Florindo no alto do Pessegueiro, #orquídea #catleya #8Este é meu afilhado Iron, um rottweiller mix, para adoção responsável!
Muito brincalhão e carinhoso!
Como é "mixado" tem a vantagem de não crescer, vai ser sempre tamanho médio.
Interessados é só entrar em contato!Orquídea Catleya #7. Descanse em paz minha afilhada Rott Lorena 💔Vixxxen!Orquídea Catleya #6 bombani seus 4 botões! #orquídea #catleya  Bom dia!Orquídea chocolate#1 Bom dia! Boa semana!The best #Tiramisú ever!Orquídea Catleya #5 e orquídea Oncidium #1 (Chuva de Ouro). Primeira floração na árvore!Always the best @hrchcvtch ❤️ #spfw #alexandreherchcovitchOncinha foi beber água! Bom dia! #GatinhaPantufa

                
       



















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TODAY’S SOUND: TINA CHOW POR ARTHUR MENDES ROCHA

Tina Chow foi uma trend-setter, uma mulher que tudo que usava virava moda, tinha a admiração por onde circulava, seja Londres-Paris-NY-Los Angeles-Tóquio; com seu tipo oriental, cabelos curtíssimos, pele alva, além de desenhar joias que viraram objetos de desejo.

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Tina nasceu em Ohio, seu nome verdadeiro era Bettina Lutz, seu pai era americano e a mãe japonesa, daí a mistura de raças que ajudou, e muito, no seu tipo físico único.

Seus pais tinham uma loja especializada em bambus, chamada Bamboo Store e esta paixão por estes materiais influenciarão nos designs de Tina anos depois.

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Quando seus pais mudam para o Japão, ela começa a frequentar a Universidade de Sofia, junto com sua irmã Adele Lutz (que viria se tornar a esposa de David Byrne) e lá as duas são descobertas por um agente de modelos e logo, ela faz campanhas para a Shiseido.

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Em 1970, ela é descoberta por Antonio Lopez (olha ele aí novamente), que se impressiona com seu visual e vira uma de suas musas, fotografando-a constantemente.

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No início dos 70, ela conhece Michael Chow, o poderoso dono dos restaurantes Mr. Chow e casa-se com ele em 1972, mudando-se para NY.

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Seu estilo especial de se vestir, misturando peças masculinas e femininas, peças caras com mais baratas, seu tipo andrógino, os cabelos curtíssimos, tudo isto contribui para Tina virar uma sensação no mundo fashion, fotografando com Helmut Newton, Cecil Beaton, Arthur Elgort, entre outros.

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Não demorou muito para ela chamar a atenção de Andy Warhol, que a pintou, além de modelar para Karl Lagerfeld, Yves Saint Laurent, Manolo Blahnik (que inclusive é padrinho de sua filha), Armani, Miyake, entre outros.

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Lagerfeld a cita como a criadora do ‘Minimal Chic”, pelo seu estilo simples e elegante ao mesmo tempo, ela era fervorosa admiradora de moda, colecionando modelos vintage de Balenciaga, Poiret, Chanel e Fortuny Haute Couture (peças essas que fora leiloadas pela Christie’s, após sua morte).

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Tina começa a servir de hostess para os restaurantes do marido, circulando entre NY, Londres, Paris, Tóquio, Los Angeles, e atraindo celebridades, o mundo das artes plásticas, tudo convergia em torno da magnética figura de Tina.

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Além disso, o casal chama a atenção pelo estilo de suas residências, com coleções de móveis e objetos art deco e um bom gosto que atrai revistas de moda e decoração que procuram registrar tudo em seus exemplares.

Seu casamento lhe dá dois filhos: China, hoje atriz, e Maxmillian.

No início dos anos 80, Tina começa a se dedicar ao design de jóias, atividade que desempenha muito bem, realizando uma bela pesquisa de materiais tais como cristais, cujo aprendizado no manuseio destas, ela havia aprendido no Japão.

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As coleções de joias de Tina são vendidas na Bergdorf Goodman, além de fazerem parte do desfile de uma das coleções da Calvin Klein.

Porém o casamento de Tina não vai bem e em 1987, eles se separam, tendo brigas no momento de dividirem os bens.

Nos anos 80, o estilo de Tina é cada vez mais celebrado, sejam em revistas como Vogue, que a considera um dos símbolos da década, bem como a Vanity Fair, que a denomina uma das mais bem-vestidas do mundo.

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Tina era amiga de Warhol, Bianca Jagger, Basquiat, Keith Harring, de todas as celebridades da época, tinha livre entrada nos mais diferentes meios sociais.

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Após a separação, ela se envolve rapidamente com o ator Richard Gere, que lhe apresentou aos ensinamentos do Dalai Lama e resolve optar por uma vida mais simples, se mudando para a Califórnia.

No final da década de 80, Tina começa a demonstrar sinais de fraqueza e se torna público que ela era HIV positiva.

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Ela, que já havia perdido vários amigos com a doença, se torna um dos símbolos do combate a Aids, fazendo doações e contribuindo de todas as maneiras possíveis.

Além de um ícone de elegância e estilo, Tina era uma talentosa designer, suas jóias e acessórios eram um sucesso, misturando estilos do Oriente com elementos pop; ela também havia começado a desenhar móveis e a esculpir, pena que a doença não deixou que ela produzisse mais.

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Tina veio a falecer em 1992, aos 41 anos, de complicações causadas pela Aids; o mundo perdia mais uma figura especial para esta doença fatal.

Mas, mesmo após sua morte, homenagens continuaram a serem feitas, ela foi a capa da revista New York, que publicou sua foto com a legenda: “Lost Angel”.

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TODAY’S SOUND: DONNA JORDAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Donna Jordan pode não ter tido a mesma fama de outras modelos, mas sua influência na moda perdura até hoje, seu estilo Marilyn disco a tornou uma das “Antonio’s girls” e até hoje ela é influência em editoriais e até inspirou Madonna.

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Donna Jordan era uma garota normal dos anos 70, amiga de Jane Forth (outra Antonio girl), e não tinha aspirações em ser modelo. Ela era morena, não ligava para a moda, até conhecer Antonio Lopez, o famoso e cultuado ilustrador, fotógrafo e influente lançador de tendências dos anos 60, 70 e 80 e que faleceu no final de 80.

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Lopez transformou-a de uma simples garota americana a uma Marilyn platinada disco, raspando suas sobrancelhas e aplicando-lhe uma maquiagem brilhosa, carregando nos olhos escuros e muito blush; Lopez havia transformado Donna em um de seus desenhos.

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Donna passou a fazer parte do grupinho dele que agitou a Paris e NY dos anos 70 e 80 e virou uma de suas musas.

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Os visuais eram incríveis, como nada visto na época, misturando anos 20 com os 70, com maquiagem exagerada, uma montação que causava por onde eles passavam.

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Depois desta repaginada, Donna encantou os fotógrafos badalados da época como Helmut Newton e Guy Boudin, e já emplacou duas disputadíssimas capas: das Vogues Paris e Italia

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Em Paris, Donna badalava no Club Sept, no auge da eurodisco,  junto com Antonio, mais Pat Cleveland (outra modelo de sucesso), Corey Tippin (modelo masculino), numa entourage que incluía Karl Lagerfeld, que despontava como estilista da Chloé e nem sonhava em desenhar para a Chanel.

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Eles também andaram por Saint Tropez, onde fizeram várias fotos para editoriais e brincadeiras entre eles.

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O mundo de Antonio ia se intercruzar com o de Andy  Warhol, sempre atento às novidades da moda e comportamento.

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Em 1973, Warhol estava com Paul Morrissey em Paris para rodar  ‘L’Amour”, que tinha no elenco, além de Lagerfeld, Donna Jordan e mais Jane Forth, outra Antonio girl e que já havia trabalhado com Warhol em “Trash’. Abaixo uma cena do filme (Donna aparece aos 03:17):

Warhol também caiu de amores por Donna, passando a circular com ela e posando em fotos com Jane e também Candy Darling e o namoradinho de Warhol, Jed Johnson.

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O filme não saiu do circuito underground, mas Donna acabou fazendo uma ponta em outro filme em 1974, “Il profumo della signora in Nero”, um terror dirigido por Francesco Barilli.

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Donna chegou inclusive a namorar o famoso fotógrafo da Benetton, Oliviero Toscani, que se encantou com seus looks e muito a fotografou.

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Em NY, Donna também gostava das baladas mais underground, sendo frequentadora assídua do Max’s Kansas City (que muito já falamos aqui).

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O visual de Donna é inspiração para editoriais como este de Linda Evangelista, para a Vogue Italia, clicada por Steven Meisel.

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Além deste que Paolo Roversi fez com a modelo Iselin Steiro.

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Muito antes de Lara Stone pensar em virar uma sensação, Donna já o fazia, com seus cabelos platinados, boca super vermelha, e até mesmo a moda dos dentes da frente levemente separados.

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Abaixo Lara fazendo as vezes de Donna:

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Donna Jordan , com sua atitude sexy, brincalhona, deixou suas marcas no mundo da moda e hoje, ela ainda dá suas badaladas, como podemos ver abaixo por ocasião do lançamento do livro em homenagem a Antonio.

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TODAY’S SOUND: BETTY CATROUX POR ARTHUR MENDES ROCHA

Betty Catroux é a Yves Saint Laurent girl por excelência: loira, magra, sempre vestida com roupas masculinas , ela é puro estilo e não é a toa que o designer a chamava de seu alter-ego.

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Betty tem conexões brasileiras, pois sua mãe, a socialite francesa Carmen Saint, nasceu aqui.  Seu pai era diplomata e os dois frequentavam as altas rodas sociais parisienses.

Betty nasceu e cresceu em Paris e aos 17 anos, foi convidada pela própria Chanel para ser modelo, mas ela não gostava de desfilar, preferindo fotografar.

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Ela trabalhou como gerente da nova loja de Pierre Cardin e lá começou a chamar a atenção pelo seu estilo todo especial.

Sua vida mudou em 1967, quando conheceu no nightclub Regine’s Yves Saint Laurent, o famoso designer que se apaixonou por ela à primeira vista, considerando-a sua irmã, sua alma gêmea.

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Saint Laurent via em Betty um pouco de si próprio, já que ela é pura androginia, os dois foram amigos durante toda a vida e ela é considerada uma de suas principais musas, vários modelitos YSL foram criados tendo ela em mente.

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Betty adora andar de preto, de óculos escuros, com os cabelos loiros compridos, geralmente vestindo preto e sempre impecavelmente elegante.

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Em 1968, ela se casa com o chiquérimo designer de interiores François Catroux e já causa no seu casamento, vestindo casaco de pele preto e branco Cardin, mini-culote e botas com placas prateadas.

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Betty começa a se tornar a girl of the moment, acompanhando Saint Laurent em sua inauguração na loja da Madison, em NY, além de pousar para Vogue ao lado de Jane Birkin.

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Aliás, os fotógrafos adoravam Catroux, tendo sido ela fotografada por Irving Penn, Horst P. Horst, Helmut Newton, entre vários outros.

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Betty frequentava direto a lista das mais elegantes do mundo, entrando para o Hall of Fame dos bem-vestidos.

Ela vestia as roupas de Saint Laurent, pois ela as veste como imaginadas por ele, segundo o próprio afirmou: ‘ela representa o rigor e a disciplina de um corte perfeito”.

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Junto com Loulou de La Falaise, Betty era a outra companhia inseparável de YSL, frequentando suas casas (como a Majorelle no Marrocos) e apartamentos mundo a fora, participando sempre da primeira fila de seus desfiles.

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Quando Tom Ford assumiu a Saint Laurent, por pouco tempo, sua coleção foi toda inspirada por Betty, especialmente depois dele ter revirado os arquivos da Maison e visto as fotos dela nos anos 50, que dizem serem incríveis.

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Assim que Heidi Slimane começou a desenhar para a linha masculina da Saint Laurent, ela apoiou o designer e inclusive vestia suas criações.

Mesmo depois da morte de Yves, quando Slimane assumiu a Saint Laurent, Betty disse que ele continuaria o espírito de Yves.

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Está para ser lançado aqui o novíssimo filme que fala da vida de YSL, desta vez um filme de ficção e não um documentário, como era  ‘L’Amour fou” (do qual ela participou).

Neste filme, intitulado apenas “YSL’, ela é vivida pela atriz e modelo Marie de Villepin, que pela foto abaixo foi uma escolha acertada para vivê-la no cinema.

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Segundo seu marido, François, declarou: ‘Ela foi para Yves, e estou certo disto, como um desenho. Ela é o que ele teria sonhado ser, acho eu.”

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Em 2010, a revista Bazaar fez uma homenagem fashion aos filmes de Almodovár e publicou esta foto com Betty e Loulou refazendo uma cena de ‘Mulheres a beira de um ataque de nervos”.

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Betty é um exemplo de elegância, sem o menor esforço, ela transpira classe e até hoje é referência para todos os fashionistas.

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TODAY’S SOUND: NICO POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nico é o anagrama da palavra icon (ícone em inglês) e foi o nome que Christa Pälfgen escolheu para se tornar famosa, seja atuando e principalmente cantando, o que ela fez em um dos discos mais importantes do século XX.

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Nico nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1938, tendo uma infância difícil, pois seu pai acabou sendo eliminado pelos nazistas, quando ela tinha apenas dois anos.

Mudando várias vezes de residência, Nico foi morar com a tia e trabalhou como balconista de uma loja de lingerie alemã, fazendo bicos como modelo.

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Até que foi descoberta pelo fotógrafo Herbert Tobias, que foi quem lhe sugeriu para que trocasse o nome para Nico.

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Não demorou muito para que ela fosse chamando a atenção por sua estonteante beleza: alta, magra, com o tipo bem germânico, pele alva, cabelos loiros lisos; ela passou a ser chamada para comerciais de TV além de fotos para revistas de moda como Vogue, Tempo, Camera, Elle, especialmente depois de se mudar para Paris.

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Dizem até que ela foi contratada pela própria Coco Chanel, mas abandonou o trabalho quando optou ir para NY. Nestas viagens, Nico foi aprendendo diversas línguas, além do seu alemão nativo, sabia falar francês, inglês, entre outras línguas.

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Em 1959, ela é chamada para uma pequena participação num dos filmes mais emblemáticos dos anos 60: ‘La Dolce Vita”, de Federico Fellini, que vemos na cena abaixo:

Todas as pessoas que a conheceram falam que Nico não gostava de ser bonita, ela não queria ser famosa pelos seus atributos físicos e sim pelo seu talento e muitas vezes ela procurava, ela se sentia desconfortável sendo tão bonita.

Em NY, ela estudou no Actor’s Studio (onde, pasmem, foi colega de Marilyn Monroe), além de ter lições de música.

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Em 1962, ela estreia o filme ‘Strip-tease”,de Jacques Poitrenaud; na cena abaixo vemos ela, mais um jovem Serge Gainsbourg e o pianista de jazz e blues, Joe Turner:

Porém a música tema do filme, gravada por ela e Gainsbourg, acaba não sendo lançada, apenas na versão com Juliette Greco. Abaixo a rara versão com Nico e Gainsbourg:

Sua beleza estampava desde capas de discos, como  “Moon Beams’ do Bill Evans Trio, até anúncios de bebidas (como a do Centenario Terry Brandy)

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Sua vida vai mudar quando ela conhece o pessoal da Factory, o grupo formado por Andy Warhol que incluíam as figuras mais diferentes, malucas, criativas da época.

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Quem apresentou Nico ao pessoal da Factory foi Gerard Malanga, assistente de Warhol, que comprou o single de ‘I’m not saying”, lançado em 1965, quando estava em Londres.

Todos ficaram espantados com sua beleza e que ela podia cantar, assim Warhol tem a ideia de utilizá-la para cantar junto com uma banda que ele acabava de conhecer no Café Bizarre, o Velvet Underground.

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Nico virou a nova queridinha de Warhol, logo após Edie Sedgwick, e ele a levava por tudo, desde o Festival de Cannes até os eventos da sociedade nova-iorquina. bem como para fotografar um editorial com os dois vestidos de Batman e Robin para a revista Esquire.

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Até uma sessão de fotos para a revista Esquire, vestidos de Batman e Robin, os dois fizeram juntos:

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Warhol teve a oportunidade perfeita para levar Nico para cantar com o Velvet num banquete da New York Society for Clinical Psychiatry, causando espanto de todos, que não entenderam nada.

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Além disso, Warhol filmou cenas de Nico com o Velvet no filme “The Velvet Underground and Nico: a symphony of sound”, no qual vemos Nico com seu filho, Ari, fruto de um rápido relacionamento com Alain Delon, o qual nunca reconheceu o filho como sendo seu.

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Nico ensaiava com o Velvet, além de participar dos shows de arte/performance que Warhol intitulou de “Exploding Plastic Inevitable’.

Nesta época ela também se envolve romanticamente com Lou Reed, que fez algumas canções para ela.

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Finalmente o Velvet grava seu primeiro disco, o importante e influente “The Velvet Underground featuring Nico”, o famoso disco com a banana, desenhada por Warhol.

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Apesar das difíceis gravações, já que Nico não estava satisfeita com sua voz e a banda queria que ela cantasse suavemente, Nico brilha nas canções que interpreta, como “I’ll be your mirror”.Abaixo o video da canção, com cenas do filme “Chelsea Girls”, que Nico fez com Warhol e Paul Morrissey.

Nico estava no auge da beleza, com seus cabelos com franja, cílios postiços, vestindo muito preto e branco, listras; ela adorava usar paletós, calças compridas, lenço no pescoço, tudo que vestia ficava elegante no seu corpo.

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Além de “Chelsea Girls”, Nico também participou do ‘Screen Tests’ (abaixo), ‘Imitation of Christ’, todos de Warhol.

Nico prefere alçar voos próprios, decidindo por gravar solo, mas seus parceiros de Velvet acabam colaborando como é o caso de John Cale, que produz seu primeiro disco; “Chelsea Girl”, lançado em 1967 e cujo vídeo, vemos abaixo:

O álbum é considerado um clássico do folk, com canções de Bob Dylan, Jackson Browne (outro de seus namorados), entre outros e influenciou artistas como Leonard Cohen; porém Nico não gostou do resultado final do álbum, especialmente pela inclusão de flautas.

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Nico não era uma pessoa fácil de trabalhar, ela tinha o seu ritmo, o seu tempo de preparo e era surda de um dos ouvidos, dificultando a sua audição.

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Seu trabalho seguinte é o álbum ‘Marble Index”, também produzido por Cale e considerado por muitos como o primeiro álbum gótico. Nele, Nico está co outro visual, agora de cabelos escuros, como podemos ver na capa;

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No álbum, Cale incluiu o harmonium, o instrumento que Nico tocava, um órgão, que acabou se tornando sua marca registrada.

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Uma das canções incluídas era “Frozen Warnings”, aqui num vídeo dirigido por Steven Seymour, com varias cenas de Nico:

Nico acabou tendo contato com figuras importantes da música como Jim Morrison, ao qual ela considerava um “soul brother” (irmão de alma) e também Brian Jones, Mick Jagger, bem como Iggy Pop.

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Inclusive, Iggy participa do filme promocional da canção “Evening of Light”, ele está com o rosto pintado de branco:

Nos anos 70, ela vai lançar mais dois álbuns: ‘Desertshore” (1970) e “The End” (1974), este último com Brian Eno nos sintetizadores e Phil Manzanera na guitarra, sendo que a maioria das canções foram compostas por ela.

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A música “The End” ela gravou em tributo a seu amigo (e autor da canção) Jim Morrison:

Também nos 70, ela conhece o cineasta Philippe Garrell (pai de Louis Garrell) e com ele faz vários filmes underground, até hoje ainda raros de serem encontrados como “La cicatrise intérieure” de 1972, cujo trailer vemos abaixo:

Em 1972, ela reencotra Reed e Cale e faz uma participação no show deles no Bataclan, em Paris, interpretando ‘Femme Fatale”:

Nesta época com Garrell, Nico vai ter contato com a heroína, droga da qual ficou dependente por um bom tempo e que acabou por sugá-la, afetando sua beleza e seu físico, ela havia se tornado uma junkie, mas continuou a gravar e excursionar.

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Nico gravou mais alguns discos nos anos 80, morou um tempo entre Londres e Manchester, excursionou com shows, mas seu ritmo ia diminuindo, ainda mais por causa do vício.

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Nos últimos tempos estava tentando se limpar, através do uso da metadona, que ajuda na recuperação para drogados em heroína, quando estes ficam sem a droga.

Em 1988, morando em Ibiza e levando uma vida mais saudável, ela foi dar um de seus usuais passeios de bicicleta e acabou levando um tombo e batendo a cabeça. Quando foi socorrida, o motorista que a encontrou tentou alguns hospitais, que não queriam aceitá-la por ela não possuir plano médico. Nico veio a falecer de hemorragia cerebral.

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O legado de Nico continua, sejam os vários grupos musicais influenciados por ela, os tributos, o estilo dela copiado em revistas e editoriais, Nico sempre será um ícone, como prova o documentário feito em sua homenagem, ‘Nico Icon”, que merece ser visto.

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TODAY’S SOUND: VERUSCHKA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Veruschka é o nome que tornou mundialmente famosa Vera Grafin Von Lehndorff-Steinort, a super modelo que virou um ícone da década de 60, indo até parar num filme de Antonioni.

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Veruschka nasceu na Alemanha, na antiga Prússia Oriental, seu pai era conde e também membro da resistência nazista, tendo sido executado quando o golpe para eliminar Hitler falhou.

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Sua infância e adolescência foram difíceis depois deste ocorrido, pois sua família foi enviada para campos de trabalhos forçados e ela teve que mudar várias vezes de países e escolas, não fixando residência em lugar nenhum.

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Veruschka sempre teve paixão pelas artes e quando resolveu estudar em Florença, acabou sendo descoberta pelo fotógrafo Ugo Mulas e apresentada a agência Dorian Leigh, baseada em Paris.

A agência Dorian Leigh trocava modelos com a Ford Models, pertencente à Eileen Ford, que ao conhecer Veruschka comentou: “Nós gostamos de loiras altas na América”.

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Esta foi a deixa para que ela mudasse para NY e onde foi apresentada pela colega Denise Sarrault para os melhores fotógrafos e fosse sendo criada a persona de Veruschka, uma modelo exótica, alemã, envolta em um ar misterioso.

O look de Veruschka já impressiona logo de cara, pois ela tem mais de 1.80 de altura, além de magra, cabelos loiros volumosos e uma boca de lábios carnudos, não tendo pudores em pousar nua, esta combinação a tornou uma sensação mundial.

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Vale lembrar que na época que Veruschka surgiu, a moda e as modelos eram mais clássicas, não havia muita ousadia nos visuais, isto só veio acontecer mesmo com o surgimento de estilistas mais vanguardistas.

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Ela passou a ser requisitada para os melhores editoriais, aqueles que exigiam uma conexão perfeita entre modelo e cenário natural, viajando pelos mais diferentes e exóticos lugares, além de uma proposta mais conceitual.

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Ela gostava de participar da concepção artística de cada trabalho, opinando, dando ideias.

Veruschka dominou durante muito tempo as capas e editoriais das revistas Vogue, para a qual clicou 13 capas, e Harper’s Bazaar, além da revista Life.

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Seu corpo era o cabide perfeito para as criações dos estilistas da época, seja Pucci, Dior, Valentino, Yves Saint Laurent, Corréges e até mesmo um de seus preferidos, Giorgio di Sant’Angelo.

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Além disso, os mais badalados fotógrafos queriam clicá-la, seja Avedon (que a considerava a mulher mais bonita do mundo ), Bailey, Penn e Franco Rubartelli, Franceso Scavullo, Bert Stern, William Klein e muitos outros.

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Esta relação fotógrafo e modelo foi muito bem captada por Veruschka, seja na famosa foto com David Bailey (clicada por Bert Stern, abaixo) como na icônica cena do filme “Blow-Up” na qual ela parece transar com o fotógrafo vivido por David Hemmings (e inspirado em Bailey), em uma das cenas mais sexy do cinema:

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‘Blow-up’ , o filme dirigido por Michelangelo Antonioni em 1966, no auge da swinging London, foi um dos momentos mais gloriosos da carreira de Veruschka, já que mesmo aparecendo pouco, ela foi a imagem do cartaz e de várias fotos publicitárias do filme.

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Ela nunca deixava a arte de lado, se envolvendo em projetos com artistas como Salvador Dalí (na foto abaixo) e Andy Warhol, entre outros.

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No final dos anos 60, ela esteve duas vezes no Brasil, acompanhada do seu então namorado, Rubartelli, e, além de fotografar, andou badalando pelos bailes de carnaval de Rio e Salvador.

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Abaixo cenas de um filme que Rubartelli fez com ela em 1971: “Veruschka, poesia di una donna”:

A música do filme, totalmente inspirada nela, foi composta por Ennio Morricone:

Porém, em meados da década de 70, Veruschka já não era considerada mais novidade e em um editorial com a então sucessora de Diana Vreeland na Vogue americana, Grace Mirabella, ela acabou se desentendendo com esta e resolveu deixar a moda de lado.

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Veruschka tinha tudo, mas não era feliz apenas com a moda, sua vida precisava de um significado maior, assim ela resolveu se dedicar á fotografia mais artística.

Ela se uniu ao fotógrafo  Holger Trülzsch e resolver fazer parte da natureza, ou seja, ela aderiu ao body-painting, uma forma artística na qual a modelo pinta todo o corpo para que este se confundisse com a própria natureza, transformando seu corpo em uma escultura viva,como podemos ver no vídeo abaixo.

Veruschka se camuflava no meio da natureza e estes incríveis trabalhos, feitos nos anos 70 e 80, foram reunidos e lançados no livro “Trans-figurations”.

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Ela usava o seu corpo como um instrumento, ou como ela mesma define, “um avatar para a metamorfose”.

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No cinema, ela chegou a fazer mais participações, como no filme “The Bride” (A Prometida) no papel de uma condessa, nos anos 80, bem como um tórrido romance com o ator Peter Fonda.

Durante certo tempo, Veruschka viveu reclusa, mas na década de 90 andou sendo redesco-berta por Steven Meisel, que a colocou numa campanha da Dolce & Gabbana, além de desfilar para a Chanel.

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Nos anos 00, ela voltou ao cinema numa pequena participação em “Cassino Royale” (o pri-meiro com Daniel Craig) e em 2010 participou de um desfile para o estilista Giles Deacon e também para Jasper Conran.

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Nos EUA acaba de ser publicado um livro com fotos inéditas dela, feitas pelo fotógrafo Johnny Moncada nos anos 60, intitulado ‘From Vera to Veruschka”.

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Veruschka pode estar afastada da moda, mas isto não impede que seus arquivos sejam revirados, seu estilo é atemporal, ela sempre será um ícone fashion, uma mulher forte e cuja imagem é o mais puro glamour.

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TODAY’S SOUND: MARISA BERENSON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Para começar nossos posts sobre algumas mulheres que foram ícones de estilo, iniciaremos com a estonteante Marisa Berenson.

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Marisa nasceu em berço esplêndido, já que sua mãe era a condessa Maria Luisa Yvonne Radha de Wendt de Kerlor e sua avó materna era ninguém menos que Elsa Schiaparelli, a genial estilista que trouxe o surrealismo para a moda.

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Além disso, seu pai era diplomata e executivo naval, frequentando os mais badalados eventos sociais nos EUA e Europa e o casal era amigo de pessoas como Greta Garbo, Audrey Hepburn, Dirk Bogarde, entre outros.

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Marisa começou sua carreira como modelo nos anos 60, fotografando para alguns dos nomes mais famosos da época como Richard Avedon, Irving Penn, Henry Clark, David Bailey, entre outros.

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Nesta fase como modelo, ela chegou a ser uma das mais bem pagas, já que seu rosto exótico, sempre realçado com enormes cílios postiços e seu tipo esguio estampavam capas de revistas e campanhas publicitárias.

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Ela se tornou um modelo de beleza e elegância nos anos 70.

Marisa chegou a ser uma das favoritas de Diana Vreeland, a toda-poderosa editora da Harper’s Bazaar e depois da Vogue America, para as quais fez diversas capas.

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Ela virou a “toast of the town”, convidada para as melhores festas e acontecimentos, além de se tornar amiga de socialites, atrizes, estilistas e muito mais. Uma de suas companhias era o barão David René de Rotschild e também o ator Helmut Berger (com o qual está na capa abaixo).

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Um de seus grandes admiradores era Yves Saint Laurent, que a elegeu ‘the girl of the seventies” (a garota dos anos 70)e a revista Newsweek a colocou em sua capa em 1973 com a chamada “Queen of the scene” (rainha da cena).

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Não demorou muito para que ela fosse descoberta pelo cinema e estreasse nas telonas em 1971, sob a orientação de Luchino Visconti, o aristocrático cineasta italiano que a utilizou no filme “Death in Venice” (Morte em Veneza).

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Apesar do pequeno papel, ela chamou a atenção de Bob Fosse, o diretor e coreógrafo americano que a convidou para participar de “Cabaret” (Cabaré), no segundo papel feminino de destaque ao lado de Liza Minelli, Joel Grey e Michael York.

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O filme está sendo relançado este ano e houve agora a reunião dos astros originais, 41 anos depois (foto abaixo) para uma sessão especial (foto abaixo):

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‘Cabaret” acabou se tornando um grande sucesso e indicado para dez Oscars, vencendo três, além de indicações para o Globo de Ouro, no qual Marisa foi indicada nas categorias Melhor atriz coajuvante e melhor revelação.

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Ela andava muito com Andy Warhol, que adorava desfilar ao lado de celebridades e as colocar na capa de sua revista, a Interview.

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Em seu próximo filme, ela consegue um papel ainda de maior destaque, como Lady Lyndon, a esposa de “Barry Lyndon”, no magnífico filme de Kubrick, onde ela desfila em magistrais vestidos e perucas enormes, além da iluminação natural de velas (exigência de Kubrick em muitas cenas), destacando ainda mais sua bela figura.marisa-in-barry-lyndon

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Com este papel, ela finalmente tem o reconhecimento da crítica que elogia seu desempenho, além de ganhar a capa da Time.

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Marisa foi casada duas vezes, uma com James Randall em um badalado casamento em Beverly Hills e com a qual teve a filha, Starlite; e a outra com o advogado Aaron Richard Golub, do qual se divorciou no final dos anos 80.

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Ela tem feito menos aparições no cinema e TV, a mais recente foi o filme “I am love”, no qual ela faz o papel de sogra de Tilda Swinton (com ela na foto do lançamento do filme em Veneza).

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Em 2001, ela perdeu sua irmã, a modelo e fotógrafa Berry Berenson (que foi casada com Anthony Perkins), que estava em um dos aviões que se chocou com uma das torres do World Trade Center.

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Mesmo assim, seu estilo, classe e elegância continua tendo a admiração de fotógrafos como Steven Meisel (com ela na foto abaixo), que a considera uma das inspirações para as supermodels (que ele ajudou a criar).

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Recentemente, sua vida virou livro com “A life in pictures”, publicado pela Rizzolli e com fotos extraordinárias de sua trajetória na moda e no Jet set internacional.

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Ano passado, ela participou com Jerry Hall e Pat Cleveland da campanha da M.A.C. em homenagem a Antonio Lopez, o famoso ilustrador de moda dos anos 70, do qual ela era uma de suas musas.

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Seu estilo é referência fundamental para os apreciadores da moda e estética e sempre servirá de inspiração para estilistas como Tom Ford, que a convidou para desfilar para sua marca.

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Segundo Marisa, hoje em dia as pessoas não celebram a elegância e sim a vulgaridade e falta nelas um estilo próprio, coisa que ela soube fazer muito bem durante todos estes anos: criar um estilo único e celebrado.

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