Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explosão das #orquídeas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa é uma réplica exata do  Palácio dos Papiros, escavado das cinzas em Pompéia...Mummy portrait of a woman Romano-egyptian A.D. 100-110Boa segunda! Boa semana!Since 1987
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TODAY’S SOUND: THE DOUBLE POR ARTHUR MENDES ROCHA

‘The Double” é o filme de hoje, dirigido por Richard Ayoade, baseado em uma história de Dostoiewsky e com ótimo elenco, misturando ansiedade, surrealismo e humor negro.

The Double teve sua estreia mundial no Festival de Toronto no ano passado e foi lançado na Inglaterra este ano e conquistou a crítica com sua história instigante.

No elenco está Jesse Eisenberg (de ‘A Rede Social”) no papel principal, mais Mia Wasikowska (que sabe muito bem escolher seus filmes, já tendo trabalhado com diretores como Tim Burton, Gus Van Sant, entre outros), Wallace Shawn, Noah Taylor, Chris O’Dowd, Cathy Moriarty (de “O Touro Indomável”), James Fox (icônico ator inglês), entre outros.

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Ayoade teve uma ótima estreia como diretor com o filme “Submarine”, que já mostrou que ele veio pra ficar. Seu estilo é bem interessante, sabe dirigir bem atores, misturando humor e drama de maneira brilhante.

A atmosfera do filme lebra muito filmes como “1984” e “Brazil”, pois coloca um personagem perseguido, com eterno medo do que possa acontecer e controlado por algo maior do que ele.

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Outro detalhe interessante é que seus filmes misturam passado, presente e futuro, não ficando totalmente claro a época em que se passa.

Aliás, vários membros do elenco de Submarine aparecem em várias pontas espalhadas pelo filme.

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“The Double” é a história de Simon James (Eisenberg), um funcionário de uma empresa que vive para isso, do trabalho para casa e da casa para o trabalho, ele é tão tímido e invisível que, toda vez que chega no trabalho, tem que se apresentar para o vigia que nunca o reconhece.

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Seu chefe (Shawn) nunca está satisfeito com seu trabalho, por mais que ele se esforce e ele nutre uma atração pela jovem Hannah (Mia) que trabalha na copiadora (mais uma menção ao conceito de duplo, de cópia que o filme possui).

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Hannah até aceita sair com ele, mas não demonstra o menor interesse, ele é um nada, um ser nulo.

Eis aí que surge James Simon (outra menção á cópia, desta vez trocando o nome do personagem), um sósia seu ou melhor, um doppelgänger, já que é um clone do mal, alguém que só vai complicar a vida do coitado do Simon.

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James é o oposto dele em tudo: é extrovertido, conquista a tudo e a todos com seu charme, conta piadas, todos o admiram.

Mas na verdade, Simon está sugando o lugar de James, pois vai tentando substituí-lo em tudo, seja no trabalho ou no amor.

No trabalho, tudo que James faz de bom, Simon é quem colhe as glórias, ele joga seu charme sobre Hannah e a conquista, na lancheria que freqüentam ele tem a preferência da antipática garçonete e por aí vai.

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O filme joga muito bem isso, deixando-nos tenso, com situações de suspense e não deixando de lado o humor negro.

Ayoade é famoso por seu papel na divertida série “The IT Crowd” (de onde saiu também Chris O’Dowd), onde vive o engraçadíssimo Moss.

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A transição para o cinema e para detrás das câmeras se deu de maneira genial, ele é fã do bom cinema e admite que utilizou em “The Double” influências de Bergman (“O Silêncio”), Fellini (Toby Dammit, episódio de “Estórias Extraordinárias”) e até Hitchcock (“Vertigo”).

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Ayoade se juntou a Avi Korine (irmão de Harmony) e adaptou a novela de Dostoyevsky de 1846, ele declara: “The Double é quase uma metáfora. Ela antecipa Freud e Jung: a ideia junguiana de que a sombra representa todas as coisas que você não consegue aceitar a seu respeito ou que, em estados extremos, você cria esta outra entidade que faz todas as coisas que você não admite que gostaria de fazer.”

O filme se enquadra na categoria distopias futurísticas, ou como ele mesmo define: “é como o futuro imaginado por alguém do passado que o fez de maneira errada”.

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Também merece destaque a ótima direção de arte, com cenografia em tonalidades acinzentadas, com poucas cores, além da trilha sonora claustrofóbica e utilizada de maneira a dar a emoção necessária para cada cena.

Não será a primeira nem a última vez que o cinema falará dos clones, seja no recente “O Homem duplicado”, bem como em “Moon”, mas Ayoade dá um aproach original para esta trama e acabamos sofrendo e nos divertindo com o filme.

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“The Double” ainda não tem data definida para estrear por aqui, mas já tem para download  e merece ser visto para termos uma ideia do que novos talentos estão fazendo no cinema e que fujam aos circuitos tradicionais de cinema.

 

 

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TODAY’S SOUND: WE ARE THE BEST POR ARTHUR MENDES ROCHA

O filme de hoje é “We are the Best”, produção da Dinamarca e Suécia, dirigida por Lukas Moodyson e que fala sobre uma banda punk formada por adolescentes nos anos 80.

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O filme foi lançado no Festival de Toronto do ano passado e estreou este ano nos cinemas do hemisfério norte, tendo ótima recepção de crítica.

“We are the best’ (Nós somos os melhores) é uma deliciosa dramédia (mistura de drama e comédia) que nos conta a história de duas garotas, Bobo (Mira Barkhammar) e Klara (Mira Grosin), que são apaixonadas por punk rock e decidem montar uma banda.

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Apesar de todos falarem a elas que o punk morreu (estamos em 1982), elas são apaixonadas pelo gênero e todo seu visual, usando cabelos curtos e espetados e gerando o preconceito dos demais alunos da escola.

Além disso, as duas parecem dois meninos, pois são completamente diferentes do arquétipo das meninas de cabelos compridos e femininas.

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O problema é que nenhuma das duas sabe tocar e portanto elas resolvem procurar um terceiro integrante que, pelo menos, entenda de música. Abaixo uma das melhores cenas do filme, onde elas definem o que para elas é o punk:

Numa apresentação da escola, elas conhecem Hedvig (a linda Liv Lemoyne), garota careta e certinha, que toca violão muito bem e é extremamente cristã.

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As duas a convidam para a banda e Hedvig, procurando ser aceita em algum círculo, acaba topando.

Bobo e Klara vão influenciando Hedvig, fazendo-a mudar seu estilo de vestir e cortam seu cabelo no estilo moicano, gerando a raiva da religiosa mãe de Hedvig, que ameaça de contar a polícia.

Na verdade, tanto Bobo quanto Klara não têm a menor paciência com suas famílias, acham todos uns caretas, chatos e que não entendem seu modo de pensar e seu gosto musical.

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Elas conseguem um local para ensaiar, no centro cultural da cidade, onde arranjam guitarra, bateria e baixo e criam uma música muito engraçada onde falam do seu ódio por esportes: ‘I hate sports”.

Porém, neste mesmo local, também ensaia uma banda de heavy metal, a Iron Fist, que detém a preferência do gerente do local, e que não simpatiza com o estilo punk das meninas.

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Elas também irão se envolver com uma banda de garotos punks, a Sabotage, pela qual Bono e Klara irão se interessar pelo mesmo garoto, gerando um conflito entre as duas, que disputam o mesmo interesse amoroso e põe sua amizade em jogo.

O desfecho do filme ocorre numa gig em um ginásio de esportes na cidade vizinha, Västeras, a qual elas odeiam e até fazem uma música chochando a cidade e criando a maior confusão.

“We are the best” é sensível, divertido, mostra bem as duvidas da juventude, as revoltas, através do relacionamento das três meninas ele discute a aceitação do ‘diferente” pela sociedade.

Afinal, quem nunca foi jovem e lutava para ter suas ideias aceitas e respeitadas?

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O grande destaque fica mesmo com o trio central, as três garotas são um achado, seguram o filme e tem uma química perfeita.

O diretor Lukas Moodyson já é conhecido do público brasileiro, pois ele dirigiu “Together” (o filme que o revelou, de 2000), além de ‘Lilya 4-ever’ (2002), o polêmico “A hole in my heart” (2004) e o último “Mammoth” (de 2009 e estrelado por Michelle Wiliams e Gael García Bernal).

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Lukas declara que era muito jovem para o punk e que gostava de escutar músicas punks, mas achava-as muito masculinas e agressivas. Esta é a primeira vez que adapta uma história que não é sua, tendo reescrito algumas cenas e mudado alguns personagens.

O filme foi baseado nos quadrinhos “Never goodnight”, escritos por sua mulher, Coco Moodyson, lançado em 2008.

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Os quadrinhos de Coco são autobiográficos, já que falam de suas próprias experiências como uma adolescente punk na Estocolmo dos anos 80.

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Como Coco declara: “Há algo muito interessante sobre a idade de doze, treze ou quatorze anos, quando você não é mais uma criança e é curioso. Ao mesmo tempo, você não tem medo, porque você não passou pelos tempos difíceis que chegam depois’.

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Os desenhos de Coco são ainda mais darks que o filme e seus trabalhos podem ser conferidos  na revista sueca Galago.

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TODAY’S SOUND: THE PUNK SINGER POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana falaremos de filmes que foram destaque nos festivais e nos circuitos de cinema alternativo mundo a fora, mas que ainda não estrearam por aqui.

Iniciaremos pelo documentário ‘The Punk Singer” que conta a história de Kathleen Hanna, a icônica vocalista das bandas Bikini Kill e Le Tigre e que foi a idealizadora do movimento Riot grrrl.

O filme foi dirigido por Sini Anderson e teve sua estreia mundial no Festival SXSW (South by Southwest) do ano passado, mas este ano é que está sendo mostrado no hemisfério norte.

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Anderson, além de diretora e performer, é a co-fundadora do Sister Spit, uma série de eventos de spoken-word (termo que inclui palestras, leituras).

O filme utiliza ótimas e raras cenas de arquivos, além de fotos e depoimentos de pessoas próximas a Hanna, artistas que trabalharam com ela ou que foram influenciadas por suas ideias.

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A diretora reuniu um grupo de artistas, principalmente mulheres, para dar seus depoimentos sobre Hanna, incluindo seu marido Adam Horovitz (dos Beastie Boys), Kim Gordon (Sonic Youth), Carrie Brownstein (da banda Sleater-Kinney e do seriado ‘Porlandia’), Tamra Davis (diretora de videos, filmes e séries), Joan Jett (ícone do rock feminino), Corin Tucker (Sleater-Kinney) e muitos outros.

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O filme nos conta toda a história de Hanna, como quando esta começou seus estudos e iniciou seus interesses por se manifestar artisticamente, sejam em eventos culturais em sua escola, bem como em montar uma banda com suas colegas.

Hanna estudou fotografia em Olympia (Washington), mas logo cedo começou a produzir fanzines onde já pregava os ideais feministas e logo chegou à conclusão que, a melhor maneira de suas ideias atingirem o máximo de pessoas, era através da música.

Assim, ela se juntou a sua amiga e colega Kathi Wilcox e Tobi Vail (que não está no doc), além de Billy Karen (único membro masculino), e montaram a banda punk Bikini Kill.

bikini kill

O Bikini Kill foi uma das primeiras bandas do movimento riot grrrl, movimento dos anos 90 que reunia bandas formadas por mulheres (em sua maioria) e que cantavam em suas letras a luta pelos direitos das mulheres e os ideais feministas.

Um dos grandes fãs da banda era Kurt Cobain, que era amigo de Hanna, admirador da banda e do movimento. Foi Hanna que escreveu em uma parede:  ‘Kurt smells like teen spirit” (frase esta que inspirou a canção mais famosa do Nirvana).

kurt e bikini

Uma das inovações nos shows do Bikini Kill é que a banda enfrentava os punks mais radicais, chamando à frente do palco as mulheres, distribuindo panfletos para elas, uma atitude nova para a época.

Daí vinha seu grito de guerra: ‘Women to the front’ (mulheres à frente), que ela gritava a altos brados em seus shows.

A banda chegou a fazer sucesso no circuito alternativo americano, em festivais como o Lollapalooza, além de clipes rodando na MTV como “Rebel Girl”:

À medida que o movimento foi se tornando maior e mais conhecido, a imprensa começou a distorcer os reais objetivos do riot grrrl e isto acabou irritando Hanna e suas seguidoras, que optaram por um “media blackout”, evitando declarações à imprensa.

Depois de excursionar com a banda, lançar discos, a banda decidiu terminar em 1997.

Assim, ela se dedica a vários projetos pós Bikini Kill, incluindo o The Fakes, até focar em seu projeto solo Julie Ruin, que havia lançado apenas um disco ao estilo new wave e mantendo as letras de temática feminista. O Julie Ruin acaba sendo um disco bem influente na época, apesar da pouca vendagem.

punk singer - hanna singing

Hanna forma em 1998, com sua amiga Johanna Fateman, o Le Tigre, banda de electro que teve sucesso no início dos anos 00, mesclando letras politizadas com batidas eletrônicas.

Ao Le Tigre se juntou mais Samson, e eles lançaram discos, singles e viajaram por vários lugares até que em 2005, Hanna resolveu parar com tudo ao passar mal em um dos shows, tendo que interrompê-lo pela metade.

Le-Tigre

Neste momento, o filme nos mostra que Hanna havia abandonado sua carreira musical por um forte motivo, sua saúde estava debilitada por uma rara doença: “a lhyme disease”.

Já era notório que Hanna havia parado de se apresentar, mas o documentário mostra ela explicando todo o porquê de sua decisão, tendo sempre o apoio do marido Horovitz.

punk singer - adam e hanna

Assim, The Punk Singer acaba sendo um retrato fiel, honesto sobre uma artista que sempre lutou pelo que acreditou, enfrentou todo o tipo de crítica, demorou a ser aceita e, no auge de sua carreira, é obrigada a parar com tudo e repensar o que fazer, mas nunca deixando de acreditar em sua arte.

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O documentário é ágil, excitante, nos mostra os vários períodos da vida de Hanna com os registros de algumas das melhores apresentações, como se formou o riot grrrl, as suas fãs, amigas, feministas que acreditam no seu legado; enfim, tudo isto é mostrado em “The Punk Singer”.

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Hanna também reviveu o Julie Ruin, com um novo disco e cujo clipe, “Oh come on”, podemos ver abaixo:

Recentemente, Hanna voltou à mídia quando Miley Cirus publicou fotos dela em seu Instagram e declarou que é sua fã.

 Hanna agradeceu o elogio e se mostrou aberta para algum tipo de colaboração entre elas.

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Já que Miley se denomina um novo tipo de feminista, quem sabe com os conselhos de Hanna, ela tenha mais embasamento e referência para transformar esta atitude em músicas com letras que ajudem à causa e ensinem novas gerações a terem um posicionamento definido. Assim esperamos…

 

 

 

 

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TODAY’S SOUND: MALCOM MCLAREN E LET IT ROCK NA ART IN POP

Podem chamá-lo de tudo – marqueteiro, aproveitador, ambicioso- mas uma coisa ninguém pode negar: Malcom McLaren era um visionário, tinha um senso fashion absurdo, era um pioneiro em vislumbrar o que a juventude procurava, em estar atento às tendências e comportamentos das novas gerações.

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Agora, finalmente, ele é o motivo de uma nova exposição intitulada “Let it rock: The look of music the sound of fashion”, que foi mostrada na Copenhagen International Fashion Fair e que agora será mostrada, em partes, no Le Magasin, em Grenoble, França, na mega exposição ‘Art in Pop”.

malcom - let it photo

A expo “Art in Pop” pretende mostrar a relação da música e das artes plásticas e nisto McLaren já havia pensado ao abrir sua primeira butique com Vivienne Westwood (então sua esposa) e que atendia pelo nome de Let it Rock.

malcom e vivienne at the shop

Já em 1971, McLaren e Westwood apostavam no que se transformou o conceito de pop-up store, pois ao abrir a Let it rock, eles acabaram por a transformarem com o passar dos anos e ir trocando seus nomes e propostas.

Assim, a Let it Rock começou apostando num look anos 50, da chamada tribo dos “Teddy boys” e foi evoluindo, foi modificando suas ‘instalações” para a abrigar a Too fast to live, too young to die, a SEX, a Seditionaires até chegar na Worlds End, lojas que inventaram o visual punk.

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Isto tudo ocorreu no mesmo endereço da King’s Road, 430, lugar mítico e que reunia as tribos mais esquisitas e atraentes da Londres dos anos 70 e 80.

Os curadores da expo são Paul Gorman (da revista Dazed & Confused) e Young Kim, a companheira de Malcom McLaren até o final e a responsável pelo seu ‘Estate”, ou seja, os direitos pelo seu legado.

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McLaren foi um ícone pop, ele merecia o mesmo patamar de um Andy Warhol, pois, além de ser o empresários dos Sex Pistols, ele fez e aconteceu na Inglaterra, tanto na música como na moda.

Ele lançou bandas como o Bow Wow Wow,  além de discos próprio cheios de contribuições de vários artistas; ele foi dos primeiros a misturar ópera com música pop (‘Madame Butterfly”no seu disco ‘Fans”), a tornar a dança Vogue um hit (com ‘Deep in Vogue”, muito antes de Madonna).

Além disso, ele fez um revival da chanson française, misturando-a com música eletrônica, no disco “Paris” onde canta com Catherine Deneuve:

A moda já estava no seu DNA desde cedo: sua mãe e seu padrasto possuíam uma marca feminina, a Eve Edwards, e seu avô era um alfaiate e tinha um ateliê na famosa meca da alfaiataria inglesa, a Saville Row.

Aos 16 anos, McLaren já frequentava diversas escolas de artes e seu senso já o dizia que misturar arte, música e moda daria algo bacana e inusitado.

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Na exposição podem sem vistos os designs que ele criou com Vivienne Westwood, além de posters, fotos, revistas e vídeos raros, bem como seus cadernos de anotações, muito material que permanecia inédito.

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Sua última companheira, Young Kim, fez um extenso trabalho de pesquisa para mostrar pela primeira vez um pouco mais da personalidade de McLarem, suas obsessões, suas ideias, seus interesses em movimentos como o punk, new-romantic, entre outros.

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A famosa butique Sex foi dos primeiros lugares a tornar o fetiche algo fashion, tirando-o dos guetos dos clubes pornôs e onde era proibido a entrada de menores de idade.

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Mclaren tabém foi dos primeiros a sacar o talento de uma nova geração de artistas de grafite como Keith Harring, Richard Hambleton e Dondi White, que criaram o visual do álbum “Duck Rock” de 1983.

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Um dos destaques era  “Buffalo Girls” (onde ele foi influenciado por Afrika Bambaata e a emergente cena hip-hop americana). Prestem atenção que no vídeo ele veste um chapéu como o que Pharrell Williams usou na entrega do Grammy deste ano:

 Malcon era um apaixonado pelo novo, assim ele experimentava com isto, se cercava de pessoas que o estimulavam, queria sempre estar criando algo inovador e isto o perseguiu até o fim de seus dias.

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Como ele declarou: “Eu sempre disse que o punk era uma atitude. Nunca apenas ter um corte moicano ou usar uma camiseta rasgada. É sobre destruição e o potencial criativo decorrente disto.”

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Suas lojas eram ponto de encontro das mentes mais criativas, suas criações tanto em t-shirts (como a icônica God save the Queen) como em filmes, clipes, álbuns, estarão para sempre marcadas no imaginário pop, que McLarem tenha seu reconhecimento em exposições como esta, que começa em 11 de outubro e vai até 04 de janeiro de 2015.

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TODAY’S SOUND: TRILHA DE GOOD MORNING VIETNAM POR ARTHUR MENDES ROCHA

Já que estamos falando de trilhas sonoras, hoje faremos um tributo a Robin Williams (falecido nesta semana) com a trilha de um de seus melhores filmes, “Good Morning Vietnam” (Bom dia Vietnã).

good trilha original

O filme foi dirigido por Barry Levinson em 1987 e foi a estreia cinematográfica de um comediante vindo da TV, Robin Williams.

Este foi o filme que o revelou em Hollywood, lhe dando sua primeira indicação ao Oscar.

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“Good Morning Vietnam” é baseado nas experiências do DJ Adrian Cronauer, que já havia tentado levar seu filme para a TV sem sucesso e que conseguiu a atenção de Wiliams e consequentemente de Levinson.

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O filme conta a história deste DJ, vivido por Wiliams, que desembarca na Saigon de 1965, em plena guerra do Vietnã, e que adota um comportamento completamente inesperado como disc-jockey da rádio das Forças armadas.

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Ele irrita seus superiores, que o forçam a tocar músicas mais caretas, mas ele enfrenta a todos para levar aos soldados músicas que ele gosta e acredita que levantarão a moral das tropas americanas no Vietnã.

Aí que está o legal do filme e da trilha: Williams brinca antes de introduzir cada canção, fazendo improvisações e piadas divertidas para quebrar o clima pesado e trágico de uma guerra e procura animar as tropas com observações engraçadas.

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A seleção da trilha é um primor de canções pop, rock, soul, jazz dos anos 60, fugindo do óbvio e optando por canções marcantes, mas não tão badaladas (pelo menos na época que a trilha foi lançada).

Uma das grandes sacadas foi a inclusão de ‘What a wonderful world” de Louis Armstrong, que na época estava esquecida e que é revivida no filme de forma brilhante, voltando às paradas de sucesso por ocasião do lançamento do filme:

Mas a trilha é muito mais do que isso e também inclui a ótima ‘Nowhere to run” de Martha & the Vandellas, canção deliciosa e que não deixa de ser irônica, já que fala de “nenhum lugar para fugir”. Na introdução da música, Williams faz uma piada que no Vietnã era tão quente que você poderia cozinhar coisas nos seus shorts:

Não poderia faltar um James Brown para animar as tropas e no vídeo abaixo Williams faz uma de suas improvisações para tocar “I got you (I feel good)”:

As piadas de Williams foram incluídas na trilha e lhe renderam seu primeiro Grammy (o primeiro de cinco que ele conquistou durante sua carreira).

O grupo Them (do qual participava Van Morrison) também está na trilha com ‘Baby please don’t go’:

A escolha das canções foi feita por David Anderle, produtor de artistas pop como Rita Coolidge, Judy Collins, Lee Hazlewood, entre outros, que se mostrou bastante inspirado.

Também estão na trilha Beach Boys, The Searchers, The Vogues, The Castaways, The Rivieras, Marvellettes e outras bandas bacanas dos anos 60.

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O próprio título do filme se refere à maneira que Wiliams abria seus programas, gritando: “Goooooood Morning Vietnaaaaam”! Abaixo vemos várias cenas com as introduções e piadas de Williams:

No filme são executadas várias outras músicas que acabaram ficando de fora da trilha, já que se fossem lançadas ia acabar sendo um disco duplo ou triplo.

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Assim, ainda ficaram de fora artistas como Wilson Pickett, Herp Albert, Frankie Avalon, Perry Como, The Supremes, Lawrence Welk e muitos outros.

A trilha fez tanto sucesso que entrou para o top 10 e recebeu o certificado de platina pela excelente vendagem e isso que só incluía hits antigos ou esquecidos do público de então.

 

 

 

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TODAY’S SOUND: TRILHA DE “BREAKFAST AT TIFFANY’S” POR ARTHUR MENDES ROCHA

No início da década 60, um filme com Audrey Hepburn vai mexer com as mulheres que ficam deslumbradas com o estilo dela e com a deliciosa música de Henry Mancini em “Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo)”, que arrebata dois Oscars.

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O filme teve direção de Blake Edwards (que viria a fazer os filmes da Pantera Cor de Rosa com Peter Sellers, entre outros) e era baseado em um livro de Truman Capote.

Capote escrevera um livro onde o personagem principal era uma prostituta de nome Holly Golightly e este foi transformado em filme e amenizado para as plateias da época.

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A ideia inicial era ter Marilyn Monroe no papel de Holly, mas o papel acabou ficando com Audrey, que arrasou em sua caracterização, vestida de Givenchy e visitando a joalheria Tiffany (daí o título original).

O livro é bem diferente do filme, pois o livro é mais dark, retratando a vida de Holly como difícil, complicada.  No filme, seu pai (Buddy Ebsen) não entende seu estilo de vida, o irmão nem é mostrado; Edwards optou por uma abordagem mais ‘leve”, que acaba sendo uma comédia romântica.

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O grande interesse amoroso de Holly (mesmo que ela não queira admiir) é um escritor, Paul (vivido por George Peppard), que se muda para o apartamento vizinho.

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A trilha, composta por Henry Mancini, é um dos grandes destaques do filme, com um misto de ‘cocktail music”, easy listening com toques de swing e cha-cha-cha; um tipo de sofisticação que é difícil de encontrar no cinema de hoje.

O compositor conquistou dois Oscars pela trilha: um para o melhor score e outro pela canção “Moon River”, assinada por ele e mais Johnny Mercer (um dos grandes letristas americanos).

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A canção foi pensada para o alcance de voz de Audrey, que nunca foi uma cantora profissional, portanto seu alcance de voz é limitado. Mesmo assim, Audrey não faz feio e sua interpretação da canção, sentada na escada de incêndio, é um dos momentos mais emocionantes do filme:

Na verdade, “Moon River” quase fica de fora do filme, pois os produtores a consideravam um peso-morto e pediram para cortá-la da edição final. Audrey teve que se intrometer e pedir para mantê-la, ainda mais por sua grande amizade com Mancini. Ela teria declarado que a canção seria retirada ‘over my dead body’ (por sobre o meu cadáver).

Ela chegou a ter aulas de violão para dar mais realismo à cena.

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No final das filmagens, Audrey enviou uma carinhosa carta à Mancini (abaixo), lhe agradecendo por sua música e o chamando de ‘o mais sensível dos compositores”.

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Para a felicidade de todos, os produtores voltaram atrás e a música virou um hit e hoje é considerada um dos grandes standards da música americana, sendo gravada pelos mais diferentes astros da música como Frank Sinatra, Morrissey e muitos outros.

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Mancini foi um dos maiores e melhores compositores de trilhas para o cinema, suas inconfundíveis composições foram temas de filmes como os da série da Pantera Cor de Rosa, além de “Touch of Evil”, “Hatari’ (e a famosa “Baby Elephant Walk”), “Charade”, “The Party”, “Victor Victoria”, “Frenzy” e muitos outros.

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Blake Edwards conhecia Mancini através de sua esposa e sua primeira colaboração foi na trilha da série de TV “Peter Gunn”, a qual ele criou o tema principal.

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Inclusive, na trilha, Mancini fez um ótimo balanço do estilo crime-jazz de Peter Gunn com sua trilha de ‘Touch of Evil”, mantendo todo seu talento como jazzista e arranjador. O filme começa com a versão instrumental de ‘Moon River”:

A trilha é um primor, pois dá a atmosfera para o filme, pontua os momentos mais importantes de maneira excepcional.

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Uma das cenas mais divertidas é a da festa que Holly (Audrey) promove em seu pequeno apartamento e que vira uma festança, cheia das figuras mais diferentes que exageram na bebida; é o tipo da festa que dá vontade de participar e sem dúvida, das melhores que o cinema já mostrou, tendo ao fundo a música “The Big Blow-out”:

O personagem de Mickey Rooney (recentemente falecido) é o vizinho chato, caracterizado como um oriental que se irrita com tudo e que mereceu sua própria música na trilha,“Mr. Yunioshi”:

Outra cena deliciosa do filme é a que Holly e Paul entram em uma loja e ameaçam roubar bobagens, apenas pela emoção de “roubar”. Eles acabam roubando duas máscaras de Halloween e saem pelas ruas de NY se divertindo com a cara de quem passa por eles.

Também merece destaque a música “Hub caps and tall lights”, que lembra muito o tema de “Adams family”:

Outros personagens importantes são a amante de Paul, vivido pela atriz Patricia Neal (como uma chique dama da sociedade nova-iorquina) e o gato, o bichinho de estimação de Audrey que mereceu também a sua própria canção no filme, “Something for Cat”:

Quando foi editada, a trilha não continha a versão de “Moon River” com Audrey cantando e sim apenas a versão instrumental.

Breakfast_at_Tiffanys - audrey at window

Aliás, isto era um procedimento normal de Mancini: regravar e rearranjar as músicas do filme para que fossem lançadas em uma trilha mais easy listening, de mais fácil digestão para os ouvintes da época.

Só que isto acaba perdendo a profundidade e o elemento cru que a trilha executada no filme possuía.

breakfast-tiffanys-audrey c tapa olho

 

Em 2007, a gravadora especializada em trilhas, Intrada, editou uma versão muito mais completa da trilha incluindo a versão de Hepburn, com 26 faixas a mais que a original.

Breakfast-at-Tiffanys - reedição 2007

Esta versão é tão completa que inclui temas não editados na trilha de 1961, bem como quatro versões demo e não utilizadas de “Moon River, a cena do roubo, versões originais completas e muito mais.

Breakfast At Tiffany's (14) - verso

‘Moon River’ virou um clássico, sendo interpretada inúmeras vezes pelos mais diferentes artistas, mas a versão de Audrey ainda é considerada a definitiva.

Como Audrey fala na carta que escreveu a Mancini: “Um filme sem música é como um avião sem combustível”.

Breakfast-at-Tiffany-s-audrey-gorge

“Breakfast at Tiffany’s” é Mancini em seu ápice de criatividade, bom gosto, elegância e merece ser apreciada como um dos melhores registros de uma trilha sonora concebida especialmente para um filme.

 

 

 

 

 

 

 

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