#inhotim #nofilter #feriado#Inhotim #YayoiKusamaÉpoca de Helicônias Rostratas! Viva o feriado! #heliconia #heliconiarostrata #nofilter #feriadoRetrato de Richard Avedon mostra o maior bailarino de todos os tempos, o maior mito, o maior... 😉
O restante da imagem do grande Nureyev, está no link: www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-rudolf-nureyev-por-arthur-mendes-rocha/Orquídea #brassia primeira florada comigo! #orquídea #brassiaverrucosaImagem de Brassaï (1899-1984) Margot Fonteyn vestida em seu tutu, se olha no espelho de seu camarim, 1949
Mais no site: www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-margot-fonteyn-por-arthur-mendes-rocha/Época de #orquídea #Zygopetalum"...grandes bailarinos não são grandes por causa de sua técnica, eles são grandes por causa de sua paixão." Martha Graham hoje no site: www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-martha-graham-por-arthur-mendes-rocha/Boa segunda! Boa semana! #Íris #brinco-de-princesa #nofilter"You were wild once.
Don't let them tame you."
Isadora Duncan hoje no site:
www.japagirl.com.br/blog/sports-i-love/todays-sound-isadora-duncan-por-arthur-mendes-rocha/

                
       





















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CURRENT MOON


Livros

The great five…books about Venice

1) Out of this Century

Confessions of an art addict

The autobiography of Peggy Guggenheim

First published in 1979

Inspiradora a autobiografia de Peggy Guggenheim, que me chamou a atenção inicialmente por ter comprado em 1947 o Palazzo da minha musa mór a Marchesa Casati.

Pertencente da família de milionários das artes os Guggenheim, Peggy (1898-1979), judia, nascida em Nova York,  passou os primeiros 30 anos de sua vida viajando de país em país, trocando de maridos diversas vezes, montando lares e cuidando de seus dois filhos Sinbad e Pegeen, mas foi em Veneza que encontrou a felicidade da sua persona.

Foi uma criança doente, não pode frequentar a escola normalmente e quando tinha 14 anos seu pai morreu no Titanic.

Ele é perfeitamente retratado no épico filme de James Cameron, é o senhor que se recusa a pegar os botes de salvamento e se veste em roupas de gala para se preparar para a morte.

O pai dela, Benjamim Guggenhein, era dos meus.

Então em 1919 herdou uma fortuna de $2.5 milhões de dólares que equivale a $20 milhões mais ou menos, nos parâmetros de hoje.



Japa veste casaco Maria Bonita vintage e gola eduardiana Glória Coelho


Se redescobriu  como patrona das artes, o que ao meu ver ela estava completamente inspirada na Marquesa, apesar de nesse livro não admitir esse fato. (ver post anterior)

Uma vez em Veneza, uma pessoa de sensibilidade básica sente que existe um incentivo ao vestir que está implícito no ar.

Eu sentí isso completamente.

Uma pessoa vestida com peças casuais do dia-a-dia, definitivamente não se encaixa naquele cenário, não combina, é engraçado mas é a mais pura verdade.

Então quando houver a oportunidade de ir até lá, não se esqueça destas palavras que te aconselham e leve na sua mala, pelo menos algumas peças exóticas.

Não irá se arrepender.

Peggy Guggenheim que não me deixaria mentir.

Ela que super usou os seus óculos que viraram sua marca registrada e roupas modernérrimas de vanguarda.

Dona de uma das mais importantes coleções de arte moderna do século XX, entre os artistas que patrocinou estão Ives Tanguy, Paul Delvaux, Kandinsky, Jean Cocteau, Mondrian,  foi super responsável por Jackson Pollock, teve um tórrido affair com Max Ernst, foi grande amiga de Marcel Duchamp, Alexander Calder entre outros modernistas, cubistas, expressionistas abstratos e  surrealistas.

Durante a segunda guerra mundial adquiriu obras de simplesmente Picasso, Miró, Magritte, Dali, Klee e Chagall.

Sua coleção  pode ser vista na íntegra, no que hoje é o Museu Guggenheim de Veneza, no palazzo Venier dei Leoni, lar de antigos leões e da minha diva particular, La Casati.

Peggy escolheu ser enterrada lá ao lado dos seus cãezinhos Lhasa Apsos.


Sem dúvida, Peggy Guggenheim descansa em paz e bem protegida por anjinhos.


2) Diaghilev

A Life

Sjeng Scheijen

2010

Não consigo largar essa biografia de 500 páginas que encantam.

Sergei Pavlovich Diaghilev foi além de crítico de arte, empresário do Ballet e fundador do icônico Ballet Russes que mudou a história dos espetáculos.

De personalidade fortíssima, Sergei Diaghilev transformou  o mundo do ballet, do teatro, da música, das artes visuais, como ninguém antes dele havia feito.

No início de sua carreira Diaghilev, montou um jornal de arte e o seu grupo de artistas e intelectuais consistia simplesmente de Léon Bakst (vide post anterior), Alexandre Benois, Walter Nouvel, Konstantin Somov e Dimitri Filosofov.

Diaghilev que também era profundamente apaixonado por Veneza disse em uma das suas célebres frases: O golpe de gênio de Wagner foi ter morrido em Veneza, pois assim transformou a própria vida em arte, negando assim o caos final da morte.

Só posso concordar!

Até mesmo, “Death in Venice” foi o título usado em um de seus grandes espetáculos.

Em cima da sua tumba, os bailarinos que costumam visitar, deixam suas sapatilhas sobre a pedra, que diz ”Veneza, o apaziguamento da nossa eterna inspiração”.


Retrato de Diaguilev por Aleksandrovich Serov



Todos os grandes talentos da época trabalharam para Diaghilev como seus compositores Igor Stravinski, Claude Debussy, Maurice Ravel e Richard Strauss.

Teve como figuristas desde Bakst seu grande amigo a Nathalia Gontcharova, a Matisse e até Pablo Picasso!

Era do círculo de Gertudre Stein que foi recentemente retratada por Woody Allen em Paris a Meia-Noite por Kathy Bates.

E como não poderia deixar de ser , os grandes bailarinos também eram da sua companhia como Anna Pavlova e um dos maiores de todos os tempos Vaslav Nijinsky  que foi talvez, o maior amor de sua vida.

Amor este que o traiu, casando-se com uma mulher.

Apesar de ser discreto em relação aos seus mais profundos sentimentos, Diaghilev sofria pela dificuldade de viver uma vida abertamente homossexual numa época em que “desvios sexuais” era considerado uma doença.


Nijinsky



Bakst 1921, The Blue Bird



Costume for mandarin by Henri Matisse, 1920



Costume for sea princess by Adolph Bolm for the Ballet Russes



Costume design for a chinese conjurer by Pablo Picasso, 1917



Costume by Pablo Picasso for the Ballet Russes, 1917



Sketch by Bakst for Nijinsky



Vaslav Nijinski in the Bakst costume above


É um prazer enorme mergulhar nessa época mágica e acompanhar cada momento ilustrado com artistas que delinearam a beleza do século XX.

Meu herói e muso.


Sergei Diaguilev



Diaguilev's resting palce in San Michele, Venice


3) Giardini Secreti a Venezia

Cristiana Moldi-Ravenna .  Tudy Sammartini

Fotografie di Gianni Berengo Gardin

1988

Como sou loucamente fascinada por jardins e plantas, precisei incluir na minha lista um livro que mostrasse os jardins secretos de Veneza.

Existe um clima presente naquele livro/filme The Secret Garden (Frances Hodgson Burnett, 1911) que nos permite entrada a um presente exclusivo da natureza, um pedaço de terra fértil exuberante como mágica.

De tempos em tempos dou mais uma folheada e é sempre um mergulho nessa neblina de sonho de morar lá.

Meu amor aos pássaros e a qualquer bicho necessita de um espaço para viver.

Os jardins são raros, escondidos e pertencem as pessoas de sorte.


Me peeking through a secret gate, in search for the Trachycarpus of Venice


Sempre que viajo analizo a flora e notei a presença do mediterrâneo nas plantas destes jardins

Somos de um país tropical e nem damos conta de que palmeiras não existem em qualquer lugar.

Fiquei contente em notar que o Trachycarpus é na minha visão uma palmeira do mediterrâneo e foi vista diversas vezes em Veneza, já na La Sereníssima tudo cabe, tudo vai, o oriente e o ocidente.


4)Venise `A Fleur D’Eau e 5)Essere Venezia

Fulvio Roiter

1953

Fulvio Roiter é O fotógrafo de Veneza, que melhor retratou essa aura fantasmagórica que eu tanto aprecio.

Italiano, autodidata, começou a fotografar como amador em 1947.

A partir de 1948 começou a fazer parte de um clube de fotografia de Veneza chamado a Gondola Fotográfica, fundado em Veneza por Paolo Monti com o objetivo de promover uma investigação mais penetrante.

Foi com Venise la fleur d’eau que se estabeleceu como fotógrafo de renome internacional.

5)Essere Venezia

1977



Em 1977, com Essere Venezia, se tornou um dos maiores best-sellers da sua categoria.

Na minha opinião a melhor visão de Veneza é dele.


Fulvio Roiter, 1970



Fulvio Roiter

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Minha musa favorita, a Marquesa Luisa Casati


Marquesa Casati with greyhounds. Portrait by Giovanni Boldini, 1908


Preciso contar a história de uma das minhas grandes inspirações na vida, ícone lendário de Veneza, motivo do meu fascínio pela La Sereníssima, a excêntrica Marquesa Luisa Casati.

Quando lí a sua biografia em 2007, confesso que não conseguia mais sair de casa, só lia sobre as suas aventuras chiquérrimas pelo universo das artes e delirava…

Nascida em Milão em 1881, herdeira de uma fortuna vindo da produção de algodão, Luisa e sua irmã mais velha, ficaram órfãs aos 13 anos apenas, se tornando as meninas mais ricas da Itália em sua época.

No ano de 1900 se casou com o falido Marquês Camillo Casati que lhe deu o título de Marquesa, uma filha chamada Christina (no point intented…) e uma vida um tanto infeliz.

Mas a minha musa não se conformaria a uma mera vida de esposa da Belle Époque não.

Logo, devidamente morando em residências separadas de seu marido, La Casati tratou de criar o seu célebre personagem  femme fatale fabulosa e patrona das artes.


Palazzo Venier dei Leoni


Dando início ao seu projeto comprou palácios de sonho e os decorou com absoluta extravagância; a Villa San Michelle em Capri, o Palais Rose em Paris e o palazzo Venier dei Leoni em Veneza.

O mais emblemático de todos, o Palazzo Venier dei Leoni no Grand Canal, onde fica hoje o museu Guggenhein, foi o palco de suas lendárias festas e como é de se esperar, ponto altíssimo da minha viagem.

Este palazzo inacabado em semi-ruína (foi construído apenas o primeiro andar) foi a sede da também milionária/excêntrica Peggy Guggenhein anos mais tarde, que na minha opinião seguiu os passos da Casati, é uma das poucas propriedades que possuí um jardim daquela dimensão.

Foi um momento na minha vida!


Sentada no trono de mármore de Casati visto maxi skirt Superonic, casaco de veludo Maria Bonita e jaqueta de couro D'Arouche



Realizada no banco do quintal de Luisa Casati


Luisa Casati se definiu como obra de arte viva e se vestia absurdamente.

Paul Poiret era sempre contratado para vesti-la em suas sensacionais festas, assim como o grande mestre Erté (que inspirado nela desenhou e esculpiu grandes coleções), Léon Bakst (figurinista do Ballet Russes e parceiro de Diaghilev) e Mariano Fortuny.

Vivo estudando o comportamento das grandes divas e um ponto em comum que todas tem é o amor aos animais, mas a Marquesa alçou isso há outros patamares.

Em sua companhia haviam sempre duas cheetahs que ela guiava em coleiras cravejadas de brilhantes Cartier.

Inclusive, a coleção Panther de Cartier, foi completamente inspirada nela, tá?

Em volta do seu pescoço se enrolava a sua jibóia de estimação e pássaros exóticos, como corvos albinos, voavam livremente pelas suas salas e seus greyhounds (sempre um preto e um branco) eram retratados em suas pinturas ao seu lado.

Era famosa pelos seus passeios noturnos em sua gôndola chiquérrima particular, onde desfilava nua, com apenas um casaco de pele por cima.

Em sua companhia estavam seu gondolier, um negro Núbio belíssimo, que era devidamente vestido como um mouro de turbante do séc. XIX e seus macacos iam vestidos como dandys da corte.


Casati by Man Ray, 1922


Marquesa Casati by Man Ray, 1922

Alta e magra, Luisa realçava o olhar com gotas de Belladona que faz a pupila dilatar e dava um efeito monstruoso aos seus enormes olhos verdes sempre maquiados com muito kohl e cílios postiços.

Seus cabelos cor de fogo a base de henna, coroavam a sua cadavérica pele branquíssima e lábios cor de sangue.

Seu grande talento era se vestir e suas pérolas costumavam chegar ao chão.

Várias coleções de Haute Couture foram inspiradas nela, a primeira delas Spring/Summer 1998 de John Galliano para Dior e novamente Autumn/Winter 2007/2008.

Karl Lagerfeld que possui um portfolio de sketches sobre a Marquesa, inspirou a sua coleção Cruise 2009/2010 ready-to-wear para Chanel.

Bem antes de tudo isso, inspirou Elsa Schiaparelli e Coco Chanel (que após a falência de Casati, comprou um lote inteiro de suas peças de decoração como aquela dupla de veados de bronze).

Era motivo de intriga entre Marcel Proust e o conde Robert de Montesquiou.


Pastel by Alberto Martini



John Galliano for Christian Dior Haute Couture SS98



John Galliano for Christian Dior Haute Couture, SS98


Em busca pela imortalidade seu retrato foi pintado pelos maiores artistas da sua época como seu amisissímo Giovanni Boldini, Augustus John, Kees Van Dongen, Romaine Brooks, Ignácio Zuloaga entre outros.

Foi esboçada por Drian, Alberto Martini e Alastair, esculpida por Giácomo Balla, Barjansky Catherine, Jacob Epstein e retratada por ninguém menos do que o surrealista Man Ray, Cecil Beaton e o Baron Adolph de Meyer.


Marquesa Luisa com Giovanni Boldini e Paul Cesar Helleu em seu jardim em Veneza



Marquesa Casati by Giovanni Boldini


Reza a lenda que, em seu palácio em Roma, Picasso participou de um sarau enquanto em outra ocasião,  fantasiou-se como obra de arte inspirando o próprio Salvador Dali.

Seu grande affair foi com o escritor Gabrielle D’Annunzio que por consequência, escreveu diversos de seus livros usando a persona de Casati.

Ou seja, a Marquesa Casati conseguiu ser a musa de diversos movimentos de arte, os surrealistas, os futuristas, os fauvistas e dadaistas.

Musa profissional, conquistou o fascínio de poetas a pintores de músicos a couturiers, escritores e escultores.


La Casati by Man Ray, 1935


Suas festas eram objeto de lenda.

Certa vez em Veneza, organizou uma festa a fantasia para (meu herói também) Diaghilev e sua companhia de dança, o Ballet Russes.

Nesta festa, os maiores bailarinos daquela data, Nijinski convidou Isadora Duncan para uma dança para deleite dos convidados.

Em outra ocasião, num jantar em seu palácio, a Marquesa Casati recebia com bonecos de cera muitíssimo bem vestidos, em tamanho natural sentados a mesa exatamente como se fossem convidados.

Seus pratos eram servidos e retirados de acordo com o desenrolar do serviço. Corria um boato que na região do coração destes manequins haviam cinzas de seus amantes passados.

Seus servos estavam quase nus, cobertos com folha de ouro.

Debaixo de toda essa teatricalidade macabra, suas orgias celebravam o oculto, regadas a absyntho e ópio.

Outra característica forte das divas que estudo é a habilidade de fazer uma entrada em qualquer ambiente que seja e Luisa Casati era mestre nessa arte.

Durante um verão em Veneza, conseguiu autorização com o prefeito para fechar a Piazza de San Marco para realizar um baile de máscaras e foi o verdadeiro frenesi.

Sua chegada, através da lagoa, era precedida por uma sucessão bandeiras com o seu brasão em mastros, lanternas chinesas acesas sobre a água e descendo da sua gondola, abriu os braços e lançou 2.000 borboletas em liberdade.

O chão da praça chegou a tremer com tantos aplausos recebidos.

E assim, a estrela mais brilhante da sociedade européia torrava a sua fortuna.


Erté



A Marquesa inspirou a coleção Panther de Cartier, que até usou esmeraldas para combinar com o verde dos seus olhos


Em 1930, Luisa havia acumulado uma dívida de 25 milhões de dólares e incapaz de pagar os seus credores, seus pertences foram  leiloados e confiscados no Palais Rose em 1932.

Vendeu todas as suas obras de arte, que por tantos anos apadrinhou e foi morar em Londres.

Obcecada pela própria imagem, sua aparência ainda era lenda e era vista em seus nobres trajes só que estes já puídos e rasgados, vasculhando o lixo.

Faleceu em 1957 aos 76 anos em Beaufort Gardens, sua última residência.


Portrait by Augustus John


A Marquesa foi enterrada no cemitério de Brompton vestida de negro com barrado de onça e seu cachorrinho pequinês empalhado descansa com ela.

Em sua lápide escolheu uma frase de Skakespeare na peça de Antonio e Cleopatra:

Age cannot wither her, nor custom stale her infinite variety.


Quer mais um pouquinho?


John Galliano para Christian Dior couture, SS08



John Galliano para Christian Dior couture, SS08



John Galliano para Christian Dior couture, SS08



Karl Lagerfeld para Chanel Resort 2010


Meus livros pesquisados sobre a vida da Marchesa:

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Sobre o livro “As Egípcias”

asegipcias

Como eu amei esse livro!

Foi um momento revelador na minha vida entender e ver como o mundo realmente pode andar pra trás.

Sou otimista em relação aos seres humanos, apesar de tudo, acredito que estamos melhores hoje em dia, do quê tempos atrás.

Mas é impressionante como a aura de uma época prevalece e somos sim, capazes de retardar o nosso avanço.

Na era do Egito Antigo éramos muito avançados em vários sentidos.

Nas ciências, na matemática, na astrologia e astronomia, na arquitetura, nas artes, espiritualmente.

Mas um dos maiores avanços, era o fato da mulher ser considerada igual ao homem.

Elas podiam ser desde um faraó, ter altas funções públicas, ser escriba, latifundiárias, médicas, comerciantes, administradoras, especialistas em finanças, capitã naval, sacerdotisas, pontífices em sua religião e Deusas.

Um mundo assim faz muito sentido pra mim, e sinto que fui uma mulher egípcia.

Costumava dizer em tom de brincadeira que devo ter sido escrava de Cleópatra, mas foi recentemente descoberto que no Egito, não haviam escravos.

Nem os gregos tinham as mulheres em tão alta escala.

A era romana tomou para sí muito da cultura grega, e com muita violência, digo que nós como civilização humana, já demos um bom passo para trás.

Porém em muitos sentidos, durante esta mesma era romana demos vários passos a frente.

Admiro o Império Romano com fervor.

Sei que fui romana também.

Mas alguma coisa aconteceu e mudou o rumo do mundo e veja só o que aconteceu conosco na era medieval…

Um atraso em muitos sentidos.

Tenho uma teoria para o que aconteceu.

E acredito nessa minha teoria como a minha verdade.

A igreja católica aconteceu.

O catolicismo, com todo respeito que tenho por todas as religiões, acabou com as mulheres por 1000 anos.

Como a mulher egípcia era tão respeitada e com o passar dos séculos, ela foi sendo colocada em último plano?

A mulher egípcia era livre para casar com o homem de sua escolha, divorciar-se com direito a pensão alimentar, legar dotes e herdá-los também.

Elas podiam gerir empresas, ser proprietárias de terras, ou consagrar-se aos mistérios revelados nos santuários.

Rezavam para uma mulher, assim como rezavam para um homem.

Cada qual com a sua função.

Como nunca questionamos antes, que o Deus Pai é o criador de tudo, com a ajuda de seu filho Jesus e da costela de Adão para fabricar… sua versão feminina?

E quem dá a Luz mesmo?

Precisamos dos dois pólos para criar qualquer energia.

Até pilha Duracell tem positivo e negativo!

Não sou feminista não, pelo amor… da Deusa.

Existem funções que cabe a um homem fazer e me irrita quando uma mulher se mete a besta.

Um exemplo simples disso são as mulheres frentistas nos postos de gasolina.

São incapazes de colocar as patinhas no seu carro da maneira que um homem faz!

O catolicismo segurou o desenvolvimento do mundo por séculos.

E ainda continua, proibindo a pílula e a camisinha!!!

Sobre aborto concordo que haja discussões sobre alma etc, mas em tempos de AIDS, miséria absoluta, ignorância, o mundo acabando de tão povoado, como, como a igreja católica ainda insiste em manter essa posição completamente fora de seus tempos?

Por isso tem perdido tantos fiéis, é claro.

Somente de 8 anos pra cá se fala em Maria Madalena!

E sobre como a Virgem Maria não morreu virgem, já que Cristo tinha pelo menos 7 irmãos carnais, filhos de Maria e José (está escrito na Bíblia)

Acredito com fervor e devoção na Nossa Senhora, assim como no Nosso Senhor.

Só acho que Maria não era virgem e uma Santa não precisa ser virgem para ser reverenciada como Deusa, ou mãe de Deus.

Posso discutir esse assunto por horas e o importante, é que este livro nos faz pensar.

Como fomos melhores um dia, regredimos muito, mas ainda temos tempo para corrigir o que fizemos de errado e evoluir como espécie, ao invés de destruirmos o único paraíso que realmente existe, o planeta Terra.

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