Meu amor Tigre e a roseira roxa. Bom dia, boa semana!
Olha @junmatsui j谩 abriu!!!Blood Moon#Orqu铆dea #DendrobiumNymphea blossom...Cherry blossoms over lake 馃尭馃尭馃尭Viva o s谩bado de sol!!!
#Orqu铆dea #Milt么nia primeira flora莽茫o comigo 馃檯 Primavera chegou!Bom dia! Boa semana!!!Nada como voltar pra casa e me deparar com a explos茫o das #orqu铆deas #DendrobiumNobile ! Primavera chegando...Getty Villa 茅 uma r茅plica exata do  Pal谩cio dos Papiros, escavado das cinzas em Pomp茅ia...

                
       





















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TODAY’S SOUND: CECIL BEATON POR ARTHUR MENDES ROCHA

Sir Cecil Beaton, sin么nimo de bom gosto e sofistica莽茫o, foi fot贸grafo de moda, da sociedade e da realeza brit芒nicas, trabalhou para Vogue e Vanity Fair, al茅m de fazer cen谩rios e figurinos para o cinema e teatro, que lhe renderam os pr锚mios Oscar e Tony.

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Cecil nasceu de uma fam铆lia de classe m茅dia alta, no in铆cio do s茅c. XX, e, aos tr锚s anos de idade, j谩 sente que a fotografia seria importante em sua vida ao ficar extasiado com a beleza de uma fotografia de uma atriz inglesa, Lily Elsie.

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Aos onze anos, ele ganha sua primeira c芒mera, uma Kodak 3A, e come莽a a utilizar suas irm茫s como manequins para suas cria莽玫es, al茅m de revelar suas fotos com a ajuda da empregada no banheiro de sua casa.聽

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Na escola, Cecil vai demonstrando cada vez mais interesse nas artes, incluindo pintura, desenhos, fotografia e artes c锚nicas. Quando ele cursou Cambridge, ele se dedicava muito mais 脿s pe莽as teatrais da escola do que aos estudos.

NPG x40409,Rex Whistler; Cecil Beaton; Georgia Sitwell; Sir William Turner Walton; Stephen Tennant; Zita Jungman; Teresa Jungman,by Cecil Beaton

Aos poucos, Cecil vai travando rela莽玫es na sociedade, entre eles Stephen Tennant (tio-av么 da modelo Stella Tennant), que lhe abre as portas da bo锚mia e da jovem sociedade brit芒nica, a qual ele passa a registrar em retratos e que 茅 chamada de 鈥淏right Young people鈥(cujo tema virou filme de Stephen Fry em 2003).

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Em 1927, Cecil conhece a editora-chefe da Vogue inglesa, Edna Woolman Chase, que o convida para colaborar na revista, fotografando e desenhando a sociedade da 茅poca, j谩 que seu estilo 茅 considerado audacioso para a 茅poca, unindo criatividade e bom gosto, perfeito para a revista.

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No final da d茅cada de 20, Cecil vai para NY, e l谩 faz contatos tamb茅m com a revista Vanity Fair, al茅m de mostrar seus trabalhos em uma galeria de Elsie De Wolfe, uma famosa decoradora da sociedade americana.

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Assim, Cecil assina um contrato com a Cond茅 Nast, a poderosa companhia editorial respons谩vel pelas revistas Vogue e Vanity Fair, das quais se torna colaborador habitual, bem como da Vogue francesa.

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Um de seus primeiros trabalhos 茅 fotografar alguns astros de Hollywood como Marlene Dietrich, Katherine Hepburn, Gary Cooper, entre outros.

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Em 1930, ele publica o livro, 鈥淭he Book of Beauty鈥, o primeiro de uma s茅rie de livros que ele lan莽ar谩 em sua carreira.

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Nesta 茅poca ele ir谩 conhecer outra figura fundamental em sua jornada: Greta Garbo. Os dois travam uma amizade (e consequentemente uma paix茫o) que perdurar谩 por anos, tendo Cecil compartilhado muito da companhia de Garbo, mesmo em seus anos de total reclus茫o.

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Anos mais tarde, ele publicar谩 fotos da atriz, j谩 sumida da m铆dia, em poses de pierrot, o que far谩 a amizade deles ficar estremecida por um certo tempo.

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Uma das primeiras capas dele para a Vogue j谩 foi marcante: uma modelo em tons past茅is com acess贸rios que inclu铆am flores e borboletas em seus cabelos. Ele gostava destes detalhes teatrais, de usar acess贸rios e elementos que tornassem seus enfocados ainda mais especiais.

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Foi ele tamb茅m o autor da foto cl谩ssica das modelos vestindo as cria莽玫es de Charles James (o homenageado deste ano no Met Gala).

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Ele fotografou algumas das personalidades mais marcantes do s茅culo XX incluindo Chanel, Dali, Maria Callas, o Duque e a Duquesa de Windsor, Mishima, Warhol e Candy Darling, Marilyn, Mick Jagger e muito mais.

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Cecil era extremamente bem relacionado, tinha livre acesso nos mais diferentes meios, foi nomeado o fot贸grafo favorito da fam铆lia real brit芒nica, inclusive foi ele que fotografou toda a coroa莽茫o de Elizabeth II, no in铆cio dos anos 50.

Cecil Beaton, Queen Elizabeth II in Coronation Robes, June 1953 (c) V&A images

Por茅m, no final dos 30鈥檚, Cecil sofre um duro golpe: uma de suas ilustra莽玫es para a Vogue continha um min煤sculo coment谩rio anti-semita e ao ser descoberto, ele perde seu emprego na editora e tem sua carreira profissional fortemente abalada pelo epis贸dio (mesmo tendo pedi-do desculpas publicamente pelo ocorrido).

A partir dos anos 40, Cecil tem outra reviravolta e sua carreira e passa a trabalhar para o Ministro das Comunica莽玫es, durante a guerra e em diversas fun莽玫es no ex茅rcito brit芒nico, em pa铆ses como 脕sia e Oriente M茅dio.

Nesta 茅poca, uma foto dele ficar谩 famosa ao ilustrar a capa da revista Life: a foto de uma crian莽a em plena guerra, com a cabe莽a coberta de um curativo e com um brinquedo na m茫o, foto esta que foi considerada fundamental para a interven莽茫o dos aliados na guerra.

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Na sua volta para Londres, Cecil passa a se dedicar cada vez mais 脿s pe莽as teatrais, filmes, estreando no West End Londrino com os figurinos para a vers茫o teatral de 鈥淢y Fair Lady鈥.

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Na vers茫o da pe莽a para o cinema, Cecil faz a dire莽茫o de arte e os magn铆ficos figurinos que Audrey Hepburn tornou ic么nicos, o que o fez conquistar duas estatuetas do Oscar (pr锚mio este que ele tamb茅m havia conquistado pelos figurinos do musical 鈥淕igi鈥).

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Um dado curioso 茅 que Diana Vreeland foi quem o trouxe de volta 脿s p谩ginas de Vogue, desta vez para uma nova gera莽茫o dos anos 60.

Cecil continuar谩 criando figurinos para pe莽as como 鈥楥oco鈥 com Katherine Hepburn, al茅m de figurinos para 贸peras do Met.

Nos anos 70, Cecil sofrer谩 um derrame que o deixar谩 parcialmente paralisado do lado direito, mas mesmo assim ele continua a trabalhar e vira o tema de um document谩rio de seu amigo David Bailey, tendo depoimentos de Twiggy, Penelope Tree, entre outros e que pode ser visto abaixo:

Al茅m disso, Cecil foi o primeiro fot贸grafo a merecer uma exibi莽茫o em sua homenagem na National Portrait Gallery, em Londres.

Cecil Beaton

Outro detalhe da carreira de Cecil era fazer 鈥渟crapbooks鈥 com imagens que ele gostava, sejam fotos de revistas, recortes de jornais, postais, tudo era colado nestes 谩lbuns e que foi lan莽ado em livro em 2010.

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Ele faleceu em 1980, aos 76 anos, v铆tima de um ataque de cora莽茫o fulminante.

Cecil era muito mais que um fot贸grafo, ele escrevia textos sobre a sociedade, suas observa-莽玫es sempre cheias de sagacidade, amigo de figuras como Truman Capote e Noel Coward, ele foi um esteta de primeira, suas cria莽玫es sempre extremamente elegantes, sendo um dos respons谩veis pelo estilo e sofistica莽茫o que a d茅cada de 30 possuiu.

Sua influ锚ncia na moda e nas artes visuais ser谩 para sempre lembrada, homenageada e servir谩 de inspira莽茫o para fot贸grafos e diretores de arte.聽

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Majorelle cap. 3, resid锚ncia e funda莽茫o de Yves Saint Laurent e Pierre Berg茅

Um dos casais mais chiques do mundo, na minha opini茫o, Pierre Berg茅 e YSL desfrutaram 聽diversas casas pelo mundo.

Cada uma destas fara么nicas mans玫es guardavam suas cole莽玫es de arte particulares, objetos e m贸veis do mais puro bom gosto; tudo com qualidade de museu.

Sem d煤vida, este bom gosto era baseado em cultura e hist贸ria.

Quando montavam uma casa, n茫o era sobre a dimens茫o do im贸vel, havia uma hist贸ria a ser contada.

De fato, uma mistura de m谩gica com poesia.

Muitas vezes, costumavam adquirir casas em ru铆nas e restaur谩-las de volta ao esplendor.

Este foi o caso com o Jardin Majorelle.

J谩 era a terceira casa que o casal adquiria em Marrocos, Saint Laurent que nasceu e cresceu na Argelia, sinalizava um retorno ao ensolarado norte da 脕frica que foi grande fonte de inspira莽茫o na moda que criava.

As outras resid锚ncias do casal ficavam em Paris, Normandia e no T芒nger.

E sobre todas as suas outras resid锚ncias, foi no Jardin Majorelle em Marrakech que Yves Saint Laurent, desejou que fossem jogadas suas cinzas. Ent茫o, sem sombra de d煤vida, al茅m de ser um lugar especial, foi onde YSL foi mais feliz.

Seu personagem marroquino tornou-se t茫o conhecido na cidade, que o homenagearam nomeando a rua de seu jardim com seu nome.

Muitos de seus amigos, do jet-set internacional,聽 passavam lend谩rias temporadas por l谩, relaxando debaixo das estrelas, ouvindoMaria Callas no terra莽o forrado de tapetes persas.

Mergulhei no universo desta 茅poca e descobri algumas del铆cias para contar para voc锚s:

O casal, que eu fiquei mais passada, era o mais chique da 茅poca: Thalita e Paul Getty.

Photo by: Patrick Lichfield, on a Marrakesh rooftop in 1969.

Paul era herdeiro do petr贸leo, filho do homem mais rico do mundo naquela 茅poca e Thalita, absolutamente chic!

Thalita Getty, nascida na Indon茅sia, enteada do pintor Augustus John, musa absoluta de Saint Laurent, inventou o termo “Bohemian”, t茫o usado nos dias de hoje, foi pioneira usando seus looks numa etnia hippie chic, como s贸 um 铆cone de estilo sabe usar.

At茅 o grande bailarino Rudolph Nureyev ficou enlouquecido por ela, imaginem!

Thalita e Paul Getty compraram e decoraram um palazzo em Marrakech e claro, eram ass铆duos frequentadores do Jardin Majorelle de Berg茅 e Saint Laurent.

Acontece que Thalita Getty alimentava um v铆cio por drogas pesadas com tamanha voracidade, que seu h谩bito em hero铆na a matou com apenas 30 anos de idade, deixando para tr谩s um filho de 3 anos apenas e uma vida pra l谩 de maravilhosa.

Haviam tamb茅m Mick Jagger (este, dispensa apresenta莽玫es) e Marianne Faithful, que viviam um t贸rrido romance durante este per铆odo.

J谩, o melhor amigo da 茅poca de escola de Saint Laurent, designer de lingerie, Fernando Sanchez, estava sempre presente.

Sem falar em Loulou de La Falaise, musa, designer, colaboradora e grande amiga de Yves Saint Laurent. Faleceu recentemente em Novembro 聽de 2011. Sua not贸ria eleg芒ncia, estava em seu sangue j谩 que descendia de uma longa linhagem 聽de condes ingleses.

Criou j贸ias e acess贸rios para a boutique do Jardin Majorelle, inclusive.

E como n茫o poderia deixar de ser, outra grande amiga de Saint Laurent, Catherine Deneuve tamb茅m era ass铆dua frequentadora do Jardin Majorelle.

 

E Bill Willis, o genial decorador americano que criava cen谩rios de sonho n茫o apenas para Berg茅 e Saint Laurent, mas grandes socielites como Marie-H茅lene de Rothschild, a fam铆lia Agnelli, e como n茫o poderia deixar de ser, 聽o casal 聽Getty no famoso Palais de La Zahia.

Bill Willis ajudou a decorar assim como restaurar, transformando a Villa Oasis numa fantasia Marroquina;

Segundo Berg茅, ningu茅m compreendia a cultura Marroquina t茫o bem quanto Bill Willis.

Willis que era um Orientalista na tradi莽茫o de George Clairin (minha mais nova obsess茫o), se apropriou de uma linguagem est茅tica e a reinventou com maestria.


Conhecido pela sua personalidade dif铆cil, Bill Willis era uma mistura de exig锚ncia com indol锚ncia.

Permitia que seus desejos e entusiasmos governassem sua vida.

Surpreendentemente, seus talentos passaram desconhecidos pelo mundo, nunca tendo conseguido o sucesso material concedido para muitos infinitamente menos talentosos.

Faleceu de hemorragia cerebral, sem um aviso escasso de sua morte em qualquer lugar, segundo Berg茅.


Este Jardim de 12 acres tamb茅m 茅 onde fica o Museu de Arte Isl芒mica de Marrakech, que guarda a cole莽茫o t锚xtil norte-africana pessoal de YSL, cer芒micas, rar铆ssimas 聽j贸ias das tribos Berber e 聽pinturas de Jacques Majorelle.

Essa 茅 a hist贸ria do Jardin Majorelle que inspirou e seduziu grandes nomes da cultura mundial dos s茅culos XX e XIX, entre eles Jacques Majorelle e Louis Majorelle, sendo inclusive a 煤ltima morada de YSL.


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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Japa Girl veste macac茫o Neon, faixa Christian Dior, regata Gloria Coelho, chap茅u Plas e sapato Arezzo

Verdadeiro s铆mbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam at茅 um 鈥渓eigo鈥 em bot芒nica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante cole莽茫o de plantas de sua era, que al茅m de ter sido o at锚lier/resid锚ncia聽 de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi tamb茅m a resid锚ncia de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Berg茅, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim at茅 a cria莽茫o da funda莽茫o que administra o museu at茅 hoje.

Pudera, este o谩sis est谩 listado entre os grandes jardins misteriosos do s茅c XX!

Jacques Majorelle, filho 煤nico de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico c铆rculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,聽 desde o ber莽o.


Ap贸s ter estudado artes pl谩sticas na 脡cole de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu of铆cio.

O certo 茅 que durante a sua聽 juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paix茫o pelo oriente, come莽ando pelo Egito, depois Espanha at茅 encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!












Sem d煤vida, desenvolveu uma paix茫o particular sobre o Mediterr芒neo saindo fora das apresenta莽玫es cl谩ssicas, encorajado pelo r谩pido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha vis茫o, o tra莽o de Jacques Majorelle captura聽 uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida di谩ria.















Ruelle de La M茅dina, Jacques Majorelle, 1955 e imagem do Souk em Marrakesch

Erudito, amante da est茅tica dos Souks (feiras livres t铆picas), o pintor viajante, se sentiu atra铆do pelas tribos Berber e pela autenticidade das regi玫es do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e d谩 in铆cio ao que seria o grande feito de sua vida, um ex贸tico jardim bot芒nico que al茅m de levar o sobrenome de sua fam铆lia, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, s茫o as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da 脕sia, do leste da 脕frica, das Ilhas Can谩rias, da regi茫o da Mesopot芒nia e at茅 da Calif贸rnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vit贸rias-r茅gias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

Digamos que a originalidade deste lugar, est谩 na combina莽茫o de uma vegeta莽茫o luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e est茅tica tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, 茅 a cor 铆cone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, d谩 um contraste 煤nico a聽 impress茫o de quietude e contempla莽茫o.



Pesquisei inclusive, a combina莽茫o exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento 煤nico para misturar cores, foi o respons谩vel pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur聽Jacques Majorelle.

Mod茅stia a parte, eu tamb茅m tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: 鈥淥 Bleu Majorelle 茅 a cor do pesco莽o do pav茫o!鈥

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre聽 a funda莽茫o dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 esp茅cies de p谩ssaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela regi茫o no Norte da 脕frica.

Afinal de contas, um jardim jamais 茅 completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle tamb茅m pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.







Teto pintado por Jacques Majorelle na entrada do tradicional Hotel La Mamounia, Marrakesch.



Foi em 1962 que Jacques ap贸s sofrer um acidente de carro, retorna para a Fran莽a e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisag铆stico sofreu grandes deteriora莽玫es , at茅 que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Berg茅 descubriram聽 esse o谩sis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes 煤ltimos propriet谩rios do Jardim Majorelle e sobre a cria莽茫o da funda莽茫o e museu, n茫o percam!



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“Love never dies”. Art during Oscar Wilde鈥檚 England. By Iko Ouro Preto

A brilliant exposition opened in Paris this month of November.

The Aesthetics, a mid 19th century movement that even if never clearly defined a style, came to influence art in the following century and beyond with their a quest of new sensations, a revolution in perception and soul alike.

Determined to move away from the ugliness and materialism of their day, this band of radically engaged artists rebelled against the rigid Victorian Academism under the banner of Art for Art鈥檚 sake, proposing a new idealisation of art and beauty.

From the 1860s to the last decadent decade of Queen Victoria’s reign, this movement is seen through the emblematic works of Dante Gabriel Rossetti, William Morris, James McNeill Whistler and Oscar Wilde.

Painters, poets and decorators passionately defined an artistic mood freed from the principles of order and Victorian morality, and allowed the expression of sensuality to prevail.

They all united in a quest to combine artistic creation and lifestyle, a quest that found fertile areas of expression in photography, the decorative arts, literature and fashion.

It was the age of Aesthetic romantics. It became a rallying call for a younger generation of disciples, amongst whom; the most prominent would be Oscar Wilde.

Oscar Wilde - 鈥淎 man can't be too careful in the choice of his enemies.鈥, having been imprisoned and suffering two years of hard labour for the crime of homosexuality, he later died, penniless, in Paris.

Remembered today as a dramatist and wit, in his lifetime Wilde was notorious as the spokesman of this daring art movement and its bold declaration that art exists solely to create beauty with no moral purpose whatsoever.

Wilde said : 鈥淎 dreamer can find his way by moonlight, and his punishment is that he sees the dawn before the rest of the world.

It was an age of hedonism, of extravagances and depravity. Art that simply offered visual and sentimental delight. Pure poetry or beautiful pictures that had no need to tell stories, preach sermons, or rely upon sentimental clich茅s.

An art self-consciously absorbed in itself, aware of the past but created for the present, and existing only to be beautiful.

The emphasis was on elegance and often showed heavy Japanese influence. The opening of the East by the convention of Kanagawa, 1854, ended Japan鈥檚 long period of self imposed isolation. Supplanting a largely fantastical Japan of the imaginary by real Japanese artefacts, these objects were avidly studied by artists, greatly influencing Edward Godwin in furniture designing.

Japanese Woodblock, Lady in Breeze

As the movement rapidly evolved, it also revealed its dark side. The hero of Wilde’s novel The Picture of Dorian Gray destroys lives in his pursuit of beauty without limits.

Indeed most aesthetic poetry dwelled upon the subject of sensual love, lust and cruelty, degenerate Femmes fatales and the theme of blood, punishments and death – sorely lacking what the Victorians described as 鈥榤oral fibber鈥.

Writing in that age of stern hypocrisy and repression, Walter Pater, who was also Wilde鈥檚 tutor in Oxford, gleefully expounds on the sexual adventures of the great Renaissance artists, openly praising gay desire.

His febrile vision of art culminates in a bizarre description of the Mona Lisa: “Like the vampire, she has been dead many times, and learned the secrets of the grave.”

Pater concludes that the purpose of life is to pursue sensual beauty and live in the moment. “To burn always with this hard, gem-like flame, to maintain this ecstasy, is success in life”.

Choosing as their models women whose looks and lifestyles where at odds with conventional Victorian ideals of demure and feminity, these painters created an entirely new type of beauty.

When Fredric Leighton painted Nanna Risi (la Pavonia) – with her sultry Roman features and glossy black hair, neither of which conformed to stereotypical notions of genteel good looks – it was a social scandal. Oscar Wilde reacted saying 鈥楢n idea that is not dangerous is unworthy of being called an idea at all.鈥

Lord Frederic Leighton 鈥 Pavonia

Likewise, Algernon Swinburnes treatment of masochist sexual themes whipped a storm of critical abuse. Considered Unmanly Manhood, decadent and shamelessly vulgar, they were loathed by the society.

It was 鈥渢he fleshy school of controversy鈥. Many, if not most, objected to art for arts sake and deplored the absence of religious sentiments and virtue.

Oscar Wilde personified the movement in it鈥檚 fullest. When asked to explain reports that he had paraded down Piccadilly in London carrying a lily, long hair flowing, Wilde replied, “It’s not whether I did it or not that’s important, but whether people believed I did it”.

Wilde believed that the artist should hold forth higher ideals, and that pleasure and beauty would replace utilitarian ethics.

Lord Frederic Leighton magnum opus - Flaming June.

Even as the movement widened, it鈥檚 ideas brought scant public support for what, to many observers, was deemed a perverse and immoral artistic clique.

Indeed, The prevalent bourgeois mentality reacted fiercely, for the most part they characterised the Aesthetics as obscene, viewed with suspicion and often downright hostility, to which Wilde would retort 鈥楢lways forgive your enemies – nothing annoys them so much.鈥

In the end, these adventurers were Victorians, and pure hedonism was never going to be simple for them. Thus, the culmination of the aesthetic movement in Britain was to be a golden age of horror fiction that began with Gray’s portrait.

Bram Stoker鈥檚 Dracula 鈥 A romantic, gothic, horror epic adapted for the screen by F.F. Coppola in 1992, amongst countless other before and after him.

Bram Stoker’s 1897 novel popularised aesthetic Victorian decadence in its most glorious personification, Count Dracula. Sex, death and everlasting beauty pushed the lingering morality of the Victorian age inward 鈥 in the single beds of the aesthetes 鈥 to feast on macabre visions of sin.

This debate would continue to reverberate throughout the period and come to fore again as the pivotal issue during Oscar Wildes trials, until the final decadent phase of the movement in the 1890鈥檚.

Oscar Wilde who became the high priest of the movement, defied the age until finally it destroyed him, convicting him for homosexual “crimes”, imprisoning him, then leaving him to聽eke away his final years in Paris, Saint Germain.

A master of modern art, Damien Hirst.

Few artists or writers have influenced the society of their times and beyond as much as the Aesthetics.

Across Europe its passion for聽flowers and vampires, decor and desire can be glimpsed in Van Gogh’s Sunflowers, Klimt’s聽Kiss or Damien Hirst鈥檚 sliced animals.

Its legacy weaves through modern times in the defiance of dandies from Salvador Dal铆 to Freddie Mercury鈥檚 Queen, to David Bowie and or even Kurt Cobain鈥檚 Nirvana.

Yet, unfortunately, today art is moving away from beauty, becoming a statement, either political or social.

Propelled by armies of Nouveaux-riches with little sense of aestheticism, they stink the market with easy money deforming norms of beauty with mediocre taste. The major art fairs of today vomit innumerable objects which are, quite frankly, incomprehensible, and frequently just simply ugly.

Nowadays Critics seems enchanted with their own perspectives, oblivious of the merits of the oeuvres. Aesthetical beauty seems to be an afterthought.

We can still be provoked by the Victorian聽modernist hauteur: “All art is聽quite useless”.

Maybe one day, once again, we can have art for art鈥檚 sake.

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OS ANJOS CA脥DOS DE PARIS POR IKO OURO PRETO

Quem 茅 atra铆do at茅 o cemit茅ro parisiense do P猫re-Lachaise durante as tarde de outono tem a sombria sensa莽茫o ter chegado atrasado para um grande acontecimento. As esculturas de anjos ca铆dos, senhores deitados, damas cl谩ssicas e m谩rtires parecem cochicar entre os muitos jazigos que ostentam datas do s茅culo retrasado. Durante um passeio entre uma sepultura e outra, Japa trocava de roupa e posava para as lentes de seu grande amigo Iko Ouro Preto, que captaram muito al茅m das obras de arte corro铆das pelo tempo.

Aqui, as excentricidades de Oscar Wilde n茫o incomodam mais a elite, a voz de Piaf n茫o 茅 mais aud铆vel, os costumes n茫o provocam cr铆ticas de Moli猫re e, por um sarcasmo do acaso, em vez de prostitutas, Victor Hugo agora descansa bem perto da rainha Carolina Bonaparte. Talvez a 煤ltima e constante piada para Comte, Camus e tantas outras personalidades que comp玫em um dos poucos cemit茅rios onde os visitantes geralmente circulam sorridentes.

Em poucas horas, a luz acinzentada, os musgos encrostados em t煤mulos an么nimos, as folhas secas nas alamedas de paralelep铆pedo e o sil锚ncio absoluto聽聽se misturam, transformando o lugar num cen谩rio que mais parece pastel em tela. O P猫re Lachaise traz uma tranquilidade muito mais profunda do que os parques franceses: ele aproxima nomes de artistas, fil贸sofos e escritores a indigentes num ambiente neocl谩ssico de Brongniart; o peso da hist贸ria trazido 脿 luz pelo padre Lachaise, confessor do rei Lu铆s XIV, em maio de 1804.
Japa veste:

Legging acetinado – Gloria Coelho

Capa morcego de couro – Neon

Sapato – Pedro Louren莽o
Japa veste:

Vestido couro – Pedro Louren莽o
Legging cetim – Gloria Coelho
Sapato – Gloria Coelho

Japa veste:

Camisa – Gloria Coelho

Saia – Superonic


Japa veste:

Blusa renda – Gloria Coelho

Pulseira cobra – Kenneth Lane
Japa veste:

Casaco veludo e couro - Pedro Louren莽o

M谩scara – Reinaldo Louren莽o

Japa veste:
Camisa de seda – D’Arouche

Japa veste:

Saia de couro – Pedro Louren莽o

Blusa – Forum

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Majorelle Cap. 1, o Pai Louis e o movimento Art Nouveau


脡 verdade que Divinos s茫o os caminhos da intui莽茫o e jamais me decepciono quando聽 sigo esta luz.

Ocorre que, o Jardim de Majorelle em Marrakesch, 茅 uma important铆ssima institui莽茫o da cidade, que al茅m de ser um dos maiores projetos paisag铆sticos聽 do s茅culo XX, foi a lend谩ria resid锚ncia de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Berg茅.

N茫o apenas isso, apaixonada como sou por plantas, quero saber mais sobre o primeiro propriet谩rio que deu nome a essa resid锚ncia 煤nica, e sobre esse m铆stico jardim que foi totalmente concebido e plantado por Jacques Majorelle, o filho.

Mas conforme me aprofundo, vejo que o pai de Jacques, Monsieur Louis Majorelle, foi nada mais, nada menos, que um dos maiores carpinteiros e mestres do movimento Art Nouveau, que sempre foi o meu estilo preferido.

Bapho.

Assim como um caranguejo, que d谩 pulos pra tr谩s, descubro detalhes desse universo passado, de tr谩s pra frente.

A seguir, desenrolo tr锚s gera莽玫es de arte, muito trabalho e magia!

Louis Majorelle (1859 – 1926) nasceu em Toul na Fran莽a de um pai que tamb茅m era fabricante e designer de m贸veis.

Quando os neg贸cios da fam铆lia se estabeleceram em Nancy, Louis que j谩 desenvolvera gosto e senso art铆stico, foi ent茫o a Paris estudar arquitetura e pintura na 脡cole des Beaux-Arts.

Precoce, com apenas 11 anos, j谩 havia produzido e vendido sua primeira pe莽a: uma escultura.

Depois do falecimento de seu pai, Louis retornou a Nancy, para cuidar da f谩brica de m贸veis da fam铆lia, o que o ocuparia para o resto da vida.

A F谩brica:

A F谩brica da fam铆lia Majorelle, foi constru铆da pelo famoso arquiteto da 脡cole de Nancy, Lucien Weissenburger, e fica localizada no n煤mero 6 da Rue du Vieil-A卯tre.

O primeiro sinal de uma nova est茅tica, estava em uma das doze pe莽as mostradas na Exposi莽茫o de 1894 d鈥橝rt et Decoratif Industrial Lorrain, onde Louis foi influenciado pelo designer de vidros e m贸veis Emile Gall茅, que o levou para novas dire莽玫es.

No in铆cio de 1890, os m贸veis de Majorelle, eram embelezados por marchetaria inspiradas na natureza usando folhas de vit贸ria-r茅gia, gavinhas e lib茅lulas.

Antes de 1900, acrescentou um atelier聽 que trabalhava metais nas oficinas para produzir puxadores de gaveta que eram montados de acordo com as linhas fluidas e sinuosas do seu trabalho em madeira.

Seu est煤dio tamb茅m foi respons谩vel pelo trabalho de ferro das varandas, corrim茫os de escada, e detalhes exteriores em muitos edif铆cios em Nancy, assim ajudando a transformar a cidade em um dos principais centros europeus de Art Nouveau.

No apogeu da Belle 茅poque, durante a Feira Mundial de Paris de 1900 (1900 Paris World Fair, Exposition Universalle), os projetos de Majorelle triunfaram, conseguindo assim uma clientela internacional.

A Villa Majorelle:

Assim como todo grande artista sempre tem uma casa incr铆vel para se expressar, Louis construiu a sua Villa Majorelle, onde hoje funciona um museu.

Entre os industrialistas da 茅poca, era de costume ter a casa pr贸xima do trabalho, e assim, a Villa Majorelle est谩 situada bem em frente a f谩brica de m贸veis de arte da fam铆lia.

脥cone do Art Nouveau, esta Villa de tr锚s andares que representa o desabrochar do movimento, foi projetada pelo arquiteto parisiense Henri Sauvage (1873 – 1932) e tamb茅m Weissenburger (o mesmo que projetou a f谩brica).


Nela Majorelle projetou ele pr贸prio toda a serralheria, os m贸veis e todo o trabalho em madeira, como a escadaria mostrada na colagem abaixo.

Al茅m disso, contratou Jacques Gruber para fazer os todos os vitrais e a lareira (veja colagem) foi desenhada por Alexandre Bigot.

Seu est煤dio pessoal, que fica localizado no terceiro andar, de frente para a janela em arco que lembram galhos de uma 谩rvore ou flor.

A Villa Majorelle, j谩 est谩 na minha lista de roteiros de mans玫es hist贸ricas que devo visitar ao redor do mundo, sem d煤vida.


脡cole de Nancy:

Em 1901, Majorelle se tornou um dos membros fundadores e vice-presidente da 脡cole de Nancy, tamb茅m conhecida como Alliance Provinciale des Indutries d鈥橝rt, que era um grupo de artistas, arquitetos, cr铆ticos de arte, e industrialistas da regi茫o de Lorraine, que decidiram trabalhar de uma forma colaborativa, predominando o estilo Art Nouveau.

Presidindo este grupo, estava Emille Gall茅, que vamos falar logo mais, e tamb茅m por Victor Prouv茅 que exigiam alto padr茫o de qualidade nas artes decorativas francesas, dando uma unidade visual ao estilo.

Emile Gall茅 (1846 – 1904):

Simplismente, n茫o posso perder a oportunidade de falar sobre este artista que foi a grande for莽a por tr谩s do movimento Art Nouveau.

Seus designs natural铆sticos combinavam t茅cnicas inovativas, fazendo dele um聽 pioneiro entre os fabricantes de vidro do final do s茅c. XIX e in铆cio do聽s茅c. XX .

Por certo Gall茅 misturava em suas pe莽as uma grande influ锚ncia do Japonismo, com elementos da natureza e poesias.

Este que foi o presidente da 脡cole de Nancy at茅 a sua morte em 1904, desenvolveu uma t茅cnica de corte e esmalte nos seus designs que refor莽avam as cores brilhantes e a transpar锚ncia do material.

Para melhor ilustrar a import芒ncia do trabalho de Emile, os famosos Daum Brothers por exemplo, que colaboravam diretamente com Majorelle foram altamente inspirados pelo trabalho de Gall茅.

Assim como Majorelle, Gall茅 nasceu em Nancy e seguia a mesma profiss茫o do pai, que era fabricante de vidros de arte, Monsier Charles Gall茅.


Adicionava um ar de mist茅rio a suas pe莽as, gravando nelas uma frase po茅tica.

Gall茅 deixou a sua marca como grande artista de vidros durante a feira Union Centrale des Arts Decoratifs de Paris em 1884, onde exibiu 300 pe莽as de grande variedade art铆stica assim como t茅cnica.


Em 1891, com sua fama crescendo internacionalmente, Gall茅 apenas mostrava聽 seu trabalho em galerias individuais onde a import芒ncia do seu trabalho j谩 era reconhecida, sendo adquiridos por museus e colecionadores.

Durante a d茅cada de 1890, construiu a sua 鈥淐ristallerie d鈥橢mile Gall茅鈥, criando abundantemente suas pe莽as e empregando um time de designers/artes茫os, que manufaturavam seus desenhos assim como aplicavam a sua assinatura depois de sua aprova莽茫o.

Na sua f谩brica trabalhavam 300 pessoas e a demanda era alt铆ssima.

Revolucionaram a ind煤stria de arte em vidro por serem os primeiros a produzirem pe莽as em massa usando t茅cnicas industriais.

WWI e o final da carreira de Louis Majorelle:

Com a explos茫o da primeira grande guerra, Majorelle esperava conseguir manter sua produ莽茫o e ritmo de trabalho por茅m, sua f谩brica pegou fogo numa manh茫 de novembro em 1916.

Apenas um ano depois, para piorar a p茅ssima fase que atravessava, uma de suas lojas na Rue Saint-George, foi destru铆da por um bombardeio alem茫o, assim como sua loja em Lille foi saqueada.

Durante o per铆odo restante de guerra, Majorelle se mudou para Paris, onde trabalhou nos est煤dios e ateliers de amigos que eram designers de m贸veis.

Ap贸s a guerra, reabriu sua f谩brica e loja, continuou a colaborar com a vidra莽aria dos Daum Brothers, mas os seus designs j谩 apresentavam os sinais mais geom茅tricos e retos do Art D茅co.

Louis Majorelle faleceu em Nancy em 1926.

Depois de sua morte, a fortuna de sua fam铆lia que havia se prejudicado imensamente com a guerra, n茫o conseguia mais sustentar o peso das d铆vidas da Villa Majorelle e a casa foi vendida, passando por diversas modifica莽玫es.

At茅 que a f谩brica fechou em 1931.

Acontece que Louis deixou um filho 煤nico, que cresceu neste riqu铆ssimo meio art铆stico, absorvendo tudo e levou adiante a sua sensibilidade.

Jacques Majorelle era o seu nome, e 茅 sobre o seu legado que vamos falar no pr贸ximo post, fique ligado!

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