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abril – 2016 – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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">Come on blood suckers!!!

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Wake up, Mthrfckrs! #10yearchallenge
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Today’s Sound: Prince por Arthur Mendes Rocha

Prince é um dos maiores talentos que a música americana já produziu: músico, compositor, performer, arranjador, ele é um legítimo showman.

Até hoje não entendo como Prince não tem a mesma fama de um Michael Jackson por exemplo, já que genialidade é o que não lhe falta.

Prince Rogers Nelson (seu nome completo) iniciou sua paixão pela música em Minnesota, aos sete anos de idade, quando compôs sua primeira canção.

Desde então, ele não parou mais, criando músicas, trilhas, lançando vários discos e se consagrando como um dos grandes entertainers americanos.

Prince chama muita a atenção por sua persona nos palcos: ele se veste de maneira extravagante, com modelitos incríveis, além de dançar de maneira bem sexy, rebolar, pular, gritar e até fazer amor com sua guitarra: sua performance é absurda.

Lembro que nos anos 80, quando ele aparecia com seus modelitos meio barrocos, com muitos brocados, rendas, babados e aqueles acessórios na cabeça, um franjão crespo por cima do olho, ele já chamava a atenção e já se destacava.

Prince lançou seu primeiro álbum, ‘For you”, em 1978. Mas foi somente com o segundo disco, simplesmente chamado “Prince” de 1979, que ele estourou com as músicas “Why You Wanna Treat Me So Bad” e “I Wanna Be Your Lover”, tendo esta última vendido mais de um milhão de cópias e ficado no número UM da parada de soul music:

Logo em seguida, em 1980, ele lança “Dirty Mind”, puxado pela música título e também por ‘Uptown”, que alcançou o quinto lugar na parada soul da Billboard. O disco foi todo gravado no próprio estúdio de Prince e já mostrava canções com forte teor sexual.

Na época, ele acabou abrindo a turnê de outro astro funk: Rick James, bem como fazendo sua primeira aparição no programa Saturday Night Live.

Em 1981, ele lança “Controversy’, cuja música título também se torna um sucesso, fazendo com que ele comece a fazer suas próprias turnês em universidades americanas.

No ano seguinte é a vez de “1999”, álbum duplo que originou a música título, além de mais dois hits: “Little Red Corvette” e ‘Delirious”, tendo o álbum vendido mais de três milhões de cópias e tornando o nome dele conhecido fora dos EUA.

Neste período, a banda que o acompanhava chamava-se Revolution, com destaque para suas musas Wendy e Lisa, que o acompanhariam em vários shows e apresentações.

Além disso, ele também apadrinha artistas como Vanity e seu grupo Vanity 6, além de Apollonia, outra de suas musas (e affairs).

1984 é o ano chave na vida de Prince, pois é aí que estoura mundialmente o álbum e o filme “Purple Rain’, vendendo mais de treze milhões de cópias, além de tornar Prince um ídolo e ainda lhe dar um Oscar de melhor trilha sonora. Nunca esqueço de como Prince foi receber o Oscar, vestido com uma capa de paetês, ele era o ídolo máximo na época:

A trilha rendeu mega hits como “When Doves Cry’, ‘Let’s go Crazy’ e a própria “Purple Rain”.

Era a primeira vez na história da cultura pop que um artista liderava as bilheterias no cinema e tinha um álbum também no primeiro lugar.

Logo após este sucesso todo, ele ainda lança mais dois ótimos álbuns: “Around the World in a Day”, que tinha como um dos sucessos a música “Rasberry Beret’ e seu colorido vídeo:

E depois “Parade”, que tem o seu hit mais conhecido: “Kiss”

Em 1986, ele inicia a turnê mundial ‘Hit n Run – Parade Tour”, mas logo ao término desta resolve dissolver seu grupo Revolution, demitindo Wendy & Lisa e substituindo-as por Bobby Z e Sheila E.

Depois da tentativa de lançar algumas músicas já feitas, ele acaba tendo que optar por lançar o álbum duplo ‘Sign “O” the Times”, um brilhante trabalho encabeçado pela música título, além de ‘If I Was Your Girlfriend” e “U Got the Look “ (dueto com Sheena Easton). O disco também originou um show-doc que foi exibido nos cinemas e que possuía a energia de um show ao vivo.

Prince tem o seu próprio séquito, sejam seus colaboradores, músicos, estrelas, musas, mas ele exige dedicação e empenho total.

Além disso, Prince compôs músicas para vários artistas que vão desde Chaka Khan (I Feel for You) até Sinead O’Connor (Nothing Compares to You).

O próximo álbum dele seria o ‘Black Album”, álbum onde ele expermentou mais com ritmos como o hip-hop, mas que veio cercado de polêmcia, já que ele lançaria todo com a capa preta e acabou achando que o álbum era meio amaldiçoado, assim ele acabou sendo lançado em edição limitada e virou item de colecionador.

Em 1988, ele lança “Lovesexy”, um disco bem mais alto-astral que o Black álbum, mas que não teve tanto sucesso.

Logo em seguida ele é convidado pelo diretor Tim Burton para fazer a trilha da nova versão de ‘Batman”, que foi um estouro de bilheteria e a trilha atingiu o primeiro lugar em vendagens. O principal single era ‘Batdance”:

Eu cheguei a ver Prince ao vivo em Londres, na turnê Nude tour, desta vez a banda dele era a New Power Generation, sem Sheila E. e Cat, mas ele arrasava no palco com suas coreografias e movimentações, além de uma seleção de sucessos.

Depois da fracassada trilha e do filme “Graffiti Bridge”, ele concentra seus esforços no disco ‘Diamond & Pearls’, lançado no final de 1991 e com os hits ‘Get off’, “Cream”, entre outras:

Em 1993, Prince resolve trocar de nome e assinar como Love symbol (uma mistura dos símbolos sexuais masculino e feminino, conforme abaixo), o que causou muitos problemas em como se referir a ele, sendo assim a gravadora referia-se a ele como: “the artist formely known as Prince” (o artista que era conhecido como Prince) ou apenas ‘the artist’ (o artista).

Em 1995 ele até foi garoto-propaganda da Versace, já que sempre vestiu a etiqueta, além de ser amigo pessoal de Gianni e Donatella.

Depois desta mudança, Prince culpa cada vez mais a gravadora Warner pelas suas fracas vendas e acaba se desligando, depois de cumprir cláusulas contratuais em lançamentos de novos trabalhos.

Em 2000, ele volta a assinar Prince, está de gravadora nova (Arista), mas ele já não consegue emplacar hits como no passado.

Em 2004, ele se apresentou na entrega do Grammy junto com Beyoncé, cantando um medley de seus sucessos e com ótima repercussão:

No mesmo ano, ele lança ‘Musicology’, álbum que chegou a atingir o quinto lugar em vendagens.

Neste meio tempo, ele troca novamente de gravadora e desta vez vai para a Universal.

Em 2007, ele se apresenta no intervalo do Superbowl, um dos maiores eventos esportivos nos EUA e que escolhe a dedo os artistas que convida.

Seu trabalho mais recente é ‘2010”, lançado em 2010. Recentemente, ele esteve no programa de Jimmy Kimmel, conforme abaixo:

Prince é um dos poucos artistas a ter conquistado sete Grammys (e ser indicado mais de trinta vezes), quatro MTV Music Awards, além de vários BET awards (o prêmio da música negra), enfim, ele é um artista mega reconhecido pela sua contribuição inigualável no mundo da música pop.

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So broken hearted…

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Wake up, Mthrfckrs! #10yearchallenge">TODAY’S SOUND: THE STORY OF SKINHEAD DE DON LETTS POR ARTHUR MENDES ROCHA

O doc musical de hoje acaba de ser lançado na TV inglesa e nos conta um pouco da história do movimento skinhead e se chama ‘The Story of Skinhead”, tendo sido dirigido por Don Letts.

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Letts é uma figura lendária da cultura inglesa, pois além de DJ, é diretor de videoclipes e documentários como ‘The Punk Rock Movie”, ‘The Clash: Westway to the world”, entre outros.

Além disso, ele foi dos primeiros DJs a misturar punk com reggae nas suas discotecagens no club Roxy, além de realizar vídeos para o The Clash e até participar da banda Big Audio Dynamite ao lado de Mick Jones (guitarrista do The Clash).

Don Letts (segundo da esq. p a dir.) com o Big Audio Dynamite.

Don Letts (segundo da esq. p a dir.) com o Big Audio Dynamite.

Letts se debruçou na cultura skinhead, considerada dos primeiros movimentos multiculturais, já que reunia os mais diferentes grupos e classes sociais.

O detalhe mais importante do documentário é que ele nos conta as origens do movimento e pasmem: os skinheads não eram violentos, eles curtiam reggae e respeitavam as demais etnias. Com o tempo, esta essência skinhead foi perdendo várias de suas características e ficando cada vez mais associada à violência e ao racismo.

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Mas eles não começaram assim; os skinheads se originaram da junção das culturas da classe trabalhadora inglesa (cockney) e a cultura jamaicana, eles se destacavam pela sua maneira de vestir e pelos cabelos raspados (daí o nome skinhead, ou seja, sem cabelo).

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No doc, isto é muito discutido, já que como pode os skins gostarem de reggae jamaicano e serem racistas? Isto é muita contradição, concordam?

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Mas vamos ao doc: Letts vai nos contando como a primeira leva de imigrantes jamaicanos que desembarcaram em Londres nos anos 60 vão deixando sua música influenciar toda uma geração.

Foto de um skinhead por Gavin Watson.

Foto de um skinhead por Gavin Watson.

Nesta época existiam os teddy boys, os  rocers, os mods; os skins eram uma outra subcultura, eles usavam cabelo curto, raspado, botas, jeans claros, jaquetas. O jeito de vestir os diferenciavam muito e Letts nos leva a uma loja em Richmond, pertencente a John Simmons.

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Simmons era o proprietário da loja Ivy Shop, onde os skins compravam suas roupas, especialmente a Harrington jacket (nome inspirado pelo personagem de Ryan O’neal na novela americana ‘Peyton Place”), também conhecida como Baracuta, uma jaqueta utilizada por jogadores de golfe.

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Além disso, o reagge era o ritmo escolhido, feito por artistas como Desmond Dekker do selo Trojan.

Ah, é importante notar que as garotas skinhead também eram bem estilosas, usando polos (geralmente da marca Fred Perry), com franja bem curta e um pouco mais compridos na parte de trás.

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Além disso, o uniforme skinhead incluía suspensório com Doc Martens (os famosos coturnos ingleses), de preferência na cor vermelha/bordô.

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1969 é um ano marcante para os skinheads, pois é o perído em que começam a ser notados pela mídia, especialmente no meio dos frequentadores dos jogos de futebol que enfrentavam a polícia, já que era onde eles podiam extravasar sua testosterona gritando, brigando e fugindo dos policiais.

Police chase skinhead during rioting in Wood Green, July 1981.

Nesta época, é lançado o livro “Skinheads” de Richard Allen, que falava mais a fundo do que era ser um skinhead na época.

skinhead-book

Uma das músicas que os embalavam era o hit do The Equals, “Black Skinned Blue-eyed boy”, que justamente prega uma harmonia racial de brancos e negros na pele de um negro de olhos azuis:

No doc há depoimentos de figuras importantes no movimento skinhead, tais como Pauline Black (a vocalista do grupo de ska, The Selecter), Roddy Moreno (da banda skinhead The Opressed), Garry Bushell (o ex-manager do Cockney Rejects e que cunhou o termo Oi!), Gavin Watson (fotógrafo do livro “Skins and Punks”), Symond Lawes (ator, autor e idealizador do festival The Great Skinhead Reunion), entre outros.

Pauline Black, a vocalista do The Selecter está no documentário.

Pauline Black, a vocalista do The Selecter está no documentário.

skinhead

Symond Lawes, o poster boy dos skins, na capa do Skinhead Times.

Outro entrevistado é Joseph Pearce, ex-integrante do partido National Front, com os quais os skinheads foram associados politicamente, o que foi considerado um erro para o movimento, já que era um partido que pregava ideias retrógradas como ser um partido de supremacia branca.

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Outro estilo que os skinheads curtiam era o Two Tone, o ska de bandas como The Specials, cujo hit ‘A message to you Rudy” eles muito dançaram:

Com a chegada do movimento punk na Inglaterra, os skinheads tiveram um revival em meados dos anos 70 e passaram a ser associados com os punks, pois se identificavam com estes, e passam a frequentar os clubs onde tocavam as bandas de punk rock, especialmente as bandas do chamado estilo Oi!

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O estilo Oi! era um subgênero de punk que unia punks, skinheads; era punk rock para a classe trabalhadora, já se encaminhava para um hardcore, mas também misturava punk rock com bandas inglesas dos anos 60, tinha influência de hinos de futebol e mais.

Uma destas bandas de Oi! era o Sham 69, liderada pelo vocalista Jimmy Pursey (que dá depoimento no doc) e que decretou o final de suas apresentações ao vivo na época em razão de um show em Finsbury Park, em 1979, no qual a apresentação foi invadida por skinheads que apoiavam o National Front.

A banda Angelic Upstarts também atraía os skinheads com suas letras antifascistas e de cunho socialista e são considerados pioneiros do estilo Oi! com músicas como ‘The murder of Liddle towers”:

Com os skinheads indo para uma vertente de rock mais pesado das bandas Oi!, isto também acarreta uma atitude mais violenta, mais furiosa e nervosa, eles passam a usar mais tatuagens por exemplo, inclusive no rosto.

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Seu visual vai ficando mais perigoso, mais enfrentativo, com mais elementos militares, até se voltarem para conflitos raciais, enfrentando os negros e as comunidades de asiáticos que viviam em Londres.

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No início dos anos 90, bandas como o Skewdriver tem uma postura nitidamente nazista e fascista, altamente racista.

A mídia também contribui para tornar os skinheads figuras temidas e perigosas, sempre envolvidos em brigas e confusões, tonando-se uma facção temida em países da Europa Oriental.

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Mas o que o doc nos ensina é que esta visão que a mídia criou do skinhead é uma visão distorcida da realidade; o skinhead original é um cara pacífico, que gosta de curtir o seu reggae e espera-se que esta visão seja novamente recuperada e que possamos reconhecer o real valor desta subcultura que contribuiu muito para o multiculturalismo que vivemos nos dias de hoje.

Cenas do documentário da BBC4.

Cenas do documentário da BBC4.

Corram para ver, pois a BBC4 disponibilizou o doc no youtube, mas costumam retirar do ar em alguns dias:

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TODAY’S SOUND: ELECTRONIC POR ARTHUR MENDES ROCHA

Electronic é o nome do projeto que mistura pop, rock, eurodisco, house, encabeçado por Bernard Summer do New Order e Johnny Marr do The Smiths.

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Os riffs da guitarra de Marr casam-se perfeitamente com o vocal inconfundível de Summer.

A banda é um projeto paralelo de Summer, que desejava incluir mais programação de sintetizadores no New Order, mas foi mal recebido pelos demais colegas do grupo.

Ele e Marr haviam se conhecido em 1984, quando Summer produziu uma faixa do Quando Quango (o projeto do DJ do Hacienda e futuro M-People, Mike Pickering) e Marr era o guitarrista convidado em uma das canções.

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Marr se mostrou aberto às ideias de Summer e topou entrar no projeto, que tinha influência direta do que acontecia na música eletrônica naquele momento, com o house e techno bombando nas pistas e mostrando qual seria o futuro da música pop.

Por volta de 1988, Summer e Marr já estavam trabalhando em algumas das faixas para seu álbum de estreia e no ano seguinte, ambos foram procurados por Neil Tennant, o vocalista do Pet Shop Boys, que se ofereceu para trabalhar com eles.

Da esq. para a dir.: Chris Lowe, Bernard Summer, Johnny Marr e Neil Tennant

Da esq. para a dir.: Chris Lowe, Bernard Summer, Johnny Marr e Neil Tennant

O resultado desta parceria foi o primeiro single do Electronic, “Getting away with it”, uma música que nos contagia logo de cara, que mostra o melhor que uma união entre New Order, Smiths e Pet Shop Boys poderia produzir.

Lógico que não demorou para a canção atingir o topo das paradas e os levarem a lançar dois clipes, sendo que um deles foi dirigido pelo conceituado documentarista Chris Marker (de “La Jetée”):

O single tinha como lado B a faixa “Lucky Bag” (não incluída no álbum), uma homenagem do Electronic ao ítalo house de grupos como Blackbox, que na época, colocavam o mundo todo para dançar:

A capa do single foi idealizada pelo habitual colaborador do New Order, o designer Peter Saville, que mais uma vez realiza um trabalho simples e de bom gosto.

Porém, ainda faltavam mais músicas a serem compostas para completar o álbum e este acaba somente sendo lançado em 1991.

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A crítica o recebe da melhor maneira possível, elogiando suas letras, o espírito rave, a inspirada utilização de samples e mais; levando o disco para o segundo lugar da parada inglesa e vendendo mais de um milhão de cópias.

O single que lidera o álbum é “Get the Message”, com direito a orquestração de Anne Dudley (do Art of Noise), e os dois se apresentam no Top of the Pops, em abril de 1991:

É claro que a estreia deles em solo britânico só poderia ser com uma concorrida apresentação no chão deles: o Hacienda em Manchester.

O Electronic no Hacienda em Manchester

O Electronic no Hacienda em Manchester

Outras faixas que merecem destaque são:

 ‘The Patience of a Saint”, composta por Summer e Tennant:

“Feel every beat”, que atingiu o top 40 inglês:

O álbum também conquista a América, colocando-os no top 200 da Billboard e eles são convidados a abrirem alguns dos shows do Depeche Mode.

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O quarto single lançado por eles, na verdade não estava incluído no álbum e acabou sendo “Dissapointed”, linda canção composta por Marr, Summer e Tennant (responsável pelos vocais), com mixagem de Stephen Hague (produtor dos Pet Shop Boys, New Order, O.M.D.,Communards, entre outros). A música acaba fazendo parte da trilha sonora da animação ‘Cool World”:

Depois disso, o Electronic resolveu dar uma parada – Summer dedicou-se ao New Order e Marr ao The The (onde fez participação na guitarra).

O segundo álbum, “Raise the pressure”, foi lançado em 1996, com a colaboração de Karl Bartos, do Kraftwerk, que co-escreveu seis das treze canções do disco.

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Este novo esforço, infelizmente, não teve o mesmo sucesso do primeiro, mesmo assim, é um bom disco, que gerou três singles:

“Forbidden City”, com uma pegada mais britpop (que estava em voga na época):

“For you”, escrita pelo krafwerker Bartos e atingindo a 16ª posição da parada inglesa:

“Second Nature”, com letra autobiográfica de Summer:

Vale também citar “Dark Angel”, que parece saída diretamente de um álbum do New Order:

Depois de mais um hiato de três anos, eles se reúnem para lançar ‘Twisted Tenderness”, mais orientado para o lado rock, com mais guitarras do que os anteriores, onde a predominância era dos sintetizadores.

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Desta vez, os únicos a permanecer foram Summer e Marr, que se juntaram a Jimi Goodwin (Doves) e Ged Lynch (Black Grape) para gravar este novo trabalho.

Além disso, o álbum teve co-produção do lendário Arthur Baker, o conceituado produtor de hits do New Order, Afrika Bambaataa, entre outros, além da participação de Merv de Pyer, o tecladista do Cameo (grupo funk dos anos 80), que lhes deu um som mais ‘sujo”.

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Entre os singles de destaque de “Twisted Tenderness” estão “Vivid’ e ‘Late at Night”:

Este acabou sendo o último álbum lançado pelo Electronic, que não chegou a declarar o seu fim, mas provavelmente eles não devem voltar mais, talvez para uma reuniãozinha, mas Summer continua ocupado com o New Order e Marr lançou disco solo recentemente.

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A última reunião deles foi meio por acaso, já que num show de Johnny Marr em Manchester, em 2013, Summer subiu ao palco e interpretou com ele o hit ‘Getting away with it”, como podemos ver abaixo:

De todo jeito, o Electronic deixa saudades principalmente na época do primeiro disco, já que faziam um pop bem dançante e super bem produzido, ainda mais pelos artistas envolvidos, todos de extrema competência e bom gosto.

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