Este ano, mais precisamente em agosto, será a última temporada de uma das séries mais cultuadas dos últimos tempos: “Breaking Bad”.
Depois de eletrizantes quatro temporadas e meia, a série terá seus oito últimos episódios exibidos pelo canal AMC, que produz a série.
Tudo começou em 2008, quando Vince Gilligan (que também era roteirista de “Arquivo X”) teve a idéia de fazer uma série sobre um professor de química que está com câncer e resolve “chutar o balde” e ganhar muito dinheiro produzindo a droga perfeita.
Abaixo o promo da primeira temporada:
A droga em questão é o crystal meth (meta-anfetamina) que ele sabe a fórmula e como fazê-la da melhor maneira possível e para isto conta com a ajuda de seu ex-aluno para a ajudá-lo a vender.
No começo, nosso anti-herói, Walter White, interpretado por Bryan Cranston, está cheio de boas intenções e seu objetivo é deixar sua família bem depois que morrer.
Porém Walter vai pegando gosto pela coisa, se envolvendo cada vez mais no mundo do tráfico, sua droga vai sendo disputada pelos traficantes mais perigosos do pedaço e ele os enfrenta sem medo.
Jessie (Aaron Paul), seu ex-aluno, o ajuda da melhor maneira possível, tenta aprender o ofício de produzir a droga, mas ele mesmo é viciado e tem várias recaídas no começo da série.
Há cenas fantásticas entre os dois fugindo dos outros traficantes e da polícia, que para completar, é chefiada pelo cunhado de White, Hank (Dean Norris), que é agente do DEA (Drug Enforcement Administration, a agência americana de combate ás drogas).
O seriado é todo filmado em Albuquerque, no Novo México, que foi escolhida primeiramente por razões econômicas e acabou se tornando um trunfo para a série, já que a paisagem local permite cenas incríveis.
Este é outro dos pontos altos de “Breaking Bad”, a direção de fotografia é espetacular, com ângulos inesperados, planos absurdos, enfim, cada episódio é sempre surpreendente.
As cenas em que os dois produzem a meta-anfetamina em um trailer no deserto do Novo Méxicos são inesquecíveis para quem acompanha a série.
‘Breaking Bad” começou com apenas sete episódios e seu futuro era bem incerto, já que a audiência era pequena.
Lembro aqui no Brasil, que a série passava na Sony, em um horário alternativo e foi ali que vi alguns episódios e me interessei em acompanhá-la.
O crescimento da audiência é atribuído principalmente ao canal Netflix, que exibe a série com as temporadas completas, assim a série foi conquistando aqueles que se dispuseram a assisti-la em sua integridade.
Gilligan declara que seu intuito era fazer uma série em que o protagonista virasse no final um antagonista e é bem isso que está acontecendo, Walter vai entrando cada vez mais no dark side, não tendo mais escrúpulos e moral para alcançar seus objetivos.
Um de meus episódios favoritos, e de muitos fãs, é ‘The Fly”, no qual uma mosca entra no laboratório onde Walter e Jessie fabricam a droga e o episódio inteiro é sobre as tentativas deles em se livrarem da mosca, com diálogos e planos ótimos. Abaixo eles falam deste episódio:
Walter e sua droga ficam tão famosos no meio que ele inventa um alter ego que acaba mitificando-o ainda mais: ele fica conhecido como Heisenberg, com seu indefectível chapéu de couro preto:
Sua esposa Skyler (Ana Gunn) vai acompanhando a transformação do marido e procuram esconder a verdade do filho,Walter White Jr. (RJ Mitte), que sofre de paralisia cerebral.
Além disso, Skyler está grávida do segundo filho de Walter, só pra complicar ainda mais as coisas.
Outros personagens importantes da série são:
Marie (Besy Brandt), a cunhada de Walter e casada com Hawk, ela também é cleptomaníaca;
Saul Goodman (Bob Odenkirk), o advogado de White, que acabou se tornando um dos personagens mais divertidos e que surge na série através de comerciais que ele fazia para atrair clientes. Há a possibilidade de um spin-off (série derivada de outra série ou com personagens em comum) tendo Saul como personagem principal.
Gustavo Fring (Giancarlo Esposito), um dos principais traficantes da região, ele se disfarça como dono de Los Polos Locos (uma cadeia de fast-food especializada em frangos), frio e calculista, não mede esforços em eliminar os que o traem;
Mike (Jonathan Banks), capataz de Fring, matador profissional, ele também vai ganhando importância na trama e até vamos torcendo por ele
Além disso, vários personagens transitam em volta de Walter e Jessie, alguns permancem e outros acabam sendo eliminados.
No começo, Gilligan pensava em manter Jessie somente na primeira temporada, mas a interpretação de Paul o conquistou e ele mudou de idéia, para nossa alegria.
A química da dupla central deu tão certo, que a série cresceu absurdamente, ainda dando aos atores o prêmio Emmy, sendo que Cranston já ganhou o prêmio desde a primeira temporada, o que foi uma surpresa para todos.
Ao todo,Cranston já venceu o Emmy por três vezes consecutivas e Paul por duas.
Cranston era um ator desconhecido, fazia a série cômica ‘Malcom in the middle”e havia chamado a atenção de Gilligan em um episódio da série “Arquivo X”.
O elenco é todo muito afinado, ainda não entendi como até hoje eles não venceram o prêmio SAG, que premia o grupo todo de atores em séries ou filmes, será que o reconhecimento será este ano com o final da série?
Na atual temporada, White está cada vez mais transtornado, se torna por muitas vezes irreconhecível, seus atos são irracionais, ele não está nem aí para as conseqüências.
Este final de temporada vem cercado de mistérios, nada está sendo divulgado sobre o destino dos personagens, mas Gilligan afirma que podemos esperar um final feliz para Mr. White, dentro do que é considerado feliz para ele, em um jeito bem “breaking bad”de ser.
Resta esperamos para ver o que será, sem dúvida, um dos finais mais esperados do ano.
































































































































