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TODAY’S SOUND: ISADORA DUNCAN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Revolucionária, amante das artes, um espírito livre, independente, feminista, ela é uma pioneira da dança moderna, ela é Isadora Duncan.

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Isadora era inspirada pelos gregos, pelos movimentos da natureza, como o vento, plantas e animais; ela fazia da dança sua forma de expressão e foi das primeiras a romper com o padrão clássico do balé.

Isadora nasceu em São Francisco, na Califórnia, em 1877, mas seus pais se separaram cedo e ela muda com os irmãos para Oakland, enquanto a mãe os sustentava dando aulas de piano.

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Sua mãe também a fez ter contato cedo com autores como Keats, Shakespeare, Shelley, Dickens, Whitman, lhe dando inspiração artística na mais tenra idade.

Aos quatro anos, ela já aprende a dançar balé clássico e aos nove, já está dando aulas com a irmã para ganhar um dinheiro extra.

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Porém, com seu espírito rebelde, ela questiona os ensinamentos do balé clássico e resolve romper com tudo e declara que o balé clássico era como ser um fantoche articulado e sem alma. Além disso, no balé as mulheres eram sempre guiadas pelos homens e na dança de Isadora, isto não acontece, as mulheres são livres para se expressarem.

isadora midsummer

Em 1895, procurando abrir os horizontes, ela vai primeiramente para Chicago, logo em seguida, N.Y. e em 1899, se muda para a Europa. O velho continente tem tudo a ver com as aspirações artísticas de Isadora e ela se considerava europeia de alma.

Na Europa, Isadora visita museus como o Louvre e o British Museum, onde se inspira nos objetos e nos afrescos da Grécia antiga e nas pinturas da Renascença, decidindo que o que gostaria de fazer na vida era dançar como se dançava nesta época, livremente.

isadora duncan at greece

Ela é convidada para dançar para os patronos das artes, usando túnicas de seda, dançando com os pés descalços, longe dos corseletes e das sapatilhas. Ela fazia suas próprias coreografias, com técnicas inovadoras, além de utilizar músicas subversivas de Wagner ou Chopin (que até então eram somente escutadas e não dançadas).

Em sua opinião: “Tive três grandes mestres, os três grandes precursores da dança no nosso século: Beethoven, Nietzsche e Wagner”.

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Até mesmo os cenários de suas apresentações eram apenas um fundo com cortina azul, não era necessário nenhum adorno já que o que pretendia passar para a plateia era apenas a sua dança, pura e simplesmente.

Aos poucos, Isadora vai atraindo a atenção dos europeus, também em virtude dos escânda-los, e em 1902 é convidada para dançar na Hungria, com uma orquestra interpretando o Danúbio Azul de Johan Strauss e obtendo grande sucesso.

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Em Viena, ela tem contato com artistas expressionistas como Egon Schiele, que admiravam seu trabalho.

Até que em 1905, ela consegue finalmente realizar um de seus sonhos: abrir uma escola de dança na Alemanha, juntamente com sua irmã, somente com o lucro de suas apresentações.

isadora e crianças

Nesta época, sua fama vai aumentando entre a elite cultural da época, incluindo Rodin, Fokine, Nijinsky, Gertude Stein, entre outros.

Em sua vida pessoal, ela teve uma filha com o cenógrafo Edward Gordon Graig, bem como um filho com Paris Singer, o rico herdeiro das máquinas de costura Singer.

isadora e filhos

Inclusive foi o milionário Singer que custeou a sua segunda escola, aberta nos arredores de Paris, um pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Em um espetáculo no Metropolitan de NY, ela dança ao som da Marselhesa, realizando danças militares e chamando os americanos para lutarem na guerra.

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Porém, no final de 1913, uma grande tragédia acontece em sua vida: ela perde seus dois filhos em um acidente de carro, que estavam acompanhados de sua governanta e afundam no Rio Sena.

Este fato será marcante para Isadora, que após a morte deles, enfrenta um período de depressão, se afastando dos palcos durante um tempo.

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Entre 1916 e 1920, Isadora se apresenta em diversos lugares, dançando e coreografando peças de Tchaikovsky, Schubert, Chopin e Scriabin, entre outros.

Ela expressa sua sexualidade e beleza através da dança, colocando para fora os seus sentimentos e personalidade, a dança de Isadora é sensual, pagã, seus movimentos são leves, lembram danças dionisíacas.

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Como ela mesma declarava: “A beleza da arte não é feita de ornamentos, mas daquilo que flui da alma humana inspirada e do corpo que é seu símbolo…”.

Em uma delas, ela dança com uma echarpe vermelha, que significa a virgindade, e atira para a plateia. Em outra dança, ela demonstra a perda de seus filhos, já em outra é como se estivesse grávida.

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Visando aperfeiçoar sua dança, ela mergulha em estudos aprofundados sobre a origem da dança e suas diversas expressões em diferentes culturas.

Isadora viaja o mundo, levando sua dança para os mais diferentes lugares, inclusive no Rio de Janeiro.

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No Rio, ela se apresentou no Municipal em 1916 e rola um boato de que ela teria se envolvido com Oswald de Andrade e para o qual ela teria dançado quase nua.

Isadora era reverenciada por artistas, poetas e pintores como Abraham Walkowitz, que a pintou em diversas ocasiões.

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Em 1921, ela vai para Moscou, atrás dos ideais revolucionários e para pedir ajuda ao novo governo para abrir uma escola de dança e ensinar milhares de crianças necessitadas.

Ela não se importava de viver de pão preto e vodka, o que ela queria era passar adiante seus ensinamentos de forma libertadora.

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Ela realiza a coreografia de ‘Revolutionary”, com músicas de Scriabrin, realizando danças russas que demonstram seu repúdio à injustiça social e sua empatia pelo sofrimento humano.

Em Moscou, ela conhece e se apaixona pelo poeta Sergei Esenin, com o qual se casa, apesar de ter prometido a si mesma que jamais o faria, para que este pudesse acompanhá-la em uma turnê pela América.

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Nos EUA, suas ideais revolucionárias são mal recebidas e durante este período, Isadora incluía pequenos discursos antes ou no final de suas apresentações.

Ela chega a declarar para a imprensa: “Sim, eu sou uma revolucionária, todos os verdadeiros artistas são revolucionários”.

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Isadora enfrentará um duro período em sua vida por estes ideais e por tentar manter sua escola, já que precisava alimentar seus alunos. Ela aceita se apresentar em lugares como a Sibéria, onde sua turnê é um fracasso.

Além disso, seu casamento com Sergei chegava ao fim e ela enfrentava mais esta perda.

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Mas Isadora sempre foi corajosa, nunca teve medo de desafios ou dificuldades e continua a lutar pela sua arte e pra poder dançar para os admiradores desta.

A morte de Isadora foi estúpida: ela andava de carro e sua longa echarpe enrolou em uma das rodas e ela morreu asfixiada, em 1927.

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Um pouco antes de sua morte, Isadora havia publicado um livro de memórias intitulado “My life” (Minha vida).

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Uma de suas frases célebres era: “Eu não faço mais que dançar a minha vida”.

O mundo perdia uma de suas maiores artistas, a dança perdia uma de suas figuras mais memoráveis.

Em 1966, Ken Russell fez um filme especial para a BBC sobre a vida de Isadora e que merece ser visto, o link está abaixo:

Em 1968, ela foi vivida nas telas por Vanessa Redgrave no filme “Isadora” (na foto abaixo).

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Em 1979 foi criada a Isadora Duncan Dance Foundation para manter viva a sua memória. No vídeo abaixo eles apresentam algumas danças de Isadora:

Isadora foi única, seu legado é enorme, seu nome é reconhecidamente um dos mais importantes da dança de todos os tempos; nunca haverá outra Isadora Duncan.

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TODAY’S SOUND: NIJINSKY POR ARTHUR MENDES ROCHA

Ele foi o maior dançarino de todos os tempos, impressionando a todos com seus movimentos que o faziam quase que voar; hoje falaremos do mito NIJINSKY!

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Nijinsky é considerado o maior dançarino que já existiu, sua fama atravessa séculos como o que de melhor a dança já produziu, seu talento e seus movimentos são considerados únicos.

Quase ninguém na época fazia o que ele fazia, seu “em pointe”, o movimento de dançar na ponta dos pés, é nada menos que lendário.

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Nijinsky é mais que uma lenda, já foi tema de balés, filmes, inúmeros livros, mas sua figura ainda é cercada de mistérios, já que não existe nenhum registro dele em filme, somente fotografias, um diário e muitas histórias fantásticas.

Vaslav Nijinsky nasceu em Kiev, Ucrânia, em 1890,  já com a dança em seu sangue, já que seus pais eram ambos dançarinos de origem polonesa e muito bem conceituados Seu pai era conhecido por seu virtuosismo e os grandes saltos e eles tinham uma Cia de dança que se apresentava no Império Russo.

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Desde criança, ele mostrava aptidão para a dança, treinando com seus irmãos, especialmente com sua irmã Nijinska, até que seu pai resolve lhe dar as primeiras lições entre uma turnê e outra.

Com nove anos, ele já ingressa na Escola Imperial de Dança de São Petersburgo, impres-sionando seus professores com seu raro talento, além de estudar música e aprender a tocar instrumentos como o piano, flauta, balalaika e acordeão.

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Apesar de o pressionarem para ele ingressar no Mariinsky Theatre, ele prefere terminar seus estudos primeiro.

Mesmo assim, ele participa como membro do corpo de baile e em pequenas danças para o Mariinsky Theatre, como em “Don Giovanni”, coreografado por Michel Fokine.

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Em 1907, Nijinsky fazia parte do Mariinsky como ‘corypheé”, título acima do bailarino e de integrante do corpo de baile, se apresentando para os czares e os nobres da época.

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Ele dançou com bailarinas como Sofia Fedorova, Lydia Kyasht e Karsavina Kchessinska (com ele na foto abaixo), participando de coreografias juntamente com Fokine e o designer Alexandre Benois (parceria que se repetiria por muitas vezes).

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Entre os espetáculos que participou estavam “La Fille Mal Gardée”, “Le Pavillion d’Armide”, “A Bela Adormecida” e “Le Talisman”, onde arrasou como Wind God Vayou (na foto abaixo).

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Sua carreira terá uma guinada ao conhecer Sergei Diaghilev, produtor de balés russos e criador da Cia. “Ballet Russes”, que viajava para promover a dança russa em lugares como Paris.

Neste período, Nijinsky se torna amante de Diaghilev e esta parceria será muito importante para sua carreira, além de trabalhar com Fokine e também o designer Léon Bakst (que o desenhou na pintura abaixo)>

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A primeira performance dele em Paris foi em 1909 e simplesmente Nijinsky conquistou a capital francesa, todos ficaram impressionados com a sua leveza, suas piruetas incríveis, seu virtuosismo, seu corpo perfeito, tudo fazia dele um gênio do balé.

Nijinsky dançava ao lado de estrelas como Anna Pavlova em balés como “Cleopatra” e “La Fête”, fazendo desta temporada em Paris algo fenomenal, influenciando a arte, a dança, a música e até a moda do que viria a seguir.

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Em 1910, de volta à Rússsia, ele dançou “Giselle” ao lado de Tamara Karsavina, naquela que foi considerada uma das melhores duplas de balé de todos os tempos.

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Porém esta sua aparição acabou acontecendo com ele apenas utilizando meias, o que causou a indignação da Imperatriz, que achou a performance obscena e sendo Nijinsky afastado do Mariinsky.

De volta às plateias ocidentais, ele também causou sensação como o fantoche “Petrushka”, do balé de mesmo nome  e no qual ele viveu o papel título, mostrando intensidade dramática absurda em sua performance 9na foto abaixo com Stravinsky).

Nijinsky Photographs and Photographers

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Um dos boatos sobre ele era que Nijinsky não tinha traquejo social, que não embarcava em conversas ou discussões, ele não gostava de falar em público, talvez pela timidez. Mesmo sendo uma pessoa culta, Nijinsky tinha dificuldades de se expressar e de se fazer entender.

Sabendo dançar como ninguém, era normal que Nijinsky resolvesse coreografar seus próprios balés, sendo que alguns deles causaram controvérsia. Seus ensaios com os dançarinos acabam sendo difíceis, justamente por ele não conseguir comunicar exatamente o que pretendia.

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Entre os balés coreografados por ele estavam “L-aprés midi d’um faune” apresentado em 1912 e considerado um de seus balés mais lindos, dançado de maneira extremamente sensível, sensual, com uma expressão entre corpo e personagem poucas vezes igualada. Em uma das cenas do balé, ele simulava uma masturbação, o que causou indignação para muitos.

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Mas o grande escândalo estava por vir: ao encenar “Le sacre du Printemps” de Igor Stravinsky, Nijinsky opta por uma maneira moderna de encenar este balé, excedendo os limites do balé tradicional, eram os primeiros passos da dança moderna, um momento histórico onde o balé nunca mais seria o mesmo. Porém, na época, estas novidades impostas por Nijinsky não foram bem compreendidas pela plateia que lotava o Theatre Champs-Élysées em Paris, gerando uma violenta reação do público.

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Dizem que Diaghilev, ao ver tudo isto acontecer, sentiu satisfação, já que o que ele queria é que esta polêmica tornasse o balé ainda mais famoso e que falassem deste acontecimento por muitos anos (o que acabou acontecendo).

A relação entre Nijinsky e Diaghilev estava cada vez mais desgastada, já que o produtor nunca havia aceitado que Nijinsky fosse o coreógrafo da Cia e a única razão de seu sucesso financeiro.

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Em 1913, pouco antes de embarcar em uma turnê pela América do Sul, sua irmã Nijinska (na foto abaixo com ele e Ravel) desiste de acompanhá-lo devido ao recém-nascido filho e Diaghilev, alega uma superstição de que algo trágico aconteceria a ele e também desiste de ir.

nijinsky ravel e nijinska

Era a primeira vez que Nijinsky não tinha o apoio de duas das principais figuras de sua vida, entre elas o seu mentor.

Entre os integrantes da turnê estava Romola de Pulszy, uma proeminente figura da sociedade húngara por quem Nijinsky iria se apaixonar.

nijinsky e romola

 

O interessante é que os dois compraram suas alianças no Rio e se casaram em Buenos Aires. Mas este casamento será apenas o começo da descida de Nijinsky para a loucura.

Na volta de Nijinsky a Paris, ele descobre que havia sido demitido do Ballet Russes e que Diaghilev havia recontratado Fokine como o principal coreógrafo e bailarino da Cia.

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Nijinsky estava numa situação difícil, havia sido desligado do Balé Imperial Russo, bem como não havia sido liberado do serviço militar. Ele só possuía ofertas do Paris Opera e um espetáculo que misturava dança clássica e popular em Londres, algo contra seus princípios.

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Nijinky forma uma nova Cia que incluía sua irmã, mas houve atritos entre ela e Romola.

Porém nestes novos espetáculos, ele enfrenta uma plateia não acostumada com atrasos entre as trocas de cena, além de afirmarem que Nijinsky já não dançava tão bem quanto antes.

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Ele acaba perdendo algumas apresentações por problemas de saúde e um ataque de nervos, cancelando os shows e tendo grande prejuízo financeiro.

Com a chegada de sua filha, Kyra, e o começo da Primeira Guerra Mundial em 1914, Nijinsky enfrenta outra situação: era considerado inimigo russo e não poderia abandonar a Hungria, onde se encontrava.

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A guerra também causa problemas para o Ballet Russes como a falta de dançarinos e Diaghilev desejava Nijinsky de volta a Cia para apresentações em NY.

Várias autoridades intervêm a seu favor e assim ele desembarca em NY em 1916, enfrentando novos problemas nos balés a serem apresentados na América, no MET Opera House.

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Mesmo com os problemas, Nijinsky consegue realizar as apresentações e obtém sucesso, mas a turnê acaba tendo prejuízo.

Logo em seguida, em 1917, se deu a sua última apresentação: num espetáculo beneficiente para a Cruz Vermelha, em Montevidéo, tendo ao piano Arthur Rubinstein interpretando Chopin e Nijinsky dançando tristemente e levando o pianista ás lágrimas.

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Porém, ele teria que enfrentar um problema ainda maior e sem volta: foi constatado que ele apresentava sinais de esquizofrenia.

Assim, logo após o final da turnê, ele acaba indo para a Suíça, para ser tratado.

O tratamento não teve sucesso e durante o resto de sua vida, Nijinsky permanece entrando e saindo de asilos e hospitais psiquiátricos.

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A última aparição de Nijinsky dançando foi durante a Segunda Guerra, quando se apresentou para um grupo de soldados em Viena.

O grande bailarino faleceu em uma clínica londrina em 1950 e hoje está enterrado no cemitério de Montmartre, onde está uma estátua de um dos seus personagens mais famosos, o fantoche Petrushka.

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A fama de Nijinsky é enorme, mesmo com nenhum material dele filmado (o que existe são montagens feitas com fotos), ele estará para sempre na memória dos que o viram dançar, sendo dos primeiros homens que se destacaram na dança, especialmente no balé.

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Seu nome será sempre lembrado quando se fala de dança e do que ele fez por esta arte, sendo muito mais que um mito, uma lenda, um ícone; ele é tudo isto e muito mais.

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