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maio – 2016 – Japa Girl












































































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Archive for maio, 2016

TODAY’S SOUND: EXPO “THE PERFECT MEDIUM” DE ROBERT MAPPLETHORPE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Finalizando nossos posts de exposições, hoje falamos da dupla exposição de Robert Mapplethorpe que está acontecendo simultaneamente em dois museus de Los Angeles, no Getty Museum e no LACMA (Museu de Arte Contemporânea de L.A.) e intitulada “The Perfect Medium”.

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A ideia de uma exposição deste porte em homenagem ao falecido fotógrafo surgiu em 2011, quando a Mapplethorpe Foundation, criada por ele antes de sua morte, cedeu mais de 38 milhões de dólares em material do fotógrafo ao Getty Institute, colocando nas mãos da instituição a maior coleção existente, com mais de 120 mil imagens.

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Detalhe de uma das salas da exposição.

Um intenso trabalho de pesquisa e recuperação foi realizado nestes anos para que a exposição se tornasse a maior retrospectiva dos trabalhos de Robert Mapplethorpe, incluindo desde suas primeiras obras até o que ele havia deixado de mais recente.

Um dos primeiros trabalhos de Mapplethorpe, antes de optar pela fotografia.

Um dos primeiros trabalhos de Mapplethorpe, antes de optar pela fotografia.

Mapplethorpe foi um dos maiores image-makers de todos os tempos, muito mais que um fotógrafo, ele foi um rebelde, um cara que queria mostrar ao mundo que a fotografia poderia ser sim considerada uma arte tão importante quanto á pintura ou escultura.

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Auto-retrato do artista em colagem.

E ele não deixou por menos não, sua vida foi totalmente dedicada à sua arte, pois desde o começo ele foi focado em se tornar um mito, a ser falado anos depois de sua morte, e parece que conseguiu.

A expo abriu desde março e colocou o seu nome novamente na mídia, juntamente com o livro “Just Kids” (Só Garotos), lançado em 2010, e que é um lindo retrato dele e de Patti Smith, a autora, ex-namorada e sua companheira inseparável nos anos 70, quando eram duas almas em busca da fama e reconhecimento (e que deve virar filme em breve).

Mappplethorpe e Patti Smith

Mappplethorpe e Patti Smith

No livro de Smith, ela conta toda a história de como ela e Mapplethorpe enfrentaram as dificuldades (e a pobreza) até verem seus nomes alçados á fama e a toda a cena artística da NY dos anos 70/80.

Vindo da pequena Floral Park, em Queens, ele se formou no ginásio e logo mudou para NY para estudar no Pratt Institute, em 1967. Foi lá que ele conheceu Patti Smith e teve contato com o que realmente queria fazer: ser uma pessoa respeitada no mundo das artes.

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Colagem de Mapplethorpe de início de carreira

No começo, ele era tímido, frágil, mas já demonstrava uma personalidade forte, que sabia o que queria e vai fazendo várias experimentações com drogas, parceiros, até achar o seu jeito único de se expressar.

Em 1969, ele e Patti se mudam para o Chelsea Hotel, o lugar efervescente da cena artística nova-iorquina onde terão contato com pessoas que terão papel fundamental em suas vidas profissionais.

Foto de Candy Darling, da turminha da Factory, clicada por Mapplethorpe

Foto de Candy Darling, da turminha da Factory, clicada por Mapplethorpe

Mapplethorpe era dono de uma beleza única, ele conquistava a todos com seu jeito, charme e visual, se vestindo de maneira extravagante; todos o desejavam.

Além disso, eles frequentavam direto o Max’s Kansas City, o lugar para ver e ser visto na NY do início dos anos 70, cruzando com gente que incluía desde Debbie Harry a Iggy Pop, passando por Lou Reed e toda a Factory de Andy Warhol.

Debbie Harry por Mapplethorpe

Debbie Harry por Mapplethorpe

Iggy Pop por Mapplethorpe

Iggy Pop por Mapplethorpe

Mas eles ainda sofriam a barra de não ter sucesso financeiro, então cada ação deles era altamente batalhada para um dia poder viver de sua própria arte.

Foi Mapplethorpe que fotografou as sessões para a capa do primeiro disco de Patti, “Horses” e estas fotos tornaram-se icônicas, estando presente na exposição.

Patti Smith na capa do disco 'Horses", foto de Mapplethorpe

Patti Smith na capa do disco ‘Horses”, foto de Mapplethorpe

Uma das primeiras experimentações deles em filme foi com o curta “Robert having his nipple pierced”, que acabou virando parte do acervo do MOMA.

Nesta época, ele estava fascinado pelas revistas pornôs gays e colagens e começava a tirar fotos com sua Polaroid (mas os filmes ainda custavam caro).

Primeiras fotos de Mapplethorpe tendo o S&M como tema principal

Primeiras fotos de Mapplethorpe tendo o S&M como tema principal

Mapplethorpe começava a se deslumbrar com a cena S&M de NY, especialmente com toda a performance e objetos relacionados com o gênero incluindo muito couro preto, algemas e tudo o que remetia a esta cena.

Sua vida vai mudar ao conhecer Sam Wagstaff, milionário por quem se apaixona e que acaba virando o seu patrono no mundo das artes, bem como aprendendo mais sobre fotografia com ele, já que Wagstaff era um ávido colecionador de fotografia.

Mapplethorpe e Sam Wagstaff

Mapplethorpe e Sam Wagstaff

Seu relacionamento era a troca perfeita, com Mapplethorpe dando-lhe sua juventude e vitalidade, lhe dando mais liberação sexual e Wagstaff abrindo as portas de um novo mundo sofisticado.

Auto-retrato de Mapplethorpe

Auto-retrato de Mapplethorpe

Inclusive, foi por causa de Wagstaff que Warhol passou a aceitar Mapplethorpe, já que antes o considerava um vagabundo e que não tinha talento (ainda mais que ele também utilizava polaroids e Warhol detestava quem competisse com ele no uso deste material).

Polaroid de Mapplethorpe para Sam Wagstaff

Polaroid de Mapplethorpe para Sam Wagstaff

Assim, ele realiza sua primeira exibição, somente com polaroids, na Light Gallery e cujo convite vemos abaixo.

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Como bem disse Wagstaff: ‘Robert gostava de brincar nos limites da pornografia”.

E Mapplethorpe vivia este momento com tudo, frequentando direto lugares como Fire Island (o retiro gay da época, com praia e festas), onde rolava muita pegação e o qual ele frequentava ao lado de Peter Berlin (famoso pornstar da época), o qual lhe inspirou em tirar ainda mais fotos homoeróticas.

Peter Berlin por Mapplethorpe

Peter Berlin por Mapplethorpe

Só faltava a ele desbravar um lugar em NY que era o ápice da pegação sado-masô da época, o The Mine Shaft, clube escuro, pequeno e que rolava de tudo que era imaginado num lugar destes em tempos de pré-Aids na NY dos anos 70.

Foto de Mapplethorpe utilizando o dress code do S&M

Foto de Mapplethorpe utilizando o dress code do S&M

Bem, Mapplethorpe fica completamente fascinado pelo lugar e não para de frequentá-lo, conhecendo por lá vários dos modelos que veio a fotografar e que integram as fotos do seu chamado “X Portfolio”, com fotos em que não há limites para todos os tipos de experiências sexuais, muita genitália, fist-fuck e o que mais fosse.

Capa do X Portfolio

Capa do X Portfolio

O trabalho dele não era apenas para chocar e sim mostrar à sociedade que havia outro mundo a ser desvendado, que era estranho, mas era novo e nunca havia sido mostrado da maneira que Mapplethorpe retratava.

Depois de lutar um período sem galeria de arte, ele finalmente passa a pertencer a Holly Solomon Gallery e por lá realiza um show, bem como outro com imagens S&M, os dois rolando ao mesmo tempo, o que foi um golpe de mestre na época e que deu o resultado por ele esperado.

Outro detalhe da exposição "The Pefect Medium"

Outro detalhe da exposição “The Pefect Medium”

Esta fascinação dele por imagens proibidas mostra que ele tinha a fixação pelos rituais religiosos, arrumando suas fotos de maneira rígida, católica, misturando com imagens demoníacas e fazendo um bom contraponto entre o bem e o mal. O que ele desejava era colocar para fora o diabo existente em cada um de nós.

Polaroid de Mapplethorpe

Polaroid de Mapplethorpe

A partir de 1978, sua carreira finalmente decola, ele começa a fazer mais e mais trabalhos e contando com assistentes (como seu irmão Edward) e seu próprio revelador, Tom Baril.

Foto de amigo de Mapplethorpe que frequentava as noites de S&M

Foto de amigo de Mapplethorpe que frequentava as noites de S&M

Em 1980, ele tem a ideia de lançar um livro de fotos com Patti Smith, mas era numa época em que os dois já andavam meio afastados e ela não morava mais em NY, assim o livro acabou saindo, mas com Lisa Lyon como o tema de todas as fotos.

Lyon era uma bodybuilder, uma campeã de fisicuturismo feminino, numa época em que isto era algo raro e isto fascinou Mapplethorpe, que fez lindos retratos com ela, explorando todos os lados de sua feminilidade em contraste com o corpão quase masculino.

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Lisa Lyon por Mapplethorpe

A próxima fase dele foi com os negros, ele só os procurava como parceiros sexuais e considerava que fotografá-los era como fotografar estátuas de bronze.

Foto de Mapplethorpe com modelo negro

Foto de Mapplethorpe com modelo negro

Nesta época, sua paixão obsessiva era por Milton Moore, o modelo da foto “Man in Polyester suit”, talvez um de seus retratos mais icônicos.

A icônica foto "Man in Ployester Suite" de Mapplethorpe

A icônica foto “Man in Ployester Suite” de Mapplethorpe

Mapplethorpe também havia se tornado um procurado fotógrafo de retratos, já que seus portraits eram considerados extremamente elegantes e ser fotografado por ele passa a ser um status para a época.

Isabella Rossellini por Maplethorpe

Isabella Rossellini por Maplethorpe

Nos anos 80, ele também começa com sua série de fotos com flores, que podem ter uma conotação erótica, mas são trabalhos de belas qualidades técnicas e extremamente bem realizados.

Calla Lily

‘Calla Lily” de Mapplethorpe

Porém em 1986, ele é diagnosticado com Aids e sua vida dá uma revolta com esta descoberta. Wagstaff morre em 1987, lhe deixando ainda mais abalado por esta doença.

Com a proximidade de sua morte, ele passa a fazer ainda mais fotos, tendo uma intensa produção neste período do final dos anos 80.

Auto-retrato de Mapplethorpe

Auto-retrato de Mapplethorpe

Sua última exposição foi “The Perfect Moment”, na qual foi mostrado pela primeira vez, e por completo, seus portfólios X, Y (flores) e Z (negros).

Em 1988, ele abre a Mapplethorpe Foundation, com o objetivo de manter seu trabalho e apoiar as causas que julgava importante, como pesquisas para descobrir a cura da Aids e promover os jovens talentos da fotografia.

Mapplethorpe vem a falecer em 1989, com apenas 42 anos de idade.

Último auto-retrato do fotógrafo, já doente

Último auto-retrato do fotógrafo, já doente

Foi quando esta exposição chegou em Washington e Cincinnati que os problemas começaram de verdade, pois políticos moralistas resolveram usar suas fotos para uma cruzada de moralização, que deveriam ser proibidas por serem consideradas obscenas.

Outra de suas imagens famosas

Outra de suas imagens famosas

Mesmo assim, o dono da galeria que havia sido processado acabou sendo absolvido das acusações e este acontecimento acabou mudando a maneira como a arte passou a ser vista nos EUA, com mais liberdade e menos caretice.

As exposições de Mapplethorpe estão divididas em dois museus: no Getty Museum estão suas fotografias, desde o começo até as mais recentes e no LACMA estão as polaroids, as colagens, desenhos, retratos de celebridades e mais. As fotos do Portfolio X estão misturados entre os dois, bem como os retratos dos negros e as flores.

Detalhe da exposição em cartaz no Getty Museum e no LACMA , em Los Angeles

Detalhe da exposição em cartaz no Getty Museum e no LACMA , em Los Angeles

Ambas as expos ficam em cartaz até 31 de julho.

Aproveitando a exposição, a HBO lançou no mês passado o documentário “Look at the pictures”, um ótimo doc com depoimentos de amigos, modelos, ex-namorados do fotógrafo, traçando um perfil desta figura mítica que foi Robert Mapplethorpe. Já tem disponível para baixar e abaixo dá para conferir o trailer:

O legado de Mapplethorpe é imensurável, sua fotografias falam por si só, são trabalhos de extrema beleza, a fotografia como arte, e valem a pena serem apreciados e conhecidos a fundo.

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TODAY’S SOUND: EXPO “MIYAKE ISSEY EXHIBITION: THE WORK OF MIYAKE ISSEY” POR ARTHUR MENDES ROCHA

A expo de hoje está acontecendo em Tóquio e homenageia um dos mais importantes designers de moda de todos os tempos, Issey Miyake, com a “MIYAKE ISSEY EHIBITION – The Work of Miyake Issey”.

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Miyake e muito mais que um estilista, ele sempre apresentou novas metodologias e possibilidades de fazer roupas, inventando formas, proporções, de uma maneira única, que garantiu o seu nome entre os grandes designers de moda.

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Famoso por seu trabalho com plissados e cores, ele trabalhou com Givenchy, Geoffrey Beene, antes de abrir o seu próprio estúdio. Outro detalhe interessante de sua carreira foi que ele criou o famoso “turtleneck” (gola longa) preto usado por Steve Jobs, que lhe encomendava várias peças.

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Esta é a primeira exposição que mostra um apanhado geral de toda sua carreira nos mínimos detalhes, ou seja, desde suas primeiras criações nos anos 70 ate seus trabalhos mais recentes, está tudo lá. Abaixo um vídeo produzido especialmente para a expo:

São 45 anos de dedicação ao design, já que ele abriu seu estúdio, o Miyake Desing Studio em 1970, no Japão, e começou a realizar desfiles de moda em Paris, em 1973.

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Algumas das criações de Miyake em exposição.

Miyake é um mestre da forma, ele utiliza métodos tradicionais com o que de mais moderno a tecnologia tem a oferecer, sua escolha de materiais é fantástica, tudo é altamente pesquisado e trabalhado de maneira a ficar perfeito no corpo.

Aliás, o corpo é o seu objetivo principal, já que para ele fashion não é para dar status ou aparecer, e sim uma solução de conforto e praticidade, algo conectado com nossas vidas de uma maneira universal, que foge ao simples conceito fashion.

Inside the Issey Miyake Exhibition at the National Art Center in Tokyo.

Outro detalhe da exposição.

O trabalho dele é  justamente como envelopar o corpo, como vestir um objeto tridimensional (o corpo humano) com um material bidimensional (o tecido), sem esquecer que o corpo humano tem vida própria, com movimentos.

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Formado em artes gráficas pela Tama Art University e tendo aprendido alta costura em Paris, Miyake trouxe este aproach para suas criações, esta inovadora maneira de pensar a roupa das mais diferentes formas, proporções, utilizando materiais inusitados e tendo resultados brilhantes.

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Detalhe da exposição tendo em destaque o vestido “Flying Saucer”, que tem um efeito sanfona.

Miyake afirma que suas maiores influências foram Isamu Noguchi (artista e arquiteto americano de origem japonesa), pela sua ponte entre Oriente e Ocidente, Irving Penn (fotógrafo e colaborador de Miyake), por proporcionar um novo olhar sobre as imagens e as revoltas estudantis de Paris em 1968, pois ele estava presente e viu que o mundo estava se transformando, que a moda não era apenas a alta costura para poucos e sim elementos mais simples e universais como camisetas e jeans.

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Miyake criou o uniforme do time da Lituânia e depois expandiu para outros países na sua coleção Men de 1993.

Um dos highlights da exposição é mostrar ao grande público, o método da criação dos famosos plissados de Miyake, mostrando todo o processo desta criação icônica.

Os visitantes podem conhecer mais sobre o “garment pleating”, método desenvolvido por ele no qual um pedaço de tecido é plissado depois de ter sido costurado, é posteriormente “ensanduichado”entre duas folhas de papel,  resultando em linhas bem definidas e que virou uma de suas marcas registradas.

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O “garment pleating” de Issey Miyake

Alem disso, vários de seus modelos mais famosos estão expostos de maneira a serem observados nos mínimos detalhes, com a ajuda de designers japoneses que trabalharam cada sala para uma melhor experiência visual.

A exposição esta dividida em três grandes salas

- Sala A – sala mais focada no corpo, apresentando as primeiras criações de Miyake datadas dos anos 70, como o jumpsuit com estampa de tatuagem (com imagens de Jimi Hendrix e Janis Joplin), quando nem se falava em “segunda pele”, bem como o casaco casulo ou a roupa lenço de tamanho múltiplo feita de três pedaços de tecido. Para ele a forma da roupa é criada pelo corpo, ao ser vestida ela se transforma.

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Os manequins da Sala A, tendo no primeiro de baixo para cima, o body “tatuagem”

Esta sala (e também a sala B) foi idealizada por Tokujin Oshioka (antigo colaborador do designer tendo criado materiais para suas lojas e outras exposições), que criou manequins especiais chamados de “Grid Bodies”, para melhor ornar as criações de Miyake.

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Os manequins “grid bodies” criados especialmente para a exposição

- Sala B – sala focada nas possibilidades de reinventar o corpo, de realçá-lo, com suas criações dos anos 80, onde ele praticamente inventa um movimento de roupas centradas apenas no corpo, fase onde ele trabalha novas tecnologias, utilizando materiais nunca dantes utilizados para fazer roupas como fibra, plástico e resina que se transformam em lindos corpetes. Também estão presentes criações como o body feito de silicone, de vime, bem como o ‘waterfall dress”, entre outros.

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Body de resina feito por Miyake e usado por, entre outras, Grace Jones.

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As roupas feitas com vime estão presentes na exposição.

- Sala C – sala focada nas inovações tecnológicas promovidas por ele, divididos em grupos temáticos como o processo A-POC (diminutivo de ‘a piece of clothing”), apenas com um pedaço grande de tecido fabrica-se uma roupa de maneira diferente, eliminando processos intermediários; 132.5, outro processo revolucionário com poliéster reciclado que se transforma ao ser vestido e também o Reality Lab, os novos processos que Miyake tem utilizado recentemente e que pretende continuar testando.

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Detalhe da Sala C.

É uma sala dedicada ao conceito de que qualquer material pode se transformar numa roupa, incluindo suas experimentações com ráfia, crina de cavalo, papel japonês washi, ou mesmo o n1 Dress (de 2010), uma peça feito em preto e dourado que parece uma rosa de origami que se transforma num vestido de festa, entre outras belas criações.

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O N1 dress de Miyake

A exposição esta em cartaz ate o dia 13 de junho, no Centro Nacional de Artes de Tóquio e também com alguns eventos programados como debates, leituras, oficinas que dissecam o trabalho de Miyake.

Alem disso, também foi lançado um livro com fotos de cada peça exibida clicadas por Hiroshi Iwasaki e uma linda camiseta com fotos dos materiais utilizados na expo (na foto abaixo).

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Miyake pode ser chamado de gênio, seu trabalho com tecidos inusitados, novas tecnologias, seus plissados, suas cores vibrantes, suas roupas que mais parecem esculturas; esta exposição vem bem a calhar e nos mostra toda a exuberância de suas criações que estarão para sempre entre o que de mais criativo foi feito no vestir.

 

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TODAY’S SOUND: EXPO “PUNK – 1976-78″ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Este ano, o movimento punk completa quarenta anos, e a British Library (Biblioteca Britânica) acaba de abrir uma exposição intitulada “Punk-1976-78”, com a exibição de várias memorabilias, sendo muitas delas inéditas, mostrando o impacto que o punk teve sobre a cultura, sociedade, música, moda e muito mais.

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Na foto à esq., entrada da exposição; na dir. foto da loja Sex em King’s Road

Como já foi divulgado, Joe Corré (filho de Malcom McLaren e Vivienne Westwood) pretende queimar toda a coleção punk que ele herdou, já que ele considera um absurdo o movimento virar mainstream, a ponto da Rainha dar a sua benção para as comemorações do punk este ano na Inglaterra.

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Contra ou a favor, Londres está se movimentando para realizar várias homenagens ao quarentão movimento punk e esta exposição da Biblioteca Britânica dá início a estas comemorações culturais.

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Detalhe da exposição

Assim, a Biblioteca vasculhou todo seu arquivo, incluindo fanzines, flyers, fotos, roupas, discos e muito material inédito para compor esta exposição, que parece ser extremamente bem curada.

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Além disso, a curadoria vai disponibilizar arquivos raros da Liverpool John Moores University, incluindo ítens como posters e roupas raras de “England’s Dreaming”: The Jon Savage Archives” ( Jon Savage é um dos maiores pesquisadores do punk, já tendo trabalhado em vários fanzines e revistas como Melody Maker e The Face, além de ter escrito “England’s Dreaming”, livro sobre a história do punk), “The Situationist International: John McReady Archives” (organização por trás do movimento francês de maio de 1968), “The Pete Fulwell Archive” (Fulwell foi um dos donos do Eric’s Club, famoso club de Liverpool onde várias bandas punks se apresentaram, e da pequena gravadora Inevitable) e “Adventures in Wonderland:The Falcon Stuart and X-Ray Spex Archive” (Stuart foi produtor de bandas como X-Ray Spex, Adam & the Ants, além de fotógrafo e cineasta).

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Entre os artefatos a serem exibidos estão:

- fanzines raros, de 1977, como ‘Sniffin’ Glue” (o primeiro fanzine punk) e “Anarchy in the U.K.” ( a primeira e única cópia do fanzine oficial dos Sex Pistols);

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- uma cópia rara do single “God Save the Queen”, nunca antes lançado, já que seria lançado pela gravadora A&M, que dispensou os Sex Pistols em uma semana;

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- posters, tickets e flyers do Roxy Club, em Convent Garden, Londres e do Eric’s Club, de Liverpool;

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Flyer do Roxy

- roupas originais da loja Sex, pertencente a Malcom McLaren e Vivienne Westwood, como estas t-shirts da foto abaixo:

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- a cópia pessoal de John Peel do single “Teenage Kicks”, do Undertones (que o cultuado programador Peel considerava uma de suas músicas favoritas do período);

- cenas do ainda inédito documentário “She Punks: Women in Punk”, sobre as mulheres que tocavam instrumentos em bandas punks, dirigido por Gina Birch (do grupo The Raincoats);

O grupo punk feminino "The Raincoats"

O grupo punk feminino “The Raincoats”

- uma parede recheada de capas de compactos de sete polegadas (7 inches), muitos deles inéditos e nunca lançados, já que eram produzidos pelas próprias bandas e não tiveram distribuição comercial.

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A expo pretende mostrar mais o começo do punk, como este movimento musical se transformou num marco da vida dos jovens da época, como a sociedade via os punks, incluindo vídeos e áudios que cobrem bem o período, como o vídeo abaixo com a apresentação completa do Sex Pistols no careta programa “Today with Bill Grundy” (a primeira aparição deles na TV inglesa com amigos que incluía uma Siouxsie Sioux descolorida):

Além disso, a expo preparou vários eventos incríveis, com conversas e debates de figuras essenciais para o punk, tais como:

- “An evening with John Lydon” – um encontro com Lydon, o líder do Sex Pistols e do PIL, que garante que esta será sua única aparição do ano, para falar sobre punk e responder perguntas da plateia;

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- “Me, Punk and the World” – conversa com Bernard Rhodes, figura lendária do punk, ele foi estilista a loja Sex, além de ter sido o manager do The Clash, The Specials, Dexy’s Midnight Runners e ter descoberto Lyndon e ter lhe arranjado a audição para ele participar dos Pistols;

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- “Buzzcocks in their own words” – debate com os membros originais do Buzzcocks, uma das bandas punks mais influentes, como Steve Diggle e Pete Shelley, além do empresário do grupo, Richard Boon;

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- “Stories from She Punks” – estórias interessantes sobre mulheres que participaram de bandas punks, como Tessa Pollitt (da primeira banda punk feminina, The Slits), mais Gina Birch (falando de seu doc), Helen Reddington (do The Chefs) e Jane Woodgate (do The Mo-Dettes”)

- ‘Punk Reggae Party: The Story of Rock against Racism” – painel que fala sobre racismo e a importância do reggae no punk ( falando da influência de Don Letts, já que ele apresentou o dub reggae para os punks através de suas discotecagens tanto no Acme como no Roxy).

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Bem, a exposição é imperdível para quem estiver ou for para Londres nesta época, já que ela fica em cartaz até 02 de outubro e o melhor de tudo: a entrada é gratuita!

 

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TODAY’S SOUND: EXPO “SO FAR SO GOUDE” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Paul Goude é um dos maiores artistas gráficos que existe; o cara é um gênio e é mais que merecido ele ter uma exposição toda feita em sua homenagem: “So Far So Goude’.

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Goude se denomina um artista na essência, alguém que se inspira por movimentos, por revistas, cinema, arte, cultura pop, tribos exóticas; enfim, tudo é material para sua criatividade sem limites.

Designer, fotógrafo, diretor, ilustrador, Goude reúne todas e outras funções e mais um pouco, ele é multimídia mesmo antes do termo existir.

Jean Paul Goude

Jean Paul Goude

Tendo desde a infância demonstrado interesse pelo desconhecido, pelas coisas que o instigavam, que despertavam sua curiosidade, o seu inconsciente.

Ele é o rei das imagens manipuladas, ele transforma imagens em novas percepções, usando e abusando de referências, tendo conquistado desde o mundo do show business como a publicidade e a moda.

As imagens criadas por ele são fundamentais na cultura pop, seja todo o visual de Grace Jones nos anos 70 e 80, até imagens mais recentes, como a capa da revista Paper que ele fez com Kim Kardashian (inspirada por uma antiga imagem clicada por ele próprio) e que quase ‘quebra’ a internet quando publicada em 2014 (com mais de 15 milhões de acessos num dia) e que gerou inúmeros memes.

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Goude foi marido de Grace Jones, hoje eles estão separados e possuem um filho juntos, Paulo, mas foi o seu toque que deu a Grace toda uma modernidade, uma vanguarda no tratamento do seu visual e de suas apresentações, capas de discos e mais.

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Foi ele que fez toda a concepção visual e a dirigiu no “One man show”, em 1982, o primeiro show dela e que arrebatou as plateias por onde se apresentou e com o qual ele concorreu ao Grammy. Abaixo o show completo em todo seu esplendor:

O show merece ser visto e revisto, já que mostra Grace de todas as maneiras possíveis: vestida de gorila, de pantera, com um exército de Graces Jones (utilizando máscaras do rosto dela em outras modelos), enfim, tudo é lindo e extremamente bem executado.

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Uma das grandes atrações da exposição é um manequim de Grace vestido um dos designs dele para o show, com várias formas geométricas e cores vibrantes.

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Outra famosa capa dele foi a da coletânea ‘Island Life” de Grace, na qual ele cola vários negativos e a faz parecer uma estátua perfeita, numa posição impossível.

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Mas não é apenas o trabalho com Grace que está presente na exposição, já que além desta colaboração, ele realizou outros trabalhos não menos incríveis.

Goude também se diz muito inspirado pela dança, pelo balé, pelo teatro, já que ele até pensou em seguir a carreira, pois sua mãe também foi uma famosa dançarina da Broadway.

Detalhe da expo "So Far So Goude"

Detalhe da expo “So Far So Goude”

No começo de sua carreira, ele também foi designer da revista francesa Lui, bem como diretor artístico da Esquire no final dos anos 60 e início dos anos 70, tendo realizado ilustrações clássicas como a de Mao Tsé Tung nadando com um pato Donald de plástico.

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Seu trabalho com comerciais não foi menos badalado, já que o mundo da publicidade ficou louco com o que ele fez com Grace Jones e vários convites começaram a surgir, especialmente nos anos 80 e 90.

Entre os seus famosos comerciais estão: o da Citroën CX (com Grace Jones e banido em vários países), do perfume Egoïste de Chanel, do perfume Coco (com Vanessa Paradis como um passarinho preso numa imensa gaiola), dos filmes Kodakchrome (com os Kodakettes, personagens criados por ele e que usam maios listrados e toquinhas), Perrier (no qual uma modelo disputa com um leão quem ruge mais) e mais recentemente o do perfume Candy, da Prada , com Léa Seydoux. Abaixo um vídeo com alguns deles:

Sketch dos 'Kodakettes"

Sketch dos ‘Kodakettes”

Outra das musas dele foi a atriz e modelo Farida, com a qual criou imagens icônicas, como a que ela está beijando Azzedine Alaia (tendo se tornado uma das modelos preferidas, amiga íntima e colaboradora do cultuado estilista).

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Em 1989, ele foi convidado a conceber e coreografar o desfile da Parada do Bicentenário da Revolução Francesa, trabalhando diretamente sob as ordens do então presidente François Miterrand, que lhe deu liberdade total para ele pirar em suas criações que incluíam: a cantora lírica Jessye Norman cantando vestida com a bandeira da França, uma banda tocando músicas de James Brown, baterias iluminadas, neves e chuvas artificiais; um espetáculo de danças, os mais diferentes povos reunidos e bem representados de maneira inesperada.

Hoje em dia, além de Kim Kardashian, ele fotografou várias celebridades para as mais diferentes revistas incluindo Björk, Linda Evangelista, Karl Lagerfeld, Pharrell Williams, Katy Pery, entre outros.

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Björk por Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Katy Perry por Goude

Katy Perry por Goude

O trabalho de Goude mantém sempre o bom humor acima de tudo, procurando se expressar de maneira a nos surpreender e inovar.

Além disso, a exposição também originou um livro, editado pela Assouline e que já se encontra a venda no site da Amazon.

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Tudo isto está reunido no Pavilhão de Arte Contemporânea de Milão e sob o patrocínio da Todd’s, permanecendo em cartaz até 19 de Junho; pelo vídeo abaixo vemos que a exposição foi extremamente bem montada e produzida, quem sabe não temos a sorte dela vir ao Brasil?

 

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TODAY’S SOUND: ‘GROWING UP IN THE NEW YORK UNDERGROUND: FROM GLAM TO PUNK” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os posts desta semana falarão de algumas exposições que estão acontecendo em diversas partes do mundo, se concentrando mais na parte fotográfica.

Hoje falaremos de uma que estará acontecendo em New York, intitulada “Growing up in the New York Underground: From Glam to Punk”.

Paul Zone com Debbie Harry

Paul Zone com Debbie Harry

A exposição reúne fotos clicadas por Paul Zone, que era apenas um rapaz de seus quatorze anos e que documentou, sem compromisso , uma boa parte da cena underground da época e que marcava presença em lugares como o CBGB, Max’s Kansas City, Fillmore e o Mercer Arts Centre.

Paul Zone hoje

Paul Zone hoje

Na verdade, mesmo menor de idade, ao invés de jogar com os amigos ou ir a festas da escola,  Zone gostava de se vestir diferente do resto de sua turma, abusando nos brilhos como paetês e glitter, além de ter uma forte atração pela cena destes lugares que seus irmãos mais velhos frequentavam.

Wayne County por Paul Zone

Wayne County por Paul Zone

Seus irmãos , Miki e Mandy, tinham sua própria banda, The Fast,e ensaiavam no porão de casa. Zone só curtia mesmo as aulas de arte e fotografia, com a qual foi treinando com máquinas como a 110 Instamatic, Brownie e Polaroid; para ele não importava a qualidade da máquina e sim os fotografados.

The Fast por Paul Zone

The Fast por Paul Zone

Já que ninguém conferia nenhum documento, Zone entrava nestes lugares e clicava o que achava interessante.

Como ele conseguia conciliar as noitadas com a escola era outra estória, mas ele declara que se desmontava de seu look astro de rock e dormia quase às quatro da manhã para estar inteiro no dia seguinte.

New York Dolls. Foto Paul Zone

New York Dolls. Foto Paul Zone

Este material acabou por se tornar um documento desta cena underground que acontecia na NY de 1972 a 1977, quando o glam terminava e o punk começava.

David Johansen e Richard Hell por Paul Zone

David Johansen e Richard Hell por Paul Zone

Bandas como Blondie, Suicide, New York Dolls estavam apenas começando e Zone estava lá para vê-los tocar e fotografá-los.

Debbie Harry . foto de Paul Zone

Debbie Harry . foto de Paul Zone

Todas as fotos que ilustram este post foram feitas por ele e nelas podemos ver vários rostos conhecidos, que mais tarde se tornaram astros absolutos da música, tais como: Debbie Harry (Blondie), Patti Smith, Ramones, Lou Reed, New York Dolls, Iggy Pop & the Stooges, Richard Hell (Television), Johnny Thunders, Wayne County, Lydia Lunch, Lux Interior e Posion Ivy (The Cramps), Stiv Bators (Dead Boys), entre outros.

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Lou Reed por Paul Zone

Zone afirma que o que buscava na época era justamente fotografar a cena mais underground, que fugisse aos hippies de Woodstock, ele se atraía por aqueles que iam contra este movimento, tais como David Bowie, Alice Cooper, T-Rex, entre outros.

O legal foi que ele conseguiu captar estes artistas muito antes deles se tornarem famosos e de difícil acesso; eles eram amigos, pessoas que se encontrava na noite e nos mesmos lugares.

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Dee Dee Ramone e sua namorada Connie Gripp no Max’s clicados por Paul Zone

Quando ele ia ao CBGB, por exemplo, costumava ter umas 40 ou 50 pessoas na plateia no máximo e até mesmo jornais da época, como o Village Voice, ainda não havia descoberto esta cena, o que só veio a acontecer após 1975.

Fora que as pessoas que frequentavam estes lugares já era um show a parte, pois incluíam amigos, namorado(a)s, drag queens, travestis (como Divine), estilistas (como Anna Sui e Stephen Sprouse), artistas (como Arturo Vega), pintores drogados, enfim, todos eles desconhecidos e em busca de um lugar ao sol.

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Arturo Vega, designer gráfico e criador do logo dos Ramones. Foto: Paul Zone

Por volta de 1975, Zone começa a cantar na banda dos irmãos (por influência de Debbie Harry e Chris Stein) e ficou com cada vez menos tempo para documentar a cena, mas suas fotos despretensiosas acabaram por se tornarem valiosos registros destes artistas e do pessoal que transitava em sua volta.

Em 1976, a banda deles, The Fast, até abriu para o Blondie num show realizado em pleno Max’s Kansas City.

Debbie por Paul Zone

Debbie por Paul Zone

Além de ter vários amigos que se tornaram importantes com o tempo, havia também Bobby Orlando, que se tornaria um importante produtor de high energy (um gênero dance dos anos 80) e com o qual gravaram em seu pequeno estúdio.

Uma das interessantes histórias que Zone vivenciou, foi ensaiar com os Ramones no porão de sua casa e ter a música “Gimme Gimme Shock Treatment’ oferecida a eles por Joey Ramone  que disse: “esta é para os irmãos Zone”:

A exposição também originou um livro, “Playground”, lançado no ano passado e encontrado no site da Amazon, e que conta com prefácio de Debbie Harry e seu marido Chris Stein e texto de Jake Austen (músico e criador do zine Roctober).

playground book cover

Capa do livro Playground

No livro pode ser encontrado ótimo material que inclui fotos, contatos, flyers, tanto nos locais de shows, como na casa de amigos ou na frente dos clubs.

‘Growing in the New York underground: from Glam to Punk” estará rolando no Darkside Records, na cidade de Poughkeepsie, NY, agora em junho.

Duas jovens da cena na frente da primeira loja punk de NY, a Manic Panic, na St. Marks Place, em 1978

Duas jovens da cena na frente da primeira loja punk de NY, a Manic Panic, na St. Marks Place, em 1978

O trabalho de Paul Zone merece ser conhecido, pois mostra um lado fresh da cena punk, a qual ele foi um frequentador assíduo, vendo o movimento, que este ano faz quarenta anos, nascer.

 

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