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fevereiro – 2016 – Japa Girl



























































                
       
















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Archive for fevereiro, 2016

TODAY’S SOUND: YAZOO POR ARTHUR MENDES ROCHA

A banda de synthpop de hoje é na verdade um duo, formado por Vince Clarke e Alison Moyet, o Yazoo (ou Yaz no mercado americano), que lançou apenas dois discos em sua carreira, mas que teve alguns hits que permanecem tocando até hoje.

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Tudo começou em 1981, em Basildon, Essex, onde Clarke, recém-saído do Depeche Mode, se uniu a Moyet para criarem música pop, com letras sentimentais, e muitos sintetizadores.

Moyet era uma cantora que já havia participado de grupos de blues/rock e da banda punk The Vandals, mas tudo em pequenos shows em bares e pubs, nada realmente profissional.

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Ela chegou a colocar um anúncio na revista Melody Maker, oferecendo seus serviços como cantora para alguma banda, o que ela não imaginava é que esta pessoa que a procuraria seria Clarke, um cara que acabara de ter um álbum de sucesso.

Os vocais de Moyet são de uma beleza pungente, ela dá tudo de si ao cantar e sua voz é digna de uma cantora soul com toques de diva de ópera.

Clarke se apaixonou pelos vocais de Moyet e assim gravaram uma demo para apresentarem a algumas gravadoras.

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Uma destas canções era “Only You”, que acaba sendo apresentada ao produtor e fundador do selo Mute, Daniel Miller.

Miller decide lançá-la como single e assim, “Only You”, a primeira incursão do Yazoo no mundo pop, é lançada ao público:

O single foi lançado em março de 1982, atingindo o segundo lugar da parada inglesa. No lado B, havia uma pérola “escondida”, a música “Situation”:

“Situation’ é uma música que nos pega de jeito – pop de primeira, dançante, com teclado absurdo e quando entra os vocais de Moyet então – é para arrasar.

‘Situation” acaba por tornar-se o cartão de apresentação deles nos EUA, onde eram chamados de Yaz, ainda mais que os remixes da música acabam agradando aos DJs e torna-se um hit nos clubs undergrounds americanos (um que adorava a música era Larry Levan, o DJ do Paradise Garage).

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O duo se permitia total liberdade criativa para comporem e interpretarem suas canções, não havia nenhuma regra a ser seguida, apenas fazer experimentações que resultassem em músicas que os agradassem, tudo era de um grande frescor.

Ambos eram bastante jovens, estavam na casa dos vinte anos e para eles, escrever melodias ainda era algo novo, ainda mais que não possuíam experiência para falarem de amor; eles não faziam ideia da rapidez de sua ascensão no mundo do pop.

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Seu segundo single acaba por ser um de seus maiores hits, “Don’t Go”, música que se tornou emblemática na década de 80 e que quando toca em alguma pista, ainda causa frison:

“Don’t go” vai direto para o top 5 e no mesmo mês é lançado o álbum de estreia do duo, ‘Upstair’s at Eric’s”. O álbum fora gravado no estúdio Blackwing, onde o engenheiro era Eric Radcliffe (daí o nome do disco) e sua icônica capa com os manequins sentados e cortados é demais.

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O sucesso deles acaba chegando aos EUA, bem como a pressão de lançar mais singles que fossem para o topo das paradas.

A tensão começa a surgir entre eles, enquanto escreviam canções para o segundo álbum, dificultando a comunicação dos dois.

Como Vince relembra: “Nós não estávamos falando um com o outro, eu não tinha ideia de como me comunicar. As coisas em nossas cabeças acabaram ficando fora de controle’.

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Já Moyet era mais explosiva, ela colocava para fora suas emoções, mas já não havia o que pudesse ser feito para amenizar o relacionamento deles.

Quando o segundo álbum, “You and me both”, foi lançado em 1983, os dois já estavam separados. Aliás, o álbum fora concebido em diversas situações em que os dois não estavam presentes no mesmo lugar.

Uma das músicas de destaque do novo álbum era a linda ‘Nobody’s Diary’ (escrita por Moyet aos dezesseis anos), que acaba sendo o último single lançado por eles na época:

Clarke desde o começo vira o Yazoo como um projeto de curta duração, ele não apostava todas as suas fichas no duo e só gravara o segundo disco para não repetir a experiência com o Depeche, o qual ele abandonara após o primeiro álbum.

Pouca promoção foi feita em relação ao álbum, com Moyet fazendo algumas entrevistas de divulgação, mas sem a presença de Clarke.

Mesmo assim, o álbum atinge o primeiro lugar da parada inglesa. Outra música a destacar é “Mr. Blue”:

É interessante notar que a arte da capa foi feita pelo time de design da 23 Envelope (os mesmos que fizeram várias capas para o selo 4AD).

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Enquanto Moyet partiu para a carreira solo, Clarke formou primeiro o The Asembly (com Eric Radcliffe) e depois o Erasure (com Andy Bell), outro duo de synthpop que fez ainda mais sucesso.

Em 2008, num período de descando do Erasure, Clarke e Moyet se reuniram para uma turnê do Yazoo, com ingressos esgotados na maioria de suas apresentações.

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O retorno do Yzzo depois de 25 anos, fez muito bem aos dois, eles reataram sua antiga amizade, mostraram total cumplicidade nos palcos e agradou em cheio aos fãs que haviam ficado órfãos desde a separação deles nos anos 80.

Eles lançam o EP Reconnected, com novas versões para seus sucessos, bem como o disco ao vivo “Reconnected Live”

Como Moyet declarou: “Ele (Clarke) quer trabalhar com minha voz e eu com o som dele, o resto não importa”.

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Hoje em dia, Clarke voltou para o Erasure, enquanto que Moyet segue solo e toda vez que pode, ele canta alguma das músicas do Yazoo, como neste show em Berlin no ano passado:

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TODAY’S SOUND: SOFT CELL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Com o sucesso do synth pop do Human League, outro grupo inglês era adepto do estilo e começava a se destacar nas pistas e paradas do Reino Unido no início dos anos 80: o Soft Cell.

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Soft Cell era o duo composto por Marc Almond, nos vocais e David Ball no sintetizador. Um equilibrava o outro: Almond gostava de dar pinta, com produções extravagantes, uma estética sado chic, onde ele abusava de couro e de preto, acessórios que iam de muitas pulseiras a quepes, luvas sem dedo e tudo isto com muito delineador preto; enquanto Ball fazia uma linha um pouco mais comportada (mas nem tanto).

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Os dois se conheceram na Escola Politécnica de Leeds, Inglaterra, em 1978, onde sonhavam em ter uma banda que juntasse as coisas que gostavam: teatralidade, temas eróticos e visuais exuberantes. Ball era o hetero no do, deixando para Marc arrasar na performance.

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Suas apresentações acabaram se tornando cults na Escola, pois usavam e abusavam dos temas eróticos e bizarros, com Almond passando comida de gato no corpo nu, simulando fazer sexo com um espelho de corpo inteiro ou se vestindo de drag.

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Almond e Ball acabam por conseguir grana com familiares e lançam um EP, ‘Mutant Moments”, onde uma das músicas era “Frustration”, já mostrando os vocais sofridos de Almond, que grita na música ‘I want to die”, e tendo ao fundo bases darks de Ball:

O EP acaba chamando a atenção do selo Some Bizarre, que assina com eles e onde gravam seu primeiro single comercial, “Memorabilia”, que se trona um sucesso nos clubs undergrounds na época:

Apesar do sucesso nas pistas, isto não se refletiu nas vendagens e o Soft Cell precisava urgente de um hit; isto aconteceu ao resolverem regravar uma canção de 1965 de Gloria Jones (namorada de Marc Bolan quando este faleceu), que fez certo sucesso na época do Northern Soul, “Tainted Love”:

O tiro fora certeiro: “Tainted Love” se tornou o maior sucesso da carreira do Soft Cell, alcançando o primeiro lugar em 17 países (incluindo Inglaterra), em 1981, fato raro na época para uma banda nova.

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Interessante notar que quando foi lançado o single, o duo optou por colocar no mesmo single, outra versão cover, a de ‘Where did our love go” (famosa na voz das Supremes); sendo assim, por não terem a autoria das duas canções, deixaram de receber vários royalties com o sucesso do single, coisa que Almond se arrepende até hoje e que culpa sua ingenuidade na época.

O próximo passo era finalmente lançar o LP de estreia deles: “Non-Stop Erotic Cabaret”, que ainda originaria uma de suas melhores canções, ‘Bedsitter”:

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A canção falava da pessoa que aluga um bedsit, ou seja, um quarto em uma casa habitada por outros moradores que muitas vezes nem se falam direito a não ser quando tem que dividir o mesmo banheiro. Na música, esta pessoa faz bastantes festas, dorme sozinho muitas vezes, se sente solitário, é um ótimo retrato da vida urbana em um grande centro.

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Outra canção do disco que também chegou às paradas foi “Say Hello, Wave goodbye”, outra canção clássica do Soft Cell que bombava nas pistas alternativas dos clubs dos anos 80:

Junto com o álbum também foi lançado a compilação de vídeo, “Non-Stop Exotic Video Show”, com alguns vídeos deles dirigidos por Tim Pope (diretor de vídeos para The Cure, David Bowie, The The, Psychedelic Furs, entre outros).Este lançamento teve uma controvérsia ao incluir o video de “Sex Dwarf”, onde aparecem prostitutas de verdade, mulheres nuas esfregando carne crua no corpo, Marc Almond e um anão vestidos com roupas sado, serras elétricas cortando carnes e outras cenas mais ousadas e que tiveram de ser excluídas das primeiras versões lançadas, sendo consideradas “pornográficas”.

Neste período, o Soft Cell passa muito tempo em NY, onde conhecem Cindy Ecstasy, que se tona companhia inseparável de Almond, além de ser a sua fornecedora de drogas e como o próprio nome dela já diz, ela que introduz o ecstasy a eles.

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Na próxima canção do duo, Cindy terá participação fundamental, já que divide em alguns momentos os vocais de “Torch’, uma de suas músicas mais emblemáticas e que acaba atingindo o segundo lugar da parada de singles britânica.

Por incrível que pareça, a gravadora toma a decisão de não incluir a canção no próximo disco deles, “Non-stop Ecstatic Dancing”, mini-álbum de seis músicas incluindo o novo single deles, “What”, lançado em 1982:

Almond declaria mais tarde que este álbum foi todo concebido sob os efeitos do E.

Falando em drogas, o duo vinha abusando destas, bem como se dedicado a projetos paralelos (como Marc & the Mambas), mesmo assim lançam, em 1983, o álbum ‘The Art of Falling Apart’, que incluía a música “Numbers”, track a frente de seu tempo e que possui admiradores como Trent Reznor, do Nine Inch Nails:

Porém o duo já não conseguia colocar músicas no topo, sofriam desgaste no relacionamento, e acabaram por decidir em terminar com o Soft Cell.

Antes disso, eles lançariam mais um último disco na década de 80, “This last night in Sodom”, de 1984, que incluía uma de suas músicas menos incensadas, mas bem bacana, “The Soul Inside”:

Almond participou de algumas bandas, mas optou pela carreira solo, onde teve alguns êxitos nos anos 90. Ele voltou a trabalhar com Ball no álbum ‘Tenent Symphony”, lançado em 1991, onde seu ex-parceiro fez alguns arranjo e remixes. Ball também formou o “The Grid”, ótimo projeto de música eletrônica, com Richard Norris.

Eles voltaram com o Soft Cell em 2001, depois de interesse renovado no duo, com o revival do synth e assim eles fazem alguns shows como o de Milão, lançado em DVD.

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Logo em seguida, eles voltam com um novo álbum, “Cruelty without beauty”, que faz um relativo sucesso, originando dois singles, entre eles “The Night”, regravação de antigo sucesso northern soul de Frankie Vali e que eles quase lançaram, ao invés de ‘Tainted Love”, imaginem se isto tivesse acontecido?

Esperamos que o Soft Cell continue fazendo show e inclua logo o Brasil num deles, taí uma banda que deve arrasar e que eu adoraria ver tocando ao vivo.

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TODAY’S SOUND: THE HUMAN LEAGUE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana falaremos de um estilo musical que sacudiu as paradas e as pistas nos anos 80, com sua mistura de sintetizadores, vocais que pareciam ser de outra galáxia e um ritmo que apontava para o futuro: o synth-pop.

Mesmo não possuindo uma formação profissional, muitos músicos se aventuraram neste estilo, pois era relativamente fácil experimentar com os sintetizadores e o resultado era bem interessante.

Começaremos falando de um dos meus grupos favoritos: The Human League.

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Tudo começou em 1977, na cidade de Sheffield, onde dois jovens programadores de computadores, Martyn Ware e Ian Craig Marsh, resolveram montar uma banda ao adquirirem um teclado Korg (que na época estava com preço bem acessível).

Admiradores de Kraftwerk, Motown, glam rock, eles misturaram tudo isto para criar o seu pop.

Seu primeiro grupo chamava-se Dead Daughters e eles se apresentavam tocando uma versão do tema da série inglesa “Doctor Who”.

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Em seguida, eles formam o The Future, com a adição de mais um membro, Adi Newton, e  outro sintetizador, o Roland System 100.

Porém, ainda faltava a banda uma pegada mais comercial e, por conseguinte, um vocalista, para que eles realmente pudessem assinar com uma gravadora.

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Newton sai do grupo para se dedicar ao Clock DVA (banda pós-punk industrial) e Ware convida primeiramente Glenn Gregory (que viria a ser o vocalista do Heaven 17), mas este recusa o convite.

Assim, ele resolve convidar um antigo amigo de escola, Philip Oakey, que se destacava por sua maneira de vestir (e seu cabelo com uma grande franja assimétrica), mas que não possuía experiência nem como vocalista e nem como instrumentista.

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O máximo que ele fazia era arriscar tocar um saxofone.

Com a nova formação, Ware resolve que a banda necessitava de um novo nome e se inspira num game de ficção científica, Starforce: Alpha Centauri, para daí utilizar o nome The Human League.

Ouvindo as demos do The Future, Oakey acabou escrevendo a canção, “Being Boiled”, lançada em 1978 no primeiro single da banda, pelo selo Fast Records:

Porém, ao vivo, ainda faltava mais emoção para a banda, como projeção de imagens, luzes, enfim, efeitos que os tornassem ainda mais interessantes ao público.

Eles começam a abrir para bandas como The Rezillos (banda punk de onde sairá Jo Callis, futuro integrante da banda), Siouxsie & the Banshees, entre outros.

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Quando David Bowie os assistiu numa destas apresentações, ele os declarou o futuro do pop.

Porém os punks os detestavam, atirando latas de bebidas, mostrando seu descontentamento.

Ao lançar mais um EP em 1979, “The Dignity of Labour”, a banda continuava agradando à crítica, porém sem sucesso comercial.

Logo eles recebem uma proposta de Richard Branson, o dono da Virgin Records, para gravar pelo seu selo. Eles começaram abrindo os shows da turnê européia de Iggy Pop.

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Na Virgin, eles fazem uma experiência, primeiro gravando como The Men, com a dançante “I don’t depend on you” (com influências disco e que já mostrando os vocais femininos que entrariam com tudo na banda).

A música não faz nenhum sucesso e o grupo volta ao seu estilo original, lançando seu primeiro álbum, “Reproduction”, cujo único single foi “Empire State Human”:

Em 1980, eles lançam o EP “Holiday 80”, cuja versão de “Rock n’ roll” (de Gary Glitter) dá a banda sua primeira chance de aparecer no programa Top of the Pops:

No mesmo ano, eles saem em turnê pela Inglaterra, já com a presença constante de Phillip Adrian Wright (que além de cuidar dos visuais, também tocava sintetizador) e lançam seu segundo álbum, “Travelogue”; mas que também não obtém o sucesso esperado.

Ware e Oakey já mostravam sinais de desgaste em seu relacionamento profissional, discordando dos rumos que o Human League deveria seguir; assim Ware mais Marsh resolvem sair da banda, abandonando a turnê e formando o Heaven 17.

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O Human League continuava com Oakey, Wright e agora eles necessitavam de novos integrantes para continuar a turnê, bem como pagar as contas que iam se acumulando.

Reza a lenda que Oakey saiu pelos bares e clubs de Sheffield a procura de novas vocalistas e veio as encontrar nas figuras de Susan Ann Sulley e Joanne Catherall, duas jovens estudantes que adoravam sair à noite para dançar, mas que nunca haviam cantado ou dançado profissionalmente.

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Oakey encarou o desafio, convidando-as para a turnê, o que gerou várias controvérsias, já que os fãs da banda queriam assistir aos shows com a formação original.

Com o final da turnê em 1981, o Human League precisava de um novo sucesso e rápido. Eles lançam o single ‘Boys & Girls’, que atinge a posição 47 na parada inglesa.

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Ainda faltava mais: um novo integrante e músico profissional é recrutado, Ian Burden, bem como um novo produtor, Martin Rushent.

Rushent os leva imediatamente para o estúdio, de onde saem com a canção, ‘The Sound of the crowd”, que se torna seu primeiro grande hit, atingindo a 12ª posição:

Jo Callis se integra a banda como o integrante que faltava e o Huma League lança o single, “Love Action (I believe in love)” que atinge o terceiro lugar:

Depois de mais um single de sucesso, “Open your heart”, o grupo lança em outubro de 1981, o álbum “Dare”, que atinge o primeiro lugar da parada pop e na qual permanece por 77 semanas.

“Dare’ é considerado um dos álbuns mais influentes do pop, mesmo com toda a modernização que a tecnologia sofreu estes anos – ele continua um momento especial que une sintetizadores, vocais e emoção em perfeita sintonia.

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O próximo single gerado pelo álbum será, apenas, o maior hit da banda de todos os tempos e a a canção pela qual até hoje eles são admirados em todo o planeta, além de sempre lotarem o dancefloor, ‘Don’t you want me”:

Vale a pena comparar esta versão demo da música, sem os vocais femininos, que mostra bem a diferença que as meninas fizeram na track:

Depois de nova turnê internacional e aproveitando os louros conquistados pelo seu trabalho, o Human League lança, em 1982, o single “Mirror Man’, electropop com toques Motown que chega ao segundo lugar:

Em 1983, eles lançam mais um single de boa repercussão, “(Keep feeling) Fascination”, que atinge a topo das paradas novamente:

Seu próximo álbum, ‘Hysteria”, incluiria estes dois singles e mais músicas como ‘The Lebanon” (com letras mais politizadas) e é lançado em 1984, depois de um processo difícil com a gravadora Virgin, que desejava repetir o sucesso do álbum anterior.

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O grupo encontrava-se num período de crise criativa, alguns de seus colaboradores deixaram a banda (como Callis) e eles não conseguiam produzir algo que lhes agradasse.

Eles resolvem se unir aos produtores americanos, Jam e Lewis (que trabalharam com Janet Jackson),  produzindo o álbum “Crash”, que origina o hit ‘Human” e atingindo o primeiro lugar da parada dos EUA, em 1986:

Na década de 90, a banda continuou a gravar novos discos, mas com apenas alguns poucos sucessos, já que a música inglesa ficou dominada pelo britpop e pelo grunge.

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Nos anos 00, eles tiveram um revival forte, com novos remixes de suas músicas invadindo as pistas e um novo interesse por seus antigos sucessos.

Em 2005, eles tocaram em SP, no Nokia Trends, show que tive a oportunidade de conferir in loco e que foi dos melhores que vi, com Oakey, Sulley e Catherall em ótima forma, desfilando todos os seus hits de maneira avassaladora e com toda a plateia cantando junto, foi emocionante.

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Em 2007, eles completaram 30 anos de estrada e fizeram outra turnê de sucesso, a Dare tour, onde interpretaram todo o álbum “Dare” na sua sequência original e com várias datas com ingressos esgotados.

Seu último trabalho, ‘Credo”, foi lançado em 2011, mas a banda (agora um trio) não dá sinais de cansaço e continua excursionando o mundo com suas músicas incríveis.

Recetemente eles acabaram de participar da The Human Leaue – a very british synthetizer group tour 2016, que percorreu alguns países da Europa.

Ano que vem será o ano dos 40 anos deles e com certeza, devem vir coisas inéditas por aí, quem sabe eles não retornam para uma nova turnê mundial?

 

 

 

 

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