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TODAY’S SOUND: MILES AHEAD POR ARTHUR MENDES ROCHA

Encerrando os posts de docs e filmes musicais, hoje falaremos de “Miles Ahead”, o filme de e com Don Cheadle, no qual ele nos conta um interessante episódio na vida de Miles Davis, com direito a liberdades no roteiro e concepção das personagens.

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Não podemos denominar o filme como uma cinebiografia, pois ele não é um filme linear, que respeita datas e afins; ele nos mostra um período na vida do jazzista no qual ele ficou afastado das gravações e apresentações, como um período de descanso, de afastamento da música e de sua criação.

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Há várias cenas de flashbacks, especialmente do envolvimento de Davis com uma de suas mulheres, a dançarina Frances Taylor.

Don Cheadle e Emayatzy Corinealdi.

Don Cheadle (Miles) e Emayatzy Corinealdi (Frances) no Festival de Berlim deste ano.

Miles é vivido brilhantemente por Don Cheadle, numa performance que pode lhe render uma indicação ao Oscar, já que ele incorporou totalmente o jazzista, além de treinar as suas músicas e respirar Miles Davis o tempo inteiro, bem como ficar responsável pela direção do longa.

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Até as ordens que Cheadle dava aos atores e técnicos era na mesma voz que ele fazia Miles.

Cheadle se envolveu em cada processo do filme, deste a concepção do roteiro (ele co-escreveu o filme com Steven Bailgeman), a trilha sonora, o financiamento apara conseguir levar o filme às telas, apelando para o crowdfunding, bem como a ajuda de amigos.

No final dos anos 70, Miles Davis vivia um período de recesso em sua carreira, de 1975 a 1980, os chamados ‘silent years” (anos silenciosos), agravado por uso de drogas e medicamentos e ele simplesmente sentia que não tinha nada a dizer pela música, ele não tinha vontade de tocar.

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O verdadeiro Miles Davis nos anos 70.

O filme usa esta “parada” na carreira pera nos contar um Miles que vivia um período dark, tendo pesadelos de seu passado com a ex-mulher Taylor (interpretada pela atriz Emayatzy Corinealdi), além de ter realizado uma gravação a qual ele ainda não havia lançado e há pessoas interessadas em se apossar destas gravações.

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A atriz Emayatzy Corinealdi vive a ex-esposa de Miles, Frances Taylor.

Verdade ou não, o filme mistura várias pequenas histórias, períodos da vida de Miles e é um entretenimento, não uma biografia certinha e documental.

Como o próprio Cheadle declarou, isto não é uma cinebiografia e sim uma peça de música, uma composição, assim ele teve mais liberdade para contar esta história.

Cheadle e seus colegas de elenco Emayatzy Corinealdi e Keith Stansfield.

Cheadle e seus colegas de elenco Emayatzy Corinealdi e Keith Stansfield.

 

Uma figura fictícia tem uma importante participação no filme, o jornalista Dave Braden, da revista Rolling Stone, interpretado por Ewan McGregor (“Trainspotting”, “Moulin Rouge”), que invade o retiro de Miles para escrever uma matéria sobre ele e acaba participando das aventuras com o jazzista para recuperar suas gravações roubadas.

Cheadle e McGregor numa cena do filme.

Cheadle e McGregor numa cena do filme.

A participação de McGregor foi um dos motivos para que o filme conseguisse financiamento, já que o ator é bastante conhecido mundialmente, além de haver a necessidade de um ator branco para dividir os papéis principais (coisas do cinema comercial americano).

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Aliás, o filme tem várias cenas de ação como perseguições, brigas em lutas de boxe, prisões, enfim, são fatos que ocorreram na vida de Miles e que se tornaram elementos utilizados por Cheadle para fazer um filme divertido.

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No filme, Miles vive recluso em seu apartamento em NY e avesso às badalações; ele vive a base de remédios (devido à dores causadas nos seus quadris) e estava viciado em cocaína.

O próprio figurino de Miles foi todo estudado conforme o que ele utilizava na época, na fase em que seus cabelos eram mais compridos e encaracolados, usava muitas roupas coloridas e extravagantes com muitas camisas de seda, brocados, rendas, estampa python (foto), além dos óculos escuros bem chamativos e que viraram sua marca registrada no final dos 70.

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O estilo extravagante de Miles Davis.

O estilo extravagante de Miles Davis.

Cheadle aprendeu a tocar trompete há quatro anos e todos seus números musicais foram feitos em cima das músicas e com ele interpretando cada uma delas e depois foram sincronizadas com as músicas verdadeiras de Miles, para se ter uma ideia do perfeccionismo do ator/diretor.

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O romance entre Miles e sua então esposa se passa nos flashbacks e mantém toda a reconstituição daquele período, que cobre final dos anos 50 e início dos 60, sendo que ela foi sua musa inspiradora e modelo na capa de seus discos como “Someday my prince will come”.

A verdadeira Frances Taylor na capa de "Someday my prince will come".

A verdadeira Frances Taylor na capa de “Someday my prince will come”.

Na trilha sonora, os destaques vão para músicas de alguns discos de Miles como “Agharta” (de 1975), o icônico “Kind of Blue” (de 1959), ‘Bitches Brew” (de 1970), ‘We want Miles” (de 1981), “Porgy and Bess” (de 1959), “Nefertiti” (de 1968), entre outros.

Há uma cena bem divertida, na qual Miles e o jornalista vão pegar cocaína de um traficante e ele está escutando o disco “Sketches of Spain” (de 1960) e o trafi não acredita quando descobre que aquele é o próprio Miles e ainda leva um autógrafo do jazzista.

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A trilha sonora foi altamente elaborada com diferentes composições de diferentes períodos Miles, além de músicas compostas especialmente para o filme por Robert Glasper, jazzista e artista de hip-hop/eletrônica, vencedor de dois Grammys e que tem em Miles uma de suas maiores influências.

O filme já começa com o “Prelude (Part 2)” do disco “Agartha”:

E também “Miles Ahead”, do disco homônimo:

Numa cena no final do filme, há a participação de lendas do jazz que trabalharam com Miles como Herbie Hancock (que iria fazer a trilha originalmente, mas teve de desistir por falta de tempo) e Wynton Marsalis, além da participação especial de jazzistas mais novos como Esperanza Spalding, Gary Clark Jr. e Antonio Sanchez.

Cheadle dirigindo uma das cenas do filme.

Cheadle dirigindo uma das cenas do filme.

Além disso, o filme realmente aconteceu graças à contribuição de seu sobrinho, Vince Wilburn Jr. (filho da irmã de Miles, Dorothy), que além de ter tocado com seu tio, é produtor executivo de “Miles Ahead”.

Vince Wilburn Jr. com seu tio Miles Davis.

Vince Wilburn Jr. com seu tio Miles Davis.

Ele fala que a escolha de Cheadle para viver o tio e dirigir foi feita com a benção de toda a família de Miles, incluindo os filhos, e que ele conviveu com o tio neste período do final dos 70 e declara que o que o tio queria era descansar um pouco, curtir seu boxe, assistir aos jogos na TV e passear por NY.

Michael Stuhlbarg, Emayatzy Corinealdi, Don Cheadle, Keith Stanfield, Ewan McGregor

O elenco do filme reunido no lançamento de “Miles Ahead” em New York.

Inclusive foi o próprio Wilburn que ventilou pela primeira vez que se fizessem um filme sobre seu tio, o ator que deveria interpretá-lo deveria ser Don Cheadle, sendo que o ator nem havia se comprometido com o filme ainda.

O filme estreou no final do ano passado no Festival de NY, foi mostrado este ano no Festival de Berlin e tem sido bem recebido nos circuitos comerciais de EUA e Europa. Sua estreia no Brasil ainda não foi confirmada, por enquanto ele pode ser visto em torrent ou neste link do youtube com legendas em espanhol:

 

 

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