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Eco – Japa Girl












































































    Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
#flordesaomiguel #violeteira #ravenala #kaizukaPapa Pirate & Mama Mermaid
#agathalunaJust opened! #cattleyaThe Death of Cleópatra 
Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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Eco

O Fim do Marfim

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O termo “memória de elefante” é absolutamente verdadeiro.

Elefantes são capazes de lembrar de uma pessoa (ou outro elefante) durante anos e o seu cérebro é o maior entre os mamíferos terrestres.

Já os pacatos rinocerontes podem passar seus 50 anos de vida em apenas um lugar.

Tranqüilos, geram um filhote por vez e engravidam a cada 5 anos.

As duas espécies são os maiores mamíferos terrestres e as duas espécies sofrem uma covardia sem precedentes na caça ilegal de seus preciosos chifres e presas.

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Uma crendice, muito popular na China e no Vietnã, de que o pó de seus chifres teria propriedades medicinais ou milagrosas que curam de ressaca até o Câncer. 

A ciência já provou que nada há de verdade nessa ideia.

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Harold Varmus, vencedor do Prêmio Nobel por seu trabalho na pesquisa do câncer e chefe do Instituto Nacional do Câncer nos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, publicou uma nota em seu blog derrubando o mito do chifre de rinoceronte como cura do câncer, que foi divulgada em cerca de 300 publicações.

Harold Varmus, prêmio Nobel na pesquisa do câncer, derruba o mito do chifre de rinoceronte como cura.

Harold Varmus, prêmio Nobel na pesquisa do câncer, derruba o mito do chifre de rinoceronte como cura.

O pó de chifre é o produto natural mais caro do mundo, chegando a custar, em dólar, cinco vezes mais que o ouro.

Transformados no objeto do desejo de centenas de milhares de pessoas, 1 quilo do pó de chifre de rinoceronte chega a custar 60 000 dólares, em Taiwan.

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A maioria do marfim – segundo especialistas, cerca de 70% — vai para a China e Taiwan.

Embora os chineses cobicem o material há séculos, nunca antes tantos puderam pagar por objetos de marfim, sinal de família próspera.

O crescimento econômico chinês criou uma imensa classe média.

A demanda aumentou tanto que atualmente as presas de um único elefante adulto podem valer mais de dez vezes a renda anual média per capita de vários países africanos.

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Por baixo, pelo menos 25 mil elefantes e 500 rinocerontes são mortos todos os anos ilegalmente.

Usam de artilharia pesada com aparelhagem para visão noturna, armas silenciosas e drogas veterinárias tornando os animais alvos fáceis. 

Foto de George Steinmetz

Foto de George Steinmetz

Foto de George Steinmetz

Foto de George Steinmetz

O ano de 2011 foi recorde de venda de marfim no mundo.

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Michael Nichols, National Geographic Wildlife Photographer

Michael Nichols, National Geographic Wildlife Photographer

Em 2012, completando 30 anos de combate à caça, Paul Onvango, administrador de parques florestais africanos encontrou  vinte e dois elefantes mortos, incluindo vários filhotes, amontoados em uma savana, muitos mortos com uma única bala na cabeça.

Tiros de elite.

Ninguém levou carne nem deixaram rastros naturais de caça.

Só levaram chifres. 

Dias mais tarde um helicóptero do exército voando bem baixo, desvia sua rota após ser flagrado.

Photo by MICHAEL NICHOLS - Os elefantes órfãos estabelecem laços fortes com seus "guardiões" e vice-versa.

Photo by MICHAEL NICHOLS – Os elefantes órfãos estabelecem laços fortes com seus “guardiões” e vice-versa.

Photo by Michael Nichols

Photo by Michael Nichols

A África está enfrentando um massacre de elefantes de proporções épicas.

O marfim parece ser o novo financiador das guerras africanas, retirado de zonas de batalha remotas, facilmente convertido em dinheiro e agora abastece conflitos pelo continente e compra de armas para grupos extremistas.

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 “Elementos de nosso exército estão envolvidos,” reconheceu o major Jean-Pierrot Mulaku, promotor militar do Congo.

“É um dinheiro fácil”.

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Vários destes militares ganham cerca de cem dólares por mês e mal sustentam suas famílias.

Fácil e covarde é o recurso dos mafiosos que na intenção de lucros inescrupulosos, topam qualquer atrocidade, matam sem compaixão e cospem na extinção. 

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No passado eram cerca de 30 espécies de rinocerontes.

Das cinco atuais, a mais abundante e estudada é a do rinoceronte-branco africano.

Os de Java são os mais atingidos pela caça, enquanto o da Índia são sagrados e numerosos.

Quanto aos elefantes são encontradas duas espécies na África e na Ásia, o Loxodonta africana, da savana e Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas.

Foto de Nick Brandt

Foto de Nick Brandt

Abatidos, rinocerontes ainda vivos têm seus chifres serrados até a base, atingindo a carne.

Feridos, agonizam e morrem abandonados.

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Como o chifre do rinoceronte é formado por substância bem similar a pelos e unhas condensados, os veterinários protetores da espécie, cortam as presas com respeito e sem dor, que elas crescem cerca de 17cm por ano.

Desta maneira sem chifres, eles não são caçados.

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Uma solução pacífica para a tradição do uso do marfim.

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Há 26.000 anos atrás esculpia-se com marfim para se fazer utensílios domésticos e esculturas primais com dentes de Mamute, como Vênus de Lespugue (Museu de História Natural, Paris).

Na Grécia antiga, os escultores detalhavam suas esculturas com o material e com ouro.

No império bizantino ele resurgiu na decoração e nas capas de evangelhos. 

No século 20 eram usados para fazer bolas de bilhar e teclas de piano.

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Despertai as consciências e percebam que o planeta tem um câncer difícil de tratar, o gênero Humano, que possivelmente, assinará mais um legado maldito de ter exterminado dois de seus maiores mamíferos terrestres da atualidade.

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Viva Ganesh, o deus hindu da sabedoria, que possui cabeça de elefante e carrega em sua memória os tempos onde elefantes e humanos sabiam se favorecer mutuamente. 

Ganesh, Deus hindu da Sabedoria

Ganesh, Deus hindu da Sabedoria

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Horta Arte

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Alimentos orgânicos tem mesmo um sabor próprio, plantado por você fica ainda melhor.

Esta experiência tornou-se uma tendência mundial e a agricultura urbana cresce em lares, praças e coberturas de prédios pelo mundo afora.

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A atividade de plantio é para ser prazerosa e funciona para muitos como uma  terapia que economiza dinheiro, promove saúde, diminui a compra de verduras e temperos com agrotóxicos, desestimulando a produção em massa de alimentos e todos os malefícios da monocultura.

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Com sementes de boa vontade, uma dose de tempo e um espaço minimamente adequado você pode fazer um jardim comestível aliando nutrição, decoração e sustentabilidade.

Incrível a quantidade de alimento que se produz em beirais, paredes em quintais e potes em locais ensolarados da casa.

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Para começar sua mini-roça é necessário um passo a passo do hortelão urbano.

 1.   Certifique se o local recebe sol ao menos 2 horas por dia.

2.   Espécies como o alecrim, boldo, hortelã, salsa e coentro são fáceis de plantar e simples de cuidar.

3.   Uma vez por dia regue, uma vez por semana trate a terra com adubação orgânica e um olhar bem detalhado se não há presença de invasores, pragas e pulgões.  (Se vc adquirir um minhocário a adubação e a defesa são caseiras e ainda contribuem para diminuir seu resíduo orgânico, mas  também se encontra o produto em comércios que vendem plantas).

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O cuidado com sua horta te transporta para o início da nossa humanidade.

Humanidade e Húmus têm a mesma raiz linguística e como o alimento sempre foi elemento central na experiência humana, me pergunto quando foi que o homem esqueceu que faz parte da natureza?

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 A saúde humana está intimamente relacionada com a saúde dos recursos naturais.

Cuidando-se de um o outro é beneficiado.

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Os ingleses, como sempre, sustentam o título de vanguarda do planeta, seguido pelos alemães e disseminado pelos americanos.

Em Londres a agricultura urbana já faz parte da política de produção de alimentos e terrenos baldios e praças pouco ou nada aproveitados estão dando espaço para o movimento dos hortelões, cidadãos que cuidam de parte de seu alimento através de jardins comestíveis!

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 O prefeito de Nova York Michael R. Bloomberg, criou uma inciativa chamada PlaNYC,  onde pede aos órgãos municipais para identificarem  lotes vagos que possam ser reivindicados para a agricultura urbana.

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Em São Paulo Movimento dos Hortelões Urbanos nasceu em 2011 quando Tatiana Achcar e Claudia Visoni  ministraram uma oficina em São Paulo, sobre agricultura urbana.

Claudia Visoni, uma das criadoras do movimento Hortelões Urbanos

Claudia Visoni, uma das criadoras do movimento Hortelões Urbanos

Claudia é jornalista e agricultora urbana.

Ativista ambiental desde sempre, tendo participado da ECO 92, está sempre pensando e repensando maneiras de fazer desta nossa casa comum, um lugar melhor para se viver.

“Reciclo, reutilizo, reaproveito, reduzo mas o que não posso deixar de consumir ?”

BINGO !!! Comida, ué.

Feijão Grandú, da Horta das Corujas, na Vila Beatriz em São Paulo

Feijão Grandú, da Horta das Corujas, na Vila Beatriz em São Paulo

“Fiquei por cinco anos com minha hortinha achando que era a única do mundo fazendo isto”.

De pequenas iniciativas pessoais nasce o movimento pela internet e brota a Horta das Corujas na Vila Beatriz, zona oeste de São Paulo.

Hoje a comunidade no Facebook já conta com 1.500 pessoas.

Assim os hortelões se multiplicam e vão ocupando os espaços públicos com respeito, arte e nutrição, fornecendo alimentos sem agrotóxico, fortalecendo vínculos na vizinhança, incentivando a educação ambiental com expansão da criatividade e da consciência.

Horta do Ciclista na Avenida Paulista

Horta do Ciclista na Avenida Paulista

Hortelões Urbanos, Horta do Ciclista na Avenida Paulista

Hortelões Urbanos, Horta do Ciclista na Avenida Paulista

Da sábia horta das corujas sementes são disseminadas e em plena Avenida Paulista está cultivada a Horta dos Ciclistas, próximo a Angélica a Horta Vegana e também na zona oeste a Horta da Vila Pompéia.

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Cobertura do Shopping Eldorado, São Paulo

 

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Shopping Eldorado, São Paulo

Até o shopping Eldorado, através de um “insight”  do Gerente de Operações do Shopping, Sérgio Nagai, que uniu um projeto de compostagem dos resíduos da praça de alimentação, com um teto verde comestível no alto do centro comercial, produzindo entre as  tubulações e  antenas da cobertura: berinjela, quiabo, pimentão, tomate, alface, manjericão e hortelã.

Por enquanto, o alimento produzido é  compartilhado entre os funcionários em confraternizações.

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Esta iniciativa que se multiplica requer  disciplina e foco.

Se você tiver dois ou três amigos que topem a investida e se ligam em alimentação saudável, fica mais divertido.

Formado o grupo é  necessário encontrar o espaço adequado.

Depois ir a sub-prefeitura do seu bairro e pedir as autorizações.

Com sorte e visão da administração regional  pode-se até solicitar mão de obra local, ferramentas  e ofereça colocar uma plaquinha de apoio da sub-prefeitura.

Sabe como é…político adora uma plaquinha.

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Empresas da região também podem ser acionadas e costumam simpatizar com está fértil realização ajudando  em materiais, mutirões, mudas e outras necessidades.

Agindo a ajuda vem, lembrando sempre que este local precisa de água que não seja contaminada, manutenção e um grupo animado.

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Quando se fala em ações comunitárias, logo se entende como um movimento de periferia, algo para comunidades carentes.

Sim, todos somos carentes de uma alimentação de qualidade.

O  movimento dos hortelões urbanos, une-se diferentes classes sociais e culturais promovendo um intercâmbio de convivência e troca de saberes  caracterizando uma verdadeira biodiversidade humana, gerando benefícios igualitários  e deixando a cidade mais bonita.

Mike Lieberman, urban organic gardener

Mike Lieberman, urban organic gardener

 

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Neste momento esta prática pré-histórica junta-se a arte, construindo novas relações entre o ser humano, o alimento, o espaço público e a convivência.

Alecrim

Alecrim

Atitude de semeador na prática dos novos paradigmas.

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Saber mais:

http://www.youtube.com/watch?v=WmNZV0N0JC8&feature=player_detailpage

http://www.ted.com/talks/ron_finley_a_guerilla_gardener_in_south_central_la.html

http://whirligro.co.uk/whirli-gro-photos/

http://hortadascorujas.wordpress.com/

 

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Olha o óleo

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Conheço quem evite frituras, mas quem absolutamente não goste desta crocante maneira de preparar os alimentos, realmente, desconheço.

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Usado com bom senso, tudo pode.

O mau está nos excessos, tanto para o corpo como para o meio ambiente.

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O óleo e a gordura utilizados em frituras não se misturam com a água, pois são insolúveis.

Se o mesmo for despejado na pia ou descartado inadequadamente, causam entupimento das tubulações das casas, condomínios e redes de esgoto.

Funciona como uma graxa colante que vai unindo os resíduos formando crostas em todas as tubulações enchentes e alagamentos provenientes dos entupimentos, além de encarecer o tratamento da água em cerca de 45% .

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Após estes empecilhos causados aos sistemas de esgotos, o problema ambiental se agrava quando este mesmo óleo de fritura chega aos rios e aos oceanos.

Com a formação de uma camada sobre a água, serão aglomerados entulhos e lixos dos mais variados tipos, restringindo a passagem da luz, evitando a oxigenação e a evaporação da água.

Causando mortes e asfixia dos seres vivos aquáticos.

Oil and water flow over Ceresco Dam as oil spill cleanup continues Thursday along the Kalamazoo River. / Andre J. Jackson/Detroit Free Press

Oil and water flow over Ceresco Dam as oil spill cleanup continues Thursday along the Kalamazoo River. / Andre J. Jackson/Detroit Free Press

 

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Segundo a  Oil World, o Brasil produz 9 bilhões de litros de óleos vegetais por ano.

Desse volume produzido, 1/3 vai para óleos comestíveis.

O consumo per capita fica em torno de 20 litros/ano, o que resulta em uma produção de 3 bilhões de litros de óleos por ano no país.

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Desde montante apenas 1% do total produzido do total é coletado, ou seja, 6 milhões e meio de litros de óleos usados.

E o restante?

Mais de 200 milhões de litros de óleos usados por mês vai poluir as águas.

Embora o óleo represente uma porcentagem ínfima do lixo, o seu impacto ambiental é muito grande.

Um litro de óleo é capaz de esgotar o oxigênio de até 20 mil litros de água.

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No caso do óleo ser despejado diretamente no solo, a impermeabilização da terra é o primeiro resultado.

Dificultando, assim, a passagem da água de chuva e propiciando enchentes e esterilização do solo.

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Outro equívoco é colocar o óleo em recipientes (pet, vidros, etc) e descartá-lo no lixo que vai para o aterro.

Este também pode vazar com facilidade, sujar definitivamente os materiais que poderiam ser recicláveis e ainda escorrer para o solo contaminando lençóis freáticos.

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Algumas comunidades coletam para fabricar sabão caseiro.

Menos pior que jogar na rede, porém também é prejudicial para a saúde pessoal e ambiental,  já que contem soda cáustica e amoníaco.

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Mas o que fazer então?

A melhor alternativa é procurar alguma empresa ou entidade que reaproveite o produto.

Nesse caso, basta armazenar o óleo já frio em uma garrafa PET ou qualquer outro frasco com tampa e fazer a doação.

Não é necessário coar, apenas saia um pouquinho da zona de conforto e seja um agente ambiental.

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http://www.akatu.org.br/Temas/Residuos/Posts/Onde-entregar-o-oleo-de-cozinha-usado

http://www.ecoleo.org.br/

http://www.compactambiental.com.br

Este resíduo devidamente encaminhado é 100% reaproveitado gerando renda para uma cadeia produtiva extensa.

Das casas e empresas este óleo é coletado pelos catadores que levam para ecopontos, que venderá para beneficiadores que separarão os processos encaminhando para os recicladores que transformarão 70% em biodiesel e 30% em ração animal, desmoldantes, massas e vidraças, tintas e vernizes, lubrificantes, sabão, velas e parafinas.

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Os catadores costumam deixar recipientes de até 200 litros nos postos de coleta trocar o óleo coletado por produtos de limpeza:

A Compact Ambiental inovou a coleta de óleo dando a possibilidade de vc escolher um latão com uma ilustração do artista plástico Malusco.

Além de um objeto assinado, a Compact rastreia  a cadeia produtiva do óleo, encaminha as pets para reciclagem,  transforma o óleo em lubrificantes, troca o resíduo por produtos de limpeza ecológicos  e encaminha para um beneficiador de Biodiesel.

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Falta óleo vegetal para a produção de Biodiesel que cresce a cada dia.

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O uso de combustíveis de origem fóssil tem sido apontado como o principal responsável pela poluição do ar.

A Comunidade Européia, os Estados Unidos, Argentina e diversos outros países vêm estimulando a substituição do petróleo por combustíveis de fontes renováveis, incluindo principalmente o biodiesel, diante de sua expressiva capacidade de redução da emissão de diversos gases causadores do efeito estufa, a exemplo do gás carbônico e enxofre.

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Biodiesel é um combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel.

Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo que servem para matérias prima de sabonetes.

Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 5% de biodiesel e 95% de diesel (B5).

O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.

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The first bio-diesel soap to come to the market

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Peço licença para degustar uma Lula a Doré , que acaba de ficar pronta, sabendo que o óleo que foi frita, irá para um Ecoponto e voltará ao ciclo natural em forma de biodiesel, sabonete, velas…

Lembrando que se o óleo entope canos também entope nossas artérias.

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Abismo da existência

 

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Começa 2013, o mundo não acabou, mas milhares de espécies de animais continuam sendo extintas em ritmo frenético e jamais serão conhecidas pelas próximas gerações.

Para eles foi o final dos tempos  e o gênero humano é o maior responsável.

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Desmatamento, efeito estufa, caça predatória, monoculturas, desertificação, mudanças climáticas e outras peças do efeito dominó geram dados alarmantes.

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O relatório Planeta Vivo, elaborado pela WWF, aponta uma queda significativa na quantidade de espécies entre 1970 a 1995.

Este estudo monitorou diversas espécies e chegou a triste conclusão de que 35% dos animais de água doce foram extintos nos últimos 100 anos.

Com relação aos animais marinhos, a perda foi maior, pois atingiu a ordem de 44%.

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A União para a Conservação da Natureza mostrou que um quarto das espécies conhecidas pelo homem estão ameaçadas de extinção.

Entre estes animais, podemos destacar: o panda gigante da China, o elefante africano, o cervo-da-tailândia, o cavalo selvagem da Europa Central, o bisão da França, a baleia-azul, o leopardo, o lobo-vermelho, o orangotango, entre outros.

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No Brasil a situação não é diferente.

O tráfico de animais silvestres, as queimadas e as agressões aos ecossistemas colocaram vários animais brasileiros na triste lista negra.

São alguns exemplos: ariranha, arara-azul, cachorro-vinagre, cervo-do-pantanal,  jaguatirica, lobo-guará, mono-carvoeiro, mico-leão-dourado, onça-pintada, tamanduá-bandeira, tatú-canastra, veado-campeiro e outros tantos a beira da inexistência.

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Veja só por imagens, alguns dos animais em extinção nos últimos 20 anos.

 

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Tartaruga Gigante de Galápagos — 24 de junho de 2012

O Lonesome George (ou George, o Solitário) viveu por, aparentemente, um século.

Um bom tempo ao considerarmos que George estava habitando Galápagos tranquilamente no período de duas guerras mundiais.

A parte triste da história, no entanto, está no fato de que ele foi o último de sua espécie.

Quando vivo, o animal chegou a ser considerado uma das criaturas mais raras do mundo, especialmente por não ter tido filhos ou outro indivíduo conhecido de sua subespécie — e é possivelmente daí que vem o apelido “solitário”.

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Rinoceronte-Negro-do-Oeste — 2011

Vítima da caça desenfreada — apesar dos esforços de ambientalistas e de leis de proteção —, a subespécie de rinoceronte-negro foi oficialmente declarada extinta em 2011.

Além disso, as outras três subespécies de rinocerontes-negros restantes também estão criticamente em perigo.

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 Mergulhão-de-Alaotra — 2010

Um lago em Madagascar foi, até 2010, o lar da espécie de um pequeno pato de mergulho. No entanto, a perda de habitat e a predação por peixes carnívoros de espécies não nativas extinguiu os mergulhões-de-alaotra.

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Foca-Monge-das-Caraíbas — 2008

Os representantes dessa espécie foram caçados extensivamente durante os séculos 1700 e 1800, especialmente pela gordura desses animais ser utilizada como óleo para lâmpadas e máquinas.

O último exemplo da foca-monge-das-caraíbas foi visto com vida em 1952, mas foi apenas em 2008 que essa espécie passou a ser considerada oficialmente extinta.

A extinção dessas focas também significa o desaparecimento de uma espécie de inseto que só vivia dentro do nariz desses animais aquáticos.

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Golfinho Baiji — 2006/2007

 Bastante parecido com o boto da Amazônia, existiu por  20 milhões de ano. Em 1979 a China declarou-o em perigo de extinção.

Após a construção da represa de 3 Gargantas, que alterou de forma irrecuperável seu habitat, foi praticamente dizimando.

A Fundação de Conservação de Wuhan “Delfín Baiji”, fundada em dezembro de 1996 gastou ao redor de 100 mil dólares para a preservação de células in vitro, pelo qual talvez algum dia possamos vêlo novamente

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 Poouli — 2004

Mesmo ainda sendo listada tecnicamente como “criticamente em perigo”, esta espécie de pássaro do Havaí pode ser considerada extinta desde 2004,  já que nenhum representante foi encontrado na natureza nos últimos anos.

Muitos apontam que o principal motivo dessa extinção foi a aparição de espécies não nativas no ecossistema havaiano — o que causou o declínio dessa espécie de pássaro e um desequilíbrio na natureza.

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Mariana Mallard — 2004

Esta espécie de pato foi considerada extinta em 2004, mas o último par desses animais foi vistos na natureza ainda em 1979.

A perda de habitat — ocasionada pela drenagem de pântanos para a agricultura e pelos danos na natureza trazidos pela Segunda Guerra Mundial — foi o principal motivo que causou o declínio desta espécie, que era encontrada em apenas três ilhas do Pacífico.

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Íbex-dos-Pirenéus — 2000

A última representante desta espécie de mamífero foi morta em 2000 por uma árvore que caiu sobre ela.

Ainda assim, os cientistas tentaram manter a linhagem viva, realizando, em 2009, a criação de um clone.

Este, no entanto, morreu ainda pequeno por complicações nos pulmões.

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Uma das espécies extintas mais recentemente.

Bastante parecido com o boto da amazônia, e existiu por  20 milhões de anos.

Em 1979 a China declarou-o em perigo de extinção.

Após a construção da represa de 3 Gargantas, que alterou de forma irrecuperável seu habitat, foi praticamente dizimando.

A Fundação de Conservação de Wuhan “Delfín Baiji”, fundada em dezembro de 1996 gastou ao redor de 100 mil dólares para a preservação de células in vitro, pelo qual talvez algum dia possamos velo novamente

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Tigre-de-Java — 1994

Esta subespécie de tigre vivia em Java, uma ilha da Indonésia.

Ainda em 1984, um representante dela foi morto, mas, até 1993, os cientistas não conseguiram encontrar qualquer outra evidência de que esses tigres ainda estavam por lá.

Aparentemente, a principal causa da extinção foi a perda de habitat ocasionada pela agricultura da região.

Das oito subespécies reconhecidas de tigre, três já estão extintas: o tigre-do-bali, desde 1940; o tigre-do-cáspio, desde 1970 e o tigre-de-java.

O estatuto de conservação dos tigres-brancos não está avaliado pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

São animais muito raros que não existem em estado selvagem, apenas sob cativeiro.

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Pica-Pau-Bico-de-Marfim —1994

O último Pica-pau-bico-de-marfim foi visto na natureza em 1940.

Desde então, há vários relatos de pessoas que já avistaram esses pássaros.

Além disso, uma gravação de áudio de 2002 causou um grande alvoroço entre cientistas e aficionados, que passaram a procurar aves dessa espécie — aparentemente, o som era de um pássaro bicando uma árvore.

Apesar de algumas pistas promissoras, a ave permanece oficialmente extinta.

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Canarian Oystercatcher — 1994

Esta ave foi recolhida pela última vez em 1913 na ihas Canárias.

Supõe-se que morreram por causa do esgotamento de sua fonte de alimento ocasionado pela pesca comercial.

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Concretamente, estão ameaçadas em todo planeta 12% das espécies de aves, 23% de mamíferos, 52% de insetos, 32% de anfíbios, 51% de répteis, 25% de tubarões e 20% de raias.

Outros tantos animais são extintos desde a existência de vida.

Que a seleção natural vá fazendo suas escolhas é perfeitamente natural, o dolorido é sabermos que o padrão de pensamento contemporâneo acelera o consumismo desenfreado fazendo desaparecer em níveis alarmantes espécies animais e vegetais em todo o Planeta.

O medo não é que o mundo acabe; o medo é que ele continue o mesmo rumo ao limite da nossa própria extinção.

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Abrace o Muriqui

 

Imagem de Bart Van Dorp

Imagem de Bart Van Dorp

Jogos Olímpicos de 2016.

A tocha olímpica acenderá e se as autoridades permitirem e a opinião pública defender,  pela primeira vez uma causa ambiental se tornará símbolo mascote dos Jogos, na defesa da exuberante Mata Atlântica brasileira, onde vive o Macaco Muriqui, espécie endêmica, ameaçada severamente de extinção.

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 Conhecido também por macaco aranha é o maior primata não humano do continente americano e o maior mamífero endêmico do Brasil, podendo atingir até 1,5m de altura, 20 quilos e vive entre 10 e 15 anos.

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 Muriqui em tupi-guarani significa gente que bamboleia, que vai e vem.

De natureza dócil, foi apelidado pelos indígenas como “povo manso da floresta”.

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Foto: cortesia de Carla B. Possamai/Universidade Federal do Espírito Santo

Uma característica encantadora é que em vez de brigarem, os Muriquis têm o hábito de abraçar uns aos outros.

Abraçam para tudo.

Quando se sentem ameaçados, atraídos, felizes, satisfeitos, famintos…assim vai.

São observados neste ato solidário quando encontram outros Muriquis ou animais de outras espécies.

Abraçam-se durante o encontro de tropas ou num ritual entre indivíduos que, aparentemente, se reconhecem.

Pendurados em suas caudas fazem um grande círculo e promovem um abraço coletivo.

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Imagem de Bart Van Dorp

Na busca de alimento, procuram coletivamente e usando sua cauda comprida que funciona como um braço flexível, coloca seu corpo entre uma árvore e outra, servindo de ponte para outros integrantes do grupo passarem com facilidade.  

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Foto de Luciano Candisani

 O mundo fala de paz e os animais a promovem.

Muito temos que aprender com o comportamento desta espécie.

Foto de Paula Breves

Foto de Paula Breves

 Os Muriquis são animais herbívoros  ou seja, se alimentam de uma grande diversidade de itens vegetais: frutos, folhas, flores de árvores…

Durante a alimentação, o Muriqui demonstra seletividade e sofisticação na manipulação do alimento, sabendo muito bem separar “o joio do trigo”.

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 Precisando de grandes áreas preservadas para sobreviver, ele é um dispersor natural de sementes.

Sua conservação é estratégica, pois é considerada uma espécie “guarda-chuva”, isto é, sua preservação ajuda também à sobrevivência de outras espécies da fauna e da flora e, por tabela, de toda a Mata Atlântica.

“São reflorestadores naturais, sendo assim, muitas espécies nativas estão sobrevivendo principalmente por causa dessa dispersão natural de sementes”, explica vigorosamente Paula Breves, veterinária a frente da ONG Eco Atlântica e percussora do movimento pró-Muriqui 2016.

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São duas espécies, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) que ocorre nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia, e o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) que ocorre nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e parte do Paraná.

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 São Paulo e Minas Gerais já conseguiram um plano de manejo para ampliar a mata e os corredores verdes de alguns parques nacionais dando condições para que os Muriquis se reproduzam.

Imagem de Fernanda Tabacow

Imagem de Fernanda Tabacow

 No Rio de Janeiro a ação está iniciando e estima-se que existam cerca de 300 Muriquis no estado e uns 3.000 no Brasil.

Infelizmente não se reproduzem em cativeiro e só existem exemplares desta espécie num único jardim zoológico do mundo.

O mistério que ronda o “O Povo Manso da Floresta” é que, atualmente, todos os filhotes que nascem, são machos.

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Foto de Andrew Young

O projeto, chamado oficialmente de “Conservação do Muriqui no Rio de Janeiro” quer estudar melhor este afetivo primata e farão um levantamento da situação da espécie para a elaboração de um plano de ação estadual, mobilizando especialistas da ONG Ecoatlântica, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), entre outras instituições.

Eles pretendem estudar os hábitos deste peculiar mamífero, o que não será tarefa fácil.

Sensível, ele foge com o mínimo ruído, sua agilidade é tão grande que é praticamente impossível persegui-lo.

A desenvoltura do animal na mata, que faz lembrar a agilidade de um atleta olímpico, é um dos argumentos para fazer do muriqui a mascote dos Jogos Olímpicos do Rio.

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Foto de Luciano Candisani

 

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Foto de Fernanda Tabacow

Este macaco só muito raramente desce ao chão e nunca abandonam os bosques altos entre 600 e 1800m de altitude ao longo da costa onde a Mata Atlântica ainda existe.

Há um século atrás cerca de 100.000 muriquis viviam tranquilamente nesses bosques, porém,  a caça e as árvores abatidas para criar pastagens e núcleos urbanos, o seu território ficou reduzido e fragmentado a uns dez por cento da extensão original e o muriqui tornou-se uma das espécies mais ameaçadas de extinção

 

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 Enquanto a Floresta Atlântica vai sumindo, o Muriqui também.

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 A devastação profunda que se deu na Floresta Atlântica, desde que os portugueses pisaram o solo de Pindorama, em 1500, não acabou.

Não se fala FLORESTA ATLÂNTICA, mas MATA (que tem um significado mais restrito e urbano do que o de floresta).

Mesmo cobrindo apenas 13% do território nacional, cerca de 70% da população brasileira encontra-se na Mata Atlântica.

Inclusive, 10 das 20 cidades com maior população no Brasil estão dentro da Mata Atlântica.

Hoje apenas 10% da floresta ainda se encontram de forma nativa.

Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade seu ecosistema é uma dos maiores do planeta.

 

Remanescentes da Mata Atlântica no Brasil em 2010[61]

Estado

Remanescente (Km²)

% remanescente

Alagoas

1.498,72

10,02%

Bahia

16.927,34

8,97%

Ceará

1.502,83

16,50%

Espírito Santo

5.107,53

11,07%

Goiás

493,81

4,7%

Mato Grosso do Sul

3.601,21

5,65%

Minas Gerais

27.339,26

10,04%

Paraíba

756,41

11,34%

Paraná

20.944,01

10,65%

Pernambuco

2.292,72

12,68%

Rio de Janeiro

8.617,66

19,61%

Rio Grande do Norte

485,48

14,12%

Rio Grande do Sul

10.289,90

7,48%

Santa Catarina

22.100,61

23,04%

São Paulo

26.703,24

15,78%

Sergipe

1.098.87

9,17%

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 Um  aliado incrível na campanha Muriqui 2016 é a Conservation International (CI), uma das mais respeitadas entidades de programas ambientais do mundo.

O seu presidente da CI, Russell Mittermeier, biólogo primatologista renomado, já vem difundido a candidatura em suas conferências e defende “O Muriqui tem importância tão grande quanto o panda gigante da China.

É um animal realmente simbólico para o Brasil, pois só existe no país e só vive na Mata Atlântica, ou seja, só há registros neste tipo de bioma.

Em reuniões internacionais tenho falado do esforço que estamos fazendo para protegê-lo” — disse Mittermeier

Russell Mittermeier, biólogo primatologista

Paula Breves defende : “A escolha está nas mãos do COB, que pode deixar um legado que para ajudar a salvar o Muriqui e a Mata Atlântica.

Esta é uma grande possibilidade pois o Rio tem uma carência histórica de conhecimento sobre o seu maior primata”.

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A campanha da ONG Ecoatlântica para transformar o primata em mascote ganhou uma visibilidade inédita, levando o Muriqui pela primeira vez, de um modo consistente, ao imaginário da opinião pública.

O trabalho está no caminho de tornar o maior primata das Américas uma das mais importantes espécies-bandeira da Mata Atlântica e um símbolo da defesa global da biodiversidade.

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Falando-se de diversidade, na sociedade dos Muriquis não existe predominância de machos sobre fêmeas.

Eles se conservam em seu bando toda uma vida, ela procura outro bando na sua adolescência.

Enquanto outras espécies se agridem na disputa da cópula, os muriquis compartilham a mesma fêmea e abraçados aguardam sua vez na fila da procriação.

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Sem ciúmes ou agressividade.

Com generosidade e solidariedade salta o Muriqui de galho em galho, rumo ao estrelato, divulgando a causa ambiental para todos os cantos do nosso amado planetinha.

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http://www.ecoatlantica.org.br

http://oglobo.globo.com/ciencia/os-ultimos-300-muriquis-macaco-um-dos-animais-com-maior-risco-de-extincao-no-mundo-6489325#ixzz2JBIR4TiJ 

 

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A Casa Viva

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Casa Viva é uma casa que “respira, acolhe, digere, evacua” e generosamente, começa tudo de novo, promovendo o bem estar dos moradores e do meio ambiente que ela está inserida.

Vai desde a escolha do terreno, fundações, aproveitamento de água, tratamento dos resíduos, fontes renováveis de energia, escolha de materiais e outros cuidados e técnicas que crescem a cada dia.

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Uma direção incontestável na arquitetura do século 21.

Cada vez mais, mesmo os arquitetos mais tradicionais, percebem a necessidade de usar e reutilizar materiais e recursos naturais com responsabilidade, ética e criatividade.

Reutilização de janelas de demolição

Reutilização de janelas de demolição

Nada de demolir uma casa tradicional conservada para construir outra ecológica no mesmo local.

O consumo de recursos nessa operação poderia anular as vantagens da nova casa, porém se for reformar ou construir e optar por soluções ecológicas é olhar para o futuro/presente e entender que se não nos encaixarmos nos movimentos cíclicos, a vida humana estará, profundamente, comprometida.

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Há nove passos principais para se chegar a uma Construção Sustentável:
• Planejamento Sustentável da Obra
• Aproveitamento passivo dos recursos naturais
• Eficiência energética
• Gestão e economia da água
• Gestão dos resíduos na edificação
• Qualidade do ar e do ambiente interior
• Conforto termo-acústico
• Uso racional de materiais
• Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis

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Normalmente, as casas verdes tem um gasto inicial cerca de 15% maior, porém, este investimento é retornado em cerca de 2 anos gerando economias de água e energia, além de uma consciência cristalina de estar fazendo a coisa certa.

Telhado Verde

Telhado Verde

Para se manifestar na direção da bioarquitetura, não é necessário morar numa ecovila, casa de árvore, numa oca e nem num ambiente com garrafas pet aparentes.

Você adéqua seu projeto a realidade financeira e estética do seu núcleo.

Não há uma forma pré-estabelecida.

Cada projeto tem suas vocações e impedimentos.

Importante ousar de forma segura com auxílio de um bio-arquiteto, permacultor ou a nova e milenar modalidade de “Engenheiro de Águas”.

Em Kyoto no Japão, esta sisterna em forma de tulipa, capta a água da chuva que cai no telhado, por esta canaleta e é usada para regar o jardim. Construído cerca de 1.000 atrás.

Com criatividade, tecnologia e empenho, coisas incríveis são construídas:

Neste projeto do arquiteto Henrique Pinheiro,  fotografado por Munir Santaella e publicado pela revista “Construir mais por menos” é um exemplo claro de como pode-se construir uma casa bio-arquitetada investindo 50% a menos de dinheiro.

 

Foto de Munir Santaella

“Os tijolos de adobe foram construídos com terra, água e palha de arroz, tudo retirado do quintal”, diz o proprietário Antônio Zayek.

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Outra característica fundamental das casas vivas é o tratamento das águas negras (banheiro) e águas cinzas (cozinha e torneiras).

As águas negras podem se transformar em energia através de um biodigestor ou em canteiros de evapotranspiração que enfeitarão o jardim com lindas plantas ornamentais, terminando num ciclo de bananeiras com frutas potentes e fortificadas.

Já as águas cinzas podem ser reutilizadas com tranquilidade em vasos sanitários, irrigação e limpeza das áreas eternas.

Simples assim.

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Tratamento de águas cinzas

A bioarquitetura também dá preferência a mão-de-obra e produtos locais, pois essa é uma forma de incentivar a economia da região e minimizar a necessidade de transporte – o que reduz o custo da construção e a emissão de poluentes.

 

Neste projeto de Lilian Avivia Lubochinski, todas as portas e janelas restauradas, são de demolição. Foto: Luís Villaça

Se você pretende reformar com mais consciência se atente as dicas :

  • “Podemos, por exemplo, transformar nossos telhados em telhados verdes (equilibram a temperatura da casa),
  • evitar ao máximo usar produtos que vem da extração do petróleo, como os vinis e as tintas comerciais e os plásticos em geral,
  • podemos priorizar usar madeiras certificadas – que vem de florestas com um manejo sustentável,
  • fazer hortas – mesmo hortas verticais nos lugares pequenos!
  • Podemos trocar a válvula de descarga por uma caixa de descarga com dois modos.
  • Podemos utilizar a energia do sol para aquecer a água do banho e existem aquecedores econômicos para quem não pode pagar os preços dos que estão no mercado.”

LILIAN AVIVIA LUBOCHINSKI, bio-arquiteta

Diz com toda maestria a veterana bio arquiteta “LILIAN AVIVIA LUBOCHINSKI e complementa as infinitas possibilidades:

  • “Janelas que aproveitam o sol do inverno para nos aquecer e que se abrem para os ventos no verão.
  • Além de toda uma gama de  técnicas de construção que minimizam o uso do cimento para fazer as paredes e as fundações: o bambu, a taipa de pilão, os tijolos de adobe, o pau a pique (revisitado e encantador), a pedra e tantas outras tecnologias sustentáveis!!! “

Tijolos de adobe, pintados com tinta sem solvente para o chão

Não há desculpa. Há intenção e força de vontade para fazer a sua parte dentro de suas possibilidades.

Os materiais de demolição são uma alternativa ecológica que pode variar de preços infinitamente.

O material de segunda mão quanto mais antigo, mais valioso devido a sua durabilidade, qualidade e estética.

“São portas, janelas, grades que duraram, muitas vezes, cem anos e vão durar mais cem”. Diz Celso Fontes, antiquário.

“O melhor deste material está na faixa dos 70 anos em diante. Com esta idade, a madeira não empena, não entorta e já está tão seca que dificilmente será atacada por cupim. São as famosas madeiras de lei, como pinho-de-riga, peroba-rosa,  jacarandá, que não se encontram mais.”

Dá mais trabalho, porém os resultados são customizados, ecológicos e com sorte, mais baratos e duráveis que materiais novos.

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Veja uma lista da Grande São Paulo:

Antigão Demolições – Avenida Rebouças, 1.449, zona Sul de São Paulo. Telefone: (0xx11) 3086-3552 ou na rodovia Raposo Tavares, 1.780, km 22,6, Granja Viana, Grande São Paulo. Telefone: (0xx11) 4612-4494.

Como Antigamente – Rua Alvarenga, 1.075, Butantã, zona Sul de São Paulo. Telefone: (0xx11) 3814-5755.

Demolidora Tatuapé – Avenida Salim Farah Maluf, 1.795, Tatuapé, zona Leste de São Paulo. Telefone: (0xx11) 296-8094.

Jaf Demolições – Rua Alvarenga, 1.882, Butantã, zona sul de São Paulo. Telefone: (0xx11) 3815-5054.

Oficina de Reciclagem e Restauro Porte du Temps – Rua das Flechas, 53, Jardim Prudência, zona Sul de São Paulo. Telefone (0xx11) 5677-0997 ou 5563-8155.

O Velhão Demolição e Restauração – Estrada de Santa Inês, 3.000, Jd. Samambaia, Mairiporã, Grande São Paulo. Telefone: (0xx11) 4485-1330 ou 4485-1964.

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  • Para saber mais:

Técnicas : www.idhea.com.br

Oportunidade e doação de materiais de construção: http://blog.pclamin.com.br/construcaocivil/?page_id=289

Bioarquitetura:

Lilian Avivia Lubochinski: lilianlubo@terra.com.br

http://lecycpicorelli-bioarquitetura.blogspot.com.br

http://earthship.com/

http://www.archidomus.com.br/

Engenharia de águas:

http://fluxusdesignecologico.wordpress.com/

Tratamento de águas negras, sempre usando a bananeira como filtro.

Tratamento de águas negras, sempre usando a bananeira como filtro.

Alguns Números:

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_235401.shtml

1. TIJOLO DE SOLO-CIMENTO
Por que é ecológico: seca ao sol – sem precisar ir ao forno a lenha.

A opção por esse tipo de tijolo poupa a queima de sessenta árvores!

Quanto custa*: 380 reais (1.000 tijolos), o dobro do preço da versão comum

Comentário dos especialistas: vale a pena investir no tijolo ecológico.

Como dispensa acabamento com massa corrida, na ponta do lápis não onera em nada o orçamento da obra

 

Tijolos de Adobe secando ao sol

2. MADEIRA COM CERTIFICAÇÃO DE ORIGEM

Por que é ecológica: vem com um selo que atesta que a madeira foi extraída sem degradado solo nem o ambiente de onde foi retirada

Quanto custa: 2 500 reais (o ipê, por metro cúbico) 15% mais cara do que a mesma madeira sem a certificação

Comentário dos especialistas: circula a idéia de que a madeira ecológica tem melhor qualidade, mas não é verdade.

Sua única diferença para as outras está no processo de extração

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3. SISTEMA DE ENERGIA SOLAR PARA AQUECER A ÁGUA

Por que é ecológico: com essa “mini-usina” caseira gasta-se 30% menos energia elétrica

Quanto custa: 5 000 reais

Comentário dos especialistas: com a economia na conta de luz, o investimento se paga em dois anos.

Uma ressalva: o sistema não dá conta das baixas temperaturas, quando é necessário recorrer ao aquecimento elétrico

 

Projeto que usa painéis solares e energia eólica

4. SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA

Por que é ecológico: numa região chuvosa a metade da água necessária à família vem desse sistema.

Quanto custa*: 2 500 reais (para uma casa de 100 metros quadrados)

Comentário dos especialistas: compensa investir no sistema.

Além de ajudar a economizar na conta, é garantia de abastecimento de água para o futuro, quando esse pode se tornar um item mais escasso – e caro

Cisterna fazendo a captação das águas das chuvas

Cisterna fazendo a captação das águas das chuvas

5. ESTAÇÃO DOMÉSTICA DE TRATAMENTO DE ESGOTO

Por que é ecológica: permite reaproveitar a água para tarefas do dia-a-dia, como a limpeza da casa (como não fica 100% limpa, deve-se evitar usá-la no banho ou para beber)

Quanto custa*: 6 000 reais

Comentário dos especialistas: na comparação com o sistema de captação de água da chuva, é mais caro e de uso mais restrito – se for escolher entre os dois, fique com o outro.

6. LÂMPADA FLUORESCENTE
Por que é ecológica: consome 80% menos energia do que uma lâmpada incandescente e dura dez vezes mais

Quanto custa: 15 reais (a de 20 watts) – seis vezes mais do que as lâmpadas comuns

Comentário dos especialistas: compensa por ter vida útil infinitamente mais longa do que a das lâmpadas convencionais – e ainda poupar energia

Abajour de folhas de acrílico com lâmpada fluorescente no centro

Abajour de folhas de acrílico com lâmpada fluorescente no centro

 

 

 

 

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