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junho – 2016 – Japa Girl












































































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Archive for junho, 2016

TODAY’S SOUND: OS 15 ANOS DE SIX FEET UNDER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Este ano se completa o aniversário de quinze anos de uma das séries mais bacanas de todos os tempos: “Six Feet Under’ (A Sete Palmos), produção da HBO que marcou época por lidar com temas como a mortalidade de maneira sensível e emocionante.

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Não é exagero dizer que “Six Feet Under” foi das melhores séries de todos os tempos, no mesmo nível de séries como “Sopranos”, ‘The Wire”, entre outras.

A série estreou em junho de 2001 e teve um total de cinco temporadas, terminando em agosto de 2005 e desde o começo, já foi aclamada pela critica.

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Criada por Allan Ball (oscarizado pelo roteiro de ‘American Beauty” e criador de séries como “True Blood” e “Banshee”), a série inovou por misturar elementos surrealistas, humor negro, cadáveres que conversam, situações absurdas, tudo para nos contar os dramas desta família disfuncional.

‘Six feet under” é de um tempo que ainda não havia Netflix, HBO Go, Apple TV, enfim, para podermos acompanhá-la, dependíamos da HBO exibir todos os episódios em ordem ou importar os DVDs, já que algumas temporadas demoravam para estrear em relação aos EUA.

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Eu confesso que desde o episódio piloto, já fiquei viciado na estória da família Fisher, donos da funerária “Fisher & Sons”, onde se desenrola grande parte da série, já que a funerária é a casa deles.

No primeiro episódio o pai deles, Nathaniel (Richard Jenkins) já sofre um acidente fatal, bem no momento em que seu filho primogênito, Nate (Peter Krause), estava vindo visitar a família por ocasião das festas de final de ano.

Richard Jenkins, o pai da família, na frente da funerária Fisher & Sons.

Richard Jenkins, o pai da família, na frente da funerária Fisher & Sons.

Com a morte do pai, Nate acaba sendo convencido pela família de permanecer em L.A. (ele morava em Seattle) e assumir a funerária da família ao lado de David (Michael C. Hall), seu irmão.

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Além dos Fisher, a série é centrada nas personagens que fazem parte de suas vidas, incluindo namorados, lances, amigos, colegas, familiares, enfim, vamos a um pouco de cada personagem:

- Nate Fisher (Peter Krause, da série “Parenthood”) – o irmão mais velho que muda sua vida para voltar para sua cidade natal e gerenciar a funerária. Nate é sensível, inteligente, mas cheio de dúvidas, principalmente no amor e em sua relação com a família. Irá sofrer de problemas de saúde no momento que a série avança.

Nate (Peter Krause) à esq. com seu irmão David (Michael C. Hall).

Nate (Peter Krause) à esq. com seu irmão David (Michael C. Hall).

- David Fisher (Michael C. Hall, mais conhecido como o “Dexter” da série homônima) – o irmão gay que no começo da série ainda não é assumido para a família e que se envolve com um policial, Keith, que irá se tornar seu namorado. David tem uma relação de amor-ódio com Nate, já que ficou muito tempo sem conviver e nem sempre concorda com suas decisões para a funerária.

O elenco principal da série.

O elenco principal da série.

- Ruth Fisher (Francis Conroy, de “American Horror Story” e que vem aí em “The Mist”) – a matriarca, dona de personalidade forte, mas confusa, exige demais dos filhos, teve relação conturbada com o marido falecido, se envolve com vários pretendentes (até mais jovens que ela), é das personagens mais fascinantes da série.

A matriaraca Ruth (Francis Conroy) com seus filhos Nate e Claire.

A matriaraca Ruth (Francis Conroy) com seus filhos Nate e David.

- Claire Fisher (Laura Ambrose, que esteve recentemente no reboot de “X-Files”) – a irmã mais nova e que eles sempre querem proteger. Rebelde, dona de si, talentosa, Claire não se deixa abater e está sempre pronta a novas experiências, seja no amor, na faculdade, enfm, ela é daqueles espíritos livres e não se interessa pelos negócios da família.

Claire (Laura Ambrose), seg. da esq. para a dir., com a família.

Claire (Laura Ambrose), seg. da esq. para a dir., com a família.

- Nathaniel Sr. (Richard Jenkins, ótimo ator de filmes como “O Visitante” e minisséries como “Olive Kitteridge”) – o patriarca que morre no primeiro episódio e que continua aparecendo até o final, seja para dar conselho aos filhos, aparecendo para consolá-los, suas aparições são sempre bem boladas e inesperadas.

- Brenda (Rachel Griffiths de “O casamento de Muriel’ e séries como ‘Brothers & Sisters”) – ela conhece Nate na viagem dele para LA e se apaixonam. Porém Brenda tem uma personalidade complicada, teve problemas na infância e adolescência, seus pais são ex-hippies, ela é viciada em sexo, enfim, sua relação com Nate será bem conturbada.

Brenda (Rachel Griffiths) á dir. com Nate numa foto promocional da série.

Brenda (Rachel Griffiths) á dir. com Nate numa foto promocional da série.

- Federico“Rico’ Diaz (Freddy Rodriguez de “Ugly Betty”) – ajudante da funerária, ele é dos melhores talentos da cidade se tratando de “maquiar” os defuntos, especialmente os que foram vítimas de algum acidente que os deixou detonados. Ele irá querer maior participação na funerária com o avançar da série.

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Federico “Rico” Diaz (Freddy Rodriguez), primeiro à esq., com Nate e David.

- Billy (Jeremy Sisto, de série como “Law & Order”, “Suburgatory’, “The Returned”) – irmão de Brenda e bipolar, ele é talentoso artista, porém sua doença acaba o prejudicando. Ele irá se envolver com Claire.

- Keith (Mathew St. Patrick, de “Sons of Anarchy”) – policial assumido que irá se envolver com David, se tornando seu namorado e convivendo com a família Fisher.

Keith (Mathew St. Patrick) com David, o casal gay da série.

Keith (Mathew St. Patrick) com David, o casal gay da série.

Além destes personagens mais fixos, vários outros atores possuíam personagens recorrentes  como Kathy Bates (que também dirigiu alguns episódios), Patricia Clarkson (no papel da irmã artista de Ruth), Joanna Cassidy (de ‘Blade Runner’ e a mãe de Brenda), Lili Taylor (atriz de inúmeros indies), James Cromwell, que esteve recentemente em “American Horror Story”), Robert Foxworth (o pai de Brenda), Rainn Wilson (de “The Office’ americano), Ben Foster ( de “X-Men”, o Confronto final”), Mena Suvari (de “American Beauty”), entre outros.

Francis Conroy com Kathy Bates numa cena da série.

Francis Conroy com Kathy Bates numa cena da série.

“Six Feet Under’ é inteligente, é sempre um toma na cara, focando em temas que envolvem vida/mortalidade de maneira contundente, para se ter uma ideia em todo o episódio da série, sempre escorria uma lágrima no final, pois os roteiros eram soberbos, fora as atuações, a direção, tudo era digno de nota.

Há episódios espetaculares, que lidam com questionamentos de sexualidade (foi das primeiras a ter um personagem gay fixo e de extrema importância), lealdade, loucura, vícios, relacionamentos nas suas mais diferentes formas; tudo isto tratado de maneira adulta e moderna.

Foto promocional com o elenco da série.

Foto promocional com o elenco da série.

Outro detalhe interessante é que cada episódio iniciava com a morte de alguém, geralmente desconhecido da família, e alguém ligado ao falecido (a) procurava a funerária para o velório/enterro. A partir desta morte, cada episódio se desenvolvia, muitas vezes questionando os motivos de cada morte ou desencadeando outras situações.

Abaixo um vídeo com algumas das melhores mortes da série:

Outro fator importante para o sucesso da série foi a afinação entre o elenco, os atores comentam que desde a primeira leitura do roteiro do primeiro episódio já houve uma identificação imediata entre eles, uma ligação que não tinha como explicar e que funcionou de maneira perfeita; a família Fisher parece que eram mesmo uma família de verdade.

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A trilha original foi composta por Thomas Newman (como o lindo tema de abertura abaixo, premiado com o Emmy), que já havia trabalhado com Ball na trilha de “American Beauty”, além de trazer bandas como  Stereo MC’s, The Beta Band, P.J. Harvey, Sia, Zero 7, Peggy Lee, The Dandy Warhols, Phoenix, Radiohead, Arcade Fire, Imogen Heap, Bebel Gilberto, entre outros.

Além disso, a série foi nominada para inúmeros prêmios, tendo conquistado três Globos de Ouro (incluindo melhor série drama), nove Emmys, mais o Screen Guild Awards (SAG) para o melhor elenco de série dramática.

O elenco com o s seus SAG awards.

O elenco com o s seus SAG awards.

Houveram episódios históricos como o que a mãe toma ecstasy sem saber e tem várias viagens, o que David sofre nas mãos de um criminoso, mas nenhum supera o final, que (sem spoilers) é o desfecho perfeito para esta série tão especial.

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Quinze anos se passaram e “Six Feet Under” continua sendo uma unanimidade para quem acompanhou (ou acompanha), sendo que a HBO Go transmitiu durante todo o mês uma maratona do seriado em comemoração ao seu aniversário.

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TODAY’S SOUND: 0S 40 ANOS DE “CHARLIE’S ANGELS (AS PANTERAS)” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os próximos posts vão falar de algumas obras da cultura pop que completam aniversários este ano. Começaremos pelos 40 anos de uma das séries mais famosas de todos os tempos: “Charlie’s Angels” (As Panteras).

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O piloto que deu origem à famosa série estreou em março de 1976, tinha 90 minutos de duração e nos apresentava ás personagens de:

- Sabrina Duncan (Kate Jackson, já conhecida pela série “The Rookies”) – a Angel mais intelectual, menos glamourosa que as outras duas, mas sempre pronta a descobrir o que está por trás de cada crime. Se veste geralmente com terninhos, lenços no pescoço, gola roule, é chamada de a pantera “cereral”.

Kate Jackson como Sabrina Duncan.

Kate Jackson como Sarina Duncan.

- Jill Munroe (Farrah Fawcett-Majors, conhecida por comerciais como do Noxema e que fazia pontas em séries como “The Six Million Dollar Man”, do seu então marido Lee Majors e filmes como “Logan’s Run”) – a Angel que é puro glamour e sensualidade, com sua longa cabeleira, ela pratica esportes, dirige um mustang, está sempre disposta a se arriscar. Jill é companheira, amiga, se veste sempre com modelos mais sensuais, com roupas mais justas, decotes, muito Jersey, sempre explorando sua beleza.

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Farrah Fawcett-Majors como Jill Munroe

- Kelly Garrett (Jaclyn Smith, também mais conhecida por comerciais de TV) – outra Angel que é puro glamour, Kelly é morena, linda, corpo perfeito, usa de sua sensualidade para seduzir quem for preciso. Também usa e abusa de maiôs, biquínis, bustiês, vestidos, roupas que marcam bem seu corpo.

Jaclyn Smith como Kelly Garrett

Jaclyn Smith como Kelly Garrett

As três “angels” ou panteras nos eram introduzidas como recém saídas da academia de polícia de Los Angeles, tendo cada uma sido designada em funções como trabalharem no trânsito ou no escritório da polícia.

Suas vidas mudam quando elas são contratadas pelo milionário Charlie Townsend (cuja voz era feita por John Forsythe, que depois ficou conhecido como Blake Carrington de “Dinastia”) e cujo braço direito, John Bosley (David Doyle, mais conhecido por telefilmes e séries) passava as funções para as panteras, bem como as ajudava nas investigações.

As 'angels" no escritório com Bosley, recebendo as ordens de Charlie.

As ‘angels” no escritório com Bosley, recebendo as ordens de Charlie.

A abertura já nasceu icônica, com cada uma das ‘angels” sendo apresentada e tendo ao fundo a linda música tema composta por Jack Elliot e Allyn Ferguson, era puro luxo e glamour:

A série foi criada por Ivan Goff e Ben Roberts, com produção de Aaron Spelling e Leonard Golberg (produtores de vários sucessos dos anos 70 e 80 como “Love Boat”, “Dinasty”, “Beverly Hills 90210”, entre outras).

O logo da série

O logo da série

A primeira a ser contratada foi Kate Jackson, a mais experiente, já que era atriz profissional e se envolveu bastante na concepção da série. Foi sua a ideia denominá-las como ‘angels”, bem como tornar a figura de Charlie envolta em mistério, nunca mostrando o seu rosto e ele dando as ordens para elas sempre através de um ‘speaker phone”.

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No começo, ela fora contratada para o papel de Kelly Garrett, mas ela se identificou mais com Sabrina Duncan e acabou trocando de personagem com Jaclyn.

O piloto teve sucesso, mas ainda faltavam algumas reformulações; roteiros mais bem amarrados, estórias mais interessantes, investigações mais cheias de reviravoltas, mistérios, perigos, enfim, que cativassem ainda mais o público.

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Teve até um personagem masculino que era para ser fixo e acabou sendo cancelado: Scott Woodville, vivido pelo ator David Ogden Stiers (da série “Mash”).

Claro que isto também incluía tornar nossas heroínas ainda mais sexies, com muitos modelitos que as deixassem ainda mais charmosas, como biquínis e maiôs e de preferência usar roupas sem sutiã.

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 “Charlie’s Angels” achou a fórmula perfeita para agradar o público da época: mulheres bonitas em disfarces dos mais variados, locações diferentes e exóticas, atores e atrizes famosos como convidados, tramas policiais cheias de ação e muita emoção.

Não demorou para que a série se tornasse a número um e a Rede ABC tivesse na mão o maior sucesso do ano de 1976-77.

Exibida nas quartas à noite nos EUA, a série estreou no Brasil no ano seguinte, em 1977, mantendo o mesmo dia na semana, na Quarta Nobre da Rede Globo.

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A pantera que ficou mais famosa com a série foi sem dúvida Farrah Fawcett (que tirou o Majors ao se separar de Lee Majors e trocá-lo por Ryan O’Neal), que se tornou o símbolo sexual máximo da década de 70, principalmente pelo seu penteado com muito volume e ondas, o chamado “Farrah look”, que se tornou o penteado mais in da época, todas as mulheres queriam copiá-la.

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O famoso penteado de Farrah que foi copiado por toda uma geração de mulheres.

Além disso, Farrah passou a ser a mais requisitada das três, posando para as capas de todas as revistas possíveis, de Vogue a Bazaar, passando por Time, Playboy, enfim, todos queriam Farrah, ela se tornou um verdadeiro fenômeno mundial.

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Na época, ela também posara para um pôster no qual está apenas com um maio vermelho e os bicos do peito pronunciados, e que se tornou o pôster mais vendido de todos os tempos, presente no quarto de todos os adolescentes da época (como este aqui que vos fala), e que até aparece numa “ponta” do filme ‘Saturday Night Live’ (Embalos de Sábado à noite) no quarto de Tony Manero (John Travolta).

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O famoso poster de Farrah, que vendeu milhões na época.

O sucesso das angels foi tanto que elas viraram bonecas, lancheiras de escola, inúmeros jogos, álbuns de figurinhas, e Farrah teve até o seu próprio shampoo (da Fabergé).

Todos os episódios mantiam um padrão: iniciava com um crime não resolvido, as panteras sendo chamadas para a agência onde Charlie lhes explicava o que deveriam fazer, a missão propriamente dita e no final a resolução na agência com Charlie lhes cumprimentando.

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Um dos episódios mais famosos era “Angels in Chains”, no qual as três panteras se disfarçam de presidiárias para investigarem uma penitenciária onde rolava de tudo como tráfico de drogas e prostituição, isto anos antes de “Orange is the new black”.

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Cena do famoso episódio “Angels in chains”.

Outro episódio clássico foi “Angels on wheels”, no qual elas participam daquelas competições que havia na época em que dois grupos de patinadoras se desafiavam valendo tudo para derrubar a adversária.

Farrah com seu look roller no episódio "Angels on wheels".

Farrah com seu look roller no episódio “Angels on wheels”.

Porém, uma bomba acontece no final da primeira temporada: Farrah pede para se afastar da série, pois não queria ficar presa ao papel de Jill e desejava fazer filmes no cinema.

Um detalhe importante é que quando as três começaram a série, elas haviam assinado um contrato de cinco anos e assim, depois de várias batalhas judiciais, os produtores concordam em deixar Farrah sair, mas ela deveria voltar para seis participações especiais (que acontecem na terceira e quarta temporada).

Farrah em sua volta como convidada.

Farrah em sua volta como convidada.

No lugar de Farrah, os produtores contratam Cheryl Ladd (atriz e cantora novata), que entra na série na segunda temporada como Kris Munroe (a irmã mais nova de Jill).

A escolha acaba sendo certa, pois Cheryl é bem aceita pelo público e crítica, mantendo a posição alta no Ibope e dando um novo gás para a série.

Cheryl Ladd substitui Farrah a partir da segunda temporada.

Cheryl Ladd substitui Farrah a partir da segunda temporada.

Porém, outra que andava descontente com os rumos do seriado era Kate Jackson, que achava que a qualidade dos roteiros caía a cada episódio, deixando de ser uma série policial para se tornar uma diversão passageira e desinteressante.

Outro motivo da ira de Kate foi que pelos compromissos assumidos pela série, ela havia recusado o papel da esposa de Dustin Hoffman em “Kramer x Kramer”, que acabou dando o Oscar de melhor atriz coadjuvante para a então novata Meryl Streep.

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Kate permanece até a terceira temporada, quando pede seu desligamento e na quarta temporada é substituída por Shelley Hack (então conhecida como o rosto do perfume Charlie, da Revlon) como Tiffany Welles. Entre as várias atrizes testadas para o papel estavam Michelle Pfeiffer (que era uma das favoritas, mas muito inexperiente na época), Bo Derek, Melanie Griffith, Barbara Bach, entre outras.

Shelley Hack (no centro) sustitui Kate na quarta temporada.

Shelley Hack (no centro) sustitui Kate na quarta temporada.

Porém Hack não agrada nem ao público e nem a crítica, que a detona alegando falta de preparo como atriz, bem como perdendo o charme que a série vinha tendo, tendo isto se refletido no Ibope que despenca do 12º lugar para o 17º lugar.

Como com Ibope os produtores não brincam, Hack é substituída na quinta temporada por Tanya Roberts (modelo que mais tarde fez “Sheena, a rainha das selvas”), depois de uma enorme competição com mais de duas mil candidatas.

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Tanya Roberts (primeira à direita) substitui Shelly Hack na quinta (e última) temporada.

Porém, a quinta temporada acaba sendo a última, e o seriado acaba em 1981, depois de um longo reinado na telinha.

Mesmo depois do término, as atrizes envolvidas com a série nunca tiveram a mesma projeção que tiveram em “Charlie’s Angels”; sendo que nenhuma delas teve sucesso no cinema ou mesmo em telefilmes ou outros projetos.

A triste notícia foi que Farrah faleceu em 2009, vítima de um terrível câncer no ânus. A última reunião das panteras originais foi na cerimônia do Emmy em 2006, quando fizeram um triuto ao produtor Aaron Spelling.

O último encontro das Panteras originais no Emmy de 2006.

O último encontro das Panteras originais no Emmy de 2006.

Mas “Charlie’s Angels” se tornou um marco da cultura pop, até hoje quando se fala em detetives femininas elas são as primeiras a serem lembradas, pois nunca as mulheres haviam tido tanto destaque numa série policial como com “As Panteras”.

Além disso, Drew Barrymore adquiriu os direitos para o cinema e lançou em 2000, o filme “Charlie’s Angels”, tendo ela mais Cameron Diaz e Lucy Liu nos papéis principais, mas sendo personagens totalmente novas e diferentes das panteras da TV. O único que manteve o mesmo nome foi o Bosley, desta vez vivido por Bill Murray e mantendo a voz do Charlie original (John Fosythe).

As Angels na versão anos 2000 no cinema.

As Angels na versão anos 2000 no cinema.

O filme teve uma continuação em 2003, “Charlie’s Angels Full Throttle” (com direito a participação de Rodrigo Santoro), porém não teve o mesmo sucesso do primeiro filme.

Houve outra tentativa de revival com o seriado “Charlie’s Angels”, lançado em 2011 e com um elenco totalmente desconhecido, sem nem um pingo do charme e glamour do original e que acabou tendo apenas uma temporada e sendo logo cancelada.

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A última notícia sobre um revival é que este deve acontecer com novo filme e cuja direção deve ser da atriz e diretora Elizabeth Banks (de filmes como “Hunger Games” e diretora dos filmes ‘Pitch Perfect”).

Parabéns às quarentonas ‘angels” que tanto nos divertiram e emocionaram e que deixaram suas marcas profundas no mundo pop, que sempre lembrarão de Sabrina, Jill e Kelly, as originais e eternas panteras.

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Corte 80's @ckamura cor e volume @evandroangelo ️️


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TODAY’S SOUND: BETTER CALL SAUL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Para finalizar os posts de novas séries, hoje falo de “Better Call Saul”, o spin-off (série derivada, que utiliza personagens em comum) de “Breaking Bad”, focado em dois personagens icônicos: Saul Goodman (ou Jimmy McGill) e Mike Ehrmantraut.

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Criada por Vince Gilligan e Peter Gould (também produtores), a série teve sua primeira temporada exibida no ano passado e terminou há pouco a sua segunda temporada, que ficou ainda melhor que a primeira.

Para quem não acompanhou ‘Breaking Bad”, Saul Goodman era o advogado trambiqueiro de Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul), que os salva de várias enrascadas e que eles descobrem vendo-o um comercial bem bagaceiro na TV, onde ele utiliza o jargão: “you better call Saul” (é melhor você chamar Saul). Sua primeira aparição foi no episódio oito da segunda temporada, justamente intitulado “Better Call Saul”.

O personagem caiu tanto no gosto do público que Gilligan e Gould acharam que valia a pena contar um pouco da história de Saul, que em ‘Better Call Saul’ ainda atende pelo nome de James “Jimmy” Morgan McGill.

Jimmy (ou Saul) é interpretado pelo excelente ator Bob Ordenkirk, que já foi roteirista do “Saturday Night Live’ (no final da década de 80 e início de 90), do programa ‘Late Night with Conan O’brien”, além de ter criado o seu próprio show de comédia com David Cross, o “Mr. Show with Bob and David” (que teve quatro temporadas) e que ano passado foi revivido com um novo nome, “W/ Bob & David”.

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Bob Ordenkirk como Jimmy McGill (ou Saul Goodman)

Estou torcendo para que este ano, ele não só seja nominado para o Emmy de melhor ator, bem como vença o prêmio (já que não terá a competição nem de Cranston e nem de John Hamm, de “Mad Men”).

Odenkirk foi feito para o papel, ele é uma mistura perfeita entre o cômico e o dramático, já que nas piores situações ele apela para o humor, ou sentimos tanta pena dele que acaba sendo engraçado. Jimmy é dono de um bom papo, vive contando piadas, nos enredando em suas histórias, é um personagem muito rico e que pode render sempre ótimos episódios.

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Jimmy era o típico preferido dos pais, seus erros eram encobertos por eles e ele escolhe a advocacia como profissão, mas não consegue ser um advogado certinho, ele tem que dar o seu ‘jeitinho’, tendo um comportamento considerado antiético pelos seus colegas de profissão, mas ele sempre consegue achar uma saída para os piores problemas (nem que sejam arriscadas). Ele detesta tribunais, seu escritório é no fundo de um salão de beleza cuja dona é coreana e uma de suas principais fontes de renda são idosos, que os adoram.

A primeira temporada foi focada especialmente na relação de Jimmy com o irmão, Chuck, onde há elementos ótimos para diálogos bem escritos e traumas do passado que são colocados à prova.

Na segunda temporada, os problemas com Chuck continuam, mas Mike vai tendo maior destaque também, com mais cenas de seu passado e novos acontecimentos que unem os dois.

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Mike (Jonathan Banks) e Jimmy numa cena da série

Mas vamos aos personagens da série, além de Jimmy:

Michael “Mike” Ehrmantraut (Jonathan Banks, ele já havia feito vários papéis pequenos em filmes como “Apertem os cintos, o piloto sumiu” e em séries como “O Homem da Máfia”) – outro personagem adorado de “Breaking Bad” que volta com força total na série. Aqui conhecemos uma faceta mais humana de Mike, já que ficamos sabendo do seu passado, da relação dele com a neta, de seu trabalho na portaria de um estacionamento (onde ele conhece Jimmy) e seus bicos para sobreviver, como ser um matador de aluguel. O personagem tem cenas maravilhosas, seja para ajudar Jimmy como seu investigador particular ou para se livrar da perseguição de elementos perigosos.

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Depois do sucesso em “Breaking Bad”, Mike (Jonathan Banks) volta em “Better Call Saul”.

Charles “Chuck’ McGill (Michael McKean, ator de filmes como “Antes só que mal acompanhado”, “This is Spinal Tap”, entre outros) – irmão de Jimmy, Chuck é o oposto do irmão: bem sucedido, honesto, porém sofre de “hipersensibilidade eletromagnética”, não podendo mais trabalhar em sua firma, a Hamlin, Hamlin & McGill. Assim, quem toma conta de Chuck na primeira temporada é Jimmy, que faz tudo pelo irmão, lhe dando alimentação, cuidando para que ninguém o perturbe, e mais. Porém a relação dos dois é cheia de conflitos, pois Chuck parece sempre querer que Jimmy se dê mal, ele tem ciúmes do traquejo social de Jimmy e como este conquista as pessoas.

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Chuck (Michael McKean) numa cena da série

Kim Wexler (Rhea Seehorn, de séries como “House of Lies”) – minha personagem favorita da série, Kim é linda, tem uma voz sexy, e uma ótima advogada e protege Jimmy, nutrindo uma paixão recolhida por ele. Na segunda temporada sua personagem vai aumentar ainda mais e ficar cada vez mais interessante, especialmente no seu relacionamento com Jimmy, tanto pessoal como profissional.

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Jimmy e Kim (Rhea Seehorn) numa cena de ‘Better Call Saul”.

Howard Hamlin (Patrick Fabian, de inúmeras séries e filmes como “O Último Exorcismo”) – sócio de Chuck na Hamlin, Hamlin & McGill, ele se acha o galã da firma e não gosta de Jimmy, com quem tem vários enfrentamentos.

Patrick Fabian é Howard Hamlin.

Patrick Fabian é Howard Hamlin.

Lars e Cal (Steve Levine e Daniel Spencer Levine) – irmãos gêmeos skatistas que vivem de pequenos golpes. Eles se tornarão os videmomakers de Jimmy para fazer seus comerciais na TV  e dão a série um certo ‘alívio cômico”.

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Jimmy com os gêmeos skatistas/videomakers Lars e Cal.

Além destes, “Better Call Saul” tem vários personagens recorrentes, reservando aparições de alguns de “Breaking Bad”, como Tuco Salamanca, o perigoso traficante que não tem receio algum em eliminar quem atravessar seu caminho, bem como de seu tio Hector (Mark Margolis), nos trazendo aquela alegria em rever figuras conhecidas.

Tuco Salamanca (de 'Breaking Bad") em uma aparição em "Better Call Saul".

Tuco Salamanca (de ‘Breaking Bad”), à esq. de Jimmy, em uma aparição em “Better Call Saul”.

A série também é filmada em Albuquerque, Novo México (mesma locação de BB), só que transcorre seis anos antes, logo mostra as raízes destes personagens. Mas a fotografia também trabalha muito bem cores, tonalidades que nos remetem a BB. Além disso, as cores estão presentes na representação dos personagens, como nos ternos e gravatas coloridas de Jimmy.

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Há outro fator interessante em “Better Call Saul” que são os flashforwards (acontecimentos que acontecem no futuro) em P&B, que nos mostram Jimmy em outra função, ou seja, ainda tem muita coisa para acontecer e também para chegar até a época de BB.

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Comparada com BB, a série é mais lenta, há menos cenas de ação, de violência, mas nem por isso ela deixa de ser instigante e cheia de surpresas, afinal os criadores, roteiristas e toda a equipe técnica envolvida sabe muito bem o que está fazendo.

Fico me perguntando, por que as pessoas não falam muito de ‘Better Call Saul”, mas acho que falta para a série ser descoberta, eu aconselho a fazer uma maratona no Netflix, pois as duas temporadas estão todas disponibilizadas por lá.

Existem vários boatos de uma provável aparição de Walter, Jesse, Skyler, Hawk (todos de BB), mas nada ainda foi confirmado pelos atores ou pelos criadores, mas não deixamos de torcer para que isso vire uma realidade.

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A produção também é da AMC juntamente com a Sony Pictures Television.

A trilha é bem variada e teve participação de artistas de rock, pop, jazz, easy listening, tais como Esquivel, Ink Spots, Dave Brubeck, Herbie Mann, Chicago, Creedence Clearwater Revival, 38 Special, Henry Mancini, Deep Purple, Thievery Corporation, Blue Six, Supreme Beings of Leisure, Miles Davis & Milt Jackson, Bill Evans Trio, Gipsy Kings, entre outros.

Uma das maneiras de divulgar a série foi a criação de um app em que se pode ligar para Saul e ouvir sua voz, reproduzindo diálogos do advogado ao telefone.

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Tenho certeza que todos os fãs de “Breaking Bad” vão adorar “Better Call Saul” e não vejo a hora para ver a transformação de Jimmy em Saul Goodman.

A segunda temporada terminou em abril e as filmagens da terceira temporada devem iniciar agora em setembro, serão mais dez episódios (como nas temporadas anteriores), com provável estreia em fevereiro de 2017.

Jimmy (Bob Ordenkirk) com os criadores de 'Better Call Saul", Vince Gilligan e Peter Gould

Jimmy (Bob Ordenkirk) com os criadores de ‘Better Call Saul”, Vince Gilligan e Peter Gould

Outra teoria descoberta pelos fãs é que os nomes de todos os episódios da segunda temporada formam a frase “FRINGSBACK” que significa Fring está de volta. Fring é o sobrenome de Gus Fring (interpretado por Giancarlo Esposito em BB) e tudo leva a crer que ele realmente aparecerá na terceira temporada, mas os criadores não confirmam, mas também não negam.

Ainda há poucos detalhes divulgados da terceira temporada, mas esta deve se aproximar cada vez mais dos acontecimentos de BB, agora é só torcer para que alguns dos personagens voltem e façam uma aparição surpresa, seria o máximo…

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TODAY’S SOUND: THE PATH POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a série de hoje é “The Path” (caminho, trajeto), que fala sobre um culto, seus ideais e um líder ambicioso e inescrupuloso, traz de volta o ator Aaron Paul (o Jesse de “Breaking Bad’, premiado duas vezes com o Emmy de melhor ator coadjuvante) de volta á TV.

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“The Path’ é uma série que gira em torno dos ‘meyeristas”, uma religião fictícia criada por Stephen Meyer (papel de Keir Dullea, o astronauta de “2001, Uma odisséia no espaço”), na qual existe uma luz que salvará a humanidade.

A religião tem como líder a figura de Cal Roberts (Hugh Dancy, de ‘Hannibal”), um carismático homem que comanda seu séquito e que acha que todos lhe devem obediência e que ele é dono de uma sabedoria extrema.

Hugh Dancy como Cal

Hugh Dancy como Cal

Cal esconde um passado nebuloso, já que foi alcoólatra e foi Stephen e seus ensinamentos que o salvaram da crise. Sua mãe é uma desequilibrada que vive num asilo, papel de Kathleen Turner (de “Corpos Ardentes”).

Kathleen Turner (no centro) como a mãe de Cal

Kathleen Turner (no centro) como a mãe de Cal

No início, ele parece ser uma boa pessoa, mas aos poucos vamos descobrindo que ele não é nenhum santo e sim alguém cheio de ambição e que deseja que sua religião seja cada vez mais conhecida e lucrativa.

Aos poucos vamos conhecendo melhor sua personalidade e os atos dos quais ele é capaz para manter sua posição de líder.

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A série é uma produção do serviço de streaming Hulu (concorrente do Netflix) e foi criada por Jessica Goldberg, com produção executiva de Jason Katims (ambos da série ‘Parenthood”), tendo sido aprovada logo de cara e ainda ganhou uma segunda temporada prometida para o ano que vem.

A criadora da série, Jessica Goldberg, com Aaron Paul

A criadora da série, Jessica Goldberg, com Aaron Paul

Além de Dancy, o elenco inclui:

- Eddie Lane (Aaron Paul) – marido de Sarah e integrante do movimento, ele tem sua crença posta á prova quando viaja ao Peru, toma ayahuasca e descobre que a seita não explica algumas questões e que seu líder enfrenta um problema que ninguém deseja que seja descoberto.

Michelle Monaghan e Aaron Paul numa cena de "The Path'

Michelle Monaghan e Aaron Paul numa cena de “The Path’

- Sarah Lane (Michelle Monaghan, da primeira temporada de “True Detective”) – uma das figuras principais da seita, ela foi criada dentro do movimento desde os anos 70 (seus pais são meyeristas desde esta época) e tem plena confiança em Cal (com quem teve um romance no passado). Casada com Eddie, ela vai questionar a fidelidade do marido ao descobrir que ele estava acompanhado no Peru por uma ex-namorada (Minka Kelly, de “Friday Night Lights”) e que mantém encontros escondidos com Alison.

Michelle Monaghan num dos posters promocionais da série

Michelle Monaghan num dos posters promocionais da série

- Alison Kemp (Sarah Jones, de ‘Alcatraz”) – ex-integrante do movimento, ela abandona tudo quando seu marido morre e ela culpa o culto de ser o responsável por isto. Ela vai se aproximar de Eddie para tentar descobrir mais detalhes sobre a morte do marido.

Sarah Jones como Alison numa cena com Aaron Paul

Sarah Jones como Alison numa cena com Aaron Paul

- Abe Gaines (Rockmond Dunbar, de “Sons of Anarchy”) – detetive do FBI que resolve investigar o culto se fingindo de novo adepto. Ele vai ficar amigo de Eddie e questionar suas crenças quando sua filha pequena enfrenta problemas de saúde que colocam a vida dela em risco.

Rockmund Dunbar como Abbie, o detetive do FBI que vai investigar a seita

Rockmund Dunbar como Abbie, o detetive do FBI que vai investigar a seita

- Hawk Lane (Kyle Allen, ator novato) – filho mais velho de Sarah e Eddie, ele é devotado ao movimento, mas ao conhecer uma garota na escola (Ashley), ele vai se apaixonar e se perguntar se vale a pena ele acreditar em sua religião ou viver como um adolescente normal.

Kyle Allen (Hawk) numa cena da série com Amy Forsyth (Ashley)

Kyle Allen (Hawk) numa cena da série com Amy Forsyth (Ashley)

- Mary Cox (Emma Greenwell, de ‘Pride and Prejudice and Zombies”) – vítima de uma furacão na região do movimento, ela fica sem moradia, tem um pai abusivo e acaba sendo ‘adotada” pelo culto. Ela vai se envolver com Cal, por quem nutre uma forte atração.

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Emma Greenwell como Mary

Além destes atores, há vários outros personagens em papéis recorrentes, na sua maioria parte do movimento como membros novos e antigos.

“The Path” cumpre muito bem o seu papel em falar de religião, de fé, de como há sempre dúvidas e ensinamentos que poderiam ser diferentes e quem sabe mais de acordo com a vida moderna (os meyeristas não vêm TV, nem cinema, nem escutam música pop por exemplo).

Em cada episódio, ficamos mais enveredados na estória, que vai nos mostrar mais mistérios da religião meyerista, que pode ser ou não inspiradas por religiões como a Cientologia ou cultos como o de Jim Jones.

Os personagens de Dancy, Paul e Monaghan, além de excelentes atores, vão nos envolver com seus dramas, seus questionamentos, se vale ou não acreditar em uma filosofia de vida que muitas vezes não condiz com a realidade, mas ao mesmo tempo isto lhes traz um alento que não conhecemos se não vivermos esta experiência.

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O trio pricipal de “The Path”: Michelle Monaghan, Aaron Paul e Hugh Dancy

Com elementos de uma religião ‘hippie”, que acredita em coisas como as fases, já que Cal é 10 R, Sarah é 8 R e Eddie apenas 6 R, o culto tem encontros para abrir a mente, se envolverão com imigrantes, com vítimas de desastre, adolescentes ricos e perdidos, entre outras temáticas.

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O casamento de Eddie e Sarah sofrerá várias provas, com as dúvidas que Eddie começa a ter em relação ao movimento, como isso afetará a vida de seus filhos (especialmente de seu filho Hawk), mas tudo o que ele procura é como encontrar a verdade em tudo isto e o que é melhor para sua família.

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Sarah vai ficar dividida entre a religião e a família, já que ama Eddie, mas sua admiração por Cal também é grande, além disso ela desconfiará do líder quando descobre algumas mentiras dele.

O símbolo dos meyeristas é um olho (na foto abaixo), que ao mesmo tempo assusta algumas pessoas e para outras é sinal de salvação e eles acreditam no ‘the ladder” (escada), que seria uma espécie de salvação para os adeptos da religião.

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Eles habitam numa espécie de condomínio fechado, com casas simples, em upstate NY, mas vivem isolados da cidade, numa vida mais campestre.

Os primeiros episódios da série tiveram a direção de Mike Cahil, diretor do ótimo filme indie “Another Earth”, que utilizou muita luz natural, além de três câmeras simultâneas para dar um efeito ‘espiritual” às tomadas.

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A trilha da série inclui novos e antigos artistas como David Bowie, John Coltrane, Fleet Foxes, Bob Marley & The Wailers, Bob Dylan, The National, Roberta Flack, Willie Nelson, entre outros.

Por enquanto, para assistir a série no Brasil, a opção é o download ou assinar o canal Hulu, até que algum canal adquira os direitos da série.

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TODAY’S SOUND: MR. ROBOT POR ARTHUR MENDES ROCHA

Tudo começou há um ano, quando estreou “Mr. Robot” no canal USA Network – uma série nerd, de produção barata, com elenco desconhecido (e um ator em decadência) – e que acabou se tornando a sensação do verão americano.

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“Mr. Robot” é a série nerd do momento, trata de um tema atualíssimo: um hacker que pretende fazer justiça acabando com o poder das grandes corporações.

Criada por Sam Esmail, um desconhecido diretor e roteirista de origem egípcia e muçulmano, que antes só havia dirigido seu filme de estreia, “Comet”, com Emmy Rossum (de “Shameless”), que acabou se tornando sua noiva.

O criador da série Sam Esmail

O criador da série Sam Esmail

Ninguém imaginava que a série se transformaria num fenômeno, gerado pelo boca a boca de quem acreditou nela e apostou que um thriller cyberpunk se destacaria entre diversas séries e acabaria ganhando o Globo de Ouro.

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“Mr. Robot” não é uma série simples, pois trata dos ataques de hackers, logo a sua linguagem é toda voltada para o lado tecnológico.

A série gira em torno de Elliot, um jovem que sofre de depressão e que não consegue se adaptar á sociedade, ele é viciado em morfina e vive num constante estado de paranoia.

Rami Malek é o hacker Elliot

Rami Malek é o hacker Elliot

Ao mesmo tempo, ele quer ajudar as pessoas com as quais simpatiza e por isso não mede esforços para “hackear” quem for preciso.

Elliot é vivido pelo ator Rami Malek, até então ele só fazia pequenas pontas como nos filmes da série “Uma noite no museu” e também no indie “Short Term 12”.

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Malek parece que foi feito para o papel de Elliot, ele está perfeito, com seus olhos meio esbugalhados e que nos passa toda a ansiedade de seu personagem.

Elliot trabalha na Allsafe Cyber Security, uma empresa de segurança na web, cujo maior cliente é a EvilCorp.

Certo dia, ele é procurado por Mr. Robot (papel de Christian Slater, galã que bombou nos anos 90 e que ficou na ‘geladeira” durante anos, recentemente ele estrelou em ‘Ninfomaníaca” de Lars Von Trier), o chefe de uma organização que pretende destruir com grandes corporações como a Evil Corp, hackeando o sistema deles e acabando com as dívidas dos países mais pobres.

Christian Slater numa cena da série.

Christian Slater numa cena da série.

Seu relacionamento com Elliot vai ficando mais e mais complicado, pois fica cada vez mais claro que existe uma ligação entre eles no passado e ao mesmo tempo não sabemos o que é ou não realidade.

A série tem segredos, intrigas e isto a torna ainda mais interessante, pois ficamos torcendo pelos hackers e seus elaborados planos.

Cena de 'Mr. Robot"

Cena de ‘Mr. Robot”

Não vou dar spoilers neste post, mas a partir que Elliot começa a fazer parte da fsociety (o grupo anarquista liderado por Mr. Robot) as coisas começam a esquentar cada vez mais e os episódios vão se tornando melhores e mais cheios de tensão.

O elenco da série é pequeno, mas não por isto menos importante; além de Elliot e Mr. Robot, alguns dos outros personagens são:

- Angela Moss (Portia Doubleday, atriz de ‘Youth in revolt” e a refilmagem de “Carrie, a estranha”) – a paixão recolhida de Elliot, amiga de infância dele e sua colega na Allsafe. Aos poucos ela vai se envolvendo na trama para prejudicar a Evilcorp.

Portia Doubleday (Angela) numa cena de "Mr. Robot"

Portia Doubleday (Angela) numa cena de “Mr. Robot”

- Darlene (Carly Chaikin, atriz da série “Suburgatory”) – uma das hackers da fsociety e que vai se envolver cada vez mais com Elliot (com quem esconde um segredo do passado) e lhe abrir novas perspectivas. 

Carly Chaikin (Darlene) numa cena da série.

Carly Chaikin (Darlene) numa cena da série.

- Tyrell Wellick (Martim Wallström, ator sueco de filmes como ‘Ego”, “Pure” e de séries de TV como ‘Wallander’ e ‘The Hundred Code”) – o personagem mais interessante da série depois de Elliot, ele trabalha na Evilcorp, é ambicioso e capaz de tudo para atingir seus objetivos, até mesmo matar friamente. 

Martim Wallström como o perverso Tyrell

Martim Wallström como o perverso Tyrell

- Cisco (Michael Drayer, ator de filmes como “O Lutador” e “O som do coração”) – personagem secundário, é um dos hackers da fsociety, ex-namorado de Darlene e associado com a Dark Army, vendendo CDs na rua para hackear desavisados.

Michael Drayer (Cisco), na foto à esquerda

Michael Drayer (Cisco), na foto à esquerda

- Shayla (Frances ‘Frankie” Shaw, atriz da série “Mixology”) – é quem fornece as drogas para Elliot e com quem terá um envolvimento afetivo. Por causa dela, Elliot se envolverá com dealers que a ameaçam.

Franie Shaw como Shayla

Franie Shaw como Shayla

A série é fácil de tornar-se viciado, pois as tramas são muito bem boladas, os roteiros interessantes e cheio de reviravoltas.

Uma de suas referências fortes é o filme “Fight Club”, pois mostra estas sociedades secretas e que acontecem no submundo e em um dos episódios há uma cena na qual Tyrell surra um mendigo para descarregar seu stress, em ao estilo “Clube da Luta”.

Rami Male e Christian Slater em 'Mr. Robot"

Rami Male e Christian Slater em ‘Mr. Robot”

A boa notícia é que a segunda temporada está pronta para estrear, o que deve acontecer agora em julho e inclusive, já foi lançado um ótimo primeiro trailer, que já nos deixou com água na boca:

Os fãs enlouqueceram com este trailer, que continha outra surpresa: os primeiros 509 que se ligaram que o trailer continha uma mensagem “escondida” (ao aparecer um número de telefone), ganharam um moleton de Mr. Robot. Coisa de nerd, mas que não deixa de ser uma puta sacada.

A direção de fotografia de ‘Mr. Robot” também é exemplar, recriando de maneira perfeita toda a paranoia que cerca uma série cujo personagem principal é um atormentado hacker, que está quase sempre encapuzado.

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Cada vez que aparece um vídeo da fsociety, aparece alguém falando com uma máscara de homem bigodudo, com cara de capitalista, como vemos no vídeo abaixo:

Outro detalhe interessante da segunda temporada é que esta também terá dez episódios e todos foram dirigidos pelo criador da série, Esmail. Os atores comentaram que receberam o roteiro todo de uma vez e que fizeram várias cenas fora de ordem, o que também os confundiu.

Poster da segunda temporada de "Mr. Robot"

Poster da segunda temporada de “Mr. Robot”

Inclusive a atriz Portia declarou que teve que recorrer a internet para se lembrar de fatos que aconteceram na primeira temporada e que nem ela mais lembrava.

Um dos cartazes promocionais da série.

Um dos cartazes promocionais da série.

‘Mr. Robot’ é assim, cheia de novas revelações a cada episódio, portanto exige um grau de concentração maior e é cheia de detalhes, pois a trama é bem densa.

Na nova temporada, também devem entrar novos atores e personagens, sendo que alguns deles já foram confirmados como Grace Gummer (de ‘Frances Ha”), como uma agente do FBI, mais Michael Maize (de “True Blood”), entre outros.

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Esta será mais focada em criptografia, segurança e privacidade.

A série já ganhou o prêmio da audiência no Festival South by Southwest, além do Globo de Ouro de melhor série dramática, bem como o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante para Christian Slater.

Criador e elenco de Mr. Robot comemoram seus Globos de Ouro

Criador e elenco de Mr. Robot comemoram seus Globos de Ouro

As indicações para o Emmy devem sair no mês que vem e devem vir nominações para Slater, Malek e também para melhor série dramática.

Este ano a série deve ser ainda mais falada com a nova temporada, que esperemos mantenha a qualidade excepcional da primeira.

A trilha, composta por Mac Quayle (autor da trilha de ‘American Horror Story: Freakshow”), foi recentemente lançada pela Lakeside Records e é componente essencial para a série, dando-lhe uma atmosfera de mistério e tensão.

A recém lançada trilha de "Mr. Robot"

A recém lançada trilha de “Mr. Robot”

No Brasil, a série é exibida pelo canal USA e a segunda temporada ainda não tem data de estreia definida no país, mas nos EUA, a data oficial é dia 13 de julho.

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