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TODAY’S SOUND: 8½ POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: 8½ POR ARTHUR MENDES ROCHA

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Ele é um dos meus filmes favoritos, uma aula de cinema, de sonho, de loucura, de delírios, de surrealismo: ‘8 ½” (Oito e Meio) de Fellini.

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Federico Fellini foi um dos maiores diretores de todos os tempos e em 1963 ele dirigiu este filme que é considerado a sua obra-prima.

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No trailer italiano original, abaixo, Fellini usa a sequência que acabou ficando para o final, já que pretendia acabar o filme de outra maneira:

No papel principal, o seu alter-ego Marcelo Mastroianni como Guido Anselmi, um diretor vivenciando um bloqueio criativo e um personagem totalmente autobiográfico.

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O próprio título do filme se refere à Fellini, já que ele havia dirigido seis filmes, dois episódios e uma co-direção, perfazendo o total de oito filmes e meio.

8-e-meio-fellini-e-cardinalTodas as listas de melhores filmes de todos os tempos constam este magnífico filme, que é uma grande homenagem ao ato de filmar, uma ode de amor ao cinema e a todo este processo.oito-e-meio.-foto-1O filme arrebatou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1963 e também para o belíssimo figurino de Piero Gherardi (que já havia vencido antes por outro filme de Fellini, “La Dolce Vita”), além de diversos prêmios internacionais.oito-e-meio-foto-2

Destaque também para a fotografia em p&b de Gianni di Venanzo (responsável pela fotografia de “A Noite” e “o Eclipse” de Antonioni, além de “Eva” de Joseph Losey e ‘Julieta dos Espíritos” de Fellini) e também pela inspirada trilha de Nino Rotta, usual colaborador de Fellini em muito de seus filmes.

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A cena de abertura já nos prepara para o que virá a seguir, com Guido preso num engarrafamento, sufocado dentro de seu carro, somente o barulho de sua respiração e do barulho dele batendo no vidro enquanto observa os outros carros até que ele sai voando e se imagina preso por uma corda, como se fosse uma “pipa humana”:

O filme é com se fosse um grande sonho e se desenrola nesta tentativa de Guido terminar um filme que deixou pela metade: um filme de ficção científica com várias referências auto-biográficas.

Assim, ele se refugia em uma estação de águas, onde é perseguido pelos executivos que querem que ele termine o filme, bem como as mulheres de sua vida.

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Entre elas estão:

A esposa Luisa Anselmi, vivida pela atriz francesa Anouk Aimée, a mesma de ‘Um Homem, Uma Mulher” e tantos outros filmes

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a confidente Rossela e também a melhor amiga de sua mulher, papel de Rossela Falk

a amante, a tempestuosa Carla  interpretada por Sandra Milo, atriz que também trabalharia com o diretor em “Julieta dos Espíritos”

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a atriz e a “mulher ideal” Claudia vivida pela deslumbrante Claudia Cardinale

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a namorada de seu amigo, Gloria, vivida por Barbara Steele, a mesma de “Black Sunday” de Mario Bava

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Além destas, Guido tem delírios com flashbacks de sua infância e adolescência, como quando conheceu a prostituta, La Saraghina (Eddra Gale) , na famosa cena da dança dela:

Abaixo, cenas dos bastidores do filme, com Fellini filmando e também entrevista com o diretor e as atrizes que participam do filme:

Scorcese afirma que quando Fellini dirigiu “8 1/2” ele deu um salto em sua filmografia, pois era diferente de tudo que ele havia feito antes, foi como se ele tivesse pulado dez anos, afirmou o diretor.

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Agora, para apreciar o filme em todo seu brilhantismo, aconselho a vê-lo na edição da Criterion Collection, que fez, mais uma vez, um incrível trabalho de remasterização além da inclusão de preciosos extras.

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No filme a câmera não pára um minuto, ela está sempre em movimento, bem como ele deixa bem forte os contrastes entre branco e preto, é um filme bem moderno e uma quebra com a estética vigente na época.

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‘8 e ½” é pura fantasia, mágica, em uma de suas mais famosas cenas, a do harém, Guido está cercado por todas as mulheres de sua vida, desde sua mãe, professora, amigas, esposas, amantes, todas convivendo pacificamente e lhe fazendo todas as vontades enquanto preparam seu banho:

Em entrevistas Fellini declara que quando está fazendo um filme, ele deixa se levar por este, como a própria vida, e que sua tristeza é realmente quando esta alegria de filmar acaba quando encerra o filme. Como nessa cena abaixo onde Guido fala do ato de viver e onde dirige todos os personagens de seu filme, o filme de sua própria vida:

Através deste emaranhado de imagens, sonhos, delírios, Fellini discute arte, filosofia, psicologia, modernidade e todos os aspectos técnicos e pessoais que estão envolvidos no processo criativo, é um filme como poucos: faz rir, chorar, pensar e, principalmente, se emocionar.

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