Pronto! Mamãezinha já foi longe demais mesmo com isso hoje! @hannariusaOlá, eu sou eu o Tigre denovo, venho por meio desta reclamar que Mamãezinha resolveu me torturar mesmo com essa troca de roupinhas! Disse que com este pullover @hannariusa posso ir estudar em Harvard! Já falei que não quero e não adianta mesmo!Alô? Boa tarde, meu nome é Tigre, sou o amor da minha Mamãe porém tô aqui muito #chatiado com isso. Mamãe me abandona na casa da Vovó pra viajar e volta com isso! Disse que eu tô chic de trench coat e gravatinha e que é pra ficar paradinho mesmo mesmo! Meu look #1 @hannariusa modas de Nova IorqueSo good to finally find my partner in crime from the punk rock years in the Lower East Side, Manolo!!! It's been 15 years at least, since I last saw him...! Love you #Mannie Garcia Miss our days...Spreading the word!Ma brotha from anotha motha @ricardoctavaresGoing to my town...Outra novidade babado para 2015  é a abertura do @la_central no Edifício Copan, restaurante de alta gastronomia mexicana, onde meu marido @ddonaire é um dos sócios! Em destaque meu arranjo floral do amor 💚! La Central abre oficialmente para o público dia 15 de dezembro! Nos vemos lá?2014 terminando com grandes alegrias e renovações, entre elas a abertura de LifeUnderZen do meu Brother Mór Jun Matsui, na Galeria do Rock! True style! Meus Ikebanas, Bonsais e arranjos do amor, direto do meu jardim, expostos e a venda lá, tá? Congrats e vida longa @junmatsui e @jlta !!!Another level flower arrangements @liajacinto & Ricardo wedding! Photo by @djfelipevenancio

                
       





















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CURRENT MOON

Today’s Sound: Blood of a Poet por Arthur Mendes Rocha

“Blood of a Poet” (‘Le sang d’um poete” em francês e “Sangue de um poeta” em português) é um filme de 1930, concebido e dirigido pelo genial Jean Cocteau, e até hoje perdura como uma alegoria surrealista e uma obra experimental que merece  ser conhecida.

Cocteau foi uma das figuras mais chaves do movimento surrealista: poeta, cineasta, escritor, dramaturgo, pintor, designer, ele acumulava atividades e as desempenhava divinamente.

Ele era amigo de figuras marcantes do século passado: Duchamp, Dali, Chanel, Radiguet, Picasso, Piaf, entre outros, estavam entre seu circulo de amigos.

“Blood of a Poet” lida com os questionamentos de um artista, suas ansiedades, metáforas e principalmente com a relação da arte e dos sonhos.

O filme é considerado à frente de seu tempo, lida com imagens lindas, com truques, sombras, poéticas, um estilo que Cocteau seguiria nos demais filmes da Orphic trilogy “Orpheu” (1950) e o “Testament of Orpheus” (1960).

O filme tem poucos diálogos, é basicamente composto de quatro segmentos:

No primeiro, um artista está pintando um quadro e fica surpreso ao ver que a boca que desenhou está se mexendo e depois vai parar em sua mão. Ele experimenta com sua mão até parar na boca de uma estátua.

No papel da estátua está a fotógrafa americana Lee Miller, em sua única aparição no cinema como atriz.

No segundo, a estátua fala com ele até ele atravessar um espelho e vai parar num hotel com pessoas estranhas, até ele tentar suicídio com uma arma.

No terceiro, estudantes brincam de jogarem bolas de neves uns nos outros, até um trágico desfecho.

No quarto, um jogo de cartas que envolve o corpo de um garoto morto e um anjo da guarda, bem como a reaparição da estátua.

Os filmes de Cocteau são difíceis de explicar se não os vermos, ele é um artista muito preocupado com a estética (vide filmes dele como “A Bela e a Fera”) e extremamente visual.

“Blood of a poet” foi financiado por Charles de Noialles, um visconde rico que patrocinava as artes.

Tudo começou em uma festa dada pelo visconde, onde o compositor Georges Auric anunciou que comporia um score para uma animação. O visconde lançou o desafio que daria um milhão de francos se Cocteau fizesse um filme com score de Auric e assim surgiu “Blood of a poet”.

Mas na época o filme veio cercado de polêmica: havia uma cena no quarto segmento que sugeria uma glamourização do suicídio (influenciado pelo que havia acontecido com o pai de Cocteau) e isto irritou a igreja católica, que o considerou um filme blasfemo.

Isto fez com que o filme atrasasse um ano para ser lançado e o visconde de Noialles exigindo que, para lançar o filme, Cocteau deveria tirar a tal cena do suicídio.

Cocteau refilmou a cena, escalando o artista Barbette, uma espécie de travesti da época, já que fazia papel de mulher e era admirado por Cocteau e Man Ray, além de fazer muito sucesso nos teatros dos anos 20 e 30. Ele também era acrobata, dominando bem a técnica do trapézio e saltos aéreos.

O Visconde acabou sendo responsabilizado, já que havia também financiado outro filme polêmico, “L’Age d’Or” (outro marco do cinema surrealista), e expulso do elegante Jockey Club de Paris e ameaça de ser excomungado pela Igreja.

Obras como esta, que lidam com temas mais densos, utilizando imagens oníricas e símbolos, acabam sendo mal compreendidos em sua época, “Blood of a poet” é um exemplo típico.

Hoje o filme é reconhecido como uma importante obra de arte que ajudou a definir o cinema avant-garde e surrealista.

O filme está disponível em sua totalidade no youtube e numa cópia da Criterion Collection:

A música foi concebida por Georges Auric, usual colaborador de Cocteau, e autor de  trilhas para filmes como “Roman Holiday”, “Wages of Fear”, “Lola Montès”, “Bonjour Tristese”, entre outros.

Mesmo visto hoje, nada do que vemos no cinema atual assemelha-se ao brilhantismo e a poesia do sensível Cocteau.



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