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Arthur Mendes Rocha – Japa Girl



























































                
       
















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Arthur Mendes Rocha

TODAY’S SOUND: LAURA BRANIGAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

A musa pós-disco de hoje é Laura Branigan, outra ótima cantora/atriz que nos deixou cedo, mas que teve nos 80 os seus anos de glória justamente com o megahit ‘Gloria” e também “Self Control’, entre outros. Porém Laura teve poucos anos de sucesso e logo foi deixada de lado pelo mundo pop.

Laura Branigan Discography

Laura começou a se interessar cedo pelas artes, participando de musicais no ginásio e resolve cursar a American Academy of Dramatic Arts, entre 1970 e 1972.

Ela também trabalha de garçonete, até formar sua própria banda, Meadow, que lançou apenas um álbum, “The Friendship”, em 1973.

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O álbum continha músicas como “When we were Young”, porém não se coloca nas paradas de sucesso, sendo mal trabalhado pela gravadora e nunca relançado.

Mesmo não chamando atenção, o álbum já mostra que Laura era dona de uma linda voz e que tinha tudo para estourar como cantora de sucesso.

Com o fim da banda, ela trabalha como backing vocal de cantores como Leonard Cohen, com o qual ela saiu em turnê em 1976.

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Em 1979, ela conhece Sid Bernstein, o famoso produtor musical que trouxe os Beatles para a América e fez fortuna sendo o pioneiro em realizar grandes concertos de rock em estádios.

Através de Bernstein, ela conhece Ahmet Etergun (o dono da Atlantic Records, responsável pela carreira de muitos artistas importantes), para o qual canta na casa do irmão dele, Nesuhi, e finalmente ela assina com a gravadora Atlantic, com a qual se compromete em lançar alguns álbuns.

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Porém, Laura era uma cantora difícil de categorizar, já que seu alcance vocal era muito alto para uma simples cantora pop.

Ela grava o álbum “Silver Dreams”, nunca lançado, e o single “Looking out for number one” se posiciona apenas no 60º lugar da parada americana.

Neste single, sua voz lembra muito a de Donna Summer, mas Laura ainda buscava o seu próprio estilo.

Depois de quebra de contrato e mudança de empresário, Laura estava pronta para lançar o seu tão esperado álbum.

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Isto vem a acontecer em 1982, quando ela lança o seu primeiro álbum oficial, “Branigan”, cujo primeiro single não faz sucesso, o que só vai acontecer com o segundo single, “Gloria”, a versão americana e mais dançante de uma canção italiana de Umberto Tozzi. Abaixo ela apresenta a música no programa “Solid Gold”:

“Gloria” acaba sendo o maior hit da carreira de Laura, permanecendo 36 semanas no topo da parada da Billbard, vendendo mais de dois milhões de cópias do single (disco de platina), além de dar o disco de ouro pelas vendagens do álbum.

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Laura estava no topo do mundo pop, sendo nominada para o Grammy de melhor vocalista pop (porém ela acaba não vencendo).

Logo em seguida, em 1983, ela lança o seu segundo disco, “Branigan 2”, que origina um hit menor com ‘Solitaire”, uma versão inglesa para um sucesso francês de Martine Clemenceau, com forte pegada synthpop (que dominava o pop europeu da época):

Laura também chamava a atenção pela altura, sempre com cabelos esvoaçantes, muito make e roupas que realçavam sua figura, além de roupas com brilho, lurex, paête, mais fuseau tigrada ou preta, correntes e mais.

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Ainda em 1983, mais uma música sua faz sucesso ao ser inclusa na trilha de “Flashdance”, ‘Imagination’. Abaixo a ótima cena do filme com a música de Laura ao fundo:

A estrela de Laura brilhava cada vez mais com aparições em seriados (como ‘Chips” e “Knight Rider”), além de comerciais para TV e rádio.

Em 1984, ela lança seu terceiro álbum, “Self Control”, cuja música título lhe dá outro hit.  No vídeo abaixo, Laura faz uma apresentação na TV alemã (no qual ela também interpreta “Spanish Eddie”), onde a música chegou ao primeiro lugar:

O álbum também incluía ‘The Lucky One”, que lhe deu o prêmio no Tokyo Music Festival. Abaixo ela mostra a música no “Solid Gold’:

Em sua carreira, Laura trabalhou com grandes músicos e produtores como Harold Faltermeyer (autor da trilha de “Beverly Hills Cop”), Steve Lukather (da banda Toto), Robbie Buchanan (que trabalhou com Bette Midler em “The Rose”), Nathan East (do “Fourplay”), além de vocalistas como Joe Esposito (da trilha de “Flashdance”), James Ingram (famoso cantor de R&B), além de ser produzida por profissionais como Phil Ramone (que já produziu Frank Sinatra, Bob Dylan, Aretha Franklin, Elton John e muitos outros).

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Em 1985, ela lança mais um álbum, “Hold me”, que incluía a canção título que faz certo sucesso, alcançando o top 40 de dance:

Em 1987, ela troca de gravadora e também de empresário, se juntando a novos produtores como Stock, Aitken e Waterman (produtores de Kylie Minogue, Jason Donovan, Sonia, Bros, entre outros) e lançando o single ‘Shattered Glass”, incluído no álbum “Touch”:

No final dos anos 80, ela também tentou emplacar no cinema com dois filmes, mas que não tiveram grande expressão.

Em 1990, ela lança seu sexto álbum, “Laura Branigan”, que faz um pequeno sucesso, especialmente entre o público gay e também adulto contemporâneo, mas nada que se comparasse a seus hits dos anos 80.

Seu último álbum acaba sendo lançado em 1993, “Over my heart”, que mesmo sendo produzido por Phil Ramone, acaba tendo uma presença tímida nos charts.

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A partir daí, Laura se afasta da música, lançando apenas coletâneas de seus sucessos.

Em 2002, ela volta a cantar na produção off-Broaway, “Love, Janis”, no papel de Janis Joplin, sendo bem recebida pela crítica, mas ela abandona a produção na metade por problemas com os produtores.

Laura veio a falecer em 2004, vítima de um aneurisma cerebral. Mais tarde, ficou se sabendo que ela já vinha sofrendo de dores de cabeça constantes e que nunca havia procurado tratamento para isto.

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Mesmo afastada dos palcos e discos, a notícia de sua morte pegou todos de surpresa, novos revivals de suas músicas aconteceram nos clubs, bem como versões novas de seus antigos sucessos.

Laura teve seu ápice em meados dos anos 80, cada disco seu era altamente falado e promovido, ela aparecia nos programas mais bombados da TV americana e mundial; mas foi mais uma vítima do mundo pop, que cria e destrói mitos de uma hora para outra e sem aviso prévio. Fica a sua música aí para ser redescoberta e novamente apreciada.

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TODAY’S SOUND: SHARON REDD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nossa diva pós-disco, boogie, R&B, soul, funk de hoje é Sharon Redd, que teve uma carreira curta, mas marcante, tanto na música como atuando, com alguns club hits como ‘Can you handle it” e “Beat the street”, que permanecem como influência definitiva na dance music até hoje. sharon Sharon vem de uma família toda ligada à música: seu pai, Gene, era A&R (espécie de descobridor de talentos/relações públicas) da gravadora King Records; seu irmão, Gene Jr., era manager e produtor do Kool & the Gang e sua meio-irmã era Penny Ford, mais conhecida como a voz de “The Power” do Snap. sharon4 Sua carreira se iniciou em 1968, quando grava quatro singles pela United Artists, produzida por Bobby Susser (de quem vira musa), incluindo “I’ve got a feeling”: Sharon também gostava de atuar e ao se mudar para a Austrália, ela faz sucesso na montagem do musical “Hair”, ao lado de Marcia Hines, de 1969 a 1971. sharon-redd-1971 Na metade dos anos 70, de volta aos EUA, ela acaba se tornando uma das Harlettes, as backing vocals que acompanhavam Bette Midler em apresentações em lugares como no Continental Baths (onde os DJs eram os então iniciantes Larry Levan e Frankie Knuckles).

As Harlettes (Sharon é a primeira da esq. p a dir.)

As Harlettes (Sharon é a primeira da esq. p a dir.)

Sharon ainda participou como backing vocal para gravações de Carol Douglas e Norman Connors, entre outros. Em 1977, já não mais acompanhando Midler, ela lança um disco com suas colegas das Harlettes como ”Formely of the Harlettes” e também aparecem num episódio do seriado “Rhoda” (spin-off de “Mary Tyller Moore”). sharon7   Até que em 1979, ela grava o seu primeiro dance hit como vocalista do grupo Front Page, na música “Love Insurance”: No mesmo ano, ela também empresta seus vocais (junto com Jocelyn Brown e Luther Vandross) para o projeto Soirée, que regravam “You keep me hanging on” (das Supremes): Foi o que bastou para a gravadora Prelude Records (uma das mais importantes da disco e pós disco) a convidar para uma parceria de sucesso que renderia três discos. sharon3 O primeiro álbum, autointitulado “Sharon Redd”, foi lançado em 1980 e continha a música “Can you handle it”: Mas foi com a mixagem de François Kevorkian, então um DJ iniciante e funcionário da Prelude, que a música realmente estourou; se tornando um hit nas pistas de dança e fazendo o nome de Sharon ascender como a nova musa pós-disco/boogie: Outra canção do disco era “You got my love”: No disco seguinte, “Redd Hott”, lançado em 1982, os vocais de Sharon se juntam á produção de Eric Matthew e Darryl Payne, dois nomes que vinham se destacando no cenário dance, especialmente por usarem e abusarem de efeitos mais eletrônicos e que acabaram por lançar as raízes do que viria a ser conhecido como house music. sharon2 O disco incluía outro hit da carreira de Sharon, “Beat the street”: E também “Never give you up”: Como vemos nestes vídeos, Sharon também era puro estilo, com cabelos geometricamente cortados (ou com muito glitter) e roupas que realçavam a sua figura, com vestidos colantes e de tecidos que incluíam metálicos, couros além de grafismos e mais. sharon-redd-love-how-you-feel-rams-horn O terceiro álbum, “Love how you feel”, lançado em 1983, mantém a produção de Matthew e Payne, com ainda mais efeitos e poucos instrumentos, gerando mais um hit com a música que dá nome ao disco: Porém, este acaba por ser o último álbum gravado por Sharon, já que ela vem a falecer em 1992, de uma pneumonia e complicações ocasionadas pela Aids. sharon Mesmo com sua morte, seu nome continuou no case de vários DJs e ela é constantemente citada como das artistas mais interessantes surgidas com a disco e pós-disco e sua música é considerada proto-house, pois foi influência fundamental para o gênero. sharon-redd-1        

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TODAY’S SOUND: IRENE CARA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Depois de umas férias olímpicas, o site está de volta com novos posts.

Começaremos com as estrelas da música pós-disco, elas nos fizeram dançar nos anos 80, com muito boogie, R&B, soul e tiveram seu apogeu e glória, mas hoje estão esquecidas ou algumas inclusive já faleceram.

Iniciaremos por Irene Cara, a cantora, atriz e compositora que estourou com o filme “Fame” (Fama) e que teve suas músicas incluídas em filmes e premiadas com Oscar, Grammy e Globo de Ouro.

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Irene foi destas cantoras que dominaram o mundo por um pequeno período de tempo, mas que deixou sua marca na música pop para sempre, abrindo caminho para artistas negras ou latinas que surgiram após ela.

Ela sempre teve talento para a música, cantando desde pequena e até gravando disco quando tinha apenas oito anos de idade, cantando em espanhol. O álbum era intitulado “Esta Es Irene” e até gerou um single “Ola Ola Ola” e ela participou de alguns programas da TV americana.

Neste meio tempo, ela estrela em algumas produções da Broadway e off-Broadway como “Maggie Flynn’ (com Shirley Jones da Família dó-ré-mi), ‘The me nobody knows”, “Via galactica” (com Raul Julia) e do elenco original de “The Wiz”.

Logo em seguida, ela foi convidada a participar da banda The Short Circus, que integrava o programa “The Electric Company”, um spin-off (série derivada) de Sesame Street (Vila Sésamo) estrelada por nomes como Rita Moreno, Morgan Freeman e Gene Wilder (recentemente falecido).

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Ela também estrela num episódio da popular série de TV, “Kojak”, vivendo uma prostituta jovem ao lado de Telly Savalas.

O showbiz estava no sangue de Irene e logo ela estrela seu primeiro filme no cinema, “Aaron loves Angela”, de 1975 até estrelar no seu primeiro grande sucesso, “Sparkle”, em 1976, filme que virou cult e que ganhou uma refilmagem em 2012 com Whitney Huston.

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Outro detalhe interessante é que a trilha do filme foi toda composta por Curtis Mayfield e Aretha Franklin lançou um disco homônimo com as canções do filme.

A TV também acaba se rendendo aos encantos de Irene e ela estrela em “Roots, the next generation” (continuação do megasucesso “Roots”) e também em “Guyana tragedy: the story of Jim Jones” (sobre a seita de Jim Jones).

Na Broadway ela também participa do primeiro musical disco “Got tu go disco’ (de 1979) e ainda faz backing vocals para cantores como George Duke, Vicki Sue Robinson, Evelyn ‘Champagne” King, entre outros.

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Mas seu grande estouro estava por vir quando ela é escalada para estrelar em “Fame” (Fama), em 1980, o filme dirigido por Alan Parker que tem como cenário a School of performing arts de NY e no qual ela vive a personagem Coco Hernandez, uma garota que sonha em se tornar uma cantora de sucesso.

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No filme ela interpreta três canções: “Fame”, “Out here on my own’ e “Hot lunch jam”, todas elas lindas canções e perfeitas no filme. A canção título foi um hit absurdo, chegando ao quarto lugar da parada da Billboard, onde permaneceu por várias semanas.  As duas primeiras canções foram indicadas para o Oscar e isto foi a primeira vez que isto aconteceu; duas canções do mesmo filme indicadas ao mesmo tempo e ambas interpretadas pela mesma cantora. Abaixo Irene mostra as canções no Oscar onde ‘Fame” acabou vencendo como melhor canção do ano de 1980:

A canção também ganha o Grammy e ainda traz a ela uma indicação de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro.

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O sucesso de ‘Fame” foi tanto que o filme virou uma série de TV, porém Irene não aceitou estrelar a série, pois não queria ficar marcada pela personagem.

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Irene Cara como Coco em “Fame”.

Em seguida, ela estrela o telefilme ‘Sister, Sister’ baseada numa história de Maya Angelou e o filme “Killing’em softly” ao lado de George Segall, onde canta três músicas da trilha incluindo a canção título.

Em 1981, ela é convidada a estrelar sua própria série, ‘Irene”, mas esta acaba não tendo o sucesso esperado e logo é cancelada.

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Ela volta para a Broadway onde estrela em “Ain’t Misbehavin’”, musical que presta tributo aos músicos negros dos anos 20 e 30.

Em 1982, ela lança o álbum “Anyone can see”, mas mesmo o primeiro single que dá nome ao disco acaba não emplacando.

Em 1983, convencida por Giorgio Moroder, ela participa como ela mesma no filme “D.C. Cab”, onde ela interpreta a canção “The dream (hold to your dream)”, produzida pelo próprio Moroder:

No mesmo ano, outra parceria com Moroder a colocaria no alto das paradas novamente com “What a feeling”, a canção principal do filme “Flashdance”, um sucesso estrondos nas bilheterias e que levou a canção ao primeiro lugar no mundo inteiro. Irene não só canta como também ajudou a compor a música. Abaixo Irene apresenta o hit na entrega do Grammy para uma plateia estrelada que incluía Michael Jackson, Donna Summer, entre outros:

Além de levar dois Grammys (incluindo melhor performance vocal feminina para Irene), “What a feeling” conquista o Globo de Ouro e também o Oscar de melhor canção, bem como o American Music Awards.

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Agora Irene possuía os maiores prêmios do showbiz americano e estava pronta para dominar ainda mais o mundo da música, lançando o álbum “What a feelin’”, que além da música título, ainda gera mais dois hits, ‘Why me” e “Breakdance”:

Porém, ao lançar seu terceiro álbum, “Carasmatic”, Irene enfrenta problemas judiciais por ter trocado de gravadora e por sua primeira gravadora ter sido embargada pela Geffen Records, que não a permitiu de lançar novos trabalhos e nem receber os royalties por ‘Fame” e “What a feeling”.

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Foi uma triste história para Irene, que sofreu muito com o ocorrido e quando seu álbum “Carismatic’ (produzido por George Duke) foi lançado em 1987, mesmo com o single “Girlfriends”, acabou fracassando em vendagens.

Nesta época, ela também se vicia em cocaína, mas acabou largando o hábito com a ajuda de família e amigos.

Finalmente, ela ganha a batalha judicial e recebe mais de um milhão de dólares de indenização.

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Desde então, Irene continuou fazendo shows na Europa e Ásia, fazendo dublagens, mas nunca mais conseguiu repetir o sucesso do início dos 80.

Em 1997, ela conseguiu certo sucesso com os remixes de “All my heart’ e em 2001 com uma nova versão de “What a feeling’ remixada pelo DJ Bobo.

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Hoje em dia, ela tem sua própria gravadora, a Caramel records e recentemente lançou um grupo feminino de R&B, o Hot Caramel.

Irene estará sempre em nossos corações como a Coco de Fame e pelos seus sucessos que nos fizeram (e ainda nos fazem) dançar.

 

 

 

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TODAY’S SOUND: WALLIS FRANKEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excêntrica/fashion de hoje infelizmente já nos deixou, mas ela foi símbolo de estilo e bom-gosto, foi modelo das mais disputadas, além de musa de alguns estilistas: ela é Wallis Franken.

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Wallis foi das figuras mais incensadas do mundo fashion, era a musa de Claude Montana, com quem se casou em uma união bastante controversa, já que seus amigos eram contra e Montana, como todos sabem, é gay.

Além disso, Montana era bastante possessivo e ciumento, e muitos dizem que a abusava fisicamente, inclusive a própria família de Wallis.

Wallis em início de carreira.

Wallis em início de carreira.

Sua família era bem de vida, pois seu pai era filho do dono de uma cadeia de lojas, a Lee Franken Inc.

Ela começou sua carreira de modelo cedo, aos dezesseis anos, ao assinar com Eillen Ford, a toda poderosa dona da Ford Models.

Wallis logo cai nas graças dos fotógrafos e estilistas americanos, sendo que nesta época ela usava seus cabelos compridos.

Foi por volta do final dos anos 60 que ela decide cortar o cabelo, adotando o bowl look de Vidal Sassoon, considerado um corte extremamente moderno para a época.

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Wallis era linda, cheia de vida, suas fotos deste período mostra bem isso e aos poucos ela vai adquirindo uma aura de uma modelo de muita personalidade.

Assim, ela começa a fazer mais trabalhos na Europa que nos EUA, onde a mentalidade era mais careta.

Duas de suas modelos amigas eram Anjelica Huston (que virou excelente atriz e vencedora de Oscar) e Tracy Weed (com a qual protagonizou vários editoriais em dupla).

Wallis com Anjelica Huston (à esquerda).

Wallis com Anjelica Huston (à esquerda).

Wallis (à direita) com Tracy Weed

Wallis (à direita) com Tracy Weed

Ao chegar em Paris, Wallis se apaixona pela cidade luz e resolve morar por lá, seus pais acabam concordando, já que sua mãe sabia o que era ser modelo, pois já havia sido modelo de desfiles fechados.

Isto era por volta dos anos 70 e foi neste período que ela frequenta nightclubs como o Régine’s. A própria Régine fazia questão da presença de Wallis em suas festas, pois ela atraía ainda mais o público masculino para sua boate.

Wallis em foto de Guy Bourdin nos anos 70.

Wallis em foto de Guy Bourdin nos anos 70.

Wallis era uma das it-girls da época, cheia de estilo e glamour, ela era a típica 70’s party girl – adorava dançar – e mesmo assim trabalhava sem parar, todos queriam contratá-la para editoriais, fotos, desfiles – ela era praticamente uma supermodelo antes do termo ser inventado.

No início dos anos 70, ela se apaixona pelo piloto de Fórmula 3, Phillipe de Hennning e com ele vira vegetariana e adota um estilo de vida hippie. Ele tem três filhas com ele, sendo que uma delas vem a falecer ainda bebê.

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Wallis no auge de sua beleza e juventude.

Foi neste período que Wallis enfrenta a depressão com a perda da filha, mas o trabalho segue e ela até esteve no Brasil fotografando com sua amiga Weed.

Sua vida irá dar uma guinada ao conhecer Claude Montana, em 1976, o então novo estilista que vinha despontando em Paris, trabalhando couro e proporções inusitadas para a época além de trazer para as passarelas o look gay S&M que ele tanto admirava de seus amigos leather boys.

Walis em campanha da Chanel fotografada por Karl Lagerfeld.

Walis em campanha da Chanel fotografada por Karl Lagerfeld.

Todos os estilistas franceses queriam trabalhar com Wallis e ela acaba fazendo 21 desfiles em 21 dias.

Wallis fica fascinada por Montana e ele por ela, mas este relacionamento definitivamente não fará bem a ela, mesmo assim, ele a transforma em sua musa inspiradora, especialmente por seu look magro, meio masculino e de cabelos curtos lembrando Louise Brooks.

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Na verdade, mesmo sabendo de sua homossexualidade, ela sempre teve a esperança que isto passaria e que ele ficaria totalmente dedicado a ela.

Nesta fase, ela vai usando cada vez mais cocaína e frequentando a noite parisiense, isto por volta de 1980, quando ela resolve abandonar a vida de modelo.

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Uma de suas atividades fora das passarelas e fotos foi como cantora, onde ela teve um pequeno hit, em 1984, com a versão francesa para “Foreign Affair” de Mike Oldfield, que passou a se intitular “Étrange Affaire”, mas o sucesso só durou apenas este single.

Abaixo o clipe da música, todo produzido em P&B:

Porém, este período em termos financeiros é um verdadeiro desastre na vida de Wallis, já que Montana não a oferecia um trabalho e nem a deixava trabalhar para outro estilista.

Nos anos 90, ela teve um revival em sua carreira, graças a Steven Meisel, o fotógrafo que praticamente criou o culto às supermodels e que a fotografou para a capa da Vogue Italia, além de editoriais.

Wallis na capa da Voguie Italia por Steven Meisel.

Wallis na capa da Voguie Italia por Steven Meisel.

 

Wallis (3a da esq. para a direita) em editorial clicado por Meisel.

Wallis (3a da esq. para a direita) em editorial clicado por Meisel.

Além disso, ela também fez participação especial como uma porteira (ao estilo Charlotte Rampling em “The Night Porter’) no vídeo de ‘Justify my love” de Madonna, sob a direção de Jean-Baptiste Mondino.

Cena do clipe de "Jutify my love" de Madonna, tendo Wallis numa cena com Tony Ward.

Cena do clipe de “Justify my love” de Madonna, tendo Wallis numa cena com Tony Ward.

Ela e Montana finalmente casam em 1993, numa badalada cerimônia que sacudiu o mundo fashion da época, já que aconteceu no meio dos desfiles de alta-costura daquele ano.

Wallis com Montana no dia de seu casamento.

Wallis com Montana no dia de seu casamento.

Agora ela passava a assinar como Wallis Franken Montana.

Wallis voltava a ser celebrada pelo mundo da moda, como neste editorial fotografado por Karl Lagerfeld, com ela no papel de outra Wallis: Wallis Simpson, a Duquesa de Windsor.

Wallis como a Duquesa de Windsor em editorial clicado por Karl Lagerfeld.

Wallis como a Duquesa de Windsor em editorial clicado por Karl Lagerfeld.

Porém, mesmo morando como marido e mulher, o relacionamento dos dois acaba sendo um desastre, o gênio de Montana era bem difícil de conviver, Wallis tinha uma devoção exagerada em relação a ele, deixava que este a escravizasse e muitos amigos e familiares afirmam que ele a deixou psicologicamente debilitada.

Seja qual for a verdade, Wallis não aguentou a barra e se suicidou em 1996, para o choque geral de todos os ligados em moda e que a conheciam bem.

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A polícia que encontrou seu corpo nos fundos do apartamento deles em Paris (ela havia se atirado pela janela) concluiu a investigação como suicídio, mas nunca saberemos os reais motivos desta morte e o porque Wallis teria tirado sua própria vida.

 

 

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TODAY’S SOUND: BABY JANE HOLZER POR ARTHUR MENDES ROCHA

E a excêntrica/fashion de hoje é uma das primeiras superstars de Andy Warhol e foi uma das mais famosas it-girls dos anos 60, ela é Baby Jane Holzer.

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Holzer já veio de uma família poderosa, dona de muitos imóveis nos EUA, mas ela nunca se contentou em ser apenas uma integrante da alta sociedade nova-iorquina, pois seu negócio era conhecer pessoas interessantes e estar ligada ao mundo das artes.

Ela abandona a faculdade para se dedicar a vida de modelo. Seu estouro se deu quando foi fotografada por David Bailey para a Vogue, em 1963.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Baby Jane Holzer por David Bailey.

Certa vez, numa sessão de fotos, ela conhece Nicky Haslam (o então editor da revista Star e mais tarde um badalado decorador), que logo lhe apresenta para Andy Warhol. Nesta época, ela estava recém-casada com Leonard Holzer, um riquíssimo executivo do ramo imobiliário.

Baby Jane na capa da revista Show.

Baby Jane na capa da revista Show.

Warhol gamou nela de cara, na primeira troca de olhares ele já a convida para estrelar um de seus filmes underground e de baixo orçamento.

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Baby Jane com Andy Warhol.

Nesta época, ela passa a ser denominada de “Baby Jane”, pela colunista Carol Bjorkman (do Women’s Wear Daily), inspirado pelo filme “Whatever happened with Baby Jane” (O que terá acontecido a Baby Jane).

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Seus amigos todos participaram dos chamados “Screen tests”, testes cinematográficos rodados em P&B, que contava com personalidades como Lou Reed, Nico, Edie Sedgwick, Dennis Hopper, entre outros.

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Abaixo o teste de Baby Jane Holzer, onde ela fica durante quase cinco minutos apenas escovando os dentes e Warhol não queria que ela piscasse:

Holzer era puro glamour, loira, de cabelos compridos, ela usava aqueles penteados altos e volumosos, além de make-up com muito delineador, bem no estilo 60’s, além de estar sempre vestida impecavelmente, por novos estilistas da época, como Halston.

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Baby Jane com Halston.

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Ela não chegava a ser bonita no estilo tradicional, mas era dona de um charme absurdo, além de ter um tipo físico que chamava a atenção, mesmo com seu nariz grande, ela era puro excitamento.

Baby Jane modelando para a Vogue.

Baby Jane modelando para a Vogue.

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Baby Jane por William Klein.

Não demorou muito para que ela se tornasse uma das mulheres mais badaladas de NY, posando para revistas de moda, ditando tendências e sendo convidada para as melhores festas, a ponto de Diana Vreeland (a influente editora de moda da Harper’s Bazaar e depois da Vogue) declarar que ela era a garota mais contemporânea que ela conhecia.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Baby Jane por Bailey para a Vogue.

Outro que também se impressionou com ela foi o escritor Tom Wolfe (autor de “A Fogueira das Vaidades”), que escreveu um ensaio para a New York Magazine, intitulado “The girl of the year” (A Garota do Ano), em homenagem a Baby Jane Holzer.

Baby Jane na capa da Vogue.

Baby Jane na capa da Vogue.

Além disso, Warhol adorava badalar com ela, ela foi durante um tempo a sua musa, claro que ele a pintou também.

Certa vez, Holzer era tão reverenciada, que num dos primeiros shows dos Rolling Stones, foi ela que chamou mais atenção que a própria banda de Mick Jagger.

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Baby Jane com Mick Jagger.

Ao todo, Baby Jane Holzer apareceu em alguns filmes de Andy Warhol, incluindo “Soap Opera”, “Batman Dracula”, ‘Couch”, “The thirteen most beautiful women”(todos de 1964) e mais “Camp’ (de 1965).

Além de atacar como atriz, Holzer também cantava, chegando a gravar dois singles, um deles era uma versão cover da banda Bystanders, “You’re gonna hurt yourself” (com direito a clipe):

Ela também gravou outro compacto intitulado “Rapunzel”, lançado em 1967:

Porém, com o final dos anos 60, Baby Jane vai se afastando de Warhol e da turminha da Factory, já que a barra vai ficando mais pesada, com muitas drogas e também pessoas que rodeavam o artista e que ela não gostava.

Uma destas pessoas era Valerie Solanas, que ficou famosa como a pessoa que atirou em Warhol (e que virou até filme).

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Ela ainda tenta mais um importante papel no cinema, no filme “O Vale das Bonecas”, mas acaba perdendo o papel para Sharon Tate (a então esposa de Roman Polanski).

Baby Jane continou badalando, mas com menos intensidade, continuo se dando bem com Warhol, apesar de vê-lo menos, mas nunca largou o mundo das artes.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a serigrafia que Warhol fez dela.

Foto mais atual de Baby Jane tendo ao fundo a pintura que Warhol fez dela.

Em 1972, ela voltou a estrelar num filme independente “Ciao Manhattan’ (estrelado por Sedgwick) e onde ela conhece seu futuro parceiro na produção de filmes, David Weisman.

No mesmo ano, ela também vira referência na música “Virginia Plain” do Roxy Music, já que seu nome é mencionado em dois versos na canção.

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Hoje em dia, Jane Holzer se transformou numa colecionadora de arte das mais respeitadas, tendo uma valiosa coleção que inclui além de Warhol, Jean-Michel Basquiat, Keith Harring, Julian Schnabel, Richard Prince, entre outros.

Ela também virou produtora de cinema, tendo sido uma das produtoras de “O Beijo da Mulher-Aranha” (do recém-falecido Hector Babenco) e mais recentemente de “Spring Breakers” (de Harmony Korine, com James Franco e Selena Gomez).

Recentemente, ela foi tema da exposição “To Jane, Love Andy: Warhol’s first superstar”, que celebra sua amizade com Andy Warhol e com o qual ela sacudiu os anos 60 de todas as maneiras.

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TODAY’S SOUND: STASH KLOSSOWSKI DE ROLA POR ARTHUR MENDES ROCHA

O excêntrico-fashion-estiloso de hoje está muito associado aos Rolling Stones, Beatles e a Swinging London dos anos 60; era um aristocrata e mais conhecido como o príncipe pop: o Princípe Stash Klossowski de Rola.

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Stash, que também tem o título de Barão de Watteville, é filho do pintor e aristocrata Balthus, um dos mais respeitados do séc. XX, e sua mãe também era uma aristocrata suíça.

Ele já nasceu em berço esplêndido, além de ter passado sua infância na Villa Diodati, famosa por ter sido a residência de Lord Byron, e onde Mary Shelley escreveu ‘Frankstein”.

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Criado em escolas russas e inglesas, desde cedo ele foi demonstrando interesse pelas artes e pela música, colecionando discos de Elvis Presley na adolescência.

Logo em seguida, ele foi descoberto por Luchino Visconti, com quem assinou um contrato para estrelar em alguns filmes, tendo participado do Festival de Cannes, em 1960, ao lado de Fellini.

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Stash fazia amizades rapidamente, ele também ficou amigo de Tony Williams (do The Platters), se dividindo entre Roma, Paris e Londres.

Por volta de 1962, ele vai para NY, para tentar seguir a carreira de ator, mas a música falou mais alto e ele retorna à Paris e se junta ao The Playboys, onde assume a função de percussionista, ao lado de seu amigo Vince Taylor.

Foi através de Vince que ele conhece Brian Jones, o então líder dos Rolling Stones, e também fica amigo de Mick e Keith, bem como dos Beatles.

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Stash (à esquerda) com seu amigo Brian Jones.

Em 1965, depois da crise nervosa de Taylor, ele monta uma nova banda com o baterista Robbie Clark e o guitarrista Ralph Danks.

Depois de algumas tentativas na França, eles se mudam para Los Angeles, através de sua amizade com os Everly Brothers.

Stash participa de vários acontecimentos como shows do Yardbirds, James Brown, participação no programa de Sonny & Cher, mas declara que os anos 60 nos EUA tiveram seus altos e baixos, já que a maneira hippie deles vestirem e os cabelos compridos geraram várias represálias da sociedade da época.

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Neste período americano, ele também foi convidado pelo cineasta Bob Rafaelson para integrar o grupo The Monkees, mas ele se decepcionou com o piloto, achando ruim, sem charme e nem um pouco avant-garde e acabou perdendo a chance de se tornar um pop star. Abaixo, ele fala deste período:

No final de 1965, enfrentando problemas com o visto americano e sem convites para gravar, Stash abandona sua banda e se muda para Copenhagen, onde grava um single como artista solo, assinando como Stach de Rola, com a música “Peace’.

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Capa do single de “Peach”, onde ele assinava como Stach de Rola.

Em 1966, ele vai para Londres, onde grava outro single, uma cover de “A message to pretty’ de Arthur Lee (do grupo Love). Graças às suas amizades, ele teria contribuição dos Beatles e dos Rolling Stones na pós-produção, mas antes disto acontecer o resultado final acabou sumindo do mapa.

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Stash com seus amigos Paul McCartney e Keith Richards.

Stash frequentava as sessões dos Beatles, ele chegou a participar dos ensaios de algumas músicas famosas deles, mas nunca apareceu como artista convidado, era algo entre amigos, feitos na intimidade.

Aos poucos, ele ia sendo parte integrante da swinging London, frequentando os lugares mais badalados como o AdLib e o Speakeasy, dois clubs onde ele era habitué na companhia do The Animals, do The Who, Jimi Hendrix, entre outros. Mas seus grandes amigos e companheiros inseparáveis eram mesmo Brian Jones e Anita Pallenberg, com quem ele mais se identificava.

Stash (último da esq. para a dir.) na companhia de Anita Pallemberg e Brian Jones.

Stash (último da esq. para a dir.) na companhia de Anita Pallenberg e Brian Jones.

Além disso, Stash sempre primava pelo visual, usando roupas no estilo dandy, que pesquisava nos brechós, onde sempre privilegiava peças únicas e exclusivas em tecidos como veludo, renda, seda, brocado e mais. Seu estilo rendeu matérias e fotos em várias revistas badaladas da época.

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De jaquetas nehru (de influência indiana) a túnicas, ele adorava garimpar lojas ao lado do amigo Jones, como a pertencente à Ola Hudson (a mãe de Slash, do Guns N’Roses) em King’s Road. Além disso, ele também gostava de trocar roupas com os amigos Hendrix, Stones e mais.

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Claro que ele também badalou ao lado do pessoal da Factory de Andy Warhol, junto com sua amiga Pallenberg.

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Stash e Anita Pallemberg (na fileira de trás à esq.) com Anita Pallenberg e a turminha da Factory, incluindo Andy Warhol, Eddie Sedgwick e Gerard Malanga.

Stash sempre foi antenado no estilo de vestir, depois de viagens ao Oriente, ele incluía peças árabes ou sírias em seu guarda roupa, misturando-as e sempre aparecendo com algum modelo que todos queriam ter.

Porém em 1967, ele e Brian Jones foram presos por porte de drogas e até hoje este fato nunca ficou muito esclarecido sobre quem teria plantado esta evidência para vê-los atrás das grades. Mesmo tendo sido liberados, esta foi uma experiência traumática para ele, já que saiu na imprensa de todo o mundo e ele teve seu passaporte confiscado, não podendo viajar e isto atrapalhou bastante seus compromissos profissionais, afetando tanto sua carreira como sua reputação. Paul McCartney se mostrou um ótimo amigo, convidando Stash para ficar na casa dele enquanto enfrentava esta desagradável situação.

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Além disso, isto acabou afetando sua amizade com Jones, já que os advogados dele acharam por bem que ele deveria se afastar de Stash, levando-o a utilizar cada vez mais pílulas e aumentando sua paranoia. Jones veio a falecer em 1969.

Ele também teve aventuras ao lado de Syd Barrett, o misterioso integrante do início do Pink Floyd, com o qual participou de algumas viagens psicodélicas.

Em 1968, ele estrela a produção italiana, “Le Dolci Signori” (As Doces Senhoras), sob a direção de Luigi Zampa e estrelado por Virna Lisi.

No filme "Le dolci signori" ao lado de Virna Lisi.

No filme “Le dolci signori” ao lado de Virna Lisi.

Stash também teve romances com várias atrizes, modelos e starlets que incluem Marianne Faithful, Romina Power (de quem foi noivo), Anita Pallemberg, Tuesday Weld (atriz de Hollywood), Nico, entre outras.

Nos anos 70, ele continuou atuando em pequenos papéis, escrevendo um roteiro com Roger Vadim (do filme ‘A Jovem assassinada”), saindo com Marlon Brando, tocando na banda de Joe Cocker e até enfrentando novo caso envolvendo drogas, desta vez com Keith Richards.

Foo atual de Stash.

Foo atual de Stash.

Bon vivant, bem relacionado, fashionable, Stash não estourou na música ou no cinema, mas soube viver como poucos.

Hoje em dia, Stash continua um senhor charmoso, sempre estiloso e cheio de histórias para contar; ele planeja um dia lançar sua autobiografia e contar mais de tudo que viveu nestes anos todos ao lado das companhias mais incríveis possíveis.

 

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