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GEORGE CLINTON, PARLIAMENT E FUNKADELIC POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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GEORGE CLINTON, PARLIAMENT E FUNKADELIC POR ARTHUR MENDES ROCHA

George Clinton foi o maior incentivador do funk como gênero a ser reconhecido mundialmente; influenciado pelos mestres James Brown e Sly Stone, ele inovou o estilo casando-o com o rock, jazz, gospel e criando o P-Funk.

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Ele já atendeu pelos apelidos de Prime minister of Funk, The King of Interplanetary Funksmanship ou apenas Dr. Funkenstein.

CLINTON 1

Clinton é o funk personalizado, ele fez de tudo para o ritmo ser considerado um estilo musical, formou bandas, trouxe aquela loucura para torná-lo mais moderno, misturou com o rock ácido e psicodélico de Jimi Hendrix e Frank Zappa, experimentou o que pode e criando grooves hipnóticos.

Funkadelic (1)

Cantor, compositor, produtor, desde os primórdios de sua carreira, ele se interessou pelo doo wop (ritmo baseado em harmonias vocais), criando nos anos 50 o grupo The Parliaments.

Ao mesmo tempo, ele trabalhava em uma barbearia, fazendo cabelos, e ensaiando nos fundos.

P FUNK

O primeiro sucesso dos Parliaments foi com o single “(I Wanna) Testify”, ainda bem diferente musicalmente do que Clinton viria a fazer quando o funk se apoderou de sua alma.

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Como ele mesmo declara: “Nós vamos fazer a música sacana que ouvíamos na escola. Nós vamos fazer esta música funky, esta música sacana que era o rock n’ roll”.

Na session abaixo, a música é interpretada pelo Parliament-Funkadelic com o funk já dominando seu DNA; sob a influência do movimento hippie, eles adotam um visual e uma atitude mais desencanada:

Porém o selo pelo qual gravou, o Revilot Records, enfrentava problemas e ele, sem querer esperar, mudou o nome da banda para Funkadelic.

Com a venda do pequeno selo para a Atlantic, Clinton abandonava, pelo menos por enquanto, o nome Parliaments, por se recusar a gravar para um grande selo.

GEORGE CLINTON - FUNKADELIC By Barry Schultz

Em 1970, depois de vencer uma batalha judicial, ele volta a ter direito sobre o nome Parliament; assim ele assina com o selo Invictus e lança o álbum “Osmium”, cujo hit é o top 30, “Breakdown”.

Aqui já podemos notar que o groove já muda, fica mais contemporâneo, dançante e muito mais funkeado, uma espécie de soul psicodélico.

parliament

Logo após o lançamento deste álbum, suas bandas vão sofrendo mudanças, com a adição de músicos importantes como o tecladista Bernie Worrell, o guitarrista/vocalista Garry Shider e principalmente o baixista Bootsy Collins (também participante da banda de James Brown).

ParliamentFunkadelicGeorgeClintonBootsyCollinsBernieWorrellandMichaelHampton

Durante os anos 70, influenciado pelo estilo Motown, ele reúne um coletivo de 50 músicos e passa a gravar com os dois nomes, Parliament e Funkadelic, utilizando até três estúdios diferentes.

Parliament-Funkadelic Portrait In England

Ambas as bandas coexistiam juntas, incluindo os mesmos membros e conhecidos como P-Funk.

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Assim, eles passam a fazer shows com bandas de rock como MC5, The Stooges, Vanilla Fudge,  se misturando a uma cena mais experimental. Isto incluía também o movimento free jazz e artistas como Sun Ra e Ornette Coleman.

O Funkadelic se direciona mais para o rock psicodélico, enquanto o Parliament fica mais fiel às raízes funks.

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Em 1970, o Funkadelic lança seu primeiro álbum,“Funkadelic”, um álbum conceitual, um disco de ‘black rock”, onde uma das músicas de destaque era “I got a thing”:

No segundo álbum, “Free your mind…and your ass will follow” foi o início da longa parceria entre Clinton e Worrell, que depois também traria ‘Maggot Brain”, álbum de 1971. Estes primeiros discos, apesar de não terem feito sucesso, são influência fundamental nos artistas de rock, funk e hip-hop que viriam a seguir.

FUNKADELIC maggot_brain

No momento que o R&B americano era dominado pelo som mais comportado da Filadélfia, os pirados de Clinton viajavam legal, chegando a assustar os desavisados. Eles experimentavam fazer som sob a influência de drogas psicodélicas, abrindo mais suas mentes musicalmente e com resultados surpreendentes.

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Em 1973, o álbum “Comic Slop” mostra outro direcionamento para a banda, a começar pela capa criada pelo artista Pedro Bell, que passou a colaborar com eles, lhes dando um visual cada vez mai espacial, misturando quadrinhos com ficção científica e um som cada vez mais único e diferente de tudo que se fazia na época; era uma revolução estética.

Em 1974, o Parliament assinava com o selo Casablanca, um dos selos de maior sucesso dos anos 70 com um cast que incluía artistas R&B, pop, soul, disco e mais.

funkadelic - mothership

As duas bandas lançava por duas gravadoras diferentes, ao mesmo tempo., já que o Funkadelic lançava pela Warner.

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Em 1975, o Parliament lança o importante álbum “Chocolate City’, que pregava um governo black (muito antes de Obama chegar á Casa Branca).

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E logo em seguida, “Mothership Connection” com músicas como ‘Give up the funk (Tear the roof offthe sucker)”:

Os shows deles eram os mais extravagantes do pedaço, com diversos músicos no palco, utilizando elementos da ficção científica, além de figurinos espaciais, cabelos afros, perucas bizarras, óculos absurdos, muito brilho, tecidos metalizados, enfim, tudo que deixasse as pessoas hipnotizadas, tanto na música quanto no visual.

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O nome do show era The Mothership Connection, de 1976 e abaixo vemos o momento ápice com a nave pousando no palco, enquanto a multidão enlouquecia:

O período de 78 a 79 foi o de maior sucesso para o coletivo Parliament/Funkadelic com o lançamento do seminal álbum ‘One Nation under a groove’ pelo Funkadelic, permanecendo no topo da parada R&B durante seis semanas e atingindo o disco de platina.

funkadelic - one nation

O Parliament finalmente colocava nas paradas os hits “Flash Light” e “Aqua Boogie”:

E o Funkadelic lançava em 1979 mais um clássico funk “(Not Just) Knee Deep”:

Nos anos 80, Clinton enfrenta problemas judiciários com os nomes das bandas e os contratos com tantas gravadoras diferentes, bem como os diversos artistas envolvidos nestas bandas.

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Abuso de drogas, gravadoras fechando as portas para Clinton, isto tudo foi contribuindo para um período ruim para os integrantes do P-Funk.

Clinton resolve lançar seu primeiro disco solo, “Computer Games” de 1982 que originou um de seus maiores hits: “Atomic Dog’.

Ele chegou a gravar mais três discos-solo na década de 80, mas nenhum teve muito sucesso comercial.

Durante este período, ele e muitos membros do Parliament/Funkadelic lançaram discos e turnês assinando como os P-Funk All Stars.

p-funk all stars

Na década de 90, sua música voltou a ser reconhecida com o sucesso dos novos nomes do rap como Dr. Dre, Snoopy Doggy, Digital Underground, Ice Cube, De La Soul, LL Cool J, Outkast, 2 Pac, bem como do Red Hot Chilli Peppers (ele produziu o primeiro álbum deles), que declaravam a influência de Clinton e o P-Funk como fundamental, além de utilizar vários samples de seu antigo catálogo.

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Clinton foi mantendo sua presença forte na cultura pop, aparecendo em filmes, comerciais (para a Apple e Nike), programas de TV (na HBO) e passou fazer parte do Rock n’ Roll Hall of Fame.

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Em 2005, foi lançado o documentário ‘One Nation Under a Groove” contando a história do P-Funk e das bandas Parliament/Funkadelic com depoimento de vários artistas.

Em 2013, o Funkadelic voltou com um novo single, ‘The Naz”, que conta com a participação de outra lenda do funk: Sly Stone.

Clinton já esteve algumas vezes no Brasil, sua última aparição por aqui foi na Virada Cultural, em São Paulo, há dois anos atrás.

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Este ano ele deve pintar com um novo álbum, bem como uma participação no disco de Kendrick Lamar.

O P-funk de Clinton e Cia. trouxe um momento único para a música, parecia que todos faziam parte de um ritual tribal, influenciando de maneira vital toda uma nova geração de músicos que até hoje, reverenciam o legado destes geniais artistas.

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