1) Out of this Century
Confessions of an art addict
The autobiography of Peggy Guggenheim
First published in 1979
Inspiradora a autobiografia de Peggy Guggenheim, que me chamou a atenção inicialmente por ter comprado em 1947 o Palazzo da minha musa mór a Marchesa Casati.
Pertencente da família de milionários das artes os Guggenheim, Peggy (1898-1979), judia, nascida em Nova York, passou os primeiros 30 anos de sua vida viajando de país em país, trocando de maridos diversas vezes, montando lares e cuidando de seus dois filhos Sinbad e Pegeen, mas foi em Veneza que encontrou a felicidade da sua persona.
Foi uma criança doente, não pode frequentar a escola normalmente e quando tinha 14 anos seu pai morreu no Titanic.
Ele é perfeitamente retratado no épico filme de James Cameron, é o senhor que se recusa a pegar os botes de salvamento e se veste em roupas de gala para se preparar para a morte.
O pai dela, Benjamim Guggenhein, era dos meus.
Então em 1919 herdou uma fortuna de $2.5 milhões de dólares que equivale a $20 milhões mais ou menos, nos parâmetros de hoje.
Se redescobriu como patrona das artes, o que ao meu ver ela estava completamente inspirada na Marquesa, apesar de nesse livro não admitir esse fato. (ver post anterior)
Uma vez em Veneza, uma pessoa de sensibilidade básica sente que existe um incentivo ao vestir que está implícito no ar.
Eu sentí isso completamente.
Uma pessoa vestida com peças casuais do dia-a-dia, definitivamente não se encaixa naquele cenário, não combina, é engraçado mas é a mais pura verdade.
Então quando houver a oportunidade de ir até lá, não se esqueça destas palavras que te aconselham e leve na sua mala, pelo menos algumas peças exóticas.
Não irá se arrepender.
Peggy Guggenheim que não me deixaria mentir.
Ela que super usou os seus óculos que viraram sua marca registrada e roupas modernérrimas de vanguarda.
Dona de uma das mais importantes coleções de arte moderna do século XX, entre os artistas que patrocinou estão Ives Tanguy, Paul Delvaux, Kandinsky, Jean Cocteau, Mondrian, foi super responsável por Jackson Pollock, teve um tórrido affair com Max Ernst, foi grande amiga de Marcel Duchamp, Alexander Calder entre outros modernistas, cubistas, expressionistas abstratos e surrealistas.
Durante a segunda guerra mundial adquiriu obras de simplesmente Picasso, Miró, Magritte, Dali, Klee e Chagall.
Sua coleção pode ser vista na íntegra, no que hoje é o Museu Guggenheim de Veneza, no palazzo Venier dei Leoni, lar de antigos leões e da minha diva particular, La Casati.
Peggy escolheu ser enterrada lá ao lado dos seus cãezinhos Lhasa Apsos.
Sem dúvida, Peggy Guggenheim descansa em paz e bem protegida por anjinhos.
2) Diaghilev
A Life
Sjeng Scheijen
2010
Não consigo largar essa biografia de 500 páginas que encantam.
Sergei Pavlovich Diaghilev foi além de crítico de arte, empresário do Ballet e fundador do icônico Ballet Russes que mudou a história dos espetáculos.
De personalidade fortíssima, Sergei Diaghilev transformou o mundo do ballet, do teatro, da música, das artes visuais, como ninguém antes dele havia feito.
No início de sua carreira Diaghilev, montou um jornal de arte e o seu grupo de artistas e intelectuais consistia simplesmente de Léon Bakst (vide post anterior), Alexandre Benois, Walter Nouvel, Konstantin Somov e Dimitri Filosofov.
Diaghilev que também era profundamente apaixonado por Veneza disse em uma das suas célebres frases: O golpe de gênio de Wagner foi ter morrido em Veneza, pois assim transformou a própria vida em arte, negando assim o caos final da morte.
Só posso concordar!
Até mesmo, “Death in Venice” foi o título usado em um de seus grandes espetáculos.
Em cima da sua tumba, os bailarinos que costumam visitar, deixam suas sapatilhas sobre a pedra, que diz ”Veneza, o apaziguamento da nossa eterna inspiração”.
Todos os grandes talentos da época trabalharam para Diaghilev como seus compositores Igor Stravinski, Claude Debussy, Maurice Ravel e Richard Strauss.
Teve como figuristas desde Bakst seu grande amigo a Nathalia Gontcharova, a Matisse e até Pablo Picasso!
Era do círculo de Gertudre Stein que foi recentemente retratada por Woody Allen em Paris a Meia-Noite por Kathy Bates.
E como não poderia deixar de ser , os grandes bailarinos também eram da sua companhia como Anna Pavlova e um dos maiores de todos os tempos Vaslav Nijinsky que foi talvez, o maior amor de sua vida.
Amor este que o traiu, casando-se com uma mulher.
Apesar de ser discreto em relação aos seus mais profundos sentimentos, Diaghilev sofria pela dificuldade de viver uma vida abertamente homossexual numa época em que “desvios sexuais” era considerado uma doença.
É um prazer enorme mergulhar nessa época mágica e acompanhar cada momento ilustrado com artistas que delinearam a beleza do século XX.
Meu herói e muso.
3) Giardini Secreti a Venezia
Cristiana Moldi-Ravenna . Tudy Sammartini
Fotografie di Gianni Berengo Gardin
1988
Como sou loucamente fascinada por jardins e plantas, precisei incluir na minha lista um livro que mostrasse os jardins secretos de Veneza.
Existe um clima presente naquele livro/filme The Secret Garden (Frances Hodgson Burnett, 1911) que nos permite entrada a um presente exclusivo da natureza, um pedaço de terra fértil exuberante como mágica.
De tempos em tempos dou mais uma folheada e é sempre um mergulho nessa neblina de sonho de morar lá.
Meu amor aos pássaros e a qualquer bicho necessita de um espaço para viver.
Os jardins são raros, escondidos e pertencem as pessoas de sorte.
Sempre que viajo analizo a flora e notei a presença do mediterrâneo nas plantas destes jardins
Somos de um país tropical e nem damos conta de que palmeiras não existem em qualquer lugar.
Fiquei contente em notar que o Trachycarpus é na minha visão uma palmeira do mediterrâneo e foi vista diversas vezes em Veneza, já na La Sereníssima tudo cabe, tudo vai, o oriente e o ocidente.
4)Venise `A Fleur D’Eau e 5)Essere Venezia
Fulvio Roiter
1953
Fulvio Roiter é O fotógrafo de Veneza, que melhor retratou essa aura fantasmagórica que eu tanto aprecio.
Italiano, autodidata, começou a fotografar como amador em 1947.
A partir de 1948 começou a fazer parte de um clube de fotografia de Veneza chamado a Gondola Fotográfica, fundado em Veneza por Paolo Monti com o objetivo de promover uma investigação mais penetrante.
Foi com Venise la fleur d’eau que se estabeleceu como fotógrafo de renome internacional.
5)Essere Venezia
1977
Em 1977, com Essere Venezia, se tornou um dos maiores best-sellers da sua categoria.
Na minha opinião a melhor visão de Veneza é dele.



























































































