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TODAY’S SOUND: EDWIGE BELMORE POR ARTHUR MENDES ROCHA – Japa Girl



























































                
       
















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TODAY’S SOUND: EDWIGE BELMORE POR ARTHUR MENDES ROCHA

Nos próximos posts falaremos de pessoas que tem um quê especial, vivas ou mortas elas fizeram seu estilo, seu jeito de ser, se sobressair das multidões e se tornaram figuras icônicas seja na moda, na música, no comportamento.

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Hoje começaremos com Edwige Belmore, a chamada Rainha do Punk na França, ela foi modelo, it-girl, lançadora de tendências, enfim, era destas pessoas que conquistavam a todos apenas pelo seu jeito de vestir, de se portar em público.

Edwige era uma figura fascinante e determinada, ela foi abandonada pelos pais e foi criada num convento, em Paris.

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Sua vida deu uma reviravolta quando teve contato com o movimento punk, através de um show dos Sex Pistols, aos dezenove anos; ali sua vida mudou e como ela mesma declarou, surgia uma nova Edwige, vestindo gravata preta fina, camisa branca, calça de montaria e uma jaqueta preta de couro surrada, mais cabelo descolorido e raspado. O look era denominado por ela como de uma amazona, com toques alienígenas e de dominatrix.

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Edwige encarnava a figura perfeita para fazer parte de uma grupo de rock e isto veio a acontecer com um convite para integrar a banda L.U.V. (Ladies United Violently ou Lipsticks Used Viciously), mesmo não sabendo cantar ou tocar nenhum instrumento.

A partir daí, várias revistas de moda a convidaram para entrevistas, sessões de foto e ela passou a ser chamada de ‘queen of punk’ (a rainha punk) na França.

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Inclusive ela foi convidada pelo jornal underground francês, Façade, para pousar para a capa da publicação beijando Andy Warhol, e o encontro entre os dois foi chamado de “Pope of Pop meets Queen of Punk” (o papa do pop encontra a rainha dos punks).

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

Capa do Façade com Edwige beijando Warhol.

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Bem, não demorou muito para ela ser notada pelo beautiful people de Paris, como Loulou de la Falaise (uma das musas de Saint Laurent) e estilistas que incluiam Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler, tendo ambos a chamado para desfilar para eles.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige abraçada por Loulou de la Falaise.

Edwige desfilando para Mugler.

Edwige desfilando para Mugler.

Até nas festas do high society, como na de Paloma Picasso, Edwige era perseguida por fotógrafos como Helmut Newton, que a seguiu durante todo o tempo para clicá-la, completamente enlouquecido pelo seu look.

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O visual de Edwige era dos mais badalados de Paris, mas ela resolve passar uma temporada em NY, a convite de Warhol, até para mudar de ares e conhecer um pouco das pessoas e da noite de lá.

Ela chega para causar e logo vira figura conhecida nos melhores lugares de NY, como o Studio 54, onde a vemos ao lado de sua amiga Maripol ( a estilista e fotógrafa que foi grande influência sob o visual de Madonna) e mais Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige com Maripol (no centro) e Bianca Jagger.

Edwige conquista seu espaço em NY e logo passa a cantar músicas francesas em lugares como o Café Loup, conquistando a todos com seu charme e seu estilo cool de ser.

Ela fica amiga de várias figuras importantes do underground nova-iorquino e tem livre acesso nas melhores festas e se torna uma das presenças constantes nos clubs underground.

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Edwige é chamada novamente de volta para Paris, desta vez para ser a hostess do Le Palace, a discothéque equivalente ao Studio 54, escolhendo quem entra e quem não nas melhores noites da capital francesa.

Bolacha assumida, dizem até que ela andou tanto na cama de Grace Jones como na de Sade, mas ela casou com um homem, Jean Louis Jorge, um cineasta dominicano. O casamento dos dois foi um bafo só, com ela vestindo um Chanel falsificado, utilizando toalhas do atelier (já que um amigo trabalhava por lá).

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Todos os modelos e ideias que ela tinha, acabavam mais cedo ou mais tarde nas passarelas de moda de Paris.

Além disso, Edwige também atuou em alguns filmes (como ‘Sale rêveur”), além de ter participado de outra banda, a Mathémathiques Modernes, banda de new wave ao lado de Claude Arto.

De volta a NY, Edwige passa a andar com o que de mais cool havia na NY do início da década de 80, se tornando amiga de Jean-Michel Basquiat, Kenny Scharf, Keith Harring, Debbie Harry, entre outros.

Mas como nem só de hype vive o ser humano, ela passa a trabalhar de bartender em lugares como o Chameleon Bar, no East Village.

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Ela também foi das primeiras a usar tatuagens de frases ou de palavras no corpo, numa época que poucos ousavam a fazer isso, bem como fazia cicatrizes no seu corpo.

Edwige era pura vanguarda além de ser uma pessoa meiga, mas enfrentava crises de depressão e se viciou em drogas como a heroína.

Ela também mudou seus cabelos platinados para preto, mas sem nunca abandonar o batom vermelho, ela foi pioneira em misturar a low e a high fashion.

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Edwige também foi co-hostess da noite gay Beige, no Bowery Bar, bem como trabalhou na primeira butique/galeria de Agnès B em NY, onde havia uma fotografia dela clicada pela dupla Pierre et Gilles.

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Depois de uma tentativa de suicídio, quando perdeu o emprego e foi encontrada quase se afogando em Coney Island, seus amigos a ajudaram e ela passou a viver em Miami, onde trabalhava no hotel Vagabond, onde organizava eventos de arte e cuidava dos jardins.

Ela veio a falecer no ano passado, aos 58 anos de idade, já bem magra, em decorrência de uma hepatite mal curada e que acabou a levando, pois ela não era de se cuidar.

Foto recente de Edwige.

Foto recente de Edwige.

No início deste ano, seu amigo Gaultier fez uma linda homenagem a ela, abrindo seu desfile de primavera-verão, tendo uma loira, bem aos moldes de Edwige, e no cenário a porta do Le Palace, onde ela causou frisson.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Look de Gaultier em homenagem a Edwige.

Edwige deixa um legado bacana, não como artista ou modelo e sim como uma figura que influenciou vários artistas e que fez com que todos admirassem seu visual e seu estilo, sempre à frente e que era algo natural para ela.

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