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CERRONE POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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CERRONE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Jean-Marc Cerrone, ou simplesmente Cerrone, é outro produtor famoso da disco music; ele já vendeu mais de 30 milhões de discos, foi redescoberto por vários artistas e está lançando novas versões de seus antigos sucessos.

cerrone & women

 

Cerrone nasceu na França e desde cedo demonstrou paixão pela música, mas foi ao assistir Jimi Hendrix tocando no Olympia que ele resolveu aprender a tocar bateria.

Por ser muito inquieto na escola, sua mãe acabou lhe dando um kit de bateria, para ele extravasar sua energia tocando.

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Seu pai era contra ele se dedicar à música e ele acaba saindo de casa aos 16 anos.

Ele se muda para Saint-Tropez onde faz bicos para sobreviver e toca na rua, enquanto sua amiga passava o chapéu para recolher o dinheiro.

Certa vez, Eddie Barclay, o famoso produtor e fundador da Barclay Records, o vê tocar e logo em seguida o convida para sentar a sua mesa.

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Ele comenta que faltava a Cerrone uma banda, sendo que ele (Cerrone) apresenta a sua banda, Kongas, e Barclay o convida para se apresentar no club Le Papagayo.

Com os Kongas, ele lança o primeiro disco produzido por Alec R. Costandinos (artista que contribui com as carreiras do Aphrodite’s Child, Demis Roussos e Dalida, entre outros).

Ccerrone

Quando o segundo álbum do Kongas, “Africanism”, foi lançado, nele se destacava o senso rítmico de Cerrone e a produção de Don Ray, que acabou por influenciar mais tarde os DJs de tribal house pela sua percussão. Abaixo uma raríssima apresentação deles em 1974:

No disco também se destacava a versão para “Why can’t we live together”:

As produções de Cerrone começavam a chamar a atenção dos músicos americanos, pois era uma disco européia instrumental, sexy, orquestrada, diferente da americana.

Cerrone sai do Kongas, que enveredava para o lado mais pop, e se lança em carreira solo, lançando um próximo single que iria mudar o rumo de sua vida profissional.

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Este single foi “Love in C Minor”, música com vocais femininos, batidas eletrônicas, foi uma sensação na época. Abaixo a versão original, a primeira que foi lançada:

Lembro quando meu irmão comprou o single da música e o quanto ficamos impressionados com a sonoridade e a duração da música, que era de mais de dezesseis minutos.

cerrone cover

Cerrone era uma injeção de novidade, mas muitas gravadoras recusaram o single pela enorme duração, que não poderia tocar na rádio e achavam a percussão muito forte.

Ele colocou uma mulher nua ao seu lado na capa do disco e isto melhorou ainda mais as vendas, prensando uma quantidade pequena, por um pequeno label e o boca a boca foi se formando.

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A música atravessou as fronteiras, foi parar nos EUA, com a Casablanca fazendo uma nova versão com outro grupo.

Com isto, Cerrone resolve ir para NY e procura a Atlantic Records, através da figura lendária de Ahmet Ertegün e este assina com ele e lança novamente “Love in C Minor” com nova capa e mais vocais que incluíam também sussurros.

No segundo disco, ele mantém a fórmula de sucesso com “Cerrone’s Paradise”:

Mas foi com o terceiro álbum, “Cerrone 3”, de 1977, que ele teria o hit que arrebatou toda uma geração de DJs e que até hoje continua sendo sampleado e copiado: “Supernature”.

A música era futurista, altamente influenciada pelo Kraftwerk, mas adicionando vocais, mais percussão, se tornando algo único e inovador par as pistas de dança.

Além disso, “Supernature”, como o próprio título já sugere, tem uma mensagem ecológica, se rebelando contra a destruição da natureza causada pela humanidade.

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No começo, a gravadora não queria lançar “Supernature” como single, foi por insistência de Cerrone que ela foi lançada e o disco vendeu oito milhões de cópias.

Outra música que se destacava no disco, e que com o passar dos anos se tornou cult, era “Give me love”, também bastante sampleada pelos DJs de house e remixada em versões novas.

O próximo disco, “Cerrone IV – The Golden Touch” não teve um super hit, mas a música “Rocket in the pocket” influenciou bastante os artistas de hip-hop que utilizaram muito o seu break (nos 02:42 do vídeo, numa apresentação ao vivo em 1978):

Outra música que foi sucesso nas pistas foi “Look for love”:

Ele também se aventurou a fazer trilha para o cinema como “Brigade Mondaine”, com versões novas de músicas já lançadas e alguma inéditas como “Striptease”:

As capas dos discos dele eram uma atração à parte; com mulheres seminuas, em poses eróticas e com certo ar kitsch; era o marketing dele para atrair mais interessados.

cerrone covers

Cerrone lançou vários álbuns consecutivos, todos trazendo sempre algum elemento interessante dentro de seu estilo, não foram absolutos sucessos de vendagens, mas manteve seu nome sempre como um músico de qualidade.

Em 1981, ele teve um pequeno hit com “Hooked on you”, com os incríveis vocais de Jocelyn Brown e que foi relançada com sucesso nos anos 00 com novos remixes:

Mesmo não vendendo como antigamente, ele continuou sendo convidado a tocar em grandes eventos como no Bicentenário da Revolução Francesa em 1989.

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Sua música foi redescoberta no final dos anos 90, quando o house francês começou a ganhar destaque e nada melhor que o som de Cerrone, disco francesa, para servir como inspiração.

Compilações e reedições de seus discos começaram a serem lançados e em 2001, Bob Sinclar (antes de virar um DJ farofa) o chamou para realizar com ele o álbum “Cerrone by Bob Sinclar”.

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Desde então, Cerrone não tem parado de lançar novos trabalhos, sejam álbuns com inéditas, bem como novas versões de seus antigos hits ou com remixes de Djs famosos na cena eletrônica como Dimitri from Paris, Joey Negro, Groove Armada, David Morales, entre outros.

46th Montreux Jazz Festival

Em 2005, ele gravou um DVD num concerto de graça e ao ar livre no Palácio de Versailles.

Em 2011, ele tocou com o Chic de Nile Rodgers fazendo uma ótima versão de um clássico da disco, produzido por ele (Cerrone) para Don Ray: “Got to have lovin’ ”:

Este ano foi lançado o disco “Cerrone Productions”, compilação de algumas de suas melhores produções, seja com o Kongas, Don Ray e versões novas de suas músicas com novos colaboradores, sejam DJs ou artistas.

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Uma delas é a nova versão de “Supernature”, que desta vez conta com os vocais de Beth Ditto (do Gossip) e o The Shoes e que já tem até remix novo feito por Alan Braxe e um clipe:

Como o próprio Cerrone declara: “Giorgio Moroder é mais electro, Nile Rodgers é mais funk, eu estou em algum lugar no meio disto; é o “french touch” (toque francês)”.

cerrone e beth

Recentemente ele foi tema de um mini doc da Pitchfork TV que merece ser visto:

Mesmo não tendo o sucesso de Nile e Giorgio, Cerrone também vive ótimo momento; sendo convidado para tocar em festivais como Glanstonburry, além de ter seu catálogo influenciando artistas que vão de Lindströn a LCD Soundsystem, passando por Goldfrapp, La Roux, Todd Terje e Mark Ronson, entre outros.

 

 

 

 

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