So broken hearted... 💔Tigre e CleópatraBeginning 2016... #bromeliadBom dia! #orquideacattleyaAmei muito!!! Muito obrigada @zezzo.fonseca @vicentenegrao e @havaianas luxxxo! Feliz 2016 pra quem é original ✨🍀🎍🍀✨Nighty Night!Darks aguardam desfile dark @alexandreherchcovitch @eduardocorelli @jacksonaraujo @corvina_ @foodemotion @gobbiland @joseh_zozo_amaralMorri com os looks @alexandreherchcovitch !!!Fun time with ma' buddies @davidpollak @foodemotion & @bobestvo @alexandreherchcovitchMeus amores peludos, Cleópatra e Tigre

                
       




















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TODAY’S SOUND: GORILLAZ POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando nossos posts sobre projetos paralelos, hoje falamos do Gorillaz, a banda virtual idealizada por Damon Albarn, do Blur, mais James Hewlett, o co-criador dos quadrinhos “Tank Girl”.

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O Gorillaz começou a chamar a atenção no final dos anos 90, casando com extrema inspiração, hip-hop, rock, música eletrônica, samples e muito mais. Além disso, o grupo é formado por personagens animados, que são um primor de design e a ideia por trás de tudo é muito bem feita, tendo cada um a sua origem e sua maneira de interpretar.

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Hewlett (esq.) e Albarn (dir.), os idealizadores do Gorillaz

Contando com inúmeros colaboradores de altíssima qualidade como Dan “The Automator” Nakamura, Miho Hatori (do Cibo Matto), mais Tina Weymouth e Chris Frantz (do Talking Heads e Tom Tom Club), além dos companheiros de Nakamura no Deltron 3030, Kid Koala e Del tha Funkee Homosapiens, assim começava a primeira fase do Gorillaz.

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É importante entender que o Gorillaz conta uma história em cada disco e onde uma terminou, começa a outra, assim ficamos sabendo do destino de cada um.

Os integrantes virtuiais do Gorillaz são: Murdoc Nicalls (o satânico baixista e o cérebro do grupo), 2-D (o atordoado vocalista, tecladista e guitarra rítmica), Noodle (mestre em artes marciais, guitarrista, tecladista e vocal de apoio) e Russell Hobbs (bateria, percussão e DJ, um b-boy altamente influenciado pelo funk).

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O primeiro lançamento deles foi o EP “Tomorrow comes today”, no final de 2000, com quatro músicas, entre elas a faixa título:

O estilo musical deles agradava em cheio: era novo, com uma batida laid-back, viajante, ao mesmo tempo bom de sacudir os quadris e curtir,misturando brit-pop, eletrônico; pop sem compromisso e bem executado.

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Mas foi com o segundo lançamento, o single “Clint Eastwood” (utilizando sample da trilha do spaghetti-western “The Good, The bad & the ugly”, estrelado por Eastwood), que eles estouraram de vez, chegando ao terceiro lugar da parada inglesa, com o refrão “the future is coming on…” mais o o rap de Del tha Funkee Homosapiens e o clipe com gorilas zumbis:

Gorillaz casava animação, música boa, personagens interessantes e um lado musical inovador, que atingiu o pop em cheio.

O álbum de estreia, “Gorillaz”, foi lançado em 2001, se mostrando um sucesso mundial e atingindo disco de platina em diversos lugares, alcançando a marca dos sete milhões de cópias.

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Outro dos destaques do disco era “19-200”, com batida trip-hop, dubs e mais um clipe bacana onde nossos heróis tenta escapar de um ataque alienígina:

E também “Rock the house”, com batida hip-hop e rap:

Aproveitando o sucesso repentino, eles lançam vários trabalhos nos anos seguintes, tais como: ‘G-Sides” (com lados Bs dos singles e EPs), “Phase One: Celebrity Takedown” (DVD com clipes) e o álbum de remixes “Laika come home”.

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Isto é outra coisa legal do Gorilaz, lançarem milhares de versões de suas músicas, sejam instrumentais, remixes e muito mais, colaborando com gente como DFA, Hot Chip, Soulwax, Metronomy, Spacemonkeyz, e mais.

Fora quando eles não viram lindos toy-arts lançados pela KidRobot.

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Para o próximo disco, “Demon Days”, lançado em 2005, eles se juntam a novos colaboradores tendo a produção de Danger Mouse (o famoso DJ que fez o “Grey Album”, misturando Beatles e Jay-Z), além das aparições de Neneh Cherry (do hit ‘Buffalo Stance”), Dennis Hopper (o ator cult de “Easy Rider” e “Blue Velvet”), Martina Topley-Bird (a vocalista de Tricky), entre outros.

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O principal single do disco, “Feel Good Inc.”, tem a participação do De La Soul,  aqui numa apresentação com a banda “humana” do Gorillaz,  no programa de David Letterman:

Outra música que se destacava era ‘Dare”, com vocais de Shaun Ryder, o vocalista jamanta do Happy Mondays e ritmo dançante, pronta para as pistas:

E mais a participação de Bootie Brown, do grupo de hip-hop Pharcyde, na faixa ‘Dirty Harry”:

O álbum repetiu o sucesso do primeiro e ainda levou várias indicações ao Grammy, onde eles fizeram o número de abertura ao lado de De La Soul e Madonna:

Depois de um hiato, eles lançam o próximo trabalho somente em 2010, “Plastic Beach”, trabalho mais pop e que também vem recheado de convidados especiais como Lou Reed, Mark E. Smith (do The Fall), De La Soul, Gruff Rhys (do Super Furry Animals), Little Dragon, entre outros.

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Na canção ‘Stylo” há a participação de Bobby Womack (que não conhecia a banda, mas sua filha era fã) e Mos Def (que considera este um de seus melhores trabalhos). No clipe eles fogem da polícia e são perseguidos também pelo ator Bruce Willis:

Já na faixa “Welcome to the world of Plastic Beach” temos como convidado Snoop Dogg e o Hypnotic Brass Ensemble:

Outro single do álbum era “On Melancholly Hill”:

Para a turnê que acompanhava o disco, eles convidam Mick Jones e Paul Simonon do The Clash (que fizeram participação na faixa ‘Plastic Beach”) que também participam do disco seguinte, “The Fall”, lançado em 2011, e que foi realizado com a ajuda do Ipad de Damon Albarn durante os intervalos da turnê.

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Um dos destaques do novo disco é ‘Phoner to Arizona”, cujo clipe é uma interessante mistura de cenas da turnê com imagens variadas que incluem paisagens, luzes, letreiros e muito mais:

Depois de alguns mal entendidos entre Albarn e Hewlett (que declarou estar cansado de desenhar os mesmos personagens), cada um se dedicou a projetos solos, inclusive neste tempo o Blur lançou disco novo e saiu novamente em turnê.

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Foi anunciado que o Gorillaz deve retornar ainda este ano, com álbum inédito, mais eletrônico e algumas participações inesperadas como Jean Michel-Jarre, Liam Bailey (do hit de Chase & Status, “Blind Faith”) e quem sabe do Massive Attack, mas isto é ainda um boato, já que os caras andaram visitando o estúdio dos Gorillaz.

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Today’s Sound: Prince por Arthur Mendes Rocha

Prince é um dos maiores talentos que a música americana já produziu: músico, compositor, performer, arranjador, ele é um legítimo showman.

Até hoje não entendo como Prince não tem a mesma fama de um Michael Jackson por exemplo, já que genialidade é o que não lhe falta.

Prince Rogers Nelson (seu nome completo) iniciou sua paixão pela música em Minnesota, aos sete anos de idade, quando compôs sua primeira canção.

Desde então, ele não parou mais, criando músicas, trilhas, lançando vários discos e se consagrando como um dos grandes entertainers americanos.

Prince chama muita a atenção por sua persona nos palcos: ele se veste de maneira extravagante, com modelitos incríveis, além de dançar de maneira bem sexy, rebolar, pular, gritar e até fazer amor com sua guitarra: sua performance é absurda.

Lembro que nos anos 80, quando ele aparecia com seus modelitos meio barrocos, com muitos brocados, rendas, babados e aqueles acessórios na cabeça, um franjão crespo por cima do olho, ele já chamava a atenção e já se destacava.

Prince lançou seu primeiro álbum, ‘For you”, em 1978. Mas foi somente com o segundo disco, simplesmente chamado “Prince” de 1979, que ele estourou com as músicas “Why You Wanna Treat Me So Bad” e “I Wanna Be Your Lover”, tendo esta última vendido mais de um milhão de cópias e ficado no número UM da parada de soul music:

Logo em seguida, em 1980, ele lança “Dirty Mind”, puxado pela música título e também por ‘Uptown”, que alcançou o quinto lugar na parada soul da Billboard. O disco foi todo gravado no próprio estúdio de Prince e já mostrava canções com forte teor sexual.

Na época, ele acabou abrindo a turnê de outro astro funk: Rick James, bem como fazendo sua primeira aparição no programa Saturday Night Live.

Em 1981, ele lança “Controversy’, cuja música título também se torna um sucesso, fazendo com que ele comece a fazer suas próprias turnês em universidades americanas.

No ano seguinte é a vez de “1999”, álbum duplo que originou a música título, além de mais dois hits: “Little Red Corvette” e ‘Delirious”, tendo o álbum vendido mais de três milhões de cópias e tornando o nome dele conhecido fora dos EUA.

Neste período, a banda que o acompanhava chamava-se Revolution, com destaque para suas musas Wendy e Lisa, que o acompanhariam em vários shows e apresentações.

Além disso, ele também apadrinha artistas como Vanity e seu grupo Vanity 6, além de Apollonia, outra de suas musas (e affairs).

1984 é o ano chave na vida de Prince, pois é aí que estoura mundialmente o álbum e o filme “Purple Rain’, vendendo mais de treze milhões de cópias, além de tornar Prince um ídolo e ainda lhe dar um Oscar de melhor trilha sonora. Nunca esqueço de como Prince foi receber o Oscar, vestido com uma capa de paetês, ele era o ídolo máximo na época:

A trilha rendeu mega hits como “When Doves Cry’, ‘Let’s go Crazy’ e a própria “Purple Rain”.

Era a primeira vez na história da cultura pop que um artista liderava as bilheterias no cinema e tinha um álbum também no primeiro lugar.

Logo após este sucesso todo, ele ainda lança mais dois ótimos álbuns: “Around the World in a Day”, que tinha como um dos sucessos a música “Rasberry Beret’ e seu colorido vídeo:

E depois “Parade”, que tem o seu hit mais conhecido: “Kiss”

Em 1986, ele inicia a turnê mundial ‘Hit n Run – Parade Tour”, mas logo ao término desta resolve dissolver seu grupo Revolution, demitindo Wendy & Lisa e substituindo-as por Bobby Z e Sheila E.

Depois da tentativa de lançar algumas músicas já feitas, ele acaba tendo que optar por lançar o álbum duplo ‘Sign “O” the Times”, um brilhante trabalho encabeçado pela música título, além de ‘If I Was Your Girlfriend” e “U Got the Look “ (dueto com Sheena Easton). O disco também originou um show-doc que foi exibido nos cinemas e que possuía a energia de um show ao vivo.

Prince tem o seu próprio séquito, sejam seus colaboradores, músicos, estrelas, musas, mas ele exige dedicação e empenho total.

Além disso, Prince compôs músicas para vários artistas que vão desde Chaka Khan (I Feel for You) até Sinead O’Connor (Nothing Compares to You).

O próximo álbum dele seria o ‘Black Album”, álbum onde ele expermentou mais com ritmos como o hip-hop, mas que veio cercado de polêmcia, já que ele lançaria todo com a capa preta e acabou achando que o álbum era meio amaldiçoado, assim ele acabou sendo lançado em edição limitada e virou item de colecionador.

Em 1988, ele lança “Lovesexy”, um disco bem mais alto-astral que o Black álbum, mas que não teve tanto sucesso.

Logo em seguida ele é convidado pelo diretor Tim Burton para fazer a trilha da nova versão de ‘Batman”, que foi um estouro de bilheteria e a trilha atingiu o primeiro lugar em vendagens. O principal single era ‘Batdance”:

Eu cheguei a ver Prince ao vivo em Londres, na turnê Nude tour, desta vez a banda dele era a New Power Generation, sem Sheila E. e Cat, mas ele arrasava no palco com suas coreografias e movimentações, além de uma seleção de sucessos.

Depois da fracassada trilha e do filme “Graffiti Bridge”, ele concentra seus esforços no disco ‘Diamond & Pearls’, lançado no final de 1991 e com os hits ‘Get off’, “Cream”, entre outras:

Em 1993, Prince resolve trocar de nome e assinar como Love symbol (uma mistura dos símbolos sexuais masculino e feminino, conforme abaixo), o que causou muitos problemas em como se referir a ele, sendo assim a gravadora referia-se a ele como: “the artist formely known as Prince” (o artista que era conhecido como Prince) ou apenas ‘the artist’ (o artista).

Em 1995 ele até foi garoto-propaganda da Versace, já que sempre vestiu a etiqueta, além de ser amigo pessoal de Gianni e Donatella.

Depois desta mudança, Prince culpa cada vez mais a gravadora Warner pelas suas fracas vendas e acaba se desligando, depois de cumprir cláusulas contratuais em lançamentos de novos trabalhos.

Em 2000, ele volta a assinar Prince, está de gravadora nova (Arista), mas ele já não consegue emplacar hits como no passado.

Em 2004, ele se apresentou na entrega do Grammy junto com Beyoncé, cantando um medley de seus sucessos e com ótima repercussão:

No mesmo ano, ele lança ‘Musicology’, álbum que chegou a atingir o quinto lugar em vendagens.

Neste meio tempo, ele troca novamente de gravadora e desta vez vai para a Universal.

Em 2007, ele se apresenta no intervalo do Superbowl, um dos maiores eventos esportivos nos EUA e que escolhe a dedo os artistas que convida.

Seu trabalho mais recente é ‘2010”, lançado em 2010. Recentemente, ele esteve no programa de Jimmy Kimmel, conforme abaixo:

Prince é um dos poucos artistas a ter conquistado sete Grammys (e ser indicado mais de trinta vezes), quatro MTV Music Awards, além de vários BET awards (o prêmio da música negra), enfim, ele é um artista mega reconhecido pela sua contribuição inigualável no mundo da música pop.

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TODAY’S SOUND: ELECTRONIC POR ARTHUR MENDES ROCHA

Electronic é o nome do projeto que mistura pop, rock, eurodisco, house, encabeçado por Bernard Summer do New Order e Johnny Marr do The Smiths.

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Os riffs da guitarra de Marr casam-se perfeitamente com o vocal inconfundível de Summer.

A banda é um projeto paralelo de Summer, que desejava incluir mais programação de sintetizadores no New Order, mas foi mal recebido pelos demais colegas do grupo.

Ele e Marr haviam se conhecido em 1984, quando Summer produziu uma faixa do Quando Quango (o projeto do DJ do Hacienda e futuro M-People, Mike Pickering) e Marr era o guitarrista convidado em uma das canções.

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Marr se mostrou aberto às ideias de Summer e topou entrar no projeto, que tinha influência direta do que acontecia na música eletrônica naquele momento, com o house e techno bombando nas pistas e mostrando qual seria o futuro da música pop.

Por volta de 1988, Summer e Marr já estavam trabalhando em algumas das faixas para seu álbum de estreia e no ano seguinte, ambos foram procurados por Neil Tennant, o vocalista do Pet Shop Boys, que se ofereceu para trabalhar com eles.

Da esq. para a dir.: Chris Lowe, Bernard Summer, Johnny Marr e Neil Tennant

Da esq. para a dir.: Chris Lowe, Bernard Summer, Johnny Marr e Neil Tennant

O resultado desta parceria foi o primeiro single do Electronic, “Getting away with it”, uma música que nos contagia logo de cara, que mostra o melhor que uma união entre New Order, Smiths e Pet Shop Boys poderia produzir.

Lógico que não demorou para a canção atingir o topo das paradas e os levarem a lançar dois clipes, sendo que um deles foi dirigido pelo conceituado documentarista Chris Marker (de “La Jetée”):

O single tinha como lado B a faixa “Lucky Bag” (não incluída no álbum), uma homenagem do Electronic ao ítalo house de grupos como Blackbox, que na época, colocavam o mundo todo para dançar:

A capa do single foi idealizada pelo habitual colaborador do New Order, o designer Peter Saville, que mais uma vez realiza um trabalho simples e de bom gosto.

Porém, ainda faltavam mais músicas a serem compostas para completar o álbum e este acaba somente sendo lançado em 1991.

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A crítica o recebe da melhor maneira possível, elogiando suas letras, o espírito rave, a inspirada utilização de samples e mais; levando o disco para o segundo lugar da parada inglesa e vendendo mais de um milhão de cópias.

O single que lidera o álbum é “Get the Message”, com direito a orquestração de Anne Dudley (do Art of Noise), e os dois se apresentam no Top of the Pops, em abril de 1991:

É claro que a estreia deles em solo britânico só poderia ser com uma concorrida apresentação no chão deles: o Hacienda em Manchester.

O Electronic no Hacienda em Manchester

O Electronic no Hacienda em Manchester

Outras faixas que merecem destaque são:

 ‘The Patience of a Saint”, composta por Summer e Tennant:

“Feel every beat”, que atingiu o top 40 inglês:

O álbum também conquista a América, colocando-os no top 200 da Billboard e eles são convidados a abrirem alguns dos shows do Depeche Mode.

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O quarto single lançado por eles, na verdade não estava incluído no álbum e acabou sendo “Dissapointed”, linda canção composta por Marr, Summer e Tennant (responsável pelos vocais), com mixagem de Stephen Hague (produtor dos Pet Shop Boys, New Order, O.M.D.,Communards, entre outros). A música acaba fazendo parte da trilha sonora da animação ‘Cool World”:

Depois disso, o Electronic resolveu dar uma parada РSummer dedicou-se ao New Order e Marr ao The The (onde fez participa̤̣o na guitarra).

O segundo álbum, “Raise the pressure”, foi lançado em 1996, com a colaboração de Karl Bartos, do Kraftwerk, que co-escreveu seis das treze canções do disco.

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Este novo esforço, infelizmente, não teve o mesmo sucesso do primeiro, mesmo assim, é um bom disco, que gerou três singles:

“Forbidden City”, com uma pegada mais britpop (que estava em voga na época):

“For you”, escrita pelo krafwerker Bartos e atingindo a 16ª posição da parada inglesa:

“Second Nature”, com letra autobiográfica de Summer:

Vale também citar “Dark Angel”, que parece saída diretamente de um álbum do New Order:

Depois de mais um hiato de três anos, eles se reúnem para lançar ‘Twisted Tenderness”, mais orientado para o lado rock, com mais guitarras do que os anteriores, onde a predominância era dos sintetizadores.

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Desta vez, os únicos a permanecer foram Summer e Marr, que se juntaram a Jimi Goodwin (Doves) e Ged Lynch (Black Grape) para gravar este novo trabalho.

Além disso, o álbum teve co-produção do lendário Arthur Baker, o conceituado produtor de hits do New Order, Afrika Bambaataa, entre outros, além da participação de Merv de Pyer, o tecladista do Cameo (grupo funk dos anos 80), que lhes deu um som mais ‘sujo”.

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Entre os singles de destaque de “Twisted Tenderness” estão “Vivid’ e ‘Late at Night”:

Este acabou sendo o último álbum lançado pelo Electronic, que não chegou a declarar o seu fim, mas provavelmente eles não devem voltar mais, talvez para uma reuniãozinha, mas Summer continua ocupado com o New Order e Marr lançou disco solo recentemente.

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A última reunião deles foi meio por acaso, já que num show de Johnny Marr em Manchester, em 2013, Summer subiu ao palco e interpretou com ele o hit ‘Getting away with it”, como podemos ver abaixo:

De todo jeito, o Electronic deixa saudades principalmente na época do primeiro disco, já que faziam um pop bem dançante e super bem produzido, ainda mais pelos artistas envolvidos, todos de extrema competência e bom gosto.

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TODAY’S SOUND: POWER STATION POR ARTHUR MENDES ROCHA

O Power Station foi mais um projeto paralelo de grandes bandas que formaram um supergrupo composto por Robert Palmer, Tony Thompson e Bernard Edwards(Chic), mais John Taylor e Andy Taylor (ambos do Duran Duran).

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O supergrupo nasceu num hiato do Duran Duran que se dividiu em dois grupos: o Arcadia, com Simon LeBon , Nick Rhodes e Roger Taylor e o Power Station com os dois Taylor, John e Andy.

Na verdade, Roger também fez contribuições em algumas gravações do Power Station.

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A proposta da banda era fazer um som mais pesado que o Duran Duran, com uma batida mais marcada, especialmente dando uma pegada mais rock e mais funk.

Tanto John quanto Roger sempre foram grandes admiradores de Robert Palmer, talvez um dos artistas pops mais ‘underrated’, ou seja, que não teve um reconhecimento merecido em vida, pois ele só foi famoso mesmo no Reino Unido.

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Palmer foi um grande músico, um cara que misturou estilos como rock, jazz, soul, funk de maneira brilhante; ele sabia tocar vários instrumentos e também era um excelente produtor.

Voltando ao Power Station: certa vez, John e Andy, enquanto se apresentavam como o Duran Duran num evento de caridade, em 1983, conheceram Palmer e o convidaram a fazer parte do projeto.

Na verdade, o Power Station era apenas para ser um encontro de amigos, uma banda que iria acompanhar a groupie Bebe Buell (mãe de Liv Tyler), que na época namorava John Taylor, na gravação da canção ‘Get it on (Bang a Gong)’, regravação de um antigo sucesso do T-Rex.

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Só que John e Bebe terminaram antes disto se concretizar, assim ele mais Andy resolveram que cada faixa deste novo projeto teria um vocalista convidado e o nome seria Big Brother.

Eles acabaram optando pelo nome em homenagem ao estúdio Power Station, o famoso estúdio nova-iorquino, onde o primeiro álbum foi gravado e concebido.

Um dos convidados era Robert Palmer, para quem eles haviam destinado os vocais de “Communication”.

Assim que Palmer soube que eles também gravariam “Get it On”, ele se ofereceu para gravá-la.

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Os resultados das demos de ambas as canções os surpreendeu tanto, que eles resolveram convidar Palmer para gravar o álbum todo.

Logo em seguida, o Power Station assina com a Capitol Records e gravam o álbum de estreia, ‘Power Station”, lançado em 1985, com produção de Bernard Edwards, o sensacional baixista e responsável por o que de melhor o Chic produziu ao lado de Nile Rodgers.

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Abaixo um vídeo da gravação do álbum com brincadeiras deles no estúdio, bastidores da gravação do clipe, depoimentos deles sobre como trabalhar com Bernard Edwards e muito mais, lançados no vídeo “The Power Station Video E.P.”:

A primeira música a chamar a atenção do público foi “Some Like it Hot”, faixa contagiante, super dançante, encorpada no funk e que agradou em cheio às pistas de todo o mundo, atingindo o topo das paradas inglesa (14º) e americana (6º).

Tula numa cena do vídeo de "Get it on"

Tula numa cena do vídeo de “Get it on”

O vídeo da música teve alta rotação na MTV e é estrelado pela transex Tula (que fez ponta num filme de James Bond) e a estética neon, colorida, bem 80’s domina:

O segundo single foi “Get it On (Bang a Gong)”, quase repete o sucesso do primeiro, alcançando boas colocações nas paradas, com outro hit dançante e de ritmo irressistível. A estética do vídeo utiliza os desenhos da capa do disco com imagens da banda:

Outra música de destaque do disco era “Go to Zero”, onde é inegável a qualidade dos instrumentos e o vocal de Palmer:

Infelizmente o vídeo da primeira apresentação da música com o grupo completo no programa Saturday Night Live não está disponível no youtube, pois foi a única vez que o grupo se apresentou em sua formação original para uma plateia.

O próximo passo seria uma turnê, porém o inesperado acontece: Palmer desiste de excursionar com eles e se dedicar à gravação do seu próximo álbum solo, no qual ele “aproveitou” alguns de seus companheiros de Power Station e lança seu álbum de maior sucesso, “Riptide”.

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Isto acabou por gerar um mal-estar entre os integrantes da banda e eles resolvem chamar um novo vocalista para acompanhar a banda em sua turnê; este alguém acaba sendo Michael Des Barres (da banda Silverhead e que veio a ser marido da groupie Pamela).

Com esta formação, eles se apresentam no Live Aid, em julho de 1985.

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John Taylor e Michael Des Barres no Live Aid

Depois de uma aparição no seriado de TV, “Miami Vice”, eles tentam um novo single para o filme “Commando” com “We fight for love”, mas ele nem se posiciona nas paradas.

Assim, eles resolvem seguir cada com seus projetos e a banda faz um hiato de dez anos.

Em 1995, a formação original com Palmer, John, Andy e Thompson se reúne para gravar um novo álbum. Porém, John acaba se afastando por razões pessoais, já que enfrentava um divórcio e problemas com drogas, o que o levou a ingressar num rehab.

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Assim, apesar de todo o grupo original participar da composição e arranjos das faixas, John não tocou baixo em nenhuma das músicas e sim Bernard Edwards, que acaba sendo o quarto integrante do Power Station no lugar de John.

Porém, no mesmo ano Edwards vem a falecer em decorrência de pneumonia, enquanto o Chic  fazia um show de reunião da banda no Japão.

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O disco, “Living in Fear” é lançado em 1996, dedicado à memória de Edwards, e acaba por originar apenas o single “She can rock it”, que não chegou nem perto do sucesso dos singles do primeiro álbum.

Mesmo assim, a banda, agora um trio, chegou a fazer uma turnê (que incluía o Japão) em suporte ao disco, onde interpretaram músicas dos dois discos, além de sucessos da carreira solo de Palmer e também do Chic.

Mas as agendas deles não permitiram de continuar e com os falecimentos de Palmer e Thompson, ambos em 2003, é impossível uma volta do Power Station.

Fica a lembrança de bons momentos deles no mundo pop e pela reunião de excelentes músicos num projeto bacana.

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TODAY’S SOUND: TOM TOM CLUB POR ARTHUR MENDES ROCHA

E hoje o projeto paralelo de uma banda famosa que falaremos é o Tom Tom Club, formada por Tina Weymouth e Chris Frantz, integrantes do Talking Heads.

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O projeto foi formado em 1981, quando Tina e Chris, casados na vida real, estavam de folga de suas funções no Talking Heads, onde tocam baixo e bateria, respectivamente. David Byrne havia “abandonado’ novamente os Heads após a turnê de “Remain in Light” e se dedicando a projetos solo; tanto Tina como Chris se sentiram meio perdidos e estavam abertos a novas experimentações.

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Era uma época de samples, novos ritmos como rap e seu amigo Chris Blackwell (o dono da gravadora Island e do Compass Studio) mais Steve Stanley  (que trabalhou com Grace Jones, Black Uhuru, B-52’s) toparam a proposta de Tina e Chris deles gravarem no estúdio Compass, nas Bahamas.

Assim eles se juntam ao  grupo de colaboradores que faziam parte do Compass Studio All Stars Band, que acompanhavam várias gravações de artistas da época, para gravar como o Tom Tom Club.

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Este time de músicos, arranjadores e produtores como Steven Stanley, que acabou por se tornar membro do Tom Tom Club, se reúnem nas Bahamas e grava o homônimo álbum de estreia, um sucesso surpreendente.

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A música que tornou o álbum um fenômeno, “Genius of Love”, é uma das grandes músicas da década de 80 e também uma das mais sampleadas do pop, sendo utilizada por desde Grandmaster Flash até Mariah Carey, entre outros. Uma das inspirações diretas era o electrofunk do grupo Zapp.

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Tina Weymouth e Grandmaster Flash

O vídeo é uma delícia, todo feito com animações de James Rizzi:

Além do clipe acima, vale a pena conferir a versão da música incluída no icônico filme-show dos Talking Heads, “Stop Making Sense”, com direito a coreografia de Tina e das backing vocals, simplesmente impossível ficar parado:

Além de Genius, o álbum teve outro single que fez sucesso, “Wordy Rappinghood”, atingindo o sétimo lugar da parada inglesa.Esta música é uma das pioneiras do electro e permanece tão moderna quanto na época em que foi concebida, confiram abaixo uma apresentação deles num programa da tv italiana de 1981:

Bem como a versão cover do antigo sucesso dos The Drifters, “Under the Boardwalk”, que atingiu o 22º lugar, com direito a clipe com animações de Rizzi:

A ficha técnica do álbum incluiu a participação de músicos como Adrian Belew (que já trabalhava com os Talking Heads, além de David Bowie, entre outros), mais Monte Browne, Tyrone Downie (antigo membro de Bob Marley & the Wailers), Uziah ‘Sticky” Thompson (que já trabalhou com The Wailers, Skatalites, Lee “Scratch” Perry), as irmãs de Tina, Lana, Laura e Loric Weymouth, entre outros.

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O disco de estreia foi a combinação perfeita de new wave, pop, rock, reggae, rap e tudo isto realizado com este time de excelentes músicos.

Sem falar na arte gráfica da capa realizada por Rizzi, artista pop que utilizava muito o grafite em suas criações (ele faleceu em 2011).

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Bem, o segundo disco veio cercado de expectativa, sendo lançado no ano seguinte e intitulado ‘Close to the Bone”, mas infelizmente não obteve o mesmo sucesso do primeiro.

Mesmo assim, músicas como ‘The man with the four way hips” e ‘Pleasure of Love” tiveram um pequeno sucesso nas rádios especializadas e nos clubs americanos.

A capa de “Close to the Bone” também foi realizado por Rizzi.

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Seu próximo trabalho somente seria lançado quatro anos depois, devido aos constantes compromissos de Tina e Chris com o Talking Heads, e a formação oficial passa a ser Tina, Chris e uma das irmãs de Tina, Laura.

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Este trabalho é o álbum “Boom Boom Chi Boom Boom”, lançado em 1988, que incluía as participações especiais de Lou Reed e David Byrne (o companheiro deles do Talking Heads) na faixa ‘Femme Fatale”:

Além deles, outro talking head que participa de alguma das faixas é Jerry Harrison, que participa do vídeo acima. Também merecem destaque “Don’t Say No” e “Suboceana” (que ganhou remix do mestre house Marshall Jefferson e do mago techno Juan Atkins):

Em 1991, Tina e Chris montaram o seu próprio estúdio na garagem da casa deles em Connecticut, chamado de Clubhouse, onde reúnem experimentos musicais e artísticos.

A partir daí, com o final dos Talking Heads, eles se dedicam com mais intensidade ao Tom Tom Club.

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No ano seguinte, depois de uma pausa de mais quatro anos, eles lançam mais um disco do Tom Tom Club, “Dark Sneak Love Action”, que incluí uma versão eletrônica de “You Sexy Thing”, regravação de um antigo sucesso do grupo Hot Chocolate, aqui numa apresentação no programa de David Letterman em 1992:

Este novo disco vem bastante influenciado pelo house e techno, como no remix de “Sunshine and Ecstasy” feito por Roger Sanchez (famoso DJ de house com vocais):

Seu próximo disco seria lançado nove anos depois, ‘The Good, the Bad, and the Funky” e vinha com mais regravações, desta vez para “Love to love you baby” (de Donna Summer) e “Soul Fire” (de Lee ‘Scratch” Perry).

Neste novo álbum, eles se uniram a alguns convidados como Mystic Bowie (conhecido artista de reggae), Charles Pettigrew (do duo Charles & Eddie) e Toots Hibbert (do grupo de reagge Toots & Maythals).

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Outra canção de destaque no álbum era “Who feeli’n it”, cujo remix foi incluído na trilha de “American Psycho” (Psicopata Americano).

Seu trabalho mais recente foi lançado em 2013, o EP “Downtown Rockers”, que inclui a faixa“Kissin’ Antonio”.

No mesmo ano, eles se apresentaram em festivais europeus como Glastonburry.

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O Tom Tom Club pode não ser um Talking Heads, mas faz um trabalho interessante e contemporâneo, acompanhando as evoluções de estilos e sempre mantendo a qualidade.

E com certeza, tanto  ‘Genius of Love” como “Wordy Rappinghood” são canções eternas e simplesmente perfeitas.

 

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TODAY’S SOUND: THE CREATURES POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts, falaremos de alguns projetos paralelos (os chamados side-projects) de bandas famosas, começando por The Creatures, o duo formado por Siouxsie Sioux e Budgie.

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Os projetos paralelos costumam ser uma espécie de válvula de escape de alguns artistas, pois permite a eles inovarem, experimentarem com sons que não estão acostumados, bem como parcerias inesperadas.

Tanto Siouxsie como seu então marido na época, Budgie, dedicavam todo seu tempo e energia para o Siouxsie & The Banshees, a banda icônica que iniciou sua carreira de sucesso no punk e pós-punk inglês.

Siouxsie já era a primeira dama do gótico e Budgie seu fiel escudeiro, considerado dos grandes bateristas do pop mundial.

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Durante a gravação do seu famoso álbum “Juju” (de 1981), eles se deram conta de que apenas a voz e a bateria na faixa “But not them” era tão especial, tão diferente do som que eles faziam no Siouxsie & the Banshees que merecia uma dedicação diferenciada.

Assim nascia o The Creatures, que daria uma nova dimensão para a bateria de Budgie e o vocal de Siouxsie, experimentando com sons de lugares como Andaluzia, Japão, Havaí, entre outros.

O primeiro EP deles foi “Wild Thing”, cuja capa já era uma bafo, com uma foto dos dois nus e abraçados num chuveiro, cuja sessão vemos abaixo.

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 O título do EP era uma versão cover do antigo hit do The Troggs e além da faixa-título, havia também “Mad-Eye Screamer”, a qual eles interpretaram no Top of the Pops de 1981, atingindo a 25ª posição:

O som do The Creatures é mais cru que o do Siouxsie & the Banshees, um tribal-gótico, com percussão bombástica de Budgie e o vocal único de Siouxsie.

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Finalmente, em 1983, eles lançam o primeiro álbum do The Creatures, intitulado “Feast”, com destaque para “Miss the Girl”, com outra apresentação deles no Top of the Pops e com Budgie acrescentando um xilofone no som deles:

O álbum foi gravado no Havaí, onde eles foram inspirados pelos sons exóticos e também incluíram a participação dos cantores da Lamalani Hula Academy em algumas faixas.

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O grande hit do álbum acabou sendo “Right Now”, uma regravação de um antigo sucesso de Mel Tormé (cantor de jazz dos anos 50) onde adicionaram mais metais, atingindo o 14º lugar da parada inglesa; este acabou sendo o maior sucesso dos Creatures:

A capa do single foi concebida por Alex McDowell (que também criou capas para Sade) e é um primor de design e incluía também a faixa “Weathercade”:

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Depois de um hiato de seis anos, onde se dedicaram ao Siouxsie & the Banshees, eles voltam com o álbum ‘Boomerang”, lançado em 1989. O disco foi gravado na Andaluzia, Espanha, e mais uma vez eles se deixaram influenciar pelo local, acrescentando elementos de flamenco, blues e jazz, mais metais como trompete, saxofone e trombone.

As fotos da capa e o material de divulgação foram clicadas por Anton CorbiJn, o habitual colaborador do Depeche Mode e U-2.

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Algumas das canções de destaque do álbum eram:

“Standing There” e “You!”, com apresentação ao vivo no programa Big World, do Channel Four:

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Além de ‘Fury Eyes”, que chegou a virar hit club no início de 1990:

Em 1996, quando Siouxsie resolver terminar com o Siouxsie & the Banshees (dizem que por descobrir que os Sex Pistols estavam voltando), eles resolvem se dedicar exclusivamente ao  Creatures e lançam o EP “Eraser Cut”, lançado pelo seu próprio selo, o Sioux Records.

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Além disso, eles fazem uma colaboração com John Cale (ex-Velvet Underground), “Murdering Mouth”, concebida especialmente para o festival holandês, With a little help from my friends, idealizado por Cale:

Até que em 1999, eles lançam seu terceiro disco, ‘Anima Animus’, com capa criada pelos excelentes fotógrafos franceses Pierre et Gilles.

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O disco incluía o primeiro single,  “2nd Floor’, com direito a clipe que mistura colorido e P&B e sonoridade influenciada pelo techno:

O som ficava menos exótico e mais urbano, a percussão de Budgie mais agressiva, como na música ‘Exterminating Angel”, aqui uma apresentação no Festival de Glastonburry:

Depois de mais um período sem gravar, lançando coletâneas e álbum de remixes, eles voltam em 2003 com o álbum “Hái”, gravado em parte no Japão e na França. O disco foi gravado logo após a reunião de Siouxsie & the Banshees que voltaram com álbum ao vivo e show novos.

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Sob a influência japonesa, eles acrescentaram o tambor taiko de Leonard Eto, sendo que o álbum é dominado pelas sessões gravadas entre eles, além de toda a inspiração das paisagens de lá e dos filmes de Kurosawa.

O álbum foi bem recebido pela crítica e o primeiro single, “Godzilla”, teve clipe em P&B com várias cenas de filmes B:

Infelizmente, este acabou sendo o último álbum do The Creatures até o momento, já que Siouxsie e Budgie já não são mais parceiros nem na cama e nem em disco, o casal se divorciou em 2007, mesmo ano em que ela lançou disco solo.

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Em 2013, Siouxsie voltou aos palcos para duas apresentações no Royal Festival House enquanto Budgie se apresentou ao lado de Eto interpretando várias canções do álbum ‘Hái”.

 Em ambas as apresentações, tanto Siouxsie quanto Budgie não voltaram a se reunir e nem depois disto; uma pena para o pop que perdeu esta ótima colaboração entre estes dois parceiros musicais feitos um para o outro.

 

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