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Majorelle Cap. 1, o Pai Louis e o movimento Art Nouveau


√Č verdade que Divinos s√£o os caminhos da intui√ß√£o e jamais me decepciono quando¬† sigo esta luz.

Ocorre que, o Jardim de Majorelle em Marrakesch, é uma importantíssima instituição da cidade, que além de ser um dos maiores projetos paisagísticos  do século XX, foi a lendária residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé.

N√£o apenas isso, apaixonada como sou por plantas, quero saber mais sobre o primeiro propriet√°rio que deu nome a essa resid√™ncia √ļnica, e sobre esse m√≠stico jardim que foi totalmente concebido e plantado por Jacques Majorelle, o filho.

Mas conforme me aprofundo, vejo que o pai de Jacques, Monsieur Louis Majorelle, foi nada mais, nada menos, que um dos maiores carpinteiros e mestres do movimento Art Nouveau, que sempre foi o meu estilo preferido.

Bapho.

Assim como um caranguejo, que d√° pulos pra tr√°s, descubro detalhes desse universo passado, de tr√°s pra frente.

A seguir, desenrolo tr√™s gera√ß√Ķes de arte, muito trabalho e magia!

Louis Majorelle (1859 Р1926) nasceu em Toul na França de um pai que também era fabricante e designer de móveis.

Quando os neg√≥cios da fam√≠lia se estabeleceram em Nancy, Louis que j√° desenvolvera gosto e senso art√≠stico, foi ent√£o a Paris estudar arquitetura e pintura na √Čcole des Beaux-Arts.

Precoce, com apenas 11 anos, já havia produzido e vendido sua primeira peça: uma escultura.

Depois do falecimento de seu pai, Louis retornou a Nancy, para cuidar da fábrica de móveis da família, o que o ocuparia para o resto da vida.

A F√°brica:

A F√°brica da fam√≠lia Majorelle, foi constru√≠da pelo famoso arquiteto da √Čcole de Nancy, Lucien Weissenburger, e fica localizada no n√ļmero 6 da Rue du Vieil-A√ģtre.

O primeiro sinal de uma nova est√©tica, estava em uma das doze pe√ßas mostradas na Exposi√ß√£o de 1894 d‚ÄôArt et Decoratif Industrial Lorrain, onde Louis foi influenciado pelo designer de vidros e m√≥veis Emile Gall√©, que o levou para novas dire√ß√Ķes.

No início de 1890, os móveis de Majorelle, eram embelezados por marchetaria inspiradas na natureza usando folhas de vitória-régia, gavinhas e libélulas.

Antes de 1900, acrescentou um atelier  que trabalhava metais nas oficinas para produzir puxadores de gaveta que eram montados de acordo com as linhas fluidas e sinuosas do seu trabalho em madeira.

Seu est√ļdio tamb√©m foi respons√°vel pelo trabalho de ferro das varandas, corrim√£os de escada, e detalhes exteriores em muitos edif√≠cios em Nancy, assim ajudando a transformar a cidade em um dos principais centros europeus de Art Nouveau.

No apogeu da Belle époque, durante a Feira Mundial de Paris de 1900 (1900 Paris World Fair, Exposition Universalle), os projetos de Majorelle triunfaram, conseguindo assim uma clientela internacional.

A Villa Majorelle:

Assim como todo grande artista sempre tem uma casa incrível para se expressar, Louis construiu a sua Villa Majorelle, onde hoje funciona um museu.

Entre os industrialistas da época, era de costume ter a casa próxima do trabalho, e assim, a Villa Majorelle está situada bem em frente a fábrica de móveis de arte da família.

√ćcone do Art Nouveau, esta Villa de tr√™s andares que representa o desabrochar do movimento, foi projetada pelo arquiteto parisiense Henri Sauvage (1873 – 1932) e tamb√©m Weissenburger (o mesmo que projetou a f√°brica).


Nela Majorelle projetou ele próprio toda a serralheria, os móveis e todo o trabalho em madeira, como a escadaria mostrada na colagem abaixo.

Além disso, contratou Jacques Gruber para fazer os todos os vitrais e a lareira (veja colagem) foi desenhada por Alexandre Bigot.

Seu est√ļdio pessoal, que fica localizado no terceiro andar, de frente para a janela em arco que lembram galhos de uma √°rvore ou flor.

A Villa Majorelle, j√° est√° na minha lista de roteiros de mans√Ķes hist√≥ricas que devo visitar ao redor do mundo, sem d√ļvida.


√Čcole de Nancy:

Em 1901, Majorelle se tornou um dos membros fundadores e vice-presidente da √Čcole de Nancy, tamb√©m conhecida como Alliance Provinciale des Indutries d‚ÄôArt, que era um grupo de artistas, arquitetos, cr√≠ticos de arte, e industrialistas da regi√£o de Lorraine, que decidiram trabalhar de uma forma colaborativa, predominando o estilo Art Nouveau.

Presidindo este grupo, estava Emille Gallé, que vamos falar logo mais, e também por Victor Prouvé que exigiam alto padrão de qualidade nas artes decorativas francesas, dando uma unidade visual ao estilo.

Emile Gallé (1846 Р1904):

Simplismente, não posso perder a oportunidade de falar sobre este artista que foi a grande força por trás do movimento Art Nouveau.

Seus designs naturalísticos combinavam técnicas inovativas, fazendo dele um  pioneiro entre os fabricantes de vidro do final do séc. XIX e início do séc. XX .

Por certo Gallé misturava em suas peças uma grande influência do Japonismo, com elementos da natureza e poesias.

Este que foi o presidente da √Čcole de Nancy at√© a sua morte em 1904, desenvolveu uma t√©cnica de corte e esmalte nos seus designs que refor√ßavam as cores brilhantes e a transpar√™ncia do material.

Para melhor ilustrar a import√Ęncia do trabalho de Emile, os famosos Daum Brothers por exemplo, que colaboravam diretamente com Majorelle foram altamente inspirados pelo trabalho de Gall√©.

Assim como Majorelle, Gallé nasceu em Nancy e seguia a mesma profissão do pai, que era fabricante de vidros de arte, Monsier Charles Gallé.


Adicionava um ar de mistério a suas peças, gravando nelas uma frase poética.

Gallé deixou a sua marca como grande artista de vidros durante a feira Union Centrale des Arts Decoratifs de Paris em 1884, onde exibiu 300 peças de grande variedade artística assim como técnica.


Em 1891, com sua fama crescendo internacionalmente, Gall√© apenas mostrava¬† seu trabalho em galerias individuais onde a import√Ęncia do seu trabalho j√° era reconhecida, sendo adquiridos por museus e colecionadores.

Durante a d√©cada de 1890, construiu a sua ‚ÄúCristallerie d‚ÄôEmile Gall√©‚ÄĚ, criando abundantemente suas pe√ßas e empregando um time de designers/artes√£os, que manufaturavam seus desenhos assim como aplicavam a sua assinatura depois de sua aprova√ß√£o.

Na sua fábrica trabalhavam 300 pessoas e a demanda era altíssima.

Revolucionaram a ind√ļstria de arte em vidro por serem os primeiros a produzirem pe√ßas em massa usando t√©cnicas industriais.

WWI e o final da carreira de Louis Majorelle:

Com a explosão da primeira grande guerra, Majorelle esperava conseguir manter sua produção e ritmo de trabalho porém, sua fábrica pegou fogo numa manhã de novembro em 1916.

Apenas um ano depois, para piorar a péssima fase que atravessava, uma de suas lojas na Rue Saint-George, foi destruída por um bombardeio alemão, assim como sua loja em Lille foi saqueada.

Durante o per√≠odo restante de guerra, Majorelle se mudou para Paris, onde trabalhou nos est√ļdios e ateliers de amigos que eram designers de m√≥veis.

Após a guerra, reabriu sua fábrica e loja, continuou a colaborar com a vidraçaria dos Daum Brothers, mas os seus designs já apresentavam os sinais mais geométricos e retos do Art Déco.

Louis Majorelle faleceu em Nancy em 1926.

Depois de sua morte, a fortuna de sua fam√≠lia que havia se prejudicado imensamente com a guerra, n√£o conseguia mais sustentar o peso das d√≠vidas da Villa Majorelle e a casa foi vendida, passando por diversas modifica√ß√Ķes.

Até que a fábrica fechou em 1931.

Acontece que Louis deixou um filho √ļnico, que cresceu neste riqu√≠ssimo meio art√≠stico, absorvendo tudo e levou adiante a sua sensibilidade.

Jacques Majorelle era o seu nome, e é sobre o seu legado que vamos falar no próximo post, fique ligado!

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O fascinante ritual do Hammam

Acabei de voltar de viagem de Marrakesch e é com grande prazer que inicio hoje uma série de posts sobre a cultura desse país exótico.

Assim começo pelo ritual dos banhos árabes.

Jean-L√©on G√©r√īme, The Bath, ca. 1880-85


O certo é que o Hammam combina a funcionalidade e os elementos estruturais de seus antecessores na Anatolia, nas termas do Império Romano com a tradição oriental turca de banhos a vapor com seus rituais de limpeza e respeito a água.

Ocorre que os √Ārabes construiram vers√Ķes de banhos greco-romanos que encontraram ap√≥s a conquista de Alexandria no Egito.

Sem d√ļvida, √© uma cerim√īnia de limpeza n√£o apenas corporal, mas tamb√©m espiritual.

Em Marrakesch, existe uma variedade de hammams, de p√ļblicos a privados, do mais simples ao mais suntuoso e decadente.


Nestes estabelecimentos, é importante que tenha em consideração que as mulheres não tem o mesmo horário de entrada que os homens.


Os locais de banho se assemelham muito a igrejas, onde no lugar da nave central fica a ‚Äúpiscina‚ÄĚ(onde vc s√≥ pode entrar quando j√° estiver limpo) com pequenas salas de banho ao redor, como se fossem capelas e/ou salas de batismo.

Logo, a primeira fase desta experiência, começa com um chá de hortelã quente, para o corpo começar a liberar as toxinas.

Sou encaminhada para uma pequena ‚Äúcapela‚ÄĚ de banho, onde portas ancestrais se abrem para um interior¬† ¬† de m√°rmore cor-de-rosa, iluminado por lanternas de ferro forjado verde- √°gua, com um teto abobadado, suspenso por pilares, com duas camas na lateral e uma pia dram√°tica que jorra √°gua em abund√Ęncia todo o tempo.

Num segundo passo, não é hora para timidez, uma atendente vai me banhar por completo, então obviamente, é preciso tirar a roupa.

Agora com a ajuda de uma concha de lat√£o dourado, ela me molha numa maestria de movimentos que me fazem lembrar um ballet.

Me entrego e me deixo levar neste momento de arte que deve ser saboreado por completo.

Em françês, a massagista indica que devo me deitar na pedra morna que tem pequenos furos por onde sai o vapor.

Começa a segunda fase do ritual, a esfolição.

Elemento essencial do hammam é o sabão usado, que é uma pasta feita de azeite de oliva e eucalipto,  chamado Savon Noir (sabão preto).  Eu tive que trazer um potinho!

Conforme é passado, com o vapor da sala, parece que minha pele chupou uma bala.

E¬īusada uma luva especial, a kessa, que tem a textura de uma lixa e com esta sou esfregada com vigor.


The Massage by Debat-Ponsan 1839

Simbolicamente, começo a trocar de pele, como se fosse uma cobra Naja.

L√≥gico, j√° fiz esfolia√ß√Ķes em diversos spas desse mundo, mas nunca e eu reafirmo Nunca, v√≠ c√©lulas mortas daquela maneira!

Chu√° pra c√°, chu√° pra l√°, depois de mais um enxague, eu tentando manter minhas poses l√Ęnguidas neste universo de harems, quando a¬† atendente come√ßa a lavar o meu cabelo com uma esp√©cie de argila chamada Ghassoul.

Verdadeira aula para qualquer cabeleleiro, esta veterana do banho fez uma trança no meu cabelo usando apenas uma mão e a água para mover as minhas negras madeixas.

Completamente derretida pelo processo, a moça apaga a luz e sugere que eu durma por 5 minutinhos.

Al√ī Cle√≥patra, eu sei que vossa alteza est√° comigo nesse momento!

Com certeza, estou muito emociada para dormir, mesmo que completamente relaxada no meio daquele vapor mentolado….

Quando me ‚Äúacorda‚ÄĚ, ganho uma √°gua incrivelmente gelada e um roup√£o.

Perfeitamente purificada, saio da pequena capela e caminho  para descansar na chaise lounge,  verdadeiro deleite da higiene, eu diria.

Diferente dos banhos romanos da antiguidade, o hammam é um lugar de retiro, secreto e poético na sua natureza.

Moorish Bath by Jean-L√©on G√©r√īme 1870


Na sala principal, o sol n√£o brilha ofuscante, ao contr√°rio, alguns raios fracos atravessam o vidro colorido dos vitrais.

Além dos raios de luz que seguram-se no vapor flutuante e dá a sensação de encantamento para a escuridão de sombras.

Inclusive os sons aquáticos ecoam entre as colunas de mármore nesta atmosfera de serenidade, purificação e luxo.

Spa do Hotel La Sultana - Marrakech

E neste clima, me jogo na piscina da foto, completamente passada…

Enfim, você é convidado a escolher qual perfume deseja usar: escolha entre água de rosas, água de flor de laranjeira ou musk.

Jean Lecomte du Nouy L’Esclave blanche 1888

Sobretudo os hammans da cidade, são um lugar de socialização e fofoca entre as mulheres muçulmanas, que aproveitam para escolher alí as futuras esposas de seus filhos.

Sir Lawrence Alma Tadema, Um costume favorito de 1909

Aqui alguns links dos principais spas de Marrakesch:

http://www.lasultanamarrakech.com/#

http://www.mamounia.com/uk/index.php

www.lesbainsdemarrakech.com

The Turkish Bath by Jean Auguste Dominique Ingrés, 1862

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Blek the rat, por Iko Ouro Preto

For most of modern age, street intervention has not been considered a valid art form. Denigrated by establishment, despised and frequently loathed, it wasn’t until recently that insiders re-evaluated their positions on what was formally considered dirty art, or maybe not art at all.

Some years ago when an art dealer in London auctioned a piece, Brad Pitt was amongst the first lining up paying thousands of Dollars for a slab of public wall. How Brad Pitt would take this chunk of concrete away with him was left to the buyer.

The intelligentsia, baffled, began re-assessing their position, and ever so reluctantly, their perception swung.

Unwittingly, the age of democratisation of art had begun.

One of the pioneers was Blek le rat. Born in 1952 in a ¬†‚Äúbourgeois” suburb of Paris from a culturally mixed background, his father an architect of Jewish decent, his mother Chinese, from the offset, Blek was a most unlikely candidate.

In the early 70’s, Blek went to New York to study architecture, for the first time stepping out of his cocooned world of privilege.

“At the university,” he explains, “my teachers were revolutionary Trotskyites; they taught me much more than art. I was learning about another world.”

Fascinated by the vast array of graffiti and tagging on the NY subway network, Blek felt ‚Äėilluminated‚Äô, a feeling of social awareness hitting him like a freight train.

Soon afterwards on a family trip to Italy, he saw a stencilled portrait of Mussolini amongst WWII ruins. That inspired him to create a life size silhouette of a rat running along the street.

‚ÄėRats are the only free animals in the city‚Äô, says Blek, ‚Äėand one that spreads the plague everywhere, just like street art‚Äô.

Blek le rat wasn’t the first to develop stencil graffiti art, that honour would fall on John Falker who, in 1978, feeling cramped in his Long Island studio space, began pervasively creating his imagery on nearby underpasses, but Blek is credited with inventing life-size stencils and basic lettering in pictorial art.

In 1981 he began painting in Paris. French Police revealed his identity when he was arrested while working on a replica of Caravaggio’s Madonna and child.

Blec le rat was exposed, his name, Xavier Prou, despite his efforts, became publicly known.

Blec soon realised the only way to evade future capture was to adopt extensive stencilling as a means to speed up his graffiti. Inadvertently, a new era of ‚Äėguerrilla art‚Äô was throttled onto us.

‚ÄúUrban art is there to be inclusive.‚ÄĚ He says, ‚ÄúBy bringing our work to the masses within the urban landscape, on the streets, we are including everyone.”

British graffiti legend Bansky has openly acknowledged Blek’s influence stating, “every time I think I’ve painted something slightly original, I find out that Blek Le Rat has done it as well, only twenty years earlier.”

The Godfather of stencil art, Blek le Rat, an immensely creative artist, is a giant amongst his peers, even if the current generation of graffiti fans will, for the most part, neglect to mention him.

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Storm by Iko Ouro Preto from Paris

It was a windy, storm-prone night, quite unusual for this time of year – a full moon, intensely and holy magnificent, just visible through the clouds. The streets are an empty, desolate landscape; the approaching tempest violently scattering what is left of autumn leaves.

Peter didn’t like people very much, human contact, small talk, birthdays, as far back as he could remember, he was always like this. As a child his parents would take him to the movies. He always hated the movies, even the love stories. As an adult, he preferred the company of the dead. When he got his new job and the opportunity came, he gladly accepted the night shift.

Peter had now been working at the morgue for years. The job suited him, the hours too. It was punctual, precise and the pay above average. Besides his job, nothing of interest ever happened, ever. Every day he would see the same people, that is, if one doesn’t count the corpses. Of those he saw quite a few, and some, he felt, became his companions, even if only for a moment before they would decompose or be burnt to ashes.

Initially there was nothing unusual with the new body they had just received. It was, as they all do, inexorably disintegrating, Peter would repeat to himself. They didn’t know the identity, but then that’s more common than one might expect and they were certainly in no hurry for an extra autopsy that night.

But suddenly.. the most unexpected thing. Peter had a sudden rush of euphoria. In his well-planned, premeditated life, he had all but forgotten he had any feelings, much less anything of this magnitude. Confused, Peter stood in the metallic chamber staring intently at the one leg sticking out from under the hospital sheet dressed as it was in well-worn jeans.

Momentarily dazed, he shifts back against the wall, his heart thumping. Peter is stunned, bewildered and surprised at his sudden flush of emotions.

Peter’s two colleagues are called on a matter next door, leaving him alone with the body. As he stares at the corpse a most bizarre thought crosses his mind. He desperately wanted the jeans for himself.

First hesitantly then enthusiastically he undresses the corpse and tries it on, right there, on the cold concrete floor of the morgue, tucking the half naked body carefully back under the blankets. It was a perfect fit, even though the body seemed considerably smaller than his.

As he stood gazing down at his new acquisition, slightly ashamed of his deed, he wonders what to do next. He feels an urge to leave, immediately. Not that he had anything or anywhere in particular to go. He just wanted to leave, immediately. He grabs his keys and does so without bothering to say good night to the staff.

Even though Peter had taken this same route to his car everyday for the past 6 years, suddenly, he’s lost. He can’t take his eyes of his legs. He touches them; feels them, caressing himself in the empty parking lot.

Then, most unexpectedly, he hears a faint voice from behind. It is Marie. The most beautiful Marie. She worked for the pharmaceutical company on the second floor. She had never looked at him, much less spoken to him, except in his fantasy. And yet here she was, asking for a ride home, with a smile.

It wasn’t very clear how Peter had found his car, nevertheless, he was now on the highway going north.

They didn‚Äôt realize they‚Äôd missed the exit until they reached a small town neither had ever been. Perplexed, Peter excused himself and promised her this wasn‚Äôt ‚Äėsome kind of trick‚Äô. He did, however, urgently need a gas station for his car. After driving aimlessly around the ghost town, one is found open.

The moon, shinning in all its glory. How beautiful, look, how beautiful. Peter had never contemplated it before, not really, but that night it seemed so exquisitely balanced that if touched ever so lightly, it would rock back and forth forever till the end of time.

They make their way to a small café adjacent to the station for a break before the ride home. Surprised that Marie would indulge in such a late nightcap with him, Peter, unlike himself, walks in proudly.

The café falls silent, all eyes on them. Small town folks, but, slightly to the right, a man elegantly dresses in a three-piece suit, stares agog, transfixed.

They order, wine. Peter, who never liked alcohol, drank with enthusiasm. Then, most unexpectedly, the well-dressed man approaches them with an unusual offer. Unsure why and equally embarrassed, he offers Peter to buy the jeans he is wearing, right there, on the spot. Peter, taken aback and surprised, declines. The man excuses and goes back to his table.

But then the man comes back, and again in the most polite and convincing terms, offers Peter an outrageous exchange. His jeans for his top-of-the-line Mercedes parked outside. Peter is impressed, but says no. Marie feels frightened and asks to leave.

Outside they make their way towards Peter’s car. As they enter, the well-dressed man comes running after them. Peter turns the ignition and darts away with Marie safely by his side.

That night she was lovelier than ever and at that moment, with her face sparkling in a faint silhouette, she was divine. Peter would have given his life for hers without a thought. She was wonderful, Marie was sublime.

As they drive back, Peter has a dream. In his dream the most beautiful things happen. For the first time in his life he began to ask himself questions. He began considering the possibility of never going back to the morgue and that everything would change. From this moment on, he would rather deal with life and the living.

He would take Marie safely back home and never let harm approach her. He would send her flowers the next morning with a letter telling her in prose he loved her more than anything he could imagine. They would have a family and celebrate Christmas with their children and when they where old, together they would view death as being united forever.

A deafening clap of thunder interrupts his thoughts. The storm was close, it was nearly on them. Outside, he remembers, was still night as they approached the city again. He collected his thoughts. He sighs as he looks at Marie as she, most gently smiles back.

Of all memories he had in life, he had never anything this glorious.

Yet absentmindedly Peter had driven back to the morgue. As Peter shivers with memories of a place he would leave behind forever, Marie suddenly remembers she’d forgotten a bag upstairs.. and if Peter could just bear a moment while she quickly retrieved it.

And so he did.

As Peter sits in his car, feeding his mind with images of things to come, he feels a tickle inside the pocket of his jeans. He looks down and scratches but the itching is still there. He straightens himself and slips his hand inside the pocket. Immediately he retracts it, feeling a sting.

The pang was soon colossal. Peter contorts himself frantically. As he briefly controls the pain, holding his right hand with his left, he felt a coldness overcome his body. Initially from his finger, but quickly overcoming everything.

He crawls out of his car, stunned, dizzy, yet still strong enough to cover the distance across the street to the morgue. Then suddenly he collapses.

His body had been there for only a while when a hospital van arrives, the drivers notice Peter stretched on the sidewalk.

They rush towards him but Peter is now cold dead. They pick up the body, put it on a stretcher, cover it with a blanket and take it upstairs to the morgue. As they enter the doorway they cross Marie coming out.

She finds the car, empty.

Late at night a body is delivered to the local morgue. They didn’t know the identity, but then that is more common than expected, they were certainly in no hurry for an extra autopsy.

The morgue manager stood there, gazing at one leg sticking out from under the blanket, dressed, as it was in well-worn jeans, confused at his own feelings of sudden euphoria.

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O Imperador e o Rouxinol

O Imperador e o Rouxinol (The Emperor’s Nightingale)

Animação 1948

de Jiri Trnka

m√ļsica por V√°clav Trojan

narrado por Boris Karloff

f√°bula de Hans Christian Andersen

Quando tomamos a decisão de mergulhar num determinado universo, uma pessoa de sensibilidade mínima, SENTE forças a empurrando em determinada direção.

Digo isso, por que em mera visita a locadora de v√≠deos do meu bairro, bat√≠ os olhos na capa desse dvd e n√£o tive a menor d√ļvida em levar na mesma hora.

Acontece que esse vídeo escolhido, completamente sem querer, trazia nele a continuação da minha pesquisa sobre esse meu fundamento Casati/Diaguilev/Veneza.


The Emperor’s Nightingale, foi também desenvolvido por Stravinsky, que era assíduo frequentador do Caffe Florian e  foi produzido para um espetáculo de ballet por Diaghilev que eram todos amigos da Marquesa Casati.

Coincidências NãO existem, dizem… e acredito!

O que me chamou a atenção imediatamente foi a estética macabra e infantil que sou fascinada, além da delicada e sutil animação em stop motion.

E confesso que quando lí que a narração era de Boris Karloff (Frankenstein), aguarrei o dvdzinho como se pudesse ser levado das minhas mãos.

A profunda voz de Karloff d√° o tom de perfeito de encantamento macabro.



A obra, adaptada em vários formatos, entre elas, ópera (Stravinsky), ballet (Diaghilev), peça musical, televisão (adaptado por Shelley Duvallem com Mick Jagger no papel do Imperador em 1983) e esta animação.


A vers√£o √≥pera criada por Stravinsky, para um espet√°culo de ballet de Diaghilev no Th√©√Ętre National de L‚ÄôOpera em Paris aconteceu em maio de 1914.

Com este sucesso, em 1917 Igor Stravinsky criou um poema sinf√īnico chamado ‚ÄúLe Chant du Rossignol‚ÄĚ (A Can√ß√£o do Rouxinol).



Edmund Dulac - The Nightingale


Os marionetes, manuseados pelo próprio diretor Trnka, são ricamente vestidos em tecidos brocados num carnaval oriental de cores com sabor vintage.

Leques e parasóis orientais dançam com a delicadeza de asas de borboleta dão um efeito de monotonia hipnótica.

Ouçam os assobios sublimes e os sons sombrios do pássaro feito de  sombras.

Al√©m do meu fasc√≠nio por p√°ssaros (em liberdade, sempre), percebo que cresce em mim uma esp√©cie de estigma por p√°ssaros mec√Ęnicos tamb√©m.

Existe uma m√≠stica, uma mec√Ęnica perfeita, como caixinhas de m√ļsica m√°gicas, como caixas de Pandora.

Hans Christian Andersen


Hans Christian Andersen (que foi amplamente pesquisado pelo av√ī da minha grande amiga Carolina Glidden D‚ÄôArouche, Sr. Leonardo Arroyo), escreveu essa hist√≥ria espelhando a voz m√°gica do Rouxinol, na voz da cantora l√≠rica su√©ca Jenny Lind, por quem ele sofria um amor plat√īnico.

Sendo assim, Hans Christian se projeta no papel do Imperador chinês, penso eu.

Imperador este que prefere o som dos tais p√°ssaros mec√Ęnicos ao som de um rouxinol de verdade.

Quando o imperador adoece e chega perto da morte, o canto do rouxinol verdadeiro recupera a sua sa√ļde.

Imaginem a voz de Karloff narrando as seguintes frases:

Perfumed bubbles rise and burst

Glass swans drifted away in their pond of mirrors

Eu recomendo.

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The great five…books about Venice

1) Out of this Century

Confessions of an art addict

The autobiography of Peggy Guggenheim

First published in 1979

Inspiradora a autobiografia de Peggy Guggenheim, que me chamou a atenção inicialmente por ter comprado em 1947 o Palazzo da minha musa mór a Marchesa Casati.

Pertencente da família de milionários das artes os Guggenheim, Peggy (1898-1979), judia, nascida em Nova York,  passou os primeiros 30 anos de sua vida viajando de país em país, trocando de maridos diversas vezes, montando lares e cuidando de seus dois filhos Sinbad e Pegeen, mas foi em Veneza que encontrou a felicidade da sua persona.

Foi uma criança doente, não pode frequentar a escola normalmente e quando tinha 14 anos seu pai morreu no Titanic.

Ele é perfeitamente retratado no épico filme de James Cameron, é o senhor que se recusa a pegar os botes de salvamento e se veste em roupas de gala para se preparar para a morte.

O pai dela, Benjamim Guggenhein, era dos meus.

Ent√£o em 1919 herdou uma fortuna de $2.5 milh√Ķes de d√≥lares que equivale a $20 milh√Ķes mais ou menos, nos par√Ęmetros de hoje.



Japa veste casaco Maria Bonita vintage e gola eduardiana Glória Coelho


Se redescobriu  como patrona das artes, o que ao meu ver ela estava completamente inspirada na Marquesa, apesar de nesse livro não admitir esse fato. (ver post anterior)

Uma vez em Veneza, uma pessoa de sensibilidade básica sente que existe um incentivo ao vestir que está implícito no ar.

Eu sentí isso completamente.

Uma pessoa vestida com peças casuais do dia-a-dia, definitivamente não se encaixa naquele cenário, não combina, é engraçado mas é a mais pura verdade.

Então quando houver a oportunidade de ir até lá, não se esqueça destas palavras que te aconselham e leve na sua mala, pelo menos algumas peças exóticas.

N√£o ir√° se arrepender.

Peggy Guggenheim que n√£o me deixaria mentir.

Ela que super usou os seus óculos que viraram sua marca registrada e roupas modernérrimas de vanguarda.

Dona de uma das mais importantes cole√ß√Ķes de arte moderna do s√©culo XX, entre os artistas que patrocinou est√£o Ives Tanguy, Paul Delvaux, Kandinsky, Jean Cocteau, Mondrian, ¬†foi super respons√°vel por Jackson Pollock, teve um t√≥rrido affair com Max Ernst, foi grande amiga de Marcel Duchamp, Alexander Calder entre outros modernistas, cubistas, expressionistas abstratos e ¬†surrealistas.

Durante a segunda guerra mundial adquiriu obras de simplesmente Picasso, Miró, Magritte, Dali, Klee e Chagall.

Sua cole√ß√£o ¬†pode ser vista na √≠ntegra, no que hoje √© o Museu Guggenheim de Veneza, no palazzo Venier dei Leoni, lar de antigos le√Ķes e da minha diva particular, La Casati.

Peggy escolheu ser enterrada l√° ao lado dos seus c√£ezinhos Lhasa Apsos.


Sem d√ļvida, Peggy Guggenheim descansa em paz e bem protegida por anjinhos.


2) Diaghilev

A Life

Sjeng Scheijen

2010

N√£o consigo largar essa biografia de 500 p√°ginas que encantam.

Sergei Pavlovich Diaghilev foi al√©m de cr√≠tico de arte, empres√°rio do Ballet e fundador do ic√īnico Ballet Russes que mudou a hist√≥ria dos espet√°culos.

De personalidade fort√≠ssima, Sergei Diaghilev transformou¬† o mundo do ballet, do teatro, da m√ļsica, das artes visuais, como ningu√©m antes dele havia feito.

No início de sua carreira Diaghilev, montou um jornal de arte e o seu grupo de artistas e intelectuais consistia simplesmente de Léon Bakst (vide post anterior), Alexandre Benois, Walter Nouvel, Konstantin Somov e Dimitri Filosofov.

Diaghilev que também era profundamente apaixonado por Veneza disse em uma das suas célebres frases: O golpe de gênio de Wagner foi ter morrido em Veneza, pois assim transformou a própria vida em arte, negando assim o caos final da morte.

Só posso concordar!

At√© mesmo, ‚ÄúDeath in Venice‚ÄĚ foi o t√≠tulo usado em um de seus grandes espet√°culos.

Em cima da sua tumba, os bailarinos que costumam visitar, deixam suas sapatilhas sobre a pedra, que diz ‚ÄĚVeneza, o apaziguamento da nossa eterna inspira√ß√£o‚ÄĚ.


Retrato de Diaguilev por Aleksandrovich Serov



Todos os grandes talentos da época trabalharam para Diaghilev como seus compositores Igor Stravinski, Claude Debussy, Maurice Ravel e Richard Strauss.

Teve como figuristas desde Bakst seu grande amigo a Nathalia Gontcharova, a Matisse e até Pablo Picasso!

Era do círculo de Gertudre Stein que foi recentemente retratada por Woody Allen em Paris a Meia-Noite por Kathy Bates.

E como não poderia deixar de ser , os grandes bailarinos também eram da sua companhia como Anna Pavlova e um dos maiores de todos os tempos Vaslav Nijinsky  que foi talvez, o maior amor de sua vida.

Amor este que o traiu, casando-se com uma mulher.

Apesar de ser discreto em rela√ß√£o aos seus mais profundos sentimentos, Diaghilev sofria pela dificuldade de viver uma vida abertamente homossexual numa √©poca em que ‚Äúdesvios sexuais‚ÄĚ era considerado uma doen√ßa.


Nijinsky



Bakst 1921, The Blue Bird



Costume for mandarin by Henri Matisse, 1920



Costume for sea princess by Adolph Bolm for the Ballet Russes



Costume design for a chinese conjurer by Pablo Picasso, 1917



Costume by Pablo Picasso for the Ballet Russes, 1917



Sketch by Bakst for Nijinsky



Vaslav Nijinski in the Bakst costume above


√Č um prazer enorme mergulhar nessa √©poca m√°gica e acompanhar cada momento ilustrado com artistas que delinearam a beleza do s√©culo XX.

Meu herói e muso.


Sergei Diaguilev



Diaguilev's resting palce in San Michele, Venice


3) Giardini Secreti a Venezia

Cristiana Moldi-Ravenna .  Tudy Sammartini

Fotografie di Gianni Berengo Gardin

1988

Como sou loucamente fascinada por jardins e plantas, precisei incluir na minha lista um livro que mostrasse os jardins secretos de Veneza.

Existe um clima presente naquele livro/filme The Secret Garden (Frances Hodgson Burnett, 1911) que nos permite entrada a um presente exclusivo da natureza, um pedaço de terra fértil exuberante como mágica.

De tempos em tempos dou mais uma folheada e é sempre um mergulho nessa neblina de sonho de morar lá.

Meu amor aos pássaros e a qualquer bicho necessita de um espaço para viver.

Os jardins s√£o raros, escondidos e pertencem as pessoas de sorte.


Me peeking through a secret gate, in search for the Trachycarpus of Venice


Sempre que viajo analizo a flora e notei a presen√ßa do mediterr√Ęneo nas plantas destes jardins

Somos de um país tropical e nem damos conta de que palmeiras não existem em qualquer lugar.

Fiquei contente em notar que o Trachycarpus √© na minha vis√£o uma palmeira do mediterr√Ęneo e foi vista diversas vezes em Veneza, j√° na La Seren√≠ssima tudo cabe, tudo vai, o oriente e o ocidente.


4)Venise `A Fleur D’Eau e 5)Essere Venezia

Fulvio Roiter

1953

Fulvio Roiter é O fotógrafo de Veneza, que melhor retratou essa aura fantasmagórica que eu tanto aprecio.

Italiano, autodidata, começou a fotografar como amador em 1947.

A partir de 1948 começou a fazer parte de um clube de fotografia de Veneza chamado a Gondola Fotográfica, fundado em Veneza por Paolo Monti com o objetivo de promover uma investigação mais penetrante.

Foi com Venise la fleur d’eau que se estabeleceu como fotógrafo de renome internacional.

5)Essere Venezia

1977



Em 1977, com Essere Venezia, se tornou um dos maiores best-sellers da sua categoria.

Na minha opinião a melhor visão de Veneza é dele.


Fulvio Roiter, 1970



Fulvio Roiter

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