One of the best times of my life, protected by my brothers @junmatsui @guibsss @paulogambale sailing over Rio Caraíva.Esse anjinho, cheio de amor pra dar, procura um lar! 😌 o nome dele é Rafael, está no @dogsvillebr. Alguém aí precisando de amor?Orquídea Brassia Eternal Wind bombani 😃 #orquídea #orchids #brassiaeternalwind #nofilterAbriu!!! Nhá! 😃 #orquídea #catleya #tropical #nofilterA flor-muda de Alpínia que vc me deu há pelo menos 15 anos atrás, não só está viva ainda, mas feliz, animada e cheia de flores! Feliz aniversário @marianajorge13 😉 !!!Já vai tarde!!! Regran @realgrumpycatA estranha e perfumada #orquídea #StanhopeaTigrina acabou de abrir!Pronto! Mamãezinha já foi longe demais mesmo com isso hoje! @hannariusaOlá, eu sou eu o Tigre denovo, venho por meio desta reclamar que Mamãezinha resolveu me torturar mesmo com essa troca de roupinhas! Disse que com este pullover @hannariusa posso ir estudar em Harvard! Já falei que não quero e não adianta mesmo!Alô? Boa tarde, meu nome é Tigre, sou o amor da minha Mamãe porém tô aqui muito #chatiado com isso. Mamãe me abandona na casa da Vovó pra viajar e volta com isso! Disse que eu tô chic de trench coat e gravatinha e que é pra ficar paradinho mesmo mesmo! Meu look #1 @hannariusa modas de Nova Iorque

                
       





















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CURRENT MOON


Arthur Mendes Rocha

TODAY’S SOUND: SLY & THE FAMILY STONE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Sly & The Family Stone foi um dos primeiros grupos multirraciais; misturando além de raças, gênero, já que homens e mulheres faziam música junto e de maneira extraordinária, tornado o funk, o ritmo mais novo surgido no final dos anos 60.

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Se James Brown inventou o funk, Sly o aperfeiçoou, fazendo dele uma dança da liberação, misturando junto gêneros como o rock, o gospel, jazz, além de ritmos latinos.

O cérebro de tudo isto se chama Sylvester Stewart, ou apenas Sly, como foi pronunciado seu nome erroneamente por um colega de escola e que acabou se tornando sua identidade.

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Sly começou cantando em corais de gospel junto com sua família e aos oito anos já estava gravando um disco de 78 rotações como o Stewart Four.

Esta experiência de Sly na igreja pentecostal fez com que ele levasse adiante esta mensagem de harmonia entre negros e brancos através de sua música.

Um prodígio desde cedo, ele foi aprendendo a tocar instrumentos como teclados, guitarra, baixo e a participar de grupos musicais na escola, entre eles, o Viscaynes, que chegou a lançar alguns singles. Seu irmão Freddie, também passa a participar de alguns destes grupos.

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Nos anos 60, ele se lança também como DJ, discotecando soul, R&B, rock nas rádios locais e se tornando conhecido pelo bom gosto musical.

Em meados desta década, ele experimenta a produção no selo Autumn Records, gravando a música ‘C’mon & Swim (Autumn) com o cantor Bobby Freeman, que se torna um hit pop.

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Em 1966, ele e seu irmão Freddie tinham cada um a sua banda: Sly & the Stoners (da qual participava a trompetista Cynthia Robinson) e Freddie and the Stone Souls (com o baterista Gregg Errico).

Foi o saxofonista Jerry Martini quem deu a ideia dos dois unirem suas bandas e formarem um só grupo.

Assim, em 1967, com Sly no órgão, Freddie na guitarra, mais Robinson, Errico, a irmã de Sly, Rose nos teclados e vocais e o baixista e vocalista Larry Graham, estava completo o line-up do Sly & the Family Stone.

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Não demorou muito para que um caça-talentos os descobrissem tocando em Redwood City e eles assinaram com a Epic Records.

Além de fazer shows semanais em Las Vegas no Pussycat a Go Go, eles gravavam o seu álbum de estreia, em Los Angeles, intitulado ‘A Whole New Thing”.

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No álbum, letras celebratórias, além dos inúmeros vocais, baixos pronunciados mostravam um caldeirão de musicalidade que conquistou a critica e músicos como Miles Davis e Tony Bennett. Porém esta proposta nova não conquistou o público de primeira e foi necessário o lançamento de outro single para conquistar as massas.

O single em questão foi “Dance to the Music”, que não fazia parte deste álbum, e sim era uma das músicas reservadas para o segundo álbum, que passou a ter o mesmo título do single. Abaixo um vídeo do single no programa Soul Train com direito a perguntas de fãs a Sly antes dele cantar:

O single era poderoso, cativante, chamava todos para dançar, não tinha como não estourar e foi o que aconteceu, com a música indo para o top 10 e o álbum para o 11º lugar na parada R&B.

O ano de 1968 foi de mudanças radicais nos EUA, com a Guerra do Vietnã, inúmeros conflitos raciais, além dos assassinatos de Martin Luther King e Robert Kennedy. Com todos estes acontecimentos, o álbum ‘Life’ acabou passando despercebido.

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Porém no início de 1969, uma nova canção deles começava a se destacar: “Everyday People”, aqui interpretada no programa de Ed Sullivan com direito a mensagem pacifista no início:

A música dava a banda, finalmente, o seu primeiro lugar nas paradas.

Em abril de 1969, é lançado o álbum ‘Stand’ que originaria mais dois hits para Sly: a música título, “Stand”:

E ‘I want to take you higher”, aqui registrando a magnífica performance da banda no Festival de Woodstock:

O álbum atinge o certificado de platina, mostrando que a banda agradava o grande público.

Os shows de Sly eram cheios de energia, era impossível ficar parado com tudo o que acontecia no palco.

O estilo de vestir da banda também era super groovy: com brilhos, estampas, óculos enormes, chapéus, boinas de crochê, peles, coletes, sapatos com salto plataforma, dourados, franjas, era uma festa para os olhos.

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No doc ‘Story of Funk”, Jerry Martini fala que, por ele ser branco, e não se vestir como os outros, certa vez, membros da banda viram um tapete com estampa de animal e cortaram, fazendo ele vestir com um poncho. Na foto abaixo vemos ele com o modelito (ele é o quarto da esq. para a dir.):

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Do álbum “Stand”, a música “Thank you (Falletinme Be Mice Elf Agin)” também chega ao topo das paradas pop e R& B, em fevereiro de 1970. Esta foi das primeiras músicas com a batida funk que viria a se tornar popular, especialmente através do ‘slapping’ no baixo de Larry Graham.

Mas o início da década de 70 se mostra complicado para Sly, devido ao seu ritmo intenso de gravações e de shows, bem como um estilo de vida de superstar, com direito a mansão em Beverly Hills e muitas drogas, ele acaba cancelando vários shows, apresentações na TV, deixando seus parceiros o esperando e muitas vezes nem aparecendo.

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Estrategicamente, sua gravadora lança uma coletânea de sucessos, alcançando o invejável número de três milhões de cópias vendidas.

Enquanto isso, sua mansão recebia visitas ilustres que iam de Miles Davis a Bobby Womack.

E ele continuava a levar uma vida cheia de excessos, além de colecionar carros e até dar caros de presentes para amigos.

Em 1971, depois de um período sem novos lançamentos, Sly solta ‘Family Affair”, uma de suas músicas mais marcantes e seu último sucesso a chegar no primeiro lugar, incluído no álbum “Theres a riot goin’ on’:

Dois anos depois e muitas mudanças no mundo e na vida de Sly, ele volta com o álbum “Fresh” onde se destaca o single ‘If you want me to stay”:

Seu próximo trabalho foi o álbum ‘Small talk”, de 1974, que marca o trabalho final do grupo com sua formação original.

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Os membros da banda se separam, indo cada um para um lado, com seu irmão Freddie passando a integrar a nova banda de Larry Graham, a Graham Central Station.

Sly grava mais alguns álbuns na década de 70 e no início dos 80, mas depois ele sai de cena e só volta no início dos 90, quando a banda passou a integrar o Rock n’ Roll Hall of Fame.

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A aparição de Sly é rápida e durante um bom tempo, ele fica sumido, até ser descoberto morando em numa van, totalmente quebrado e dependente de crack.

Após uma passagem pelo rehab, Sly afirmou que ficou muito tempo sem receber o pagamento de seus royalties e processou o seu manager.

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Em 2006, ele foi homenageado na entrega do Grammy, com vários astros como John Legend, Adam Levine, Nile Rodgers, Steve Tyler, Joe Perry, entre outros. Mas também apareceu rapidamente, e de moicano,  e saiu do palco antes da música terminar.

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Em 2007, ele participa de alguns festivais e mostra vontade em retomar sua carreira.

Sly voltou a gravar em 2011 com um novo disco que incluía novas versões de antigos sucessos e três músicas inéditas.

Em 2013 foi lançado Box-set “Higher’ com quatros discos, incluindo raridades, músicas ao vivo, além de 17 músicas inéditas da banda.

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A boa notícia é que Sly voltou a receber os royalties por seus trabalhos e faz aparições esporádicas em shows beneficentes, além de aparições em apresentações de amigos como George Clinton. Longa vida ao Mr. Funk, Sly Stone!

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TODAY’S SOUND: THE STORY OF FUNK: ONE NATION UNDER A GROOVE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Uma celebração do ser negro, de dançar, de deixar o ritmo te contagiar, estas são algumas características do funk, o ritmo que tomou conta do mundo nos anos 70 e até hoje continua influenciando os mais diferentes artistas.

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Recentemente a BBC Four lançou um documentário incrível sobre o funk: “The Story of Funk: One Nation Under a Groove” que será o tema principal deste post.

O título do documentário remete a música “One nation under a groove”, do Funkadelic, que pode ser traduzida como uma nação sob a influência de um groove, que foi o que o funk fez com a América no início dos anos 70, já que era o ritmo que dominava as pistas.

Tudo começou com James Brown, o pai do soul, da música negra americana, um cara genial e sempre a frente do seu tempo e que no final dos anos 60 já cantou a pedra do que viria a ser esta música dançante e feita por negros.

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James Brown lançou uma canção, “Cold Sweat”, nela se notava uma grande diferença do resto, pois era uma música que continha uma batida (beat) mais acentuada, já que as músicas de R&B enfatizavam a segunda batida, enquanto James enfatizava a primeira batida, como podemos ver no vídeo abaixo:

Assim, ele lançava as primeiras sementes do funk, era como se ele corresse e dançasse no topo do groove, ensaiando com sua banda, improvisando até conseguir o que desejava; o ritmo, a batida que ele tinha em sua mente e que transformaria em realidade.

Ele era muito exigente, tanto que Fred Wesley, trombonista que integrou a banda de James de 1968 a 1975, fala no doc que ele insistia até que o ritmo que ele imaginava fosse atingido. O problema era o músico lembrar depois como repeti-lo, mas isto é outra história.

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No doc, há depoimentos de importantes figuras que participaram do estouro do funk como George Clinton, Robert ‘Kool” Bell e Ronald “Khalis” Bell (ambos do Kool & the Gang, na foto abaixo), Sheila E., Ray Parker Jr.,  Steve Arrington (do Slave), Larry Dunn (do Earth, Wind & Fire), Tomi Jenkins (do Cameo), Larry Graham e Jerry Martini (ambos do Sly & Family Stone), entre outros.

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Um dos grandes expoentes do funk foi sem dúvida, Sly Stone que formou um grupo que reunia diversos músicos, tantos negros como brancos, além de mulheres: o Sly & the Family Stone.

A banda sedimentava o funk como o ritmo da juventude, se apresentando em Woodstock, para uma platéia de mais de um milhão de pessoas e que junto cantavam os refrões de suas músicas, mesmo se apresentando às três da madrugada.

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Uma das inovações de Sly foi ter utilizado o baixo como bateria, através das cordas, o baixista Larry Graham criava os grooves que passaram a ser imitados por todos os grupos de funk.

Alguns dos hits da banda eram “Thank you” (Fallentime Be Mice Elf Agin), “Stand”, entre outros.

No final dos 60’s, os EUA viviam um momento difícil entre brancos e negros, com diversos conflitos raciais e uma luta constante pelos direitos civis. Com o brutal assassinato de Martin Luther King, era hora dos negros mostrarem que eram fortes

Nesta época James lança “Say it loud – I’m Black and I’m proud” que era um grito de reação a um sistema que mostrava preconceito e intolerância racial. James incentivava à população negra a conquistar seu espaço no mercado de trabalho e não depender mais dos brancos.

Tanto na moda como em comportamento, o lance era ser funky, vestir roupas “groovies” como calças boca de sino, cabelos afros, casacos com peles, roupas coloridas, coletes e muito mais.

As paradas passavam a serem dominadas por grupos de funk como Ohio Players, The Commodores, Tower of Power, entre outros.

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Todos queriam soar mais funk, como o Jackson 5, com ‘Dancing Machine”.

E até mesmo Stevie Wonder com “Superstition”:

Os brancos também queriam ser mais funk, tanto Stones como Led Zeppelin, e o Average White Band, que com ‘Pick up the pieces” chegavam a ser confundidos com uma banda de música negra:

Mas o funk atingiria o seu momento mais espacial, mais ácido, mais psicodélico com George Clinton e suas bandas, o Parliament e o Funkadelik, trazendo batidas e grooves atômicos que pareciam vir do espaço.

Com suas bandas, Clinton criou um novo conceito, misturando o funk ao rock psicodélico, que gerou o funkadelic.

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George Clinton arrecadou músicos como o baixista Bootsy Collins, que participou da banda de James Brown, lhes dando mais liberdade na criação dos grooves, ouvindo suas opiniões e contribuições.

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Eles passaram a serem conhecidos como P-Funk e prontos a fazerem todos dançarem em seus shows que remetiam a espetáculos circenses, cheio de efeitos como de uma nave descendo e com a presença de mais de 30 músicos no palco. Eles ficavam tão enlouquecidos que tudo parecia uma grande jam,  fazendo um som que não acabava nunca, como uma música sem fim.

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Sua música faziam os negros acreditarem mais em si, libertavam sua imaginação, além de terem orgulho de sua raça, dançando e se divertindo ao som de um ritmo único e contagiante.

O cinema não poderia ficar de fora e vários filmes com elenco e músicas negras eram lançados, os chamados blaxploitation films, com sucessos como “Superfly”, “Shaft”, “Foxy Brown”, “Coffy”, “Black Caesar”, e muito mais.

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O funk ficava cada vez mais popular; bandas como Earth, Wind & Fire e Kool & the Gang faziam o maior sucesso, se mantendo mesmo quando o funk acabou sendo substituído pela disco mais para o final da década de 70.

Até hoje o ritmo é capitaneado por artistas como Prince, que manteve o funk como parte integrante de suas apresentações.

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Sem o funk não haveria dance music e muito menos o hip-hop.

Recentemente, o ritmo voltou às paradas com a música ‘Uptown Funk” de Mark Ronson e Bruno Mars e que homenageia este ritmo da melhor maneira possível: colocando todo mundo para dançar!

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TODAY’S SOUND: NANCY SPUNGEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nancy Spungen foi uma groupie que conseguiu fisgar o seu alvo, Sid Vicious; a vida dos dois virou filme, e ela foi tema de documentário que tenta explicar até sua misteriosa morte.

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Desde criança, ela teve um comportamento estranho, tendo sido diagnosticada como esquizofrênica aos quinze anos.

Ela foi expulsa de escolas, tentou roubar sua própria família, traficou drogas, aprontou de tudo um pouco até ser banida do estado do Colorado.

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Além disso, ela tinha uma péssima relação com sua irmã, chegou a tentar matar uma de suas babysitter, e tentou o suicídio, isto aos 14 anos.

Aos 17 anos, ela trabalha como stripper, além de correr atrás de várias bandas como o Aerosmith, Ramones, New York Dolls, Bad Company, entre outras.

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Nancy era o próprio bafo em forma de gente, mas tinha um charme que conquistou vários roqueiros até chegar em Sid.

Ela não chegava a ser bonita, era maltratada pela vida, não se cuidava, se vestia geralmente de preto, com muito couro, meias rasgadas, camisetas detonadas, roupas tigradas, maquiagem meio borrada, com olhos enfumaçados, boca com batom vermelho forte,  lançando moda entre as mulheres punks.

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Sua preferência era mesmo por roqueiros que aprontavam todas, que não estavam nem aí para nada.

Por se considerar deslocada, insatisfeita com a sociedade, Nancy acabou se identificando com o movimento punk. Na época que morava em um apartamento alugado pela mãe, ela recebia os punks e lhes oferecia comida.

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Em 1976, depois de causar em NY, ela resolveu mudar de ares e foi para Londres, tendo como principal objetivo pegar Jerry Nolan, o baterista do New York Dolls e do Johnny Thunders & the Heartbreakers.

Ela conhecia Linda Ashby, que morava com os Sex Pistols e acabou fixando residência por lá.

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Ela pensou em dar em cima de Johnny Rotten, mas este não teve o menor interesse por ela.

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Foi um passo para que ela se envolvesse com outro integrante da banda: Sid Vicious, o baixista dos Sex Pistols, o roqueiro mais trash dos últimos tempos, se injetava em banheiros fétidos, agredia quem bem entendesse, não tinha respeito por ninguém e ao mesmo tempo era o punk mais admirado do mundo.

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Apesar de toda banda ser contra o envolvimento dos dois, eles enfrentaram a tudo e a todos e eram apaixonados, se drogando juntos, vivendo do jeito que bem queriam e mais outra, eram celebridades do mundo punk.

O apelido pelo qual ela era conhecida, era “Nauseating Nancy” (nauseante Nancy).

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Apesar de ser detestada por vários, Legs McNeill (autor de “Mate-me se puderes”, a bíblia do punk) declarou sobre ela: ‘Nancy tinha uma destas paixões pelo rock & roll que poucas pessoas possuem. Ela sabia tudo sobre cada álbum. As groupies daquele tempo eram diferentes. Elas eram parte de uma cena. Todo mundo era tratado da mesma maneira. Os roadies eram tratados da mesma maneira que os astros do rock. As groupies eram tratadas como astros do rock. Tudo era muito democrático’.

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Reza a lenda que foi Nancy que apresentou a heroína para Sid e os dois acabaram vivendo intensamente o seu vício.

Além disso, havia sido ela que acendera o apetite sexual de Sid, ensinando a ele as mais diferentes posições e prazeres sexuais e criando nele a aura de sexy.

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Eles causavam por onde andavam e viviam brigando entre si, dizem que Sid batia nela com o seu baixo, era amor na base da porrada, no melhor estilo punk.

Londres acabou ficando pequena para os dois, que resolvem se mudar para NY e morar num dos lugares mais míticos de lá: o Chelsea Hotel.

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O Chelsea era o lugar para ver e ser visto, o lugar que reunia as pessoas mais interessantes, seja das artes, música, literatura, havia de tudo por lá; além de figuras da noite, traficantes, prostitutas, era o legítimo pardieiro, mas com muito estilo.

Para se ter uma ideia, o Chelsea era ou tinha sido habitado por pessoas como Patti Smith, Robert Maplethorne, Charles Bukowski, Bob Dylan, Janis Joplin, William Burroughs, Leonard Cohen, Tennessee Wiliams, Madonna, Nico, a lista é enorme.

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Ela chegou a ser banida da turnê que os Sex Pistols fizeram pelos EUA, pois não a aceitavam.

Até que esta história acabou tendo um fim trágico: em outubro de 1978, Nancy é encontrada morta no quarto deles no Chelsea, no banheiro, com uma facada no abdômen.

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O crime ganhou as páginas dos principais jornais do mundo e a polícia desconfiou imediatamente de Sid, de que ele havia assassinado sua própria namorada numa bad trip de drogas.

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Sid, sempre drogado, não lembrava de nada que havia acontecido e aceitou a prisão sem resistência.

Porém, a polícia não tinha provas contra Sid e ele acabou sendo solto depois de passar alguns dias na prisão.

Na prisão, ele escreve várias canções e poesias para Nancy, que nunca foram lançadas.

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Mas em 1979, Sid se suicida com uma overdose de heroína e morre aos 21 anos, no auge de sua juventude.

Ele deixou uma nota de que havia se matado para ser sepultado ao lado de seu grande amor, Nancy.

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Um ótimo documentário foi realizado sobre as reais causas da morte de Nancy e a mais plausível é a que aponta para um traficante que habitava o Chelsea e era presença constante no apartamento deles. O trafi havia dado uma dose de heroína quase pura para Sid e enquanto ele curtia sua viagem, o traficante matou Nancy e Sid só veio a perceber depois.

Ou, segundo a versão de Malcom McLaren: como o ap deles estava sempre com a porta aberta, um ladrão entrou e para se defender, pegou uma faca que ficava pendurada na parede do quarto de Sid e acabou dando uma facada em Nancy. Dinheiro acabou sumindo do apartamento deles.

Outra versão é de que Nancy havia escrito a sua mãe que não viveria até os 21 anos (ela morreu com 20 anos) e Sid morreu aos 21, coincidência?

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O filme “Sid e Nancy”, de 1985, estrelado por Gary Oldman como Sid e Chloe Webb como Nancy também é imperdível, foi dirigido por Alex Cox (de “Repo Man”) e é um dos melhores retratos sobre o amor louco e suicida dos dois.

Se Sid continuasse vivo, será que saberíamos o que realmente aconteceu? Será que os dois fizeram um pacto suicida? Estas e outras respostas permanecerão sem respostas.

 

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TODAY’S SOUND: PATTIE BOYD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ela fez parte de um dos triângulos amorosos mais famosos da música pop, envolvendo dois astros famosos, George Harrison e Eric Clapton, chegando a casar com os dois, além de ter inspirado três clássicas canções; estamos falando de Pattie Boyd.

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Pattie foi a musa dos dois roqueiros, que compuseram para ela: ‘Something” (George), “Layla” e ‘Wonderful Tonight” (estas duas de Eric).

Pattie é inglesa, nasceu em Sommerset e ainda jovem, se mudou para Londres para tentar a sorte. Ela trabalhou no salão de Elizabeth Arden, até que uma cliente sua, que trabalhava numa revista de moda, a inspirou em ser modelo.

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Ela é a típica inglesa, loira, pele alva, boca carnuda e logo começou a chamar a atenção de fotógrafos interessados no seu tipo, como David Bailey e Terence Donovan, dois dos fotógrafos mais badalados da swinging London.

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Assim, ela fez vários editoriais de moda (inclusive posando com os Stones) e até a disputada capa da Vogue inglesa, sendo considerada uma das top models dos anos 60, inspirando modelos como Twiggy.

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Além disso, ela fazia vários comerciais para TV, pois seu rosto vendia os mais diferentes produtos como as batatinhas Smith’s.

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Num destes comerciais ela foi dirigida por Richard Lester, que a chamou para um pequeno papel ao dirigir seu primeiro filme “A Hard Day’s Night”.

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O filme era estrelado pelos astros do momento, The Beatles, e todas as garotas da época queriam fazer parte do filme (e da cama) deles.

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Pattie gravava uma cena num trem e George Harrison, o Beatle mais tímido, se aproximou dela e a convidou para sair, logo após o término de um dia das filmagens.

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Porém, ela acabou recusando, pois namorava o fotógrafo Eric Swayne. Mesmo assim, George a convidou pela segunda vez num novo dia de filmagens e ela aceitou, pois já tinha terminado com o namorado.

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Os Beatles não faziam nada sem a aprovação do manager deles, Brian Epstein. Assim George pediu permissão a ele e começou a namorar Pattie, noivando com ela em 1965 e casando-se em 1966, tendo como padrinho, Paul McCartney.

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Em sua convivência com George, Pattie experimentou LSD e viajou para a Índia para conhecer o músico Ravi Shankar.

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Ela demonstrou interesse pela religião indiana, pelo misticismo oriental e sua influência para que os Beatles tomassem conhecimento desta cultura foi fundamental, bem como a sua insistência para que a banda conhecesse o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, quando este esteve em Londres, em 1967.

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Graças a este encontro, aconteceu a famosa visita dos Beatles à Índia em 1968, com mulheres, filhos, amigos (incluindo Donovan e Mia Farrow), e nesta viagem foi que ela começou a demonstrar interesse também pela fotografia.

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Porém, durante o seu período de casamento com George, Pattie sofreu as investidas de um dos grandes amigos do marido: o cantor e guitarrista Eric Clapton, que tentava seduzi-la de todas as maneiras.

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Eric se apaixonou a tal ponto por Pattie que chegou a lhe escrever uma declaração de amor e uma música muito especial foi dedicada á seu amor por ela: “Layla”.

Mas ela continuava gostando de George e optou por ficar com este. Eric estava cada vez mais afundado nas drogas e passava por um período ainda mais sombrio por ter o seu amor não correspondido.

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Pattie era tudo o que uma groupie queria ser, pois se casou com um Beatle e foi disputada por ele e seu amigo, que era tão famoso quanto e membro da realeza do rock inglês.

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No início dos anos 70, o casamento de Pattie e George passava por sérias crises como o vício dele em cocaína, bem como sua infidelidade.

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Ela estava tão confusa que acabou se envolvendo secretamente com Ron Wood, dos Faces e depois dos Rolling Stones.

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Tudo culminou quando George se envolveu com a então mulher de Ringo Starr, Maureen Cox, e assim ela pediu o divórcio, o que aconteceu em 1977.

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Com o fim de seu casamento com George, Pattie voltou a aceitar as investidas de Eric Clapton, que não havia desistido dela e assim, os dois se casaram em 1979.

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No começo eram tudo rosas, até que Pattie viu que Eric continuava cada vez mais viciado em heroína e álcool.

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Inclusive, ela chegou a admitir que quando estava casada com ele, ela chegou a experimentar drogas e ficar quase dependente de álcool.

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Além disso, ela sofria com as traições do músico, que se envolvia com várias mulheres, até que ela descobriu que uma de suas namoradas estava grávida dele.

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Foi o estopim para que ela pusesse fim ao seu segundo casamento, se divorciando em 1989.

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Quando George Harrison faleceu, em 2001, ela ficou devastada, pois o considerava o seu grande amor e mesmo quando os dois se separaram e ela foi para os braços de Eric, ele sempre dizia que se ela se arrependesse, poderia voltar para ele.

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Quando Pattie voltou a ficar livre, ela resolveu se dedicar á fotografia, chegando a fazer exposições como “Through the eyes of a muse” (Sob os olhos de uma musa) onde mostrou fotos de bastidores, imagens raras de seus ex-maridos e o círculo de amigos do mundo da música (como Mick Fleetwood, com ela na foto abaixo).

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Ela também publicou, em 2007, o livro “Wonderful Tonight: George Harrison, Eric Clapton & me” onde conta bafos de sua convivência com os dois astros do rock e que entrou para a lista dos best-sellers do NY Times.

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TODAY’S SOUND: ANITA PALLENBERG POR ARTHUR MENDES ROCHA

Se fosse homem, Anita Pallenberg seria um Rolling Stone, mas já que não foi,  teve um affair com Brian Jones, ela foi a companheira de Keith Richards (com quem teve filhos), além de andar com a galera de Andy Warhol e fazer cinema avant-garde nas horas vagas.

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Anita vai além de uma groupie, ela virou uma figura cult nos círculos sociais dos anos 60/70, além de ter livre acesso aos estúdios (e a cama de muitos Stones); até hoje rola o boato que ela também teria ficado com Mick Jagger (mas ela nega).

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Ela viveu a dolce vita com tudo, freqüentou e ficou amiga de várias celebridades, lançou moda com seu estilo naturalmente bohemian, é unha e carne com Marianne Faithfull e Kate Moss, fez “Barbarella” e “Performance” no cinema, enfim, Anita é super ‘cool”.

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Ela nasceu na Itália e desde cedo, seu pai fez o possível para que ela aprendesse o maior número possível de línguas, se tornando fluente em quatro delas.

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A ponto de Keith Richards ter declarado, quando a conheceu: “Ela sabia tudo e podia fazê-lo em cinco línguas. Ela me assustava muito”.

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Aos dezesseis anos, ela foi expulsa da escola e se muda para Roma, onde anda com a chamada “Dolce Vita crowd” que incluía o próprio Fellini, além de Passolini, Visconti e Alberto Moravia.

Nos anos 60, Anita também causou em NY, fez teatro com o Living Theatre atuando na peça ‘Paradise Now”,além de circular com a turminha da Factory de Andy Warhol.

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Um pouco depois, ela se muda para Paris para tentar viver como modelo, mas confessa que nunca gostou muito do mundinho fashion.

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Até que em 1965, quando estava em Munique, uma amiga a convidou para ver um show dos Rolling Stones. Elas conseguem ir para o backstage e oferece um baseado de haxixe para os integrante s da banda, que recusam (pois não se drogavam antes dos shows)…

Mas Brian Jones (que fazia parte da banda na época), a convidou para ir para seu hotel após a apresentação e os dois iniciam um tumultuado romance que irá durar dois anos.

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No começo, era tudo lindo, pois eles viviam escutando música, com Jones tocando muito blues e pedindo opinião dela sobre o que deveria gravar.

Brian era o líder dos Stones na época, porém seu comportamento acabou por prejudicar (e muito) sua carreira.

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Anita declarou em várias entrevistas que Jones era muito doidão, além de paranóico, abusivo e drogado. Certa vez, em uma viagem de férias no Marrocos, em 1967, os dois se desentendem e Jones bate nela, além de arrastá-la pelo chão. Quando Keith Richards viu esta cena, ele colocou imediatamente Anita em uma limusine e a levou para bem longe de Jones.

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Era o fim do romance de Anita e Jones e o início de uma relação com Keith Richards, que gerou três filhos: Marlon, Angela e Tara Jo Jo (que faleceu de pneumonia dez semanas após seu nascimento).

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Já Jones acabou sendo hospitalizado no Marrocos e enfrentou vários problemas com a banda, faltando a ensaios, se mostrando drogado na maioria das vezes e acabou sendo destituído de seu lugar nos Stones. Neste mesmo ano de 1969, Jones veio a falecer.

O filme “Stoned” conta um pouco da vida de Jones e Anita é vivida as telas por Monet Mazur.

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Mas a influência de Anita vai muito além de ser amante dos integrantes dos Stones; Mick Jagger chegou a modificar algumas mixagens do disco ‘Beggar’s Banquet” após ouvir a opinião dela e ela também participou dos vocais de “Sympathy for the Devil”. As músicas “You got the silver” e ‘Happy”, ambas dos Stones, foram inspiradas por ela.

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Além disso, Anita fez cinema, mesmo contra a vontade de Richards, tendo feito ‘Barbarella”(1968), sob a direção de Roger Vadim e onde ela faz o papel de uma das vilãs do filme, The Great Tyrant (a grande tirana).

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O filme revelou Jane Fonda, mas Anita está divina (e morena) como a vilã e quase rouba a cena de Jane nas cenas e que contracenam juntas.

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Ela também está em “Dillinger is dead” (1969) de Marco Ferreri (A Comilança), no papel  da mulher de Michel Piccoli.

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Ela ainda fez pequenas participações em ‘Michael Koolhass- der Rebell” (O Tirano da Aldeia), de 1969, sob a direção de Volker Schlöndorff (de “O Tambor”) e no filme “´Performance” (1970), o excelente filme dirigido por Donald Cammell e Nicolas Ray e o primeiro filme de Mick Jagger como ator.

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Os dois causavam em uma cena do filme de sexo a três como podemos ver abaixo:

E que acabava em um banho de banheira entre os três, o que chocou as plateias mais caretas da época.

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Inclusive foi no filme que ela passou muito tempo ao lado de Mick (e num clima de intimidade, como mostram as fotos deste post). Aí já viu o ciúmes que rolou entre ela e Keith e de onde vieram os boatos de que os dois teriam se atendido (o que faz todo o sentido).

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Em 1969, ela aparece no documentário ‘Sympathy for the devil” dirigido por Jean-Luc Godard e que virou um clássico underground, por mostrar a intimidade das gravações de um disco dos Stones, misturando imagens de arquivo, referências marxistas e muito mais.

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Anita e Keith viveram quase quinze anos juntos, mas seu relacionamento foi marcado pelo uso excessivo de drogas e álcool, especialmente heroína, tendo os dois, inclusive, sido presos por porte da droga em Toronto, no início dos anos 70.

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Eles conseguiram se desvencilhar das acusações e foram para um rehab, Keith conseguiu ficar ficar bem, porém ela não.

Anita afirma que os advogados de Keith é que fizeram os dois se separassem, alegando que ela não era uma boa influência para ele e acabaria prejudicando uma carreira de sucesso.

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Apesar da separação, em 1981, os dois continuaram a se dar bem, se encontrando em eventos e celebrações familiares.

Mesmo tendo passado vários anos dependente das drogas e álcool, Anita conseguiu minimizar seus vícios, freqüentou encontros do AA, além de procurar outras ocupações em sua vida, chegando a estudar moda, jardinagem e desenho.

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Hoje em dia, ela tem feito poucas aparições sociais, só quando algum amigo a leva.

Certa ez a vi em Londres, num evento de inauguração de uma galeria e lá estava, ela e Marianne Faithful, duas senhoras modernas e que viveram sua juventude com muita intensidade.

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Ela continua sendo convidada para pequenas participações em filmes como ‘Mr Lonely” de Harmony Korine e “4:44 Last Day on earth” de Abel Ferrara e bem como de um episódio de Absolutely Fabulous, onde ela fez o papel do diabo.

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Anita Pallenberg é um ícone cultural e fashion; somente sua presença, falando pouco, mas de grande intensidade, será para sempre ligada a movimentos importantes na música, no cinema e na moda.

 

 

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TODAY’S SOUND: BEBE BUELL POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ela é mãe de Liv Tyler, já pousou para a revista Playboy, namorou vários roqueiros, além de escrever e também cantar – ela é Bebe Buell.

bebe playboy

Photo of Bebe Buell

Bebe é uma das groupies mais famosas do mundo, pois de seu rápido relacionamento com Steven Tyler (do Aerosmith) gerou a atriz Liv Tyler, tão linda quanto a mãe.

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A lista de conquistas de Bebe inclui Mick Jagger, Iggy Pop, David Bowie, Jimmy Page, Elvis Costello, David Cassidy, Rod Stewart, Stiv Bators, John Taylor (do Duran Duran), Richard Butler (do Psychedeic Furs), Billy Idol, entre outros.

bebe e iggy

Por esta lista, Bebe já pode ganhar o título da groupie que mais pegou roqueiros em todos os tempos.

bebe e stiv

Bebe é americana, nascida em Virginia, e aos 10 anos ela já cantava no coral de sua igreja.

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Ela foi descoberta aos 17 anos por Eileen Ford, da famosa agência de modelos Ford e tornou-se uma modelo de sucesso, mudando-se para NY.

Fashion Model Bebe Buell

Bebe Buell tee shirts

Lá, ela fez vários editoriais, campanhas, capas de revistas, até ser convidada para posar nua para a Playboy, em 1974. Ela aceitou o convite e acabou sendo despedida da Ford.

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kinopoisk.ru

Ela é carinhosamente chamada de ‘friend to the stars”, pois seu círculo de amigos incluem, além dos pop stars citados, Andy Warhol, Jack Nicholson, Warren Beatty, e mais.

bebe e richard

Bebe badalou o que pode, aproveitando sua juventude, ela causou no mundo da música, jogando seu charme sobre os pop stars e conquistando todos com sua beleza estonteante.

kinopoisk.ru

 

Ela foi bastante citada no livro “Please Kill me”, especialmente nas noitadas no Max’s Kansas City, entre outros lugares bafônicos de NY na época.

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Na verdade, o sonho dela sempre foi a música e o relacionamento com tantos músicos de talento a inspiraram ainda mais a formar sua própria banda, o que o fez, em 1980, quando formou o the B-Sides. O primeiro EP teve produção de Rundgren.

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Em 1981, ela lançou um EP pelo selo Rhino tendo como integrante de sua banda, Ric Ocasek (do The Cars). Uma das músicas era “The Little Black Egg”:

Em 1985, ela formou uma banda composta somente de mulheres, The Gargoyles, que lançou singles como “Luv Reaction”:

A banda, que chegou a abrir shows para o Ramones, terminou para que ela pudesse se dedicar à carreira da filha, Liv, que acabou virando um grande nome em Hollywood.

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Mas na verdade, aquele que ajudou a criá-la, e que a própria Liv considerou pai durante muito tempo, era o cantor e compositor Todd Rundgren (que ficou com Bebe de 1972 a 1979). Para proteger Liv, Bebe escondeu a verdade dela muito tempo, pois Tyler foi viciado em drogas pesadas e ela achava que isto prejudicaria sua filha.

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Até que, quando Liv ficou mais madura, ela resolveu contar a sua filha e ao mundo que o verdadeiro pai de Liv era Steven Tyler, gerando um frenesi na mídia.

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Cameron Crowe, o diretor de “Almost Famous” também baseou o personagem de Kate Hudson em Bebe do qual era amigo. Apesar de Pamela Des Barres também ter sido consultada para ajudar Hudson a compor melhor sua personagem.

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Em 2001, ela lançou sua autobiografia, “Rebel Heart: An American Rock n’ Roll journey”, cheia de bafos e histórias interessantes envolvendo seus relacionamentos.

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Depois de vários projetos musicais, ela acabou lançando, em 2011, o álbum “Hard Love”, produzido por seu atual marido, James Wallerstein (das bandas Das Damen e Vacationland).

bebe hard love

Seu trabalho mais recente, ‘Secret Sister-Hello Music City”, acabou de ser lançado e neste ela vem acompanhada da banda Nashville Aces.

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Bebe foi das groupies de maior longevidade, nunca desistiu de lançar discos, continua na ativa até hoje, além de ter se tornado um ícone pop.

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