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Jardins Secretos

Majorelle cap. 3, residência e fundação de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé

Um dos casais mais chiques do mundo, na minha opinião, Pierre Bergé e YSL desfrutaram  diversas casas pelo mundo.

Cada uma destas fara√īnicas mans√Ķes guardavam suas cole√ß√Ķes de arte particulares, objetos e m√≥veis do mais puro bom gosto; tudo com qualidade de museu.

Sem d√ļvida, este bom gosto era baseado em cultura e hist√≥ria.

Quando montavam uma casa, não era sobre a dimensão do imóvel, havia uma história a ser contada.

De fato, uma mistura de m√°gica com poesia.

Muitas vezes, costumavam adquirir casas em ruínas e restaurá-las de volta ao esplendor.

Este foi o caso com o Jardin Majorelle.

J√° era a terceira casa que o casal adquiria em Marrocos, Saint Laurent que nasceu e cresceu na Argelia, sinalizava um retorno ao ensolarado norte da √Āfrica que foi grande fonte de inspira√ß√£o na moda que criava.

As outras resid√™ncias do casal ficavam em Paris, Normandia e no T√Ęnger.

E sobre todas as suas outras resid√™ncias, foi no Jardin Majorelle em Marrakech que Yves Saint Laurent, desejou que fossem jogadas suas cinzas. Ent√£o, sem sombra de d√ļvida, al√©m de ser um lugar especial, foi onde YSL foi mais feliz.

Seu personagem marroquino tornou-se t√£o conhecido na cidade, que o homenagearam nomeando a rua de seu jardim com seu nome.

Muitos de seus amigos, do jet-set internacional,  passavam lendárias temporadas por lá, relaxando debaixo das estrelas, ouvindoMaria Callas no terraço forrado de tapetes persas.

Mergulhei no universo desta época e descobri algumas delícias para contar para vocês:

O casal, que eu fiquei mais passada, era o mais chique da época: Thalita e Paul Getty.

Photo by: Patrick Lichfield, on a Marrakesh rooftop in 1969.

Paul era herdeiro do petróleo, filho do homem mais rico do mundo naquela época e Thalita, absolutamente chic!

Thalita Getty, nascida na Indon√©sia, enteada do pintor Augustus John, musa absoluta de Saint Laurent, inventou o termo “Bohemian”, t√£o usado nos dias de hoje, foi pioneira usando seus looks numa etnia hippie chic, como s√≥ um √≠cone de estilo sabe usar.

Até o grande bailarino Rudolph Nureyev ficou enlouquecido por ela, imaginem!

Thalita e Paul Getty compraram e decoraram um palazzo em Marrakech e claro, eram assíduos frequentadores do Jardin Majorelle de Bergé e Saint Laurent.

Acontece que Thalita Getty alimentava um vício por drogas pesadas com tamanha voracidade, que seu hábito em heroína a matou com apenas 30 anos de idade, deixando para trás um filho de 3 anos apenas e uma vida pra lá de maravilhosa.

Haviam tamb√©m Mick Jagger (este, dispensa apresenta√ß√Ķes) e Marianne Faithful, que viviam um t√≥rrido romance durante este per√≠odo.

Já, o melhor amigo da época de escola de Saint Laurent, designer de lingerie, Fernando Sanchez, estava sempre presente.

Sem falar em Loulou de La Falaise, musa, designer, colaboradora e grande amiga de Yves Saint Laurent. Faleceu recentemente em Novembro ¬†de 2011. Sua not√≥ria eleg√Ęncia, estava em seu sangue j√° que descendia de uma longa linhagem ¬†de condes ingleses.

Criou jóias e acessórios para a boutique do Jardin Majorelle, inclusive.

E como não poderia deixar de ser, outra grande amiga de Saint Laurent, Catherine Deneuve também era assídua frequentadora do Jardin Majorelle.

 

E Bill Willis, o genial decorador americano que criava cenários de sonho não apenas para Bergé e Saint Laurent, mas grandes socielites como Marie-Hélene de Rothschild, a família Agnelli, e como não poderia deixar de ser,  o casal  Getty no famoso Palais de La Zahia.

Bill Willis ajudou a decorar assim como restaurar, transformando a Villa Oasis numa fantasia Marroquina;

Segundo Bergé, ninguém compreendia a cultura Marroquina tão bem quanto Bill Willis.

Willis que era um Orientalista na tradição de George Clairin (minha mais nova obsessão), se apropriou de uma linguagem estética e a reinventou com maestria.


Conhecido pela sua personalidade difícil, Bill Willis era uma mistura de exigência com indolência.

Permitia que seus desejos e entusiasmos governassem sua vida.

Surpreendentemente, seus talentos passaram desconhecidos pelo mundo, nunca tendo conseguido o sucesso material concedido para muitos infinitamente menos talentosos.

Faleceu de hemorragia cerebral, sem um aviso escasso de sua morte em qualquer lugar, segundo Bergé.


Este Jardim de 12 acres tamb√©m √© onde fica o Museu de Arte Isl√Ęmica de Marrakech, que guarda a cole√ß√£o t√™xtil norte-africana pessoal de YSL, cer√Ęmicas, rar√≠ssimas ¬†j√≥ias das tribos Berber e ¬†pinturas de Jacques Majorelle.

Essa √© a hist√≥ria do Jardin Majorelle que inspirou e seduziu grandes nomes da cultura mundial dos s√©culos XX e XIX, entre eles Jacques Majorelle e Louis Majorelle, sendo inclusive a √ļltima morada de YSL.


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Majorelle Cap. 2, Jacques o filho pintor e seu Jardim em Marrakech

Japa Girl veste macacão Neon, faixa Christian Dior, regata Gloria Coelho, chapéu Plas e sapato Arezzo

Verdadeiro s√≠mbolo da cidade de Marrakech, os Jardins de Majorelle encantam at√© um ‚Äúleigo‚ÄĚ em bot√Ęnica e desinteressados em paisagismo.


Nada mais, nada menos que, a maior e mais importante coleção de plantas de sua era, que além de ter sido o atêlier/residência  de Jacques Majorelle entre 1947 e 1962, foi também a residência de veraneio de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, a partir de 1980 restaurando todos os 12 acres do jardim até a criação da fundação que administra o museu até hoje.

Pudera, este oásis está listado entre os grandes jardins misteriosos do séc XX!

Jacques Majorelle, filho √ļnico de Louis Majorelle, grande mestre do movimento Art Nouveau, nasceu em Nancy em 1886, no meio desse rico c√≠rculo de artistas absurdamente fechado.

Assim respirou ARTE,  desde o berço.


Ap√≥s ter estudado artes pl√°sticas na √Čcole de Nancy e depois na Julian Academy em Paris, decidiu seguir a pintura como seu of√≠cio.

O certo é que durante a sua  juventude, contraiu tuberculose e precisou se mudar para o sul onde o clima era mais quente e foi assim que descobriu sua paixão pelo oriente, começando pelo Egito, depois Espanha até encontrar seu lugar preferido no mundo: Marrocos!












Sem d√ļvida, desenvolveu uma paix√£o particular sobre o Mediterr√Ęneo saindo fora das apresenta√ß√Ķes cl√°ssicas, encorajado pelo r√°pido tom do fauvismo, as formas simples, as origens.


De fato sua pintura foge completamente daquelas fantasias criadas pelo movimento Orientalista e na minha visão, o traço de Jacques Majorelle captura  uma luz Impressionista com um certo perfume Tiki, mostrando as nuances da vida diária.















Ruelle de La Médina, Jacques Majorelle, 1955 e imagem do Souk em Marrakesch

Erudito, amante da est√©tica dos Souks (feiras livres t√≠picas), o pintor viajante, se sentiu atra√≠do pelas tribos Berber e pela autenticidade das regi√Ķes do Atlas.

Em 1924, Jacques resolve morar na Medina de Marrakech, encontra o terreno perfeito nas bordas de Palm Groove e d√° in√≠cio ao que seria o grande feito de sua vida, um ex√≥tico jardim bot√Ęnico que al√©m de levar o sobrenome de sua fam√≠lia, seria o seu maior legado.

Evidente que um dos grandes destaques do paisagismo de Majorelle, s√£o as palmeiras gigantescas, que mandou trazer do sul da √Āsia, do leste da √Āfrica, das Ilhas Can√°rias, da regi√£o da Mesopot√Ęnia e at√© da Calif√≥rnia.



Sem falar nos cactus, nas iucas, as vitórias-régias, o perfume dos jasmins, a encantadora floresta de Bambus que me faz mergulhar nos meus encantos pelo movimento Tiki, mais uma vez.

Digamos que a originalidade deste lugar, está na combinação de uma vegetação luxuosa e elementos de arquitetura alinhados com a sobriedade e estética tradicional marroquina.

E muito importante no conceito desse jardim, é a cor ícone usada: o Bleu Majorelle.

O poder desse tom de azul, d√° um contraste √ļnico a¬† impress√£o de quietude e contempla√ß√£o.



Pesquisei inclusive, a combinação exata de tons para chegarmos ao Bleu Majorelle, caso queiram pintar uma parede:

- Pantone 6050 (RGB)

- RVB (r 96, v 80, b 220)

- Triplet hexa: 6050 DC

- CMJN (c 56%, m64%, j 0%, N 14%)

- TSL (t 247*, s67%, l59%)


Reza a lenda que Yves Saint Laurent, que tinha um talento √ļnico para misturar cores, foi o respons√°vel pelo tom de hoje, melhorando assim ainda mais a tonalidade de Monsieur¬†Jacques Majorelle.

Mod√©stia a parte, eu tamb√©m tenho um olhar para cores e estava pensando outro dia sobre a loucura dessa cor, quando tive um insight: ‚ÄúO Bleu Majorelle √© a cor do pesco√ßo do pav√£o!‚ÄĚ

Houve um aspecto que achei fascinante e essencialmente chic enquanto pesquisava sobre¬† a funda√ß√£o dos Jardins de Majorelle, o cuidado com as 15 esp√©cies de p√°ssaros LIVRES, exclusivamente encontrados naquela regi√£o no Norte da √Āfrica.

Afinal de contas, um jardim jamais é completo sem os seus devidos passarinhos.





O trabalho de Jacques Majorelle também pode ser visto no famoso Hotel La Mamounia, que o pintor ajudou a decorar, assim como pintou posters de turismo para a cidade de Marrakesch.







Teto pintado por Jacques Majorelle na entrada do tradicional Hotel La Mamounia, Marrakesch.



Foi em 1962 que Jacques após sofrer um acidente de carro, retorna para a França e vem a falecer logo em seguida.

Nos anos 80, seu Legado paisag√≠stico sofreu grandes deteriora√ß√Ķes , at√© que o casal mais chic do mundo, Yves Saint Laurent e Pierre Berg√© descubriram¬† esse o√°sis e o recuperaram por completo.

Na terceira parte destes posts, revelo deliciosos segredos da estadia destes √ļltimos propriet√°rios do Jardim Majorelle e sobre a cria√ß√£o da funda√ß√£o e museu, n√£o percam!



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