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Archive for março, 2016

TODAY’S SOUND: OS 90 ANOS DE JERRY LEWIS POR ARTHUR MENDES ROCHA

São 90 anos de pura comédia, de dedicação ao cinema, aos palcos, com a única preocupação de fazer rir – este ano Jerry Lewis completa seu 90º aniversário!

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Lewis teve uma carreira de êxitos comerciais, mas demorou a ter o reconhecimento que sempre mereceu, pois seus filmes eram considerados simples diversão pelos críticos americanos.

Até que os críticos franceses do Cahiers Du Cinéma viram nele mais que um simples comediante e sim um ator, diretor e roteirista brilhante, que fez uma contribuição inestimável para o cinema.

Lewis nasceu de família simples, seu pai, Danny, era cantor, mas nunca conseguiu atingir o sucesso.

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Com as constantes viagens do pai, ele acaba sendo criado pela avó, que foi quem realmente lhe deu incentivo para continuar sua jornada.

Ele começou cedo os palcos, ajudando o pai, sendo um contraponto cômico e que acabou agradando as plateias.

Assim, ele começa a percorrer os pequenos teatros americanos até se tornar conhecido.

Isto só veio a acontecer quando ele conhece Dean Martin, que também era um artista em começo de carreira.

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Martin era o galã, o que sabia cantar, conquistava as mulheres, era sedutor e Lewis era o palhaço, o cômico que estava sempre fazendo bobagens e se intrometia nas canções de Martin,fazendo alguma piada – os dois se apresentavam como Martin & Lewis.

A dupla acaba agradando o público e ficam famosos da noite para o dia, se apresentando nos melhores clubes, como o Copacabana, e cada vez atraindo mais público.

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Não demorou a que fossem parar no cinema, estreando no filme “My friend Irma” em 1949, que acaba sendo um sucesso de bilheteria.

Além disso, eles também ganham seu próprio programa de TV na NBC, em 1950, o Colgate Comedy Hour, virando ídolos da telinha.

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A parceria de Lewis e Martin durou de 1946 a 1956, dez anos onde eles fizeram filmes como:

“Sailor Beware” (de 1952):

 

“Artists & models” (‘Artistas e Modelos’ de 1955), com Shirley MacLaine, Anita Ekberg, Dorothy Malone, entre outras:

Mas Lewis ia ficando mais famoso que Martin e os produtores pretendiam diminuir as aparições de Martin nos filmes, o que o desagradou e eles acharam por bem acabar com a parceria.

No começo, foi difícil para Lewis ficar sem o parceiro, mas ele tinha que tocar sua vida e provar que podia fazer sucesso sozinho.

Uma de suas primeiras aparições sem Martin foi ao lado de Judy Garland, onde mostrou que também sabia cantar. Logo em seguida, ele lançou o álbum “Jerry Lewis just sings”, que vendeu sete milhões de cópias.

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Seu primeiro filme solo foi ‘The delicate delinquent”, de 1957, assinando um novo contrato de exclusividade com a Paramount, onde era obrigado a fazer dois filmes ao ano.

Em 1958, além de estrelar seu próprio programa de TV, o Jerry Lewis Show, ele estrela “Rock-a-bye baby” (Bancando a ama-seca), um dos seus maiores sucessos.

Lewis sempre foi um apaixonado pela música, vejam em algumas cenas de seus filmes:

Abaixo ele se entrega ao rock n´roll:

Neste vídeo, ele finge toca os instrumentos como se fosse da orquestra de Count Basie:

Abaixo ele se acabando de dançar num concurso com uma linda loira:

Em 1960, ele assina novo contrato com a Paramount, no inédito valor para a época de dez milhões de dólares, onde ele adquire controle total sob seus filmes, incluindo o “final cut’ (corte final).

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No mesmo ano, ele lança “The Bellboy”, primeiro filme escrito, dirigido e atuado por ele, sintam só ele fazendo que rege uma orquestra na cena abaixo:

Lewis também inovou a maneira como os diretores vêm o resultado imediato de suas filmagens ao criar o “vídeo assist’, onde ele acopla uma câmera de vídeo, junto com a de filme, para assistir imediatamente o que havia sido filmado; o vídeo assit é utilizado até hoje.

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Em 1960, ele sofre seu primeiro ataque cardíaco nas filmagens de ‘Cinderfella” e ele enfrenta outros problemas de saúde mais para frente, mas consegui escapar.

Em 1961, ele lança mais dois filmes de sucesso, “Ladies Men” e ‘The Errand Boy”, que muito passavam nas antigas Sessões da Tarde.

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Até que em 1963, ele lança sua obra-prima: “The Nutty Professor” (O Professor Aloprado, que ganhou refilmagem de Eddie Murphy nos anos 90), ao lado de Stella Stevens, no qual ele faz dois papéis, o de cientista maluco e o “monstro” que ele cria, que é uma versão mais bonita que a do médico, chamado de Buddy Love.

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Jerry Lewis e Stella Stevens em foto promocional de “The Nutty Professor”

Abaixo uma cena do filme onde ele canta ‘That old black magic”:

É interessante notar que para fazer este filme, ele tomou aulas com Joseph L. Mankiewicz que permitiu seu acesso nas filmagens de “All about Eve” (A Malvada), um dos maiores clássicos do cinema americano.

Até que em 1965, depois de 33 filmes, ele deixa a Paramount para e tornar um produtor independente.

Este período, Lewis vai perdendo o interesse do público, seus filmes acabam se tornando fracassos de bilheteria, apesar de toda sua dedicação e empenho.

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Uma das grandes influências de sua carreira foi, sem dúvida, Charlie Chaplin. Ambos nutriam uma admiração mútua e certa vez, eles ficaram uma noite inteira analisando os filmes um do outro.

Lewis é admirado por vários diretores como Tarantino, além de Jerry Seinfeld que fez um documentário sobre ele, “In method to the madness”.

Em 1971, Lewis dirigiu um filme que nunca foi lançado, “The Day the clown cried”; até hoje o filme continua inédito e Lewis proíbe terminantemente que este seja mostrado enquanto ele estiver vivo, pois o considera um trabalho menor.

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Em 1978, ele é nominado ao prêmio Nobel por seus trabalhos com a caridade e em 1981, ele volta a dirigir a comédia “Hardly Working”.

Mas em 1983, seu nome volta à mídia com força total quando ele faz um filme dirigido por Martin Scorcese, “The King of Comedy” (O Rei da Comédia), onde ele atua ao lado de Robert de Niro.

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Depois de mais alguns anos recluso, Lewis voltou aos palcos e estreou pela primeira vez na Broadway, no musical ‘Damn Yankees”; neste mesmo ano morre seu grande amigo Dean Martin.

Por incrível que pareça, Lewis nunca ganhou um Oscar ou Globo de Ouro, apenas o Oscar especial, o prêmio humanitário Jean Hersholt.

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Nos anos que se seguiram, Lewis fez aparições esporádicas em filmes como ‘Arizona Dreams”, na série ‘Mad About you”, entre outras.

Em 2013, ele apresentou o filme “Max Rose” no Festival de Cannes, depois de dezoito anos longe das câmeras.

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Para comemorar os 90 anos de Jerry Lewis, o Moma promoveu, no início de março, uma retrospectiva de seus melhores trabalhos.

A filosofia de vida de Lewis para se manter bem aos 90 anos é simples: ‘think young and laugh a lot” (pense como jovem e ria bastante).

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TODAY’S SOUND: OS 45 ANOS DE CARREIRA DE DANNY KRIVIT POR ARTHUR MENDES ROCHA

Danny Krivit é uma lenda das pistas, um dos DJs mais antigos que está em plena atividade, ele foi responsável por noites memoráveis na Body & Soul (que este ano completa 20 anos) e ele está comemorando apenas 45 anos de carreira.

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Krivit é a própria história da dance music, pois está em atividade desde o final dos anos 60 e já passou por todos os movimentos possíveis, incluindo disco, house, electro, techno e por aí vai.

Desde cedo, Krivit esteve cercado de música, pois seu pai era empresário de Chet Baker até abrir o “The Ninth Circle”, um bar em pleno Greenwich Village dos anos 60, frequentando pela nata musical incluindo Janis, John & Yoko, Zappa e muitos outros.

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Além disso, ele era cercado por uma “vizinhança musical” que incluía Creed Taylor (produtor do selo Verve), além de Nile Rogers, que lhe ajudou a adquirir sua primeira guitarra, porém ele já estava fascinado pelos vinis e viu que não tinha jeito com instrumentos.

Assim, em 1971, ele consegue sua primeira gig tocando vinis no ‘Ninth Circle”, que depois de Stonewall, se transformou numa disco.

Danny, criança, tocando no The Ninth Circle

Danny, criança, tocando no The Ninth Circle

Como Krivit era muito pequeno para frequentar a noite (ele tinha quatorze anos então), seu pai o levava nos clubs e ele fazia festas com os amigos de sua idade em lugares alugados por eles.

Por volta de 1975, ele já era amigo dos tops DJs nova-iorquinos como Nicky Siano (do Gallery), Walter Gibbons (que na época tocava no Galaxy 21), Tee Scott (que tocava no Better Days) e muitos outros. Mas nenhum deles o impressionou tanto quanto David Mancuso, o DJ e idealizador do The Loft e foi através dele que conheceu Larry Levan e Frankie Knuckles, dos quais se tornou grande amigo.

Danny (primeiro da esq. para a dir.)com Larry (na frente, agachado) e outros amigos do Paradise Garage

Danny com Larry (na frente, agachado) e outros amigos do Paradise Garage

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Danny e Frankie Knuckles

Por volta de 1977, ele começa a tocar noutro club que seu pai abriu, o “Ones”, bem como abre seu próprio club after-hours e também toca no club “Trude Hellers”. Foi por volta deste período que Krivit passa a frequentar assiduamente o Paradise Garage, onde andava de patins (quando o club ainda não havia aberto para a noite) e espiava as novidades que Levan lhe mostrava. Ou seja, Levan tocava quase que exclusivamente para ele naquele momento.

A disputada carteira de sócio do Paradise Garage que Krivit guarda com carinho

A disputada carteira de sócio do Paradise Garage que Krivit guarda com carinho

Krivit viveu todo este despertar da disco e o apogeu da vida noturna nova-iorquina dos anos 70 e 80 e foi dos poucos DJs que Levan deixava tocar no Paradise Garage além dele próprio.

Depois ele passou pelo Roxy, Lacey’s (em Long Island) e foi conhecendo novos ritmos, como os breaks do hip-hop.

Depois de passar pelas mais diferentes cabines dos melhores clubs de lá, ele resolveu ter a sua própria noite. Assim, ele se uniu a François Kevorkian (outra lenda das pick-ups) e mais Joe Clausell e em 1996, eles realizam a primeira Body & Soul.

O trio da Body & Soul (de trás para frente): Danny, Joe e François

O trio da Body & Soul (de trás para frente): Danny, Joe e François

A noite virou um clássico nova-iorquino; ela acontecia aos domingos a noite, no Club Vinyl e onde não se podia vender álcool.

Lembro da vez que estive lá, em 1999, e foi das melhores noites que já presenciei; a vibe era inacreditável, só house music de primeira, muita influência latina, muita batucada e uma pista animadíssima.

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A Body & Soul bombou por um tempo, até virar uma festa itinerante que viajou o mundo inteiro e veio ao Brasil numa das edições do Tim Festival no início dos anos 00.

E em 2002, ele fez outra noite de sucesso, a 718 Sessions, uma festa mensal que começou no club 718 e hoje se realiza nos clubs Output e Santos Party House. A noite traz de volta a house mais soulful, que é a cara de NY e este ano completa treze anos de existência.

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Flyer da noite comemorativa do aniversário de 45 anos de Danny Krivit

Além disso, Krivit já tem sem seu currículo, mais de 130 remixes de artistas consagrados. Inclusive foi ele um dos precursores dos edits, onde transformou clássicos da disco, garage e soul em músicas ainda mais vibrantes e totalmente feitas para as pistas, entre eles podemos destacar:

MFSB – “Love is the Message”:

Chaka Khan – “I know, I live you”:

Gary’s Gang – “Let’s lovedance tonight”:

Thelma Houston – “I’m here again” (um de seus mais recentes):

Este ano com todas estas comemorações, Krivit pretende participar de vários eventos e já anunciou que na maioria irá tocar com os chamados 7” inches (7 polegadas ou também 45′s), mais conhecido aqui como os compactos, do qual é fã e ávido colecionador e pretende manter aquela atmosfera “old school’ e fazer todo mundo se acabar nas pistas. Tomara que ele inclua o Brasil numa de suas paradas…vamos aguardar!

 

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">TODAY’S SOUND: THE PEOPLE’S HISTORY OF POP POR ARTHUR MENDES ROCHA

A BBC 4 está apresentando uma série muito interessante  para os amantes da música pop intitulada “The People’s history of Pop”.

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A série de programas, com duração de uma hora cada, foi dividida por décadas e com diferentes apresentadores para cada segmento.

O mais legal de tudo é a ideia de contar a história da música pop na Inglaterra através de seus fãs, daqueles que viveram momentos especiais em suas vidas em função da adoração ou admiração a determinado ídolo. Assim, temos os mais diferentes tipos de pessoas, de profissões e origens diversas que possuem uma coisa em comum: o amor por um ídolo pop.

Assim, através das lembranças destas pessoas, da memorabilia que eles guardaram, sejam ingressos de shows, posters, coleções de discos, diários e mais, ficamos conhecendo a história da música pop na Inglaterra.

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A BBC dispõe de imagens absurdas, a cada programa que produzem parece que vemos novas imagens que julgávamos que nem existiam, sendo assim eles sempre nos surpreendem.

O primeiro episódio se chama ‘The birth of the fan: 1955-1965” e nos mostra o início da música pop na Inglaterra, no período do surgimento do rock nas terras inglesas, tudo isto contado por um ícone da época: a modelo e atriz Twiggy, um ícone inglês dos anos 60.

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Assim, Twiggy nos guia por este mundo, quando o rock ainda era um ritmo pouco conhecido, quando a música pop inglesa era careta e sem graça, uma música mais para os pais do que para os filhos, que não se identificavam com aquele som.

Um dos primeiros ídolos ingleses do rock foi Lonnie Donegan, que trouxe para o pop uma levada mais rock n’ roll, que fazia os jovens dançarem a uma música que era mais a cara deles, com hits como “Rock Island Line”:

Outro gênero que começa a ficar popular no fim da década de 50 era o “skiffle”, que nada mais era do que uma música folk com influências de jazz e blues e onde os instrumentos eram improvisados em caixas de madeira, cabos de vassoura, tábuas e até garrafas.

Um detalhe interessante é que a primeira banda de John Lennon foi um grupo de skiffle denominado The Quarrymen.

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No doc, um senhor nos mostra fotos dele com Lennon e com Paul McCartney e inclusive ele assistiu a primeira apresentação dos dois juntos, um momento único no mundo pop.

Ficamos conhecendo um funcionário da gravadora EMI que adquiriu esta gravação e tem esta relíquia guardada a sete chaves, pois seu valor é inestimável.

Outro que começou num grupo de skiffle foi Jimmy Page, muito antes de ele vir a se tornar o célebre guitarrista do Led Zeppelin.

Com a chegada do rock americano em terras inglesas, com artistas como Bill Halley, surgem ídolos de rock como Billy Fury, um produto tipicamente inglês, uma espécie de Elvis inglês, que também estrelava em filmes que enlouqueciam as adolescentes inglesas em produções como “Play it cool”.

É claro que Liverpool teve importância fundamental neste início do rock, pois lá se localizava o porto em que chegavam navios de todo mundo e traziam os compactos de rock produzidos na América.

Estes discos inspiravam os adolescentes de lá a montarem suas bandas e frequentassem clubs onde o rock dominava como no Cavern Club, o lugar onde nasceram os Beatles.

Interior do Cavern Club.

Interior do Cavern Club.

Inclusive vemos imagens da época gravadas dentro do Cavern e fãs que viram os show s que os Beatles fizeram por lá.

O programa de TV da juventude dos anos 60 era o Ready Steady Go, onde os grupos como The Shadows ou o The Hollies se apresentavam e levavam os jovens à loucura.

O doc entrevista a coreógrafa do programa, Theresa Kerr , que era a responsável por selecionar os jovens que iriam dançar e que deveriam ser modernos e descolados, sendo que ela fazia pesquisas nos melhores clubs ingleses como o Scene Club.

Uma destas adolescentes foi a própria Twiggy, que adorava o programa.

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O  doc também vai nos mostrando as tribos que iam surgindo como os teddy boys, vestidos em seus ternos,com cabelos com topetes e muita brilhantina e sapatos creeper.

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E também os mods, com suas lambretas, seus parkas, seus cabelos curtos e frequentando clubs como o The Flamingo, no Soho inglês.

Outra tribo interessante surgida em meados de 60 eram os fãs de bluebeat, totalmente influenciados pela cultura negra e tendo artistas como John Lee Hooker:

O ska também surge nesta época, através de artistas jamaicanos, como Millie Small, autora do hit ‘My boy lollipop”:

O episódio seguinte é ‘The Love Affair: 1966-1976”, apresentado por Danny Baker, escritor, jornalista e apresentador britânico que nos guia por este movimentado período do pop onde glam rock, heavy metal, rock progressivo, psicodelia, reggae, conviviam um ao lado do outro.

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Danny Baker com sua coleção de discos.

Baker trabalhava numa loja de discos na época e nos conta como convivia com toda esta riqueza do que era produzido musicalmente nesta época e as tribos de cada gênero.

Como o próprio nome deste episódio diz, ele fala sobre o caso de amor dos fãs com seus ídolos.

O doc nos fala do momento psicodélico dos Beatles com o álbum Sgt. Pepper’s, o primeiro álbum pop a vir com as letras de todas as músicas.

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Don Letts aparece e nos fala de como os Beatles ficaram mais interessantes quando começaram a consumir drogas e abrir sua mente para outras influências e viagens.

Foi nesta década também que a banda acabou e surgiram novos astros.

Era uma época cheia de protestos, de questionamentos políticos e sexuais; além de ser no final da década de 60 o primeiro dos festivais ingleses ao ar livre como o Festival da Ilha de Wight.

Poster do Festival de Wight de 1970.

Poster do Festival de Wight de 1970.

Conhecemos no doc um dos organizadores do festival , da edição de 1970, que nos conta toda a atmosfera, além de mostrar memorabilia que ele guardou da época e de apresentações de artistas como Jimi Hendrix, The Who e principalmente o The Doors, com músicas como “When the music’s over”:

Aos poucos, o pop vai entrando para um lado mais dark, o rock fica mais pesado, com influências de magia negra, ritos satânicos, como na música do Black Sabbath.

Ao mesmo tempo, havia também o glam rock, com figuras como Marc Bolan, do grupo T-Rex e sucessos como ‘Get it on”:

Baker nos conta o episódio em que Bolan esteve em sua loja e acabou lhe dando uma camisa de presente e como ele guardou aquilo como um tesouro.

E falando em glam, como não falar de David Bowie, o camaleão do rock, que surgia no final dos anos 60 para enfeitiçar toda uma geração de jovens que viam ali o nascimento de um ídolo diferente dos demais, especial, que possuía um alter ego, Ziggy Stardust.

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Inclusive vemos uma fã que foi e guardou ingresso e programa do show em que Bowie se despede de Ziggy, no Hammersmith Odeon, em 1973, momento histórico do pop:

Outra fã de Bowie nos conta como acabou adquirindo uma relíquia: a máscara de metal que ele utilizou em um de seus videos (na foto abaixo nas maõs de Danny Baker).

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A escalada do reggae na Inglaterra também é mostrada, principalmente no sucesso de Bob Marley.

Inclusive ficamos sabendo de uma apresentação de Marley na escola londrina Peckman Manor, para alguns alunos, acompanhado de Johnny Nash (autor do hit “I can see clearly now”), antes de se tornar famoso.

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O doc ainda fala do rock progressivo de bandas como o Pink Floyd e também do movimento Northern Soul, de como uma fã da época se vestia para frequentar os bailes do Wigan Cassino e curtir toda aquela atmosfera mágica.

The People´s History of Pop ainda continua com mais episódios que falaremos em breve.

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TODAY’S SOUND: OS 30 ANOS DE BLUE VELVET POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os próximos posts serão dedicados a alguns aniversários de filmes e discos que se comemoram este ano e hoje iniciarei pelo 30º aniversários de um dos grandes filmes dos anos 80, “Blue Velvet” (Veludo Azul) de David Lynch.

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Lembro que a primeira vez que assisti a “Blue Velvet’ no cinema, fiquei completamente apaixonado pelo jeito de David Lynch filmar e contar esta estória, tão interessante e enigmática ao mesmo tempo.

Este foi o filme que realmente colocou David Lynch no mapa, pelo menos aqui no Brasil. Antes ele havia dirigido “Eraserhead’, que permanecia inédito no Brasil, e Duna”, sua fracassada adaptação da obra de Fran Herbert e que fora um fracasso mundial.

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Lynch dirige MacLachlan numa cena do filme

“Blue Velvet” nos conquista já nas primeiras cenas, mostrando uma cidade do interior, tipicamente americana, Lumberton, onde por trás de toda a aparência de perfeição e ingenuidade, se esconde um submundo cheio de violência, corrupção e depravação.

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Por sinal, Lynch adora esta temática, que também está presente em “Twin Peaks”, mas aqui foi o seu momento mais inspirado e que colocou o filme entre os melhores da década.

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Este foi o segundo filme da parceria de Lynch com Kyle MacLachlan (o primeiro foi “Duna”) e aqui ele vive Jeffrey Beaumont, um jovem comportado e ingênuo, que volta ao lar após o enfarte de seu pai.

Lynch nos convida a desfrutar de toda uma paisagem idílica, com casinhas em tons pastéis, cercas brancas, gramados bem verdes, para aos poucos ir adentrando no dark side.

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Os créditos iniciais já nos mostram um pouco do que iremos presenciar, com música misteriosa que ao mesmo tempo lembra melodrama dos anos 50, com a tela tendo ao fundo um veludo azul:

Logo após os créditos, já entra a música ‘Blue Velvet” interpretada por Bobby Vinton, canção que inspirou Lynch a denominar o seu filme e que tem importante papel no desenrolar da estória.

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Num certo dia, enquanto Jeffrey caminha pela vizinhança, ele encontra num terreno baldio, uma orelha humana, cheia de formigas e a partir daí o filme realmente começa sua descida ao lado obscuro e sombrio de Lumberton.

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Da es. para a dir., Dern, Rossellini e MacLachlan nums cena do filme

Jeffrey tem uma antiga amizade com Sandy (Laura Dern, outra preferida de Lynch), a legítima “girl next door”, loira, careta e filha do detetive da cidade, ao qual Jeffrey pede ajuda para descobrir de onde veio a orelha.

Aos poucos, Jeffrey vai investigando o lado negro da cidade, ao se deparar com Dorothy Vallens (Isabella Rossellini, então esposa de Lynch), uma cantora de cabaré que se apresenta num pequeno clube da cidade, onde é denominada de “Blue Lady”.

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A cena em que Jeffrey vê Dorothy pela primeira vez, cantando a canção “Blue Velvet”, é daqueles momentos mágicos do cinema.

É claro que Dorothy só veste veludo azul quando se apresenta e viemos a descobrir que este é um dos fetiches de Frank Booth (Dennis Hopper).

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Frank é um psicopata, lidera a gangue mais criminosa da cidade, chantageia Dorothy (pois sequestrou seu marido e filho), todos o temem e não é para menos,;ele é um dos piores vilões a surgirem no cinema em muito tempo.

Frank adora transar com Dorothy e só atinge o orgasmo ao colocar uma máscara de oxigênio (ou de amyl nitrate, a substância presente no poppers), chamá-la de mommy e dizer a clássica frase: “Mommy, baby wants to fuck” (Papai quer transar). Ah, sem esquecer em acariciar o veludo azul do robe de Dorothy, engolir o tecido, e também batê-la e dizer para que ela não olhe para ele:

Jeff acaba se escondendo no apartamento de Dorothy e assiste a tudo escondido num armário; toda a perversão de Frank e aquele submundo, aos poucos ele começa a enxergar um pouco da realidade que desconhecia.

Além disso, Jeffrey vai se deixando envolver por Dorothy, mas ele tem ao mesmo tempo atração e repulsa deste novo mundo e quanto mais ele adentra, mais ele vai se complicando.

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Outra cena tensa é a que Jeffrey e Dorothy são levados ao apartamento de Ben, personagem de Dean Stockwell (ator que teve sucesso como ator infantil nos áureos tempos de Hollywood), figura estranha, de rosto pintado com maquiagem branca e que sempre procura agradar Frank:

Na cena acima, está inclusa a canção dublada por Ben, ‘In Dreams”, de Roy Orbison.

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Quando o filme foi lançado, ele dividiu a opinião dos críticos – alguns o julgaram muito depravado, de conteúdo forte – mas outros o incensaram a categoria de obra-prima.

O filme lançou a carreira cinematográfica de Rossellini, que até então era apenas modelo da Lancôme e não possuía experiência como atriz, mas arrasou nas mãos do então marido Lynch.

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‘Blue Velvet” trouxe uma indicação a Lynch para o Oscar de Direção (a qual ele não venceu) e Hopper (falecido em 2010) foi indicado ao Globo de Ouro e venceu vários prêmios da crítica mundial.

No ano passado, também foi lançado o documentário ‘Blue Velvet Revisited’, com imagens feitas em Super-8 por Peter Braatz, que fora convidado pelo próprio Lynch para filmar e fotografar os bastidores da filmagem e que somente foi mostrado ao público recentemente.; confiram o trailer do doc:

Tudo no filme é bem pensado por Lynch, desde o design de produção até a incrível trilha, a primeira parceria dele com Angelo Badalamenti (antes de Twin Peaks e de vários outras colaborações entre eles).

No momento, seus nomes retornam com força total à mídia, depois da anunciada volta de ‘Twin Peaks”, que terá novos episódios, mantendo grande parte do elenco original.

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A fotografia primorosa foi concebida por Frederick Elmes, responsável pela direção de fotografia de filmes como “Wild at Heart” (também de Lynch), além de “Ice Storm” (de Ang Lee), “Broken Flowers” (de Jim Jarmusch), entre outros.

Mas voltando a Blue Velvet, por ocasião do aniversario, serão exibidas cópias novas e restauradas para o cinema, começando a exibição agora em março em selecionados cinemas de Los Angeles, para depois chegar a lugares como a Inglaterra.

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O filme completa 30 anos em setembro e deve aparecer, esperamos, também por aqui; por enquanto ficamos com o novo trailer:

“Blue Velvet” é um clássico absoluto, um filme que mexe com cada emoção; o roteiro é primoroso, Lynch soube muito bem dosar as cenas de tensão, de romance, criticando de maneira sábia uma sociedade que vive de aparências e que na verdade, esconde muita podridão.

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Sua influência pelo filme e pelo surrealismo, já merece colocar o filme no topo, com o uso certo de paleta de cores, com fotografia exuberante e a questão de até aonde vai o bem e onde começa o mal e como distinguir um do outro.

Os elementos do filme noir como fotografia mais escura, uma femme fatale (Dorothy), um vilão impetuoso (Frank) estão presentes de maneira a costurar de maneira perfeita a estória e todas suas nuances.

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Quem tiver chance, não deixe de ver o filme no telão do cinema, é uma experiência realmente inesquecível e “Blue Velvet” merece ser apreciado desta maneira.

 

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TODAY’S SOUND: ORCHESTRAL MANOEUVRES IN THE DARK POR ARTHUR MENDES ROCHA

E encerrando nossos posts de New Romantics, hoje falo de uma banda que também começou com sonoridades mais synth-pops e new wave; o Orchestral Manouevres in the Dark (O.M.D.).

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Os membros fundadores do O.M.D. são Andy McCluskey (vocais/baixo) e Paul Humphreys (teclados), dois colegas de Liverpool, apaixonados por música e que montaram algumas bandas como a Equinox, Pegasus, Hitlerz Underpantz e o ID.

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O ID era um grupo formado por sete integrantes, incluindo Malcom Holmes (bateria) e Julia Kneale (namorada de McCluskey) nos vocais. Inclusive uma de suas canções, “Julia’s song”, foi incluída numa coletânea de bandas locais, isto em 1977:

No começo, eles gostavam de um rock mais influenciado por guitarras, até descobrirem a sonoridade eletrônica do Kraftwerk e tudo mudar. Eles formaram um projeto intitulado VCL XI, que era basicamente uma maneira de fazerem experimentações com a eletrônica.

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Porém, o ID termina em 1978, devido às diferenças entre seus integrantes e McCluskey vai para a banda Dalek I Love you como vocalista.

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Em apenas um mês,  McCluskey deixa o Dalek e o projeto dele com Humpreys, o VCL XI, passa a se denominar Orchestral Manoeuvres in the Dark.

Liverpool era uma cidade industrial e isto influenciou bem o som deles, com aquela atmosfera pesada, de sons mais urbanos, inclusive sua maneira de vestir fugia a astros pops daquele momento, optando por figurinos mais austeros, com muito paletó e gravata.

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Em 1978, eles fazem a sua estreia nos palcos, no lendário Eric’s Club, de Liverpool.

O OMD agora era um duo e eles lançam, pela Factory, seu primeiro single, ‘Electricity”, no mesmo ano; um tributo a “Radioactivity” do Kraftwerk:

O próprio Tony Wilson, o dono da Factory, falou a eles: “isto o que vocês fazem é música pop moderna”.

Este single, leva-os a mais tarde assinarem com uma divisão da Virgin, a DinDisc, e com o adiantamento, eles constroem um estúdio e se juntam mais a Holmes e Dave Hughes (do Dalek).

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É interessante notar que a arte gráfica do single foi realizada por Peter Saville, o famoso designer das capas do New Order.

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Em 1979, eles são convidados por Gary Numan para abrirem os shows de sua turnê inglesa.

Seu primeiro álbum é lançado em 1980, “Orchestral Manoeuvres in the Dark”, também com design de Saville.

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O álbum inclui o seu primeiro hit, “Messages”, com uma pegada que é puro synthpop:

No mesmo ano, eles lançam o disco “Organisation”, álbum que origina o hit “Enola Gay”, até hoje uma das músicas mais populares deles.

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“Enola Gay” atinge o oitavo lugar da parada inglesa e primeiro posto em lugares como França, Itália e Portugal:

Nesta mesma época, Martin Cooper substitui Dave Hughes, continuando como um quarteto, composto agora por McCluskey, Humphreys, Holmes e Cooper, que foi a formação que saiu em turnê.

McCluskey dava mais alma ao grupo, realizando danças no palco e um lado mais energético, mais humano para seu som baseado em sintetizadores.

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Outro destaque do álbum era a música “Promise’:

Mesmo vindos de uma cidade interiorana e industrial, o OMD consegue desbancar outras bandas mais fashionable do New Romantic como Spandau Ballet, Visage, entre outros, nos charts ingleses.

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O próximo single, “Souvenir”, chega ao Top 5 britânico, e é incluído no seu disco seguinte, “Architeture & Morality”, lançado em 1981:

Outro hit do disco foi “Maid of Orleans” (The Waltz Joan of Arc), que mesmo sendo uma espécie de valsa, consegue atingir os charts, chegando ao primeiro lugar na Alemanha:

Outra diferença foi que o álbum foi gravado com o mellotron, um teclado mais associado com as bandas de rock progressivo.

Seu próximo trabalho, “Dazzle Ships”, é um álbum experimental e foi um fracasso de vendas para a banda; esta incompreensão do público acaba orientando-os a fazer um pop mais comercial dali para frente.

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Dentre as faixas do disco, uma das que merece atenção é “Genetic Engineering”:

Assim, em 1984, eles lançam “Junk Culture”, que volta a vender bem, puxado pelo hit “Locomotion”:

Com o álbum seguinte, “Crush”, de 1985, que eles estouram nos EUA, especialmente pela música ‘So in love”:

Mas o grande hit com os quais eles conquistam de vez o mercado americano é com “If you leave”, incluída na trilha do filme “Pretty in Pink” (A Garota de Rosa Shocking):

O álbum também continha “Secret”, outro hit da banda:

Eles lançam mais um álbum em 1986, “The Pacific Age”, que faz mais sucesso nos EUA que na Inglaterra, onde a música “Forever (Live and Die)”, chega no topo:

Em 1988, eles abrem para os shows da turnê americana do Depeche Mode, lançam uma coletânea de sucessos e mais um hit single, ‘Dreaming”:

O OMD já mostrava sinais de cansaço para o público, de que não conseguiria repetir o hit “If you leave” e que o público parecia estar cansado deles, além das críticas de que seu som havia ficado muito comercial. Assim, Humphreys sai da banda, levando Cooper e Holmes, e forma o The Listening Pool.

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McCluskey não desiste do OMD e com nova formação, lança o álbum “Sugar Tax”, em 1991, que origina dois hits: “Sailing on the seven seas’ e “Pandora’s Box” (com cenas do filme estrelado por Louise Brooks):

Ainda nos anos 90, eles voltam com dois álbuns de pouco sucesso comercial e Humphreys volta a co-escrever algumas das canções do disco “Universal” de 1996, entre elas ‘Walking on the milky way”, que os traz de volta ao top 20 inglês:

Nos anos 00, McCluskey se dedica a gerenciar novos grupos e Humphreys escreve canções para outros grupos pop.

Até que em 2006, depois de um convite da TV alemã para tocarem juntos, McCluskey e Humphreys decidem por retornar com o OMD para a turnê ‘Architeture & Mrality”, onde tocaram canções deste álbum , além de outros hits antigos.

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Em 2007, eles lançam um disco ao vivo desta turnê e um DVD acompanhando.

Em 2009, eles se unem para se apresentarem juntamente com a Royal Liverpool Philarmonic e no mesmo ano, saem em turnê com o Simple Minds.

Nos anos seguintes, eles continuaram a excursionar pelo mundo, além de lançarem novos discos e compilações.

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Seu último trabalho foi lançado em 2013, “English Electric”, e parece haver um renovado interesse no som que eles fazem e também a redescoberta de seus primeiros trabalhos, considerados pérolas do synthpop e que continuam fazendo sucesso nas pistas de dança.

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TODAY’S SOUND: SIMPLE MINDS POR ARTHUR MENDES ROCHA

O som do Simple Minds pode ser enquadrado em vários movimentos: new wave, new romantic, pós-punk, stadium-rock (rock de estádio) até se transformar num super grupo pop.

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Sempre engajada politicamente, desde cedo a banda se preocupou com uma sonoridade que os agradasse, fosse seus primeiros passos influenciados pelo glam, passando pelo punk, com influências mais eletrônicas, ou do krautrock, dos álbuns de Brian Eno, e tiveram uma trajetória interessante durante seus mais de 30 anos de existência.

Lançando álbuns mais vanguardistas no começo até atingirem o sucesso comercial, eles começaram sua jornada em Glasgow, na Escócia, em 1977, quando os três amigos Jim Kerr (vocais), Brian McGee (bateria) e Charlie Burchill (guitarra) montaram a banda Johnny and the self-abusers.

Eles eram jovens influenciados pelo punk, que adoravam Lou Reed e vinham na música uma maneira de escapar do tédio de sua cidade.

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No final de 77, eles assinam com um selo pequeno e lançam o compacto “Saint & Sinners/Dead Vandals”, seu único registro em vinil:

Desentendimentos os fazem terminar com o Johnny and the self-abusers, e com nova formação que incluía ainda Derek Forbes (baixo) e Mick McNeill (teclados), eles trocam o nome para Simple Minds (inspirados pela canção “The Jean Gennie” de David Bowie).

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Com uma demo recheada de músicas novas, eles partem para Londres, onde abrem show para o Generation X (a então banda de Billy Idol) e fazem contato com várias gravadoras.

Eles acabam assinando com a Arista, por onde lançam, em 1979, seu primeiro álbum, ‘Life in a day”, cuja faixa “Chelsea Girl”, começa a chamar a atenção, mas não a ponto de colocá-los nos charts. Mesmo assim, os garante uma apresentação no programa Old Grey Whistle Test:

O segundo disco, “Reel to Real Cacophony” (também de 1979,) é um disco bem mais experimental e inovador que o primeiro, mas foi considerado anticomercial pela gravadora. É um álbum dominado pelos sintetizadores e bem influenciado por krautrock, destaque para a música “Changeling”:

Seu terceiro álbum, “Empires & Dances”, de 1980, finalmente lhes dá seu primeiro pequeno sucesso, a música “I travel’:

Durante a gravação do álbum, eles são procurados por Peter Gabriel, que se diz fã do som deles desde “Reel” e os convida para excursionarem com ele em shows pela Europa e EUA, abrindo seus concertos.

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Logo em seguida, eles mudam de gravadora e assinam com a Virgin, por onde tinham a ideia de lançar um álbum duplo. Porém, a gravadora é contra e o disco duplo acaba se transformando nos álbuns “Sons and Fascination” e “Sisters Feelings Call”, lançados separadamente, em 1981.

O som da banda se torna mais acessível e contando com a ajuda do produtor Steve Hillage (da banda Gong) acaba lhes dando três singles de sucesso:

“Sweat and Bullet”:

“Love Song”:

“The American” ,aqui numa apresentação no programa The Tube, em 1982:

Vale também citar, uma música instrumental que acabou se tornando um clássico balearic, “Theme for great cities”:

A turnê para promover os discos acaba por dar uma baixa na banda, com a saída de McGee, um dos fundadores do Simple Minds, que alega cansaço e falta de tempo para se dedicar à família.

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Com o disco seguinte, “New Gold Dream (81-82-83-84)”, eles são alçados ao movimento New Romantic, que vinha dominando as paradas com grupos como o Duran Duran.

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O álbum é um grande sucesso, talvez seu melhor trabalho e acaba gerando quatro hits:

“Promised you a miracle” (que chega ao segundo lugar) e onde já podemos notar uma maior preocupação no jeito de vestir:

“Glittering prize”:

“New Gold Dream”:

“Someone somewhere in summertime”:

Seu próximo disco, “Sparkle in the rain”, vem com a produção de Steve Lillywhite (produtor do U-2), com um pop ainda mais comercial e abrindo show do U-2 e Police; entre os hits estavam “Up on the catwalk” e “Waterfront”:

Em 1984, Jim Kerr se casa com a vocalista do Pretenders, Chrissie Hynde (com quem fica casado por dez anos), com quem realizaram alguns shows juntos.

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Mas o hit máximo da banda estava para chegar: depois de ser recusada por Bryan Ferry e Billy Idol, eles resolvem gravar a canção “(Don’t you) Forget about me”:

A música foi incluída na trilha de “Breakfast Club”, abrindo-lhes de vez as portas do mercado americano e se torna um hit mundial.

Apesar de todo sucesso, Kerr resolve não incluí-la no próximo disco deles, pois não gostava da letra, já que pensava seguir uma formula.

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Seu próximo disco, ‘Once upon a time”, é lançado em 1985, e é um dos maiores sucessos comerciais da banda e o disco com o qual se tornaram conhecidos no mundo inteiro, chegando ao primeiro lugar na parada inglesa e décimo na americana.

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Entre os quatro hits do álbum estavam:

“Alive & Kicking” (com a ajuda dos vocais de Robin Clark):

“Sanctify yourself”:

“Ghostdancing”, aqui numa apresentação no Live Aid em 1985:

‘All the things she say”:

Logo em seguida, eles saem em turnê mundial com shows lotados em diversos lugares do mundo, mas sofrem críticas dos antigos fãs que achavam que eles tinham se vendido para o pop comercial e com letras cristãs.

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Eles também fazem novos shows como parte do Freedomfest, em 1988, divulgando o trabalho da Anistia Internacional e apoiando causas como a de Nelson Mandela contra o apartheid na África do Sul. Neste mesmo ano, eles vêm ao Brasil pela primeira vez, se apresentando no Hollywood Rock.

Inclusive, eles compõe e gravam a canção ‘Mandela Day’, incluída no seu próximo disco, ‘Street Fighting years’:

No mesmo disco, estava incluída a música “Belfast Child”, baseada numa tradicional canção celta, e que alcança o primeiro lugar no Reino Unido:

A partir dos anos 90, a banda continuou a lançar novos trabalhos, mas sua força comercial em lançarem canções que agradavam às grandes plateias, se mostrava cada vez menor e com tímidas vendas dos seus discos.

Depois de trocarem de gravadoras, mudar seu line-up, a banda volta a gravar discos bem recebidos pela crítica, mas ainda com vendas razoáveis.

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Em 2007, eles comemoraram seus 30 anos de estrada com uma turnê de sucesso.

Em 2009, o álbum “Graffiti Soul’ os leva novamente ao top 10 inglês, depois de quinze anos sem emplacar um sucesso.

Em 2013, eles voltaram ao Brasil com a turnê “Celebrate” e tive chance de trabalhar com eles num dos shows; fiquei impressionado com seu profissionalismo e gentileza e de como eles são ótimos ao vivo, mostrando energia e arrasando na interpretação de seus antigos sucessos.

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Em 2014, eles lançam um novo trabalho, ‘Big Music”, que teve boa recepção de público e crítica, e no ano seguinte lançam novo álbum ao vivo.

Este ano, eles pretendem sair com uma nova turnê mundial e não dão sinais de cansaço, devendo lançar mais coisas novas por aí.

Vale a pena conhecer o catálogo do Simple Minds, especialmente seus primeiros discos, onde se mostram uma banda que já flertava com sonoridades bacanas e letras que casavam bem com a situação social daquele momento.

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