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julho – 2016 – Japa Girl












































































    Landscape in progress 💚ApĂłs 3 dĂ©cadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
Gracias @celsokamuraoficial 💋đŸŒč❀Melhor noite e som absurdo @djfelipevenancio  @djeducorelli @marcelona @melissadepeyre ❀❀❀ @club.jerome #toiletteMrs. JonesWhite Tiger & Black Jaguar đŸŒčđŸ”«đŸŒčđŸ”«đŸŒč #gunsnrosesToilette tonight!Come on blood suckers!!!Full bloom #orquideavanda #wandaorchidBoa semana!A lot of work these guys...but I love them!

                
       
















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Archive for julho, 2016

Mermaid and her merbaby, 1911

Mermaid and her merbaby, 1911

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TODAY’S SOUND: BABY JANE HOLZER POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excĂȘntrica/fashion de hoje Ă© uma das primeiras superstars de Andy Warhol e foi uma das mais famosas it-girls dos anos 60, ela Ă© Baby Jane Holzer.

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Holzer jĂĄ veio de uma famĂ­lia poderosa, dona de muitos imĂłveis nos EUA, mas ela nunca se contentou em ser apenas uma integrante da alta sociedade nova-iorquina, pois seu negĂłcio era conhecer pessoas interessantes e estar ligada ao mundo das artes.

Ela abandona a faculdade para se dedicar a vida de modelo. Seu estouro se deu quando foi fotografada por David Bailey para a Vogue, em 1963.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Certa vez, numa sessão de fotos, ela conhece Nicky Haslam (o então editor da revista Star e mais tarde um badalado decorador), que logo lhe apresenta para Andy Warhol. Nesta época, ela estava recém-casada com Leonard Holzer, um riquíssimo executivo do ramo imobiliårio.

Baby Jane na capa da revista Show.

Baby Jane na capa da revista Show.

Warhol gamou nela de cara, na primeira troca de olhares ele jå a convida para estrelar um de seus filmes underground e de baixo orçamento.

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Baby Jane com Andy Warhol.

Nesta Ă©poca, ela passa a ser denominada de “Baby Jane”, pela colunista Carol Bjorkman (do Women’s Wear Daily), inspirado pelo filme “Whatever happened with Baby Jane” (O que terĂĄ acontecido a Baby Jane).

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Seus amigos todos participaram dos chamados “Screen tests”, testes cinematográficos rodados em P&B, que contava com personalidades como Lou Reed, Nico, Edie Sedgwick, Dennis Hopper, entre outros.

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Abaixo o teste de Baby Jane Holzer, onde ela fica durante quase cinco minutos apenas escovando os dentes e Warhol nĂŁo queria que ela piscasse:

Holzer era puro glamour, loira, de cabelos compridos, ela usava aqueles penteados altos e volumosos, alĂ©m de make-up com muito delineador, bem no estilo 60’s, alĂ©m de estar sempre vestida impecavelmente, por novos estilistas da Ă©poca, como Halston.

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Baby Jane com Halston.

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Ela não chegava a ser bonita no estilo tradicional, mas era dona de um charme absurdo, além de ter um tipo físico que chamava a atenção, mesmo com seu nariz grande, ela era puro excitamento.

Baby Jane modelando para a Vogue.

Baby Jane modelando para a Vogue.

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Baby Jane por William Klein.

NĂŁo demorou muito para que ela se tornasse uma das mulheres mais badaladas de NY, posando para revistas de moda, ditando tendĂȘncias e sendo convidada para as melhores festas, a ponto de Diana Vreeland (a influente editora de moda da Harper’s Bazaar e depois da Vogue) declarar que ela era a garota mais contemporĂąnea que ela conhecia.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Outro que tambĂ©m se impressionou com ela foi o escritor Tom Wolfe (autor de “A Fogueira das Vaidades”), que escreveu um ensaio para a New York Magazine, intitulado “The girl of the year” (A Garota do Ano), em homenagem a Baby Jane Holzer.

Baby Jane na capa da Vogue.

Baby Jane na capa da Vogue.

Além disso, Warhol adorava badalar com ela, ela foi durante um tempo a sua musa, claro que ele a pintou também.

Certa vez, Holzer era tão reverenciada, que num dos primeiros shows dos Rolling Stones, foi ela que chamou mais atenção que a própria banda de Mick Jagger.

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Baby Jane com Mick Jagger.

Ao todo, Baby Jane Holzer apareceu em alguns filmes de Andy Warhol, incluindo “Soap Opera”, “Batman Dracula”, ‘Couch”, “The thirteen most beautiful women”(todos de 1964) e mais “Camp’ (de 1965).

AlĂ©m de atacar como atriz, Holzer tambĂ©m cantava, chegando a gravar dois singles, um deles era uma versĂŁo cover da banda Bystanders, “You’re gonna hurt yourself” (com direito a clipe):

Ela tambĂ©m gravou outro compacto intitulado “Rapunzel”, lançado em 1967:

Porém, com o final dos anos 60, Baby Jane vai se afastando de Warhol e da turminha da Factory, jå que a barra vai ficando mais pesada, com muitas drogas e também pessoas que rodeavam o artista e que ela não gostava.

Uma destas pessoas era Valerie Solanas, que ficou famosa como a pessoa que atirou em Warhol (e que virou até filme).

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Ela ainda tenta mais um importante papel no cinema, no filme “O Vale das Bonecas”, mas acaba perdendo o papel para Sharon Tate (a então esposa de Roman Polanski).

Baby Jane continou badalando, mas com menos intensidade, continuo se dando bem com Warhol, apesar de vĂȘ-lo menos, mas nunca largou o mundo das artes.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a serigrafia que Warhol fez dela.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a pintura que Warhol fez dela.

Em 1972, ela voltou a estrelar num filme independente “Ciao Manhattan’ (estrelado por Sedgwick) e onde ela conhece seu futuro parceiro na produção de filmes, David Weisman.

No mesmo ano, ela tambĂ©m vira referĂȘncia na mĂșsica “Virginia Plain” do Roxy Music, jĂĄ que seu nome Ă© mencionado em dois versos na canção.

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Hoje em dia, Jane Holzer se transformou numa colecionadora de arte das mais respeitadas, tendo uma valiosa coleção que inclui além de Warhol, Jean-Michel Basquiat, Keith Harring, Julian Schnabel, Richard Prince, entre outros.

Ela tambĂ©m virou produtora de cinema, tendo sido uma das produtoras de “O Beijo da Mulher-Aranha” (do recĂ©m-falecido Hector Babenco) e mais recentemente de “Spring Breakers” (de Harmony Korine, com James Franco e Selena Gomez).

Recentemente, ela foi tema da exposição “To Jane, Love Andy: Warhol’s first superstar”, que celebra sua amizade com Andy Warhol e com o qual ela sacudiu os anos 60 de todas as maneiras.

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TODAY’S SOUND: STASH KLOSSOWSKI DE ROLA POR ARTHUR MENDES ROCHA

O excĂȘntrico-fashion-estiloso de hoje estĂĄ muito associado aos Rolling Stones, Beatles e a Swinging London dos anos 60; era um aristocrata e mais conhecido como o prĂ­ncipe pop: o PrincĂ­pe Stash Klossowski de Rola.

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Stash, que também tem o título de Barão de Watteville, é filho do pintor e aristocrata Balthus, um dos mais respeitados do séc. XX, e sua mãe também era uma aristocrata suíça.

Ele jĂĄ nasceu em berço esplĂȘndido, alĂ©m de ter passado sua infĂąncia na Villa Diodati, famosa por ter sido a residĂȘncia de Lord Byron, e onde Mary Shelley escreveu ‘Frankstein”.

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Criado em escolas russas e inglesas, desde cedo ele foi demonstrando interesse pelas artes e pela mĂșsica, colecionando discos de Elvis Presley na adolescĂȘncia.

Logo em seguida, ele foi descoberto por Luchino Visconti, com quem assinou um contrato para estrelar em alguns filmes, tendo participado do Festival de Cannes, em 1960, ao lado de Fellini.

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Stash fazia amizades rapidamente, ele também ficou amigo de Tony Williams (do The Platters), se dividindo entre Roma, Paris e Londres.

Por volta de 1962, ele vai para NY, para tentar seguir a carreira de ator, mas a mĂșsica falou mais alto e ele retorna Ă  Paris e se junta ao The Playboys, onde assume a função de percussionista, ao lado de seu amigo Vince Taylor.

Foi através de Vince que ele conhece Brian Jones, o então líder dos Rolling Stones, e também fica amigo de Mick e Keith, bem como dos Beatles.

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Stash (Ă  esquerda) com seu amigo Brian Jones.

Em 1965, depois da crise nervosa de Taylor, ele monta uma nova banda com o baterista Robbie Clark e o guitarrista Ralph Danks.

Depois de algumas tentativas na França, eles se mudam para Los Angeles, através de sua amizade com os Everly Brothers.

Stash participa de vårios acontecimentos como shows do Yardbirds, James Brown, participação no programa de Sonny & Cher, mas declara que os anos 60 nos EUA tiveram seus altos e baixos, jå que a maneira hippie deles vestirem e os cabelos compridos geraram vårias represålias da sociedade da época.

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Neste período americano, ele também foi convidado pelo cineasta Bob Rafaelson para integrar o grupo The Monkees, mas ele se decepcionou com o piloto, achando ruim, sem charme e nem um pouco avant-garde e acabou perdendo a chance de se tornar um pop star. Abaixo, ele fala deste período:

No final de 1965, enfrentando problemas com o visto americano e sem convites para gravar, Stash abandona sua banda e se muda para Copenhagen, onde grava um single como artista solo, assinando como Stach de Rola, com a mĂșsica “Peace’.

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Capa do single de “Peach”, onde ele assinava como Stach de Rola.

Em 1966, ele vai para Londres, onde grava outro single, uma cover de “A message to pretty’ de Arthur Lee (do grupo Love). Graças às suas amizades, ele teria contribuição dos Beatles e dos Rolling Stones na pós-produção, mas antes disto acontecer o resultado final acabou sumindo do mapa.

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Stash com seus amigos Paul McCartney e Keith Richards.

Stash frequentava as sessĂ”es dos Beatles, ele chegou a participar dos ensaios de algumas mĂșsicas famosas deles, mas nunca apareceu como artista convidado, era algo entre amigos, feitos na intimidade.

Aos poucos, ele ia sendo parte integrante da swinging London, frequentando os lugares mais badalados como o AdLib e o Speakeasy, dois clubs onde ele era habitué na companhia do The Animals, do The Who, Jimi Hendrix, entre outros. Mas seus grandes amigos e companheiros inseparåveis eram mesmo Brian Jones e Anita Pallenberg, com quem ele mais se identificava.

Stash (Ășltimo da esq. para a dir.) na companhia de Anita Pallemberg e Brian Jones.

Stash (Ășltimo da esq. para a dir.) na companhia de Anita Pallenberg e Brian Jones.

AlĂ©m disso, Stash sempre primava pelo visual, usando roupas no estilo dandy, que pesquisava nos brechĂłs, onde sempre privilegiava peças Ășnicas e exclusivas em tecidos como veludo, renda, seda, brocado e mais. Seu estilo rendeu matĂ©rias e fotos em vĂĄrias revistas badaladas da Ă©poca.

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De jaquetas nehru (de influĂȘncia indiana) a tĂșnicas, ele adorava garimpar lojas ao lado do amigo Jones, como a pertencente Ă  Ola Hudson (a mĂŁe de Slash, do Guns N’Roses) em King’s Road. AlĂ©m disso, ele tambĂ©m gostava de trocar roupas com os amigos Hendrix, Stones e mais.

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Claro que ele também badalou ao lado do pessoal da Factory de Andy Warhol, junto com sua amiga Pallenberg.

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Stash e Anita Pallemberg (na fileira de trĂĄs Ă  esq.) com Anita Pallenberg e a turminha da Factory, incluindo Andy Warhol, Eddie Sedgwick e Gerard Malanga.

Stash sempre foi antenado no estilo de vestir, depois de viagens ao Oriente, ele incluía peças årabes ou sírias em seu guarda roupa, misturando-as e sempre aparecendo com algum modelo que todos queriam ter.

PorĂ©m em 1967, ele e Brian Jones foram presos por porte de drogas e atĂ© hoje este fato nunca ficou muito esclarecido sobre quem teria plantado esta evidĂȘncia para vĂȘ-los atrĂĄs das grades. Mesmo tendo sido liberados, esta foi uma experiĂȘncia traumĂĄtica para ele, jĂĄ que saiu na imprensa de todo o mundo e ele teve seu passaporte confiscado, nĂŁo podendo viajar e isto atrapalhou bastante seus compromissos profissionais, afetando tanto sua carreira como sua reputação. Paul McCartney se mostrou um Ăłtimo amigo, convidando Stash para ficar na casa dele enquanto enfrentava esta desagradĂĄvel situação.

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Além disso, isto acabou afetando sua amizade com Jones, jå que os advogados dele acharam por bem que ele deveria se afastar de Stash, levando-o a utilizar cada vez mais pílulas e aumentando sua paranoia. Jones veio a falecer em 1969.

Ele também teve aventuras ao lado de Syd Barrett, o misterioso integrante do início do Pink Floyd, com o qual participou de algumas viagens psicodélicas.

Em 1968, ele estrela a produção italiana, “Le Dolci Signori” (As Doces Senhoras), sob a direção de Luigi Zampa e estrelado por Virna Lisi.

No filme "Le dolci signori" ao lado de Virna Lisi.

No filme “Le dolci signori” ao lado de Virna Lisi.

Stash também teve romances com vårias atrizes, modelos e starlets que incluem Marianne Faithful, Romina Power (de quem foi noivo), Anita Pallemberg, Tuesday Weld (atriz de Hollywood), Nico, entre outras.

Nos anos 70, ele continuou atuando em pequenos papĂ©is, escrevendo um roteiro com Roger Vadim (do filme ‘A Jovem assassinada”), saindo com Marlon Brando, tocando na banda de Joe Cocker e atĂ© enfrentando novo caso envolvendo drogas, desta vez com Keith Richards.

Foo atual de Stash.

Foo atual de Stash.

Bon vivant, bem relacionado, fashionable, Stash nĂŁo estourou na mĂșsica ou no cinema, mas soube viver como poucos.

Hoje em dia, Stash continua um senhor charmoso, sempre estiloso e cheio de histórias para contar; ele planeja um dia lançar sua autobiografia e contar mais de tudo que viveu nestes anos todos ao lado das companhias mais incríveis possíveis.

 

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My sweet Agatha Luna… Almost one year of happiness, joy and love #11months Dress by her Godmother @_luca_and_jack_

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TODAY’S SOUND: EDWIGE BELMORE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos prĂłximos posts falaremos de pessoas que tem um quĂȘ especial, vivas ou mortas elas fizeram seu estilo, seu jeito de ser, se sobressair das multidĂ”es e se tornaram figuras icĂŽnicas seja na moda, na mĂșsica, no comportamento.

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Hoje começaremos com Edwige Belmore, a chamada Rainha do Punk na França, ela foi modelo, it-girl, lançadora de tendĂȘncias, enfim, era destas pessoas que conquistavam a todos apenas pelo seu jeito de vestir, de se portar em pĂșblico.

Edwige era uma figura fascinante e determinada, ela foi abandonada pelos pais e foi criada num convento, em Paris.

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Sua vida deu uma reviravolta quando teve contato com o movimento punk, através de um show dos Sex Pistols, aos dezenove anos; ali sua vida mudou e como ela mesma declarou, surgia uma nova Edwige, vestindo gravata preta fina, camisa branca, calça de montaria e uma jaqueta preta de couro surrada, mais cabelo descolorido e raspado. O look era denominado por ela como de uma amazona, com toques alienígenas e de dominatrix.

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Edwige encarnava a figura perfeita para fazer parte de uma grupo de rock e isto veio a acontecer com um convite para integrar a banda L.U.V. (Ladies United Violently ou Lipsticks Used Viciously), mesmo nĂŁo sabendo cantar ou tocar nenhum instrumento.

A partir daĂ­, vĂĄrias revistas de moda a convidaram para entrevistas, sessĂ”es de foto e ela passou a ser chamada de ‘queen of punk’ (a rainha punk) na França.

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Inclusive ela foi convidada pelo jornal underground francĂȘs, Façade, para pousar para a capa da publicação beijando Andy Warhol, e o encontro entre os dois foi chamado de “Pope of Pop meets Queen of Punk” (o papa do pop encontra a rainha dos punks).

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

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Bem, nĂŁo demorou muito para ela ser notada pelo beautiful people de Paris, como Loulou de la Falaise (uma das musas de Saint Laurent) e estilistas que incluiam Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler, tendo ambos a chamado para desfilar para eles.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige desfilando para Mugler.

Edwige desfilando para Mugler.

Até nas festas do high society, como na de Paloma Picasso, Edwige era perseguida por fotógrafos como Helmut Newton, que a seguiu durante todo o tempo para clicå-la, completamente enlouquecido pelo seu look.

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O visual de Edwige era dos mais badalados de Paris, mas ela resolve passar uma temporada em NY, a convite de Warhol, até para mudar de ares e conhecer um pouco das pessoas e da noite de lå.

Ela chega para causar e logo vira figura conhecida nos melhores lugares de NY, como o Studio 54, onde a vemos ao lado de sua amiga Maripol ( a estilista e fotĂłgrafa que foi grande influĂȘncia sob o visual de Madonna) e mais Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige conquista seu espaço em NY e logo passa a cantar mĂșsicas francesas em lugares como o CafĂ© Loup, conquistando a todos com seu charme e seu estilo cool de ser.

Ela fica amiga de vårias figuras importantes do underground nova-iorquino e tem livre acesso nas melhores festas e se torna uma das presenças constantes nos clubs underground.

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Edwige é chamada novamente de volta para Paris, desta vez para ser a hostess do Le Palace, a discothéque equivalente ao Studio 54, escolhendo quem entra e quem não nas melhores noites da capital francesa.

Bolacha assumida, dizem até que ela andou tanto na cama de Grace Jones como na de Sade, mas ela casou com um homem, Jean Louis Jorge, um cineasta dominicano. O casamento dos dois foi um bafo só, com ela vestindo um Chanel falsificado, utilizando toalhas do atelier (jå que um amigo trabalhava por lå).

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Todos os modelos e ideias que ela tinha, acabavam mais cedo ou mais tarde nas passarelas de moda de Paris.

AlĂ©m disso, Edwige tambĂ©m atuou em alguns filmes (como ‘Sale rĂȘveur”), alĂ©m de ter participado de outra banda, a MathĂ©mathiques Modernes, banda de new wave ao lado de Claude Arto.

De volta a NY, Edwige passa a andar com o que de mais cool havia na NY do início da década de 80, se tornando amiga de Jean-Michel Basquiat, Kenny Scharf, Keith Harring, Debbie Harry, entre outros.

Mas como nem sĂł de hype vive o ser humano, ela passa a trabalhar de bartender em lugares como o Chameleon Bar, no East Village.

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Ela também foi das primeiras a usar tatuagens de frases ou de palavras no corpo, numa época que poucos ousavam a fazer isso, bem como fazia cicatrizes no seu corpo.

Edwige era pura vanguarda além de ser uma pessoa meiga, mas enfrentava crises de depressão e se viciou em drogas como a heroína.

Ela também mudou seus cabelos platinados para preto, mas sem nunca abandonar o batom vermelho, ela foi pioneira em misturar a low e a high fashion.

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Edwige também foi co-hostess da noite gay Beige, no Bowery Bar, bem como trabalhou na primeira butique/galeria de AgnÚs B em NY, onde havia uma fotografia dela clicada pela dupla Pierre et Gilles.

edwige y pierre & gilles

Depois de uma tentativa de suicĂ­dio, quando perdeu o emprego e foi encontrada quase se afogando em Coney Island, seus amigos a ajudaram e ela passou a viver em Miami, onde trabalhava no hotel Vagabond, onde organizava eventos de arte e cuidava dos jardins.

Ela veio a falecer no ano passado, aos 58 anos de idade, jĂĄ bem magra, em decorrĂȘncia de uma hepatite mal curada e que acabou a levando, pois ela nĂŁo era de se cuidar.

Foto recente de Edwige.

Foto recente de Edwige.

No inĂ­cio deste ano, seu amigo Gaultier fez uma linda homenagem a ela, abrindo seu desfile de primavera-verĂŁo, tendo uma loira, bem aos moldes de Edwige, e no cenĂĄrio a porta do Le Palace, onde ela causou frisson.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Edwige deixa um legado bacana, nĂŁo como artista ou modelo e sim como uma figura que influenciou vĂĄrios artistas e que fez com que todos admirassem seu visual e seu estilo, sempre Ă  frente e que era algo natural para ela.

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Abriram hoje! #orquidea #catleya

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