Warning: include_once(wp-includes/images/pin.png): failed to open stream: No such file or directory in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: include_once(): Failed opening 'wp-includes/images/pin.png' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/japagirl/public_html/blog/index.php on line 2

Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/japagirl/public_html/blog/index.php:2) in /home/japagirl/public_html/blog/wp-content/plugins/instagrate-to-wordpress/instagrate-to-wordpress.php on line 48
Today’s Sound – Japa Girl












































































    Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874How sundays should be ✨❤️✨

                
       
















bloglovin



CURRENT MOON


Today’s Sound

Today’s Sound: Pete Burns por Arthur Mendes Rocha.

Pete Burns ficou conhecido como o vocalista do Dead or Alive, suas montações e agora também suas inúmeras cirurgias que acabaram por transformá-lo em outra pessoa.

Pete nasceu em 1959, de pai inglês e mãe alemã e esta sentiu desde cedo que seu filho era especial chamando-o de Star Baby.

No início de sua vida adulta, ele já mostrava interesse pela música, trabalhando em lojas de discos como a Probe Records em Liverpool, que virou ponto de encontro dos músicos da época.

Além de chamar muita atenção pelo seu visual com cabelo mega comprido com dreads, muita maquiagem, unhas postiças, tapa-olhos, além de um figurino bem andrógino. Ele afirmava inclusive que Boy George copiou seu estilo.

Em 1977, ele se dá conta que poderia cantar durante ensaios com o grupo Mistery Girls, que na verdade só tocou uma vez, abrindo um show do Sham 69.

Em 1979, ele forma o Nightmares on Wax (não confundir com o grupo de música eletrônica), grupo pós punk gótico que chegou a lançar alguns singles como “Black Leather”:

Depois de muitas trocas entre os membros da banda, em 1980, antes de uma sessão para o programa de John Peel, ele troca o nome da banda para Dead or Alive.

O primeiro single da banda foi em 1982, com “The Stranger”, que atingiu o sétimo lugar na parada de independentes e os fez assinar com a gravadora Epic. Um detalhe interessante é que nesta época fazia parte da banda Wayne Hussey (que foi para o Sisters of Mercy e depois formou o The Mission).

Em 1984 eles lançam o álbum “Sophisticate Boom Boom” que continha a música “That’s the way (I like it)” cover de K.C. & the Sunshine Band e seu primeiro top 40 hit na Inglaterra:

Foi com seu segundo álbum “Youthquake”, produzido por Stock, Aitken e Waterman (que depois produziriam Kylie Minogue, Jason Donovan, Rick Astley, entre outros) que eles alcançaram o sucesso, especialmente devido ao hit “You spin me round (like a Record), primeiro lugar nas paradas inglesas e em vários lugares do mundo:

Seu álbum seguinte “Mad, Bad, Dangerous to know” não teve o mesmo desempenho do anterior, já que não tinha um single forte, assim a música “Brand New Lover” só atingiu o 15º lugar na parada da Billboard:

O álbum ‘Nude” só teve sucesso em mercados como o Japão e Brasil, onde “Come home with me baby” chegou ao primeiro lugar na parada internacional:

Nos anos 90, a carreira do grupo ficou meio estagnada, alguns álbuns e singles de pouco sucesso. Os maiores hits continuavam sendo as coletâneas de sucessos e remixes de músicas antigas.

Pete Burns participou em 2006 do Celebrity Big Brother, reality show de sucesso na TV inglesa, onde ele voltou aos noticiários por suas declarações e por suas cirurgias, que acabaram modificando bastante seu aspecto, já que muitas delas não foram bem sucedidas.

Mesmo assim, ele continua na ativa, fazendo participações em programas na TV inglesa, além de shows (sem o Dead or Alive) como o Hit Factory, que acontecerá em Londres em julho deste ano em homenagem ao produtor Peter Waterman.

   Comentário RSS Pinterest   
 

">TODAY’S SOUND: AIR POR ARTHUR MENDES ROCHA

O duo de hoje é o Air, a dupla de música eletrônica que se apresentou esta semana em São Paulo e que acaba de completar vinte anos de estrada.

air-smoke-new-logo

O Air é composto por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, que se revezam na composição e no uso de instrumentos como os sintetizadores Moog e Korg MS-20, piano elétrico Wurlitzer, Vocoder, entre outros.

O nome deles é um acrônimo de Amour (Amor), Imagination (Imaginação) e Rêve (Sonho).

A música deles pode ser definida como downtempo/moody/ambient e possui diversas influências que vão de trilhas sonoras obscuras a rock progressivo e psicodélico de bandas como Pink Floyd, passando pelo pop de Burt Bacharach, Brian Wilson, o toque francês de Serge Gainsbourg, os sintetizadores de Jean-Jacques Perrey (falecido este ano e que já colaborou com eles), Vangelis, Jean Michel Jarre, Tomita, e passando pela disco music instrumental de Cerrone e Moroder.

air-1

Meu primeiro contato com o Air foi através de músicas deles incluída em compilações da Mo’Wax e Source (como na compilação Sourcelab).

Eles começaram a chamar a atenção quando a música eletrônica produzida na França teve um resurgimento por volta de 1996, o chamado French touch ou French house que tomou conta das pistas neste período.

air_pic

Apesar da música do Air não ser dançante, por serem franceses, eles eram parte daquela revolução sonora que os franceses vinham fazendo na música eletrônica.

O Air era um sopro de novidade num período de música mais pesada, era a trilha perfeita para ouvir numa atmosfera mais calma, relaxando em casa ou num chill out com amigos.

airpr140111

Como um crítico musical bem definiu, o Air faz música elegante e climática para a trilha de um filme imaginário.

Os dois se conheceram na faculdade de Versailles, onde Godin estudava arquitetura e Dunckel matemática.

Nos primórdios do Air, os dois participaram de um projeto chamado Orange, do qual também fazia parte Alex Gopher (DJ e produtor da cena francesa), que foi quem os apresentou e que acabou saindo da banda.

air-1

Com a saída de Gopher, o Orange acaba se tornando o Air, isto em 1995.

Durante o período de 1995 a 1997, eles lançaram alguns singles incluídos no EP ‘Premiers Symptêmes” (que foi relançado com o sucesso da banda).

air-records

O primeiro single que ouvi deles foi “Casanova 70”, um downtempo cheio de texturas e que nos dava a sensação de estar dentro de um filme cool:

Outro single que me apaixonei mais ainda foi a atmosférica “Le soleil est prés de moi” (abaixo com imagens do DVD deles, “Eating, Sleeping, Waiting & Playing”):

Mas isto tudo era apenas um ensaio do que estava por vir na carreira deles com o lançamento de “Moon Safari”, o primeiro álbum da banda propriamente dito, um disco que mudou vidas e que se tornou a trilha do início de 1998, quando foi lançado pela Virgin (com quem o duo havia assinado).

O disco foi um hit absoluto entre os admiradores de eletrônica e de novas sonoridades.

air-moon

Os dois se dividem nos diversos instrumentos presentes no álbum que, além de sintetizadores incluem baixo, guitarra, percussão, piano, pandeiro e até flauta pan.

Entre os destaques do disco estavam:

- ‘La Femme D’Argent’- música instrumental cujo vídeo conta um pouco da história de Moon Safari, prestem atenção nos textos dos monitores:

- “Sexy Boy” – música chave da banda, com sua batida sensual, um dos grandes hits deles. Abaixo o vídeo dirigido por Mike Mills (habitual colaborador da banda, designer gráfico e diretor do filme “Beginners”) que mistura animação, um macaco e live action, tendo ao fundo NY:

Capa do single de "Sexy Boy", com o macaquinho do video.

Capa do single de “Sexy Boy”, com o macaquinho do video.

- “All I need” – com os lindos vocais de Beth Hirsch, que eles conheceram na casa de um produtor do mesmo bairro deles (Montmartre), escutaram suas demos e ela virou colaboradora da banda, inclusive ajudando a co-escrever as letras e a melodia. O video também foi dirigido por Mills:

- “Kelly watch the stars”- música feita em homenagem a Kelly, personagem de Jaclyn Smith no seriado ‘Charlie’s Angels” (As Panteras) e das músicas mais emblemáticas deles:

O duo era a sensação daquele momento, ganhando a capa de várias publicações como a The Face, além de ser disco de ouro na França e de platina na Inglaterra.

air-face

Depois de vários shows esgotados pelo mundo a fora, seu próximo trabalho era aguardado com curiosidade.

Sofia Coppola, que estava então estreando como diretora, os convida para fazer a trilha de “The Virgin Suicides’, em 2000; nada melhor para um duo que tinha em trilhas sonoras uma de suas grandes inspirações. O destaque vai para a música tema, ‘Playground Love’, onde os vocais são de Gordon Parks (que na verdade é o pseudônimo de Thomas Mars, vocalista do Phoenix e marido de Sofia), com seu clipe onde um chiclete ‘canta”e vai passeando por cenas do filme:

Eles também remixaram artistas como Neneh Cherry, Depeche Mode, David Bowie, entre outros.

Além de colaborarem com sua musa Françoise Hardy nas músicas “Jeane’ e ‘Au fond du revê doré”.

Seu próximo disco com novas canções é lançado em 2001, “10 000 Hz Legend’ e mostra que eles desejavam mudar um pouco a sua sonoridade, com influências mais roqueiras, mas do rock mais atmosférico e espacial. Um dos singles era ‘How does it make you feel’:

Um dos convidados do álbum era Beck, que participa de duas faixas, entre elas “Don’t be light”, com animação da dupla Myrkz & Moriceau (que também já fez clipes de Sébastien Tellier, The Avalanches, entre outros):

Em 2003, eles fazem uma interessante colaboração com o escritor italiano, Alessandro Baricco, na qual o autor narra cenas de seu livro ‘City” tendo ao fundo a música do Air, e lançam a experiência no disco ‘City Reading (Ter Storie Western).

air-4dd69d958f42c

Seu próximo trabalho, ‘Talkie Walkie”, é lançado em 2004, com todas as canções interpretadas por eles e que incluía o single, ‘Cherry Blossom Girl”, cujo vídeo chegou a ser censurado e teve a direção de Kris Kramski (diretor de cinema pornô):

Outra música incluída no disco era “Alone in Kyoto’, composto especialmente para o filme de Sofia Coppola, “Lost in Translation”:

Também merecem destaques as faixas “Surfing on a Rocket’ e ‘Alpha Beta Gaga”:

Fora que todas as faixas do Air, desde o começo, já ganharam versões dos artistas de maior destaque da música eletrônica como Joakim, Juan McLean, Cassius, Étienne de Crécy, Simian Mobile Disco, Danny Krivit,entre outros.

Eles também produzem, em 2006, o álbum de Charlotte Gainsbourg, “5:55’.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

O Air gravando com Charlotte Gainsbourg.

No mesmo ano, Dunckel lança o seu projeto solo, ‘Darkel”, masterizado pelo antigo amigo Alex Gopher.

O próximo disco do Air só é lançado em 2007, ‘Pocket Symphony”, que utiliza instrumentos japoneses como o koto (uma harpa de chão) e o shamisen (um banjo de três cordas), e tem a colaboração de Jarvis Cocker (do Pulp) e Neil Hannon (do Divine Comedy).

Uma das faixas era “Mer Du Japon’, com influências da banda Taxi Girl, de Mirwais (produtor de Madonna em discos como ‘Music’):

A capa do disco, com duas estátuas deles transparentes, é do artista francês Xavier Veilhan.

air-pocket_symphony-air_480

Outra música do disco é a linda ‘Once upon a time”, que como o próprio título diz, é uma espécie de fábula:

Em 2009, eles lançam um novo disco, ‘Love 2”, com músicas como “Sing Sang Sung’, um delicioso pop com vídeo animado novamente por Myrkz & Moriceau:

Em 2010, tive a chance de vê-los ao vivo no Rio, quando vieram se apresentar pela primeira vez no país, tocando seus maiores hits num show inesquecível.

air-1-1

Vestidos sempre impecavelmente, seja com conjuntos safári ou usando muito branco, eles são elegantes, assim como seu som.

O Air ainda lança mais dois discos: um em 2012, ‘Le Voyage dans la lune” (inspirado pelo homônimo filme de Georges Méliès) e outro em 2014, ‘Music for Museum” (encomendado pelo Palais dês Beaux-Arts de Lille).

Este ano eles estão totalmente dedicados a “Twentyyears”, a nova coletânea de sucessos deles, editada em edição especial em vinil, contendo dois discos coloridos, além de cd triplo, sendo que um somente de raridades e remixes.

air-special-edition

Além disso, eles estão fazendo turnê mundial para divulgar o disco e fazer um apanhado de sua carreira.

Segundo declarações, os dois não imaginam gravando um novo disco tão cedo, mas esperemos que isto não signifique o fim de uma das bandas mais cool surgidas nos anos 90/00.

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: GINA LOLLOBRIGIDA POR ARTHUR MENDES ROCHA

E finalizando os posts de divas italianas, hoje falamos de uma das maiores de todas as estrelas que a Itália nos trouxe: Gina Lollobrigida.

gina4

Atriz, fotógrafa, escultora, são várias as atividades que ela se dedicou (ou se dedica), mas ela ficou mesmo famosa por sua beleza, sensualidade e interpretações que conquistaram o mundo.

Linda, ela estraçalhou corações desde Howard Hughes ao Príncipe Rainier e voltou aos noticiários recentemente por homens que disputam seu amor e fortuna.

gina-lollobrigida7

Gina já contracenou com os maiores astros, desde Sinatra, passando por Yves Montand, Rock Hudson, Burt Lancaster, Marcello Mastroianni, Steve McQueen, Yul Brynner, Sean Connery, Errol Flynn e muitos outros.

Ela já foi dirigida por diretores como John Huston, King Vidor, Carol Reed, Vittorio De Sica, Robert Siodmak, isto só para citar alguns.

gina-lollobrigida

Gina nasceu de uma família simples, enfrentou dificuldades na guerra, mas conseguiu trabalho como modelo e ajudava a sustentar a família.

gina-lollobrigida12

Em 1945, ela estuda pintura e escultura no Instituto de Belas Artes de Roma, até que um descobridor de talentos a convence a participar de filmes rodados na Cinecittà (a Hollywood italiana).

No começo ela recusa, mas já mostra que possuía métodos de persuação, já que os produtores acabam lhe pagando mais do que haviam imaginado.

Em 1947, ela participa de concursos de beleza como o Miss Itália, no qual fica em terceiro lugar (junto com a amiga Silvana Mangano).

gina_lollobrigida

Em 1949, ela se casa com Milko Skofic, que vira seu manager e com o qual ela tem um filho, Andrea.

Em 1950, Howard Hughes a chama (sozinha) para fazer testes em Hollywood, depois de ver fotos suas de maiô e ter ficado enlouquecido com “La Lollo”.

gina-lollobrigida10-twlight-of-the-goddess-vf

Porém, ela não se rende aos avanços de Hughes, mas, por insistência deste, assina um contrato. Mais tarde ela declarou ser muito ingênua e não percebera como Hughes era muito mais interessante que seu marido.

Depois de participar de vários filmes, seu primeiro papel importante acontece em 1953 com o filme “Pane, Amore e Fantasia” (Pão, Amor e Fantasia), no qual ela conquista público e crítica no papel de Maria de Ritis ao lado do veterano De Sica, sob a direção de Luigi Comencini.

Gina em 'Pão, amor e fantasia".

Gina em ‘Pão, amor e fantasia”.

No mesmo ano, ela já faz sua estreia no cinema americano pelas mãos de John Huston e tendo como colega de elenco, Humphrey Bogart no filme “Beat the Devil” (O Diabo riu por último).

Gina com Humphrey Bogart em 'Beat the devil".

Gina com Humphrey Bogart em ‘Beat the devil”.

Gina começava a ser notada pelo mundo, a ponto de estampar a capa da revista Time em 1954.

gina-time

Em 1955, ela vence seu primeiro David di Donatello como melhor atriz por ‘La Donna più bella del mondo”(A mais bela mulher do mundo). Uma curiosidade: Gina canta todas as músicas do filme como “La Spagnola’ abaixo:

E também a ária de “Tosca” (pela qual recebeu elogios da própria Maria Callas):

Em 1956, ela é dirigida por Carol Reed no drama circense, ‘Trapeze” (Trapézio), no qual ela é disputada por Burt Lancaster e Tony Curtis.

gina-lollobrigida-twlight-of-the-goddess-vf

Gina com Burt Lancaster (à esq.) e Tony Curtis numa cena de “Trapeze”.

Foto promocional de "Trapeze".

Foto promocional de “Trapeze”.

No mesmo ano, mais um sucesso: a versão para o cinema do clássico da literatura mundial, ‘O Corcunda de Notre Dame”, onde ela brilha como Esmeralda, a paixão do corcunda Quasimodo vivido por Anthony Quinn.

gina7

Gina como Esmeralda em ‘O Corcunda de Notre Dame”.

Em 1959, ela estrela como a Rainha de Sabá na superprodução de King Vidor, “Solomon and Sheba” (Salomão e a Rainha de Sabá), desfilando figurino criado por Ralph Jester (de “Os dez mandamentos’) que acentuavam suas belas formas.

gina2

A cena inicial, de uma orgia, foi retratada de maneira realista para um filme hollywoodiano de época, como vemos no clipe abaixo, com Gina no ápice de sua sensualidade arrasando numa dança pagã:

Ainda em 1959, ela é dirigida pelo mestre Jules Dassin (de “Rififi”) no filme “The Law’ (A Lei dos Crápulas”), contracenando com Mastroianni e Yves Montand.

E também no mesmo ano, ela ainda contracena com Frank Sinatra e Steve McQueen em ‘Never so few” (Quando explodem as paixões).

Gina com Frank Sinatra em "Quando explodem as paixões".

Gina com Frank Sinatra em “Torrente de paixões”.

O estilo de Gina conquistava cada vez mais as plateias e seu estilo era copiado e admirado por todos: as mulheres queriam ser como ela e os homens a desejavam.

Em 1961, ela faz uma ótima dupla com Rock Hudson no filme ‘Come September’ (Quando setembro vier). Ela chegou a declarar que Hudson não parecia ser gay, já que demonstrava sentir algo quando a beijava e que ele foi a pessoa mais adorável com quem já trabalhou; os dois fazem outro filme juntos em 1965 (‘Amor à italiana”).

Gina e Rock Hudson em 'Come September".

Gina e Rock Hudson em ‘Come September”.

Em 1964, mais um filme interessante, desta vez ao lado de Sean Connery (o mais famoso James Bond) sob a direção do britânico Basil Dearden (diretor de filmes sobre temas polêmicos como racismo e homossexualismo nos anos 60).

gina-and-sean

Porém, o restante de seus filmes desta época ou são muito comerciais ou não fazem o sucesso esperado.

Com o seu divórcio, ela passa a ser disputada por Rainier, o então Príncipe de Mônaco, que era casado com Grace Kelly, mas não podia ver a italiana por perto que ficava flertando com ela.

No final dos anos 70, ela se dedica mais á fotografia, retratando celebridades e políticos como Fidel Castro, com quem consegue uma entrevista exclusiva.

gina-photo2

Gina já fez mais de 60 filmes e durante os anos 80 ela também faz televisão, aparecendo em episódios de ‘The Love Boat” (O Barco do amor) e também em ‘Falcon Crest’ (em papel idealizado para sua ‘rival’ Sophia Loren).

gina-lollobrigida-gina_nrfpt_02

Além disso, ela faz algumas aparições na TV italiana, mostrando outro de seus talentos, o de cantora, como a vemos abaixo interpretando ‘Bésame Mucho’:

Seu último filme foi em 1997, mas ela continua admirando o cinema e participando de festivais, seja no júri ou homenageada.

Como ela mesma afirma, ela acabou sendo atriz por acaso, já que o que estudava era pintura e escultura.

gina-lollobrigida11

Com o passar dos anos, Gina continua arrebatando corações, desta vez de homens mais jovens como Javier Rigau y Rafols que era 27 anos mais moço que ela. Eles marcam casamento em 2006, mas a atriz acaba desmarcando.

Porém, ele se mostra um interesseiro de primeira, ao “forjar” um casamento com a atriz, utilizando uma substituta que se faz passar por Gina.

gina8

O bafo foi tal que até hoje continua a briga entre advogados para provar que o casamento foi uma farsa.

Neste meio tempo, Gina ainda se envolveu com outro jovem, Andrea Piazzola, que agora é seu manager, para desespero do ex-marido e do filho, já que Gina está com 87 anos e eles não a julgam assim tão sã.

Ultimamente Gina se dedica também a esculpir, ela é fã do trabalho de Jeff Koons e já expôs em vários lugares com a ajuda de Piazzola.

Mesmo loira Gina continua linda, ainda mais vestindo Pucci.

Mesmo loira Gina continua linda, ainda mais vestindo Pucci.

A última que a envolve é uma ação movida pelo próprio filho, alegando que sua mãe precisa de um administrador para seus bens, já que ela já não responde pelos próprios atos.

Com todos estes bafos, Gina está aí, continua frequentando eventos sociais, sempre montada em roupas extravagantes, pencas de joias e nem aí para o que vão pensar sobre ela.

Foto mais atual de Gina.

Foto mais atual de Gina.

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: ALIDA VALLI POR ARTHUR MENDES ROCHA

A diva italiana de hoje é Alida Valli, atriz que tem no seu currículo trabalhos com Hitchcock, Visconti, Antonioni, Carol Reed, Bertolucci, Pasolini, Dario Argento, Georges Franju, entre outros; tendo participação em mais de 130 filmes dos mais diversos gêneros.

alida-valli-alida_03

Valli além de tudo tinha um título de nobreza, sendo batizada de Baronesa Alida Maria Laura Altenburger Von Marckenstein-Frauenberg;  mas claro que para ser uma atriz ela teve que diminuir este pomposo nome.

Ela decidiu pela carreira artística aos quinze anos, quando ingressou na escola de atores e diretores, o Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma.

alida3-1

Foi graças ao estímulo de professores de lá como Francesco Pasinetti que ela investiu na carreira de atriz de cinema, tendo iniciado por uma pequena participação em “I due sergenti” (The Two Sergeants), em 1936.

Entre 1937 e 1939, ela participa de dez filmes, incluindo ‘Mille lire al mese” (Vida apertada), seu primeiro grande sucesso comercial.

Seu salário ia aumentando a cada filme, principalmente nos gêneros comédia e romance, e ela percebe que poderia ajudar a sustentar a família.

alida5

Em 1941, ela é escolhida como a heroína de “Piccolo Mondo Antico”, dirigida por Mario Soldati, mostrando seu talento em papel dramático que lhe rendeu um prêmio especial de melhor atriz no Festival de Veneza.

Mesmo durante a segunda guerra, ela faz sucesso no filme “Strasera niente de nuovo”, de 1942, onde ela mostra seus dotes de cantora, interpretando a canção “Ma l’amore no”, música que embalou vários romances na época:

No mesmo ano, ela também mostra seu talento dramático em ‘Noi Vivi” (Almas Pecadoras).

Em 1944, ela se casa com o pianista de jazz e pintor, Oscar de Mejo e com ele tem um filho, Carlo.

Encantado com sua beleza e talento, David Selznick (o famoso produtor de “E o vento levou”) achou que havia descoberto uma nova Ingrid Bergman e a contratou para alguns filmes na América.

alida-valli-09

Inclusive quando ela tentou conseguir o visto americano, este lhe foi negado por boatos de que ela era simpatizante do fascismo e havia se envolvido com um nazista, mas isto nunca chegou a ser provado.

Seu primeiro trabalho nos EUA foi em “The Paradine Case” (Agonia de Amor), em 1947, ao lado de Gregory Peck, considerado um dos filmes menos badalados de Alfred Hitchcock, pois o diretor já estava cansado de sua parceria com Selznick.

alida-e-gregory

Alida Valli com Gregory Peck em foto promocional para “The Paradine Case” de Hitchcock.

Na América, os produtores optam por denominá-la apenas como Valli, para que soasse mais ‘exótico” para as plateias americanas.

Em 1948, ela estrela o filme “The Miracle of the Bells” (O Milagre dos Sinos), onde ela contracena com Frank Sinatra e Fred MacMurray (de “Double Idemnity”). Valli ficou completamente apaixonada por Sinatra durante as filmagens e chegou a declarar: “Ele (Sinatra) foi a minha maior paixão (não correspondida)”.

Valli entre Fred MacMurray (à esq.) e Frank Sinatra em foto de "The Miracle of the Bells'.

Valli entre Fred MacMurray (à esq.) e Frank Sinatra em foto de “The Miracle of the Bells’.

Mas o filme de língua inglesa que Valli realmente arrasa é em “The Third Man” (O Terceiro Homem”), filme que se tornou um clássico britânico de espionagem, uma trama cheia de reviravoltas e com elenco excepcional que inclui Orson Welles e Joseph Cotten.

Valli em cena de 'The Third Man", ao lado de Joseph Cotten,

Valli em cena de ‘The Third Man”, ao lado de Joseph Cotten,

A fotografia em p&b é nada menos que exuberante, cheia de climas e jogos de sombras, uma atmosfera bem noir. O filme entrou para a história do cinema como um ds melhores filmes de todos os tempos.

Alida Valli em foto promocional de 'The Third Man".

Alida Valli em foto promocional de ‘The Third Man”.

Seus próximos filmes são produções medianas, com bons atores, mas nada de expressivo.

Até que em 1954, já de volta à Europa e separada do marido, ela é chamada para filmar com o genial Luchino Visconti, no filme ‘Senso’ (Sedução da Carne).

Valli sendo dirigida por Visconti em "Senso".

Valli sendo dirigida por Visconti em “Senso”.

O filme é um melodrama, onde ela está belíssima como uma condessa que se apaixona pelo homem errado, papel vivido por Farley Granger (de “Strangers on a train’), que a faz sofrer por amor.

alida-valli4-theredlist

Valli com Farley Granger numa cena de “Senso”.

‘Senso’ lhe trazia novamente para a Itália, mais perto da plateia que a consagrara e acaba sendo um sucesso de público e crítica.

alida-senso

Depois disso, ela resolve se dedicar mais ao teatro, encenando peças da Broadway na Itália, afastando-se por um período do cinema.

Em 1957, ela é requisitada por outro grande diretor, ainda em início de carreira: Michelangelo Antonioni, que filma com ela, “O Grito”.

alida-valli2-theredlist

Porém o sucesso deste período é eclipsado por um escândalo: ela se envolve com um amigo do ex-marido, Piero Piccioni, filho de um ministro, que se envolve no caso Montesi, que agita a sociedade italiana. O caso envolvia a morte de uma jovem, Wilma Montesi, cujo corpo havia sido encontrado numa em uma praia.

Seu então namorado é um dos suspeitos e Valli é chamada para depor em favor dele, sendo que o caso nunca foi resolvido e isto acaba por lhe trazer má publicidade.

alida-starlet

Ela continua filmando e no início dos anos 60 casa novamente, desta vez com o diretor Giancarlo Zagni (de “A Beleza de Hipólita”), e se muda por um tempo para o México.

Durante a década de 60, ela fará filmes bastante interessantes como o clássico do terror “Les yeux san visage” (Olhos sem rosto) de Georges Franju e “Édipo Rei’ de Pasolini, além de algumas participações em seriados americanos como “Combate’ e ‘Dr. Kildare”.

alida-linda

Com a chegada dos anos 70, ela filma com Bernado Bertolucci em “Strategia del ragno” (A Estratégia da Aranha) e também “1900”, bem como estrela em alguns filmes de terror, com destaque para o incrível “Suspiria” de Dario Argento.

No teatro ela ainda aparece em diversas peças, como uma versão de ‘Lulu’ sob a direção de Patrice Chéreau (de ‘A Rainha Margot”).

alida3

Durante os anos seguintes, Valli filma produções menores, algumas de exploitation, bem como minisséries para a TV.

No teatro ela fez peças de Pirandello, Ibsen, Arthur Miller, entre outros autores de prestígio.

Em 1997, o Festival de Veneza lhe premia com o Leão de Ouro especial pela sua carreira dedicada ao cinema.

alida-mais-velha

Ela filmou até 2002, sendo que seu último filme foi ‘Angel of Death” (O Anjo da Morte) com Mira Sorvino.

A atriz veio a falecer em 2006, aos 84 anos.

Valli foi das grandes atrizes do cinema italiano e internacional, tendo atuado quase sem parar, mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida, enfrentando guerras, escândalos, mas nada abalava sua garra e paixão por interpretar.

 

 

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: VIRNA LISI POR ARTHUR MENDES ROCHA

A diva italiana de hoje é Virna Lisi, a belíssima atriz que trabalhou com diretores como Joseph Losey, Dino Risi, Mario Monicelli, Liliana Cavani, Patrice Chéreau, entre outros; era considerada a Marilyn italiana e só veio a ser reconhecida como talento bem mais tarde em sua carreira.

virna1a

Virna começou no cinema por causa de sua beleza, mesmo sem nenhum treino como atriz.

Um amigo da família, o cantor Giacomo Rondinella que a apresenta para o diretor Antonio Ferrigno, e, apesar da oposição inicial do pai, ela começa a estrelar em pontas aos quatorze anos.

É em 1953, que ela estrela seu primeiro papel de importância no filme “E Napoli canta” e no ano seguinte, ela participa do sucesso “Questa è la vita”, ao lado do popular Totó, o rei da comédia italiana.

Italian Actress Virna Lisi

Não demorou a que sua beleza chamasse a atenção de vários diretores italianos e ela fosse convidada para diversos filmes como ‘La dona del giorno”, de 1957 onde ela faz um papel mais dramático.

No início da década de 60, ela também é convidada para participar de produções para a televisão.

Virna Lisi photoshoot

Mais é durante a restante da década de 60 que ela realmente estoura como atriz e símbolo sexual, estrelando ao lado de famosos atores em produções internacionais.

virna8

Ela também se dedica ao teatro, atuando em peças de nomes famosos na época como Giorgio Strehler e Luigi Squarzina.

Em 1962, o conceituado diretor Joseph Losey a chama para estrelar no filme ‘Eva”, ao lado de Jeanne Moreau.

Em 1963, ela recusa o papel de Bond girl no filme “From Russia with love”, decisão da qual se arrependeu.

virna5

Em 1964, ela contracena com Alain Delon no filme “A Tulipa Negra”, filme de capa e espada baseada num romance de Alexandre Dumas.

Logo, Hollywood presta atenção nela e lhe oferecem um contrato na Paramount, para estrelar em filmes durante sete anos. Os produtores americanos viam em Virna uma possível substituta para Marilyn Monroe, lhe oferecendo papéis em comédias leves.

virna-mosaico

Um de seus primeiros filmes lá é “How to murder your wife” (Como matar sua esposa), de 1965, ao lado de Jack Lemmon e no qual há uma famosa cena dela saindo de um bolo apenas de biquíni:

Porém, mesmo na América, ela continua bastante requisitada na Europa.  No mesmo ano, ela estrela ‘As Bonecas”, filme de episódios no qual ela atua sob a direção de Dino Risi e ao lado de Nino Manfredi.

E também na produção “Casanova 70”, dirigido por Mario Monicelli e com Marcello Mastroianni.

virna-lisi

Virna vivia seu momento de badalação na mídia, e enquanto filmava mais uma produção americana ao lado de Frank Sinatra (‘Assault on a queen”), ela é convidada pelo diretor de arte Georges Lois, para pousar para a icônica capa da revista Esquire, onde ela aparece fazendo a barba.

Virna Lisi na capa da Esquire em 1965, uma das icônicas capas de George Lois.

Virna Lisi na capa da Esquire em 1965, uma das icônicas capas de Georges Lois.

Inclusive, dizem que Sinatra ficou louco com a atriz e queria largar tudo para ficar com ela.

Nos anos seguintes, ela ainda estrela mais filmes nos EUA como “Not with my wife, you don’t” (com Tony Curtis e George C. Scott), “A 25ª Hora” (com Anthony Quinn), entre outros.

virna-morena

Em 1966, ela atua em “Lord & Gentlemen” (filme premiado em Cannes) e no ano seguinte ela vive ‘Arabella”, comédia de sucesso com Terry Thomas.

Até que em 1968, ela é convidada para estrelar em “Barbarella”, mas ela recusa e o papel acaba indo para Jane Fonda.

Virna andava insatisfeita com os papéis oferecidos a ela nos EUA e rompe seu contrato, voltando para a Itália.

virna-maio

Em 1969, ela também atua em “O Segredo de Santa Vitória”, novamente com Quinn e também Anna Magnani.

Nos anos seguintes, ela continua a lutar por papéis melhores, seja no cinema como na TV.

Nos anos 70, ela se dedica mais à família, ao marido Franco Pesci e ao filho Corrad, voltando a atuar em 1978, no filme ‘Beyond good na evil” de Lilianna Cavani, mostrando que havia voltado para se dedicar a papéis mais maduros e desafiadores.

virna9

Em 1979, ela ganha o prêmio David di Donatello pelo filme “The Grasshopper” (A Cigarra) de Alberto Lattuada.

Durante os anos 80, ela continua a se dedicar aos filmes de arte e também a minisséries da RAI.

Foi nos anos 90 que a atriz teve seu maior momento de reconhecimento: vencer o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por sua soberba interpretação como Catarina de Médice em ‘A Rainha Margot’, ao lado de Isabelle Adjani, sob a direção de Patrice Chéreau.

Virna Lisi vencendo o prêmio de melhor atriz em Cannes em 1994, sob o olhar de Quentin Tarantino (que venceu por "Pulp Fiction").

Virna Lisi vencendo o prêmio de melhor atriz em Cannes em 1994, sob o olhar de Quentin Tarantino (que venceu por “Pulp Fiction”).

Pelo mesmo filme, ela também vence o César de melhor atriz coadjuvante, sendo a primeira atriz não francesa a ganhar o prêmio naquela ocasião.

Por ironia da vida, agora que ela estava envelhecida, é que a atriz teve o reconhecimento merecido por uma vida dedicada à arte de atuar.

Virna veio a falecer em 2014, aos 78 anos, de um câncer de pulmão fulminante.

virna-velha

Seu último filme, “Latin Lover”, foi lançado postumamente no ano passado e sua interpretação foi bastante elogiada.

A bela Virna Lisi teve uma vida inteira admirada pela beleza e nos mostrou que nunca é tarde para mostrar que o talento estava lá todo este tempo, só faltava chance dela demonstrá-lo com papéis mais intensos.

   Comentário RSS Pinterest   
 

TODAY’S SOUND: MONICA VITTI POR ARTHUR MENDES ROCHA

A diva italiana de hoje é Monica Vitti, dona de uma beleza especial e que ficou famosa por ser a musa (e esposa) de Antonioni, tendo  atuado em diversos filmes em que fez papéis de mulher moderna e liberada.

monica1a

Vitti encarnava uma mulher mais cool, um mito do feminismo, já que muitas vezes seus papéis batiam de frente com o protagonista masculino.

Ela  deixou sua marca para sempre como a atriz dos filmes da trilogia da incomunicabilidade de Antonioni; ela é dona de uma beleza especial, diferente dos padrões do cinema italiano, das mulheres peitudas, mas que muitas vezes não sabia decorar suas falas.

monica-vitti_784x0

No cinema, ela começou dublando várias destas atrizes, até que teve sua chance na frente das câmeras com uma participação não creditada no filme ‘Ridere Ridere Ridere”, de 1954.

Loira, sardenta, pele bem branca, olhar distante e impenetrável, voz de timbre rouco, Vitti virou um mito do cinema italiano, dona de um estilo único, admirado por todos que amam a sétima arte.

monica-vitti-1963-karen-radkai

Ela iniciou sua carreira no teatro, formada pela Academia Nacional de Artes Dramáticas de Roma e excursionando pela Europa com algumas peças.

Em 1957, enquanto dublava uma das atrizes de ‘O Grito”, ela conhece Michelangelo Antonioni, que era o diretor do filme, através de um de seus professores de teatro, Tofano.

Vitti e Antonioni, a dupla que sacudiu o cinema nos anos 60.

Vitti e Antonioni, a dupla que sacudiu o cinema nos anos 60.

No mesmo ano, ela ingressa no Teatro Nuovo di Milano, a companhia teatral dirigida Antonioni e ele a escreve uma peça: ‘Scandali Segreti”.

Vitti sempre quis apenas se dedicar ao teatro, o cinema apareceu meio que por acaso em sua vida, tendo seu primeiro papel importante no filme ‘Le dritte”, de 1958. Ela se considerava feia para o cinema, muito magra, nariguda, vestindo sempre preto.

monica-cadeira

Certa vez Antonioni disse que ela tinha uma nuca linda, no que ela respondeu: “isto significa que você só me filmará de costas?”.

Antonioni ajeitando o cabelo de Vitti sob os olhares de Lea Massari.

Antonioni ajeitando o cabelo de Vitti sob os olhares de Lea Massari.

Ela engata um relacionamento sério com Antonioni, e o primeiro fruto desta incrível colaboração é justamente “L’Avventura”, um dos filmes mais perfeitos de todos os tempos, cada frame é altamente estudado, cada locação, cada close de Monica Vitti, no ápice de sua juventude e beleza.

monica-vitti2

O filme foi lançado em 1960 e a crítica se apaixonou por esta dupla, Vitti se torna a musa existencialista, uma estrela reconhecida no mundo inteiro.

Ela ainda ajudou a conseguir o financiamento para o filme, bem como ajudar na escolha das locações.

Vitti numa cena de "L'Avventura".

Vitti numa cena de “L’Avventura”.

monica1

Logo em seguida, Antonioni a dirige novamente, desta vez em ‘La Notte’ (A Noite), o segundo filme da sua trilogia, no qual ela tem um papel importante, mas os protagonistas são Jeanne Moreau e Marcello Mastroianni. De qualquer jeito, Vitti está lá, desta vez morena e o filme é mais um clássico absoluto sobre o relacionamento de um casal em crise.

monica-la-notte

O filme vence o Urso de Ouro no Festival de Berlim e é um sucesso internacional.

Em 1962, é lançada a terceira parte da trilogia, ‘L’Eclisse’ (O Eclipse), desta vez reunindo La Vitti com Alain Delon, num dos casais mais lindos  a surgir nas telas, numa história que levou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes daquele ano.

moica-e-alain2

Nos três filmes da trilogia, Vitti domina a tela cada vez que surge, vemos ali uma nova maneira de retratar a mulher no cinema e a direção de Antonioni é precisa.

monica-e-alain

Vittie Delon numa cena de “L’Eclisse”.

O dois fazem ainda mais um filme antes de se separarem: “Deserto Rosso’ (Deserto Vermelho), de 1964, outra pedrada de Antonioni na sociedade de consumo, num filme cheio de simbologias e com locações industriais, no belo contraponto que o diretor faz da dramaturgia com os espaços cênicos.

monica-deserto

O filme é altamente estudado em termos de cores (é o primeiro filme colorido de Antonioni), Vitti está castanha escura e contracena com o ator inglês Richard Harris. A partir daí, o casal Antonioi e Vitti resolve se separar.

monica-red

Vitti em foto de divulgação de “Deserto Rosso”.

Depois deste filme, Vitti se dedica à sua carreira internacional, participando da superprodução “Modesty Blaise”, baseada numa história em quadrinhos de sucesso, cuja heroína do título ela interpretou ao lado de atores como Terence Stamp e Dirk Bogarde.

Vitti em foto publicitária de 'Modesty Blaise".

Vitti em foto publicitária de ‘Modesty Blaise”.

Vitti com Bogarde numa cena de "Modesty Blaise".

Vitti com Bogarde numa cena de “Modesty Blaise”.

Apesar de toda a publicidade e badalação em torno do filme, este acaba sendo um fracasso de público e crítica, mas o filme tem lá seus méritos, é uma divertida produção, foi dirigida pelo mestre Joseph Losey e Vitti faz uma espécie de James Bond de saias.

monica-modesty

Vitti com Stamp divulgando o filme.

Vitti com Stamp divulgando o filme.

Vitti passa para as comédias, retratando mulheres que brigam pelo o que é seu e enfrentam o poder masculino, como no filme “La ragazza con la pistola” (A garota da pistola), de Mario Monicelli, em 1968. Ela só veste roupas pretas no filme, está de cabelos castanhos e vai para Londres atrás de vingança.

monica-la-ragazza2

O filme é um sucesso popular e Vitti vence o seu primeiro David Di Donatello (o Oscar italiano), sendo que, ao mesmo tempo, o filme critica o papel típico da mulher do sul da Itália, já que no filme ela se vinga do machão siciliano.

Vitti encarava um novo feminismo onde questionava o papel da mulher na sociedade do final dos 60 e início dos 70, se tornando um símbolo desta nova feminilidade italiana.

monica-vitti1

 

Abaixo, vídeo com clipes de vários filmes dela:

O mundo da moda também se rende aos seus encantos, ela estampa capas de revistas como da Vogue Paris, o estilo dela é admirado por estilistas e fashion insiders.

monica-vogue

Em 1970, ela é dirigida por Ettore Scola (de ‘Feios, Sujos e Malvados”) na comédia de sucesso, “The Pizza Triangle”, contracenando com duas feras: Marcello Mastroianni e Giancarlo Giannini (de ‘Mimi, o metalúrgico”). Pelo filme, ela vence o Globo de Ouro italiano.

monica-eyes

Durante os anos 70, ela segue fazendo comédias como ‘Polvere di Stelle”, sob a direção do comediante Alberto Sordi e pelo qual ela ganha outro prêmio David Di Donatello como melhor atriz de 1973.

No ano seguinte, ela trabalha com um dos grandes mestres do cinema, Luis Buñuel, no filme ‘The Phanton of Liberty” (O Fantasma da Liberdade).

mvit1

Em 1975, mais uma comédia que faz sucesso no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil: “Duck in Orange sauce” (Pato com Laranja), ao lado de Ugo Tognazzi.

monica-vitti

 

 

No restante da década, ela segue fazendo comédias e filmes menores, até que em 1981, ela volta a se unir a Antonioni para rodar o filme “The Mistery of Oberwald” (O Mistério de Oberwald). O filme é bem recebido pela crítica, mas não tem o mesmo alcance dos filmes da trilogia que fez com ele nos anos 60.

vitti

Vitti continuará fazendo alguns filmes durante os anos 80, até que resolve dirigir seu próprio filme em 1989, “Scandalo Segreto” (Secret scandal), porém o filme não obtém sucesso e ela se retira de vez do cinema.

La Vitti está viva, porém reclusa; seu sumiço é atribuído ao mal de Alzheimer, que contribuiu ainda mais para seu afastamento.

vitti_monica

Teremos sempre na memória suas incríveis participações nas obras-primas de Antonioni, numa das colaborações mais frutíferas que o cinema italiano e mundial nos proporcionou, bem como sua nova concepção de heroína de comédias italianas entre 1960/70.

   Comentário RSS Pinterest