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TODAY’S SOUND: DANCETERIA POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: DANCETERIA POR ARTHUR MENDES ROCHA

Continuando nossos posts sobre os clubs lendários, hoje falaremos do Danceteria, que bombou na NY dos anos 80, um verdadeiro caldeirão de ritmos e influências.

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O Danceteria já teve sete endereços diferentes, mas o mais famoso deles foi na 30 West 21st Street, de 1982 a 1986, sendo para a new wave o que a disco foi para o Studio 54.

Atraindo uma fauna de artistas, cantores, performers, dançarinos, gays, drag queens, órfãos do 54, frequentadores de after hours, junkies, skinheads, góticos, prostitutas – o club atraía uma clientela mais underground, mais jovem e mais antenada, era o lugar dos modernos.

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Podemos definir o Danceteria como um anti-Studio 54, mais realista, sem aquele glamour excessivo.

Quem frequentou o club fala que a energia lá era muito especial, o lugar era extremamente fashionable e os managers eram Rudolf Pieper (de origem alemã) e Jim Fouratt (figura influente da cena, também dono do Hurrah) para agendar diversos shows e atrações para o lugar. Sempre o que se procurava é que as bandas fossem avant-garde, que mostrassem algo novo, a maioria das bandas que estouraram nos anos 80 fez sua estreia lá.

Turma que frequentava o Danceteria, incluindo o dono, Rudolf, cantando no canto esquerdo.

Turma que frequentava o Danceteria, incluindo o dono, Rudolf, cantando no canto esquerdo.

O Danceteria era grande, possuía seis andares e um elevador, no qual já trabalhou o rapper LL Cool J e a atriz Debi Mazaar (de “Goodfellas” e “Entourage”) como ascensoristas.

Nos diversos andares estavam distribuídos:

Primeiro andar – o chamado andar da performance, com palco para shows e uma pistinha;

danceteria performance

Segundo andar – onde ficava a pista de dança principal;

Terceiro andar – Lounge, Bar, Restaurante e Video Lounge (o vídeo era novidade, foi dos primeiros espaços a apostar nisto e além de videoclipes havia muita videoarte e experimentações feitas no formato);

Quarto andar – Sala VIP, mas que possuía uma política democrática, qualquer um podia entrar desde que estivesse arrasando no visual;

danceteria - fashion

Quinto andar – Sala decorada em diferentes temas, dependendo da noite;

E o rooftop, o terraço que funcionava no verão geralmente e que ficava localizado no 13º andar, bem como o basement, o porão, onde poderia haver coisas como o club Batcave de Londres funcionando por uma noite.

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O DJ de maior destaque foi Mark Kamins (M.K.), que faleceu em 2013, e que fazia uma pista surpreendente, misturando diversos estilos como new wave, pop, punk, hip-hop, soul, disco, dub reggae e tudo mais que fizesse o público dançar até altas horas da madrugada.

Mark Kamins, o DJ oficial do Danceteria na sua época auge

Mark Kamins, o DJ oficial do Danceteria na sua época auge

Inclusive foi lá que os Djs tocavam até 12 horas sem parar, Kamins era acompanhado primeiramente por Sean Cassette (que tocava punk), depois por Jody Kurilla, e no primeiro andar a DJ era Anita Sarko, figura lendária da noite nova-iorquina, tendo sido DJ do Mudd Club, e que se suicidou recentemente.

Foi no Danceteria que Madonna foi descoberta, já que era frequentadora assídua,  trabalhava meio período como encarregada da chapelaria e foi namorada de Kamins, que produziu seu primeiro single, “Everybody”.

Madonna fotografada no Danceteria por sua amiga Maripol

Madonna fotografada no Danceteria por sua amiga Maripol

Abaixo vemos a primeira apresentação de Madonna, sua estreia nos palcos, que não poderia ser em outro lugar que não fosse o Danceteria, em 1982, num palco pequeno, sem produção nenhuma; um momento histórico para aquela que seria a maior estrela pop de todos os tempos:

Inclusive foi no club que ela foi apresentada a Seymour Stein, o dono do selo Sire, e que assinou contrato para ela gravar seu primeiro disco.

O Danceteria também foi utilizado numa importante cena do filme de Madonna, “Desperately seeking Susan” (Procura-se Susan desesperadamente), na qual ela dança ao som de seu hit ‘Into the groove”:

Mas nem só de Madonna vivia o Danceteria, o lugar era o preferido da geração de artistas que surgia naquele momento, incluindo Klaus Nomi, Jean Michel-Basquiat,Billy Idol, Keith Haring, B-52’s, Nick Cave, The Smiths, Depeche Mode, Bauhaus, Sonic Youth, RuPaul, The Cult, The Jesus & Mary Chain, Philip Glass, Diamanda Galas, A Certain Ratio, Richard Hell, Rolling Stones e muitos outros.

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Muitos destes também se apresentaram no club, bem como performers underground como Joey Arias, John Sex, Alexis del Lago, Kenny Scharf (que se transformou em um artista famoso), Kembra Pfahler (antes de Voluptuous Horror of Karen Black), Ann Magnuson, Wendy Wild e muitos outros.

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Performance de Kembra Pfahler no Danceteria

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Performers do Danceteria, entre eles Kenny Scharf (no canto direito)

Sade, além de ter trabalhado rapidamente como atendente no bar, fez sua estreia americana no palco do Danceteria.

Flyer do primeiro show americano de Sade no Danceteria

Flyer do primeiro show americano de Sade no Danceteria

Os programas mais legais faziam programas especiais lá, como o The Tube, apresentado por Jools Holland (que faria anos mais tarde o conceituado “Later with…”) e Leslie Ash, onde eles nos mostram o club por dentro e até entram na cabine do DJ Mark Kamins:

Bem como o programa ‘New York Dance Stand” mostrando dançarinos e frequentadores (como Diane Brill) do club, em 1983:

O próprio décor do Danceteria era bem menos luxuoso que do Studio 54, as paredes eram grafitadas, iluminação mais simples, o que chamava atenção era mesmo o clima das pessoas se divertindo, dançando com passos mais influenciados pelo hip-hop e punk.

Não podiam faltar músicas como:

“Love Tempo” do Quando Quango

‘Big Business’ de David Byrne (com remix de M.K.)

“Cavern’ do Liquid Liquid:

‘Spacer Woman’ do Charlie:

M.K. foi um dos primeiros DJs internacionais a acreditar no groove de Jorge Bem com “Taj Mahal”:

O club ficava aberto das oito da noite até às oito da manhã e o mix dos DJs era realmente o que tornou este lendário, pois misturava as diversas novidades da música, selos como Factory, 4AD, Rough Trade, mais o funk de James Brown, a disco divertida do Boney M, isto fazia as pessoas dançarem sem parar a um som totalmente eclético.

danceteria flyer

A receita de sucesso do club era também o seu staff, a mistura certa entre DJs, atendentes do bar, garçonetes, seguranças, faxineiros, enfim, tudo funcionava de maneira harmônica e precisa – as pessoas que lá trabalhavam eram escolhidas a dedo.

Danceteria

Além de Mazaar, Madonna, Sade, lá também trabalharam artistas como Basquiat, Keith Haring e os Beastie Boys como ajudantes de garçom e mais Karen Finley (cantora e performática) como garçonete.

Basquiat e Keith Haring, dois habitués do Danceteria

Basquiat e Keith Haring, dois habitués do Danceteria

Uma das ascensoristas, Cheyne, até foi cantora na música “Call me Mr. Telephone”, produzida por M.K.:

O Danceteria foi mais que um club, foi um estilo de vida, ele determinou as diretrizes dos próximos clubs que se seguiram; foi dos primeiros lugares a apostarem em bandas inglesas pouco conhecidas nos EUA, como o New Order. MK. acabou fazendo muito isso: tornar as músicas inglesas mais adaptadas ao gosto americano, através de seus próprios remixes como o de ‘Too shy” de Kagajoojoo:

O club também foi o precursor em ritmos como o electro, que dava seus primeiros passos em hits como “Planet Rock’ do Afrika Bambaata e ‘Set it off” do Strafe:

M.K. sinaliza Larry Levan (do Paradise Garage) como sua principal influência, o de fazer com que músicas que seriam totalmente diferentes, combinarem entre si. O som que rolava no Danceteria transcendia os gêneros mais conhecidos como o rock e a disco

danceteria

Como o próprio M.K. declarou: “O Danceteria foi um destes momentos na História onde todo estavam no mesmo lugar, na hora certa e todos se alimentavam um do outro”.

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O Danceteria teve várias sobrevidas; abriu em três locações em NY e quatro nos Hamptons, tendo a última fechado em 1995. Hoje o local mais icônico, que fechou em 1986, se transformou em um condomínio de luxo.

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