Bom domingo!!! #inhotim #caleidoscópio #OlafurEliasson#inhotim #nofilter #feriado#Inhotim #YayoiKusamaÉpoca de Helicônias Rostratas! Viva o feriado! #heliconia #heliconiarostrata #nofilter #feriadoRetrato de Richard Avedon mostra o maior bailarino de todos os tempos, o maior mito, o maior... 😉
O restante da imagem do grande Nureyev, está no link: www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-rudolf-nureyev-por-arthur-mendes-rocha/Orquídea #brassia primeira florada comigo! #orquídea #brassiaverrucosaImagem de Brassaï (1899-1984) Margot Fonteyn vestida em seu tutu, se olha no espelho de seu camarim, 1949
Mais no site: www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-margot-fonteyn-por-arthur-mendes-rocha/Época de #orquídea #Zygopetalum

                
       





















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TODAY’S SOUND: CECIL BEATON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Sir Cecil Beaton, sinônimo de bom gosto e sofisticação, foi fotógrafo de moda, da sociedade e da realeza britânicas, trabalhou para Vogue e Vanity Fair, além de fazer cenários e figurinos para o cinema e teatro, que lhe renderam os prêmios Oscar e Tony.

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Cecil nasceu de uma família de classe média alta, no início do séc. XX, e, aos três anos de idade, já sente que a fotografia seria importante em sua vida ao ficar extasiado com a beleza de uma fotografia de uma atriz inglesa, Lily Elsie.

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Aos onze anos, ele ganha sua primeira câmera, uma Kodak 3A, e começa a utilizar suas irmãs como manequins para suas criações, além de revelar suas fotos com a ajuda da empregada no banheiro de sua casa. 

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Na escola, Cecil vai demonstrando cada vez mais interesse nas artes, incluindo pintura, desenhos, fotografia e artes cênicas. Quando ele cursou Cambridge, ele se dedicava muito mais às peças teatrais da escola do que aos estudos.

NPG x40409,Rex Whistler; Cecil Beaton; Georgia Sitwell; Sir William Turner Walton; Stephen Tennant; Zita Jungman; Teresa Jungman,by Cecil Beaton

Aos poucos, Cecil vai travando relações na sociedade, entre eles Stephen Tennant (tio-avô da modelo Stella Tennant), que lhe abre as portas da boêmia e da jovem sociedade britânica, a qual ele passa a registrar em retratos e que é chamada de “Bright Young people”(cujo tema virou filme de Stephen Fry em 2003).

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Em 1927, Cecil conhece a editora-chefe da Vogue inglesa, Edna Woolman Chase, que o convida para colaborar na revista, fotografando e desenhando a sociedade da época, já que seu estilo é considerado audacioso para a época, unindo criatividade e bom gosto, perfeito para a revista.

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No final da década de 20, Cecil vai para NY, e lá faz contatos também com a revista Vanity Fair, além de mostrar seus trabalhos em uma galeria de Elsie De Wolfe, uma famosa decoradora da sociedade americana.

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Assim, Cecil assina um contrato com a Condé Nast, a poderosa companhia editorial responsável pelas revistas Vogue e Vanity Fair, das quais se torna colaborador habitual, bem como da Vogue francesa.

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Um de seus primeiros trabalhos é fotografar alguns astros de Hollywood como Marlene Dietrich, Katherine Hepburn, Gary Cooper, entre outros.

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Em 1930, ele publica o livro, “The Book of Beauty”, o primeiro de uma série de livros que ele lançará em sua carreira.

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Nesta época ele irá conhecer outra figura fundamental em sua jornada: Greta Garbo. Os dois travam uma amizade (e consequentemente uma paixão) que perdurará por anos, tendo Cecil compartilhado muito da companhia de Garbo, mesmo em seus anos de total reclusão.

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Anos mais tarde, ele publicará fotos da atriz, já sumida da mídia, em poses de pierrot, o que fará a amizade deles ficar estremecida por um certo tempo.

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Uma das primeiras capas dele para a Vogue já foi marcante: uma modelo em tons pastéis com acessórios que incluíam flores e borboletas em seus cabelos. Ele gostava destes detalhes teatrais, de usar acessórios e elementos que tornassem seus enfocados ainda mais especiais.

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Foi ele também o autor da foto clássica das modelos vestindo as criações de Charles James (o homenageado deste ano no Met Gala).

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Ele fotografou algumas das personalidades mais marcantes do século XX incluindo Chanel, Dali, Maria Callas, o Duque e a Duquesa de Windsor, Mishima, Warhol e Candy Darling, Marilyn, Mick Jagger e muito mais.

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Cecil era extremamente bem relacionado, tinha livre acesso nos mais diferentes meios, foi nomeado o fotógrafo favorito da família real britânica, inclusive foi ele que fotografou toda a coroação de Elizabeth II, no início dos anos 50.

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Porém, no final dos 30’s, Cecil sofre um duro golpe: uma de suas ilustrações para a Vogue continha um minúsculo comentário anti-semita e ao ser descoberto, ele perde seu emprego na editora e tem sua carreira profissional fortemente abalada pelo episódio (mesmo tendo pedi-do desculpas publicamente pelo ocorrido).

A partir dos anos 40, Cecil tem outra reviravolta e sua carreira e passa a trabalhar para o Ministro das Comunicações, durante a guerra e em diversas funções no exército britânico, em países como Ásia e Oriente Médio.

Nesta época, uma foto dele ficará famosa ao ilustrar a capa da revista Life: a foto de uma criança em plena guerra, com a cabeça coberta de um curativo e com um brinquedo na mão, foto esta que foi considerada fundamental para a intervenção dos aliados na guerra.

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Na sua volta para Londres, Cecil passa a se dedicar cada vez mais às peças teatrais, filmes, estreando no West End Londrino com os figurinos para a versão teatral de “My Fair Lady”.

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Na versão da peça para o cinema, Cecil faz a direção de arte e os magníficos figurinos que Audrey Hepburn tornou icônicos, o que o fez conquistar duas estatuetas do Oscar (prêmio este que ele também havia conquistado pelos figurinos do musical “Gigi”).

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Um dado curioso é que Diana Vreeland foi quem o trouxe de volta às páginas de Vogue, desta vez para uma nova geração dos anos 60.

Cecil continuará criando figurinos para peças como ‘Coco’ com Katherine Hepburn, além de figurinos para óperas do Met.

Nos anos 70, Cecil sofrerá um derrame que o deixará parcialmente paralisado do lado direito, mas mesmo assim ele continua a trabalhar e vira o tema de um documentário de seu amigo David Bailey, tendo depoimentos de Twiggy, Penelope Tree, entre outros e que pode ser visto abaixo:

Além disso, Cecil foi o primeiro fotógrafo a merecer uma exibição em sua homenagem na National Portrait Gallery, em Londres.

Cecil Beaton

Outro detalhe da carreira de Cecil era fazer “scrapbooks” com imagens que ele gostava, sejam fotos de revistas, recortes de jornais, postais, tudo era colado nestes álbuns e que foi lançado em livro em 2010.

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Ele faleceu em 1980, aos 76 anos, vítima de um ataque de coração fulminante.

Cecil era muito mais que um fotógrafo, ele escrevia textos sobre a sociedade, suas observa-ções sempre cheias de sagacidade, amigo de figuras como Truman Capote e Noel Coward, ele foi um esteta de primeira, suas criações sempre extremamente elegantes, sendo um dos responsáveis pelo estilo e sofisticação que a década de 30 possuiu.

Sua influência na moda e nas artes visuais será para sempre lembrada, homenageada e servirá de inspiração para fotógrafos e diretores de arte. 

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Majorelle cap. 3, residência e fundação de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé

Um dos casais mais chiques do mundo, na minha opinião, Pierre Bergé e YSL desfrutaram  diversas casas pelo mundo.

Cada uma destas faraônicas mansões guardavam suas coleções de arte particulares, objetos e móveis do mais puro bom gosto; tudo com qualidade de museu.

Sem dúvida, este bom gosto era baseado em cultura e história.

Quando montavam uma casa, não era sobre a dimensão do imóvel, havia uma história a ser contada.

De fato, uma mistura de mágica com poesia.

Muitas vezes, costumavam adquirir casas em ruínas e restaurá-las de volta ao esplendor.

Este foi o caso com o Jardin Majorelle.

Já era a terceira casa que o casal adquiria em Marrocos, Saint Laurent que nasceu e cresceu na Argelia, sinalizava um retorno ao ensolarado norte da África que foi grande fonte de inspiração na moda que criava.

As outras residências do casal ficavam em Paris, Normandia e no Tânger.

E sobre todas as suas outras residências, foi no Jardin Majorelle em Marrakech que Yves Saint Laurent, desejou que fossem jogadas suas cinzas. Então, sem sombra de dúvida, além de ser um lugar especial, foi onde YSL foi mais feliz.

Seu personagem marroquino tornou-se tão conhecido na cidade, que o homenagearam nomeando a rua de seu jardim com seu nome.

Muitos de seus amigos, do jet-set internacional,  passavam lendárias temporadas por lá, relaxando debaixo das estrelas, ouvindoMaria Callas no terraço forrado de tapetes persas.

Mergulhei no universo desta época e descobri algumas delícias para contar para vocês:

O casal, que eu fiquei mais passada, era o mais chique da época: Thalita e Paul Getty.

Photo by: Patrick Lichfield, on a Marrakesh rooftop in 1969.

Paul era herdeiro do petróleo, filho do homem mais rico do mundo naquela época e Thalita, absolutamente chic!

Thalita Getty, nascida na Indonésia, enteada do pintor Augustus John, musa absoluta de Saint Laurent, inventou o termo “Bohemian”, tão usado nos dias de hoje, foi pioneira usando seus looks numa etnia hippie chic, como só um ícone de estilo sabe usar.

Até o grande bailarino Rudolph Nureyev ficou enlouquecido por ela, imaginem!

Thalita e Paul Getty compraram e decoraram um palazzo em Marrakech e claro, eram assíduos frequentadores do Jardin Majorelle de Bergé e Saint Laurent.

Acontece que Thalita Getty alimentava um vício por drogas pesadas com tamanha voracidade, que seu hábito em heroína a matou com apenas 30 anos de idade, deixando para trás um filho de 3 anos apenas e uma vida pra lá de maravilhosa.

Haviam também Mick Jagger (este, dispensa apresentações) e Marianne Faithful, que viviam um tórrido romance durante este período.

Já, o melhor amigo da época de escola de Saint Laurent, designer de lingerie, Fernando Sanchez, estava sempre presente.

Sem falar em Loulou de La Falaise, musa, designer, colaboradora e grande amiga de Yves Saint Laurent. Faleceu recentemente em Novembro  de 2011. Sua notória elegância, estava em seu sangue já que descendia de uma longa linhagem  de condes ingleses.

Criou jóias e acessórios para a boutique do Jardin Majorelle, inclusive.

E como não poderia deixar de ser, outra grande amiga de Saint Laurent, Catherine Deneuve também era assídua frequentadora do Jardin Majorelle.

 

E Bill Willis, o genial decorador americano que criava cenários de sonho não apenas para Bergé e Saint Laurent, mas grandes socielites como Marie-Hélene de Rothschild, a família Agnelli, e como não poderia deixar de ser,  o casal  Getty no famoso Palais de La Zahia.

Bill Willis ajudou a decorar assim como restaurar, transformando a Villa Oasis numa fantasia Marroquina;

Segundo Bergé, ninguém compreendia a cultura Marroquina tão bem quanto Bill Willis.

Willis que era um Orientalista na tradição de George Clairin (minha mais nova obsessão), se apropriou de uma linguagem estética e a reinventou com maestria.


Conhecido pela sua personalidade difícil, Bill Willis era uma mistura de exigência com indolência.

Permitia que seus desejos e entusiasmos governassem sua vida.

Surpreendentemente, seus talentos passaram desconhecidos pelo mundo, nunca tendo conseguido o sucesso material concedido para muitos infinitamente menos talentosos.

Faleceu de hemorragia cerebral, sem um aviso escasso de sua morte em qualquer lugar, segundo Bergé.


Este Jardim de 12 acres também é onde fica o Museu de Arte Islâmica de Marrakech, que guarda a coleção têxtil norte-africana pessoal de YSL, cerâmicas, raríssimas  jóias das tribos Berber e  pinturas de Jacques Majorelle.

Essa é a história do Jardin Majorelle que inspirou e seduziu grandes nomes da cultura mundial dos séculos XX e XIX, entre eles Jacques Majorelle e Louis Majorelle, sendo inclusive a última morada de YSL.


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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Japa Girl veste macacão Neon, faixa Christian Dior, regata Gloria Coelho, chapéu Plas e sapato Arezzo

Verdadeiro símbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam até um “leigo” em botânica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho único de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico círculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.


Após ter estudado artes plásticas na École de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu ofício.

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!












Sem dúvida, desenvolveu uma paixão particular sobre o Mediterrâneo saindo fora das apresentações clássicas, encorajado pelo rápido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Ruelle de La Médina, Jacques Majorelle, 1955 e imagem do Souk em Marrakesch

Erudito, amante da estética dos Souks (feiras livres típicas), o pintor viajante, se sentiu atraído pelas tribos Berber e pela autenticidade das regiões do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e dá início ao que seria o grande feito de sua vida, um exótico jardim botânico que além de levar o sobrenome de sua família, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, são as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da Ásia, do leste da África, das Ilhas Canárias, da região da Mesopotânia e até da Califórnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, dá um contraste único a  impressão de quietude e contemplação.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento único para misturar cores, foi o responsável pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur Jacques Majorelle.

Modéstia a parte, eu também tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: “O Bleu Majorelle é a cor do pescoço do pavão!”

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre  a fundação dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 espécies de pássaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela região no Norte da África.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.







Teto pintado por Jacques Majorelle na entrada do tradicional Hotel La Mamounia, Marrakesch.



Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisagístico sofreu grandes deteriorações , até que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé descubriram  esse oásis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes últimos proprietários do Jardim Majorelle e sobre a criação da fundação e museu, não percam!



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“Love never dies”. Art during Oscar Wilde’s England. By Iko Ouro Preto

A brilliant exposition opened in Paris this month of November.

The Aesthetics, a mid 19th century movement that even if never clearly defined a style, came to influence art in the following century and beyond with their a quest of new sensations, a revolution in perception and soul alike.

Determined to move away from the ugliness and materialism of their day, this band of radically engaged artists rebelled against the rigid Victorian Academism under the banner of Art for Art’s sake, proposing a new idealisation of art and beauty.

From the 1860s to the last decadent decade of Queen Victoria’s reign, this movement is seen through the emblematic works of Dante Gabriel Rossetti, William Morris, James McNeill Whistler and Oscar Wilde.

Painters, poets and decorators passionately defined an artistic mood freed from the principles of order and Victorian morality, and allowed the expression of sensuality to prevail.

They all united in a quest to combine artistic creation and lifestyle, a quest that found fertile areas of expression in photography, the decorative arts, literature and fashion.

It was the age of Aesthetic romantics. It became a rallying call for a younger generation of disciples, amongst whom; the most prominent would be Oscar Wilde.

Oscar Wilde - “A man can't be too careful in the choice of his enemies.”, having been imprisoned and suffering two years of hard labour for the crime of homosexuality, he later died, penniless, in Paris.

Remembered today as a dramatist and wit, in his lifetime Wilde was notorious as the spokesman of this daring art movement and its bold declaration that art exists solely to create beauty with no moral purpose whatsoever.

Wilde said : “A dreamer can find his way by moonlight, and his punishment is that he sees the dawn before the rest of the world.

It was an age of hedonism, of extravagances and depravity. Art that simply offered visual and sentimental delight. Pure poetry or beautiful pictures that had no need to tell stories, preach sermons, or rely upon sentimental clichés.

An art self-consciously absorbed in itself, aware of the past but created for the present, and existing only to be beautiful.

The emphasis was on elegance and often showed heavy Japanese influence. The opening of the East by the convention of Kanagawa, 1854, ended Japan’s long period of self imposed isolation. Supplanting a largely fantastical Japan of the imaginary by real Japanese artefacts, these objects were avidly studied by artists, greatly influencing Edward Godwin in furniture designing.

Japanese Woodblock, Lady in Breeze

As the movement rapidly evolved, it also revealed its dark side. The hero of Wilde’s novel The Picture of Dorian Gray destroys lives in his pursuit of beauty without limits.

Indeed most aesthetic poetry dwelled upon the subject of sensual love, lust and cruelty, degenerate Femmes fatales and the theme of blood, punishments and death – sorely lacking what the Victorians described as ‘moral fibber’.

Writing in that age of stern hypocrisy and repression, Walter Pater, who was also Wilde’s tutor in Oxford, gleefully expounds on the sexual adventures of the great Renaissance artists, openly praising gay desire.

His febrile vision of art culminates in a bizarre description of the Mona Lisa: “Like the vampire, she has been dead many times, and learned the secrets of the grave.”

Pater concludes that the purpose of life is to pursue sensual beauty and live in the moment. “To burn always with this hard, gem-like flame, to maintain this ecstasy, is success in life”.

Choosing as their models women whose looks and lifestyles where at odds with conventional Victorian ideals of demure and feminity, these painters created an entirely new type of beauty.

When Fredric Leighton painted Nanna Risi (la Pavonia) – with her sultry Roman features and glossy black hair, neither of which conformed to stereotypical notions of genteel good looks – it was a social scandal. Oscar Wilde reacted saying ‘An idea that is not dangerous is unworthy of being called an idea at all.’

Lord Frederic Leighton – Pavonia

Likewise, Algernon Swinburnes treatment of masochist sexual themes whipped a storm of critical abuse. Considered Unmanly Manhood, decadent and shamelessly vulgar, they were loathed by the society.

It was “the fleshy school of controversy”. Many, if not most, objected to art for arts sake and deplored the absence of religious sentiments and virtue.

Oscar Wilde personified the movement in it’s fullest. When asked to explain reports that he had paraded down Piccadilly in London carrying a lily, long hair flowing, Wilde replied, “It’s not whether I did it or not that’s important, but whether people believed I did it”.

Wilde believed that the artist should hold forth higher ideals, and that pleasure and beauty would replace utilitarian ethics.

Lord Frederic Leighton magnum opus - Flaming June.

Even as the movement widened, it’s ideas brought scant public support for what, to many observers, was deemed a perverse and immoral artistic clique.

Indeed, The prevalent bourgeois mentality reacted fiercely, for the most part they characterised the Aesthetics as obscene, viewed with suspicion and often downright hostility, to which Wilde would retort ‘Always forgive your enemies – nothing annoys them so much.’

In the end, these adventurers were Victorians, and pure hedonism was never going to be simple for them. Thus, the culmination of the aesthetic movement in Britain was to be a golden age of horror fiction that began with Gray’s portrait.

Bram Stoker’s Dracula – A romantic, gothic, horror epic adapted for the screen by F.F. Coppola in 1992, amongst countless other before and after him.

Bram Stoker’s 1897 novel popularised aesthetic Victorian decadence in its most glorious personification, Count Dracula. Sex, death and everlasting beauty pushed the lingering morality of the Victorian age inward – in the single beds of the aesthetes – to feast on macabre visions of sin.

This debate would continue to reverberate throughout the period and come to fore again as the pivotal issue during Oscar Wildes trials, until the final decadent phase of the movement in the 1890’s.

Oscar Wilde who became the high priest of the movement, defied the age until finally it destroyed him, convicting him for homosexual “crimes”, imprisoning him, then leaving him to eke away his final years in Paris, Saint Germain.

A master of modern art, Damien Hirst.

Few artists or writers have influenced the society of their times and beyond as much as the Aesthetics.

Across Europe its passion for flowers and vampires, decor and desire can be glimpsed in Van Gogh’s Sunflowers, Klimt’s Kiss or Damien Hirst’s sliced animals.

Its legacy weaves through modern times in the defiance of dandies from Salvador Dalí to Freddie Mercury’s Queen, to David Bowie and or even Kurt Cobain’s Nirvana.

Yet, unfortunately, today art is moving away from beauty, becoming a statement, either political or social.

Propelled by armies of Nouveaux-riches with little sense of aestheticism, they stink the market with easy money deforming norms of beauty with mediocre taste. The major art fairs of today vomit innumerable objects which are, quite frankly, incomprehensible, and frequently just simply ugly.

Nowadays Critics seems enchanted with their own perspectives, oblivious of the merits of the oeuvres. Aesthetical beauty seems to be an afterthought.

We can still be provoked by the Victorian modernist hauteur: “All art is quite useless”.

Maybe one day, once again, we can have art for art’s sake.

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OS ANJOS CAÍDOS DE PARIS POR IKO OURO PRETO

Quem é atraído até o cemitéro parisiense do Père-Lachaise durante as tarde de outono tem a sombria sensação ter chegado atrasado para um grande acontecimento. As esculturas de anjos caídos, senhores deitados, damas clássicas e mártires parecem cochicar entre os muitos jazigos que ostentam datas do século retrasado. Durante um passeio entre uma sepultura e outra, Japa trocava de roupa e posava para as lentes de seu grande amigo Iko Ouro Preto, que captaram muito além das obras de arte corroídas pelo tempo.

Aqui, as excentricidades de Oscar Wilde não incomodam mais a elite, a voz de Piaf não é mais audível, os costumes não provocam críticas de Molière e, por um sarcasmo do acaso, em vez de prostitutas, Victor Hugo agora descansa bem perto da rainha Carolina Bonaparte. Talvez a última e constante piada para Comte, Camus e tantas outras personalidades que compõem um dos poucos cemitérios onde os visitantes geralmente circulam sorridentes.

Em poucas horas, a luz acinzentada, os musgos encrostados em túmulos anônimos, as folhas secas nas alamedas de paralelepípedo e o silêncio absoluto  se misturam, transformando o lugar num cenário que mais parece pastel em tela. O Père Lachaise traz uma tranquilidade muito mais profunda do que os parques franceses: ele aproxima nomes de artistas, filósofos e escritores a indigentes num ambiente neoclássico de Brongniart; o peso da história trazido à luz pelo padre Lachaise, confessor do rei Luís XIV, em maio de 1804.
Japa veste:

Legging acetinado – Gloria Coelho

Capa morcego de couro – Neon

Sapato – Pedro Lourenço
Japa veste:

Vestido couro – Pedro Lourenço
Legging cetim – Gloria Coelho
Sapato – Gloria Coelho

Japa veste:

Camisa – Gloria Coelho

Saia – Superonic


Japa veste:

Blusa renda – Gloria Coelho

Pulseira cobra – Kenneth Lane
Japa veste:

Casaco veludo e couro - Pedro Lourenço

Máscara – Reinaldo Lourenço

Japa veste:
Camisa de seda – D’Arouche

Japa veste:

Saia de couro – Pedro Lourenço

Blusa – Forum

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Majorelle Cap. 1, o Pai Louis e o movimento Art Nouveau


É verdade que Divinos são os caminhos da intuição e jamais me decepciono quando  sigo esta luz.

Ocorre que, o Jardim de Majorelle em Marrakesch, é uma importantíssima instituição da cidade, que além de ser um dos maiores projetos paisagísticos  do século XX, foi a lendária residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé.

Não apenas isso, apaixonada como sou por plantas, quero saber mais sobre o primeiro proprietário que deu nome a essa residência única, e sobre esse místico jardim que foi totalmente concebido e plantado por Jacques Majorelle, o filho.

Mas conforme me aprofundo, vejo que o pai de Jacques, Monsieur Louis Majorelle, foi nada mais, nada menos, que um dos maiores carpinteiros e mestres do movimento Art Nouveau, que sempre foi o meu estilo preferido.

Bapho.

Assim como um caranguejo, que dá pulos pra trás, descubro detalhes desse universo passado, de trás pra frente.

A seguir, desenrolo três gerações de arte, muito trabalho e magia!

Louis Majorelle (1859 – 1926) nasceu em Toul na França de um pai que também era fabricante e designer de móveis.

Quando os negócios da família se estabeleceram em Nancy, Louis que já desenvolvera gosto e senso artístico, foi então a Paris estudar arquitetura e pintura na École des Beaux-Arts.

Precoce, com apenas 11 anos, já havia produzido e vendido sua primeira peça: uma escultura.

Depois do falecimento de seu pai, Louis retornou a Nancy, para cuidar da fábrica de móveis da família, o que o ocuparia para o resto da vida.

A Fábrica:

A Fábrica da família Majorelle, foi construída pelo famoso arquiteto da École de Nancy, Lucien Weissenburger, e fica localizada no número 6 da Rue du Vieil-Aître.

O primeiro sinal de uma nova estética, estava em uma das doze peças mostradas na Exposição de 1894 d’Art et Decoratif Industrial Lorrain, onde Louis foi influenciado pelo designer de vidros e móveis Emile Gallé, que o levou para novas direções.

No início de 1890, os móveis de Majorelle, eram embelezados por marchetaria inspiradas na natureza usando folhas de vitória-régia, gavinhas e libélulas.

Antes de 1900, acrescentou um atelier  que trabalhava metais nas oficinas para produzir puxadores de gaveta que eram montados de acordo com as linhas fluidas e sinuosas do seu trabalho em madeira.

Seu estúdio também foi responsável pelo trabalho de ferro das varandas, corrimãos de escada, e detalhes exteriores em muitos edifícios em Nancy, assim ajudando a transformar a cidade em um dos principais centros europeus de Art Nouveau.

No apogeu da Belle époque, durante a Feira Mundial de Paris de 1900 (1900 Paris World Fair, Exposition Universalle), os projetos de Majorelle triunfaram, conseguindo assim uma clientela internacional.

A Villa Majorelle:

Assim como todo grande artista sempre tem uma casa incrível para se expressar, Louis construiu a sua Villa Majorelle, onde hoje funciona um museu.

Entre os industrialistas da época, era de costume ter a casa próxima do trabalho, e assim, a Villa Majorelle está situada bem em frente a fábrica de móveis de arte da família.

Ícone do Art Nouveau, esta Villa de três andares que representa o desabrochar do movimento, foi projetada pelo arquiteto parisiense Henri Sauvage (1873 – 1932) e também Weissenburger (o mesmo que projetou a fábrica).


Nela Majorelle projetou ele próprio toda a serralheria, os móveis e todo o trabalho em madeira, como a escadaria mostrada na colagem abaixo.

Além disso, contratou Jacques Gruber para fazer os todos os vitrais e a lareira (veja colagem) foi desenhada por Alexandre Bigot.

Seu estúdio pessoal, que fica localizado no terceiro andar, de frente para a janela em arco que lembram galhos de uma árvore ou flor.

A Villa Majorelle, já está na minha lista de roteiros de mansões históricas que devo visitar ao redor do mundo, sem dúvida.


École de Nancy:

Em 1901, Majorelle se tornou um dos membros fundadores e vice-presidente da École de Nancy, também conhecida como Alliance Provinciale des Indutries d’Art, que era um grupo de artistas, arquitetos, críticos de arte, e industrialistas da região de Lorraine, que decidiram trabalhar de uma forma colaborativa, predominando o estilo Art Nouveau.

Presidindo este grupo, estava Emille Gallé, que vamos falar logo mais, e também por Victor Prouvé que exigiam alto padrão de qualidade nas artes decorativas francesas, dando uma unidade visual ao estilo.

Emile Gallé (1846 – 1904):

Simplismente, não posso perder a oportunidade de falar sobre este artista que foi a grande força por trás do movimento Art Nouveau.

Seus designs naturalísticos combinavam técnicas inovativas, fazendo dele um  pioneiro entre os fabricantes de vidro do final do séc. XIX e início do séc. XX .

Por certo Gallé misturava em suas peças uma grande influência do Japonismo, com elementos da natureza e poesias.

Este que foi o presidente da École de Nancy até a sua morte em 1904, desenvolveu uma técnica de corte e esmalte nos seus designs que reforçavam as cores brilhantes e a transparência do material.

Para melhor ilustrar a importância do trabalho de Emile, os famosos Daum Brothers por exemplo, que colaboravam diretamente com Majorelle foram altamente inspirados pelo trabalho de Gallé.

Assim como Majorelle, Gallé nasceu em Nancy e seguia a mesma profissão do pai, que era fabricante de vidros de arte, Monsier Charles Gallé.


Adicionava um ar de mistério a suas peças, gravando nelas uma frase poética.

Gallé deixou a sua marca como grande artista de vidros durante a feira Union Centrale des Arts Decoratifs de Paris em 1884, onde exibiu 300 peças de grande variedade artística assim como técnica.


Em 1891, com sua fama crescendo internacionalmente, Gallé apenas mostrava  seu trabalho em galerias individuais onde a importância do seu trabalho já era reconhecida, sendo adquiridos por museus e colecionadores.

Durante a década de 1890, construiu a sua “Cristallerie d’Emile Gallé”, criando abundantemente suas peças e empregando um time de designers/artesãos, que manufaturavam seus desenhos assim como aplicavam a sua assinatura depois de sua aprovação.

Na sua fábrica trabalhavam 300 pessoas e a demanda era altíssima.

Revolucionaram a indústria de arte em vidro por serem os primeiros a produzirem peças em massa usando técnicas industriais.

WWI e o final da carreira de Louis Majorelle:

Com a explosão da primeira grande guerra, Majorelle esperava conseguir manter sua produção e ritmo de trabalho porém, sua fábrica pegou fogo numa manhã de novembro em 1916.

Apenas um ano depois, para piorar a péssima fase que atravessava, uma de suas lojas na Rue Saint-George, foi destruída por um bombardeio alemão, assim como sua loja em Lille foi saqueada.

Durante o período restante de guerra, Majorelle se mudou para Paris, onde trabalhou nos estúdios e ateliers de amigos que eram designers de móveis.

Após a guerra, reabriu sua fábrica e loja, continuou a colaborar com a vidraçaria dos Daum Brothers, mas os seus designs já apresentavam os sinais mais geométricos e retos do Art Déco.

Louis Majorelle faleceu em Nancy em 1926.

Depois de sua morte, a fortuna de sua família que havia se prejudicado imensamente com a guerra, não conseguia mais sustentar o peso das dívidas da Villa Majorelle e a casa foi vendida, passando por diversas modificações.

Até que a fábrica fechou em 1931.

Acontece que Louis deixou um filho único, que cresceu neste riquíssimo meio artístico, absorvendo tudo e levou adiante a sua sensibilidade.

Jacques Majorelle era o seu nome, e é sobre o seu legado que vamos falar no próximo post, fique ligado!

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