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TODAY’S SOUND: 30 ANOS DE MEAT IS MURDER DE THE SMITHS – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: 30 ANOS DE MEAT IS MURDER DE THE SMITHS

Em 1985, The Smiths lançava o seu segundo disco, “Meat is Murder”! Trinta anos se passaram e o disco marcou uma época e tornou a banda uma das mais icônicas de todos os tempos.

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O titulo do disco não pode ser mais pertinente, vegano desde aquela época, Morrissey já exaltava as qualidades de uma dieta sem carnes e este era apenas um dos temas polêmicos que ele aborda no disco, além de política, críticas à monarquia, entre outros.

The Smiths

Nem o pop da época fica de fora das críticas de Morrissey, já que o Smiths se recusou a participar do Band Aid, a reunião dos astros da música para combaterem a fome da África, enquanto ele afirmava que na Inglaterra, havia uma tortura diária sendo cometida contra o povo.

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No vídeo abaixo, gravado para o programa da BBC, “Whistle Test”, o grupo dava os retoques finais no disco e declarava que muitos grupos pops não despertavam a consciência de seu público e que os Smiths justamente queriam isto: trazer temas que fossem discutidos, que despertassem a curiosidade de seus ouvintes, como se questionar em comer carne por exemplo. As imagens mostram eles no estúdio, os bastidores das gravações, depoimentos de um jovem (e lindo) Morrissey falando de suas inspirações para compor as letras.

Os Smiths viviam um momento alto em sua carreira: vinham de um ótimo disco de estreia, eram uma das bandas mais disputadas do pós-punk inglês, Morrissey estava em todo lugar como o ídolo assumidamente gay.

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Tanto é que “Meat is Murder” foi o seu único álbum a atingir o primeiro lugar na lista dos mais vendidos naquele ano.

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O disco chegava numa época de descobrimento – o despertar da sexualidade, do posicionamento político – era um disco punk feito à maneira Smiths de ser, mas com uma dose de bom humor, como o próprio Morrissey declarou na época de lançamento.

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Produzido pela própria banda, a capa do disco fez bastante barulho na época, ao mostrar um soldado com um capacete no qual está escrito o nome do disco, questionando a carne humana que é exposta num conflito como uma guerra, onde ela não vale nada. A foto foi tirada do documentário “In the year of the pig”, de 1968, sobre a Guerra do Vietnã.

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O disco já abria com a maravilhosa “The Headmaster Ritual” – dançante, densa, com a guitarra arrasadora de Johnny Marr – a música era uma um grito de revolta de Morrissey: “I want to go home, I don’ want to stay” (Eu quero ir para casa, eu não quero ficar) que depois emendava com um dos la la las mais lindos da história do rock.

Não é à toa, que esta é uma das músicas favoritas do Radiohead, que fez uma linda cover dela:

“Meat is Murder” é um disco especial, muito influente, não contém hits mas música especiais como “I want the one I can’t have” (eu quero aquele que não posso ter), que como o próprio título diz, é um ode ao amor não correspondido. Morrissey canta as agruras de amar alguém que não o quer. Esta música continua até hoje no seu repertório, mesmo que cantada sem o Smiths. Abaixo, a música cantada pelo grupo num show em Madri:

Outra música, que por sinal é das minhas favoritas (e também de Johnny Marr), é “That Joke isn’t funny anymore”. A única canção do álbum lançada em single, a música é uma balada onde Morrissey responde a ataques de jornalistas que o consideravam fake. Dizem que foi inspirada por um caso que ele teve com um jornalista. Os vocais dele vêm do fundo de sua alma, e o verso ‘I’ve seen this happen in other’s people lives, now it’s happening in mine” (Eu vi isto acontecendo na vida de outras pessoas, agora está acontecendo na minha) foi como um hino naqueles tempos incertos:

Outro destaque é a linda e triste ‘Well I Wonder”, a típica balada dos Smiths, começando com o verso “Do you hear me when I sleep” (Você me ouve enquanto eu durmo), acompanhado pela guitarra de Marr, sua voz vai ficando mais fina, mais cristalina, repetindo o refrão e sofrendo muito; simplesmente divina!

E quase no final do disco, mais uma super música: “Barbarism begins at home”, canção que tem um baixo funk e inspiradíssimo de Andy Rourke , dançante, bateria potente de  Mike Joyce, como mostra esta apresentação deles no programa “The Tube”, em 1984, com Morrissey com suas camisa vaporosa, crucifico, jeans rasgado e flores no bolso de trás (aliás, os fãs sempre lhe atiravam flores para ele as colocar no bolso). 

Nas edições americana e canadense, acabou sendo incluída a música ‘How soon is now”, que fazia sucesso nos clubs americanos e que depois foi lançada em single na Inglaterra. A canção acabou se tornando uma das mais emblemáticas da carreira da banda.

Infelizmente, The Smiths se separaram em 1987, por diferenças irreconciliáveis entre Morrissey e Marr. Todas as expectativas de um dia eles voltarem, nunca foram alimentadas por nenhum dos dois, que partiram para carreiras solo.

Smiths quiz

O título do disco se mostra bem atual e hoje em dia, Morrissey está cada vez mais radical no seu posicionamento como vegetariano, evitando de tocar para público ou em lugares que sirvam carne e recentemente uniu-se ao PETA para pedir a renúncia de David Cameron (o primeiro ministro inglês) que está envolvido no chamado ‘pig-gate”, já que há um forte boato que ele tenha cometido algumas baixarias no passado envolvendo um porco.

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Recentemente, os 30 anos do disco mereceu a capa da revista Paste, que fez uma ótima matéria deicada ao disco e as bandas que foram influenciadas pelo mesmo.

Smiths paste magazine

De todo o jeito, “Meat is Murder” é um registro perfeito dos Smiths no auge de sua inspiração, de sua qualidade artística, de um pop rock que hoje me dia é difícil de igualar, seja pela excelência de suas composições, de seu ritmo e de canções inesquecíveis.

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