Bom dia com a paixãozinha da America elétrica, filha de @daniela54321 Posso passar a vida olhando pra essa carinha ❤️Virginia Biddle, atriz e bailarina do Ziegfeld Follies. Hoje no site www.japagirl.com.br/blog/dj-sets/todays-sound-ziegfeld-por-arthur-mendes-rocha/Paixão de lobinho, Tiguelitos ❤️Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui já abriu!!!Blood Moon#Orquídea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 🌸🌸🌸Viva o sábado de sol!!!
#Orquídea #Miltônia primeira floração comigo 🙅 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!

                
       





















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Today’s Sound

TODAY’S SOUND: MARTHA GRAHAM POR ARTHUR MENDES ROCHA

Martha Graham redefiniu a dança moderna; através de movimentos e temáticas inovadoras, ela foi considerada a maior dançarina do século XX.

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Martha trouxe para a dança uma nova visão do que vinha sendo feito, ela acreditava que o corpo era o reflexo dos nossos movimentos, logo tudo influenciava na maneira de dançar, especialmente a relação entre movimento e respiração.

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Ela desejava mostrar a expressão e capacidade do corpo humano, por isto sua dança é feita de gestos amplos, de contato com o chão.

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Martha nasceu na Pensilvânia em 1894, mas só foi demonstrar interesse pela dança na sua adolescência.

Seu pai era especializado em desordens nervosas e analisava as reações do corpo. Ele dizia ‘movement never lies” (o movimento nunca mente), frase esta que terá grande influência em sua vida.

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Em 1911, quando estava com a família morando em Santa Barbara, Califórnia, um cartaz lhe chamou atenção: era uma dançarina vestida de deusa num espetáculo da Cia de dança Denishawn em Los Angeles.

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Ela insistiu para que seu pai a levasse até L.A. e ficou maravilhada com o que viu e com a dança da deusa, que era a bailarina Ruth Saint-Dennis.

Saint-Denis e seu marido, Ted Shawn, possuíam uma escola de dança, a Denishawn, e foi para lá que Martha foi ao terminar os estudos em artes.

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Na Denishawn, ela se tornou uma das principais dançarinas, aperfeiçoando sua técnica e tomando conhecimento do que se fazia no mundo da dança.

O primeiro espetáculo que teve um papel de mais destaque foi em “Xochitl”, no papel de uma asteca, tendo assim o seu primeiro reconhecimento da crítica especializada.

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Depois de oito anos na Denishawn, Martha sentiu que era hora de alçar voos maiores e foi para o Greenwich Village Follies, onde concebia e coreografava suas próprias danças.

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Mas Martha precisava de um local para poder ousar mais, fazer novas experimentações e isto ela foi encontrar na Eastman School of Music, onde poderia ensinar para seus alunos suas novas criações, tendo controle artístico absoluto.

Ela considerava o balé clássico uma forma superficial de dança, seu trabalho tinha como objetivo expressar o interior, revelar as emoções.

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Ela acreditava que, através de espasmos, tremedeiras ou até mesmo quedas, ela poderia expressar temas emocionais e espirituais ignorados por outras danças.

Com repertório e técnica distinta, Martha mudou o vocabulário da dança, plantando as sementes do que viria a ser a dança contemporânea.

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Ela identificou o método de respiração e controle dos impulsos como extensão e relaxamento. Este método deu a seus dançarinos movimentos angulares muito diferentes do que as plateias da época estavam acostumadas e muitas vezes sua dança era chamada de “feia”.

Em 1926, reunindo alguns de seus alunos do Eastman, ela cria o Martha Graham Studio, que esteve comandado por ela durante o resto de sua vida.

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Até nos temas ela inovava, abordando temáticas como: a sensibilidade feminina, mitologia grega, antigos rituais, questões sociais, políticas, psicológicas e sexuais, bem como o folclore americano.

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Entre suas danças estava ‘Revolt” (1927), no qual ela trabalha com Louis Horst, seu antigo companheiro na Denishawn. Foi ele que a introduziu no trabalho de Mary Wigman, celebrada dançarina moderna alemã, bem como das inovações das modernas escolas de pintura como os cubistas.

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No início dos anos 30, já adotando as novas técnicas, ela realiza seu famoso solo  ‘Lamentation”, onde sentada em um banco e vestindo uma roupa que estica conforme seus movimentos, que tanto podem significar a emoção da tristeza, como uma homenagem aos arranha-céus que passavam a dominar a NY da época.

Depois de uma viagem pelo sudoeste dos EUA, Martha se interessa pela História Americana e apresenta “Primitive Mysteries”, com temática baseada em rituais indígenas, bem como das religiões pagã e cristã, arrebatando a crítica.

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Mas o grande marco de suas apresentações seria com “Frontiers” (1935), sobre o pionerismo americano e principalmente seu trabalho mais conhecido: “Appalachian Spring” (1944), com música de Aaron Copland.

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‘Appalachian Spring” evoca os limites do povo americano, numa coreografia que inclui explosões alegres, paradas repentinas, movimentos bruscos e intermitentes para denunciar o puritanismo e a escravidão industrial.

Em ambos, ela utiliza cenários concebidos pelo escultor Isamu Noguchi, que seria seu parceiro em vários espetáculos e que substitui os tradicionais cenários de paisagens por objetos tridimensionais.

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Em ambos, ela também trabalha com o dançarino Eric Hawkins, que viria a ser seu marido, mas do qual se separa em curto espaço de tempo. Porém ele continua na Cia por mais alguns anos.

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Também podemos citar a participação de Martha e Eric em ‘American Document” (1938), sobre o conceito do que era ser americano e que foi um de seus trabalhos de maior inovação tanto visual como coreográfica.

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Em 1947, ela faz ‘Night Journey”, a partir da tragédia grega de Édipo e Jocasta, exprimindo a essência de sua feminilidade e o confronto com o destino.

Durante a década de 50, ela realiza novas danças como ‘Seraphic Dialogue”, sobre o mito de Joana D’Arc, retomando várias vezes o tema das dificuldades e triunfos de mulheres normais e das célebres.

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De 1959 a 1969, este foi o período que ela atuou pela última vez dançando, se aposentando dos palcos aos 75 anos. Mas mesmo assim, ela continuou ensinando até a sua morte em 1991.

Martha também teve forte influência em diversos atores e atrizes, que buscaram seus ensinamentos de como se moverem na frente das câmeras, tais como: Bette Davis, Woody Allen, Madonna, Kathleen Turner, Ingrid Bergman, Joanne Woodward, Kirk Douglas, entre outros.

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Um de seus maiores admiradores era Gregory Peck, que narra o mini-documentário abaixo, uma linda homenagem ao talento de Martha Graham.

Ela também colaborou com designers como Halston, Donna Karan e Calvin Klein e foi retratada por Andy Warhol, outro de seus admiradores.

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Até com a famosa dupla de bailarinos, Margot Fonteyn e Rudolph Nureyev, ela colaborou no espetáculo “Lúcifer”.

Martha era um ícone americano; tendo realizado mais de 180 danças, tendo recebido a medalha da liberdade americana, bem como a da Legião de Honra francesa e sendo eleita pela revista Time como a maior dançarina do século XX.

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A contribuição de Martha para dança é fundamental, sem as suas inovações e questionamentos, nada teria evoluído para o que hoje é conhecemos como dança moderna.

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Em suas palavras: “Não quero que minhas danças sejam entendidas, quero que sejam sentidas”.

 

 

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TODAY’S SOUND: ANNA PAVLOVA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Anna Pavlova foi uma das mais importantes bailarinas russas, além de tornar o balé uma arte apreciada nos quatro cantos do planeta.

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Dona de uma forte presença teatral, ela sabia projetar magia em suas apresentações como ninguém.

Anna nasceu em São Petersburgo, em 1881; seus pais eram de origem simples e se apaixonou pelo balé ao ser levada pela mãe para assistir o balé “A Bela Adormecida” no Mariinsky Theatre, encenado pelo bailarino e coreógrafo Marius Petipa, um dos mais importantes nomes da dança russa da época.

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Ela declarou: “Eu sempre quis dançar, desde minha juventude, eu construía castelos no ar, baseados nos meus sonhos e esperanças”.

Assim, aos nove anos, ela tenta ingressar na conceituada Escola de Balé Imperial do Mariinsky Theatre, mas é recusada.

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Finalmente no ano seguinte, ela é aceita na escola, participando do balé ‘A Fairy Tale” de Marius Petipa.

Porém, Anna não teve um aprendizado fácil, já que suas pernas eram longas, os pés arque-ados, dificultando que ela se encaixasse no tipo de bailarina “mignon” como as da Rússia naquela época.

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Mas Anna não desiste de seu sonho em ser uma ”prima ballerina”, ensaiando incansa-velmente com vários mestres da dança como Enrico Cecchetti, o fundador do método Cecchetti e um dos maiores virtuosos do balé.

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Ela não se prendia aos ensinamentos clássicos do balé de então, ela foi criando o seu próprio estilo de dançar, sempre querendo se superar e tendo alguns percalços no caminho.

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Segundo suas palavras: ‘Ninguém pode chegar apenas acreditando em seu talento. Deus dá o talento, o trabalho transforma o talento em genialidade.”

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Aos dezoito anos, ela se forma na escola e agora estava pronta para enfrentar os palcos.

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Com a ambição de ser a prima ballerina a todo custo, Anna tentava imitar Pierina Legnani, a bailarina mais importante do balé Imperial, mas seus mestres a aconselharam a não tentar acrobacias que seu corpo não pudesse sustentar.

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Finalmente, ela treina tanto e desenvolve um estilo tão único, que conquista de vez Petipa, que lhe dá os papéis principais em balés como “Paquita”, “The Pharao’s daughter”, “Le Roi Candaule” e Giselle.

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Aos poucos, ela vai formando um grupo de fãs que eram chamados de “pavlovatzi”.

Uma das inovações que Anna implantou foi colocar um pedaço de madeira na ponta da sapatilha, já que seus pés eram muito rígidos e isto ajudava para quem tinha os pés curvados como ela, bem como para suportar o peso sobre os dedos.

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Mas foi em 1905 que ela participou daquela que seria a sua dança mais importante: o solo do balé “The Dying Swan”, coreografado por Michel Fokine, com música de Saint-Säens. No vídeo abaixo podemos ter uma ideia da leveza dos movimentos de Anna, que imprime sensibilidade e fragilidade no papel de um cisne prestes a morrer. Este acabou por ser o papel de sua vida.

Anna agora tinha conquistado o seu sonho de se tornar uma prima ballerina.

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Ela também coreografava alguns de seus solos como em “Dragonfly”, com música de Fritz Kreisler, no qual ela teve a ideia de colocar asas presas em suas costas.

 

Em 1907, ela realiza a sua primeira turnê pela Europa, conquistando a todos com sua técnica impecável e se comprometendo com uma nova turnê para o ano seguinte.

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Em 1908, ela é convidada por Sergei Diaghilev para integrar o Ballet Russe (do qual participou Nijinsky) estreando com grande êxito em Paris e depois viajando para Austrália, Reino Unido, EUA, entre outros lugares.

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Durante sua carreira, Anna sempre privilegiou os compositores clássicos, não se adaptando a compositores mais modernos da época, como Stravinsky.

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Outro detalhe era sua rivalidade com Tamara Karsavina, a qual ela humilhava, chegando a levar sua rival às lágrimas.

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Porém ela abandona o Ballets Russe já que Diaghilev tinha preferência por bailarinos mascu-linos e ela na estava satisfeita em não ser a bailarina suprema.

Em 1912, Anna resolve abrir sua própria escola de dança, a Ivy House, em Londres, para onde se muda de vez.

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Seu marido, Victor Dandré, fica responsável pelas organizações das turnês e ela tem o controle criativo absoluto da Cia. bem como das coreografias.

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Anna e sua Cia. levam o balé clássico para os mais diferentes lugares do mundo, tornando o balé uma arte mais acessível e admirada.

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Em 1913, Anna faz sua última apresentação em São Petersburgo.

Anna continuou viajando, dançando sem parar, num total de quatro mil performances, ensinando novas bailarinas que sonhavam em ser como ela.

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Ela viveu até 1931, na Ivy House, onde possuía um lago cheio de cisnes, além de ser grande protetora dos animais.

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Ela faleceu de pneumonia, causada pelas incansáveis turnês que deixaram sua saúde abalada.

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Pouco antes de falecer, em seu leito de morte, ela teria pedido para lhe trazerem o seu figurino de ‘The dying swan”.

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Anna teve uma vida totalmente dedicada à sua arte, responsável por levar o balé a lugares que não possuíam o conhecimento desta arte, mas que através dela, tiveram contato e formaram suas próprias escolas de balé, algumas inclusive com seu nome.

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Sem dúvida ela foi a inspiração de muitos bailarinos, coreógrafos; ela foi a própria personificação da dança.

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TODAY’S SOUND: ISADORA DUNCAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Revolucionária, amante das artes, um espírito livre, independente, feminista, ela é uma pioneira da dança moderna, ela é Isadora Duncan.

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Isadora era inspirada pelos gregos, pelos movimentos da natureza, como o vento, plantas e animais; ela fazia da dança sua forma de expressão e foi das primeiras a romper com o padrão clássico do balé.

Isadora nasceu em São Francisco, na Califórnia, em 1877, mas seus pais se separaram cedo e ela muda com os irmãos para Oakland, enquanto a mãe os sustentava dando aulas de piano.

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Sua mãe também a fez ter contato cedo com autores como Keats, Shakespeare, Shelley, Dickens, Whitman, lhe dando inspiração artística na mais tenra idade.

Aos quatro anos, ela já aprende a dançar balé clássico e aos nove, já está dando aulas com a irmã para ganhar um dinheiro extra.

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Porém, com seu espírito rebelde, ela questiona os ensinamentos do balé clássico e resolve romper com tudo e declara que o balé clássico era como ser um fantoche articulado e sem alma. Além disso, no balé as mulheres eram sempre guiadas pelos homens e na dança de Isadora, isto não acontece, as mulheres são livres para se expressarem.

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Em 1895, procurando abrir os horizontes, ela vai primeiramente para Chicago, logo em seguida, N.Y. e em 1899, se muda para a Europa. O velho continente tem tudo a ver com as aspirações artísticas de Isadora e ela se considerava europeia de alma.

Na Europa, Isadora visita museus como o Louvre e o British Museum, onde se inspira nos objetos e nos afrescos da Grécia antiga e nas pinturas da Renascença, decidindo que o que gostaria de fazer na vida era dançar como se dançava nesta época, livremente.

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Ela é convidada para dançar para os patronos das artes, usando túnicas de seda, dançando com os pés descalços, longe dos corseletes e das sapatilhas. Ela fazia suas próprias coreografias, com técnicas inovadoras, além de utilizar músicas subversivas de Wagner ou Chopin (que até então eram somente escutadas e não dançadas).

Em sua opinião: “Tive três grandes mestres, os três grandes precursores da dança no nosso século: Beethoven, Nietzsche e Wagner”.

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Até mesmo os cenários de suas apresentações eram apenas um fundo com cortina azul, não era necessário nenhum adorno já que o que pretendia passar para a plateia era apenas a sua dança, pura e simplesmente.

Aos poucos, Isadora vai atraindo a atenção dos europeus, também em virtude dos escânda-los, e em 1902 é convidada para dançar na Hungria, com uma orquestra interpretando o Danúbio Azul de Johan Strauss e obtendo grande sucesso.

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Em Viena, ela tem contato com artistas expressionistas como Egon Schiele, que admiravam seu trabalho.

Até que em 1905, ela consegue finalmente realizar um de seus sonhos: abrir uma escola de dança na Alemanha, juntamente com sua irmã, somente com o lucro de suas apresentações.

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Nesta época, sua fama vai aumentando entre a elite cultural da época, incluindo Rodin, Fokine, Nijinsky, Gertude Stein, entre outros.

Em sua vida pessoal, ela teve uma filha com o cenógrafo Edward Gordon Graig, bem como um filho com Paris Singer, o rico herdeiro das máquinas de costura Singer.

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Inclusive foi o milionário Singer que custeou a sua segunda escola, aberta nos arredores de Paris, um pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Em um espetáculo no Metropolitan de NY, ela dança ao som da Marselhesa, realizando danças militares e chamando os americanos para lutarem na guerra.

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Porém, no final de 1913, uma grande tragédia acontece em sua vida: ela perde seus dois filhos em um acidente de carro, que estavam acompanhados de sua governanta e afundam no Rio Sena.

Este fato será marcante para Isadora, que após a morte deles, enfrenta um período de depressão, se afastando dos palcos durante um tempo.

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Entre 1916 e 1920, Isadora se apresenta em diversos lugares, dançando e coreografando peças de Tchaikovsky, Schubert, Chopin e Scriabin, entre outros.

Ela expressa sua sexualidade e beleza através da dança, colocando para fora os seus sentimentos e personalidade, a dança de Isadora é sensual, pagã, seus movimentos são leves, lembram danças dionisíacas.

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Como ela mesma declarava: “A beleza da arte não é feita de ornamentos, mas daquilo que flui da alma humana inspirada e do corpo que é seu símbolo…”.

Em uma delas, ela dança com uma echarpe vermelha, que significa a virgindade, e atira para a plateia. Em outra dança, ela demonstra a perda de seus filhos, já em outra é como se estivesse grávida.

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Visando aperfeiçoar sua dança, ela mergulha em estudos aprofundados sobre a origem da dança e suas diversas expressões em diferentes culturas.

Isadora viaja o mundo, levando sua dança para os mais diferentes lugares, inclusive no Rio de Janeiro.

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No Rio, ela se apresentou no Municipal em 1916 e rola um boato de que ela teria se envolvido com Oswald de Andrade e para o qual ela teria dançado quase nua.

Isadora era reverenciada por artistas, poetas e pintores como Abraham Walkowitz, que a pintou em diversas ocasiões.

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Em 1921, ela vai para Moscou, atrás dos ideais revolucionários e para pedir ajuda ao novo governo para abrir uma escola de dança e ensinar milhares de crianças necessitadas.

Ela não se importava de viver de pão preto e vodka, o que ela queria era passar adiante seus ensinamentos de forma libertadora.

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Ela realiza a coreografia de ‘Revolutionary”, com músicas de Scriabrin, realizando danças russas que demonstram seu repúdio à injustiça social e sua empatia pelo sofrimento humano.

Em Moscou, ela conhece e se apaixona pelo poeta Sergei Esenin, com o qual se casa, apesar de ter prometido a si mesma que jamais o faria, para que este pudesse acompanhá-la em uma turnê pela América.

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Nos EUA, suas ideais revolucionárias são mal recebidas e durante este período, Isadora incluía pequenos discursos antes ou no final de suas apresentações.

Ela chega a declarar para a imprensa: “Sim, eu sou uma revolucionária, todos os verdadeiros artistas são revolucionários”.

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Isadora enfrentará um duro período em sua vida por estes ideais e por tentar manter sua escola, já que precisava alimentar seus alunos. Ela aceita se apresentar em lugares como a Sibéria, onde sua turnê é um fracasso.

Além disso, seu casamento com Sergei chegava ao fim e ela enfrentava mais esta perda.

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Mas Isadora sempre foi corajosa, nunca teve medo de desafios ou dificuldades e continua a lutar pela sua arte e pra poder dançar para os admiradores desta.

A morte de Isadora foi estúpida: ela andava de carro e sua longa echarpe enrolou em uma das rodas e ela morreu asfixiada, em 1927.

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Um pouco antes de sua morte, Isadora havia publicado um livro de memórias intitulado “My life” (Minha vida).

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Uma de suas frases célebres era: “Eu não faço mais que dançar a minha vida”.

O mundo perdia uma de suas maiores artistas, a dança perdia uma de suas figuras mais memoráveis.

Em 1966, Ken Russell fez um filme especial para a BBC sobre a vida de Isadora e que merece ser visto, o link está abaixo:

Em 1968, ela foi vivida nas telas por Vanessa Redgrave no filme “Isadora” (na foto abaixo).

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Em 1979 foi criada a Isadora Duncan Dance Foundation para manter viva a sua memória. No vídeo abaixo eles apresentam algumas danças de Isadora:

Isadora foi única, seu legado é enorme, seu nome é reconhecidamente um dos mais importantes da dança de todos os tempos; nunca haverá outra Isadora Duncan.

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TODAY’S SOUND: NIJINSKY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ele foi o maior dançarino de todos os tempos, impressionando a todos com seus movimentos que o faziam quase que voar; hoje falaremos do mito NIJINSKY!

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Nijinsky é considerado o maior dançarino que já existiu, sua fama atravessa séculos como o que de melhor a dança já produziu, seu talento e seus movimentos são considerados únicos.

Quase ninguém na época fazia o que ele fazia, seu “em pointe”, o movimento de dançar na ponta dos pés, é nada menos que lendário.

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Nijinsky é mais que uma lenda, já foi tema de balés, filmes, inúmeros livros, mas sua figura ainda é cercada de mistérios, já que não existe nenhum registro dele em filme, somente fotografias, um diário e muitas histórias fantásticas.

Vaslav Nijinsky nasceu em Kiev, Ucrânia, em 1890,  já com a dança em seu sangue, já que seus pais eram ambos dançarinos de origem polonesa e muito bem conceituados Seu pai era conhecido por seu virtuosismo e os grandes saltos e eles tinham uma Cia de dança que se apresentava no Império Russo.

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Desde criança, ele mostrava aptidão para a dança, treinando com seus irmãos, especialmente com sua irmã Nijinska, até que seu pai resolve lhe dar as primeiras lições entre uma turnê e outra.

Com nove anos, ele já ingressa na Escola Imperial de Dança de São Petersburgo, impres-sionando seus professores com seu raro talento, além de estudar música e aprender a tocar instrumentos como o piano, flauta, balalaika e acordeão.

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Apesar de o pressionarem para ele ingressar no Mariinsky Theatre, ele prefere terminar seus estudos primeiro.

Mesmo assim, ele participa como membro do corpo de baile e em pequenas danças para o Mariinsky Theatre, como em “Don Giovanni”, coreografado por Michel Fokine.

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Em 1907, Nijinsky fazia parte do Mariinsky como ‘corypheé”, título acima do bailarino e de integrante do corpo de baile, se apresentando para os czares e os nobres da época.

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Ele dançou com bailarinas como Sofia Fedorova, Lydia Kyasht e Karsavina Kchessinska (com ele na foto abaixo), participando de coreografias juntamente com Fokine e o designer Alexandre Benois (parceria que se repetiria por muitas vezes).

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Entre os espetáculos que participou estavam “La Fille Mal Gardée”, “Le Pavillion d’Armide”, “A Bela Adormecida” e “Le Talisman”, onde arrasou como Wind God Vayou (na foto abaixo).

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Sua carreira terá uma guinada ao conhecer Sergei Diaghilev, produtor de balés russos e criador da Cia. “Ballet Russes”, que viajava para promover a dança russa em lugares como Paris.

Neste período, Nijinsky se torna amante de Diaghilev e esta parceria será muito importante para sua carreira, além de trabalhar com Fokine e também o designer Léon Bakst (que o desenhou na pintura abaixo)>

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A primeira performance dele em Paris foi em 1909 e simplesmente Nijinsky conquistou a capital francesa, todos ficaram impressionados com a sua leveza, suas piruetas incríveis, seu virtuosismo, seu corpo perfeito, tudo fazia dele um gênio do balé.

Nijinsky dançava ao lado de estrelas como Anna Pavlova em balés como “Cleopatra” e “La Fête”, fazendo desta temporada em Paris algo fenomenal, influenciando a arte, a dança, a música e até a moda do que viria a seguir.

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Em 1910, de volta à Rússsia, ele dançou “Giselle” ao lado de Tamara Karsavina, naquela que foi considerada uma das melhores duplas de balé de todos os tempos.

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Porém esta sua aparição acabou acontecendo com ele apenas utilizando meias, o que causou a indignação da Imperatriz, que achou a performance obscena e sendo Nijinsky afastado do Mariinsky.

De volta às plateias ocidentais, ele também causou sensação como o fantoche “Petrushka”, do balé de mesmo nome  e no qual ele viveu o papel título, mostrando intensidade dramática absurda em sua performance 9na foto abaixo com Stravinsky).

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Um dos boatos sobre ele era que Nijinsky não tinha traquejo social, que não embarcava em conversas ou discussões, ele não gostava de falar em público, talvez pela timidez. Mesmo sendo uma pessoa culta, Nijinsky tinha dificuldades de se expressar e de se fazer entender.

Sabendo dançar como ninguém, era normal que Nijinsky resolvesse coreografar seus próprios balés, sendo que alguns deles causaram controvérsia. Seus ensaios com os dançarinos acabam sendo difíceis, justamente por ele não conseguir comunicar exatamente o que pretendia.

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Entre os balés coreografados por ele estavam “L-aprés midi d’um faune” apresentado em 1912 e considerado um de seus balés mais lindos, dançado de maneira extremamente sensível, sensual, com uma expressão entre corpo e personagem poucas vezes igualada. Em uma das cenas do balé, ele simulava uma masturbação, o que causou indignação para muitos.

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Mas o grande escândalo estava por vir: ao encenar “Le sacre du Printemps” de Igor Stravinsky, Nijinsky opta por uma maneira moderna de encenar este balé, excedendo os limites do balé tradicional, eram os primeiros passos da dança moderna, um momento histórico onde o balé nunca mais seria o mesmo. Porém, na época, estas novidades impostas por Nijinsky não foram bem compreendidas pela plateia que lotava o Theatre Champs-Élysées em Paris, gerando uma violenta reação do público.

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Dizem que Diaghilev, ao ver tudo isto acontecer, sentiu satisfação, já que o que ele queria é que esta polêmica tornasse o balé ainda mais famoso e que falassem deste acontecimento por muitos anos (o que acabou acontecendo).

A relação entre Nijinsky e Diaghilev estava cada vez mais desgastada, já que o produtor nunca havia aceitado que Nijinsky fosse o coreógrafo da Cia e a única razão de seu sucesso financeiro.

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Em 1913, pouco antes de embarcar em uma turnê pela América do Sul, sua irmã Nijinska (na foto abaixo com ele e Ravel) desiste de acompanhá-lo devido ao recém-nascido filho e Diaghilev, alega uma superstição de que algo trágico aconteceria a ele e também desiste de ir.

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Era a primeira vez que Nijinsky não tinha o apoio de duas das principais figuras de sua vida, entre elas o seu mentor.

Entre os integrantes da turnê estava Romola de Pulszy, uma proeminente figura da sociedade húngara por quem Nijinsky iria se apaixonar.

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O interessante é que os dois compraram suas alianças no Rio e se casaram em Buenos Aires. Mas este casamento será apenas o começo da descida de Nijinsky para a loucura.

Na volta de Nijinsky a Paris, ele descobre que havia sido demitido do Ballet Russes e que Diaghilev havia recontratado Fokine como o principal coreógrafo e bailarino da Cia.

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Nijinsky estava numa situação difícil, havia sido desligado do Balé Imperial Russo, bem como não havia sido liberado do serviço militar. Ele só possuía ofertas do Paris Opera e um espetáculo que misturava dança clássica e popular em Londres, algo contra seus princípios.

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Nijinky forma uma nova Cia que incluía sua irmã, mas houve atritos entre ela e Romola.

Porém nestes novos espetáculos, ele enfrenta uma plateia não acostumada com atrasos entre as trocas de cena, além de afirmarem que Nijinsky já não dançava tão bem quanto antes.

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Ele acaba perdendo algumas apresentações por problemas de saúde e um ataque de nervos, cancelando os shows e tendo grande prejuízo financeiro.

Com a chegada de sua filha, Kyra, e o começo da Primeira Guerra Mundial em 1914, Nijinsky enfrenta outra situação: era considerado inimigo russo e não poderia abandonar a Hungria, onde se encontrava.

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A guerra também causa problemas para o Ballet Russes como a falta de dançarinos e Diaghilev desejava Nijinsky de volta a Cia para apresentações em NY.

Várias autoridades intervêm a seu favor e assim ele desembarca em NY em 1916, enfrentando novos problemas nos balés a serem apresentados na América, no MET Opera House.

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Mesmo com os problemas, Nijinsky consegue realizar as apresentações e obtém sucesso, mas a turnê acaba tendo prejuízo.

Logo em seguida, em 1917, se deu a sua última apresentação: num espetáculo beneficiente para a Cruz Vermelha, em Montevidéo, tendo ao piano Arthur Rubinstein interpretando Chopin e Nijinsky dançando tristemente e levando o pianista ás lágrimas.

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Porém, ele teria que enfrentar um problema ainda maior e sem volta: foi constatado que ele apresentava sinais de esquizofrenia.

Assim, logo após o final da turnê, ele acaba indo para a Suíça, para ser tratado.

O tratamento não teve sucesso e durante o resto de sua vida, Nijinsky permanece entrando e saindo de asilos e hospitais psiquiátricos.

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A última aparição de Nijinsky dançando foi durante a Segunda Guerra, quando se apresentou para um grupo de soldados em Viena.

O grande bailarino faleceu em uma clínica londrina em 1950 e hoje está enterrado no cemitério de Montmartre, onde está uma estátua de um dos seus personagens mais famosos, o fantoche Petrushka.

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A fama de Nijinsky é enorme, mesmo com nenhum material dele filmado (o que existe são montagens feitas com fotos), ele estará para sempre na memória dos que o viram dançar, sendo dos primeiros homens que se destacaram na dança, especialmente no balé.

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Seu nome será sempre lembrado quando se fala de dança e do que ele fez por esta arte, sendo muito mais que um mito, uma lenda, um ícone; ele é tudo isto e muito mais.

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TODAYS SOUND: ZIEGFELD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ziegfeld – o próprio nome já nos remete a um mundo de entretenimento, glamour, lindas mulheres, superprodução, ele foi o idealizador das famosas “Ziegfeld Follies” e também tema de um premiado filme em Hollywood.

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Ele não chegava a ser um coreógrafo, mas sim o produtor de grandes espetáculos teatrais e que depois viraram filmes.

Nascido Florenz Ziegfeld Jr., ele teve contato com o meio artístico desde pequeno, já que seu pai fundou o Chicago Musical College.

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Aos 17 anos, Ziegfeld Jr. foge de casa para participar dos shows de Buffalo Bill Wild West, se dando conta que sua vida era o entretenimento.

Para aproveitar as realizações das Feiras mundiais (World’s Fairs), em Chicago, seu pai acabou abrindo o nightclub Trocadero, em 1893.

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Porém, as atrações do club não atraem muito o público, até que Ziegfeld Jr. tem uma brilhante ideia: contratar o fortão Eugene Sandow, que ficava mostrando seus músculos para as mulheres e acabou atraindo multidões ao Trocadero.

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Era a primeira de uma série de atrações que Ziegfeld Jr. iria comandar em sua vida.

Ele sai com Sandow em turnê pelos EUA, atraindo um ótimo público, porém sua mania de apostar em jogos acaba por fazê-lo perder todo o lucro das apresentações.

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Na virada do século 19 para o século 20, a Broadway sentia falta de alguém ousado, que trouxesse a sexualidade das ruas e dos salões, mais o burlesco e a sofisticação da alta sociedade para os palcos, e foi isso que Ziegfeld fez.

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Seu primeiro trabalho na Broadway foi um musical, “A Parlor Match”, baseado em uma popular comédia, mas ele precisava de uma estrela.

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Foi aí que viajou para a França e lá conheceu a atriz Anna Held, no Folies Bergère, se  apaixonando pelo seu jeito ‘coquette” e convencendo-a a ir com ele para os EUA.

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Ziegfeld fez toda uma operação de marketing para tornar o nome de Anna conhecido na imprensa e ela acabou se tornando uma estrela e seu espetáculo, um grande sucesso.

Durante os próximos doze anos, Ziegfeld produz vários espetáculos na Broadway tendo Anna como estrela, incluindo “Papa’s wife”, de 1899. Num de seus números ela é acompanhada pelas “Anna Held girls”, em uma das primeiras “chorus lines” criadas por Ziegfeld.

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Durante o período que foram casados, Anna sugeriu a Ziegfeld que fizesse uma revue (revista) na Broadway, ao estilo das Folies Bergère.

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Ziegfeld arranja financiamento e estreia, em 1907, no jardim do terraço do New York Theatre (renomeado de The Jardin de Paris), a sua primeira Ziegfeld Follies.

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Mesmo não sabendo escrever e dirigir para o teatro, ele tinha um excelente feeling para o que agradava às plateias, não medindo custos para dar a sua audiência um belo espetáculo, cheio de garotas bonitas, comédia e boa música.

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Juntando os melhores talentos e recursos materiais, ele redefiniu o glamour e o profissionalismo teatral.

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As “Ziegfeld girls” eram a nova sensação: mulheres deslumbrantes com figurinos que incluíam adereços de cabeça monumentais, muitas plumas, peles, capas, brilhos; elas eram as sexy-symbols da época.

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O sucesso foi tanto que agora as Ziegfeld Follies eram anuais e todo ano, ele vinha com ideias ainda mais espetaculares.

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Em cada Follies, ele lançava alguma nova estrela tais como Nora Baye, Sophie Tucker, Eve Tanguay e principalmente Fanny Brice. Fanny estreou o maior número de Follies, já que, além de cantar, também era comediante. O filme “Funny Girl”, com Barbra Streisand, é baseado na vida dela.

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Porém, o hábito de jogar e a personalidade autoritária dele, tornam seu casamento com Anna algo difícil de manter.

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Até que Anna descobre que, no mesmo prédio onde vivem, estava uma amante de Ziegfeld, Lillian Lorraine, que abusava de bebidas e armava escândalos nas Follies.

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Anna tenta a reconciliação, mas Ziegfeld estava apaixonado por Lorraine e assim, em 1912, eles se divorciam.

 

Na Follies de 1913, o espetáculo estava de casa nova, no The New Amsterdam Theatre, onde foi apresentado durante alguns anos.

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No mesmo ano, ele conhece Billie Burke (que ficou conhecida como Glinda, a feiticeira boa de “O Mágico de Oz”), uma nova atriz que vinha se destacando na Broadway, e se apaixona perdidamente por ela e casam no ano seguinte.

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As Follies continuam a prosperar e a ter novos astros como Ann Pennington, Eddie Cantor, W.C. Fields (antes de se tornar um dos reis da comédia em Hollywood), Ed Wynn e Will Rogers, entre outros.

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Mas foi com a contratação de Joseph Urban, como o set designer das Follies, que Ziegfeld fez uma de suas melhores escolhas, já que foi Urban que criou o visual art-déco pelo qual as Ziegfeld Follies ficaram conhecidas mundialmente.

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É claro que sem o olhar atento de Ziegfeld ao detalhe de cada parte do espetáculo, suas Follies nunca teriam o êxito que tiveram.

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Sua escolha dos temas, da concepção, tudo era exaustivamente preparado, ensaiado para que ficasse o mais perto da perfeição possível.

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Não é a toa que em seu cartão de apresentação, Ziegfeld se nomeava um “impressario extraordinaire”, sempre sabendo o limite perfeito entre o vulgar e o sofisticado, o famoso “Ziegfeld touch”.

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Com a chegada dos anos 20, ele decide por construir o seu próprio teatro, o Ziegfeld Theatre , cujo original já foi demolido e o que existe hoje foi construído em parte do mesmo terreno.

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O novo teatro abre em 1927 e era um monumento da art-déco, com sua linda fachada e auditório em formato oval.

Ao decorrer desta década, as Follies vão sofrendo, segundo os críticos, uma queda na qualidade artística, mas mesmo assim continuam sendo os espetáculos musicais mais importantes da época.

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Entre os novos espetáculos que ele produz estão: “Rio Rita” (1927), “The Three Musketeers” (1928), “Rosalie” (estrelando a nova musa de Ziegfeld, Marilyn Miller) e ‘Whoopee” (de 1929, com Eddie Cantor, depois transformado em filme).

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Abaixo, vemos um espetáculo de Ziegfeld de 1929, em raras imagens que parece um desfile de modas, com figurinos luxuosos, mulheres lindas e cenários majestosos:

Mas o seu maior sucesso na época foi, sem dúvida, a primeira versão de “Show Boat”, de 1927, com música de Jerome Kern e Oscar Hammerstein II. Era a primeira vez que um espetáculo tinha enredo, música, personagens reais e temas como racismo, alcoolismo, e isto surpreendeu o público da época.

 Desde então, o espetáculo já teve inúmeras versões para o cinema e para a Broadway.

Em 1929, com a queda da bolsa e o início da grande depressão, Ziegfeld perde quase toda sua fortuna, além de amargar alguns fracassos.

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A última Ziegfeld Follies é apresentada em 1931 e, apesar da superprodução, já não tem os mesmos atrativos das edições antigas em termos de novidade.

Além disso, ele se envolve com financiamentos escusos para trazer seu espetáculo aos palcos.

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Até que em 1932, Ziegfeld é vítima de uma pneumonia fatal, deixando sua família cheia de dívidas.

Mas Hollywood não desiste de Ziegfeld e, em 1936, é lançado ‘The Great Ziegfeld”, com William Powell, Mirna Loy e Luise Rainer nos papéis centrais e que conquista o Oscar de melhor filme.

O nome Ziegfeld era quente novamente em Hollywood e novas produções são feitas em sua homenagem, incluindo um filme das Ziegfeld Follies lançado em 1946 pela MGM, com um grande elenco que incluía Fred Astaire, Lucille Ball e Cyd Charisse, entre outros.

Ziegfeld estará para sempre associado ao glamour, aos musicais da Broadway e Hollywood, a beleza, aos sets magníficos; seu nome é sinônimo de produções esplendorosas e eternas.

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TODAY’S SOUND: BUSBY BERKELEY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Busby Berkley não é nada menos que uma lenda hollywoodiana, um esteta no melhor sentido da palavra; suas coreografias são geniais e altamente elaboradas, criando verdadeiros caleidoscópios humanos, cheio de geometria e precisão.

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Busby foi praticamente criado no teatro, já que seus pais eram atores.

Quando ele serviu no exército, durante a primeira grande guerra, isto teve grande influência sobre ele, já que os desfiles militares e esta rigidez na forma e organização serão utilizados em suas coreografias.

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Busby nunca aprendeu a dançar, tudo que ele aprendeu foi na prática, treinando grandes grupos e sabendo os cinco passos básicos, observando suas dançarinas, através dos ensaios.

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Mas sua maior influência, sem dúvida, foram as Ziegfeld Follies, as revistas formadas por inúmeras dançarinas, geralmente em cenários grandiosos, com muitas escadarias e plataformas móveis, além de figurinos extravagantes.

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O que Busby fez foi transportar para a tela as folias de Ziegfeld, indo muito além dos limites do palco.

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Assim, a câmera de Busby extrapola o estúdio, ele liberta a câmera de suas limitações, realizando movimentos e coreografias geométricas e de uma criatividade ímpar. Muitas vezes, tendo que “atravessar” o teto do estúdio.

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Com o falecimento do pai, sua mãe toma conta dele e lhe introduz no mundo do espetáculo.

No final dos anos 20, ele conquista a todos com suas ideias mirabolantes, trazendo modernidade para a Broadway e revolucionando a forma como eram concebidos os musicais de então.

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Com a moda de levar os musicais do teatro para o cinema, Busby faz sua estreia em  “Whoopee”, de 1930, estrelado pelo ídolo da época, Eddie Cantor. O estilo Busby já pode ser notado, com tomadas de grupos de dançarinos vistos de cima, em movimentos sincronizados em plena harmonia:

Nos filmes coreografados por Busby, vemos que a câmera participa da coreografia, ele escolhia ângulos inusitados. A tomada feita de cima não era uma novidade em Hollywood, mas o modo que Busby executava os movimentos de câmera se tornaram sua marca registrada. Nesta cena de “Wonder Bar” vemos seu magnífico balé em um salão de espelhos, dando a ideia de dançarinos ao infinito.

Busby era um voyeur, fragmentava as danças, dando close-ups especiais em suas lindas ‘chorus girls”.

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Em 1932, ele é chamado pela Warner para coreografar o musical “42nd street”, estrelado por Ruby Keeler (uma de suas dançarinas favoritas), Dick Powell e Ginger Rogers, que acaba sendo um grande sucesso e revitalizando os musicais, chegando a concorrer ao Oscar de melhor filme daquele ano.

Abaixo vemos duas cenas do filme, com magníficas coreografias de Busby:

Não foi a toa que ele foi um dos responsáveis pela diversão em tempos de depressão, ele trazia todo um glamour, um sonho para esta época tão difícil da história americana.

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Em 1933, na pior fase da depressão, ele lança “Gold Diggers of 1933”, filme no qual se destacam os números:

“Pettin’ in the park” com direito a silhuetas de mulheres trocando de roupa e caleidoscópio de bolas de neve:

Joan Blondell cantando “Remember my forgotten man”, num dos momentos mais sócio-políticos de um musical de Berkeley, pois vemos homens vítimas da depressão, além de uma coreografia feita por soldados:

E também a cena com a canção “The Shadow Waltz” e seus violinos de neon, escadarias e vestidos rodados:

No mesmo ano ele também realiza “Footlight Parade”, em plena época de Código Hays, que proibia referências sexuais e mesmo assim ele coloca ninfas em cascatas em lindos balés aquáticos:

Ele não media esforços para realizar suas complicadas sequências de dança, tendo problemas com orçamentos e utilizando os atores e bailarinos madrugadas à dentro.

Um detalhe interessante é que Busby tinha a maioria de suas ideias ao tomar banho de banheira.

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Em “Dames “(1934), o número de abertura já nos mostra ousados planos da câmera virando de cabeça para baixo, passando por entre as pernas das dançarinas e elas voando em direção à câmera:

Outro dos números de destaque era “I only have eyes for you”, estrelado por Ruby Keeler e com o balé de máscaras de seu rosto e as dançarinas todas parecendo com ela:

Em 1935, ele lança “Gold Diggers of 1935”, concorrendo ao Oscar pela maravilhosa sequência de um mini-filme dentro do filme intitulado “The Lullaby of Broadway” onde conta a história de uma dançarina que tem um destino trágico:

No final da década de 30, Busby sofre um grave acidente ao sair de uma festa, causando a morte de três pessoas. Ele consegue escapar à condenação depois que sua mãe faz um apelo desesperado ao juiz.

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Logo em seguida, ele vai para a MGM, onde tem um esquema de produção maior, além do technicolor e as estrelas da casa como Judy Garland e Mickey Rooney. Mas ele sempre acabava estourando os orçamentos.

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Na Fox, ele coreografa Carmem Miranda no número “The lady in the Tutti Frutti hat” do filme “The gang’s all here” (1943) com seu fantástico turbante de bananas infinitas:

Porém, apesar de ser requisitado por diversos estúdios que faziam questão de seu toque, Busby era muito indisciplinado fora do set, bebia muito e não controlava suas finanças.

Após a morte de sua mãe, ele estava completamente endividado e tenta o suicídio.

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Ele acaba passando um tempo internado em uma clínica psiquiátrica e ao sair, ele é chamado por Esther Williams, a musa dos balés aquáticos, para a concepção dos números musicais de seu filme “Million Dollar Mermaid” com o este cheio de malabarismos aquáticos e fumaças coloridas:

Em meados dos anos 50, os musicais estão mais escassos e Busby se retira com sua sexta mulher para viver em Palm Springs.

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Em meados dos anos 60, houve um revival do estilo de Busby e ele é chamado para coreografar o espetáculo da Broadway, “No No Nanette”, estrelado por sua amiga de longa data, Ruby Keeler.

Busby vem a falecer aos 80 anos, de causas naturais.

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Recentemente, o ator Ryan Gosling demonstrou interesse em levar às telas a conturbada vida de Busby, mas nada foi confirmado.

Seu legado para os musicais é grandioso, ele criou um estilo próprio com suas coreografias elaboradas, as fantasias que criava para o cinema, utilizando padrões extravagantes para visualizar a música às grandes massas; nunca haverá ninguém como o genial Busby Berkeley.

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