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TODAY’S SOUND: RAY HARRYHAUSEN POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: RAY HARRYHAUSEN POR ARTHUR MENDES ROCHA

Esta semana, apesar de pouco divulgado, o cinema perdeu um de seus grandes mestres; ele não era diretor, nem ator, mas seu papel é de fundamental importância no cinema moderno, seu nome, Ray Harryhausen.

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Ray era o mago dos efeitos especiais, o mestre da animação com bonecos, mais conhecida como stop-motion.

Sem ele, não existiria Spielberg, George Lucas, Peter Jackson, James Cameron, Guilhermo Del Toro e muitos dos cineastas que nos fazem sonhar e penetrar em mundos tão fantásticos e cheios de imaginação. Todos eles falam sobre o mestre no documentário de 2011 ‘Ray Harryhausen, Special Effects Titan.

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Vi uma exposição em Londres, em 1990, que apresentava várias das pequenas maquetes e das criaturas incríveis criadas por Harryhausen e elas nunca mais saíram da minha mente.

Eu havia conhecido Harryhausen, vendo muitos dos seus filmes nas sessões da Tarde nos anos 70 e 80, em filmes como “Jasão e os Argonautas”, “A Viagem de Simbad”, entre outros.

Abaixo ele conversa sobre as criaturas que criou para “Fúria de Titãs”, a versão original:

Todos eles haviam me impressionado especialmente por seus efeitos especiais, algo novo para a época, já que não havia efeitos computadorizados e tudo era feito da maneira antiga, filmando cada bonequinho cena a cena, movimento a movimento, quadro a quadro.

Um trabalho desta perfeição era complicado na época e Harryhausen se sobressaia com seu olhar, suas criaturas tinham uma personalidade própria.

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Harryhausen iniciou sua carreira fazendo pequenos filmes sobre famosas fábulas como “Chapéuzinho Vermelho”, “João e Maria”, “Rapunzel”, “O rei de Midas”, entre outras.

Nesta época, ele ainda não havia feito o que o tornaria famoso, que são os monstros ou criaturas de filmes de fantasia como o ciclope de Sinbad:

Harryhausen decidiu-se pela profissão ao assistir á primeira versão de “King Kong”, cujos efeitos realizados por Willis O’brien o impressionaram bastante.

Ele se oferece para trabalhar com O’brien que o inclui para fazer as animações do filme “Mighty Joe Young”, filme este que deu o Oscar a O’brien de melhores efeitos especiais em 1947.

Seu grande desejo era fazer filmes de ficção científica e isso aconteceu com “The beast of 20.000 Fathoms”, baseado numa estória escrita por seu grande amigo Ray Bradbury, lançado com grande sucesso de bilheteria em 1953.

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Harryhausen foi um dos grandes inovadores da animação na época, seus filmes tinham um toque realista, já que ele conseguia misturar com perfeição os modelos de stop-motion com as ações reais, filmadas com atores de verdade.

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Seu papel era quase como o do diretor do filme, pois tudo ele participava: roteiro, direção de arte, storyboard, design de produção.

Com o produtor Charles H. Schneer, ele fez os filmes “It came from beneath the sea” (1955), “Earth Vs. Flying Saucers” (1956), todos grandes sucessos de público.

Esta cena acima foi recriada por Tim Burton no filme ‘Mars Attack’ e o cineasta declarou que é uma homenagem ao gênio de Harryhausen.

Quando filmou em cores pela primeira vez, com “The 7th Voyage of Sinbad” , em 1958, Schneer cunhou o termo “Dynamation” ou “Dynarama”, que se tornaria sua marca registrada.

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A cena mais impressionante feita por Harryhausen foi a luta dos sete esqueletos em “Jasão e os Argonautas” (1963), cena que mostramos abaixo e que marcou a história do cinema para sempre:

Esta cena jamais foi igualada, mesmo com os efeitos modernos de hoje em dia, e consumiu quatro meses para ser realizada.

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Outra cena de Jasão nos mostra a estátua do deus Talos criando vida:

Ao entregar um Oscar especial para Harryhausen, Tom Hanks declarou que muitas pessoas consideram Cidadão Kane e Casablanca como os melhores filmes já produzidos, mas ele considerava Jasão.

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Em meados dos anos 60, Harryhausen foi contratado pela Hammer e trabalhou em dois filmes com animais pré-históricos: “One million years B.C.” (famoso pela presença de Raquel Welch vestindo um biquíni de pele de animal) e ‘Valley of the Gwangi” (1969).

Nos anos 70, ele faz mais dois filmes de Sinbad: “The Golden Voyage of Sinbad” (1973) e “Sinbad and the eye of the tiger” (1977). Abaixo a famosa dança da deusa Kali (na verdade Siva) no primeiro filme:

Nos anos 80, ele realiza sua última contribuição nos efeitos especiais para o cinema com ‘Clash of the Titans”(Fúria de Titãs), lançado em 1981, com grande elenco que incluía Laurence Olivier e Maggie Smith, entre outros. O filme teve uma refilmagem recentemente, mas os efeitos do primeiro filme, apesar da tecnologia ainda escassa, dá de dez na nova versão.

Em 2010, o BAFTA (o Oscar Inglês) fez uma homenagem a Harryhausen dando-lhe um prêmio especial por ocasião do seu 90º aniversário.

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No seu obituário, George Lucas declarou: “Sem Harryhausen, provavelmente nem haveria existido “Star Wars”.
Terry Gilian disse que enquanto os novos técnicos em efeitos especiais fazem tudo digitalmente, Harryhausen faziam tudo com suas digitais.

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Isto só vem nos mostrar que, em se tratando de efeitos especiais, monstros e criaturas incríveis, ninguém bate o mestre Harryhausen.

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