, dava para ver como estava a pista e apoiar por ali o seu drink numa das ‚Äėjanelinhas‚ÄĚ da pista (que possu√≠am aparadores).

Bebete com algumas frequentadoras do Nation, entre elas K√°tia Miranda

Bebete com algumas frequentadoras do Nation, entre elas K√°tia Miranda

Na pista propriamente dita haviam módulos pintados de preto, onde as pessoas podiam subir e dançar (como pequenos tablados) havia também um palquinho, onde ficava a cabine do DJ.

O banheiro era um bafo só, pois era unissex e lá rolava vários babados.

O globo do Nation (cortesia de Mauro Borges)

O globo do Nation (cortesia de Mauro Borges)

O Nation abriu suas portas em 1987, no momento em que a house music era a grande novidade, bem como suas ramifica√ß√Ķes como o acid e o balearic (ritmo inspirado em Ibiza).

Além de Renato e Mauro, tocaram também por lá o Camilo Rocha e o Rui Albuquerque (que ficava responsável pelas matinés de domingo).

Entre as pérolas que lá fizeram a sua estreia nas pistas brasileiras estavam:

Yazz ‚Äď ‘The Only way is up‚ÄĚ:

Neneh Cherry – ‚ÄúBuffalo Stance’:

S-Express: ‘Superfly guy‚ÄĚ:

Ofra Haza: ‚ÄúIm Nin’alu’:

Soul II Soul: ‚ÄúKeep on movin’‚ÄĚ:

Caroline Loeb: ‚ÄúC’est la ouate’:

A pista era uma festa s√≥; al√©m de encontrar amigos, conhecidos, figuras da noite, modelos, estilistas, produtores de moda, estudantes, atores, m√ļsicos, designers; o lance era causar e arrasar nos modelos e fazer muita coreografia na pista, afinal foi l√° que se dan√ßou vogue pela primeira vez nas pistas brazucas.

Entre o povo que frequentava estavam Alexandre Hercovitch, Marcos Morceff (que lá promoveu várias festas do seu brechó, Universo em Desfile), Marcelo Rosembaum, Carlito Contini, Mario Mendes e muitos outros.

A capacidade da casa era de 400 pessoas, mas o p√ļblico acabava chegando muitas vezes perto das 800 (especialmente no ver√£o).

Aconteciam também festas temáticas, como as de quinta-feira, com muita ferveção, drags e a diversão sem compromisso. Uma das festas mais divertidas era a noite do Modelão, onde os clientes levavam nota pelo seu look.

nation flyers

Outro lance originado no Nation foi o Que fim levou o Robin, o primeiro grupo de e-music no Brasil, cujo primeiro show foi naturalmente no club, e era formado pelo Renato (que saiu logo no começo), Mauro, mais Bebete, Claudia Pinheiro e Elis Gritaria (Liss Leal). No começo, quem dançava vogue com o Mauro eram Eloy, Bebete e Shina Sekini.

O que fim levou o Robin em sua formação original

O que fim levou o Robin em sua formação original

 

A produ√ß√£o ficou a cargo de Dudu Marote, que tamb√©m comandava os teclados com James M√ľler na bateria.

O QFLR teve um grande hit com a m√ļsica ‚ÄėAqui n√£o tem Chanel‚ÄĚ (votada a m√ļsica do ano pela Bizz em 1990) e se apresentou no DMC Championship, ao lado de grupos de sucesso da √©poca como Inner City e Snap. Abaixo o grupo se apresenta no Programa Viva a Noite:

Al√©m desta, eles tamb√©m lan√ßaram a m√ļsica ‚ÄúTia, um dia voc√™ vai ser‚ÄĚ (tamb√©m inclu√≠da no √°lbum deles) que talvez seja o √ļnico registro em v√≠deo da entrada do club, as escadas, a pista aqu√°rio, as janelinhas; enfim, √© para matar as saudades do Nation ao assisti-lo:

O club se manteve sempre movimentado até o ano de 1991, período de turbulência para o local, pois Eloy e Paulo foram diagnosticados como portadores de HIV.

Com este diagnóstico, tudo mudou, já que eles eram o que mantinha o club na ativa, Paulo gerenciava o lugar, Eloy era quem comandava a noite à sua maneira; quando eles se foram, não tinham mais como manter o Nation funcionando.

O grupo original formado por Renato, Mauro, Bebete, etc. acabaram saindo em 1991 e o Nation fechou em 1992.

Em 2010, o Nation teve um revival no mesmo local, mas de curta duração.

De vez em quando, acontecem algumas noites comemorativas de aniversário do club, em lugares como na Nostromundo e no Mono, onde no ano passado houve a comemoração de 25 anos.

nation-1

O Nation ficará para sempre na memória dos que o frequentaram; quem ia até lá, acabava virando assíduo e mesmo hoje, anos após seu fechamento, ele continuará a ser um dos clubinhos mais legais que a cidade já teve.

Sua import√Ęncia no comportamento de toda uma gera√ß√£o ser√° para sempre sentido e muito que a cultura clubber viveu e se desenvolveu por aqui, se deve muito ao Nation.

 

   Coment√°rio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: ROSE BOM BOM POR ARTHUR MENDES ROCHA

Depois de falarmos de alguns clubs internacionais que marcaram época, esta semana nos dedicaremos aos clubs nacionais, especialmente os da noite paulistana.

Começaremos por um dos primeiros clubs que conheci ao chegar em São Paulo, em 1987, e que era o lugar para ver e ser visto: o Rose Bom Bom.

ROSE LOGO

O Rose era localizado na Rua Oscar Freire, n¬ļ 720, na Galeria Femina, em frente √† Churrascaria Rodeio, no cora√ß√£o dos Jardins. Conforme as mudan√ßas no lugar, a entrada poderia ser tanto pela Oscar como pela Haddock Lobo.

Angelo Leuzzi era o dono de lá e o Rose era para ser uma lanchonete, abrindo pela primeira vez para almoço em janeiro de 1983.

A decoração era toda em preto e branco, o chão era quadriculado, as mesas com toalhas de vinil roxo, sofás de vinil, persianas pretas, caixas de som, máquinas de fliperama, bar e tinha até uma pequena loja lá dentro.

rose flyer2

A lojinha tinha novidades importadas trazidas por Neride, outra figura importante na cena e que contribuiu muito na concep√ß√£o da casa; por ser muito viajada (ela ia para a Europa cinco vezes por ano, al√©m de Tail√Ęndia e Marrocos), ela estava sempre antenada nas novas tend√™ncias e modismos que aconteciam fora do pa√≠s.

 Voltando ao Rose: como ninguém aparecia no Rose para comer, Leuzzi teve a ideia de abaixar a luz, aumentar o som e chamar os amigos; pronto, surgia aí um novo lugar para dançar e se divertir na noite paulistana.

roseflyer

 A casa abriu oficialmente suas portas em 20 de janeiro de 1983, com uma big festa que parou SP.

¬†Na √©poca haviam mais pubs (como o Victoria Pub) e o conceito de discoteca j√° andava ultrapassado; quando pediu para denominar o seu espa√ßo, Leuzzi citou uma de suas inspira√ß√Ķes, o Danceteria de NY, assim o espa√ßo foi denominado de danceteria (coisa que se espalhou aos montes Brasil √† fora).¬†

rose fósforos

A casa era toda envidraçada e na galeria havia luzes de neon coloridas, que ao abrir as persianas, invadiam com sua luz a pista (lembrando que Leuzzi abria e fechava as persianas para ter este efeito e nada podia dar errado, como algum desavisado fechar as persianas).

¬†No come√ßo, o som era feito pelas fitas cassetes gravadas pelo pr√≥prio Leuzzi, at√© que, junto com seus amigos Coquinho e Claudio Deleu (um √≥timo guitarrista), eles criaram os Rockat’s, que era a banda da casa e tocava l√° duas vezes na semana.

rose2

¬†Outra das apostas do Rose foi o Azul 29, cultuada banda que fazia shows direto por l√° e que foi das primeiras bandas brasileiras de new wave, com seus teclados eletr√īnicos e que tiveram sua m√ļsica ‚ÄúV√≠deo Game‚ÄĚ inclu√≠da na trilha de ‚ÄúBete Balan√ßo‚ÄĚ:

 

O Rose era frequentado por uma variada fauna que incluía punks, playboys, modelos, modernos, estudantes, góticos, artistas, gente da sociedade, enfim, o legal era justamente esta mistura de pessoas que fazia o lugar ser especial. Era interessante ver punks ao lado de gente saída do Gallery para os famosos cafés da manhã, que o Rose oferecia aos seus frequentadores ao final da noite.

rose3

 Além disso, o club possuía um pequeno palco por onde passaram algumas das bandas mais interessantes dos anos 80, todas elas em início de carreira, como o Legião Urbana, Gang 90, Voluntários da Pátria (banda pré-Ira), Picassos Falsos, o próprio Ira, Capital Inicial, Titãs (que ficavam apertados no pequeno palco, pois eram em 08 integrantes), Violeta de Outono, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Ratos de Porão, Ultraje a Rigor, Lobão e os Ronaldos, Kid Vinil, As Mercenárias, Cólera, Inocentes, Brylho, Engenheiros do Hawaí, entre outros. 

ROSE voluntarios1

Voluntários da pátria, banda pré-Ira da qual Nasi (primeiro á esq.) participava

A m√ļsica que tocava tamb√©m era um dos grandes atrativos do lugar, j√° que apostava em v√°rios estilos, passando por punk, new wave, EBM, synth, new romantic, rock g√≥tico, hip-hop (foi dos primeiros lugares a tocarem black music nos Jardins) at√© chegar na acid house e num estilo mais eletr√īnico, que come√ßava a despontar na √©poca final da casa.

¬†Os estilos musicais eram bastante vari√°veis e englobam um grande per√≠odo, de 1983 a 1990, portanto procuraremos destacar algumas m√ļsicas dentro deste enorme espectro, tais como:

¬†Liaisons Dangereuses ‚Äď ‚ÄúLos Ni√Īos del Parque‚ÄĚ:

Marrs ‚Äď ‚ÄúPump up the volume‚ÄĚ:

Bomb the Bass ‚Äď ‚ÄúBeat Dis‚Äô:

¬†The Sisters of Mercy ‚Äď ‚ÄúThis Corrosion‚Äô:

¬†Mantronix ‚Äď ‚ÄúWho is it‚Äô:

 

¬†Steve Silk Hurley ‚Äď ‚ÄúJack your body‚Äô:

 

Love & Rockets ‚Äď ‚ÄúBall of Confusion‚Äô:

 

 O cast de Djs incluía, além de  Leuzzi, Otavinho Neto, que foram os primeiros DJs a comandarem o som. Aos poucos, foram sendo agregados mais DJs como Jayme Punk, Serginho e até o Alex Atala, frequentador assíduo, antes de pensar em virar um chef famoso, e que também fazia fitas cassete para vender. 

alex atala

Além destes, depois vieram Ricardo Guedes, Marquinhos MS (DJ já falecido e que marcou época, abrindo os caminhos para a geração que viria a seguir) e Magal, que permaneceu até o final.

 O staff do Rose era outra atração, a começar pelo Zé Preto, o segurança que ficava na porta liberando àqueles que conhecia, o Zé Maria (gerente), o Gigio (no caixa), enfim, o Rose era como uma grande família, nos sentíamos protegidos e parte daquele grupo. 

rose flyers

Os flyers de lá eram feitos pelos mais diferentes colaboradores e vários foram feitos por uma figura lendária da noite paulistana, Marcelo Ferrari, a Marcelona, como a arte abaixo (cedida gentilmente para este post), utilizando desenhos, colagens e o que a época, sem computadores, oferecia:

rose flyer 5

Em outra reforma, o club possuía também uma parte mais reservada no bar, todo em alumínio, com sofás de couro preto e onde se podia conversar e paquerar.

 Várias pessoas da noite, da vida cultural de SP frequentavam o Rose tais como Patricio Bisso, Cláudia Liz, Grace Gianoukas, Edgar Scandurra, Raul Cortez, Guiherme Isnard, Julia Lemertz, enfim, era um casting enorme e que trocava noite após noite.

 Na pista, você podia cruzar com produtores musicais, cantores, modelos, socialites, jornalistas, enfim, era uma mistura interessante e que tornavam as noites ainda mais excitantes. 

rose4

Al√©m disso, o espa√ßo abrigava desfiles de moda (como da hypada marca de cosm√©ticos Liquid Sky), interven√ß√Ķes art√≠sticas, performances, al√©m de passar v√≠deos in√©ditos e que s√≥ consegu√≠amos ver l√°.

¬†O Rose fechou suas portas em agosto de 1990, com a mega festa ‘Rose Bom Bom na Chom’, tendo um lambe-lambe (de co-cria√ß√£o de Leuzzi e Diego Zaragoza) espalhado pelos Jardins e redondezas com os nomes das pessoas que foram importantes para a casa e com a seguinte frase no final: ‘a voc√™ e a tantos outros que por aqui passaram, Obrigado Rose foi Bom‚ÄĚ.

IMG_2945[1]

Foto do lambe-lambe de despedida do Rose. Cortesia de Angelo Leuzzi

 O club teve um revival em 2005, quando abriu uma nova versão do club no terraço da Galeria Ouro Fino, mas que durou pouco tempo devido a exigências de segurança e barulho.

 O Rose acabou abrindo também uma versão na Vila Madalena, mais dedicada a festas de black.

¬†A import√Ęncia do Rose para a vida cultural brasileira nos anos 80 foi essencial, trazendo as novidades musicais que rolavam l√° fora, os modismos, al√©m de apresentar as bandas efervescentes da √©poca; ele tirava o underground do gueto, nos sent√≠amos parte de uma fase especial da noite e que ficar√° para sempre em nossa mem√≥ria.

 

 

   Coment√°rio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: TRADE POR ARTHUR MENDES ROCHA

A Trade √© uma verdadeira institui√ß√£o inglesa, pois foi o primeiro club after-hours legalizado, com uma licen√ßa especial de m√ļsica e dan√ßa, podendo funcionar 24 horas sem parar, al√©m de ter mudado para sempre a cena clubber mundial.

A noite começou em 1990, no Turnmills, um pub localizado em Islington, zona central de Londres, e que se transformava nas madrugadas de sábado num dos lugares mais fascinantes para se dançar neste dia e horário.

trade capa

Lembro que o lugar simplesmente se transformava quando descíamos as escadas e adentrávamos naquele basement: antes de chegar na pista, passávamos por corredores, pelo balcão do bar, com cada canto tendo o seu próprio código.

Numa parte ficavam os gays musculosos, geralmente sem camisa, noutro ficavam os traficantes, vendendo drogas como êxtase, cocaína, speed, entre outras.

O legal era que a Trade era uma mistura das mais variadas tribos, a predomin√Ęncia era gay, mas heteros tamb√©m frequentavam, al√©m de v√°rias classes sociais; drags, mich√™s, travestis, trabalhadores, leather-boys, enfim, era uma noite democr√°tica.

trade 5

Para entrar, não havia uma door policy específica, ou iam ou não iam com sua cara, com seu estilo, enfim, era uma incógnita se você conseguiria mesmo entrar.Além disso, se formavam filas enormes na porta e estava sempre cheio, não importava a hora que fosse.

Trade 90s Can You Take It All Night flyer

Reza a lenda que Cher, Axel Rose e outras celebridades tiveram seu acesso negado, pois exigiram tratamento VIP, com entrada diferenciada e a Trade justamente era contra este tipo de exigência.

Trade-Image-5

Mas por l√° estiveram Madonna, Bj√∂rk, David e Victoria Beckham, al√©m de drags vestidas de Lady Di e Grace Jones, que deixaram o p√ļblico enlouquecido.

23rd birthday party for Trade gay club night at Egg nightclub, York Way, King's Cross, London, England, UK.

Laurence Malice era quem comandava a noite- ele foi idealizador da Trade, foi ele que batalhou com as autoridades inglesas para lhe permitirem ter um club funcionando das 4 da manh√£ de s√°bado a uma da tarde de domingo; um lugar para os gays irem e se sentirem mais protegidos e seguros (estamos falando de uma √©poca que vigorava a Section 28, uma lei que n√£o permitia aos gays de ‚Äúpromover‚ÄĚ a homossexualidade publicamente).

trade_uk_flyer_gallery

Trade-Image-5

Antes da Trade, Malice fazia afters ilegais no club Sauna, em Kentish Town.

Outro grande diferencial da Trade era sua excepcional qualidade sonora e a iluminação perfeita, cheia de lasers incríveis que faziam desenhos, mudavam de cores e tudo regado ao hard house de Tony De Vit, o DJ residente.

TONY

Tony era de tal forma reverenciado, que ir √† Trade era como uma esp√©cie de culto, uma igreja e ele era o pastor, dominando a todos com sua m√ļsica.

Além de Tony, outros DJs que tocavam lá direto eram Allan Thompson, Smokin’ Jo, Malcom Duffy, Martin Confusion, Tall Paul, Steve Thomas, Pete Wardman, Blu Peter, Rachel Auburn, entre outros.

Algumas das m√ļsicas que n√£o podiam faltar na Trade eram:

‚ÄúAge of Love‚ÄĚ ‚Äď Age of Love (remix de Tony de Vit):

‚ÄúRaise your hands‚ÄĚ – Knuckleheadz

‚ÄúRock Da House‚ÄĚ ‚Äď Tall Paul

‚ÄúInto your mind‚ÄĚ – Christian Hornbostel

‚ÄėLe voie Le soleil‚ÄĚ ‚Äď Subliminal Cuts

Como o próprio Malice afirmava, o som da Trade é um techno mais camp, mais gay, que acabou se transformando no hard house.

E sim, o som era perfeito, combinava com toda aquela atmosfera, era pesado, os BPMs lá em cima, mas era bem dançante e a pista não parava até o final, todos dançando, sorrindo, revirando os olhos, se mordendo, mas se divertindo.

Abaixo, um document√°rio sobre o club, ‚ÄúThe all night bender‚ÄĚ, produzido pelo Channel 4:

A Trade também possuía seus característicos flyers, desenhados pelo Trademark (como se intitulava o designer gráfico Mark Wardel), cada um tinha uma cara especial, chamavam atenção por seus desenhos e o seu logo no formato de uma cápsula.

TRADE LOGO

Outra imagem que fazia sucesso entre os frequentadores era a do ‘Trade babies”

Trade-Image-7

Ir √° Trade era uma experi√™ncia inesquec√≠vel; o club possu√≠a licen√ßa para vender bebida alco√≥lica na madrugada, e logo se tornou o lugar favorito do p√ļblico gay que procurava uma noite diferenciada, onde o que importava era dan√ßar m√ļsica boa e que combinasse com toda aquela loucura.

trade4

O décor também era todo idealizado por Malice, que não media esforços para disfarçar o décor original do Turnmills, que era bem cafona.Além disso, a preocupação com o som era absurda, cada ambiente possuía seu próprio sistema de som, com equalização e clareza eficazes, tudo para que ninguém ficasse parado.

trade6

A partir de 1995, a Trade passou a excursionar por outros pa√≠ses como Ibiza, Jap√£o, √Āfrica do Sul, NY, al√©m de participar de eventos de dance como o Summer Rites e a Love Parade inglesa.

madhattan

Neste mesmo ano, Tony lan√ßava seu primeiro single, ‚ÄúBurnin‚Äô up‚ÄĚ, com um remix feito especialmente para a Trade:

Os CDs da Trade tamb√©m eram altamente disputados, a gravadora React costumava lan√ßar as colet√Ęneas do club, bem como as antologias Reactivate, com os hits que dominavam as pistas de l√°.

R-113948-1308237102.jpeg

Reactive

Porém,em 1998, o DJ Tony De Vit faleceu aos 40 anos, de uma bronquite, agravada por ele ser HIV positivo e na época o tratamento não era tão eficaz.

A morte dele trouxe um declínio para a Trade, já que ele era uma figura carismática e seu som jamais conseguiria ser igualado.

Trade-at-Turnmills

Num epis√≥ido de “Sex & the City”, Carrie e cia. v√£o at√© uma noite da Trade em NY; a cena tem certos exageros e √© de outra fase, mais comercial…de todo jeito fica o registro:

Em 2002, a Trade encerrou sua noite semanal na Turnmills, voltando para l√° em algumas ocasi√Ķes especias, at√© que a Turnmills fechou suas portas de vez em 2008.

Em 2003, Malice abriu a Egg, onde houveram algumas edi√ß√Ķes da Trade, incluindo a realizada em outubro deste ano, a que completou 25 anos de Trade, e que foi o √ļltimo evento a ser realizado levando o nome do famoso after-hours.

trade2

Tamb√©m este ano, est√° em cartaz em Londres, a exposi√ß√£o ‚ÄėTrade: Often Copied, Never Equalled‚ÄĚ que fica em cartaz no Islington Museum at√© 16 de janeiro de 2016.

A Trade nunca ser√° igualada, foi um club especial para aquele momento da noite inglesa; hoje com o fechamento de v√°rios clubs por l√°, ficam as mem√≥rias de noites m√°gicas para quem viveu tudo aquilo e posso falar de cadeira ‚Äď a Trade foi o melhor club gay de todos os tempos

   Coment√°rio RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: THE LIMELIGHT POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Limelight foi um dos clubs mais inusitados que já existiram, a começar por ser dentro de uma Igreja, o que lhe dava uma ambientação especial e muitas histórias incríveis aconteceram lá dentro, entre elas bafos com o seu proprietário e um famoso crime entre os club kids que lá frequentavam.

limelight 1

O club ficava localizado na Avenue of Americas, West 20th Street e abriu suas portas pela primeira vez em 1983, sendo frequentado por uma variedade de celebridades que inclu√≠am Andy Warhol, Madonna, Mick Jagger (que l√° comemorou seus 40 anos), Rod Stewart, Wiliam S. Burroughs (que l√° comemorou seu 70¬ļ anivers√°rio), Billy Idol, Matt Dillon, Prince, Mark Wahberg, Vin Diesel, Leonardo Du Caprio, Chlo√ę Sevigny (ela mesma uma club kid) e muitos outros.

William S. Burroughs e Madonna na Limelight

William S. Burroughs e Madonna na Limelight

Seu propriet√°rio era Peter Gatien, empres√°rio da noite nova iorquina famoso por usar um tapa-olho; durante algum tempo ele foi chamado de o Rei da Noite, quando era dono da Limelight, mais Tunnel, Club USA e Palladium.

limelight-documentary

O primeiro Limelight a abrir foi, na verdade, o da Florida e também chegou até a ter filiais em Londres, Chicago e Atlanta; todas elas localizadas em antigas igrejas.

Mas é do Limelight dos anos 90, e que tive a oportunidade de frequentar, que falaremos neste post.

limelightad

O club era cheio de ambientes, com basements, mezzaninos, catacumbas, salas de videos, sala VIP, por onde dealers vendiam suas drogas e o povo se acabava na pista. Além disso, acima da pista havia gaiolas, onde go-go dancers dançavam (concepção de Gatien).

limelight (1)

Nos início dos anos 90, a Limelight era um dos lugares mais badalados de NY, pois lá aconteciam festas e shows inesquecíveis, priorizando muito techno, house, gótico e rock industrial, dependendo da noite.

Fila enormes se formavam na frente, todos queriam participar daquela loucura e l√° dentro a coisa era baf√īnica mesmo, lembro de clubbers convivendo com g√≥ticos, roqueiros, skatistas, os que curtiam hip-hop, e l√° dentro rolava muita pega√ß√£o e coloca√ß√£o totais.

limelight - gatien 2

O grande achado de Gatien foi fazer seu club numa igreja Episcopal do séc. XIX, gastando uma fortuna para torná-la um lugar ainda mais atraente.

O design de luz e o som eram fant√°sticos, com uma pista com p√© direito alto, janelas com vitr√īs, uma mistura de g√≥tico com a mais nova tecnologia da √©poca.

limelight-ny-claustrum-1985-details-ad

Em uma de suas encarna√ß√Ķes, o Limelight chegou a ter uma sala VIP criada por H.R. Giger, o incr√≠vel designer su√≠√ßo que criou o monstro de ‘Alien’ de Ridley Scott.

limelight - giger room

No filme ‚ÄúBad Lieutnant‚ÄĚ de Abel Ferrara, h√° uma cena feita na pista de dan√ßa do club, com Harvey Keitel:

Entre as bandas que por l√° se apresentaram estavam Guns N’Roses, Cabaret Voltaire, Aphex Twin, Dear or Alive, The Cramps, Nina Hagen, Marilyn Manson, Peter Murphy, Pearl Jam, Nine Inch Nails e muitos outros.

limelight-ny-claustrum-matchbook

Os chamados club kids eram os jovens que iam para lá se divertirem, totalmente montados em modelitos absurdos e sem limites para terem uma noite impecável, seja regada a muitas drogas e muitos bafos. Abaixo vemos cenas do club em 1991, com filas na porta e cenas ótimas do interior do club:

O l√≠der dos club kids era Michael Alig, promoter das melhores festas que l√° aconteciam e amigo de Gatien, e tamb√©m James St. James, outra figura do folclore noturno de NY. Gatien deixava Alig fazer o que desejasse, os temas mais extravagantes eram permitidos, misturando performance, fantasias, decora√ß√Ķes ultrajantes, ap√≥s ele provar que tinha o seu p√ļblico e enchia o lugar.

limelight  gatien e alig

Foi Alig que tornou o lugar ‚Äúin‚ÄĚ novamente, pois desde o final dos anos 80, o club vinha perdendo frequentadores. Eles passavam a ser ‚Äúthe talk of the town‚ÄĚ, inspirando estilistas e formando uma nova cena com nomes como RuPaul, Amanda Lepore e a marca de roupas Heatherette (de Richie Rich e Traver Rains), entre outros.

Aos poucos, o Limelight foi se tornando famoso pelas festas inusitadas e pelo seu p√ļblico doid√£o, al√©m da m√ļsica, que era pesada e dan√ßante, combinando bem com a atmosfera dark que por l√° reinava.

limelight-44

A pista do Limelight fervendo, no palco podemos avistar Amanda Lepore (praticamente nua)

Porém, em 1996, Alig assassinou seu dealer, Angel Melendez, que venerava Alig, mas este o desprezava e só desejava uma coisa em troca: drogas.

Êcstasy, cocaína, Special K., heroína eram as estrelas da noite e Alig e sua turma adoravam se colocar e ir dançar na Limelight, porém, muitas vezes, ficavam devendo para Melendez e o humilhavam, pois ele era latino, de classe mais pobre e queria ser parte da turminha de Alig, porém este o desprezava; seja por sua maneira cafona de se vestir ou não concordarem com sua opinião.

Limelight-1

Até que numa noitada na casa de Alig, ele e seu amigo Freeze acabam matando Melendez a marteladas, sem se darem conta, a não ser sete horas depois. Para se livrarem do corpo, eles esquartejam-o e atiram suas partes, dentro de uma mala, no Rio Hudson.

Fora um assassinato frio e cruel e Alig acabou pagando por isso; ele foi descoberto e condenado à 17 anos prisão (ele foi solto no ano passado).

Peter Gatien and Michael Alig no Limelight em 1991

Peter Gatien and Michael Alig no Limelight em 1991

Toda esta hist√≥ria macabra foi o tema do filme ‚ÄúParty Monster’, lan√ßado em 2003, e tendo Macaulay Culkin (como Alig) e Seth Green nos pap√©is principais.

Com toda esta exposição na mídia, Gatien e seu club viraram o alvo preferido da imprensa sensacionalista da época, gerando uma investigação profunda nas contas dele e o que se passava dentro da Limelight acabou vindo à tona e chocando a ala mais conservadora, que consideravam o lugar como o paraíso das drogas.

limelight peter1

Al√©m disso, o governo de Guliani, na √©poca, procurava fazer uma ¬īlimpeza¬ī na noite nova-iorquina e utilizou Gatien como exemplo, fechando seus clubs e o tornando alvo de investiga√ß√Ķes.

Algumas das noites que mais atra√≠am p√ļblico no Limelight eram: Disco 2000 (a festa organizada por Alig, nas quartas), Future Shock (sexta/s√°bado) e Rock N’Roll Church (domingos).

limelight-6av-ny-1985-instyle-find-catch

Uma das atra√ß√Ķes que Alig organizava era ¬īWhat¬īs your line`, onde carreiras brancas eram esticadas no ch√£o e os andidatos deveriam descobrir de que droga se tratava (podia ser desde coca√≠na at√© Ropinol).

Outras das loucuras era servir punch feito com ecstasy servindo os `fieis`que frequentavam o club, que chegavam mais cedo para já estarem drogados para dançarem a noite inteira.

limelight.jpeg.size.xxlarge.letterbox

Steve Lewis era o diretor da Limelight no in√≠cio dos 90 e foi ele o respons√°vel por ‚Äúrefazer’ o club para um novo p√ļblico, promovendo noites especiais que inclu√≠am exposi√ß√Ķes de arte, desfiles, tornando o club moderno e fabuloso.

limelight club kids

Os club kids com o colunista da noite de NY, Michael Musto

Para entrar na Limelight, voc√™ devia caprichar mesmo no visual, a pol√≠tica para entrar era ser moderno, ser criativo no vestir, ter uma atitude de quem s√≥ estava l√° pela divers√£o e dan√ßar at√© cair. O lance era jamais ouvir a frase: ¬īyou look like a tourist¬ī(voc√™ parece um turista).

Limelight

Alig costumava lembrar o melhor hor√°rio do Limelight: entre 4 e 6 da manh√£, quando a maioria do p√ļblico j√° tinha ido embora e s√≥ quem ficavam eram os club kids, as drags e os transexuais, dan√ßando alucinadamente, enquanto o sol podia ser avistado das janelas transparentes do club.

O club chegou at√© a ter entradas diferentes para o p√ļblico gay que n√£o queria se misturar com os h√©teros ou os mais caretas.

limelight_003

Foi Gatien que levou Paul Oakenfold (quando este era um DJ underground) para tocar nos EUA pela primeira vez, ele queria trazer ao p√ļblico americano as novidades da m√ļsica eletr√īnica londrina.

Os EUA viviam o auge de cultura rave do início à metade dos anos 90, atraindo DJs como Moby, Steve Aoki, Frank Bones, David Morales, Junior Vasquez, entre outros.

Algumas das m√ļsicas que n√£o podiam faltar na Limelight eram:

‘Go’ de Moby:

‚ÄúCharly‚ÄĚ do Prodigy:

¬īPlastic Dreams¬ī de Jaydee:

¬īEverybody‚Äôs Free‚ÄĚ de Rozalla:

‚ÄėDon‚Äôt you want me‚Äô de Felix

Com todo o esc√Ęndalo do crime de Melendez, a Limelight fechou em 1997 e reabriu algum tempo depois, sob o novo nome de Avalon, mas nunca tendo o mesmo sucesso do in√≠cio dos anos 90.

limelight_poster-xlarge

O club fechou suas portas de vez em 2007, e Gatien e seu club viraram tema do document√°rio ‚ÄúLimelight‚ÄĚ, lan√ßado em 2011, com produ√ß√£o da filha dele, Jennifer Gatien. Abaixo o link com o doc completo:

Hoje Gatien reside no Canad√°, depois de ter sido deportado em 2003 por evas√£o de taxas.

Na Igreja onde era a Limelight hoje é um shopping mall, triste fim para um dos clubs mais instigantes de NY e que marcaram a cena americana de dance music dos anos 80 e 90.

 

 

   Coment√°rio RSS Pinterest