Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
novembro – 2016 – Japa Girl












































































    Landscape in progress 💚Após 3 décadas de cabelo muito longo, finalmente CORTEI!!! Vida nova 2017!!!
Gracias @celsokamuraoficial 💋🌹❤Melhor noite e som absurdo @djfelipevenancio  @djeducorelli @marcelona @melissadepeyre ❤❤❤ @club.jerome #toiletteMrs. JonesWhite Tiger & Black Jaguar 🌹🔫🌹🔫🌹 #gunsnrosesToilette tonight!Come on blood suckers!!!Full bloom #orquideavanda #wandaorchidBoa semana!A lot of work these guys...but I love them!

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON

Archive for novembro, 2016

TODAY’S SOUND: THE FACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Iniciando nossos posts sobre revistas famosas que marcaram época, hoje falamos sobre a bíblia da cultura pop dos anos 80/90, a revista inglesa The Face.

the-face

Antes da internet e das mídias sociais, existiu uma revista que era uma espécie de guia para minha geração, que foi jovem nos anos 80 e buscava o que estava acontecendo de mais moderno no mundo pop.

O logo criado por Brody para a The Face em 1987.

O logo criado por Brody para a The Face em 1987.

Música, cinema, moda, comportamento, cultura club, games, design, arte, quadrinhos, as novas drogas que surgiam: The Face cobria todos estes assuntos e muito mais, quem saía na capa da revista era o que de mais bacana estava acontecendo naquele momento.

the-face-covers

Lembro em correr para a banca de importados e procurar pelo meu exemplar, tendo sido ávido leitor da revista durante os períodos  do final dos anos 80, toda a década de 90 e início dos anos 00.

A revista iniciou suas atividades em 1980, em Londres, graças ao talento de Nick Logan, o editor do NME (New Musical Express) na década de 70, além de publicações como Arena (a ótima revista de moda masculina), Arena Homme Plus (também de moda masculina, porém com dois exemplares por ano), Smash Hits (de música pop), Frank, Deluxe, entre outras.

Primeiro exemplar da The Face com Jerry Dammers (do The Specials) na capa.

Primeiro exemplar da The Face com Jerry Dammers (do The Specials) na capa.

Logan percebia a falta de revistas que cubrissem a cultura jovem de maneira inteligente e que fizesse a conexão perfeita entre música e moda.

Logo que surgiu, a The Face tinha o design gráfico realizado por Neville Brody, o icônico designer inglês que arrasava na tipografia e no visual que a revista teve no período de 1981 a 1986, logo no começo de sua existência.

A famosa capa "Electro" com design de Neville Brody, de 1984.

A famosa capa “Electro” com design de Neville Brody, de 1984.

Brody é que deu a cara para a The Face se sobressair em relação à concorrência, com suas páginas altamente elaboradas que prendiam a atenção de quem folheava a revista. Seus designs eram arrojados, era uma linguagem moderna e inovadora.

Tipo de fonte usada por Nevile Brody para a The Face e o logo que criou para a revista.

Tipo de fonte usada por Nevile Brody para a The Face e o logo que criou para a revista.

Com seu toque, Brody modificou a comunicação visual da época, elaborando capas de discos (de grupos como Cabaret Voltaire), posters, além de contribuir com outras revistas como Per Lui, Lei, Arena (onde foi o diretor de arte de 1987 a 1990), entre outras.

Até a página descrevendo o conteúdo de cada exemplar, era um cuidadoso trabalho de Brody.

Até a página descrevendo o conteúdo de cada exemplar, era um cuidadoso trabalho de Brody.

Matéria da The Face sobre Morrissey com design de Brody.

Matéria da The Face sobre Morrissey com design de Brody.

Mas os primeiros logos não foram criados por Brody e sim por Steve Bush, que trabalhava com Logan na Smash Hits. Mas é dele o logo em duas cores (vermelho e branco) e que durante muito tempo identificou a revista.

the-face-article

Matéria da revista nos anos 80 sobre o Kraftwerk.

Outra dos momentos de sorte de Logan foi que quando ele lançou a The Face, as revistas NME e Melody Maker estavam em greve e isto ajudou a vender os primeiros exemplares da nova revista.

Outra capa marcante da The Face, com o tema 'Hell's angels", falando sobre moda masculina (quando era um assunto pouco falado na Inglaterra).

Outra capa marcante da The Face, com o tema ‘Hell’s angels”, falando sobre moda masculina (quando era um assunto pouco falado na Inglaterra).

A revista adorava a cultura jovem, os movimentos que surgiam na Inglaterra, que eram definidos por sua influência na moda e na música, como o punk, pós punk, góticos, buffalo, hip hop; enfim, tudo que surgia, a revista estava sempre de olho e antenada para tudo.

Assim foi com os new romantics por exemplo, com a revista dando capa e várias matérias quando o movimento apenas começava.

A club culture sempre foi dos assuntos preferidos da The Face, como mostraesta capa de 1983.

A club culture sempre foi dos assuntos preferidos da The Face, como mostraesta capa de 1983.

Foi na The Face que foram publicados as primeiras fotos do chamada “Buffalo Look”, o estilo criado pelo stylist Ray Petri (que trabalhou na revista como editor de moda free-lancer) e que dominou o mundo pop de meados dos anos 80, com artistas como Neneh Cherry, Nick e Barry Kamen, Soul II Soul, entre outros.

o teen model Felix (que até fez clipe com Madonna) na icônica capa "Killer" fotografada por Jamie Morgan, com styling de Ray Petri, no auge do Buffalo style.

O teen model Felix (que até fez clipe com Madonna) na icônica capa “Killer” fotografada por Jamie Morgan, com styling de Ray Petri, no auge do Buffalo style.

E justamente isso, a The Face fazia com maestria: capturar o que a juventude fazia, quais eram seus gostos, quais seus comportamentos, a música que gostavam de ouvir e a roupa que gostavam de vestir.

Imaginem uma época em que não havia a internet para se informar, dependíamos apenas das revistas nacionais e das importadas, que “salvavam” nossas vidas e as três principais eram a The Face, I-D (que surgiu nove meses depois da Face e existe até hoje) e The Blitz (que também não existe mais).

Outro número icônico, dseta vez falando de Jean Paul Goude e o visual que ele criou para Grace Jones.

Outro número icônico, desta vez falando de Jean Paul Goude e o visual que ele criou para Grace Jones.

E não pensem que era fácil de achar, ela chegava em pequenas quantidades no Brasil, somente em bancas especializadas, era cara e muitas vezes tinha que reservar para não ficar sem seu exemplar.

Durante os anos 80 e 90, a The Face dominou este mercado, claro que existia a concorrência, mas a revista tinha algo especial, os textos, as fotos, tudo era altamente bem elaborado e exclusivo.

face

Capas da The Face (no sentido horário): Tim Simenon (do Bomb the Bass), Neneh Cherry, Jazzie B. (do Soul II Soul) e Jean Paul Gaultier.

Os fotógrafos adoravam a qualidade do papel e a produção da The Face, por isto colaboravam direto com a revista, tendo aberto caminhos para nomes como Nick Knight, Jamie Morgan, e outros.

Para se ter uma ideia: no início dos anos 90, a The Face foi a primeira revista a publicar um editorial da fotógrafa Corinne Day (que era colaboradora da revista e faleceu em 2010) com a então iniciante modelo Kate Moss, num editorial de oito páginas que virou icônico.

A primeira capa da vida de Kate Moss foi para a The Face, em 1990, clicada por Corinne Day.

A primeira capa da vida de Kate Moss foi para a The Face, em 1990, clicada por Corinne Day.

Day acabou criando um estética (junto com fotógrafos como David Sims) denominada de heroin chic, que acabou tomando conta da moda e gerando muita polêmica.

A revista entrou nos anos 90 a mil, trabalhando com fotógrafos como Mario Sorrenti, David LaChapelle, Ines van Lamsweerde and Vinoodh Matadin, Jean-Baptiste Mondino, Juergen Teller, Stéphane Sednaoui, Craig McDean, Steven Klein, Mario Testino, Terry Richardson e muitos outros.

Capa com Madonna de 1990, fotografada por Jean-Baptiste Mondino.

Capa dos dez anos da The Face com Madonna, fotografada por Jean-Baptiste Mondino, em 1990.

Os editorias da revista eram sensacionais, sempre lançando tendências e com imagens bem marcantes, que não costumávamos ver nem nas revistas de moda, pois a Face era sempre mais underground, mais a frente das outras.

Além de ter contado com jornalistas como Julie Burchill, Tony Parsons, Jon Savage, Dylan Jones, Fiona Russell Powell, James Truman, Gavin Hills (falecido em 1997), entre outros.

the-face-ziper

Depois da saída de Brody, outros criativos diretores de arte assumiram o visual da revista, que sempre manteve sua modernidade e vanguarda, incluindo Lee Swillinghan (que foi o diretor de arte entre 1993-1999), Craig Tilford (de 1999 a 2002) e Graham Rounthwaite (2002-2003).

A icônica capa com Kurt Cobain, do Nirvana, de vestido.

A icônica capa com Kurt Cobain, do Nirvana, de vestido.

Em suas capas, a revista já colocou um verdadeiro who’s who que incluiu Madonna, Kate Moss, Björk, Prince, David Bowie, Leonardo di Caprio, Uma Thurman, Oasis, Beastie Boys, Isabella Rossellini, New Order, Alexander McQueen, Boy George, Kurt Cobain, Annie Lennox, River Phoenix, Siouxsie & the Banshees, Grace Jones, Ewan McGregor, David Beckham, Beyoncé, e muitos outros.

Alexander McQueen ilustrava a capa de uma The Face clicado por Nick Knight.

Alexander McQueen ilustrava a capa de uma The Face de 1998, clicado por seu amigo e colaborador Nick Knight.

A revista sofreu um duro golpe em 1992, quando Jason Donovan (então famoso cantor pop) processou a revista por insinuar que ele era gay e acabou vencendo e recebeu uma indenização polpuda.

Assuntos polêmicos como as drogas mereciam capas e extensas matérias escritas por quem entendia do assunto.

Assuntos polêmicos como as drogas mereciam capas e extensas matérias escritas por quem entendia do assunto.

Este exemplar do ano 2000 sobre sexo, vinha numa capa de plástico cor de rosa.

Este exemplar do ano 2000 sobre sexo, vinha numa capa de plástico cor de rosa.

Em 1999, a revista foi vendida para o conglomerado editorial EMAP.

Outra modelo brasileira que fez uma foto especial, de página central, para a revista foi Shirley Mallmann, nesta imagem abaixo vestindo McQueen e clicada por Nick Knight, em 1998.

the-face-shirley

Num de seus últimos números comemorativos (do 20º aniversário), La Chapelle fez esta marcante imagem de Gisele Bündchen enrolada no logo da revista.

the-face-giselebundchenbylachapelle

Porém, durante os anos 00, com a internet começando a bombar, as vendas da revista começaram a decair e a EMAP resolveu fechá-la em 2004, para o desgosto de seus fãs.

Capa de 2001 cujo tema era Party Hard, falando dos clubbers que exageravam nas festas.

Capa de 2001 cujo tema era Party Hard, sobre os clubbers que andavam exagerando nas festas. A foto é de Terry Richardson.

Nesta capa de 2000, uma brincadeira com o logo da revista, que virou preto e branco.

Nesta capa de 2000, uma brincadeira com o logo da revista, que virou preto e branco.

No ano que vem, deve ser publicado o livro “Legacy: the story of The Face”, do jornalista Paul Gorman (que também deve lançar uma biografia sobre Malcom McLaren), que vai nos contar toda a história da publicação, bem como destacar seus melhores momentos- capas, editoriais – enfim, será uma maneira de recuperar um pouco da magnitude que a revista teve em sua época de existência.

 

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: THE WHITE STRIPES POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando os posts de duplas musicais, hoje falamos do White Stripes, o duo de blues-rock formado por Jack e Megan White que dominou o rock alternativo no início dos anos 00.

white-stripes

Os dois se conheceram em Detroit, no restaurante Memphis Smoke, onde ela trabalhava e ele lia poesias. Eles passam a frequentar a cena musical da ̩poca Рnos coffee shops, bares, pequenos teatros Рenquanto Jack aprendia a tocar bateria.

A primeira banda da qual ele participou foi a Goober & the Peas, um coletivo cowboy/punk, isto em 1994.

Jack White (seg. da esq. p a dir.) com o Gooble and the peas.

Jack White (seg. da esq. p a dir.) com o Goober and the peas.

Os dois se casam em 1996 e Jack (cujo nome de solteiro era Gills) adota o sobrenome da mulher, se denominando Jack White.

Com o fim da Goober & the Peas, ele participa de algumas outras bandas como The Go, uma banda de garage/punk que grava o disco “Watcha Doin’”, no qual ele toca guitarra e participa dos backing vocals.

c

Além do The Go, ele também toca com The Hentchmen e Two-star Tabernacle.

Mas o que ele queria mesmo era formar uma banda com sua mulher, que estava aprendendo a tocar bateria, assim eles criam o White Stripes em 1997.

Desde o começo o White Stripes tinha um

Bonnaroo Music & Arts Festival - Day 4a predileção pelo número três: sua marca registrada passa a serem as cores vermelho, preto e branco; além de optar por vocais, guitarra e bateria (ou piano) e sem o uso do baixo.

O duo opta pela estética lo-fi, utilizando instrumentos antigos, além de um estilo garage/blues/rock que conquista a nova geração.

whitestripes-1800-1400849376

Assim, eles lançam seu primeiro single, ‘Let’s shake hands”, em 1998 (aqui numa apresentação no Gold Dollar, em Detroit):

No começo, Jack e Megan se diziam irmãos, até que se descobriu que eram na verdade marido e mulher.

Eles assinam com o selo Sympathy for the Record Industry e lançam seu primeiro disco, The White Stripes, em 1999, cujo primeiro single era “The big three killed my baby”:

O disco conquista a crítica, pela mistura que o duo faz de punk/metal/blues/country. O primeiro álbum é dedicado a Son House, o blueseiro que é uma das principais influências de Jack White e do qual ele fez uma cover da canção gospel/blues, ‘John, the revelator”:

O próximo álbum deles, “De Stijl”, é lançado em 2000. O título é inspirado pelo movimento artístico alemão (do qual Modrian era adepto), cujo design minimalista já começa pela capa e influencia também a música.

white-de

Neste mesmo ano, Jack e Megan se divorciam, continuando sua parceria apenas musicalmente.

O primeiro single lançado foi ‘Hello operator’:

O álbum conquista o 38º lugar da parada de discos independentes e começam a serem notados pelo mundo pop.

Outro destaque do disco era “Death Letter”, cover de uma música de Son House:

Mas foi com o terceiro disco, ‘White bood cells”, que eles realmente estouraram: na verdade o álbum havia sido lançado em 2001, mas foi relançado pela V2 (gravadora de Richard Branson, da Virgin) em 2002 e os colocou de vez no mapa musical e mundial.

whitestripes_cut

O álbum previlegiava um som mais do rock garage clássico, menos blues e mais roqueiro mesmo e que teve um revival no início dos anos 00 com bandas como o The Strokes e The Hives.

O vídeo de ‘Fell in love with a girl” conquista público e crítica, vencendo três prêmios no MTV Music Awards, com sua animação feita de Lego e direção do conceituado Michel Gondry (diretor de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”):

O álbum é considerado dos melhores surgidos nos anos 00, incensado por publicações como Rolling Stone, Q, além do Pitchfork, New York Times, entre outros.

white2

Outras músicas que também se destacavam no disco eram ‘Hotel Yorba”, ‘Dead leaves and the dirty ground” (com outro vídeo dirigido por Gondry) e ‘We’re going to be friends”:

Uma curiosidade: o disco foi dedicado a Loretta Lynn, a cantora country admiradíssima nos EUA e que Jack produziu o seu retorno com o álbum “Van Lear Rose” (de 2004).

Jack White beijado por Megan e Loretta Lynn (à direita).

Jack White beijado por Megan e Loretta Lynn (à direita).

Em 2003, a dupla lança seu quarto disco, “Elephant”, agora por uma grande gravadora e atingindo o top 10 americano e inglês e conquistando o disco de platina.

ws_55454

O álbum era puxado pela canção ‘Seven Nation Army”, a música mais conhecida deles  e que venceu o Grammy de melhor canção de rock. Abaixo o brilhante vídeo da dupla Alex & Martin:

Recentemente a música foi utilizada, sem a autorização deles, na campanha de Donald Trump e foi repudiado pelos dois.

white_stripes_mlh01701_website_image_sgjv_standard

O disco era o momento ápice da carreira da dupla, conquistando o Grammy de melhor álbum de música alternativa e o mais legal foi que naquele ano de 2003, eles se apresentaram num inesquecível show no Tim Festival, que pude conferir e que levou a plateia ao delírio.

Além disso, o disco ainda originou os hits ‘I just don’t know what to do with myself” (cover de Burt Bacharach em vídeo estrelado por Kate Moss) e ‘The hardest button to button” ( com outro vídeo brilhante de Gondry):

Seu próximo trabalho é lançado em 2005, foi todo gravado em Nashville e é intitulado ‘Get behind me satan”.

white-stripes-get-behind-me-satan-album-cover-art-630x420

Neste álbum ele substitui sua guitarra elétrica por uma acústica e melodias mais rítmicas, com pianos e marimba (tipo de xilofone).

O disco origina mais três singles:

- ‘Blue Orchid”:

- ‘My Doorbell”:

- “The denial twist”:

Neste mesmo ano, eles voltam a se apresentar no Brasil, inclusive numa concorrida apresentação no Teatro Amazonas, registro este lançado no ano passado como “Under amazonian lights”.

v23_lp

Aqui no Brasil, ele ainda casa com a linda modelo ruiva e inglesa, Karen Elson (com a qual teve dois filhos, mas já está divorciado).

Em 2006, numa pausa do White Stripes, Jack se dedica ao projeto The Raconteurs.

Em 2007, o contrato deles com a V2 vence e eles assinam com a gigante Warner, lançando no mesmo ano o novo disco, “Icky Thump’.

icky-thump-vinyl

O álbum alcançou o primeiro lugar na Inglaterra e no segundo lugar da parada da Billboard, mostrando um retorno do duo às suas origens de garage e blues.

Entre os singles do álbum estavam:

‘Icky Thump”:

‘You don’t know what love is (you just do as you’re told)”:

“Rag & bone”:

‘Conquest”:

Apesar de toda a badalação e ótima receptividade, este acaba sendo o último disco de estúdio do duo, que resolve fazer um hiato depois deste: Meg apresentava sinais de ansiedade e Jack se dedica a um novo projeto, o The Dead Weather.

Os dois voltam a se reunir em 2009, no episódio final de Late Night with Conan O’Brien, onde interpretam um de seus antigos sucessos.

white-stripes-the-513ed47374340

No mesmo ano de 2009 é lançado o filme-concerto “Under great White Northern Light” que registra a última turnê que os dois fizeram por várias cidades do Canadá, originando álbum duplo e DVD.

Vários boatos de uma possível volta do duo já foram ventilados, mas um novo trabalho é pouco provável que aconteça.

whitestripes1

A última novidade em relação a eles foi o lançamento da canção inédita, ‘City Lights”, que acabou ficando de fora do disco “Get behind me satan”e que acbou ganhando um novo vídeo de Gondry e está incluso no disco ‘Jack White Acoustic Recordings 1998-2016″:

O White Stripes foi o responsável pelo resgate do velho e bom rock n’ roll, feito com prazer, com paixão, conquistando novas gerações para este gênero imortal de música.

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

Mrs. Jones

Mrs. Jones

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: SIMON & GARFUNKEL POR ARTHUR MENDES ROCHA

A dupla de hoje foi das mais famosas nos anos 60, no início da predominância do folk nas paradas de música pop americanas; eles são Simon & Garfunkel.

simon-and-garfunkel

Paul Simon e Art Garfunkel se conheceram na escola, aos onze anos, onde Simon (por sua baixa estatura) sofria bullying dos colegas e Garfunkel saía em sua defesa.

Unidos pela mesma paixão pela música, e sob a influência de grupos pop da época como o Everly Brothers, os dois resolvem formar a dupla Tom & Jerry, quando eram adolescentes e gravam a canção “Hey Schoolgirl”, que chega ao top 50 da parada americana em 1957:

Porém, as tentativas seguintes da dupla não dão muito certo e os dois desistem da dupla Tom & Jerry.

simongarfunkel-ps_-5948-1

Alguns anos mais tarde, Simon continuava envolvido com a música, trabalhando para a E.B. Marks, uma editora musical.

Ele volta a se reunir com o amigo Grafunkel e formam a dupla Simon & Garfunkel, conseguindo uma audição com a Columbia Records e chamando a atenção de Tom Wilson, produtor e especialista de jazz, já tendo trabalhado com Miles Davis e Bob Dylan, entre outros.

simon-garfunkel

O que se destacava na dupla era a poesia das canções de Simon e a voz de tenor de Garfunkel e assim eles lançam seu primeiro álbum, em 1964, “Wednesday Morning 3 A.M.”.

A moda na época era o folk de artistas como Bob Dylan e o álbum seguia este caminho, mas faltava algo mais para cair nas graças do grande público.

simon-garfunkel-wednesday-morning-499004

Um das canções presentes neste primeiro disco era “The Sound of Silence”, um lindo folk, suave, apenas com as harmonias vocais dos dois e pouca instrumentalização além de um violão acústico:

Graças à sagacidade do produtor Wilson, que viu mais futuro na canção; ele, sem a permissão da dupla, acrescenta mais instrumentos como baixo, guitarra elétrica e bateria, dando à canção uma nova vida e relançando-a em single.

simongarfunkel-6047-c2-1

O sucesso da nova roupagem da música foi instantâneo, transformando-a num clássico do folk-rock e lançando a dupla para o estrelato, atingindo o primeiro lugar em 1966. Abaixo a versão mais encorpada:

Os dois estavam prontos para lançar um novo álbum, com letras mais consistentes de Simon e para um público mais abrangente e não somente jovem, utilizando o mesmo nome da canção que os fez ressurgir, o disco “Sounds of Silence”.

O álbum também incluía novos hits como ‘I am a rock” e ‘Richard Cory”:

Aproveitando o destaque que a dupla vinha alcançando, a gravadora resolve lançar outro álbum em outubro de 1966, “Parsley, Sage, Rosemary and Thyme”, num momento bastante conturbado, com movimento hippie, manifestações de direitos civis e outros acontecimentos sócio-políticos que sacudiram a América.

parsley-sage-rosemary-and-thyme-cover-1

Era o primeiro álbum onde eles tiveram controle total, desde a engenharia do som até a mixagem, já abrindo com a tocante “Scarborough Fair”, uma de suas canções mais inspiradas e baseada numa canção medieval (aqui no Concerto do Central Park):

Outra canção de destaque do disco era ‘Homeward Bound”,  aqui numa versão no Festival de Monterey, apresentados por John Phillips (do The Mamas & Papas):

O ano de 1967 foi fundamental para a dupla, já que várias de suas canções são incluídas no filme “The Graduate” (A primeira noite de um homem), o clássico de Mike Nichols que fez de Dustin Hoffman um astro e de Anne Bancroft, a eterna Mrs. Robinson; ganhando uma música especialmente para ela (aqui num vídeo com cenas do filme):

A trilha também incluía outras canções da dupla como“The Sound of Silence”, ‘Scarborough Fair”, ‘April come she will”, entre outras e foi um sucesso arrebatador, vencendo o Grammy de melhor trilha.

Mesmo com a música pop tendendo para um lado mais lisérgico, as canções de Simon & Garfunkel não sofreram alteração radical e sim uma evolução de consistência e maturidade que culminou com o álbum “Bookends”, com a icônica capa em P&B (que inspirou o primeiro disco da dupla Kruder & Dorfmeister).

bookends-1

O álbum alcança o primeiro lugar na parada americana e inglesa com canções como ‘America”, a canção que fala de um casal que viaja pela América e que acaba sendo uma metáfora de uma país que enfrentava o assassinato de Martin Luther King, Robert Kennedy e a Guerra do Vietnã:

Outra canção de destaque do álbum era “A Hazy shade of winter”:

Porém, com o final da década de 60 se aproximando, a dupla vai enfraquecendo sua parceria, com Simon se sentindo limitado numa parceria que se estendia por mais de uma década , além de Garfunkel estar tentando uma carreira no cinema (ele estreia em ‘Catch 22” em 1970).

sg1

Seu próximo disco, e último oficial de estúdio como dupla, em 1970, é um de seus maiores êxitos: “Bridge over troubled water”, capitaneado pela música título, um hit mundial absoluto.

Além dessa, o disco ainda gerou mais três músicas de sucesso:

- ‘The Boxer”:

- ‘Cecilia”:

E ‘The Condor Pasa/If I could”:

Além disso, o álbum conquista quatro Grammys, incluindo melhor álbum do ano.

Porém, as desavenças entre os dois tornam-se insustentáveis, inclusive algumas canções de ‘Bridge over troubled water” foram gravadas separadamente e alguns dias após o lançamento do disco, os dois se separam.

Foi um choque para os fãs de todo mundo, com Simon se lançando em carreira solo e Garfunkel indo para Connecticut lecionar matemática, no auge da fama.

New York Simon Garfunkel Concert

Garfunkel continuaria sua carreira de ator no filme “Carnal Knowledge” em 1971 (ao lado de Jack Nicholson e Ann Margret), enquanto Paul Simon lançaria seu primeiro disco solo em 1972, já flertando com a world music.

Os dois voltam a se reunir em 1975, com a canção “My little town”, que atinge o top 10 da parada americana.

Turminha boa reunida no Grammy (da esq. p dir.): Bowie, Garfunkel, Simon, Yoko e John Lennon.

Turminha boa reunida no Grammy (da esq. p dir.): Bowie, Garfunkel, Simon, Yoko e John Lennon.

Depois, eles só voltariam a se reunir em 1981, com um mega concerto no Central Park que atraiu mais de 500 mil fãs e que originou o álbum duplo ao vivo “The Concert in Central Park”.

A

Depois de várias tentativas de reunião dos dois, eles voltam a se reunir quando recebem o Grammy Lifetime Achievement Award, em 2003.

No ano seguinte, eles fazem uma lucrativa turnê e mais um disco ao vivo, o “Old friends live on stage”, que culminou com um show no Coliseu, em Roma.

Em 2009, Simon faz uma apresentação no Beacon Theatre, em NY, e Garfunkel faz aparição surpresa, interpretando algumas antigas canções deles. Mais apresentações se repetiram no mesmo ano, incluindo um show no 25º aniversário do Rock & Roll hall of fame.

Simon and Garfunkel Tour

Porém, em 2010, Garfunkel  sofreu de uma paresia (perda de movimento) nas cordas vocais e acabou cancelando uma provável nova turnê com o antigo colega.

Reclamando da falta de apoio de Simon, que segue em sua carreira solo, uma provável reunião dos dois é algo improvável, ainda mais depois das declarações de Garfunkel de que ele havia criado um monstro (Simon).

Ficam as memórias de músicas inspiradas que os dois fizeram enquanto dupla e que até hoje continuam sendo admiradas e escutadas por quem aprecia música pop de qualidade.

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: AIR POR ARTHUR MENDES ROCHA

O duo de hoje é o Air, a dupla de música eletrônica que se apresentou esta semana em São Paulo e que acaba de completar vinte anos de estrada.

air-smoke-new-logo

O Air é composto por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, que se revezam na composição e no uso de instrumentos como os sintetizadores Moog e Korg MS-20, piano elétrico Wurlitzer, Vocoder, entre outros.

O nome deles é um acrônimo de Amour (Amor), Imagination (Imaginação) e Rêve (Sonho).

A música deles pode ser definida como downtempo/moody/ambient e possui diversas influências que vão de trilhas sonoras obscuras a rock progressivo e psicodélico de bandas como Pink Floyd, passando pelo pop de Burt Bacharach, Brian Wilson, o toque francês de Serge Gainsbourg, os sintetizadores de Jean-Jacques Perrey (falecido este ano e que já colaborou com eles), Vangelis, Jean Michel Jarre, Tomita, e passando pela disco music instrumental de Cerrone e Moroder.

air-1

Meu primeiro contato com o Air foi através de músicas deles incluída em compilações da Mo’Wax e Source (como na compilação Sourcelab).

Eles começaram a chamar a atenção quando a música eletrônica produzida na França teve um resurgimento por volta de 1996, o chamado French touch ou French house que tomou conta das pistas neste período.

air_pic

Apesar da música do Air não ser dançante, por serem franceses, eles eram parte daquela revolução sonora que os franceses vinham fazendo na música eletrônica.

O Air era um sopro de novidade num período de música mais pesada, era a trilha perfeita para ouvir numa atmosfera mais calma, relaxando em casa ou num chill out com amigos.

airpr140111

Como um crítico musical bem definiu, o Air faz música elegante e climática para a trilha de um filme imaginário.

Os dois se conheceram na faculdade de Versailles, onde Godin estudava arquitetura e Dunckel matemática.

Nos primórdios do Air, os dois participaram de um projeto chamado Orange, do qual também fazia parte Alex Gopher (DJ e produtor da cena francesa), que foi quem os apresentou e que acabou saindo da banda.

air-1

Com a saída de Gopher, o Orange acaba se tornando o Air, isto em 1995.

Durante o período de 1995 a 1997, eles lançaram alguns singles incluídos no EP ‘Premiers Symptêmes” (que foi relançado com o sucesso da banda).

air-records

O primeiro single que ouvi deles foi “Casanova 70”, um downtempo cheio de texturas e que nos dava a sensação de estar dentro de um filme cool:

Outro single que me apaixonei mais ainda foi a atmosférica “Le soleil est prés de moi” (abaixo com imagens do DVD deles, “Eating, Sleeping, Waiting & Playing”):

Mas isto tudo era apenas um ensaio do que estava por vir na carreira deles com o lançamento de “Moon Safari”, o primeiro álbum da banda propriamente dito, um disco que mudou vidas e que se tornou a trilha do início de 1998, quando foi lançado pela Virgin (com quem o duo havia assinado).

O disco foi um hit absoluto entre os admiradores de eletrônica e de novas sonoridades.

air-moon

Os dois se dividem nos diversos instrumentos presentes no álbum que, além de sintetizadores incluem baixo, guitarra, percussão, piano, pandeiro e até flauta pan.

Entre os destaques do disco estavam:

- ‘La Femme D’Argent’- música instrumental cujo vídeo conta um pouco da história de Moon Safari, prestem atenção nos textos dos monitores:

- “Sexy Boy” – música chave da banda, com sua batida sensual, um dos grandes hits deles. Abaixo o vídeo dirigido por Mike Mills (habitual colaborador da banda, designer gráfico e diretor do filme “Beginners”) que mistura animação, um macaco e live action, tendo ao fundo NY:

Capa do single de "Sexy Boy", com o macaquinho do video.

Capa do single de “Sexy Boy”, com o macaquinho do video.

- “All I need” – com os lindos vocais de Beth Hirsch, que eles conheceram na casa de um produtor do mesmo bairro deles (Montmartre), escutaram suas demos e ela virou colaboradora da banda, inclusive ajudando a co-escrever as letras e a melodia. O video também foi dirigido por Mills:

- “Kelly watch the stars”- música feita em homenagem a Kelly, personagem de Jaclyn Smith no seriado ‘Charlie’s Angels” (As Panteras) e das músicas mais emblemáticas deles:

O duo era a sensação daquele momento, ganhando a capa de várias publicações como a The Face, além de ser disco de ouro na França e de platina na Inglaterra.

air-face

Depois de vários shows esgotados pelo mundo a fora, seu próximo trabalho era aguardado com curiosidade.

Sofia Coppola, que estava então estreando como diretora, os convida para fazer a trilha de “The Virgin Suicides’, em 2000; nada melhor para um duo que tinha em trilhas sonoras uma de suas grandes inspirações. O destaque vai para a música tema, ‘Playground Love’, onde os vocais são de Gordon Parks (que na verdade é o pseudônimo de Thomas Mars, vocalista do Phoenix e marido de Sofia), com seu clipe onde um chiclete ‘canta”e vai passeando por cenas do filme:

Eles também remixaram artistas como Neneh Cherry, Depeche Mode, David Bowie, entre outros.

Além de colaborarem com sua musa Françoise Hardy nas músicas “Jeane’ e ‘Au fond du revê doré”.

Seu próximo disco com novas canções é lançado em 2001, “10 000 Hz Legend’ e mostra que eles desejavam mudar um pouco a sua sonoridade, com influências mais roqueiras, mas do rock mais atmosférico e espacial. Um dos singles era ‘How does it make you feel’:

Um dos convidados do álbum era Beck, que participa de duas faixas, entre elas “Don’t be light”, com animação da dupla Myrkz & Moriceau (que também já fez clipes de Sébastien Tellier, The Avalanches, entre outros):

Em 2003, eles fazem uma interessante colaboração com o escritor italiano, Alessandro Baricco, na qual o autor narra cenas de seu livro ‘City” tendo ao fundo a música do Air, e lançam a experiência no disco ‘City Reading (Ter Storie Western).

air-4dd69d958f42c

Seu próximo trabalho, ‘Talkie Walkie”, é lançado em 2004, com todas as canções interpretadas por eles e que incluía o single, ‘Cherry Blossom Girl”, cujo vídeo chegou a ser censurado e teve a direção de Kris Kramski (diretor de cinema pornô):

Outra música incluída no disco era “Alone in Kyoto’, composto especialmente para o filme de Sofia Coppola, “Lost in Translation”:

Também merecem destaques as faixas “Surfing on a Rocket’ e ‘Alpha Beta Gaga”:

Fora que todas as faixas do Air, desde o começo, já ganharam versões dos artistas de maior destaque da música eletrônica como Joakim, Juan McLean, Cassius, Étienne de Crécy, Simian Mobile Disco, Danny Krivit,entre outros.

Eles também produzem, em 2006, o álbum de Charlotte Gainsbourg, “5:55’.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

No mesmo ano, Dunckel lança o seu projeto solo, ‘Darkel”, masterizado pelo antigo amigo Alex Gopher.

O próximo disco do Air só é lançado em 2007, ‘Pocket Symphony”, que utiliza instrumentos japoneses como o koto (uma harpa de chão) e o shamisen (um banjo de três cordas), e tem a colaboração de Jarvis Cocker (do Pulp) e Neil Hannon (do Divine Comedy).

Uma das faixas era “Mer Du Japon’, com influências da banda Taxi Girl, de Mirwais (produtor de Madonna em discos como ‘Music’):

A capa do disco, com duas estátuas deles transparentes, é do artista francês Xavier Veilhan.

air-pocket_symphony-air_480

Outra música do disco é a linda ‘Once upon a time”, que como o próprio título diz, é uma espécie de fábula:

Em 2009, eles lançam um novo disco, ‘Love 2”, com músicas como “Sing Sang Sung’, um delicioso pop com vídeo animado novamente por Myrkz & Moriceau:

Em 2010, tive a chance de vê-los ao vivo no Rio, quando vieram se apresentar pela primeira vez no país, tocando seus maiores hits num show inesquecível.

air-1-1

Vestidos sempre impecavelmente, seja com conjuntos safári ou usando muito branco, eles são elegantes, assim como seu som.

O Air ainda lança mais dois discos: um em 2012, ‘Le Voyage dans la lune” (inspirado pelo homônimo filme de Georges Méliès) e outro em 2014, ‘Music for Museum” (encomendado pelo Palais dês Beaux-Arts de Lille).

Este ano eles estão totalmente dedicados a “Twentyyears”, a nova coletânea de sucessos deles, editada em edição especial em vinil, contendo dois discos coloridos, além de cd triplo, sendo que um somente de raridades e remixes.

air-special-edition

Além disso, eles estão fazendo turnê mundial para divulgar o disco e fazer um apanhado de sua carreira.

Segundo declarações, os dois não imaginam gravando um novo disco tão cedo, mas esperemos que isto não signifique o fim de uma das bandas mais cool surgidas nos anos 90/00.

   Comentário RSS Pinterest   
 

White Tiger & Black Jaguar #gunsnroses

White Tiger & Black Jaguar  #gunsnroses

   Comentário RSS Pinterest