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Jean Andre Rixens - 1874

                
       
















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TODAY’S SOUND: THE FACE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Iniciando nossos posts sobre revistas famosas que marcaram época, hoje falamos sobre a bíblia da cultura pop dos anos 80/90, a revista inglesa The Face.

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Antes da internet e das mídias sociais, existiu uma revista que era uma espécie de guia para minha geração, que foi jovem nos anos 80 e buscava o que estava acontecendo de mais moderno no mundo pop.

O logo criado por Brody para a The Face em 1987.

O logo criado por Brody para a The Face em 1987.

Música, cinema, moda, comportamento, cultura club, games, design, arte, quadrinhos, as novas drogas que surgiam: The Face cobria todos estes assuntos e muito mais, quem saía na capa da revista era o que de mais bacana estava acontecendo naquele momento.

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Lembro em correr para a banca de importados e procurar pelo meu exemplar, tendo sido ávido leitor da revista durante os períodos  do final dos anos 80, toda a década de 90 e início dos anos 00.

A revista iniciou suas atividades em 1980, em Londres, graças ao talento de Nick Logan, o editor do NME (New Musical Express) na década de 70, além de publicações como Arena (a ótima revista de moda masculina), Arena Homme Plus (também de moda masculina, porém com dois exemplares por ano), Smash Hits (de música pop), Frank, Deluxe, entre outras.

Primeiro exemplar da The Face com Jerry Dammers (do The Specials) na capa.

Primeiro exemplar da The Face com Jerry Dammers (do The Specials) na capa.

Logan percebia a falta de revistas que cubrissem a cultura jovem de maneira inteligente e que fizesse a conexão perfeita entre música e moda.

Logo que surgiu, a The Face tinha o design gráfico realizado por Neville Brody, o icônico designer inglês que arrasava na tipografia e no visual que a revista teve no período de 1981 a 1986, logo no começo de sua existência.

A famosa capa "Electro" com design de Neville Brody, de 1984.

A famosa capa “Electro” com design de Neville Brody, de 1984.

Brody é que deu a cara para a The Face se sobressair em relação à concorrência, com suas páginas altamente elaboradas que prendiam a atenção de quem folheava a revista. Seus designs eram arrojados, era uma linguagem moderna e inovadora.

Tipo de fonte usada por Nevile Brody para a The Face e o logo que criou para a revista.

Tipo de fonte usada por Nevile Brody para a The Face e o logo que criou para a revista.

Com seu toque, Brody modificou a comunicação visual da época, elaborando capas de discos (de grupos como Cabaret Voltaire), posters, além de contribuir com outras revistas como Per Lui, Lei, Arena (onde foi o diretor de arte de 1987 a 1990), entre outras.

Até a página descrevendo o conteúdo de cada exemplar, era um cuidadoso trabalho de Brody.

Até a página descrevendo o conteúdo de cada exemplar, era um cuidadoso trabalho de Brody.

Matéria da The Face sobre Morrissey com design de Brody.

Matéria da The Face sobre Morrissey com design de Brody.

Mas os primeiros logos não foram criados por Brody e sim por Steve Bush, que trabalhava com Logan na Smash Hits. Mas é dele o logo em duas cores (vermelho e branco) e que durante muito tempo identificou a revista.

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Matéria da revista nos anos 80 sobre o Kraftwerk.

Outra dos momentos de sorte de Logan foi que quando ele lançou a The Face, as revistas NME e Melody Maker estavam em greve e isto ajudou a vender os primeiros exemplares da nova revista.

Outra capa marcante da The Face, com o tema 'Hell's angels", falando sobre moda masculina (quando era um assunto pouco falado na Inglaterra).

Outra capa marcante da The Face, com o tema ‘Hell’s angels”, falando sobre moda masculina (quando era um assunto pouco falado na Inglaterra).

A revista adorava a cultura jovem, os movimentos que surgiam na Inglaterra, que eram definidos por sua influência na moda e na música, como o punk, pós punk, góticos, buffalo, hip hop; enfim, tudo que surgia, a revista estava sempre de olho e antenada para tudo.

Assim foi com os new romantics por exemplo, com a revista dando capa e várias matérias quando o movimento apenas começava.

A club culture sempre foi dos assuntos preferidos da The Face, como mostraesta capa de 1983.

A club culture sempre foi dos assuntos preferidos da The Face, como mostraesta capa de 1983.

Foi na The Face que foram publicados as primeiras fotos do chamada “Buffalo Look”, o estilo criado pelo stylist Ray Petri (que trabalhou na revista como editor de moda free-lancer) e que dominou o mundo pop de meados dos anos 80, com artistas como Neneh Cherry, Nick e Barry Kamen, Soul II Soul, entre outros.

o teen model Felix (que até fez clipe com Madonna) na icônica capa "Killer" fotografada por Jamie Morgan, com styling de Ray Petri, no auge do Buffalo style.

O teen model Felix (que até fez clipe com Madonna) na icônica capa “Killer” fotografada por Jamie Morgan, com styling de Ray Petri, no auge do Buffalo style.

E justamente isso, a The Face fazia com maestria: capturar o que a juventude fazia, quais eram seus gostos, quais seus comportamentos, a música que gostavam de ouvir e a roupa que gostavam de vestir.

Imaginem uma época em que não havia a internet para se informar, dependíamos apenas das revistas nacionais e das importadas, que “salvavam” nossas vidas e as três principais eram a The Face, I-D (que surgiu nove meses depois da Face e existe até hoje) e The Blitz (que também não existe mais).

Outro número icônico, dseta vez falando de Jean Paul Goude e o visual que ele criou para Grace Jones.

Outro número icônico, desta vez falando de Jean Paul Goude e o visual que ele criou para Grace Jones.

E não pensem que era fácil de achar, ela chegava em pequenas quantidades no Brasil, somente em bancas especializadas, era cara e muitas vezes tinha que reservar para não ficar sem seu exemplar.

Durante os anos 80 e 90, a The Face dominou este mercado, claro que existia a concorrência, mas a revista tinha algo especial, os textos, as fotos, tudo era altamente bem elaborado e exclusivo.

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Capas da The Face (no sentido horário): Tim Simenon (do Bomb the Bass), Neneh Cherry, Jazzie B. (do Soul II Soul) e Jean Paul Gaultier.

Os fotógrafos adoravam a qualidade do papel e a produção da The Face, por isto colaboravam direto com a revista, tendo aberto caminhos para nomes como Nick Knight, Jamie Morgan, e outros.

Para se ter uma ideia: no início dos anos 90, a The Face foi a primeira revista a publicar um editorial da fotógrafa Corinne Day (que era colaboradora da revista e faleceu em 2010) com a então iniciante modelo Kate Moss, num editorial de oito páginas que virou icônico.

A primeira capa da vida de Kate Moss foi para a The Face, em 1990, clicada por Corinne Day.

A primeira capa da vida de Kate Moss foi para a The Face, em 1990, clicada por Corinne Day.

Day acabou criando um estética (junto com fotógrafos como David Sims) denominada de heroin chic, que acabou tomando conta da moda e gerando muita polêmica.

A revista entrou nos anos 90 a mil, trabalhando com fotógrafos como Mario Sorrenti, David LaChapelle, Ines van Lamsweerde and Vinoodh Matadin, Jean-Baptiste Mondino, Juergen Teller, Stéphane Sednaoui, Craig McDean, Steven Klein, Mario Testino, Terry Richardson e muitos outros.

Capa com Madonna de 1990, fotografada por Jean-Baptiste Mondino.

Capa dos dez anos da The Face com Madonna, fotografada por Jean-Baptiste Mondino, em 1990.

Os editorias da revista eram sensacionais, sempre lançando tendências e com imagens bem marcantes, que não costumávamos ver nem nas revistas de moda, pois a Face era sempre mais underground, mais a frente das outras.

Além de ter contado com jornalistas como Julie Burchill, Tony Parsons, Jon Savage, Dylan Jones, Fiona Russell Powell, James Truman, Gavin Hills (falecido em 1997), entre outros.

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Depois da saída de Brody, outros criativos diretores de arte assumiram o visual da revista, que sempre manteve sua modernidade e vanguarda, incluindo Lee Swillinghan (que foi o diretor de arte entre 1993-1999), Craig Tilford (de 1999 a 2002) e Graham Rounthwaite (2002-2003).

A icônica capa com Kurt Cobain, do Nirvana, de vestido.

A icônica capa com Kurt Cobain, do Nirvana, de vestido.

Em suas capas, a revista já colocou um verdadeiro who’s who que incluiu Madonna, Kate Moss, Björk, Prince, David Bowie, Leonardo di Caprio, Uma Thurman, Oasis, Beastie Boys, Isabella Rossellini, New Order, Alexander McQueen, Boy George, Kurt Cobain, Annie Lennox, River Phoenix, Siouxsie & the Banshees, Grace Jones, Ewan McGregor, David Beckham, Beyoncé, e muitos outros.

Alexander McQueen ilustrava a capa de uma The Face clicado por Nick Knight.

Alexander McQueen ilustrava a capa de uma The Face de 1998, clicado por seu amigo e colaborador Nick Knight.

A revista sofreu um duro golpe em 1992, quando Jason Donovan (então famoso cantor pop) processou a revista por insinuar que ele era gay e acabou vencendo e recebeu uma indenização polpuda.

Assuntos polêmicos como as drogas mereciam capas e extensas matérias escritas por quem entendia do assunto.

Assuntos polêmicos como as drogas mereciam capas e extensas matérias escritas por quem entendia do assunto.

Este exemplar do ano 2000 sobre sexo, vinha numa capa de plástico cor de rosa.

Este exemplar do ano 2000 sobre sexo, vinha numa capa de plástico cor de rosa.

Em 1999, a revista foi vendida para o conglomerado editorial EMAP.

Outra modelo brasileira que fez uma foto especial, de página central, para a revista foi Shirley Mallmann, nesta imagem abaixo vestindo McQueen e clicada por Nick Knight, em 1998.

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Num de seus últimos números comemorativos (do 20º aniversário), La Chapelle fez esta marcante imagem de Gisele Bündchen enrolada no logo da revista.

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Porém, durante os anos 00, com a internet começando a bombar, as vendas da revista começaram a decair e a EMAP resolveu fechá-la em 2004, para o desgosto de seus fãs.

Capa de 2001 cujo tema era Party Hard, falando dos clubbers que exageravam nas festas.

Capa de 2001 cujo tema era Party Hard, sobre os clubbers que andavam exagerando nas festas. A foto é de Terry Richardson.

Nesta capa de 2000, uma brincadeira com o logo da revista, que virou preto e branco.

Nesta capa de 2000, uma brincadeira com o logo da revista, que virou preto e branco.

No ano que vem, deve ser publicado o livro “Legacy: the story of The Face”, do jornalista Paul Gorman (que também deve lançar uma biografia sobre Malcom McLaren), que vai nos contar toda a história da publicação, bem como destacar seus melhores momentos- capas, editoriais – enfim, será uma maneira de recuperar um pouco da magnitude que a revista teve em sua época de existência.

 

 

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