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TODAY’S SOUND: OS 30 ANOS DE BLUE VELVET POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl












































































    É com profundo pesar, estão cortando uma pequena floresta de no mínimo 70 anos, que cresceu numa casa desocupada. Ainda que haja autorização da PMSP e compensação em outro local, como fica o entorno? Quem irá compensar os morcegos e periquitos que moram nessas árvores?Unforgetable veggie lunch exxxperience!
Thank you so much @saporebrasil @pietroleemann @lideresempreendedores 
Risoto com aspargos verdes e abóbora, contraste de mousse de couve-flor defumada e arroz silvestre crocante.Happy Sunday!
Plantio de mais de 320 árvores nativas da nossa Mata Atlântica para #florestadebolso de Ricardo Cardim. @fabricadearvores 😉RIP #leeradizwill and #rudolfnureyev 🖤🖤Wake up, Mthrfckrs! 
#10yearchallengeHappy Halloween from Vampirina 🖤“The Proposal” ( between 1880 - 1889) by Knut Ekwall (Swedish - 1843 - 1912)Full purple bloom galore!
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CURRENT MOON

TODAY’S SOUND: OS 30 ANOS DE BLUE VELVET POR ARTHUR MENDES ROCHA

Os próximos posts serão dedicados a alguns aniversários de filmes e discos que se comemoram este ano e hoje iniciarei pelo 30º aniversários de um dos grandes filmes dos anos 80, “Blue Velvet” (Veludo Azul) de David Lynch.

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Lembro que a primeira vez que assisti a “Blue Velvet’ no cinema, fiquei completamente apaixonado pelo jeito de David Lynch filmar e contar esta estória, tão interessante e enigmática ao mesmo tempo.

Este foi o filme que realmente colocou David Lynch no mapa, pelo menos aqui no Brasil. Antes ele havia dirigido “Eraserhead’, que permanecia inédito no Brasil, e Duna”, sua fracassada adaptação da obra de Fran Herbert e que fora um fracasso mundial.

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Lynch dirige MacLachlan numa cena do filme

“Blue Velvet” nos conquista já nas primeiras cenas, mostrando uma cidade do interior, tipicamente americana, Lumberton, onde por trás de toda a aparência de perfeição e ingenuidade, se esconde um submundo cheio de violência, corrupção e depravação.

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Por sinal, Lynch adora esta temática, que também está presente em “Twin Peaks”, mas aqui foi o seu momento mais inspirado e que colocou o filme entre os melhores da década.

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Da esq. para dir. Hopper, Rossellini e Lynch num intervalo das filmagens

Este foi o segundo filme da parceria de Lynch com Kyle MacLachlan (o primeiro foi “Duna”) e aqui ele vive Jeffrey Beaumont, um jovem comportado e ingênuo, que volta ao lar após o enfarte de seu pai.

Lynch nos convida a desfrutar de toda uma paisagem idílica, com casinhas em tons pastéis, cercas brancas, gramados bem verdes, para aos poucos ir adentrando no dark side.

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Os créditos iniciais já nos mostram um pouco do que iremos presenciar, com música misteriosa que ao mesmo tempo lembra melodrama dos anos 50, com a tela tendo ao fundo um veludo azul:

Logo após os créditos, já entra a música ‘Blue Velvet” interpretada por Bobby Vinton, canção que inspirou Lynch a denominar o seu filme e que tem importante papel no desenrolar da estória.

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Num certo dia, enquanto Jeffrey caminha pela vizinhança, ele encontra num terreno baldio, uma orelha humana, cheia de formigas e a partir daí o filme realmente começa sua descida ao lado obscuro e sombrio de Lumberton.

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Da es. para a dir., Dern, Rossellini e MacLachlan nums cena do filme

Jeffrey tem uma antiga amizade com Sandy (Laura Dern, outra preferida de Lynch), a legítima “girl next door”, loira, careta e filha do detetive da cidade, ao qual Jeffrey pede ajuda para descobrir de onde veio a orelha.

Aos poucos, Jeffrey vai investigando o lado negro da cidade, ao se deparar com Dorothy Vallens (Isabella Rossellini, então esposa de Lynch), uma cantora de cabaré que se apresenta num pequeno clube da cidade, onde é denominada de “Blue Lady”.

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A cena em que Jeffrey vê Dorothy pela primeira vez, cantando a canção “Blue Velvet”, é daqueles momentos mágicos do cinema.

É claro que Dorothy só veste veludo azul quando se apresenta e viemos a descobrir que este é um dos fetiches de Frank Booth (Dennis Hopper).

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Frank é um psicopata, lidera a gangue mais criminosa da cidade, chantageia Dorothy (pois sequestrou seu marido e filho), todos o temem e não é para menos,;ele é um dos piores vilões a surgirem no cinema em muito tempo.

Frank adora transar com Dorothy e só atinge o orgasmo ao colocar uma máscara de oxigênio (ou de amyl nitrate, a substância presente no poppers), chamá-la de mommy e dizer a clássica frase: “Mommy, baby wants to fuck” (Papai quer transar). Ah, sem esquecer em acariciar o veludo azul do robe de Dorothy, engolir o tecido, e também batê-la e dizer para que ela não olhe para ele:

Jeff acaba se escondendo no apartamento de Dorothy e assiste a tudo escondido num armário; toda a perversão de Frank e aquele submundo, aos poucos ele começa a enxergar um pouco da realidade que desconhecia.

Além disso, Jeffrey vai se deixando envolver por Dorothy, mas ele tem ao mesmo tempo atração e repulsa deste novo mundo e quanto mais ele adentra, mais ele vai se complicando.

blue-velvet

Outra cena tensa é a que Jeffrey e Dorothy são levados ao apartamento de Ben, personagem de Dean Stockwell (ator que teve sucesso como ator infantil nos áureos tempos de Hollywood), figura estranha, de rosto pintado com maquiagem branca e que sempre procura agradar Frank:

Na cena acima, está inclusa a canção dublada por Ben, ‘In Dreams”, de Roy Orbison.

blue-fran e ben

Quando o filme foi lançado, ele dividiu a opinião dos críticos – alguns o julgaram muito depravado, de conteúdo forte – mas outros o incensaram a categoria de obra-prima.

O filme lançou a carreira cinematográfica de Rossellini, que até então era apenas modelo da Lancôme e não possuía experiência como atriz, mas arrasou nas mãos do então marido Lynch.

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‘Blue Velvet” trouxe uma indicação a Lynch para o Oscar de Direção (a qual ele não venceu) e Hopper (falecido em 2010) foi indicado ao Globo de Ouro e venceu vários prêmios da crítica mundial.

No ano passado, também foi lançado o documentário ‘Blue Velvet Revisited’, com imagens feitas em Super-8 por Peter Braatz, que fora convidado pelo próprio Lynch para filmar e fotografar os bastidores da filmagem e que somente foi mostrado ao público recentemente.; confiram o trailer do doc:

Tudo no filme é bem pensado por Lynch, desde o design de produção até a incrível trilha, a primeira parceria dele com Angelo Badalamenti (antes de Twin Peaks e de vários outras colaborações entre eles).

No momento, seus nomes retornam com força total à mídia, depois da anunciada volta de ‘Twin Peaks”, que terá novos episódios, mantendo grande parte do elenco original.

2011. Blue Velvet

A fotografia primorosa foi concebida por Frederick Elmes, responsável pela direção de fotografia de filmes como “Wild at Heart” (também de Lynch), além de “Ice Storm” (de Ang Lee), “Broken Flowers” (de Jim Jarmusch), entre outros.

Mas voltando a Blue Velvet, por ocasião do aniversario, serão exibidas cópias novas e restauradas para o cinema, começando a exibição agora em março em selecionados cinemas de Los Angeles, para depois chegar a lugares como a Inglaterra.

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O filme completa 30 anos em setembro e deve aparecer, esperamos, também por aqui; por enquanto ficamos com o novo trailer:

“Blue Velvet” é um clássico absoluto, um filme que mexe com cada emoção; o roteiro é primoroso, Lynch soube muito bem dosar as cenas de tensão, de romance, criticando de maneira sábia uma sociedade que vive de aparências e que na verdade, esconde muita podridão.

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Sua influência pelo filme e pelo surrealismo, já merece colocar o filme no topo, com o uso certo de paleta de cores, com fotografia exuberante e a questão de até aonde vai o bem e onde começa o mal e como distinguir um do outro.

Os elementos do filme noir como fotografia mais escura, uma femme fatale (Dorothy), um vilão impetuoso (Frank) estão presentes de maneira a costurar de maneira perfeita a estória e todas suas nuances.

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Quem tiver chance, não deixe de ver o filme no telão do cinema, é uma experiência realmente inesquecível e “Blue Velvet” merece ser apreciado desta maneira.

 

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