Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
outubro – 2016 – Japa Girl












































































    RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874How sundays should be ✨❤️✨About the happiest Easter ever!
Special thanx @marciosleme @milplantas

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

Archive for outubro, 2016

Come on blood suckers!!!

Come on blood suckers!!!

   Comentário RSS Pinterest   

Posts Relacionados:

Just opened! #cattleya
   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: THE STORY OF SKINHEAD DE DON LETTS POR ARTHUR MENDES ROCHA

O doc musical de hoje acaba de ser lançado na TV inglesa e nos conta um pouco da história do movimento skinhead e se chama ‘The Story of Skinhead”, tendo sido dirigido por Don Letts.

skin-don

Letts é uma figura lendária da cultura inglesa, pois além de DJ, é diretor de videoclipes e documentários como ‘The Punk Rock Movie”, ‘The Clash: Westway to the world”, entre outros.

Além disso, ele foi dos primeiros DJs a misturar punk com reggae nas suas discotecagens no club Roxy, além de realizar vídeos para o The Clash e até participar da banda Big Audio Dynamite ao lado de Mick Jones (guitarrista do The Clash).

Don Letts (segundo da esq. p a dir.) com o Big Audio Dynamite.

Don Letts (segundo da esq. p a dir.) com o Big Audio Dynamite.

Letts se debruçou na cultura skinhead, considerada dos primeiros movimentos multiculturais, já que reunia os mais diferentes grupos e classes sociais.

O detalhe mais importante do documentário é que ele nos conta as origens do movimento e pasmem: os skinheads não eram violentos, eles curtiam reggae e respeitavam as demais etnias. Com o tempo, esta essência skinhead foi perdendo várias de suas características e ficando cada vez mais associada à violência e ao racismo.

skins4

Mas eles não começaram assim; os skinheads se originaram da junção das culturas da classe trabalhadora inglesa (cockney) e a cultura jamaicana, eles se destacavam pela sua maneira de vestir e pelos cabelos raspados (daí o nome skinhead, ou seja, sem cabelo).

skins2

No doc, isto é muito discutido, já que como pode os skins gostarem de reggae jamaicano e serem racistas? Isto é muita contradição, concordam?

skin2

Mas vamos ao doc: Letts vai nos contando como a primeira leva de imigrantes jamaicanos que desembarcaram em Londres nos anos 60 vão deixando sua música influenciar toda uma geração.

Foto de um skinhead por Gavin Watson.

Foto de um skinhead por Gavin Watson.

Nesta época existiam os teddy boys, os  rocers, os mods; os skins eram uma outra subcultura, eles usavam cabelo curto, raspado, botas, jeans claros, jaquetas. O jeito de vestir os diferenciavam muito e Letts nos leva a uma loja em Richmond, pertencente a John Simmons.

skin1

Simmons era o proprietário da loja Ivy Shop, onde os skins compravam suas roupas, especialmente a Harrington jacket (nome inspirado pelo personagem de Ryan O’neal na novela americana ‘Peyton Place”), também conhecida como Baracuta, uma jaqueta utilizada por jogadores de golfe.

skins-symond

Além disso, o reagge era o ritmo escolhido, feito por artistas como Desmond Dekker do selo Trojan.

Ah, é importante notar que as garotas skinhead também eram bem estilosas, usando polos (geralmente da marca Fred Perry), com franja bem curta e um pouco mais compridos na parte de trás.

skinhead-girls

skins-11

Além disso, o uniforme skinhead incluía suspensório com Doc Martens (os famosos coturnos ingleses), de preferência na cor vermelha/bordô.

skin-trail

1969 é um ano marcante para os skinheads, pois é o perído em que começam a ser notados pela mídia, especialmente no meio dos frequentadores dos jogos de futebol que enfrentavam a polícia, já que era onde eles podiam extravasar sua testosterona gritando, brigando e fugindo dos policiais.

Police chase skinhead during rioting in Wood Green, July 1981.

Nesta época, é lançado o livro “Skinheads” de Richard Allen, que falava mais a fundo do que era ser um skinhead na época.

skinhead-book

Uma das músicas que os embalavam era o hit do The Equals, “Black Skinned Blue-eyed boy”, que justamente prega uma harmonia racial de brancos e negros na pele de um negro de olhos azuis:

No doc há depoimentos de figuras importantes no movimento skinhead, tais como Pauline Black (a vocalista do grupo de ska, The Selecter), Roddy Moreno (da banda skinhead The Opressed), Garry Bushell (o ex-manager do Cockney Rejects e que cunhou o termo Oi!), Gavin Watson (fotógrafo do livro “Skins and Punks”), Symond Lawes (ator, autor e idealizador do festival The Great Skinhead Reunion), entre outros.

Pauline Black, a vocalista do The Selecter está no documentário.

Pauline Black, a vocalista do The Selecter está no documentário.

skinhead

Symond Lawes, o poster boy dos skins, na capa do Skinhead Times.

Outro entrevistado é Joseph Pearce, ex-integrante do partido National Front, com os quais os skinheads foram associados politicamente, o que foi considerado um erro para o movimento, já que era um partido que pregava ideias retrógradas como ser um partido de supremacia branca.

skins5

Outro estilo que os skinheads curtiam era o Two Tone, o ska de bandas como The Specials, cujo hit ‘A message to you Rudy” eles muito dançaram:

Com a chegada do movimento punk na Inglaterra, os skinheads tiveram um revival em meados dos anos 70 e passaram a ser associados com os punks, pois se identificavam com estes, e passam a frequentar os clubs onde tocavam as bandas de punk rock, especialmente as bandas do chamado estilo Oi!

skins3

O estilo Oi! era um subgênero de punk que unia punks, skinheads; era punk rock para a classe trabalhadora, já se encaminhava para um hardcore, mas também misturava punk rock com bandas inglesas dos anos 60, tinha influência de hinos de futebol e mais.

Uma destas bandas de Oi! era o Sham 69, liderada pelo vocalista Jimmy Pursey (que dá depoimento no doc) e que decretou o final de suas apresentações ao vivo na época em razão de um show em Finsbury Park, em 1979, no qual a apresentação foi invadida por skinheads que apoiavam o National Front.

A banda Angelic Upstarts também atraía os skinheads com suas letras antifascistas e de cunho socialista e são considerados pioneiros do estilo Oi! com músicas como ‘The murder of Liddle towers”:

Com os skinheads indo para uma vertente de rock mais pesado das bandas Oi!, isto também acarreta uma atitude mais violenta, mais furiosa e nervosa, eles passam a usar mais tatuagens por exemplo, inclusive no rosto.

skin-tatoos

Seu visual vai ficando mais perigoso, mais enfrentativo, com mais elementos militares, até se voltarem para conflitos raciais, enfrentando os negros e as comunidades de asiáticos que viviam em Londres.

skins

No início dos anos 90, bandas como o Skewdriver tem uma postura nitidamente nazista e fascista, altamente racista.

A mídia também contribui para tornar os skinheads figuras temidas e perigosas, sempre envolvidos em brigas e confusões, tonando-se uma facção temida em países da Europa Oriental.

skins-1980s

Mas o que o doc nos ensina é que esta visão que a mídia criou do skinhead é uma visão distorcida da realidade; o skinhead original é um cara pacífico, que gosta de curtir o seu reggae e espera-se que esta visão seja novamente recuperada e que possamos reconhecer o real valor desta subcultura que contribuiu muito para o multiculturalismo que vivemos nos dias de hoje.

Cenas do documentário da BBC4.

Cenas do documentário da BBC4.

Corram para ver, pois a BBC4 disponibilizou o doc no youtube, mas costumam retirar do ar em alguns dias:

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: BOY GEORGE’s 1970s: SAVE ME FROM SUBURBIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, falaremos de documentários e filmes cujo tema principal é a música, sejam biografias de artistas, documentários sobre bandas, suas influências e mais.

Iniciamos hoje pelo recente documentário apresentado pela BBC 2 inglesa sobre Boy George e suas influências nos anos 70, intitulado ‘Boy George’s 1970s: Save me from Suburbia”.

boy-george-bbc

O doc é simplesmente uma delícia de ver, com Boy George nos conduzindo pela Londres que ele viveu em sua adolescência, desde sua vida nos subúrbios até começar a se antenar para o que estava acontecendo na metrópole na década de 70.

Ele começa se rasgando de elogios para David Bowie, o artista da época que mais o influenciou, pelo qual ele queria largar tudo e segui-lo onde quer que fosse.

boy-bowie

Boy George nos mostra discos de Bowie que escutava na sua vitrola, o apartamento onde morou, as influências das músicas que o irmão mais velho escutava.

Outra coisa legal é que sua mãe participa do doc e ela nos fala como era ele adolescente, quando estava descobrindo sua sexualidade e Bowie era influência no seu jeito de agir e se vestir; não era mais um crime gostar de outros meninos, sua opção sexual era sua, uma escolha na qual ninguém deveria se intrometer.

boy-and-his-mom

Ele cita a icônica apresentação de Bowie no Top of the Pops interpretando “Starman”, em 1972, um marco em George e seus amigos, bem como toda uma geração de artistas ingleses.

Bem como a vez que foi até o bairro onde Bowie morava com Angie e a casa que pertencera ao casal.

Além disso, Londres vivia uma época de caos econômico, com muito desemprego e atitudes racistas, repressoras e homofóbicas.

boy2

Era o momento certo para que o movimento punk nascesse e trouxesse uma atitude diferente para os jovens, de questionamento, de crítica a esta sociedade hipócrita.

Boy George era um destes jovens, ele começa a frequentar a noite, ele nos relata que um de seus amigos que abriram as portas desta modernidade para ele foi Philip Sallon, que aparece no documentário e nos fala dos primeiros lugares que ele levou o jovem George O’Dowd (nome real de Boy) como o Mud Club,  Bangs, Louise’s, Bromley Contigent e outros clubs e noites da época.

boy-e-salon2

O jovem Boy George ao lado de Philip Sallon.

Mas o que mais chamava a atenção de Boy George era a maneira como Sallon se vestia, sempre com modelitos arrasadores (Sallon trabalhou no departamento de figurinos da Royal Opera House, bem como na BBC) e sem medo de enfrentar a sociedade com sua moda extravagante e cheia de personalidade.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Boy George (primeiro da dir. p a esq.) com Sallon e uma amiga.

Sallon trabalhou como host no Mud Club, além de realizar bailes que ficaram na história da Heaven, os chamados ‘Heaven Ball”. Era figura badalada e conhecia todo o underground londrino; para ter uma ideia,  Malcom McLaren pedia sua opinião inúmeras vezes se por exemplo ele gostava do garoto Johnny Rotten como vocalista do Sex Pistols.

boy-e-salon

Sallon foi das grandes influências de Boy George, especialmente no quesito de assumir a postura gay e usar a moda a seu favor; ele não tinha medo de ousar, de abusar da extravagância, mas sempre com originalidade, ele estava sempre na vanguarda e o que vestia acabava se tornando moda algum tempo depois.

George nos fala de quando ouviu pela primeira vez a canção ‘Walk on the wild side” e todas as implicações que a letra fazia às pessoas da noite, aos travestis (nas figuras das Warhol superstars Holly Woodlawn e Candy Darling), a ruptura que Reed propunha, um hino de aceitação a um lado mais rebelde de ser.

Outro momento legal do doc é quando ele nos leva na loja Sex de Vivienne Westwood e Malcom McLaren, ou na verdade, o que se transformou o local onde a loja era localizada na King’s Road e todas as lembranças de como ele desejava se vestir com as roupas de lá (mas não podia pagar).

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

Vivienne Westwood (prim. da dir p a esq.) com atendentes e frequentadores de sua loja Sex.

E falando em MacLaren, ele relembra quando foi convidado pelo empresário a participar do grupo Bow Wow Wow e quando ele cantou junto com a banda sem nunca ter pisado num palco antes. Anos depois, ele chegaria ao segundo lugar da parada britânica com ‘Do you really want to hurt me”(chocando a todos com seu visual andrógino):

Boy George vai passeando por lugares que foram marcantes em sua vida, como o famoso Blitz, o club onde o host era Steve Strange e que se tornou o lugar mais disputado da noite londrina no final dos anos 70.

George fala de como a cena New Romantic foi virando mais e mais importante em sua vida, quando esta suplantou o punk para ele; pois quando o punk ficou mais mainstream, os new romantics foram além na produção e ainda mais ultrajante visualmente.

Strange e George competiam por quem atraía mais atenção, já que George ainda era um jovem ingênuo e Strange já era bem mais descolado e conhecido, mas as coisas mudaram bem quando George virou uma sensação mundial.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Boy George (à esq.) com Steve Strange no Blitz Club.

Um que também aparece no doc é Rusty Egan, que era o DJ do Blitz e nos conta que tocava Bowie, Reed, Velvet Underground, Roxy Music, Kraftwerk e como todos ficavam enlouquecidos na pista.

Inclusive, ele nos guia por onde costumava ser o Blitz, mostrando espaços que ficaram na história da noite londrina.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Rusty Egan (primeiro da dir. p a esq.) com Midge Ure (no centro) e Steve Strange numa noitada no Blitz.

Outra participação é a de Martin Degville (o vocalista do Sigue Sigue Sputnik), amigo de Boy George de longa data, os dois inclusive moraram juntos e eles nos contam como foram estes momentos: a preparação deles para sair, a escolha do figurino, o som que escutavam como o reggae (que foi grande influência no Culture Club) e outras músicas da época.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Boy George (no centro) com Degville (à esq.) e um amigo.

Além de dividirem o mesmo teto, eles também trabalhavam juntos já que George vendia as roupas de Degville nas feiras locais.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

George (segundo da esq. p a dir.) com Degville (centro) e mais dois amigos.

Degville e Boy George inclusive participaram do programa “Something Else’, cujo trecho é mostrado no doc e foi a primeira entrevista de George para a TV britânica, onde ele enfrenta alguns punks que também participavam, isto em 1979, como podemos ver abaixo:

Outras aparições no doc são de Princess Julia, a influente DJ e figura da noite e moda londrina, além de Andy Polaris (do grupo Animal Nightlife), entre outros.

Mas um dos momentos ápices é quando ele encontra seu antigo amigo, Marilyn, que bombou nos anos 80 como cantor, mas mais como uma figura que causava furor por seu visual andrógino e toda montação. Na verdade, Marilyn ficou mais famoso pelos looks que por sua vocação artística, já que nunca atingiu a fama de pop star de Boy George.

boy-e-marilyn2

Boy George (de gueixa) com Marilyn na porta do squat que dividiram no final dos anos 70.

É interessante vermos os dois conversando e trocando ideias de como era viver naquela época, eles nos mostram o squat (apartamento abandonado que era invadido) que dividiram e que hoje já é um prédio completamente diferente.

boy-e-marilyn

Os dois já foram grudados, já brigaram, viraram inimigos, mas hoje voltaram a ser amigos, afinal eles tem uma história de vida juntos e ambos viveram os altos e baixos da fama. Abaixo os dois numa recente entrevista no programa Breakfast da BBC em função do lançamento do single de Marilyn, produzido por George:

George e Marilyn já questionavam a questão da gênero nos anos 70, muito ates deste assunto entrar em voga, como hoje em dia; eles já se vestiam de mulher, já discutiam os limites do masculino e feminino naquela época, foram perseguidos e não entendidos em função de suas escolhas.

boy-e-marilyn-hoje

Marilyn (à esq.) com Boy George em foto recente.

Vale a pena conferir o doc, uma pena que ele estava disponível no youtube (foi lá que o assisti), mas agora a BBC retirou-o do ar, mas existe o torrent para ser baixado.

Como o próprio Boy George define: ‘Eu penso nos anos 70 como esta gloriosa década onde eu descobri quem eu era e descobri todas estas coisas incríveis – punk rock, electro, música, moda, tudo isso. E claro que havia o lado negro dos anos 70, o lixo, as greves, a pobreza e eu fui perseguido e confrontado pelo meu jeito de vestir. Mas eu era um adolescente, não tinha saco de ficar me lamentando; eu só estava vivendo um momento incrível com meus amigos’.

   Comentário RSS Pinterest   
 

">TODAY’S SOUND: AIR POR ARTHUR MENDES ROCHA

O duo de hoje é o Air, a dupla de música eletrônica que se apresentou esta semana em São Paulo e que acaba de completar vinte anos de estrada.

air-smoke-new-logo

O Air é composto por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, que se revezam na composição e no uso de instrumentos como os sintetizadores Moog e Korg MS-20, piano elétrico Wurlitzer, Vocoder, entre outros.

O nome deles é um acrônimo de Amour (Amor), Imagination (Imaginação) e Rêve (Sonho).

A música deles pode ser definida como downtempo/moody/ambient e possui diversas influências que vão de trilhas sonoras obscuras a rock progressivo e psicodélico de bandas como Pink Floyd, passando pelo pop de Burt Bacharach, Brian Wilson, o toque francês de Serge Gainsbourg, os sintetizadores de Jean-Jacques Perrey (falecido este ano e que já colaborou com eles), Vangelis, Jean Michel Jarre, Tomita, e passando pela disco music instrumental de Cerrone e Moroder.

air-1

Meu primeiro contato com o Air foi através de músicas deles incluída em compilações da Mo’Wax e Source (como na compilação Sourcelab).

Eles começaram a chamar a atenção quando a música eletrônica produzida na França teve um resurgimento por volta de 1996, o chamado French touch ou French house que tomou conta das pistas neste período.

air_pic

Apesar da música do Air não ser dançante, por serem franceses, eles eram parte daquela revolução sonora que os franceses vinham fazendo na música eletrônica.

O Air era um sopro de novidade num período de música mais pesada, era a trilha perfeita para ouvir numa atmosfera mais calma, relaxando em casa ou num chill out com amigos.

airpr140111

Como um crítico musical bem definiu, o Air faz música elegante e climática para a trilha de um filme imaginário.

Os dois se conheceram na faculdade de Versailles, onde Godin estudava arquitetura e Dunckel matemática.

Nos primórdios do Air, os dois participaram de um projeto chamado Orange, do qual também fazia parte Alex Gopher (DJ e produtor da cena francesa), que foi quem os apresentou e que acabou saindo da banda.

air-1

Com a saída de Gopher, o Orange acaba se tornando o Air, isto em 1995.

Durante o período de 1995 a 1997, eles lançaram alguns singles incluídos no EP ‘Premiers Symptêmes” (que foi relançado com o sucesso da banda).

air-records

O primeiro single que ouvi deles foi “Casanova 70”, um downtempo cheio de texturas e que nos dava a sensação de estar dentro de um filme cool:

Outro single que me apaixonei mais ainda foi a atmosférica “Le soleil est prés de moi” (abaixo com imagens do DVD deles, “Eating, Sleeping, Waiting & Playing”):

Mas isto tudo era apenas um ensaio do que estava por vir na carreira deles com o lançamento de “Moon Safari”, o primeiro álbum da banda propriamente dito, um disco que mudou vidas e que se tornou a trilha do início de 1998, quando foi lançado pela Virgin (com quem o duo havia assinado).

O disco foi um hit absoluto entre os admiradores de eletrônica e de novas sonoridades.

air-moon

Os dois se dividem nos diversos instrumentos presentes no álbum que, além de sintetizadores incluem baixo, guitarra, percussão, piano, pandeiro e até flauta pan.

Entre os destaques do disco estavam:

- ‘La Femme D’Argent’- música instrumental cujo vídeo conta um pouco da história de Moon Safari, prestem atenção nos textos dos monitores:

- “Sexy Boy” – música chave da banda, com sua batida sensual, um dos grandes hits deles. Abaixo o vídeo dirigido por Mike Mills (habitual colaborador da banda, designer gráfico e diretor do filme “Beginners”) que mistura animação, um macaco e live action, tendo ao fundo NY:

Capa do single de "Sexy Boy", com o macaquinho do video.

Capa do single de “Sexy Boy”, com o macaquinho do video.

- “All I need” – com os lindos vocais de Beth Hirsch, que eles conheceram na casa de um produtor do mesmo bairro deles (Montmartre), escutaram suas demos e ela virou colaboradora da banda, inclusive ajudando a co-escrever as letras e a melodia. O video também foi dirigido por Mills:

- “Kelly watch the stars”- música feita em homenagem a Kelly, personagem de Jaclyn Smith no seriado ‘Charlie’s Angels” (As Panteras) e das músicas mais emblemáticas deles:

O duo era a sensação daquele momento, ganhando a capa de várias publicações como a The Face, além de ser disco de ouro na França e de platina na Inglaterra.

air-face

Depois de vários shows esgotados pelo mundo a fora, seu próximo trabalho era aguardado com curiosidade.

Sofia Coppola, que estava então estreando como diretora, os convida para fazer a trilha de “The Virgin Suicides’, em 2000; nada melhor para um duo que tinha em trilhas sonoras uma de suas grandes inspirações. O destaque vai para a música tema, ‘Playground Love’, onde os vocais são de Gordon Parks (que na verdade é o pseudônimo de Thomas Mars, vocalista do Phoenix e marido de Sofia), com seu clipe onde um chiclete ‘canta”e vai passeando por cenas do filme:

Eles também remixaram artistas como Neneh Cherry, Depeche Mode, David Bowie, entre outros.

Além de colaborarem com sua musa Françoise Hardy nas músicas “Jeane’ e ‘Au fond du revê doré”.

Seu próximo disco com novas canções é lançado em 2001, “10 000 Hz Legend’ e mostra que eles desejavam mudar um pouco a sua sonoridade, com influências mais roqueiras, mas do rock mais atmosférico e espacial. Um dos singles era ‘How does it make you feel’:

Um dos convidados do álbum era Beck, que participa de duas faixas, entre elas “Don’t be light”, com animação da dupla Myrkz & Moriceau (que também já fez clipes de Sébastien Tellier, The Avalanches, entre outros):

Em 2003, eles fazem uma interessante colaboração com o escritor italiano, Alessandro Baricco, na qual o autor narra cenas de seu livro ‘City” tendo ao fundo a música do Air, e lançam a experiência no disco ‘City Reading (Ter Storie Western).

air-4dd69d958f42c

Seu próximo trabalho, ‘Talkie Walkie”, é lançado em 2004, com todas as canções interpretadas por eles e que incluía o single, ‘Cherry Blossom Girl”, cujo vídeo chegou a ser censurado e teve a direção de Kris Kramski (diretor de cinema pornô):

Outra música incluída no disco era “Alone in Kyoto’, composto especialmente para o filme de Sofia Coppola, “Lost in Translation”:

Também merecem destaques as faixas “Surfing on a Rocket’ e ‘Alpha Beta Gaga”:

Fora que todas as faixas do Air, desde o começo, já ganharam versões dos artistas de maior destaque da música eletrônica como Joakim, Juan McLean, Cassius, Étienne de Crécy, Simian Mobile Disco, Danny Krivit,entre outros.

Eles também produzem, em 2006, o álbum de Charlotte Gainsbourg, “5:55’.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

No mesmo ano, Dunckel lança o seu projeto solo, ‘Darkel”, masterizado pelo antigo amigo Alex Gopher.

O próximo disco do Air só é lançado em 2007, ‘Pocket Symphony”, que utiliza instrumentos japoneses como o koto (uma harpa de chão) e o shamisen (um banjo de três cordas), e tem a colaboração de Jarvis Cocker (do Pulp) e Neil Hannon (do Divine Comedy).

Uma das faixas era “Mer Du Japon’, com influências da banda Taxi Girl, de Mirwais (produtor de Madonna em discos como ‘Music’):

A capa do disco, com duas estátuas deles transparentes, é do artista francês Xavier Veilhan.

air-pocket_symphony-air_480

Outra música do disco é a linda ‘Once upon a time”, que como o próprio título diz, é uma espécie de fábula:

Em 2009, eles lançam um novo disco, ‘Love 2”, com músicas como “Sing Sang Sung’, um delicioso pop com vídeo animado novamente por Myrkz & Moriceau:

Em 2010, tive a chance de vê-los ao vivo no Rio, quando vieram se apresentar pela primeira vez no país, tocando seus maiores hits num show inesquecível.

air-1-1

Vestidos sempre impecavelmente, seja com conjuntos safári ou usando muito branco, eles são elegantes, assim como seu som.

O Air ainda lança mais dois discos: um em 2012, ‘Le Voyage dans la lune” (inspirado pelo homônimo filme de Georges Méliès) e outro em 2014, ‘Music for Museum” (encomendado pelo Palais dês Beaux-Arts de Lille).

Este ano eles estão totalmente dedicados a “Twentyyears”, a nova coletânea de sucessos deles, editada em edição especial em vinil, contendo dois discos coloridos, além de cd triplo, sendo que um somente de raridades e remixes.

air-special-edition

Além disso, eles estão fazendo turnê mundial para divulgar o disco e fazer um apanhado de sua carreira.

Segundo declarações, os dois não imaginam gravando um novo disco tão cedo, mas esperemos que isto não signifique o fim de uma das bandas mais cool surgidas nos anos 90/00.

   Comentário RSS Pinterest   
 

White Tiger & Black Jaguar #gunsnroses

White Tiger & Black Jaguar  #gunsnroses

   Comentário RSS Pinterest   

Posts Relacionados:

Just opened! #cattleya