1903Motherhood ❤️So broken hearted... 💔Tigre e CleópatraBeginning 2016... #bromeliadBom dia! #orquideacattleyaAmei muito!!! Muito obrigada @zezzo.fonseca @vicentenegrao e @havaianas luxxxo! Feliz 2016 pra quem é original ✨🍀🎍🍀✨Nighty Night!Darks aguardam desfile dark @alexandreherchcovitch @eduardocorelli @jacksonaraujo @corvina_ @foodemotion @gobbiland @joseh_zozo_amaralMorri com os looks @alexandreherchcovitch !!!

                
       


















bloglovin



CURRENT MOON


DJ Sets

TODAY’S SOUND: EXPO “PUNK – 1976-78″ POR ARTHUR MENDES ROCHA

Este ano, o movimento punk completa quarenta anos, e a British Library (Biblioteca Britânica) acaba de abrir uma exposição intitulada “Punk-1976-78”, com a exibição de várias memorabilias, sendo muitas delas inéditas, mostrando o impacto que o punk teve sobre a cultura, sociedade, música, moda e muito mais.

punk british-library-delve-into-incredible-punk-archive-in-new-free-exhibition-1463061544

Na foto à esq., entrada da exposição; na dir. foto da loja Sex em King’s Road

Como já foi divulgado, Joe Corré (filho de Malcom McLaren e Vivienne Westwood) pretende queimar toda a coleção punk que ele herdou, já que ele considera um absurdo o movimento virar mainstream, a ponto da Rainha dar a sua benção para as comemorações do punk este ano na Inglaterra.

punk-1976-1978-british-library-05

Contra ou a favor, Londres está se movimentando para realizar várias homenagens ao quarentão movimento punk e esta exposição da Biblioteca Britânica dá início a estas comemorações culturais.

punk-1976-1978-british-library-02

Detalhe da exposição

Assim, a Biblioteca vasculhou todo seu arquivo, incluindo fanzines, flyers, fotos, roupas, discos e muito material inédito para compor esta exposição, que parece ser extremamente bem curada.

punk expo

Além disso, a curadoria vai disponibilizar arquivos raros da Liverpool John Moores University, incluindo ítens como posters e roupas raras de “England’s Dreaming”: The Jon Savage Archives” ( Jon Savage é um dos maiores pesquisadores do punk, já tendo trabalhado em vários fanzines e revistas como Melody Maker e The Face, além de ter escrito “England’s Dreaming”, livro sobre a história do punk), “The Situationist International: John McReady Archives” (organização por trás do movimento francês de maio de 1968), “The Pete Fulwell Archive” (Fulwell foi um dos donos do Eric’s Club, famoso club de Liverpool onde várias bandas punks se apresentaram, e da pequena gravadora Inevitable) e “Adventures in Wonderland:The Falcon Stuart and X-Ray Spex Archive” (Stuart foi produtor de bandas como X-Ray Spex, Adam & the Ants, além de fotógrafo e cineasta).

punk-1976-1978-british-library-12

Entre os artefatos a serem exibidos estão:

- fanzines raros, de 1977, como ‘Sniffin’ Glue” (o primeiro fanzine punk) e “Anarchy in the U.K.” ( a primeira e única cópia do fanzine oficial dos Sex Pistols);

punk - anarchy

- uma cópia rara do single “God Save the Queen”, nunca antes lançado, já que seria lançado pela gravadora A&M, que dispensou os Sex Pistols em uma semana;

punk-1976-1978-british-library-01

- posters, tickets e flyers do Roxy Club, em Convent Garden, Londres e do Eric’s Club, de Liverpool;

punk-roxy-club-flyer-v2

Flyer do Roxy

- roupas originais da loja Sex, pertencente a Malcom McLaren e Vivienne Westwood, como estas t-shirts da foto abaixo:

punk -rary-delve-into-incredible-punk-archive-in-new-free-exhibition-body-image-1463062159

 

punk-1976-1978-british-library-23

- a cópia pessoal de John Peel do single “Teenage Kicks”, do Undertones (que o cultuado programador Peel considerava uma de suas músicas favoritas do período);

- cenas do ainda inédito documentário “She Punks: Women in Punk”, sobre as mulheres que tocavam instrumentos em bandas punks, dirigido por Gina Birch (do grupo The Raincoats);

O grupo punk feminino "The Raincoats"

O grupo punk feminino “The Raincoats”

- uma parede recheada de capas de compactos de sete polegadas (7 inches), muitos deles inéditos e nunca lançados, já que eram produzidos pelas próprias bandas e não tiveram distribuição comercial.

punk-1976-1978-british-library-07

A expo pretende mostrar mais o começo do punk, como este movimento musical se transformou num marco da vida dos jovens da época, como a sociedade via os punks, incluindo vídeos e áudios que cobrem bem o período, como o vídeo abaixo com a apresentação completa do Sex Pistols no careta programa “Today with Bill Grundy” (a primeira aparição deles na TV inglesa com amigos que incluía uma Siouxsie Sioux descolorida):

Além disso, a expo preparou vários eventos incríveis, com conversas e debates de figuras essenciais para o punk, tais como:

- “An evening with John Lydon” – um encontro com Lydon, o líder do Sex Pistols e do PIL, que garante que esta será sua única aparição do ano, para falar sobre punk e responder perguntas da plateia;

punk - john lydon

- “Me, Punk and the World” – conversa com Bernard Rhodes, figura lendária do punk, ele foi estilista a loja Sex, além de ter sido o manager do The Clash, The Specials, Dexy’s Midnight Runners e ter descoberto Lyndon e ter lhe arranjado a audição para ele participar dos Pistols;

punk - bernard

- “Buzzcocks in their own words” – debate com os membros originais do Buzzcocks, uma das bandas punks mais influentes, como Steve Diggle e Pete Shelley, além do empresário do grupo, Richard Boon;

pun - buzzcocks

- “Stories from She Punks” – estórias interessantes sobre mulheres que participaram de bandas punks, como Tessa Pollitt (da primeira banda punk feminina, The Slits), mais Gina Birch (falando de seu doc), Helen Reddington (do The Chefs) e Jane Woodgate (do The Mo-Dettes”)

- ‘Punk Reggae Party: The Story of Rock against Racism” – painel que fala sobre racismo e a importância do reggae no punk ( falando da influência de Don Letts, já que ele apresentou o dub reggae para os punks através de suas discotecagens tanto no Acme como no Roxy).

punk london-outrage-fanzine-by-jon-savage

Bem, a exposição é imperdível para quem estiver ou for para Londres nesta época, já que ela fica em cartaz até 02 de outubro e o melhor de tudo: a entrada é gratuita!

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: EXPO “SO FAR SO GOUDE” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Paul Goude é um dos maiores artistas gráficos que existe; o cara é um gênio e é mais que merecido ele ter uma exposição toda feita em sua homenagem: “So Far So Goude’.

goude 1

Goude se denomina um artista na essência, alguém que se inspira por movimentos, por revistas, cinema, arte, cultura pop, tribos exóticas; enfim, tudo é material para sua criatividade sem limites.

Designer, fotógrafo, diretor, ilustrador, Goude reúne todas e outras funções e mais um pouco, ele é multimídia mesmo antes do termo existir.

Jean Paul Goude

Jean Paul Goude

Tendo desde a infância demonstrado interesse pelo desconhecido, pelas coisas que o instigavam, que despertavam sua curiosidade, o seu inconsciente.

Ele é o rei das imagens manipuladas, ele transforma imagens em novas percepções, usando e abusando de referências, tendo conquistado desde o mundo do show business como a publicidade e a moda.

As imagens criadas por ele são fundamentais na cultura pop, seja todo o visual de Grace Jones nos anos 70 e 80, até imagens mais recentes, como a capa da revista Paper que ele fez com Kim Kardashian (inspirada por uma antiga imagem clicada por ele próprio) e que quase ‘quebra’ a internet quando publicada em 2014 (com mais de 15 milhões de acessos num dia) e que gerou inúmeros memes.

goude8

goude 2

Goude foi marido de Grace Jones, hoje eles estão separados e possuem um filho juntos, Paulo, mas foi o seu toque que deu a Grace toda uma modernidade, uma vanguarda no tratamento do seu visual e de suas apresentações, capas de discos e mais.

goude 3

Foi ele que fez toda a concepção visual e a dirigiu no “One man show”, em 1982, o primeiro show dela e que arrebatou as plateias por onde se apresentou e com o qual ele concorreu ao Grammy. Abaixo o show completo em todo seu esplendor:

O show merece ser visto e revisto, já que mostra Grace de todas as maneiras possíveis: vestida de gorila, de pantera, com um exército de Graces Jones (utilizando máscaras do rosto dela em outras modelos), enfim, tudo é lindo e extremamente bem executado.

goude10

Uma das grandes atrações da exposição é um manequim de Grace vestido um dos designs dele para o show, com várias formas geométricas e cores vibrantes.

goude 4

Outra famosa capa dele foi a da coletânea ‘Island Life” de Grace, na qual ele cola vários negativos e a faz parecer uma estátua perfeita, numa posição impossível.

Goude

Mas não é apenas o trabalho com Grace que está presente na exposição, já que além desta colaboração, ele realizou outros trabalhos não menos incríveis.

Goude também se diz muito inspirado pela dança, pelo balé, pelo teatro, já que ele até pensou em seguir a carreira, pois sua mãe também foi uma famosa dançarina da Broadway.

Detalhe da expo "So Far So Goude"

Detalhe da expo “So Far So Goude”

No começo de sua carreira, ele também foi designer da revista francesa Lui, bem como diretor artístico da Esquire no final dos anos 60 e início dos anos 70, tendo realizado ilustrações clássicas como a de Mao Tsé Tung nadando com um pato Donald de plástico.

goude15

Seu trabalho com comerciais não foi menos badalado, já que o mundo da publicidade ficou louco com o que ele fez com Grace Jones e vários convites começaram a surgir, especialmente nos anos 80 e 90.

Entre os seus famosos comerciais estão: o da Citroën CX (com Grace Jones e banido em vários países), do perfume Egoïste de Chanel, do perfume Coco (com Vanessa Paradis como um passarinho preso numa imensa gaiola), dos filmes Kodakchrome (com os Kodakettes, personagens criados por ele e que usam maios listrados e toquinhas), Perrier (no qual uma modelo disputa com um leão quem ruge mais) e mais recentemente o do perfume Candy, da Prada , com Léa Seydoux. Abaixo um vídeo com alguns deles:

Sketch dos 'Kodakettes"

Sketch dos ‘Kodakettes”

Outra das musas dele foi a atriz e modelo Farida, com a qual criou imagens icônicas, como a que ela está beijando Azzedine Alaia (tendo se tornado uma das modelos preferidas, amiga íntima e colaboradora do cultuado estilista).

goude12

Em 1989, ele foi convidado a conceber e coreografar o desfile da Parada do Bicentenário da Revolução Francesa, trabalhando diretamente sob as ordens do então presidente François Miterrand, que lhe deu liberdade total para ele pirar em suas criações que incluíam: a cantora lírica Jessye Norman cantando vestida com a bandeira da França, uma banda tocando músicas de James Brown, baterias iluminadas, neves e chuvas artificiais; um espetáculo de danças, os mais diferentes povos reunidos e bem representados de maneira inesperada.

Hoje em dia, além de Kim Kardashian, ele fotografou várias celebridades para as mais diferentes revistas incluindo Björk, Linda Evangelista, Karl Lagerfeld, Pharrell Williams, Katy Pery, entre outros.

goude (1)

Björk por Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Linda Evangelista com Karl Lagerfeld por Jean Paul Goude

Katy Perry por Goude

Katy Perry por Goude

O trabalho de Goude mantém sempre o bom humor acima de tudo, procurando se expressar de maneira a nos surpreender e inovar.

Além disso, a exposição também originou um livro, editado pela Assouline e que já se encontra a venda no site da Amazon.

goude13

Tudo isto está reunido no Pavilhão de Arte Contemporânea de Milão e sob o patrocínio da Todd’s, permanecendo em cartaz até 19 de Junho; pelo vídeo abaixo vemos que a exposição foi extremamente bem montada e produzida, quem sabe não temos a sorte dela vir ao Brasil?

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: ‘GROWING UP IN THE NEW YORK UNDERGROUND: FROM GLAM TO PUNK” POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os posts desta semana falarão de algumas exposições que estão acontecendo em diversas partes do mundo, se concentrando mais na parte fotográfica.

Hoje falaremos de uma que estará acontecendo em New York, intitulada “Growing up in the New York Underground: From Glam to Punk”.

Paul Zone com Debbie Harry

Paul Zone com Debbie Harry

A exposição reúne fotos clicadas por Paul Zone, que era apenas um rapaz de seus quatorze anos e que documentou, sem compromisso , uma boa parte da cena underground da época e que marcava presença em lugares como o CBGB, Max’s Kansas City, Fillmore e o Mercer Arts Centre.

Paul Zone hoje

Paul Zone hoje

Na verdade, mesmo menor de idade, ao invés de jogar com os amigos ou ir a festas da escola,  Zone gostava de se vestir diferente do resto de sua turma, abusando nos brilhos como paetês e glitter, além de ter uma forte atração pela cena destes lugares que seus irmãos mais velhos frequentavam.

Wayne County por Paul Zone

Wayne County por Paul Zone

Seus irmãos , Miki e Mandy, tinham sua própria banda, The Fast,e ensaiavam no porão de casa. Zone só curtia mesmo as aulas de arte e fotografia, com a qual foi treinando com máquinas como a 110 Instamatic, Brownie e Polaroid; para ele não importava a qualidade da máquina e sim os fotografados.

The Fast por Paul Zone

The Fast por Paul Zone

Já que ninguém conferia nenhum documento, Zone entrava nestes lugares e clicava o que achava interessante.

Como ele conseguia conciliar as noitadas com a escola era outra estória, mas ele declara que se desmontava de seu look astro de rock e dormia quase às quatro da manhã para estar inteiro no dia seguinte.

New York Dolls. Foto Paul Zone

New York Dolls. Foto Paul Zone

Este material acabou por se tornar um documento desta cena underground que acontecia na NY de 1972 a 1977, quando o glam terminava e o punk começava.

David Johansen e Richard Hell por Paul Zone

David Johansen e Richard Hell por Paul Zone

Bandas como Blondie, Suicide, New York Dolls estavam apenas começando e Zone estava lá para vê-los tocar e fotografá-los.

Debbie Harry . foto de Paul Zone

Debbie Harry . foto de Paul Zone

Todas as fotos que ilustram este post foram feitas por ele e nelas podemos ver vários rostos conhecidos, que mais tarde se tornaram astros absolutos da música, tais como: Debbie Harry (Blondie), Patti Smith, Ramones, Lou Reed, New York Dolls, Iggy Pop & the Stooges, Richard Hell (Television), Johnny Thunders, Wayne County, Lydia Lunch, Lux Interior e Posion Ivy (The Cramps), Stiv Bators (Dead Boys), entre outros.

lou reed

Lou Reed por Paul Zone

Zone afirma que o que buscava na época era justamente fotografar a cena mais underground, que fugisse aos hippies de Woodstock, ele se atraía por aqueles que iam contra este movimento, tais como David Bowie, Alice Cooper, T-Rex, entre outros.

O legal foi que ele conseguiu captar estes artistas muito antes deles se tornarem famosos e de difícil acesso; eles eram amigos, pessoas que se encontrava na noite e nos mesmos lugares.

ramone gripp

Dee Dee Ramone e sua namorada Connie Gripp no Max’s clicados por Paul Zone

Quando ele ia ao CBGB, por exemplo, costumava ter umas 40 ou 50 pessoas na plateia no máximo e até mesmo jornais da época, como o Village Voice, ainda não havia descoberto esta cena, o que só veio a acontecer após 1975.

Fora que as pessoas que frequentavam estes lugares já era um show a parte, pois incluíam amigos, namorado(a)s, drag queens, travestis (como Divine), estilistas (como Anna Sui e Stephen Sprouse), artistas (como Arturo Vega), pintores drogados, enfim, todos eles desconhecidos e em busca de um lugar ao sol.

arturo vega

Arturo Vega, designer gráfico e criador do logo dos Ramones. Foto: Paul Zone

Por volta de 1975, Zone começa a cantar na banda dos irmãos (por influência de Debbie Harry e Chris Stein) e ficou com cada vez menos tempo para documentar a cena, mas suas fotos despretensiosas acabaram por se tornarem valiosos registros destes artistas e do pessoal que transitava em sua volta.

Em 1976, a banda deles, The Fast, até abriu para o Blondie num show realizado em pleno Max’s Kansas City.

Debbie por Paul Zone

Debbie por Paul Zone

Além de ter vários amigos que se tornaram importantes com o tempo, havia também Bobby Orlando, que se tornaria um importante produtor de high energy (um gênero dance dos anos 80) e com o qual gravaram em seu pequeno estúdio.

Uma das interessantes histórias que Zone vivenciou, foi ensaiar com os Ramones no porão de sua casa e ter a música “Gimme Gimme Shock Treatment’ oferecida a eles por Joey Ramone  que disse: “esta é para os irmãos Zone”:

A exposição também originou um livro, “Playground”, lançado no ano passado e encontrado no site da Amazon, e que conta com prefácio de Debbie Harry e seu marido Chris Stein e texto de Jake Austen (músico e criador do zine Roctober).

playground book cover

Capa do livro Playground

No livro pode ser encontrado ótimo material que inclui fotos, contatos, flyers, tanto nos locais de shows, como na casa de amigos ou na frente dos clubs.

‘Growing in the New York underground: from Glam to Punk” estará rolando no Darkside Records, na cidade de Poughkeepsie, NY, agora em junho.

Duas jovens da cena na frente da primeira loja punk de NY, a Manic Panic, na St. Marks Place, em 1978

Duas jovens da cena na frente da primeira loja punk de NY, a Manic Panic, na St. Marks Place, em 1978

O trabalho de Paul Zone merece ser conhecido, pois mostra um lado fresh da cena punk, a qual ele foi um frequentador assíduo, vendo o movimento, que este ano faz quarenta anos, nascer.

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: KYM MAZELLE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Finalizando os posts de divas house, hoje falo de Kym Mazelle, uma das pioneiras do gênero e dona de uma das vozes mais potentes da house music, tendo trabalhado com os  grandes produtores e sendo denominada de “the first lady of house music” (a primeira dama da house music).

kym0

Quando morava em Gary, Indiana, Kym era vizinha do estúdio onde os Jacksons ensaiavam, daí ela ficava espiando e ouvindo a música deles e um de seus sonhos era de que suas músicas (sim, ela também compunha) fossem gravadas por eles.      

kym5

Adolescente, ela muda para Chicago e lá estuda no Columbia College, mas ao invés de estudar música para apenas ser uma cantora, ela opta por estudar como ser uma empresária da indústria do disco, aprendendo desde a gravação até a produção de um álbum. 

Kym-Mazelle_1989_2 (1)

Foi em Chicago que ela conheceu Marshall Jefferson, nome fundamental da house music, um dos grandes pioneiros e que se apaixonou pela voz de Kym.

Com Jefferson, ela grava no projeto House to House, a faixa “Taste my love”, em 1987:

Logo em seguida, ela grava com ele o single “I’m a lover”:

Ainda com o mestre Jefferson, ela também grava “Useless (I don’t need you now)”, desta vez assinando como Kym Mazelle e que se torna um hit nos clubs ingleses, com remixes de Norman Cook (o Fatboy Slim) e David Morales, entre outros:

Logo, ela recebe o convite para participar de um dueto com Robert Howard (o Dr. Robert do Blow Monkeys), com quem grava “Wait”, que atinge o sétimo lugar da parada inglesa, em 1989:

Nesta mesma época, ela muda para Londres e finalmente é convidada a assinar com o selo Syncopate Records,  pelo qual grava seu primeiro álbum solo, “Crazy”.

Kym-Mazelle-Crazy_Cover-front-LP

O álbum origina um de seus maiores hits, “Was that all it was”, que atinge o top 40 inglês, além de ganhar um belo clipe em P&B:

Outro single do álbum era “Love Strain’, que também se posiciona bem nas paradas:

Em 1990, ela co-escreve e interpreta a música “Missing you”, ao lado do Soul II Soul, tendo participado do primeiro show deles na Brixton Academy. Eu tive a oportunidade de ver o show e Kym arrasava nos vocais, levando a plateia ao êxtase. Abaixo o clipe dela ao lado de Jazzie B:

Kym vivia um bom momento de sua carreira, participando de apresentações ao vivo, lançando novos singles que viraram hits em clubs underground.

Na esteira deste sucesso, a gravadora Parlophone resolve mudar o título do álbum dela para “Brilliant” no mercado americano.

Kym+Mazelle+Brilliant+437236

Em 1992, ela lança mais um single, desta vez com o Rapination, “Love me the right way”:

Em 1994, ela grava com outra diva, Jocelyn Brown, duas músicas, “No more tears” e “Gimme all your lovin’”:

Em 1996, ela regrava o antigo sucesso de Candi Stanton, “Young hearts run free”, para a trilha do filme “Romeu e Julieta” de Baz Luhrmann, estrelando Leonardo Di Caprio. A trilha do filme acaba sendo um mega hit, atingindo o disco de platina em vários países:

Durante os próximos anos, Kym continua a gravar com vários produtores como Todd Edwards, Frankie Knuckles, Todd Terry, Peshay, entre outros.

kym4

Kym também participou de dois discos ao vivo de Maceo Parker, o incrível saxofonista que integrou a banda de James Brown nos anos 60 e também do Parliament-Funadelic nos 70’s. Abaixo eles colaboram juntos em “Got to get you”:

Seu alcance vocal a torna cada vez mais procurada para ser backing de artistas como Chaka Khan, Mick Jagger e até do Iron Maiden.

kym e pharrell

Kym com Pharrell Williams

Porém, ela só volta a gravar um novo álbum em 2004, sob a produção de Roberto Intralazzi, onde Kym interpreta novas versões de seus clássicos e outros covers. Ela também sai em turnê pela Inglaterra.

Nos anos seguintes ela participa de alguns reality-shows da TV inglesa como The Voice UK, Celebrity Fit Club e Celebrity Master Chef.

kym-mazelle-610

No ano passado, ela lançou um single com David Morales presents The Face, com a música “Lovin’”, releitura do clássico de Sylvester “Lovin is really my game”:

O último single dela foi lançado há pouco; na verdade é uma releitura do antigo sucesso dela, ‘A Place in my heart”, desta vez com o Crookers:

Kym é outro nome da house que merecia muito mais reconhecimento do que teve, mas nunca é tarde para dar o real valor a esta que é uma das grandes vozes de todos os tempos.

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: LIZ TORRES POR ARTHUR MENDES ROCHA

Hoje falarei de uma diva house que foi esquecida com o tempo, mas que até hoje é considerada The queen of house (a rainha da house); ela é Liz Torres!

liz torres3

Liz nunca teve o sucesso merecido, já que nunca estourou comercialmente com seus singles e participações, mas sua influência é tão grande que ela é mega cultuada pelos experts do gênero.

liz torres mama

Ela é diferente das demais divas house, seus vocais são sussurrados, murmurados, são sensuais e a latinidade está presente na sua atitude e na maneira de cantar, ainda mais por suas raízes espanholas.

liz6

Nascida em Porto Rico como Elizabeth Torres-Velez, Liz mudou-se par Chicago aos três anos de idade, iniciando a cantar em igrejas onde foi treinando sua voz.

Toda a oportunidade, Liz entoava (de olhos fechados) músicas espanholas de igreja, já que era criada neste meio, sem rádio nem televisão.

liz5

Foi no colegial que ela teve contato com a música de artistas como Grace Jones, Aretha Franklin, Stevie Wonder, entre outros.

Ao conhecer Jessie Jones (que viria a ser seu namorado) e ouvir no rádio “boombox” uma faixa house, Liz se apaixonou e disse que poderia fazer vocal para uma música como aquela.

liztorres402005

Assim nascia “Mind Games”, do Quest, em 1985, com produção de Carl Bias. A faixa estava a frente do seu tempo, é super underground e Liz ainda não teve seu nome destacado:

A música foi um sucesso imediato no Paradise Garage e isto a levou a se apresentar por lá algumas vezes, além de virar amiga íntima de Larry Levan.

liz torres e larry levan

Ela acabou sendo aceita logo de cara no Garage e, misturando inglês com espanhol e se apresentando em outros clubs nova-iorquinos como o Palladium e sendo denominada de “Queen Bitch”, conquistando o público que frequentava que incluíam gays, latinos, negros e mais.

liz torres2

Ela só veio a assinar como Liz Torres na faixa “What you make me feel” com participação de Kenny “Jammin” Jason, que também produziu:

Já com estas duas faixas, notamos que Liz não veio para brincar não, seus vocais são “fierce” (feroz, ardente) e ao mesmo tempo assustadores, desafiadores. Ela é sexy e maliciosa e não tem vergonha disto, pelo contrário…

liz torres e master c&j

Liz Torres com o Master C & J

Mas foi ao se juntar com os pioneiros da house, Master C & J (C para Carl Bias, Edward Crosby e J para Jessie Jones), que gravavam pela Chi-Town (através de selos como State Street e Sidestreet Records) que Liz passa a ser reverenciada pela cena em músicas como “Can’t get enough”:

Mesmo sem um treinamento mais técnico, Liz chama a atenção pelos seus vocais em tracks como “Face it” e ‘In the City’, lançados pela Trax e considerados clássicos absolutos:

Liz conquista também o mundo fashion e passa a ser vestida por marcas como Patricia Field (a futura designer de ‘Sex & the City” e “O diabo veste Prada”), além de Latroya Fashion e Alfredo Viloria.

liz8

Em 1987, ela lança o single “Mama’s Boy”, outro clássico das pistas underground:

Em 1989, ela lança o single “A Touch of Love” pela Black Market Records:

Tudo levava a crer que finalmente Liz teria o seu merecido sucesso, ao assinar com a Jive Records (subsidiária da gravadora RCA) para gravar seu primeiro álbum, “The Queen is in the house’.

liz queen

O álbum acabou sendo negligenciado pela gravadora, que só o lançou um ano depois, em 1990 e não o promoveu.

Mesmo assim, o disco teve dois singles em potencial, “Payback is a Bitch (What goes around comes around)” e ‘Loca”:

Outra música que se destacava no disco era “If u keep it up”, com produção de Clivilles & Cole (do C&C Music Factory), que até ganhou um video:

Mas Liz resolve voltar às suas raízes e volta a se unir a Master C& J e lança o EP ‘Queen B’, incluindo versões matadoras de ‘Don’t let love pass you by’:

Em 1995, ela lança outro single, ‘Set Urself Free”, que atinge o 11º lugar da parada dance da Billboard:

Em 1999, Dany Tenaglia a convida para fazer os vocais de ‘Turn me on”, outro hit underground da época:

Depois disso, Liz passa um período na obscuridade até lançar em 2013 um novo single, “Your love is all I need”, no qual mostra às novas gerações suas raízes underground com remix de Toby Tobias:

Liz merece ser (re)descoberta e ter o seu nome alçado ao lugar de honra entre as divas, pois ela pode sim ser considerada uma das rainhas da house e sua contribuição é imensurável tanto para o gênero como para as cantoras que surgiram após ela.

liz7

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: JOCELYN BROWN POR ARTHUR MENDES ROCHA

A diva de hoje é mais que uma diva house, ela é uma diva disco, soul, uma das vozes mais incríveis que já surgiu na música, ela é Jocelyn Brown.

Jocelyn-600x400

Jocelyn já foi vocalista convidada para muitos grupos da disco music, que incluem desde o Chic, Inner Life, Musique, Change, Salsoul Orchestra, Cerrone, Disco Tex and the Sex-o-Lettes, Greg Diamond, etre outros; ela é um mito, uma voz abençoada e respeitada por toda a cena.

A música já estava no seu sangue desde cedo, já que sua tia, Barbara Roy, era uma das vocalistas do Ecstasy, Passion & Pain, que teve alguns hits na época disco.

jocelyn_brown6

Sua avó, mãe e primos também são todos dedicados à música e ela cantava no coral da igreja gospel de Brooklyn, Washington, entre outras.

Jocelyn é o típico vozeirão: negra, gorda e pronta para arrasar quando abre a boca, foi assim que ela me conquistou quando tive a oportunidade de vê-la numa Live P.A. (personal appearance) na Heaven, em Londres, em 1990.

jocelyn_brown_1

Não preciso nem dizer que a baixinha gordinha arrasou de tal maneira que o club parou para admirá-la e todos de queixo caído com aquela figura.

Ela chegou também a fazer backing para vários nomes da música como John Lennon, Roberta Flack, Janis Joplin, George Benson, Bette Midler (ela fazia parte das The Harlettes e participou do filme ‘Divine Madness”), entre outros.

jocelyn1

 Jocelyn já arrasava desde o final dos anos 70, como a vocalista do Inner Life, em músicas como “I’m caught up (In one night love affair)’ com produção de Patrick Adams (nome fundamental do disco sound) e Gregory Carmichael para a gravadora Prelude, em 1979:

O outro hit do Inner Life, “Ain’t no mountain high enough”, a versão disco da Salsoul para o clássico de Ashford & Simpson. Atentem para esta versão em seus mais de dez minutos de glória, que Larry Levan remixou e tocava direto no Paradise Garage:

Mais uma do Inner Life que ela arrasa é “Moment of my life”, aqui num remix de Shep Pettibone (que viria a ser dos remixers mais badalados dos 80/90):

Com o Change (grupo no qual Luther Vandross também participava dos vocais), ela gravou ‘Angel in my pocket”:

Com Cerrone, ela participa da faixa “Hooked on you”, incluída no disco “Cerrone IV”, em 1981, que voltou às pistas com nova versão de Dimitri from Paris, remixada em 2007:

Com a Salsoul Orchestra, ela grava, em 1982, a faixa ‘Take some time out (for love)”:

O mais incrível de tudo é que Jocelyn nunca decolou em sua carreira solo; ela só teve uma música que alcançou o top das paradas, ‘Somebody Else’s Guy”:

A música chegou ao segundo lugar da parada de R&B da Billboard e na 13ª posição da parada inglesa e até hoje é um clássico absoluto.

“Somebody else’s Guy” foi um hit das pistas em 1984 e lançado no disco homônimo, mas basta tocar em qualquer pista que é sinal de pista cheia, já que a música é animada, dançante e os vocais de Jocelyn são absurdos.

jocelyn somebody's

Em 1986, ela grava “Love’s gonna get you”, música esta que foi sampleada pelo Snap em seu mega hit ‘The Power”, sem lhe dar crédito algum. Basta prestar atenção nos 03:00 para entender de onde saiu o vozeirão que diz o refrão “I’ve got the Power”:

A faixa estava incluída no seu álbum “One from the heart”, que foi muito mal trabalhado pela gravadora e a deixou bastante decepcionada.

JocBro-1987

Em 1987, ela compõe a faixa ‘Keep me in Mind” com Boy George (incluída no álbum dele, “Sold”), com o qual também já havia participado de uma turnê com o Culture Club.

Ela volta a trabalhar como cantora de jingles de comerciais de rádio e TV e como backing vocal de outros artistas.

Jocelyn-Brown

Os anos 90 foram bastante movimentados para ela, que emprestou seus vocais para inúmeros hits, tais como:

‘Always there’ do Incognito (aqui numa apresentação no Top of the Pops), em 1991:

“Got to get away” do Offshore, também de 1991:

“Don’t talk Just Kiss” do Right Said Fred em 1992:

Em 1994, ela lança uma nova versão para “No more tears (enough is enough)” junto com outra diva house, Kym Mazelle:

Já em 1997, ela participa como vocalista convidada em duas faixas do projeto do Masters at Work, o Nuyorican Soul: em “I am the black gold of the Sun” e ‘It’s alright, I feel it”:

Em 1998, ela ainda empresta seus vocais para “Special Love” do Jestofunk:

Jocelyn se manteve bastante ocupada também nos anos 00, como vocalista convidada em várias faixas e remixes.

Um de seus trabalhos maus recentes foi com Little Louie Vega na faixa “You are everything”:

Jocely Brown continua na ativa, mostrando para as novas gerações que um vocal maravilhoso permanece para sempre – seja fazendo participações em festivais de dance, cantando em clubs – ela não para e mesmo aos 66 anos, ela não dá sinais de cansaço e sua voz está aí, para quem quiser ver, ouvir e admirar.

jocelyn-brown-2

 

   Comentário RSS Pinterest   
 
who wants to write my essay good essay editing services essay writer generator national honor society essay help online essay services